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“Temos condições para termos ensino de grau superior na Figueira da Foz” – Pedro Machado, PSD

O Figueirense colocou algumas questões aos diversos candidatos com o intuito de angariar mais informações sobre os seus planos, projectos e intenções, ajudando os cidadãos eleitores a decidir a sua opção de voto. Eis o que obtivémos junto do representante do PSD, Pedro Machado.

Pedro Machado é o candidato que representa o Partido Social Democrata (PSD) nas eleições autárquicas da Figueira da Foz. Natural de Tentúgal, no concelho de Montemor-O-Velho, iniciou a sua actividade profissional na Escola Joaquim de Carvalho e trabalhou ainda durante cinco anos no Instituto Tecnológico e Profissional da Figueira da Foz (INTEP). Desde 2006 que é presidente da Turismo Centro Portugal.

Segundo os últimos censos, a população do concelho da Figueira diminuiu. Quais as medidas que irá adoptar para aumentar o número de residentes?

Para podermos reter população e atrair novas famílias temos de garantir que os figueirenses têm oportunidades. Elas começam no ensino, como desde Abril venho dizendo. Temos condições para termos ensino de grau superior na Figueira da Foz e fechar esse ciclo de ensino é fundamental para proporcionarmos oportunidades. Mas temos também de conseguir atrair empresas e melhorar as condições das que existem para criarem mais e melhor emprego.

A expansão dos parques industriais é, por isso, fundamental. Há também nichos, como a cultura, como a recuperação da “cidade do cinema” que não apenas podem criar sectores específicos de emprego como proporcionar um sentimento de pertença, fundamental à criação de bem-estar. A qualidade de vida é essencial para que as pessoas aqui queiram viver e os números mostram que algo de errado tem vindo a ser feito há mais de duas décadas na Figueira da Foz.

Precisamos de novas políticas. A questão demográfica é, aliás, a mais importante. Porque ela nos remete para o fundo da questão, para todas as políticas erradas. Se nos pusermos a pensar por que razão as pessoas fogem de um concelho, vamos esbarrar nas más políticas sociais, empresariais, de qualidade de vida ou, por exemplo, também, no custo de vida. Taxas de IMI ou a factura da água fazem parte deste processo. Não podemos ter as taxas mais caras e depois esperar que as pessoas prefiram aqui viver, se o que temos para oferecer é menos do que em outros concelhos. E tudo, depois, funciona como uma pescadinha de rabo na boca. Se temos menos gente, porque o território é menos atraente, teremos também que exigir que cada um de nós pague mais pelo mesmo. É a natureza redistributiva da nossa sociedade. Se formos mais a viver aqui, a consumir aqui, a pagar impostos aqui, então vamos todos ter de pagar menos para termos colectivamente o mesmo.

O emprego é uma preocupação natural. Como atrair mais investimento, mais postos de trabalho, seduzindo assim uma população jovem e activa?  

Como anteriormente disse isso é fundamental. Por isso defendo a alteração do porto comercial para a margem sul. Isso permitiria aumentar a competitividade da nossa indústria, melhorar a mobilidade e atrair novos investidores. Também no sector do turismo é possível fazer muito melhor, investindo em políticas activas de acolhimento que cabem às câmaras municipais e que no caso da Figueira não aconteceu. Tenho como mandatário um dos grandes empresários da região, que é um grande empreendedor, mas também um académico e cientista com nome internacional.

O engenheiro Ernesto Morgado é um exemplo de perseverança e força, conseguindo investir em sectores inovadores, como a inteligência artificial e, simultaneamente, dar emprego e criar valor no sector agrícola. Isso é extraordinário, mas temos muito poucos como ele. Temos de pensar como conseguiremos tornar o nosso território mais interessante para os empresários. Com o devido respeito pelos meus adversários, eu sei como isso se faz. Porque já fiz, ao contrário deles, muito pela atracção de investimento numa área específica que é o turismo.

Mas o mecanismo é o mesmo e vou dar a volta à Figueira da Foz como dei ao turismo do Centro de Portugal. Se duplicamos o número de turistas e crescemos acima da média nacional, também na Figueira da Foz podemos fazer isso nos mais diversos sectores, criando uma marca forte e investindo no marketing territorial. Aliás, investindo mais no marketing territorial e menos no marketing pessoal…

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