Início Site

Praias: Balanço nestes primeiros dias

0

Os concessionários de praia, nomeadamente os da Figueira da Foz, tiveram um primeiro mês de época balnear positivo “em termos de segurança”, mas difícil em termos de negócio, porque há menos banhistas e não conseguem “fazer face aos prejuízos”.

“Há menos utentes e os concessionários estão a ter quebras na facturação, esperemos que a coisa melhore, mas em termos de negócio vai ser impossível fazer face aos prejuízos que já tivemos”, disse o presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia.

Segundo João Carreira, esta situação está a acontecer aos empresários a nível nacional, mas sobretudo no Algarve, “onde há uma quebra muito grande de turistas”, que, especificou, ronda os 90 por cento.

Também no Norte, indicou, houve concessionários que “devido à idade e a esta situação da Covid-19 não abriram as suas concessões” e outros podem fechar no decorrer desta época balnear “porque não vão conseguir fazer face às despesas. É por isso que, de alguma forma, pedimos apoio ao Governo e às autarquias para que ajudem nas despesas, nomeadamente na assistência à praia”, defendeu.

Segundo João Carreira, os empresários conseguiram contratar os nadadores-salvadores necessários, mas houve algumas associações que “aumentarem substancialmente os valores porque tinham o monopólio”. Além disso, apontou, era importante para o país e para as empresas que o Governo “consiga que os outros países façam a abertura dos corredores aéreos”, para aumentar novamente o turismo e as receitas em Portugal.

Já em termos de segurança, o responsável fez um balanço positivo porque tudo tem corrido bem e “não tem havido acidentes de maior. De alguma forma os utentes mantêm todas as medidas, tirando um apontamento ou outro no areal de alguns jovens mais rebeldes, mas, pelo que vemos, os concessionários têm as devidas medidas implementadas e as pessoas também acabam por ser agentes de segurança”, notou.

Na visão de João Carreira, apenas não resultou a recomendação do Governo de que os toldos e chapéus só podem ser alugados numa manhã (até às 13h30) ou tarde (a partir das 14 horas), porque “de um modo geral há sempre sombras disponíveis para toda a gente”. O responsável é proprietário de uma concessão na praia da Morena, na Costa de Caparica, Almada, no distrito de Setúbal, uma zona que por vezes é complicada em termos de estacionamento e trânsito, mas também não se têm verificado constrangimentos. “Não tem acontecido, tirando uma situação ou outra de um dia mais quente, mas como disse as cargas que estão a haver nas praias não são assim tão grandes e o estacionamento tem estado a ser regulado”, apontou. 

A época balnear arrancou a diferentes ritmos no país, tendo os primeiros areais aberto no início do mês de Junho, com orientações da Direcção-Geral da Saúde devido à pandemia da Covid-19.

Porto da Figueira entra numa economia de base circular

0

O Porto da Figueira da Foz assumiu o compromisso de desenvolver acções que visam a promoção de práticas circulares ao assinar o Pacto Institucional para a Valorização da Economia Circular na Região Centro, que é coordenado pela CCDRC, segundo apurou O Figueirense..

Os compromissos assumidos pelas 84 entidades que subscreveram o pacto assentam num conjunto de medidas de cariz transformador, “cujo objectivo fundamental é a aceleração da região para uma economia de base circular”.

Linha Oeste volta à estação da Figueira da Foz

0

Passados nove anos desde a última vez em que um comboio veio directamente da linha Oeste para a Figueira da Foz, a CP decidiu reabrir as reabrir as oficinas do concelho, onde antes era feita a manutenção da frota dos comboios do Oeste, medida esta justificada mais por motivos operacionais do que comerciais, segundo avançou o diário Público online.

Este serviço é retomado a partir do próximo domingo, 12 de Julho, mas apenas com uma circulação em cada sentido. O regional das Caldas da Rainha que chegava a Leiria às 15h28 é prolongado à Figueira da Foz e é desta cidade que passa a partir o regional que até agora saía de Leiria às 18h14.

As oficinas ferroviárias da da Figueira da Foz fecharam em 2011 e na altura contavam com 34 trabalhadores. Mas foram antes um grande complexo oficinal onde se reparavam vários tipos de comboios. Em 1985 chegaram a trabalhar ali 340 pessoas.

Figueira e resto do país com temperaturas elevadas até ao final da próxima semana

0

As temperaturas elevadas no país deverão continuar até à próxima sexta-feira, com os termómetros a atingirem os 35ºC no litoral e 40ºC no interior, foi anunciado hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Na Figueira da Foz não será diferente, sendo a temperatura mais baixa prevista para a próxima semana de 15ºC, chegando alguns dias da semana a atingir temperaturas superiores a 30ºC, com previsão de declínio apenas no domingo da próxima semana (dia 19 de Julho).

A partir de segunda-feira, a temperatura vai subir gradualmente, prossegue o IPMA.

“Os valores de temperatura estão acima do habitual para a época do ano e esta persistência poderá levar a uma situação de onda de calor em diversos locais do país, em especial no interior”, alerta o IPMA.

As temperaturas elevadas são consequência de um “anticiclone localizado a nordeste dos Açores, que se estende em crista até ao golfo da Biscaia, em conjunto com um vale depressionário desde o norte de África até à Península Ibérica” e que origina o “transporte de uma massa de ar quente do norte de África”.

Alunos podem candidatar-se a mestrados e doutoramentos sem terminar ciclo de estudos

0

Os alunos podem candidatar-se a ciclos de mestrado ou doutoramento sem terem concluído o ciclo de estudos anterior, segundo um diploma hoje aprovado no parlamento que vigorará durante a pandemia de covid-19.

O parlamento aprovou hoje um projecto de lei do PCP, com os votos favoráveis de todas as bancadas à excepção do PSD e CDS, que prevê um conjunto de medidas excepcionais e temporárias que tentam proteger os direitos dos trabalhadores e estudantes do ensino superior.

No que toca aos alunos, o diploma permite que as candidaturas em ciclo de estudo para obtenção de mestrado ou doutoramento possam, “excepcionalmente, ser realizadas sem a conclusão do ciclo de estudos anteriores e durante o período de tempo necessário para a conclusão do mesmo”.

No entanto, a admissão no ciclo de estudos é condicional, passando apenas a ser definitiva no momento em que os alunos terminem o ciclo de estudos anterior.

A presente lei só irá vigorar enquanto se mantiverem em vigor as medidas excepcionais e temporárias de resposta à epidemia provocada pelo vírus sars-cov2.

Também o prazo de entrega de teses é prorrogado por um semestre lectivo, ficando os alunos isentos do pagamento de propinas, taxas ou emolumentos.

O diploma prevê ainda que todos os trabalhadores e estudantes têm direito ao gozo de férias independentemente de eventuais alterações ao calendário lectivo ou ao fim dos prazos dos projectos.

Figueira com fins-de-semana de animação itinerante durante o verão

0

Todas as sextas, sábados e domingos, entre 10 de Julho e 30 de Agosto, o Município da Figueira da Foz vai garantir animação itinerante através da colaboração de associações e colectividades locais, de forma a privilegiar as praias do litoral concelhio – praias da Leirosa, Costa de Lavos, Cova-Gala, Quiaios, Buarcos – e as zonas centrais da cidade.

Desta forma, ao longo destes meses, a animação vai ser garantida pela Sociedade Boa União Alhadense, pela Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão, pela Sociedade Musical e Recreativa, Instrutiva e Beneficente Santanense, pela Sociedade Artística Musical Carvalhense, pela Sociedade Filarmónica Paionense, pela Sociedade Instrução e Recreio de Lares, pela Sociedade Filarmónica Figueirense, pela Escola de Artes do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, pela Associação do Carnaval Buarcos/Figueira da Foz através das suas três Escolas de Samba: A Rainha, Novo Império e Unidos do Mato Grosso, e pelos Gaiteiros do Paião.

A programação foi ainda pensada por forma a levar a animação ao público, sem criar aglomeração, cumprindo as recomendações da Direcção-Geral da Saúde. O Município reserva-se ao direito de suspender, a qualquer momento, a animação se houver aglomerações acima do permitido. Desta forma, os grupos irão actuar a pé, nas diferentes ruas, sem efectuar quaisquer paragens.

A animação começará já a partir de amanhã, com a programação e informação adicional sobre a iniciativa disponível na página online do município da Figueira da Foz em: https://www.facebook.com/municipio.figueiradafoz/posts/3134390189971681

Liga Portuguesa Contra o Cancro com nova campanha que passa pela Figueira

0

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC – LPCC) promove, em toda a região centro, até Setembro, a iniciativa “Dou Mais Tempo à Vida – Juntos Venceremos o Cancro”, que visa promover estilos de vida saudáveis, sobretudo a prática de exercício físico, e vai tomar forma na Figueira da Foz dia 25 de Julho.

O conceito da iniciativa prevê que todos possam participar de forma individual, ou em pequenos grupos, a qualquer momento e em qualquer lugar, escolhendo a sua modalidade preferida, respeitando as recomendações da Direcção-Geral da Saúde e as normas legais sobre a prevenção da Covid-19.

As inscrições, com o valor de 5 euros, que deverão ser realizadas juntos dos Voluntários da LPCC na Figueira da Foz, através do 966 289 446 ou 939 301 800, reverterão a favor da LPCC – NRC, para o apoio ao doente oncológico e sua família.

A LPCC- NRC convida os participantes a produzir e partilhar pequenos vídeos ou fotografias, exibindo a t-shirt “Dou Mais Tempo à Vida” e a actividade física realizada. Os registos devem ser enviados para o email comunicacao.nrc@ligacontracancro.pt, para posterior partilha online.

Ministro garante que cursos superiores não vão mudar para modelo de ensino à distância

0

Nenhuma instituição de ensino superior pediu autorização para alterar o modelo dos cursos para ensino à distância, garantiu hoje o ministro do Ensino Superior, reconhecendo no entanto que existe margem legal para o ensino misto.

“O funcionamento do ensino superior só pode ser feito de acordo com as condições para que os cursos foram acreditados”, sublinhou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, durante uma audição no parlamento, acrescentando que “não entraram na Agência de Acreditação quaisquer pedidos”.

Manuel Heitor foi hoje chamado ao parlamento pelo grupo parlamentar do PSD para discutir como correu o ano lectivo que agora chega ao fim e como está a ser preparado o próximo, num debate em que quase todos os partidos quiseram saber como serão afinal as aulas dos alunos: ensino presencial ou à distância.

Na semana passada, representantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP)e o Conselho Coordenador das Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) disseram estar a trabalhar para um novo ano lectivo com ensino presencial, mas várias instituições admitiram estar a preparar-se para o ensino à distância.

“A indicação que nós temos e que nem todas as faculdades vão funcionar no regime presencial”, lembrou hoje a deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa.

Manuel Heitor disse que foi aberto “um diálogo grande” com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) “para possibilitar e até acelerar a adopção de eventualmente novos regimes de ensino”, mas “não entraram na Agência de Acreditação quaisquer pedidos de acreditação”.

“Para o próximo ano lectivo as orientações são perfeitamente claras e temos articulado com grande proximidade com todas as instituições. São claras quanto ao modelo porque nenhuma instituição apresentou planos de alteração dos cursos à A3ES e, por isso, todos os cursos serão leccionados nas condições e nos termos para os quais foram acreditados”, explicou.

A pandemia de covid-19 e o perigo de contágio levou a que todos os alunos do ensino superior deixassem de ter aulas presenciais em Março e o ensino passasse a ser feito à distância.

No entanto, lembrou Manuel Heitor, essa foi uma situação de excepção perante o momento que o país atravessava e essas autorizações já “foram revogadas”. Por isso, “neste momento todos os cursos só podem funcionar dentro dos termos para os quais foram acreditados”.

Para a deputada do PCP Ana Mesquita não há “uma colagem entre o discurso [do ministro] e a realidade”, uma vez que algumas instituições já admitiram que “uma parte considerável das actividades lectivas não vai ser com ensino presencial”.

O ministro lembrou que o próximo ano tem de ser planeado com realismo, uma vez que são esperados novos surtos de covid-19 durante o inverno, mas considerou que existe também uma “oportunidade de inovar” nos métodos de aprender.

 “A oportunidade é sabermos que o regime legal de graus e diplomas no âmbito do qual nos regemos já possibilita a adopção de um número considerável de horas em formações mistas”, explicou, considerando que não se deve perder esta “oportunidade no processo de ensino-aprendizagem”.

Manuel Heitor defendeu, contudo, que a prioridade é manter o ensino presencial.

Neste processo de olhar para o próximo ano “com realismo” mas também como uma “oportunidade de inovar”, Manuel Heitor sublinhou que é preciso garantir que os estudantes aprendem mais e que os docentes estão capacitados para este processo.

Famílias que já devolveram manuais escolares podem recuperá-los até Setembro

0

As escolas já receberam indicações para suspender a devolução dos manuais escolares, mas a tutela avisa que as famílias que já entregaram os livros devem poder ir buscá-los até ao início do próximo ano lectivo.

Numa nota enviada às escolas, a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares informa que, “caso as famílias que já entregaram os manuais assim o entendam, deve ser dada a oportunidade destes ficarem à guarda do AE/ENA [Agrupamento Escolar/Escola não-agrupada] até ao início do ano lectivo”.

Na sexta-feira, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou que o Governo iria suspender a devolução de manuais escolares, cumprindo a decisão do parlamento, que aprovou no mesmo dia uma proposta nesse sentido.

A indicação da DGEstE para suspender o processo que estava em curso desde dia 26 de Junho seguiu para as escolas durante o fim de semana.

“Os AE/ENA que ainda não recolheram os manuais já não o devem fazer, e aqueles que já iniciaram a recolha deverão planear a sua devolução, faseadamente e de acordo com as condições concretas de cada comunidade escolar, até data anterior ao início das actividades lectivas de 2020/2021”, lê-se na nota a que a Lusa teve acesso.

Para os directores escolares, a interrupção do processo, justificada pela necessidade de os alunos recuperarem conteúdos programáticos do 3.º período no próximo ano, representa um grande constrangimento numa altura em que as escolas já estavam com muito trabalho.

“Independente da altura em que os pais levantarem o manual, esta decisão é um transtorno para as escolas. Sabíamos que tínhamos de recolher os manuais escolares e que há a política de reutilização, o que não estávamos à espera era que a meio do processo houvesse aqui uma reviravolta”, lamentou hoje o presidente Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.

O director do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, já tinha criticado o ‘timing‘ da proposta de suspensão de devolução de manuais escolares, acusando os políticos de andar a “brincar às escolinhas” sem perceberem o trabalho que implica reutilizar milhões de livros.

A Lusa questionou o Ministério da Educação sobre a aquisição de novos manuais escolares para o próximo ano, mas a tutela não adiantou mais informações além daquelas avançadas na sexta-feira pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues.

Durante a conferência de imprensa em que anunciou as medidas para o próximo ano lectivo, o ministro da Educação afirmou que a decisão da Assembleia da República vai implicar “uma dotação de cerca de 150 milhões de euros que não estavam previstos, nem ficaram previstos, no Orçamento Suplementar”.

No entanto, para os directores escolares, esta é uma despesa que não se justifica, em particular, no contexto actual de pandemia de covid-19.

“Nós precisamos de manuais em Setembro e Outubro para trabalhar conteúdos, mas este é um ano em que valia a pena poupar algum dinheiro e aproveitar para reutilizar manuais, porque sabemos que o governo vai ter dificuldades financeiras”, disse Manuel Pereira, acrescentando que os 150 milhões de euros que serão gastos neste processo fariam falta para outras necessidades da Educação.

Foto: Lusa – Mário Cruz

Acidentes rodoviários marcaram ontem a Figueira

0

Ontem de manhã, mais precisamente às 10h15, aconteceu um embate traseiro, sem consequências para os condutores na avenida D. Pedro. Às 15h30, na avenida 12 de Julho, na Gala, registou-se outro acidente envolvendo três viaturas ligeiras, conforme imagem da repórter de O Figueirense Marta Sofia. Neste embate resultou um ferido leve, conforme confirmação ao nosso jornal da PSP que esteve presente nestas ocorrências.

No final da tarde, perto do quartel da Polícia da Figueira, na avenida Doutor Joaquim de Carvalho, novo embate de dois ligeiros, sem feridos a lamentar.

Passavam 5 minutos da meia-noite de hoje ocorreu um despiste de uma viatura ligeira na zona de obras no cruzamento do Parque Industrial. A viatura circulava no sentido sul/norte e  despistou-se nos separadores de sinalética. Apenas danos materiais a registar.

DGS garante que dados em Portugal são fiáveis

0

A directora-geral da Saúde garantiu hoje que os dados sobre o número de casos de covid-19 em Portugal são fiáveis, observando que a informação dos boletins diários está “o mais perto possível da realidade”.

“Não tem nada a ver com esconder casos. O nível de casos reportado a nível nacional é o número do qual temos conhecimento”, assegurou Graça Freitas na conferência de imprensa regular sobre a pandemia em Portugal, onde foi questionado sobre as dúvidas quanto aos dados dos boletins diários.

A directora-geral da Saúde frisou que o número total de casos confirmados fornecidos diariamente ao país “é fiável” e que nos últimos meses melhorou na forma como “é extraído compilado e rapidamente transmitido a todos os portugueses e a nível internacional”.

Graça Freitas sustentou que os “afinamentos a fazer” não são em relação ao número total de casos, mas em relação aos concelhos.

Não portugueses e estrangeiros sem residência têm de pagar teste em Portugal

0

Os cidadãos não portugueses ou estrangeiros sem residência em Portugal que não tenham teste negativo à covid-19 à chegada têm de o fazer no aeroporto e pagar e a companhia que os transportou terá multas de 1.000 euros/passageiro.

Segundo um despacho publicado hoje em Diário da República que determina a realização de controlo de temperatura e de testes à COVID-19 nos aeroportos, estas circunstâncias aplicam-se a voos a partir de origens identificadas como de risco epidemiológico pela Direcção-Geral da Saúde e a partir dos países de língua oficial portuguesa e dos Estados Unidos.

Não será autorizada a entrada em Portugal dos cidadãos não nacionais ou dos estrangeiros sem residência em território nacional se estes não trouxerem já o comprovativo do teste negativo e se recusarem a fazê-lo no aeroporto. Neste caso, será a companhia que os transportou a responsável por custear o seu regresso.

Além disso, as companhias aéreas, logo após o check-in, deverão informar o aeroporto de chegada do número de passageiros que embarcaram sem prova de realização do teste molecular RT-PCR.

As companhias que violarem a proibição de não embarcarem passageiros que não sejam portugueses ou residentes em Portugal, sem testes com resultados negativos, serão objecto de coima no valor de 1.000 euros por passageiro sem teste molecular RT-PCR.

“Casos urgentes e inadiáveis devidamente fundamentados poderão ser excepcionados. A infracção será comunicada à ANAC, que instruirá o respectivo processo de contra-ordenação e aplicará as coimas e apreciará as circunstâncias excepcionais eventualmente atenuantes”, explica.

O despacho refere ainda que “o produto das multas será consignado ao ressarcimento dos custos que a ANA, S. A. vier a incorrer com a realização dos testes à chegada e do controlo de temperatura”.

“Para esse efeito, mensalmente, a ANA, S. A., apresentará os respectivos custos à ANAC, que efectuará o pagamento no prazo de 15 dias”, acrescenta.

Quanto aos cidadãos portugueses e aos estrangeiros com residência em Portugal, serão submetidos a medição de temperatura e, caso se justifique, submetidos a testes no aeroporto, podendo sair das instalações depois de disponibilizarem os dados de contacto, mas ficam obrigados a permanecer confinados nos seus destinos de residência até receberem os resultados do teste molecular RT-PCR, seguindo as orientações da Direcção-Geral da Saúde.

O despacho aplica-se aos aeroportos portugueses geridos pela ANA, S. A., com excepção dos aeroportos da Madeira e dos Açores, e entrou em vigor no sábado, devendo o serviço de testes à chegada nos aeroportos ser disponibilizado “logo que possível e o mais tardar até ao dia 08 de Julho”.

Na sexta-feira, a ministra da Saúde revelou que nas anteriores 24 horas tinham sido feitos 200 testes à covid-19 a passageiros no Aeroporto de Lisboa provenientes do Brasil, Estados Unidos e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Coliseu Figueirense com plano de animação de verão

0

Entre Julho e Agosto estão previstos vários concertos musicais no redondel do Coliseu Figueirense. No ano que assinala 125 anos, o recinto acolhe vários espectáculos com nomes como Cuca Roseta, Raminhos, Fernando Pereira, entre outros.

Dia 22 de Agosto vinca a efeméride com uma corrida de toiros, às 22 horas.

De autoria de Francisco Simões , está venda uma medalha comemorativa destes “125 anos de espaço polivalente ao serviço da Figueira”, diz Miguel Amaral da administração da praça.

Fogo na sede da Naval foi há 23 anos

0

Foi no dia 4 de Julho de 1997, que a Associação Naval 1.º de Maio viu o fogo destruir a sua sede, na Rua da República, e praticamente todo o seu centenário acervo.

Fica a triste efeméride.

Filarmónica Figueirense assinala hoje 178 anos

0

A Sociedade Filarmónica Figueirense assinala hoje, dia 5 de Julho, mais uma aniversário. Fundada em 1842 tem cumprido um percurso cultural importante  a vários níveis nomeadamente na preservação de tradições populares.

A sua filarmónica, sob a direcção de Carlos Cardanho, tem cumprido a quarentena, anulando diversas actuações, mas logo mais assina presencialmente e na net esta data festiva.

90% das habitações do Concelho cobertas por fibra óptica até ao final do ano

0

O Município da Figueira da Foz e a Altice Portugal assinaram esta semana um protocolo que visa aumentar a área de cobertura de rede de fibra óptica, prevendo que, até ao final do corrente ano, 90% das habitações do Concelho estejam cobertas por esta rede.

Na assinatura, que se realizou no Auditório João César Monteiro, no Centro de Artes e Espectáculos, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, esclareceu que esta intervenção surge no seguimento de um levantamento de todas as carências existentes no Concelho, realizado a par com os presidentes de Junta de Freguesia e que de seguida, foi enviado para todas as empresas de telecomunicações (operadores), tendo a Altice Portugal manifestado interesse em reunir com a autarquia.

“Temos por certo que as comunicações têm uma importância ímpar, não só ao nível da coesão territorial, mas também ao nível das exigências pessoais e empresariais. A complexidade da situação em que vivemos reforça a importância e necessidade primordial de uma boa rede de comunicações e sua rapidez.” reforçou o edil.

Por seu turno, o presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, referiu que se trata de uma infraestrutura de fibra óptica de “primeira qualidade” e que irá ajudar a melhorar a vida das famílias que residem no Concelho, mas também será uma “ferramenta fundamental para captar investimento e criar emprego, o que por sua vez, irá ajudar a fixar mais população”.

Feira do Livro da Figueira começa já amanhã

0

A Feira do Livro da Figueira da Foz irá decorrer de 4 de Julho a 31 de Agosto, das 10h00 às 24h00, no Meeting Point, na Praceta José Ledesma Criado, com uma oferta diversificada de livros, para todas as idades, onde junta mais de 14.000 títulos, de 60 editoras.

Com uma organização de “Ao Pé das Letras – Literatura e Outras Artes” e com o apoio do Município da Figueira da Foz, o espaço irá integrar ainda a mostra «Figueira com alma de “gente”», composta por trabalhos de dois artistas plásticos figueirenses, Joaquim Manuel Parracho Alves (pintura) Carlos Moço (escultura).

A entrada na Feira encontra-se condicionada ao cumprimento das normas de segurança sanitária da Direcção-Geral da Saúde e do Plano de Contingência aprovado pelo Serviço Municipal de Protecção Civil e Bombeiros.

O espaço encontra-se dotado de álcool gel, circuito de circulação interna e os visitantes terão de utilizar, obrigatoriamente, máscara e cumprir com o distanciamento social.

O controle de entrada será efectuado através de um dispositivo electrónico, que irá garantir que a lotação prevista para o espaço é cumprido.

PSP apanhou dois homens na Figueira com carro furtado

0

A Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Figueira da Foz recuperou um carro que havia sido furtado de um parque de estacionamento da cidade no dia 28 de Junho.

Cerca das 18h10 de ontem, ao cruzarem-se com a viatura, “os agentes reconheceram-na pelo que abordaram os dois ocupantes”, diz a polícia.

Feita uma revista de segurança foi encontrado e apreendido diverso material possivelmente furtado de cemitérios, desconhecendo-se a origem, que se preparavam para vender.

Com um dos suspeitos foi encontrada as chaves de uma viatura furtada e já recuperada pela PSP local.

Os dois homens, de 42 e 54 anos, são suspeitos da prática de outros crimes de furto e foram constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência.

Bares abrem amanhã na Praça João Ataíde

0

A Praça João Ataíde (antiga Praça do Forte) vai dar espaço aos 12 bares fundadores da Associação Figueira da Noite – a maioria no Bairro Novo – oferecendo uma alternativa à vida de animação nocturna dos figueirenses nesta pandemia, segundo a informação prestada pelo Diário As Beiras.

Esta iniciativa vai ter começo já a partir de amanhã, sexta-feira, e para poderem ser cumpridas as normas de saúde pública, por causa da pandemia, a lotação do espaço está limitada a 36 mesas, com quatro cadeiras cada uma. Os estabelecimentos vão servir maioritariamente bebidas, com o horário de esplanada entre as 16h e as 23h, durante o decorrer dos próximos meses (até 31 de Agosto).

Tradicionais chapéus às riscas voltaram à avenida

0

Os chapéus às riscas dispostos na avenida, que durante anos foram atracção para famílias e amigos, estão de novo disponíveis, de forma gratuita, na Avenida 25 de Abril, em frente ao Grande Hotel da Figueira da Foz.

Os chapéus e cadeiras vão ficar lá colocados até ao final da época balnear (13 de Setembro) e o Município da Figueira da Foz relembra ainda que se têm que cumprir todas as regras de segurança recomendadas pela Direcção-Geral da Saúde.

GNR vai estar atenta aos ajuntamentos e consumo de álcool na via pública

0

A GNR alertou hoje para o novo regime de contra-ordenações associado às situações de calamidade, contingência e alerta devido à covid-19, avançando que vai estar atenta aos ajuntamentos de pessoas e consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana dá conta do novo regime de contra-ordenações para quem violar as regras estabelecidas no âmbito do combate à pandemia de covid-19 e associadas às situações de calamidade, contingência e alerta.

Portugal continental está, desde as 00:00 de hoje, dividido em três níveis de alerta para fazer face à pandemia de covid-19, passando a maior parte do país para situação de alerta, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa (AML) para situação de contingência (nível intermédio) enquanto 19 freguesias de cinco municípios da AML mantêm o estado de calamidade, existindo medidas diferentes.

A GNR sublinha que vai estar atenta ao cumprimento de todas as normas que decorrem deste regime e recorda que é proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público e vias públicas, excepto nos espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito, e o ajuntamento de pessoas superior a 20, 10 ou 5, consoante a situação de alerta, contingência ou calamidade.

Esta força de segurança recorda que a violação destas regras está sujeita a uma coima que varia entre os 100 e os 500 euros, no caso de pessoas singulares, e entre os 1.000 e os 5.000 euros, no caso de pessoas colectivas.

A GNR aconselha ainda à não concentração de pessoas na via pública, em número superior ao permitido, e explica que o não acatamento de uma ordem de dispersão constitui crime de desobediência.

Na generalidade de Portugal continental, mantém-se se o confinamento obrigatório para doentes com covid-19 e pessoas em vigilância, regras sobre distanciamento físico, uso de máscara, ajuntamentos limitados a 20 pessoas e proibição de consumo de bebidas na via pública.

Rotary Club da Figueira da Foz com novo Conselho Director

0

O Rotary Club da Figueira da Foz realiza amanhã, dia 2 de Julho, a cerimónia de Transmissão de Mandatos empossando o Conselho Director para o ano rotário 2020/2021 que agora começa.

Teresa Machado passa o testemunho a Francisco Oliveira Martins. O novo presidente do clube é engenheiro silvicultor, aposentado. Consultor em Economia Florestal, Oliveira Martins foi Director de Abastecimento de Matérias-primas Florestais da Soporcel S.A. É rotário desde 2010.

De forma atípica, por contingências da pandemia, a cerimónia decorrerá no Hotel Mercure, pelas 19 horas, num encontro breve e simbólico reservado a um número limitado de sócios, ficando aberto à participação de todos por transmissão directa, via plataforma ZOOM.

Freixo de Santo António aproveitado para fazer esculturas em exposição no CAE

0

O Centro de Artes e Espectáculos apresenta, no seu jardim principal, uma exposição de esculturas de vários santos construídos com a madeira aproveitada do abate do freixo de Santo António, árvore que foi abatida no dia 14 de Novembro de 2019 por motivos de debilidade e de segurança pública, após decisão devidamente sustentada em pareceres e avaliações técnicas e com a concordância do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Plantado há 300 anos em frente ao edifício do Convento, que hoje acolhe o Lar de Santo António, o freixo tornou-se uma árvore majestosa com uma forte presença no local onde era já carinhosamente designado de “Freixo de Santo António.” Em 2018, sucumbiu à tempestade Leslie.

Reconhecendo que esta árvore era uma referência daquele espaço e da memória colectiva dos figueirenses, representando um valor importante na história e no património local, o Município preocupou-se em perpetuar essa memória e o simbolismo a ela associado.

E porque as árvores não morrem, do “Freixo de Santo António”, o escultor Paulo Neves talhou as presentes esculturas: Santo António, São João, São Pedro e São Julião, quatro dos mais estimados Santos da Figueira da Foz, que permanecerão preservadas neste renovado jardim interior do CAE e que, pela sua originalidade, não serão indiferentes aos olhares de quem por aqui passa.

Docapesca melhora segurança do porto de pesca da Figueira

0

A Docapesca lançou um concurso para a implantação de portaria e de vedação no Porto de Pesca da Figueira da Foz com o preço base de 80 mil euros.

“Esta empreitada visa um efectivo controlo de acessos e a salvaguarda da área concessionada à Docapesca, onde se inclui a lota, os armazéns de comerciantes, a fábrica de gelo, o posto de combustível e os cais de estacionamento de embarcações”, segundo apurou O Figueirense.

Três incêndios nas Alhadas foram apagados

0

Cerca das 19h50 de ontem, domingo, deflagraram três incêndios, em simultâneo, na freguesia das Alhadas, em mato e floresta, consumindo 2.500 m2 de área.

Segundo o chefe Orlando Ribeiro, dos Sapadores da Figueira da Foz, em declarações exclusivas ao nosso Jornal, “as operações terminaram, sem que houvesse outros prejuízos, depois das 21 horas”.

O Figueirense apurou que ao local do incêndio compareceram as duas corporações de bombeiros locais e ainda uma viatura dos Voluntários de Montemor-o-Velho, com 5 operacionais.

No terreno estiveram no total 4 viaturas e 17 homens. A GNR esteve igualmente a acompanhar esta situação no local, bem como um helicóptero no inicio das manobras de ataque ao fogo.

Apoio da Segurança Social às respostas sociais prolongado até Setembro

0

A medida excepcional relativa às comparticipações financeiras da Segurança Social às respostas sociais asseguradas pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e entidades equiparadas foi prolongada até Setembro.

A prorrogação da medida consta de uma portaria publicada esta sexta-feira em Diário da República, com o diploma a determinar que a comparticipação se mantém independentemente do número de utentes.

Para beneficiarem das medidas, as IPSS e outras entidades com respostas sociais estão obrigadas a manter os postos de trabalho e os salários dos trabalhadores e das amas.

“O montante da comparticipação financeira da segurança social devido às instituições, nas respostas que estiveram suspensas, mantém -se inalterado, até 30 de Setembro de 2020, face ao valor referente ao mês de Fevereiro de 2020, caso a frequência registada seja inferior à verificada no referido mês”, lê-se na portaria agira publicada.

O diploma determina ainda que as instituições em causa “devem manter todos os trabalhadores ao serviço das respostas sociais, bem como o pagamento da totalidade da respectiva retribuição, sob pena de restituição das comparticipações recebidas” ao abrigo desta ao abrigo da presente portaria”.

Estas mesmas condição e penalidade são impostas no que diz respeito às amas.

Esta portaria prevê também, por outro lado, que as instituições devem rever o cálculo da comparticipação paga pelas famílias em função dos rendimentos mais recentes do agregado, de forma a incorporarem eventuais quebras de rendimento na sequência de situações de ‘lay-off’ ou desemprego.

Esta revisão, “deve atender às alterações das circunstâncias que determinaram o montante da respectiva comparticipação, nomeadamente os rendimentos dos agregados familiares, por referência ao mês anterior”, precisa o diploma.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social refere que, a par das medidas contempladas nesta portaria, os lares de idosos e outras estruturas residenciais, bem como o apoio domiciliário, vão ter um reforço do financiamento dos acordos de cooperação da Segurança Social em 2020 de 5,5%.

O Figueirense – Edição de Junho

0

Edição/papel de O Figueirense, numa edição de 40 páginas que inaugura o segundo século de publicação.

PSP põe termo a dois casos de violência

0

Um homem de 52 anos foi detido hoje em Coimbra após ter alegadamente agredido uma mulher a soco e com uma faca, informou o Comando Distrital da PSP.

Em comunicado, a PSP refere que cerca das 8h10 os agentes “foram informados de que um homem estaria a agredir várias pessoas” na rua da Sofia, na baixa da cidade. “Encontraram uma vítima, uma mulher de 55 anos, que tinha sido agredida com um soco e uma facada na mão. O suspeito, um homem de 52 anos, já se tinha posto em fuga num autocarro, tendo-se diligenciado prontamente pela sua localização”, adianta.

O suspeito seria interceptado ainda no interior no autocarro, na avenida Sá da Bandeira.

“Enquanto lhe era feita uma revista de segurança, tornou-se agressivo para com os agentes, resistindo com violência e empurrando-os para o chão”, mas foi detido e a arma branca apreendida.

Na manhã de quinta-feira, ainda em Coimbra, na rua Cidade Aeminium, um homem de 30 anos “estaria a importunar os utentes do terminal ferroviário”.

“A PSP deslocou-se ao local e determinou que o suspeito fosse para a rua. Num primeiro momento, acatou a ordem, mas posteriormente voltou ao local e saltou para uma linha de comboio, começando a arremessar pedras contra os agentes, enquanto os injuriava”, acabando detido por resistência e coação, de acordo com a mesma nota.

Mais de metade da população tinha excesso de peso ou obesidade em 2019 – INE

0

Mais de metade da população adulta residente em Portugal apresentava excesso de peso ou obesidade em 2019, registando-se um “ligeiro aumento” face a 2014, revela o Inquérito Nacional de Saúde hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados precisam que, em 2019, 4,6 milhões de pessoas com 18 ou mais anos (36,6% da população) tinha excesso de peso e 1,5 milhões (16,9%) obesidade, o que representa um aumento em relação a 2014 (36,4% e 16,4%, respectivamente).

A obesidade afecta mais as mulheres (17,4%) do que os homens (16,4%) e atinge principalmente a população dos 55 aos 74 anos, com valores superiores a 20%.

Os resultados do inquérito mostram que os valores mais elevados de obesidade se encontram nos Açores (25,3%) e os níveis mais baixos no Algarve (13,6%).

“A proporção de adultos com excesso de peso ou obesidade aumentou 0,8 p.p. em relação a 2014, principalmente no caso dos homens (mais 1,5 p.p.) e nos grupos etários mais jovens (dos 18 aos 34 anos) e mais idosos (85 ou mais anos)”, sublinha o estudo realizado com base numa amostra representativa de 22.191 alojamentos de todo o país.

O inquérito revela também que 66,4% da população com 15 ou mais anos referiu consumir fruta diariamente e 41,7% legumes ou saladas.

Apenas 0,5% referiram não consumir carne, peixe, nem quaisquer produtos derivados, enquanto e 2,8% não consumiam carne ou produtos derivados.

Outra conclusão do estudo aponta que a maioria da população com 15 ou mais anos não praticava qualquer actividade desportiva de forma regular (65,6%) em 2019, sendo que 13,6% referiu praticar exercício físico em um ou dois dias por semana (15,4% em 2014).

Para 34% da população, a prática semanal de exercício era inferior a duas horas, enquanto para 3,7% constituía uma prática diária (4,8% em 2014).

Contudo, mais de um terço da população com 15 ou mais anos (três milhões) deslocava-se a pé diariamente, a maioria em deslocações com duração média inferior a 30 minutos, mais 500 mil relativamente a 2014.

A proporção de homens que se deslocavam a pé (68,1%) era superior à de mulheres (66,1%) e em deslocações mais longas.

Os resultados do inquérito indicam ainda também “um aumento significativo” da população maior de 15 anos que desempenhava as suas tarefas diárias sentada ou em pé em actividades que envolviam um esforço físico ligeiro, passando de 47% em 2014 para 50,7% em 2019.

Cerca de um quarto da população referiu passar mais de oito horas por dia sentada, incluindo o tempo que passa no trabalho, nas deslocações e em casa.

Os dados do INE destacam ainda um aumento, relativamente a 2014, das proporções de pessoas que referiam sofrer de dores lombares (mais 4,4 p.p.), dores cervicais e outros problemas crónicos no pescoço (mais 3,1 p.p.) e hipertensão arterial (mais 1,1 p.p.).

As dores crónicas, designadamente as dores lombares ou outros problemas crónicos nas costas e as dores cervicais ou outros problemas crónicos no pescoço, foram as doenças crónicas referidas com maior frequência em 2019, respectivamente 37,3% e 27,1%.

A hipertensão arterial foi referida por 26,4% da população.

O INE conclui que “todas as doenças, com excepção da cirrose hepática, afectam relativamente mais mulheres do que homens”.

“No caso da depressão, da incontinência urinária e da artrose, este rácio atinge valores máximos, de 251 e 248 mulheres por cada 100 homens, respectivamente”, sublinha.

Ao contrário, a cirrose hepática é uma doença que afecta predominantemente os homens (89 mulheres por cada 100 homens).

Portugal apresenta quadro de estabilidade, generalidade do país passa a situação de alerta em 1 de Julho – Costa

0

A generalidade do país vai passar em 01 de Julho para a situação de alerta devido à pandemia de covid-19, sendo a excepção a Área Metropolitana de Lisboa, anunciou hoje o primeiro-ministro. António Costa considerou hoje que o processo de desconfinamento em Portugal está a ser possível num quadro de estabilidade, sem aumento significativo de novos casos de covid-19 e sem pressão do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em conferência de imprensa, realizada no final da reunião do Conselho de Ministros, António Costa avançou que a maior parte do país vai passar de situação de calamidade para alerta, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa (AML) passa para situação de contingência (nível intermédio) e 19 freguesias da AML mantêm o estado de calamidade.

Esta análise de carácter global foi defendida por António Costa em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, numa intervenção que dedicou na sua parte inicial à evolução da pandemia de covid-19 em Portugal desde Março até ao presente.

Segundo o primeiro-ministro, a evolução registada “mostra que foi possível” desconfinar sem um aumento significativo de novos casos e sem qualquer pressão de procura em relação ao SNS, mantendo-se estável a taxa de risco de transmissibilidade (Rt).

Perante os jornalistas, António Costa referiu que, dentro de 15 dias, o Governo fará novo balanço sobre o estado de controlo da pandemia em Portugal, e defendeu que o país, desde o início do processo de desconfinamento, a partir do começo de Maio, “tem mantido um crescimento ligeiro” de novos casos de covid-19.

Depois, uma vez mais, o líder do executivo reiterou a tese de que Portugal apostou num aumento do número de testes e, apesar disso, “regista-se uma manutenção ao nível na percentagem de novos casos”.

“No dia em Portugal iniciou o descofinamento tinha 11,4% de casos positivos relativamente aos testes realizados, há 15 dias tinha quatro por cento e hoje está com 4,8% de testes positivos. Portanto há uma estabilidade no que respeita ao número de casos confirmados a nível nacional”, advogou.

Ainda segundo o primeiro-ministro, outro factor “decisivo” passa por aferir a gravidade da situação das pessoas que são testadas como positivas – um critério que tem sobretudo em linha de conta a capacidade de resposta do SNS.

“Se olharmos para o número de internados, verificamos que continuamos sempre com uma tendência descendente, embora relativamente estável nas últimas semanas. De 968 pessoas internadas no início do desconfinamento, passou-se para 436 no dia de hoje. Tivemos uma queda continua até 07 de Junho e, desde aí, temos mantido um número estável”, sustentou, antes de aplicar idêntica conclusão aos doentes em unidades de cuidados intensivos.

“Desceu-se de 172 para 67. Houve uma queda mais ou menos continua até 08 de Junho, seguindo-se uma ligeira subida com posterior estabilização”, completou.

Por outro lado, ao nível da taxa de ocupação das camas nas unidades de cuidados continuados, critério que classificou como “decisivo”, António Costa afirmou que “nunca foi ultrapassada a fasquia dos oitenta e poucos por cento”.

“Está hoje nos 62% de taxa de ocupação, ao mesmo tempo que se verifica uma diminuição do número de óbitos diários. Portugal tem uma taxa de letalidade de 3,8%, o que representa uma das mais baixas do conjunto da União Europeia”, acrescentou.

Para a generalidade do país, que vai passar a situação de alerta às 00:00 de 01 de Julho, António Costa sublinhou que “não significa retomar a normalidade pré-Covid”.

Figueira da Foz adia homenagem a João Ataíde para evitar aglomerações

0

A Câmara da Figueira da Foz anunciou ter adiado a cerimónia de descerramento da placa de toponímia em homenagem ao ex-presidente do município João Ataíde, prevista para hoje, na sequência do contexto de calamidade motivado pela covid-19.

Estava previsto que, para hoje, Dia do Município da Figueira da Foz e de São João, que houvesse o descerramento, às 12:30, de uma placa de toponímia na praça adjacente ao Forte de Santa Catarina, numa homenagem a Ataíde, que morreu em Fevereiro, numa altura em que desempenhava as funções de deputado pelo PS, depois de ter exercido o cargo de secretário de Estado do Ambiente no XXI Governo, o primeiro liderado por António Costa.

“Após a divulgação da informação de que se iria proceder ao descerramento de placa de toponímia, em homenagem ao ex-presidente João Ataíde, que, dado o contexto do estado de calamidade, estaria limitado, a autarquia recebeu diversas solicitações de munícipes, colectividades e associações a manifestarem interesse em estar presentes e poderem associar-se à homenagem”, refere uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Segundo a nota, “dada a impossibilidade de aceder a essas solicitações, entende o município adiar a iniciativa para data a comunicar posteriormente”.

No domingo, João Ataíde já tinha sido homenageado na praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, na etapa inaugural da liga portuguesa de surf.

A homenagem juntou 80 pessoas, entre familiares e políticos, no molhe sul do rio Mondego.

Na ocasião, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, também do PS, explicou a situação do aglomerado de pessoas: “Declaradamente, é daquelas situações em que a emoção se sobrepôs à razão”.

“A organização [da prova de surf, que quis homenagear o ex-autarca] teve a preocupação de restringir muito o número de pessoas, mas [a homenagem] foi do conhecimento público, o João Ataíde foi um presidente durante 10 anos que muito marcou a Figueira e as pessoas chegaram, associaram-se. A maior parte delas trazia máscara, mas [isso] não justifica a alteração e o número de pessoas que estava, mas também era impossível mandar as pessoas para trás, evitar, foi um daqueles actos espontâneos de amor e de paixão de quem reconhece o trabalho que foi feito durante 10 anos”, acrescentou Carlos Monteiro.

Questionado pela Lusa sobre as medidas tomadas para evitar aglomerações de pessoas no fogo-de-artifício do São João, o município manifestou estarem “reunidas as condições para que o espectáculo decorra com o devido distanciamento social”, dado tratar-se de um evento “com menor duração, descentralizado e com maior altitude, que pode, e deve, ser visto à distância, agregado às regras que todos sabem que devem cumprir a nível pessoal”.

Eucaristia na igreja de S. Julião em directo pelo Facebook

0

A Paróquia de Buarcos informou que vai transmitir, em directo pelo Facebook, a eucaristia da festa de Nascimento de S. João Baptista, realizada na igreja de S. Julião, pelas 19h.

Para assistir a esta celebração, ou às missas que a Paróquia de Buarcos tem vindo a trazer à comunidade através do online, basta aceder via página do Facebook em https://www.facebook.com/paroquiadebuarcos/

Criminalidade violenta e grave subiu 3% no ano passado em relação a 2018

0

A criminalidade violenta e grave subiu 3% no ano passado relativamente a 2018, tendo sido registados 14.398 crimes violentos, 40 por dia, segundo dados do Relatórios Anual de Segurança Interna que deverá ser aprovado hoje.

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), a que o Correio da Manhã (CM) teve acesso e que será hoje aprovado pelo Conselho Superior de Segurança Interna, houve mais roubos na via pública, em comércios, mais raptos e sequestros, mais violações, mais agressões graves e mais carjackings (roubos de carros).

O crime em geral também subiu, tendo sido registados mais de 335 mil crimes, mais 0,7% (2.400) em comparação com 2018.

Segundo o relatório, os roubos na via pública foram os crimes violentos que mais subiram em 2019, com quase seis mil casos (mais 627, +11,8%).

Os roubos em comércio subiram para 432 (mais 29,8%) e os de carjacking foram 126 (mais 20 casos, +18,9%).

“Os roubos em escolas também subiram: foram 32 (+23,1%). Os roubos, nas diferentes formas, somados atingem os 75,9% do total de crimes graves e violentos. Desciam desde 2009”, escreve o CM.

De acordo com o RASI, as agressões graves foram 661 (mais 82 casos, +14,2%) e no ano passado houve 338 raptos e sequestros (mais 65, +23,8%).

No que diz respeito às violações foram registadas 431 (+2,4%) – é o terceiro ano consecutivo de subida dos números deste crime em particular.

Os crimes de homicídio voluntário consumado desceram em 2019 para 89 (menos 21, -19,1%), ainda assim um valor mais elevado que 2016 (76) e 2017 (82), segundo o relatório.

O RASI destaca ainda o aumento da delinquência juvenil (cometida por jovens entre os 12 e os 16 anos). Há 1.568 registos (mais 86, +5,8%), invertendo o decréscimo de anos anteriores.

Quanto à violência doméstica, os dados indicam que subiu 11,4%, tendo sido registados 29.498 crimes na categoria (mais 3015, +11,4%).

Os crimes relacionados com moeda falsa também dispararam em 2019: 13 705 apreensões (+45%), num total de 1 milhão de euros (+68%).

Também a burla informática subiu, tendo sido denunciadas no ano passado 16.310 (mais 6.527, +66,7%). Houve 10.990 “outras burlas” (-4,7%).

O relatório destaca também um aumento nas agressões simples, tendo sido registadas no ano passado 23.279 (mais 455, +2%). Ameaça e coação também: 15.136 (+5,1%).

O RASI, citado pelo jornal, indica igualmente que Castelo Branco (+20,7%), Portalegre (+10,5%), Faro (+8,3%) e Aveiro (+5,9%) são os distritos a liderar a subida do crime geral.

É ainda destacado no relatório que PSP, GNR, PJ, SEF e Polícia Marítima terminaram 2019 com 44.642 elementos (45.522 em 2018). Saíram 1.284 polícias e apenas entraram 411.

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2019, documento no qual são publicadas as estatísticas da criminalidade e os resultados operacionais das polícias, deveria ter sido divulgado há três meses.

A Lei de Segurança Interna obriga que o RASI seja enviado ao parlamento até 31 de Março, mas a declaração do estado de emergência no dia 18 desse mês, por causa da covid-19, levou a que o gabinete do primeiro-ministro pedisse a suspensão do prazo.

No início do ano o ministro da Administração Interna adiantou que os dados preliminares do RASI apontavam para uma nova descida da criminalidade violenta em 2019.

No RASI é feita uma análise e avaliação pelo Conselho Superior de Segurança Interna – que integra, entre outros, todas as forças e serviços de segurança, secretas, Forças Armadas e respectivos ministros de tutela – e preparadas as prioridades estratégicas para o ano seguinte.

Figueira na net… e em espanhol

0

Com objectivo de destacar a Figueira, há um texto escrito em espanhol que eleva as qualidades das praias da Figueira. Deixamos este excerto.

“Figueira da Foz, llamada así porque se encuentra en la desembocadura del río Mondego, es uno de los principales centros turísticos de verano en la región central de Portugal. Cosmopolita y llena de vida, ha ganado importancia desde finales de siglo XIX cuando «bañarse en Figueira» era un hábito entre la aristocracia del Centro de Portugal.

Figueira da Foz tiene una amplia oferta hotelera, un casino fundado en 1900 y una excelente extensión de arena, y ofrece las condiciones ideales para la práctica de deportes náuticos, donde se realizan los campeonatos de vela y automovilismo(…)”

João Ataíde recordado no Cabedelo

0

Uma homenagem ao ex-presidente da autarquia da Figueira da Foz João Ataíde, que morreu em Fevereiro, realizada junto à praia do Cabedelo, reuniu 80 pessoas entre familiares e políticos, em violação das regras de distanciamento social.

“Declaradamente, é daquelas situações em que a emoção se sobrepôs à razão”, disse à agência Lusa o actual presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro (PS), presente na cerimónia.

A homenagem, promovida no último dia da etapa inaugural da liga portuguesa de surf,  antes das finais feminina e masculina da competição, acabou por levar ao molhe sul do rio Mondego, anexo à zona de competição, diversos familiares e amigos de João Ataíde.

Estiveram ainda presentes pelo menos dois vereadores do executivo municipal, os deputados socialistas Pedro Coimbra e João Gouveia, o presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, José Duarte e antigos e actuais funcionários da autarquia da Figueira da Foz, entre outras pessoas.

“A organização [da prova de surf, que quis homenagear o ex-autarca] teve a preocupação de restringir muito o número de pessoas mas [a homenagem] foi do conhecimento público, o João Ataíde foi um presidente durante 10 anos que muito marcou a Figueira e as pessoas chegaram, associaram-se. A maior parte delas trazia máscara, [isso] não justifica a alteração e o número de pessoas que estava, mas também era impossível mandar as pessoas para trás, evitar, foi um daqueles actos espontâneos de amor e de paixão de quem reconhece o trabalho que foi feito durante 10 anos”, acrescentou Carlos Monteiro.

O autarca admitiu que teria preferido que “as coisas tivessem decorrido, no mínimo, com mais afastamento”, a exemplo dos responsáveis da prova de surf.

“Todos tínhamos preferido mas, na realidade, João Ataíde foi uma figura marcante no concelho, infelizmente, a morte dele foi trágica, foi muito recente e as pessoas quiseram dizer que ele está na nossa memória”, argumentou Carlos Monteiro.

Os participantes, que percorreram, a pé, cerca de 400 metros no molhe sul, concentraram-se de frente para a zona de surf, onde uma moto de água de apoio à prova, transportando um dos filhos de João Ataíde e uma coroa de flores, parou durante uns minutos.

Foi feito um minuto de silêncio e a coroa de flores foi exibida aos participantes na homenagem e lançada à água.

Na altura, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas (ANS), entidade promotora da liga portuguesa e da homenagem, também presente no local, pediu aos participantes que se afastassem uns dos outros, o que foi cumprido, mas já no final da cerimónia, antes de uma salva de palmas.

O Figueira Pro, que foi também a primeira prova da modalidade disputada no mundo depois da interrupção provocada pela pandemia de covid-19, foi ganho, em masculinos, por Frederico Morais, que bateu na final Filipe Jervis.

No sector feminino, Teresa Bonvalor derrotou Carolina Mendes, na final disputada nas ondas do Cabedelo.

O presidente da Câmara, Carlos Monteiro, garantiu que a parceria com a ANS para manter na Figueira da Foz uma etapa da liga portuguesa de surf “é para continuar”, assinalando a “grande vantagem” que o município possui em ter ondas quer a sul do Mondego, quer a norte, como na praia da Murtinheira, para onde a competição se mudou por ausência de ondas na praia do Cabedelo.

Época balnear abre na Figueira da Foz com poucos banhistas mas em segurança

0

 O primeiro dia de verão que se cumpre hoje marca também o início da época balnear na maioria das praias da Figueira da Foz, com pouca afluência de banhistas mas com respeito pelas distâncias de segurança.

Se logo pela manhã, em Buarcos, existia algum vento e a temperatura não convidava à praia, com o passar das horas o areal junto às muralhas da vila piscatória foi-se compondo, com várias dezenas de para-ventos e chapéus-de-sol, mar sem ondas e bandeiras verdes nos vários postos de nadadores-salvadores a convidar a banhos.

Tomás Silva, 67 anos, “nado e criado” em Buarcos mas a residir em Coimbra, atravessou as ruelas do casario da vila e desceu à praia, um “ritual” que cumpre aos fins de semana “sempre que está bom tempo”.

“Como o pessoal daqui costuma dizer, a nossa praia é o nosso quintal”, enfatizou, antecipando um mergulho na baía de Buarcos, junto ao marégrafo (o equipamento cravado nas rochas, encimado pela bandeira nacional, que mede a altura da maré) e uns banhos de sol, antes de regressar a casa para almoçar.

Cerca de um quilómetro mais a norte, na praia da Tamargueira, Jorge Dias, que chegou dos Açores para passar dez dias com a família na Figueira da Foz, evidenciava ser a primeira vez que está na cidade do litoral do distrito de Coimbra “para apanhar um bocado de vitamina D”.

“Está-se muito bem na praia, em segurança e com pouca gente. Estou a gostar muito, não há confusão e as pessoas são simpatiquíssimas, quisemos saber onde comer umas sardinhas e já fizemos amigos”, referiu Jorge Dias à reportagem da agência Lusa.

Ao lado, sentado no muro da avenida marginal, Carlos Alves, 50 anos, natural e residente na Figueira da Foz e adepto de praia “ainda antes de saber andar”, está de saída do areal e retira o excesso de areia acumulado nas pernas: “Aqui em cima está vento mas lá em baixo não e as pessoas estão a guardar as distâncias devidas uns dos outros”, garante.

“Na Figueira as pessoas só estão amontoadas se quiserem, a praia é tão grande que cabe toda a gente. Mas saem da praia e parece que essa preocupação acabou. Vai-se ao mercado e está cheio, os cafés estão cheios e ninguém quer saber do vírus”, lamenta Carlos Alves.

Ouvido pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, assinalou, numa “primeira impressão” sobre o início da época balnear, que “tudo está na normalidade”.

“As pessoas estão a cumprir as regras de distanciamento. Felizmente a Figueira da Foz tem este espaço todo [o areal que se estende no molhe norte do rio Mondego até Buarcos, o maior urbano da Europa, com mais de dois quilómetros de comprimento e algumas centenas de metros de largura, possui uma capacidade estimada de cerca de 25 mil pessoas], mas o apelo que faço é que frequentem praias com Bandeira Azul [há nove no concelho] ou galardão dourado porque têm excelente qualidade de água e praias vigiadas”, declarou o autarca.

O presidente do município destacou, por outro lado, o investimento feito nas praias vigiadas, com 70 nadadores-salvadores ao longo de 30 quilómetros de costa.

Questionado sobre o tamanho do areal urbano e o que noutras situações, nomeadamente no acesso das pessoas ao mar, seria uma menos valia, Carlos Monteiro citou Charles Darwin na resposta: “Já dizia Darwin que a importância para sobreviver era a capacidade de adaptação. No caso concreto, aquilo que em determinadas circunstâncias era uma menos valia, hoje revelou-se uma mais-valia”, argumentou.

“Estas situações de pandemia não terminam, repetem-se, será uma situação para continuar e que nos permite reforçar a capacidade e identidade turística da Figueira da Foz”, acrescentou o autarca.

O optimismo de Carlos Monteiro face ao verão e às condições dos areais da Figueira da Foz, não parece, no entanto, encontrar eco junto dos concessionários de praia, para quem o panorama, quer face à pandemia de covid-19, quer ao tamanho do areal, afigura-se mais complicado de gerir.

Pedro Vieira, proprietário do bar Spasso, localizado no passeio da avenida marginal, um negócio direccionado a uma clientela média-alta, assume igualmente a concessão da Tamargueira mas os custos têm, em alguns dias, ficado aquém das receitas.

“Já é um desastre não termos o dinheiro dos turistas estrangeiros, vamos lá ver se teremos o dinheiro hipotético dos portugueses, os que vêm de fora, os emigrantes e os que cá estão. Se eu quiser fazer um balanço destes primeiros 20 dias de Junho, a facturação que tenho tido é verdadeiramente desastrosa”, revelou, situando-a em 50% face a anos anteriores.

“É desastroso porque temos responsabilidades que outros sectores da economia não têm, desde logo o pagamento de nadadores-salvadores, no meu caso são 10 mil euros a época. Eu para pagar 10 mil euros tenho de facturar 25 mil, isto é uma corrida de dois meses e eu não vendo armas nem droga, vendo é café”, ironizou.

Por outro lado, dos banhistas da Tamargueira só 10% são clientes do bar de Pedro Vieira.

“E nesta altura estamos a fazer um turismo de marmita. As pessoas continuam cá, mas outra coisa é se têm capacidade financeira para gastar e, aqueles que a têm, se querem gastar. Hoje devido às contenções, não só sanitárias mas também económicas, as pessoas protegem-se, não gastam. Um cliente que gastava 20 euros em dois gins, hoje bebe dois cafés ou dois finos”, ilustrou.

Já na praia do Relógio, o concessionário, Bruno Ribeiro, olha para o seu apoio de praia – o bar Bote – localizado “a 400 metros da avenida e a 500 da linha de água” e constata a diminuição de banhistas, ano após ano, face ao aumento do areal, que continua a crescer em largura, devido à acumulação de areias junto ao molhe norte do rio.

“Gradualmente as pessoas vão-se afastando, há ainda alguns resistentes, famílias que insistem em vir. Mas na realidade, as pessoas que conseguem vir têm de ter capacidade e vontade para fazer quase dois quilómetros [ida e volta] só para irem molhar os pés”, lamentou.

Foto – Paulo Novais

Covid-19: Número de infectados sobe para 41 na Figueira

0

Segundo o mais recente boletim epidemiológico da Direcção-Geral de Sáude (DGS), o relatório de situação do dia de hoje, 19 de Junho, regista 41 casos de infecção na Figueira da Foz, apresentando uma subida de sete casos desde o número noticiado no dia anterior.

Portugal regista hoje mais três mortos relacionados com a covid-19 do que na quinta-feira e mais 375 infectados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Os dados da DGS indicam um total de 1.527 mortes relacionadas com a covid-19 e de 38.464 casos confirmados.

Em comparação com os dados de quinta-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,19%. Já os casos de infecção subiram 0,98%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 16.255 casos confirmados, mais 284 do que na quinta-feira.

“O Figueirense” entra no 101.º ano de publicação

0

O jornal “O Figueirense”, com a sua edição papel do próximo dia 26 , sexta-feira, assinala o seu primeiro ano do segundo século de existência.

Presentemente em várias plataformas digitais, noticia ao momento a região centro, especialmente a Figueira da Foz e o seu concelho.

PCP diz que médicos da urgência do hospital da Figueira da Foz vão ser despedidos

0

O PCP questionou hoje o Governo sobre a situação de mais de 20 médicos em prestação de serviços na urgência do hospital da Figueira da Foz, alegando que irão ser despedidos para contratação de outros através de uma empresa privada.

Na pergunta enviada ao ministério da Saúde, a que a agência Lusa teve hoje acesso, os deputados comunistas Ana Mesquita, Paula Santos e João Dias argumentam que o Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) “conta com um grupo de mais de 20 médicos que desempenham funções no Serviço de Urgências através de prestação de serviços directamente ao hospital”.

“Estes médicos mantêm a disponibilidade para continuar a prestar serviços no HDF, exigindo que este assuma os compromissos celebrados em 2018 no que toca à dimensão da escala e que foram moeda de troca por redução remuneratória”, explicam.

De acordo com os deputados do PCP, o HDFF “para além de não cumprir os compromissos” com os médicos em causa, “pretende agora despedi-los e proceder à subcontratação de médicos através de empresas de aluguer de mão-de-obra, propondo-se a pagar, inclusivamente, mais à empresa do que pagava aos médicos”.

No texto entregue no parlamento e dirigido ao ministério liderado por Marta Temido, o PCP quer saber se o Governo tem conhecimento desta situação, como a avalia e o que pretende fazer.

“Considera o Governo que esta posição do conselho de administração do HDFF garante o honrar de compromissos assumidos com os trabalhadores e o integral respeito pelos seus direitos”, questionam ainda os deputados comunistas.

O PCP quer também ser esclarecido sobre a posição do Governo face à opção de serem subcontratados médicos “por uma empresa de aluguer de mão-de-obra, pagando-se mais a uma empresa privada do que directamente aos médicos”.

Governo desaconselha aos portugueses férias fora da Europa

0

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) sugeriu hoje que os portugueses privilegiem as férias em território nacional e desaconselhou as viagens para fora do espaço europeu e para destinos exóticos e sem ligações frequentes a Portugal.

“Desaconselham-se viagens para destinos fora do espaço europeu, sobretudo para outros destinos sem ligações fáceis e frequentes a Portugal, e muito em especial deslocações para destinos exóticos e/ou viagens não organizadas, sugerindo-se a preferência por férias em território nacional”, lê-se num comunicado hoje divulgado pelo MNE, em que dá conta da disponibilização, no Portal das Comunidades, de dois folhetos sobre viagens ao estrangeiros e deslocações para Portugal.

“O folheto com recomendações sobre viagens indispensáveis ao estrangeiro nos próximos meses, destinado aos portugueses que pretendam viajar ao estrangeiro por razões profissionais ou em outras viagens que considerem essenciais informa sobre os cuidados necessários na preparação da viagem, o que o viajante deve saber para a efectuar, que constrangimentos pode encontrar e como superá-los, que apoios pode obter junto da rede consular e o que não constitui obrigação do Estado”, refere a nota do ministério liderado por Augusto Santos Silva.

Para além deste folheto, disponível no Portal das Comunidades, o executivo colocou também um conjunto de informações para os emigrantes que pretendem passar as férias de verão em Portugal.

“No documento podem ser encontradas informações sobre as medidas adoptadas no nosso país, deslocações por via terrestre e aérea, situação de quem acompanhar cidadãos nacionais a Portugal caso não tenha a nacionalidade portuguesa ou não seja residente em território nacional, eventuais constrangimentos ou as novas regras de acesso a locais públicos”, aponta-se no texto.

Figueira reforça promoção à procura de turismo

0

A Câmara Municipal da Figueira arrancou com uma acção promocional com o objectivo de divulgar as potencialidade da cidade e do concelho, bem como a extensão do areal num período em que o distanciamento físico é fundamental. O Figueirense mostra um desses filmes.

“Terra Brava” filmada na Figueira

0

A telenovela da SIC “Terra Brava” está a gravar alguns episódios na Figueira. Esta manhã grava cenas no Casino Figueira e ontem, por exemplo, decorreram filmagens em vários locais da cidade, como por exemplo no Jardim Municipal, como documenta a imagem assinada por Paulo Pinto.

Portugal já realizou um milhão de testes, dos quais são 6,5% positivos

0

Portugal atingiu, no domingo, um milhão de testes realizados ao novo coronavírus, dos quais 6,5% com resultados positivos para covid-19, revelou hoje a ministra da Saúde.

“Do total destes testes, 45,2% foram realizados em laboratórios públicos, 39,2% em laboratórios privados e 15,7% em outros laboratórios”, afirmou Marta Temido, na conferência de imprensa que no Ministério da Saúde para a actualização dos dados da covid-19 e que deixará de ser diária e passará a decorrer três vezes por semana, às segundas, quartas e sexta-feira.

A ministra destacou também a quantidade de testes que têm sido realizados na região de Lisboa e Vale do Tejo e que desde há um mês se tem registado um acréscimo de casos de contágio (alguns dias têm sido quase a totalidade dos novos casos do pais), referindo que entre Maio e Junho “foram realizados 4.600 testes por dia, ou seja, mais mil diários do que no mês de Abril”.

“Desde há um mês que tem havido um acréscimo do número de testes e temos levado a cabo várias operações de testagem massiva e uma operação de rastreio entre 30 de Maio e 06 de Junho nos concelhos de amadora, Sintra, Loures, Odivelas e Lisboa e deste esforço intensivo de testes resultou uma melhor identificação dos novos casos e um melhor conhecimento da doença e adequado encaminhamento”, afirmou.

O rastreio realizado nos concelhos de Lisboa e Vale do Tejo incidiu em determinadas áreas económicos e foram realizadas 14.117 colheitas de amostras de material biológicos, das quais 731 tiveram resultado positivos (5,1%).

Destas colheitas, 93% dos casos já estão plasmados nos números fornecidos pelo boletim epidemiológico.

Além desta operação de testagem especifica, outros rastreios foram realizados, por iniciativa de entidades empregadoras particulares e “tiveram impacto no número do país”.

Marta Temido destacou também o trabalho do gabinete regional de intervenção para a supressão da covid-19 de Lisboa e Vale do Tejo e que serão dadas informações nos próximos dias.

Portugal regista 1.520 mortes relacionadas com a covid-19, mais três do que no domingo, e 37.036 infectados, mais 346, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.517 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,2%. Já os casos de infecção subiram 0,9%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 15.128 casos confirmados, mais 300 do que os 14.828 registados no domingo.

Crianças com mais de 10 anos devem usar máscaras nos ATL

0

As crianças com mais de 10 anos devem usar máscara nos Centros de Actividades de Tempos Livres (ATL), segundo uma orientação da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgada no âmbito da covid-19.

A reabertura dos ATL é possível a partir da próxima segunda-feira, no âmbito da terceira fase de desconfinamento anunciada pelo Governo, após o confinamento geral para fazer face à epidemia do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Na orientação hoje divulgada a DGS salienta que todos os ATL (que recebem crianças para actividades de estudo e lazer a partir dos seis anos) têm de estar devidamente preparados para abordar possíveis casos suspeitos de covid-19, tendo por exemplo uma área de isolamento, definição de circuitos, ou actualização de contactos de emergência das crianças.

Os ATL devem ter condições de higienização e desinfecção, e equipamentos como máscaras para todo o pessoal, e deve ser feita uma limpeza geral e desinfecção das instalações antes da abertura.

Depois, diz a DGS, as crianças e jovens devem ser organizados em grupos, que se devem manter sempre iguais e de preferência cada grupo numa zona específica, e os acessos à biblioteca ou à sala de informática devem ser condicionados, com desinfecção após cada utilização.

Sempre que possível as portas e janelas devem estar abertas e nas salas deve ser mantido o distanciamento. As mesas devem ser dispostas “o mais possível junto das paredes e janelas” e as mesas “devem estar dispostas com a mesma orientação, evitando uma disposição que implique as crianças e jovens virados de frente uns para os outros”.

A DGS recomenda que se evite o cruzamento das crianças entre salas (como acesso à sala de refeições) e que as crianças não partilhem objectos (ou que estes sejam desinfectados após cada utilização) e devem levar os seus próprios brinquedos de casa.

Para as actividades de exterior, como passeios ou excursões, as medidas são idênticas às gerais, de distanciamento físico e higiene, sendo que dentro dos ATL todos os profissionais e todas as crianças com mais de 10 anos devem usar máscara.

Dentro dos ATL a DGS recomenda desinfecção frequente de zonas que podem ser mais facilmente contaminadas, ou zonas de toque frequente, como maçanetas das portas, e sugere que seja feito um plano de higienização para conhecimento de todos os profissionais envolvidos.

E nos refeitórios, além das medidas de higiene e desinfecção (pelo menos duas vezes por dia), a recomendação é que se evitem grandes concentrações de pessoas, ou mesmo que se removam motivos decorativos das mesas.

Caso o ATL tenha um serviço de transportes as medidas aplicadas são as mesmas para os transportes colectivos de passageiros, e se houver um caso suspeito de covid-19 todos os encarregados de educação de todas as crianças devem ser informados.

Navio da Marinha investiga espaços marítimos entre Viana do Castelo e a Figueira da Foz

0

A lancha hidrográfica Andrómeda esteve em missão até ao dia 8 de Junho, a navegar entre Viana do Castelo e Figueira da Foz, no âmbito do projecto de caracterização geral de áreas aquícolas para estabelecimento de culturas marinhas – projecto AQUIMAR.

Este projecto, que decorre de uma parceria entre o Instituto Hidrográfico, o Centro de Ciências do Mar e Ambiente (MARE) e o Instituto Politécnico de Leiria, tem como objectivo principal a identificação dos locais com maior aptidão para a prática da aqui-cultura, tendo por base as áreas já delimitadas no Plano de Ordenamento do Espaço ​Marítimo.

DGS admite ser frequente detectar infectados em voos que chegam a Portugal

0

A Direcção-Geral da Saúde admitiu hoje ser frequente registar “um ou dois casos” de infectados a bordo de voos que chegam a Portugal, e anunciou um “reforço gradual” das medidas sanitárias nos aeroportos portugueses.

“Não sei dizer exactamente quantos casos foram detectados, mas sei que é frequente a minha colega [da Direcção-Geral da Saúde] identificar um ou dois casos em determinados voos”, indicou a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, falando na habitual conferência de imprensa diária sobre a evolução da covid-19 no país, em Lisboa.

“Não é em todos, mas não é uma situação rara, acontece com alguma frequência”, referiu.

Recordando que a aterragem e partida de voos em Portugal “nunca foi interrompida”, tendo apenas sido realizada com “menor fluxo” dadas as medidas restritivas aplicadas por causa da covid-19, Graça Freitas anunciou que “as novas medidas vão ser implementadas gradualmente”, referindo-se a questões como a medição da temperatura corporal e a um rastreio feito de forma digital.

Em concreto, e face “a um aumento previsível do número de voos e dos destinos”, a DGS vai “fazer um controlo da temperatura” corporal dos passageiros que chegam aos três aeroportos principais do país, em Lisboa, Porto e Faro, especificou Graça Freitas.

“Depois, continuamos a investir muito na informação que é dada aos passageiros que vêm nesses voos para, nomeadamente se vierem a desenvolver sintomas, saberem exactamente o que devem e podem fazer”, acrescentou.

Além disso, “estamos a trabalhar noutro tipo de medidas, que têm a ver com descobrir e perceber em que sítio do avião é que cada passageiro viajou e quem eram as pessoas que estavam na fila à frente, atrás e aos lados, isto porque estes voos podem trazer alguém doente”, frisou Graça Freitas.

“Nós todos os dias ou praticamente todos os dias detectamos casos [de covid-19] que vieram nesses voos”, referiu a responsável.

E é para fazer este “rastreio às pessoas que tiveram à volta” de alguém infectado que estão ser distribuídos papéis para preenchimento de informação, que posteriormente serão substituídos por “cartões electrónicos com formas mais expeditas” de registo destes dados, explicou Graça Freitas.

A directora-geral da Saúde adiantou que a tutela está, então, a trabalhar nesta “solução electrónica” para “facilitar a logística de poder encontrar um passageiro doente já em Portugal e a partir desse poder encontrar já quem foram as pessoas que viajaram no avião perto delas”.

“É todo um trabalho que está a ser desenvolvido neste momento para facilitar a vida às companhias aéreas, aos passageiros e às autoridades de saúde”, notou a responsável.

Enquanto o preenchimento for feito por papel, esta medida estará, numa fase inicial, centrada nos “países de maior risco e com maior actividade epidémica”, mas “uma vez que esteja disponível um sistema electrónico e de fácil acesso, será generalizado a todos os voos”, concluiu Graça Freitas.

Inspectores já estão nas escolas a verificar notas atribuídas aos alunos

0

A Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) iniciou um conjunto de inspecções a cem escolas secundárias, tendo em conta a avaliação pedagógica dos alunos nos 11.º e 12.º anos, informou o Ministério da Educação.

A acção inspectiva tem em conta um universo de cerca de 650 escolas secundárias, abrangendo tanto estabelecimentos de ensino públicos como privados.

Desde 2019, o trabalho realizado pelos inspectores da IGEC já levou à instauração de duas dezenas de inquéritos por terem sido detectadas escolas onde havia uma concentração de “um conjunto de classificações anormalmente elevadas”.

Este trabalho originou 57 processos disciplinares, dos quais cerca de duas dezenas estão em fase de conclusão, estando os restantes a correr os seus termos.

A IGEC está mobilizada para o acompanhamento das avaliações das aprendizagens no âmbito do ensino secundário, tendo sido “dadas instruções para priorizar esta acção inspeptiva e para alavancar os respectivos procedimentos”, refere o gabinete de imprensa do Ministério da Educação, confirmando as acções de inspecção às escolas noticiadas hoje de manhã pelo Jornal de Notícias.

Os inspectores estão também focados para tentar perceber como correram as aprendizagens durante este período de pandemia, em que a grande maioria dos alunos passou a ter aulas à distância desde o final do segundo período de aulas.

Também devido à pandemia, a IGEC teve de adequar os seus procedimentos, tendo em alguns casos adiado intervenções que dependiam de as escolas estarem a funcionar plenamente em regime presencial.

No entanto, o ME considera que estes ajustamentos ou adiamentos vieram permitir à IGEC e os seus inspectores, concentrarem-se “também noutras actividades consideradas prioritárias, no quadro actual”.

Assim, este ano, o trabalho de acompanhamento das avaliações das aprendizagens no âmbito do ensino secundário “será alargado a um número mais elevado de escolas”, públicas e privadas, e terá dois objectivos: regular e dissuadir.

Os inspectores vão também tentar perceber como é que as escolas integraram os instrumentos de avaliação das aprendizagens realizadas presencialmente e à distância, ao longo do ano lectivo, na perspectiva de uma avaliação contínua, pedagógica e inclusiva.

O Ministério da Educação tinha em curso um processo para recrutar 24 novos inspectores, “que está neste momento concluído”, acrescentou o gabinete de imprensa.

Após a tramitação final nas Finanças, terá início a respectiva formação especializada.

DGS permite arraiais mas cumprindo as novas regras

0

A directora-geral da Saúde defendeu hoje que os arraiais se podem realizar mas em moldes diferentes dos outros anos, porque terão de cumprir as regras estabelecidas para minimizar a disseminação do novo cononavírus.

Durante a conferência de imprensa diária de actualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus (covid-19, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que “nada impede que haja uma boa esplanada e que essa esplanada tenha música e que essa música seja acompanhada de um grelhador e de uma belas sardinhas”.

No entanto, sublinhou Graça Freitas, é preciso cumprir as regras de distanciamento: “É uma nova normalidade. As coisas podem fazer-se, mas com regras”.

A directora-geral da Saúde referiu que, neste momento, já estão a funcionar “esplanadas óptimas, com muitas pessoas”, que cumprem as regras e por isso “o risco é mínimo”, mas também existem espaços onde “os riscos são demasiados”.

Na quarta-feira, a ministra da Presidência afirmou que as autoridades iriam garantir que não se iriam fazer arraiais e festas populares, mesmo que fossem promovidas informalmente por estabelecimentos com licença para funcionar.

Presente na conferência de imprensa da DGS de quarta-feira, Mariana Vieira da Silva salientou que “desconfinamento não significa normalidade” e lembrou que “festas populares e arraiais estão expressamente proibidos”.

A justificação para esta proibição prende-se com “as regras de distanciamento social”, que impedem a realização de festas, mesmo privadas, que “têm sido pontos problemáticos nas últimas semanas”, disse a ministra.

Questionada hoje se os arraiais estão ou não proibidos, Graça Freitas respondeu: “Um café pode ter uma esplanada, uma esplanada pode ter um grelhador, o grelhador pode ter sardinhas, isso não impede as pessoas todas que observem as regras, que será um arraial diferente do arraial do ano passado”.

CAE vai reabrir com cinema e concerto da Aurea

0

O Auditório João César Monteiro do CAE (Centro de Artes e Espectáculos) acolhe, dia 12 de Junho, pelas 21h30, a exibição do filme português “Mosquito”, de João Nuno Pinto, na sua reabertura oficial. A entrada é de 4,00€ por pessoa.

Por sua vez, no dia 20 de Junho, pelas 21h30, o Grande Auditório recebe um espectáculo de Aurea, no âmbito do festival “Regresso ao Futuro”. Os bilhetes têm o preço único de 10,00€ e estarão à venda a partir de terça-feira, 9 de Junho, nos locais habituais, na bilheteira do CAE.

O festival “Regresso ao Futuro”, iniciativa de âmbito nacional, pretende voltar a ligar o som e a acender as luzes dos Teatros/salas de espectáculos Municipais. resgatando-nos ao silêncio e ao afastamento a que a Covid-19 nos votou. Assim, dia 20 de Junho de 2020, às 21h30, 21 artistas portugueses e 21 Teatros/salas de espectáculos Municipais celebram o Regresso ao Futuro.

O festival é, simultaneamente, um acontecimento solidário que une e mobiliza os Teatros Municipais, os artistas, as equipas técnicas, a organização da produtora Sons em Trânsito e o público numa frente comum que culmina na entrega das receitas de bilheteira ao Fundo de Solidariedade para a Cultura, criado pela Audiogest (associação que representa produtores musicais) e GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas), destinado a todos os profissionais dos sectores das artes.

O público é ainda convidado a levar alimentos não perecíveis para entrega nos Teatros, que serão recolhidos e distribuídos pela União Audiovisual junto dos profissionais dos sectores das artes que se encontram em situação de maior vulnerabilidade alimentar.

Ainda em Junho, serão exibidos, no Auditório João César Monteiro, os filmes “Bacurau”, uma co-produção Brasil e França que tem como protagonista a conhecida actriz Sónia Braga (dia 19 de Junho, 21h30) e “A Cidade Branca”, de Alain Tanner (dia 26 de Junho, 21h30), uma obra realizada em 1983, que é também um cartão de visita internacional da cidade de Lisboa, e que será exibida em cópia digital restaurada.

O Centro de Artes e Espectáculos elaborou e irá colocar em prática, para a reabertura dos auditórios, um Protocolo de Protecção de visitantes e espectadores que integra, entre outras medidas, o uso obrigatório de máscara pelos espectadores; a entrada dos espectadores nos dias dos espectáculos é realizada por circuito próprio; o alargamento do período de abertura das portas antes da hora de início dos espectáculos e a ocupação de lugares nas salas de acordo com as orientações da Direcção Geral da Saúde.

Praias da Figueira da Foz com capacidade para 51.200 pessoas

0

Na Figueira da Foz a época balnear arranca a 20 de Junho. As praias do concelho da Figueira da Foz podem receber este ano em simultâneo 51.200 pessoas, revela a proposta de lotação das zonas balneares da Associação Portuguesa do Ambiente (APA).

De acordo com a informação hoje divulgada, respeitante à região Centro e à abertura da época balnear no sábado, a praia do Alto do Viso terá capacidade para 8.700 utentes, mais 100 do que a de Buarcos, as duas neste concelho do litoral do distrito de Coimbra.

A praia do Relógio apresenta-se com capacidade para 6.400 pessoas, o Cabedelo, muito usada por surfistas, para 4.100 (variação até 5.100 dependente da maré) e Quiaios, a norte da cidade, para 7.200. A Murtinheira poderá receber 3.500 banhistas.

Na região Centro, destaque também para a praia da Barra, em Ílhavo, com capacidade para 11.800, praia de Mira (11.200), Tocha, em Cantanhede (8.000), Torreira, na Murtosa, com 8.800 ou Esmoriz, em Ovar, com 6.900.

Em Aveiro, São Jacinto recebe 1.900 e, em Leiria, Pedrógão chega aos 5.600 e Pedrógão Sul aos 600.

Na Marinha Grande, a Praia Velha pode receber 6.100 pessoas, mais 300 do que a Vieira.

Em Pombal, o Osso da Baleia tem capacidade para 1.900 utentes e, em Vagos, a praia com maior capacidade é a do Areão, com 1.100 pessoas.

“Em contexto covid importa garantir a distância de segurança, o que pode implicar a redução da capacidade de ocupação do areal em determinadas praias. Contudo, em algumas praias, em particular nas de grande dimensão, os valores agora obtidos podem ser superiores à capacidade de carga definida nos ‘Planos de Ordenamento da Orla Costeira/Programas da Orla Costeira’, tendo em conta que, nas actuais condições, os utilizadores estão mais disponíveis para ocuparem uma área de areal que ultrapassa os limites das áreas de conforto”, consideradas naqueles documentos, explica a APA.

No caso das “águas costeiras e de transição”, o cálculo da capacidade de cada praia foi apurado através de uma conjugação de critérios como a “definição da área de areal utilizável para a prática balnear com a profundidade possível”, “as características bio-físicas e faixas de salvaguarda ao risco costeiro”, “o limite lateral das praias”, a “influência da maré” e a “utilização de uma área de 8,5 m2/pessoa, considerando o distanciamento físico necessário por razões sanitárias”, entre outros.

Quanto a “águas interiores”, foi definida a área utilizável para a prática balnear “considerando a extensão da frente da zona balnear e uma faixa com a profundidade passível de utilização contada a partir do limite do plano de água”, sendo considerados também “os espaços envolventes disponíveis para o uso balnear”, como parques de merendas, esplanadas, relvados, campos de jogos e piscinas com plataformas flutuantes.

Durante a época balnear deste ano, os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus-de-sol, toldos ou colmos, segundo um decreto-lei aprovado pelo Governo.

Além do “distanciamento físico de segurança entre utentes no acesso e na utilização da praia e no banho no mar ou no rio”, os cidadãos devem cumprir as medidas de etiqueta respiratória e proceder à limpeza frequente das mãos, bem como “evitar o acesso a zonas identificadas com ocupação elevada ou plena”.

Relativamente ao estado de ocupação das praias, vai existir “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indica ocupação baixa (1/3), amarelo é ocupação elevada (2/3) e vermelho quer dizer ocupação plena (3/3).

Segundo o Governo, a informação sobre o estado de ocupação das praias vai ser “actualizada de forma contínua, em tempo real”, designadamente na aplicação ‘InfoPraia’ e na página da internet da APA.

Fronteiras terrestres com Espanha vão continuar encerradas até 30 de Junho

0

As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha vão continuar encerradas até às 23:59 de 30 de Junho devido à pandemia da doença covid-19, foi hoje aprovado em Conselho de Ministros.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de Março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19 e este controlo terminava na próxima segunda-feira.

“Foi aprovada a resolução que prorroga a reposição, a título excepcional e temporário, do controlo de pessoas na fronteira com Espanha, até às 23:59 do dia 30 de Junho de 2020, no âmbito da pandemia da doença covid-19, sem prejuízo de reavaliação a cada 10 dias e possível prorrogação” refere o comunicado do Conselho de Ministros.

No âmbito do controlo das fronteiras, estão impedidas as deslocações turísticas e de lazer entre os dois países, sendo apenas permitida circulação de transportes de mercadorias, de trabalhadores transfronteiriços, trabalhadores sazonais, veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência.

Os pontos de fronteira em funcionamento são Valença-Tuy, Vila Verde da Raia-Verín, Quintanilha-San Vitero, Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro, Termas de Monfortinho-Cilleros, Marvão-Valência de Alcântara, Caia-Badajoz, Vila Verde de Ficalho-Rosal de la Frontera e Castro Marim-Ayamonte.~

O controlo nas fronteiras é feito pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, em colaboração com a GNR.

Foto: Lusa – Nuno Veiga

Liga portuguesa de surf vai ser a primeira prova do mundo a ser retomada e começa na Figueira da Foz

0

A Liga portuguesa de surf começa a 19 de Junho, após um adiamento de quase três meses devido à pandemia, sendo a primeira prova da modalidade no mundo a ser retomada, anunciou hoje a Associação Nacional de Surfistas (ANS).

“A praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, irá receber os melhores surfistas nacionais para o Allianz Figueira Pro, naquela que será a primeira prova de surf a ser retomada em todo o mundo depois do surgimento da pandemia da covid-19”, destacou em comunicado a entidade, que divulgou o novo calendário do circuito português.

A Liga Meo Surf mantém as cinco etapas, estando duas já com as datas confirmadas, na Figueira da Foz (19 a 21 de Junho) e na Ericeira (03 a 05 de Julho), na Praia de Ribeira D’Ilhas, e encontrando-se ainda em programação mais uma etapa no período de arranque do verão.

“Depois da realização das três primeiras etapas, a Liga Meo Surf vai ter uma pausa, regressando após o verão para a realização das duas últimas etapas, que serão determinantes para as contas do título nacional, o Renault Porto Pro e o Bom Petisco Cascais Pro, que aguardam informações do calendário internacional para a definição final da data”, adiantou a ANS.

Segundo a entidade, o mais recente diploma sobre o estado de calamidade em Portugal “deu permissão ao regresso de provas individuais e ao ar livre, onde se inclui a Liga Meo Surf”, pelo que a ANS “uniu esforços com todos os parceiros da Liga Meo Surf para consumar o regresso das provas ao mar dentro de 10 dias, seguindo todas as recomendações da Direcção-Geral da Saúde”.

Francisco Rodrigues, presidente da ANS, realçou o esforço feito para a “obtenção do licenciamento e das necessárias medidas de segurança” para o surf profissional voltar ao mar”, sublinhando que a primeira prova do ano vai ser um “evento 100% focado no espectáculo de surf na água, sem público”, e que pode ser acompanhado através de transmissão televisiva integral na Sport TV, bem como nas restantes plataformas da Liga Meo Surf e da Meo.

E acrescentou: “Temos os melhores surfistas portugueses a precisar de retomar a sua actividade profissional, regressar ao ritmo competitivo e voltar a dar retorno aos seus patrocinadores. Permitam-me agradecer o empenho da Federação Portuguesa de Surf, do Município da Figueira da Foz e da Capitania também da Figueira da Foz. Todos eles disseram ‘presente’ para viabilizar a prova num tão curto espaço de tempo e em benefício do Surf em Portugal”.

Em Fevereiro, antes de ter sido decretada a pandemia da covid-19, a organização tinha anunciado que o circuito português ia começar na Ericeira, a 27 de Março, seguindo-se o Porto (24 e 26 de Abril), a Figueira da Foz (29 a 31 de Maio), o Algarve (12 a 14 de Junho) e Cascais (01 a 03 de Outubro).

“Volta a Portugal” passa pela Figueira com solidariedade pelos artistas

0

O Município da Figueira da Foz está em associação com a “Volta a Portugal”, uma iniciativa promovida pela União Audiovisual, que tem por objectivo angariar bens de primeira necessidade para técnicos de espectáculos que viram a sua actividade completamente parada, devido à pandemia, ficando sem rendimentos.

Para os interessados que queiram ajudar a causa, o Centro de Artes e Espectáculos disponibilizou o espaço para quem quiser entregar produtos alimentares e de higiene, durante os dias de hoje e amanhã, entre as 13h e as 19h30.

Tiago Cação está a percorrer mais de dois mil quilómetros desde 4 de Junho com a solidariedade na sua meta. O ciclista irá passar pela Figueira da Foz, na sua oitava e última etapa, no dia 11 de Junho, para efectuar a recolha dos bens entregues.

Suspeitos de assaltos a mais de 80 multibancos conhecem sentença na terça-feira em Coimbra

0

O Tribunal de Coimbra lê na terça-feira a sentença a 13 arguidos suspeitos de terem furtado mais de dois milhões de euros, em ataques a pelo menos 87 caixas multibanco em todo o país.

A leitura de sentença vai decorrer na terça-feira, às 15:00, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, depois de grande parte do julgamento ter decorrido na Faculdade de Direito, devido à pandemia da covid-19, de forma a assegurar o distanciamento físico entre arguidos, advogados, assistentes e juízes.

Os 13 arguidos são acusados pelo Ministério Público de pertencerem a um grupo que terá feito mais de 80 furtos entre Setembro de 2016 e Dezembro de 2017, quando a operação parou após três dos principais suspeitos terem sido detidos pela PJ, quando regressavam de mais um assalto.

Os assaltos decorreram em diversos distritos, como Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Leiria, Coimbra, Porto e Braga, numa acção que recorria a explosões para assaltar os terminais de multibanco, refere a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

Antes dos furtos, os membros “seleccionavam criteriosamente as caixas multibanco”, procurando perceber a marca e modelo do terminal, através de consultas de movimento de cartões de débito.

Para o assalto, o grupo recorria a carros previamente furtados e usava chapas de matrículas também roubadas e correspondentes a outros veículos, conta o Ministério Público (MP).

No local, era habitual os arguidos pulverizarem as câmaras de vídeo dos circuitos de gravação, levavam consigo diversas peças de roupa para trocarem após a prática dos crimes e utilizavam rádios portáteis emissores/receptores de forma a não recorrerem a telemóveis, alega o MP.

De acordo com a acusação, para o assalto, para além do material necessário para o roubo, como botijas de gás acetileno e mangueiras, estavam também munidos de armas de fogo, como revólveres e espingardas AK-47, bem como extintores que podiam aspergir contra as viaturas policiais em caso de perseguição.

Já as companheiras de dois dos principais membros do grupo intermediavam contactos com outros membros e ocultavam artigos utilizados nos assaltos, recorrendo normalmente às quatro garagens que dispunham em Loures, Oeiras, Cascais e Alcobaça.

A acção do grupo acabou quando, após um furto em Torres Novas, ao chegarem ao armazém de Alcobaça com o dinheiro, foram interceptados por elementos da PJ e da GNR, que acabaram por os deter.

Os três principais elementos do grupo são acusados de vários crimes de furto qualificado, posse de arma proibida, falsificação de documento, explosão, receptação e branqueamento de capitais.

O julgamento decorre em Coimbra por ter sido neste distrito que terá acontecido o crime de maior gravidade, um assalto a uma caixa multibanco em Vila Nova de Poiares, em que os arguidos terão ameaçado dois funcionários e um cliente de um posto de abastecimento, com recurso a armas de fogo.

Época balnear arrancou hoje em algumas zonas, início de época na Figueira esperado para dia 20 de Junho

0

A época balnear arrancou hoje em todas as praias do Algarve, Almada, Cascais e na praia da Nazaré, com regras de distanciamento social e lotação máxima definida, devido à pandemia da covid-19, e com apelos ao bom senso dos banhistas.

Na Figueira da Foz a época balnear arranca a 20 de Junho, sendo que o município local já deu início aos trabalhos de retirada de madeiras das praias do concelho provenientes das cheias do Baixo Mondego, ocorridas em Dezembro de 2019, na sequência das depressões Elsa e Fabien.

Este ano o Governo estabeleceu regras para a utilização das praias, como o distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus-de-sol, toldos ou colmos.

O executivo definiu regras para o funcionamento de restaurantes, bares ou esplanadas de praia, que devem higienizar regularmente os espaços (com o mínimo de quatro limpezas diárias), limitar a capacidade a 50% e reorganizar a esplanadas para assegurar o distanciamento de segurança.

Os toldos e chapéus a cargo dos concessionários só poderão ser alugados por cada pessoa ou grupo numa manhã (até às 13:30) ou tarde (a partir das 14:00) e todos os equipamentos como gaivotas, chuveiros, espreguiçadeiras ou cinzeiros “devem ser higienizados diariamente ou sempre que ocorra a mudança de utente”.

A Agência Portuguesa do Ambiente definiu a capacidade potencial de ocupação das praias e informa em tempo real sobre a lotação de cada uma, através da aplicação ‘Info Praia’.

Nas praias vai também existir “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indica ocupação baixa (1/3), amarelo é ocupação elevada (2/3) e vermelho quer dizer ocupação plena (3/3).

O Governo prevê a possibilidade de interdição da praia, “por motivo de protecção da saúde pública, em caso de incumprimento grave das regras pelas concessionárias ou pelos utentes”, uma vez que não estão previstas coimas, tendo por isso o executivo apelado ao “bom senso” dos banhistas.

A época balnear não será igual em todo o país e apenas se inicia hoje no Algarve e na região Tejo e Oeste.

No distrito de Faro, a época balnear arrancou em todas as praias e termina em 30 de Setembro (com excepção de 11 locais que prolongam até 15 de Outubro).

Já no Tejo e Oeste, só começou nas praias de Almada, no distrito de Setúbal, de Cascais, em Lisboa, e na praia da Nazaré, em Leiria, com fim previsto para 30 de Setembro, 15 de Outubro e 15 de Setembro, respectivamente.

Para a Federação Portuguesa dos Concessionários de Praia, esta época balnear é “um ano perdido” em termos de negócio, devido ao encerramento durante quase três meses e tendo em conta que as despesas com a assistência de praia são elevadas.

Também a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores continua preocupada com a disponibilidade de profissionais para assegurar a vigilância, porque os cursos deste ano foram interrompidos, com a declaração do estado de emergência, e “apenas 50% dos nadadores-salvadores trabalham na época seguinte”.

Contudo, na quinta-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, informou que o processo de contratação de nadadores-salvadores “tem funcionado dentro da normalidade, apesar da dificuldade porque é um ano em que não houve cursos, mas há mais de sete mil inscritos que podem ser utilizados”.

Além disso, garantiu que a Autoridade Marítima Nacional “está perfeitamente preparada” para coordenar a segurança nas praias, porque o apoio da Marinha subiu de 80 para 170 militares.

Nas restantes regiões do país, as datas de arranque serão variáveis e faseadas, sendo que a segunda fase acontecerá em 13 de Junho em algumas praias da costa alentejana e da região Tejo e Oeste, nomeadamente em Grândola, Sesimbra e Setúbal (capital de distrito), em Alcobaça e nas Caldas da Rainha, em Leiria.

Já na região Centro, o arranque da época balnear está previsto para 20 de Junho, com fim entre 30 de Agosto a 20 de Setembro, enquanto no Norte só vai começar em 27 de Junho, estendendo-se até 30 de Agosto.

Empresas do interior do distrito de Coimbra querem acesso ágil às ajudas do Estado

0

As micro-empresas do interior do distrito de Coimbra mostram-se satisfeitas com a renovação dos apoios excepcionais ao sector, mas querem o Governo deve agilizar o acesso às ajudas, defendeu hoje a Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da AESL, Carlos Alves, lamentou que a dotação de 50 milhões de euros inicialmente disponibilizada no âmbito do programa Adaptar Micro tenha “esgotado em apenas 10 dias, muito antes de chegar a um número aceitável de empresas”.

“Não é compreensível que um apoio que tem como objectivo apoiar a parte do tecido empresarial com maior representação não tenha um tecto orçamental mais elevado”, referem em comunicado quatro associações empresariais da região que, nos últimos meses, têm assumido posições públicas conjuntas.

Na quinta-feira, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social, o Governo aprovou o Adaptar 2.0, com apoios a estabelecimentos comerciais e consultoria a micro-empresas, para adaptação destas à actual fase da pandemia da covid-19.

“É um apoio importante para as empresas, mas tem de ser amanhã. Vamos é pôr isto no terreno rapidamente”, disse hoje Carlos Alves.

O empresário recordou que “já estão perdidos 10 dias”, uma vez que o Adaptar Micro “abriu a 15 de Maio e fechou no dia 25”.

Na quinta-feira, no final do Conselho de Ministros, o executivo divulgou o Adaptar 2.0, que contempla “adaptação e modernização de estabelecimentos comerciais, financiando investimentos na adaptação ao contexto covid-19, em frentes de loja, áreas de acesso ao público”, entre outras ajudas.

“Ficamos muito contentes, o Estado ouviu as empresas. Não queremos é esperar mais dias”, reagiu hoje o presidente da AESL.

Esta semana, num comunicado conjunto, a AESL, com sede na Lousã, e as associações empresariais congéneres de Vila Nova de Poiares, Miranda do Corvo e Penela lamentaram a suspensão do programa Adaptar Micro, considerando “urgente o seu relançamento, para assim apoiar as micro-empresas nas despesas extra que têm de suportar para a adaptação ao contexto” da pandemia.

“A dotação deste programa conseguiu acolher pouco mais de 17 mil micro-empresas, num universo de mais de 100 mil, ou seja, cerca de 83% das micro-empresas não tiveram oportunidade para se candidatar a este apoio”, sublinharam.

Subscreveram aquela nota a Associação Empresarial Serra da Lousã, a Associação Empresarial de Poiares, o Clube de Empresários de Miranda do Corvo e o Núcleo Empresarial de Penela, que representam centenas de firmas da região.

Insultos no Facebook custaram 5.000 euros a ex-vereador da Figueira da Foz

0

Um ex-vereador na Câmara Municipal da Figueira da Foz teve de indemnizar em 5.000 euros um actual vereador do PSD, depois de o ter insultado na rede social Facebook, disse hoje o advogado do queixoso.

O processo que resultou de uma queixa de Carlos Tenreiro, vereador da oposição social-democrata na Figueira da Foz, contra Casimiro Terêncio, ex-vereador do PS e PSD na mesma autarquia, em mandatos sucessivos, foi decidido pela via judicial, através de acordo, com sentença homologada pelo tribunal, disse hoje à agência Lusa o advogado Américo Baptista.

No acordo, Casimiro Terêncio ficou obrigado ao pagamento de 5.000 euros de indemnização a Carlos Tenreiro a cumprir “em sete vezes”, tendo ficado em ata “um pedido de desculpas, reconhecendo a falsidade das imputações”, frisou Américo Baptista, que se mostrou “satisfeito” pela decisão.

O caso remonta a 2019, quando Casimiro Terêncio, de acordo com os termos da acusação do Ministério Público, escreveu diversos insultos no Facebook, a nível pessoal e profissional, dirigidos a Carlos Tenreiro, que é advogado, mas também à mulher deste.

Américo Baptista considera que embora os tribunais dêem atenção a situações similares, existe uma “zona cinzenta” do que é ou não debate político, nomeadamente devido a posições expressas pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que alega que os políticos, “porque exercendo cargos públicos e tendo sido eleitos, podem ser censurados com alguma contundência”.

“Se numa primeira fase as declarações [de Casimiro Terêncio] podiam ser vistas como uma reacção excessiva no calor de uma discussão por motivos políticos, outra coisa é ter pedido que as pessoas partilhassem a sua publicação, alargando a divulgação dos insultos, alguns muito graves, que punham até em causa a mulher do meu cliente”, explicou o advogado.

Américo Baptista admitiu que neste caso, como em situações análogas, “é preciso fazer muito claramente” a distinção “entre uma coisa e outra, o que é difícil”.

“Trata-se de distinguir entre o que é um excesso no calor de um debate e uma conduta pensada, fria, calculada”, reafirmou.

Para além da indemnização a ser paga em sete prestações e do pedido de desculpas, Casimiro Terêncio terá ainda que assumir as custas do processo, adiantou.

Figueira da Foz tem a “evolução mais grave” no desemprego da região de Coimbra

0

A Figueira da Foz é o município da Região de Coimbra com “evolução mais grave e preocupante” no que diz respeito aos efeitos da pandemia covid-19 no desemprego, revela um estudo do projecto i9 Social.

Segundo a análise e conclusões do Flash Desemprego, um resumo estatístico datado de 21 de Maio e referente aos meses de Março e Abril, um em cada quatro desempregados da área territorial da Comunidade Inter-municipal da Região de Coimbra (CIM/RC), que engloba 19 municípios, reside na Figueira da Foz.

O documento a que a agência Lusa teve acesso, da autoria de Florindo Ramos, director executivo do Centro de Inovação Social / i9 Social, um projecto financiado por fundos europeus e pela CIM/RC, refere ainda que naqueles dois meses aquele município do litoral do distrito de Coimbra registou “mais 683 desempregados” (+33,6%, para 2.713), a segunda maior variação em percentagem naquela comunidade inter-municipal que é a maior do país.

O município de Penacova foi aquele a que correspondeu a maior variação da percentagem do número de desempregados (+35,9%), correspondente a 70 pessoas. Em números absolutos, Penacova tinha 265 desempregados registados no final de Abril, cerca de dez vezes menos do que os 2.713 inscritos na Figueira da Foz.

Na lista da variação, em percentagem, do número de desempregados em Março e Abril, segue-se a Mealhada (+32,9%), Condeixa-a-Nova (+29,6%), e Coimbra – o concelho mais populoso da CIM/RC – com mais 26,7%, correspondente a mais 962 desempregados.

Estes cinco municípios apresentam variações do número de desempregados superiores à média da Região de Coimbra (22,9%). Este aumento percentual corresponde a mais 2.724 desempregados, para um total de 13.980 inscrições nos centros de emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em final de Abril.

Na região Centro, a variação média era de 20,2% e no continente de 24,5%.

Na “comparação casos de covid-19 e novos desempregados”, relativa a Março e Abril, o documento frisa que a Figueira da Foz combina uma “forte sub-representação (o que é positivo)” de casos de covid-19 confirmados – 32 na altura do estudo, com “uma sobre-representação significativa (o que é negativo) no aumento do desemprego”.

O estudo nota, na referência aos 32 casos de infecção pelo novo coronavírus na Figueira da Foz, que estes equivalem a três por cento do total da CIM/RC (então com 1.051) “quando a sua população residente corresponde a 13,6% do total daquele território”.

Aliás, no número de casos por 10 mil habitantes, a Figueira da Foz possuía 5,4 no final de Abril, o 17.º lugar em 19 municípios na percentagem de incidência de infecções. Uma cifra quase residual quando comparada com os 87,5 casos por 10 mil habitantes em Condeixa-a-Nova, os 42,8 em Coimbra, 30,7 em Tábua, 26,1 em Góis ou 19,4 em Cantanhede, refere o relatório.

Segundo o estudo do i9 Social, a média dos 19 municípios da CIM/RC no número de casos de covid-19 por 10 mil habitantes situava-se, no final de Abril, nos 24,2, superior à média da região Centro (16,5), mas inferior aos 30,1 casos do continente português.

Ainda levando em conta o número “reduzido” de casos de covid-19 confirmados na Figueira da Foz, o investigador do i9 Social refere que a principal causa “para o forte aumento do desemprego tem de ser atribuída a outro fenómeno, sendo o mais provável o efeito negativo causado pelas restrições impostas à actividade económica num concelho especialmente dependente do turismo, hotelaria e restauração”.

O estudo conclui, por outro lado, que a situação do concelho da Figueira da Foz quanto ao desemprego “é preocupante, mas não surpreendente”, argumentando que aquele município “já apresenta, cronicamente, um excesso de desemprego”.

A esse propósito, o documento do i9 Social refere que o peso relativo do desemprego registado na Figueira da Foz no total da Região de Coimbra cifrou-se em 19,4% em Abril, quando dois meses antes, em Fevereiro, era de 18%.

“O novo paradigma da mobilidade” – palestra do Rotary Clube da Figueira com Gonçalo Tomé

0

O Rotary Clube da Figueira da Foz vai promover uma palestra com o tema “O novo paradigma da mobilidade”, convidando Gonçalo Tomé, CEO da CIE Plasfil, para debater assuntos como o futuro da condução automóvel e dos novos desafios tecnológicos ao serviço da indústria dos transportes, veículos cada vez mais autónomos, sustentáveis e inteligentes, adaptados aos condutores e sobre cíber-segurança e condução autónoma. 

A iniciativa acontece hoje, a partir das 21h30, em directo através da página www.facebook.com/rotaryfigueira/ , com moderação de Teresa Viana Machado, presidente do clube.

Serra da Boa Viagem com Sistema Integrado de Video-vigilância em 2021

0

O presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, deu nota na reunião da passada segunda-feira, que as Comunidades Inter-municipais de Viseu Dão Lafões e a CIM Região de Coimbra lançaram um procedimento de contratação pública internacional para a aquisição de um sistema integrado de video-vigilância para a prevenção de incêndios florestais para os seus territórios.

Carlos Monteiro referiu que o sistema, que se prevê entrar em funcionamento em 2021, será implementado na Serra da Boa Viagem e irá permitir vigilância diária, com uma zona de alcance até cinco quilómetros com infravermelhos. O edil salientou que esta “é uma mais uma ferramenta que vem reforçar toda a estrutura de vigilância e prevenção de incêndios, e que as torres de vigia se irão manter.”

Nadadores-salvadores devem privilegiar salvamento “sem entrar na água” – Federação

0

A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores divulgou hoje alguns dos procedimentos que os vigilantes devem adoptar na época balnear face à pandemia, como privilegiar o salvamento “sem entrar na água” ou abordar o náufrago pelas costas.

“Ainda não saiu a recomendação internacional para os nadadores-salvadores com as medidas de prevenção e, em Portugal, fizemos sair uma medida de prevenção nacional”, adiantou à Lusa o presidente da federação, Alexandre Tadeia.

Segundo o responsável, tratam-se de “questões muito técnicas” relacionadas com o salvamento, em que, por exemplo, o nadador-salvador deve “tentar salvar sem entrar na água, utilizando equipamentos”, como forma de prevenção do contágio da covid-19.

“Se tiverem mesmo que entrar na água por força da situação, devem utilizar um equipamento que os mantenha à distância, como uma bóia torpedo ou um cinto de salvamento, que têm um cabo de dois metros e permite ficar a, pelo menos, dois metros do náufrago”, indicou.

No entanto, em caso de necessidade ou se a pessoa já estiver inconsciente, deve-se “abordar o náufrago pelas costas e nunca pela frente”.

“Enquanto o primeiro nadador está a fazer o salvamento, o segundo, que está fora de água, deve equipar-se com os equipamentos de protecção individual (luvas, máscara e viseira) e depois é ele que fará o transporte da pessoa sempre pelas costas e fará cá fora o resto do socorro”, explicou.

Neste sentido, o presidente esclareceu que o nadador-salvador “não tem de estar sempre com máscara” e nunca o fará dentro de água porque “não é possível e não há máscaras específicas para essa situação”.

“Quando está em vigilância, a patrulhar ou a dar conselhos a banhistas, desde que mantenha um distanciamento físico, não necessita de usar máscara. Agora quando está a prestar primeiros socorros, aí tem que usar esses equipamentos”, apontou.

A época balnear começa no próximo sábado, mas a federação continua “no mesmo ponto de situação que estava há duas semanas”, sem saber se há nadadores-salvadores suficientes para assegurar a vigilância em todo o país.

“Ainda não temos a certeza se vamos ter pessoas disponíveis. Só com a abertura da época balnear é que vamos ter essa noção”, mencionou. 

Desde Abril, a federação tem vindo a alertar que poderão faltar cerca de 1.500 a 2.000 nadadores-salvadores para a próxima época balnear, porque os cursos foram interrompidos com a declaração do estado de emergência e “apenas 50% dos nadadores-salvadores voltam a trabalhar na época seguinte”.

Para contrariar esta tendência, Alexandre Tadeia tem defendido a implementação de incentivos fiscais e sociais, mas até ao momento o Governo ainda não tomou uma decisão, segundo o responsável. 

As propostas passam por isenção de IRS, IVA, de taxas moderadoras ou de propinas, um regime especial de contratação ou uma alteração nos dispositivos de segurança, com redução do número de vigilantes.

Alexandre Tadeia também alertou hoje para o aumento do número de mortes por afogamento, que “ainda está a subir”, registando desde o início do ano 52 mortes, mais 21 do que no mesmo período do ano passado.

A época balnear inicia-se no sábado e, segundo as recomendações do Governo, os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus-de-sol, toldos ou colmos.

Apreensão de material contrafeito em Coimbra

0

A Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial de Coimbra apreendeu, ontem de manhã, algumas centenas de artigos potencialmente contrafeitos.

A operação, que surgiu como resposta a algumas denúncias que chegaram à PSP, aconteceu na avenida Central (imediações da Loja do Cidadão), cerca das 10h15 “e resultou na identificação do suspeito, um homem de 36 anos, já ligado à venda de material idêntico naquele local”.

Foram apreendidos 107 pares de sapatilhas, 154 peças têxteis (pólos, calças, fatos de treino, t-shirts, toalhas de praia) e 35 bonés de várias marcas conhecidas. O material foi apreendido “e será encaminhado para a entidade competente de forma a proceder às devidas perícias e diligências”, diz fonte da Polícia.

Município isenta empresas, ginásios e agentes de actividade física de taxas de ocupação de espaço público

0

O Município da Figueira da Foz aprovou ontem a isenção de taxas de ocupação do espaço público, para a realização de actividades outdoor, face às dificuldades criadas pelo impacto do covid-19 junto das entidades públicas e privadas que actuam na área do exercício físico e saúde.

As actividades físicas em grupo têm estado limitadas pelas regras de distanciamento aplicadas. Com as novas regras de desconfinamento, os ginásios figueirenses vão poder fazer algumas das suas actividades em espaços da cidade ao ar livre.

Abadias Norte – Power Station, Abadias Sul, Espelho de Água, Estrado da Praia, Poli-desportivo das Abadias, Praça da Europa, Praça do Forte ou Jardim Fernando Traqueia, entre outros a pedido, são alguns dos espaços disponibilizados pela autarquia sem quaisquer custos.

Esta medida justifica-se não só pela importância da prática de exercício físico em condições seguras, mas também por ser uma forma da autarquia facilitar o regresso à actividade económica normal, por parte de empresas, ginásios e agentes de actividade física.

“Acreditamos que este poderá ser também um incentivo para que os clientes possam sentir-se mais motivados a regressar aos ginásios após tão longo período dentro de casa ou online.”

As actividades terão a duração requerida por cada entidade, serão da responsabilidade de cada uma delas e deverão realizar-se de acordo com o definido na Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020 e com a Orientação da DGS nº 030/2020, ambas de 29 de Maio de 2020.

Para as entidades interessadas a Câmara Municipal disponibiliza um formulário, que deverá ser preenchido no seu site em www.cm-figfoz.pt/pages/1236

Portugal dos Pequenitos reabriu no Dia da Criança e no mês em que celebra 80 anos

0

O Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, reabriu hoje, Dia Mundial da Criança, com medidas de segurança face à pandemia de covid-19 e entrada gratuita para os mais pequenos ao longo deste mês em que celebra 80 anos.

Na reabertura, os responsáveis da Fundação Bissaya Barreto (FBB), proprietária do espaço lúdico, prepararam um circuito que leva os visitantes obrigatoriamente em sentido único, começando pelo Oceano Índico (pavilhões de Moçambique, Índia, Timor em Macau) e depois pelo arquipélago dos Açores e Portugal Monumental, representativo do Ribatejo, Beira Litoral, Lisboa, Alentejo e Algarve, até ao espaço das casas regionais portuguesas.

O regresso é feito por Coimbra, com acesso ao conjunto escultural do Paço das Escolas da Universidade, Minho, Porto e Trás-os-Montes, passando depois pelo Oceano Atlântico, representado pelo espaço representativo da ilha da Madeira e edifícios de Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Angola.

Se às primeiras horas da manhã de hoje ainda eram poucas as crianças no Portugal dos Pequenitos – situação que se foi alterando ao longo do dia, com várias famílias a acederem ao parque, conforme constatou a agência Lusa no local – os primeiros a utilizar o espaço foram os alunos da Casa da Criança que ocupa o topo sul do recinto e em cujo jardim o médico Bissaya Barreto idealizou, na década de 1940, o espaço representativo do mundo português da altura, império colonial incluído.

Em declarações à agência Lusa, Ivo Pimentel, administrador da FBB, destacou a “missão” da Fundação em manter o parque idealizado pelo seu patrono.

“O Portugal dos Pequenitos nasce como jardim da Casa da Criança. A ideia do fundador para estes meninos, numa altura em que ninguém viajava e tinha as facilidades de hoje, era permitir que as crianças, até de fracas posses, pudessem conhecer o seu país, a arquitectura e a história”, argumentou.

“Nasce por causa das crianças, mas não é um parque temático, é um jardim lúdico-pedagógico. E o Portugal dos Pequenitos também é muito importante para nós, porque a Fundação é uma IPSS [instituição particular de solidariedade social] com obra social e, nessa obra social, grande parte das receitas são geradas pelo seu património cultural”, acrescentou o administrador.

Hoje, apesar das medidas de segurança face à pandemia de covid-19, que impuseram o uso de máscara, ainda que ao ar livre (e existiam várias crianças com elas, embora não seja obrigatória para os mais pequenos), o dia no Portugal dos Pequenitos foi de brincadeiras e afecto, como o protagonizado por um menino, acompanhado da mãe, que, mal entrou, foi a correr abraçar uma dupla de palhaços responsável pela animação.

André, sete anos e residente em Coimbra, voltou hoje ao Portugal dos Pequenitos assim que acabaram as aulas à distância: “Gosta muito de cá vir, mas ainda não há muitos meninos para brincar. É bom, porque assim tem mais espaço”, observou a mãe, Alexandra, aludindo aos dias em que o recinto se enche de crianças.

Na zona das casas regionais, Constança, cinco anos, acompanhada dos pais, anda alegremente pelo recinto, finta uma emissão em directo de um programa de televisão e saltita de casa em casa.

Os três chegaram de Matosinhos, já conheciam o Portugal dos Pequenitos, mas Constança, então com dois anos, não terá presente nenhuma memória do espaço, refere o pai, Paulo.

“Visitámos na altura dos nossos pais e avós e agora que temos uma filha faz todo o sentido regressar. Conservar isto como foi construído é que tem piada, nunca mais nos esquecemos”, acrescentou.

Sobre os planos de revitalização e expansão do Portugal dos Pequenitos, o administrador da Fundação Bissaya Barreto revela que a instituição já está “em condições” de dar andamento aos concursos, depois de um período em que o projecto demorou a avançar na autarquia de Coimbra.

“As coisas já estão ultrapassadas, às vezes demoram mais tempo do que gostaríamos. Os pavilhões da entrada [dos antigos países coloniais] vão ter conteúdos especiais e vamos ter outros sobre Portugal e a nossa cultura”, afiançou.

Por outro lado, na zona de expansão, Ivo Pimentel, embora sem revelar grandes pormenores, revelou que serão instaladas “duas ou três obras arquitectónicas que reflictam o Portugal moderno”.

“Serão obras que do ponto de vista arquitectónico sejam, de facto, emblemáticas. Depois, terá de existir um certo equilíbrio regional, não teremos só de uma determinada região do país”, frisou.

Já as construções actuais “são intocáveis” a nível de infraestrutura, garantiu o administrador da FBB.

“Estas casas regionais, todas elas, no passado, tinham conteúdos, tinham mobiliário regional, pequenino”, recordou, lembrando que esse conteúdo, ao longo dos anos, foi-se degradando e estragando e acabou retirado.

“No exterior não vamos tocar. Mas, do nosso ponto de vista, é possível enriquecer a experiência de quem nos visita e explicar porque é que determinada casa, determinado pavilhão está aqui. Uma criança da geração de agora não vai perceber porque temos um pavilhão de Macau ou Angola, tem que se explicar e contextualizar, é isso que vamos fazer, manter e acrescentar valor”, acentuou Ivo Pimentel.

JLS // SSS

Foto: Lusa – Paulo Novais

Entre a Pandemia e violência

0

Este domingo marcou o quinto dia de protestos em massa, causados pela morte de mais um negro desarmado, George Floyd, sob custódia policial. Apesar do apelo a calma por elementos do governo tanto a nível local como nacional, esperam-se mais ondas de protesto por várias cidades dos Estados Unidos.

Os protestos começaram em Minneapolis e St. Paul de maneira pacífica, mas alastram rapidamente como um fogo florestal por todo o país. Várias cidades ordenaram recolher obrigatório. Face a escala de protesto A Guarda Nacional foi também mobilizada.

Com 100 mil americanos mortos em menos de 4 meses, por completa desorganização na resposta a pandemia do coronavírus, as constantes gaffes da administração, mais preocupada com o ano eleitoral, do que a saúde dos cidadãos, a elevada taxa de desemprego, acusada pelo vírus, e as centenas de manifestações anti governamentais, por todo o país, colocam os Estados Unidos num momento de profunda ansiedade e frustração.

O sucesso espectacular do regresso do programa americano espacial, Space X efectuado ontem, e em progresso, marca um momento moral importante na resposta de todos os americanos face à realidade dos problemas sociais que se atravessam, Mas mais se exige, principalmente a corrente administração para acalmar o país.

António Antunes Correia – correspondente de O Figueirense nos Estados Unidos

Foto – Lusa: Jason Szenes

Casino reabre amanhã

0

O Casino Figueira reabre amanhã, dia 1 de Junho, “completamente comprometido com a protecção da saúde e da segurança”, assegura fonte da empresa concessionária.

Certificado com o selo “Clean&Safe” e seguindo as regras definidas pela Direcção-Geral de Saúde, o Casino Figueira “está preparado para reabrir em segurança”.

Missas comunitárias estão de regresso

0

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) confirmou que as missas comunitárias voltam neste fim-de-semana, altura em que os católicos assinalam o Pentecostes.

Na Igreja Matriz de São Julião da Figueira da Foz, a celebração litúrgica acontece hoje, às 19 horas, e segue-se os horários habituais. Segundo fonte da Casa Paroquial, haverá no domingo missas às 9, 10h30, 12 e 19 horas.

A Paróquia de Buarcos, que tem regularmente transmitido as celebrações pela Internet com o padre Carlos Lopes, decidiu comunicar também às comunidades de Buarcos e Quiaios, a data de regresso à “normalidade”, de acordo com as normas impostas pela CEP e pela Direcção-Geral de Saúde, abrindo as portas das igrejas de paroquiais
de S. Pedro e S. Mamede para a celebração das eucaristias, já com a presença física dos fiéis.

A CEP relembra que se deve manter o distanciamento físico de 2 metros entre cada pessoa, o uso de máscara é obrigatório e que as igrejas estarão limitadas em lotação a 1/3 da sua capacidade.

Corpo de jovem foi encontrado, depois de morrer afogado ao tentar salvar idoso

0

Foi encontrado ontem o corpo de José Moniz, um jovem figueirense de 25 anos, que morreu afogado ao tentar salvar a vida de um idoso na praia de Alvor, em Portimão.

O corpo foi encontrado no molhe Nascente da Barra de Alvor e retirado pelos mergulhadores dos bombeiros de Portimão.

O jovem estava desaparecido há quatro dias.

José Moniz morreu a tentar salvar banhista

Casino reabre segunda-feira

0

O Casino Figueira reabre na próxima segunda-feira, dia 1 de Junho, “completamente comprometido com a protecção da saúde e da segurança”, assegura fonte da empresa concessionária.

Certificado com o selo “Clean&Safe” e seguindo as regras definidas pela Direcção-Geral de Saúde, o Casino Figueira “está preparado para reabrir em segurança”.

“Generalidade das actividades retoma o funcionamento” – Comunicado do Conselho de Ministros

0

Segundo um comunicado do Conselho de Ministros, foi aprovada hoje a resolução que prorroga a declaração de situação de calamidade até às 23h59 do próximo dia 14 de Junho, prolongando o processo de desconfinamento sem colocar em causa a evolução da situação epidemiológica em Portugal.

No entanto, apesar de se manter a situação de calamidade em Portugal, em vigor desde 3 de Maio, foram também estabelecidas algumas alterações, com entrada em vigor no dia 1 de Junho.

Entre as medidas declaradas por este comunicado, a informação de que se “deixa de se estabelecer o dever cívico de recolhimento” estava neste incluída, assim como o fim da obrigatoriedade do tele-trabalho e o retomar de funcionamento da generalidade das actividades, “mediante a aplicação de determinadas condições e o respeito pelas orientações definidas pela DGS para o sector”. Debaixo desta regra estão incluídos auditórios, cinemas, teatros e salas de concertos, piscinas cobertas e descobertas, ginásios e academias, casinos, serviços de tatuagem e similares.

Relativamente a eventos, passa a ser permitida a realização de celebrações com aglomerações até 20 pessoas, devendo a DGS determinar as orientações, designadamente a lotação das cerimónias religiosas, dos eventos de natureza familiar (incluindo casamentos e batizados, quer quanto às cerimónias civis ou religiosas, quer quanto aos demais eventos comemorativos) e dos eventos de natureza corporativa realizados em espaços adequados para o efeito;

Nos estabelecimentos de restauração e similares deixa de haver limitação de lotação, caso sejam instaladas barreiras de separação (como acrílico) entre clientes que se encontrem frente a frente e a distância entre as mesas seja de 1,5m.

As áreas de consumo de comidas e bebidas (food-courts) dos conjuntos comerciais deixam de estar encerradas, sendo também anunciado o “fim da suspensão de funcionamento das lojas com área superior a 400m2 ou inseridas em centros comerciais”.

Foi também referida a possibilidade de reabertura de ginásios e academias, mediante as normas e orientações definidas pela DGS para o sector.

Quanto aos bares e discotecas, continua sem haver uma previsão para a reabertura.

Praias da Figueira da Foz com capacidade até 54 mil pessoas

0

As quase duas dezenas de praias do município da Figueira da Foz terão uma lotação máxima de 54 mil pessoas na época balnear, disse hoje à agência Lusa fonte deste município.

De acordo com a mesma fonte do gabinete da presidência da autarquia, a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano da Europa – que se estende por cerca de dois quilómetros de comprimento, entre o molhe norte do rio Mondego e a vila piscatória de Buarcos – terá uma lotação ligeiramente superior a 25 mil pessoas.

“Será a praia com maior capacidade do país”, frisou a fonte da autarquia.

De acordo com dados recolhidos pela agência Lusa, a área utilizável de zona balnear da praia da Figueira da Foz ascende a cerca de 26 hectares, 260 mil metros quadrados (m2) – dois quilómetros de comprimento por 130 metros de largura, em média – o que permite que cada banhista ocupe cerca de 10 m2, em linha com as determinações das autoridades face à pandemia de covid-19.

O areal da Figueira da Foz, que tem vindo a crescer, nos últimos anos, à razão de 30 a 40 metros por ano, tem uma área total superior a 100 hectares (onde se inclui a zona mais perto da avenida, onde estão instalados equipamentos de lazer, uma zona de transição e a zona balnear propriamente dita), com uma largura entre a estrada e o mar que chega a ultrapassar os 700 metros.

Em nota de imprensa divulgada hoje, o município da Figueira da Foz anunciou a contratação de 68 nadadores-salvadores na actual época balnear, para vigiarem as 18 praias e sete piscinas de usufruto público do concelho, “de forma a garantir o nível de segurança necessário”.

Na zona urbana, a norte e a sul do rio Mondego, 12 praias (localizadas entre a Cova, a sul, e o Cabo Mondego, a norte da cidade, terão vigilância a partir de 20 de Junho. Nas restantes seis – Costa de Lavos, Leirosa e os quatro areais entre a Murtinheira e Quiaios – a vigilância dos nadadores-salvadores estará activa a partir de 01 de Julho.

Além das praias, as piscinas do parque de campismo municipal e as das freguesias de Alqueidão, Maiorca, Ferreira-a-Nova, Alhadas, Marinha das Ondas e Moinhos da Gândara também terão vigilância.

As praias de Buarcos e Cabedelo terão ainda, já a partir de sábado e até ao final do mês de Outubro, “sempre que as condições meteorológicas assim o justifiquem”, um reforço de mais quatro nadadores-salvadores, também contratados pelo município, para assegurar a vigilância aos fins de semana e feriados, naquele período temporal.

“Tentámos manter o mesmo número (do ano passado) de nadadores-salvadores e estamos a ver da possibilidade de contratar mais algum, se houver alguma situação deficitária que dele necessite. Sabemos que há falhas pelo país, mas na Figueira vamos ter estes nadadores-salvadores e, se houver algum concessionário que não abra este ano, vamos estar preparados para ter essa praia vigiada”, garantiu a fonte do município.

“Queremos mostrar às pessoas que nos visitam que a Figueira tem tudo e em segurança”, enfatizou, aludindo ao mote de uma campanha de comunicação que será lançada na próxima semana.

OMS recomenda fumadores a deixarem vício para prevenir situações graves na pandemia

0

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou aos fumadores que tomem medidas imediatas para deixarem de fumar, para se prevenirem de situações graves caso sejam infectados pelo novo coronavírus.

Num comunicado divulgado hoje sobre o Dia Mundial Sem Tabaco, o representante em exercício da OMS em Angola, Javier Aramburu, disse que o tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública, recomendado um esforço conjunto para continuar a implementar políticas abrangentes para o controlo do tabagismo.

“Nos 20 minutos seguintes à desistência do tabagismo, o ritmo cardíaco elevado e a pressão arterial do fumador baixam. Após 12 horas, o nível de monóxido de carbono na corrente sanguínea desce ao normal. Dentro de duas a 12 semanas, a circulação melhora e a função pulmonar aumenta. Após um a nove meses, a tosse e a falta de ar diminuem”, concluiu Javier Aramburu.

Por sua vez, a directora do Instituto Nacional de Luta Antidrogas (Inalud), Ana Graça, referiu que, em parceria com a Direcção Nacional de Saúde Pública e a OMS, tem-se dado destaque a acções preponderantes para o controlo do tabagismo, através da aprovação de leis e políticas que favorecem a criação de espaços públicos livres de tabaco, educação para as crianças e jovens, para os riscos, bem como o agravamento das taxas sobre o tabaco.

“O tabaco representa um obstáculo ao desenvolvimento e uma ameaça aos esforços de prevenção, tratamento e controle da covid-19”, disse Ana Graça.

A dirigente do Inalud salientou que “as mortes e as doenças relacionadas com o tabaco são factores de pobreza, deixando as famílias sem quem as sustenta, e torna-se mais evidente agora com a pandemia da covid-19, tendo em conta os riscos que enfrentam os fumadores”.

A nota da OMS sublinhou que, anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido ao tabagismo, e mais de sete milhões destas mortes resultam do consumo directo de tabaco, enquanto cerca de 1,2 milhões são devidas à exposição de não fumadores ao fumo passivo.

Edição papel de hoje

0

Primeira página da edição papel deste mês.

Covid-19: Doentes oncológicos do hospital da Figueira da Foz tratados em Coimbra por segurança

0

Três dezenas de doentes oncológicos do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) estão a receber tratamento no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, uma medida destinada a protegê-los face ao novo coronavírus, anunciou a instituição.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração do HDFF, Manuel Teixeira Veríssimo, justificou a decisão de alterar os procedimentos do Hospital de Dia de Oncologia pela “proximidade física” desta unidade “com a área criada para o internamento de doentes Covid e no sentido de proteger os doentes oncológicos”.

Assim, estes 30 utentes são acompanhados a Coimbra e tratados diariamente por duas enfermeiras do Hospital de Dia da Figueira da Foz, com a colaboração de um enfermeiro do IPO, adianta uma informação da unidade hospitalar.

Na Figueira da Foz mantêm-se dois pacientes em tratamentos de quimioterapia e outros doentes oncológicos, cujo número não foi revelado, sujeitos a outra terapêutica.

“Por outro lado, o espaço do Hospital de Dia, em caso de cenário mais grave da pandemia, estava também previsto ser uma área de internamento”, adiantou o administrador.

Manuel Veríssimo notou, por outro lado, que o HDFF “preparou-se para uma resposta à pandemia em grande escala, o que não foi necessário”, afiançou.

“Esperando o melhor, preparamo-nos para o pior cenário, o que felizmente não aconteceu. A nossa resposta foi completa em tudo o que nos foi solicitado”, enfatizou o dirigente hospitalar.

A administração do HDFF revelou hoje, em nota de imprensa, que a situação do Hospital de Dia de Oncologia “está a ser objecto de reavaliação” e, conforme e evolução da situação epidemiológica, espera “brevemente retomar ao seu funcionamento normal, deixando os doentes de ir ao IPO de Coimbra”.

Num balanço sobre a situação de covid-19 na unidade hospitalar ao longo de cerca de dois meses e meio, entre 13 de Março e segunda-feira, o HDFF refere que a urgência dedicada ao novo coronavírus realizou 924 atendimentos, tendo sido registados 17 infectados, dos quais 16 estão recuperados, não existindo qualquer doente internado.

O HDFF, que realizou até à data 1.550 testes, teve quatro profissionais de saúde infectados, todos médicos, mantém um doente a ser tratado no domicílio e não registou qualquer morte associada à covid-19.

Neste período, foram contratados 28 novos profissionais e, entre 16 de Março e 30 de Abril, realizadas 94 cirurgias e quase 6.600 consultas, grande parte “via modo não presencial”.

Na nota, o HDFF afirma prever realizar até finais de Julho “todas as consultas e cirurgias que foram canceladas devido à pandemia”, embora não indicando quantos destes procedimentos foram suspensos, e que irá retomar em pleno, a 01 de Junho, a capacidade das salas operatórias.

“No entanto, esta retoma obedece as novas regras de segurança pelo que a ocupação das salas teve de ser ajustada”, avisa a unidade de saúde.

Polícia Judiciária deteve suspeito de violar enteada na Figueira da Foz

0

Um homem de 33 anos foi detido pela Polícia Judiciária pela presumível prática de crimes de violação sobre uma menor de 16 anos ocorridos na Figueira da Foz, foi hoje anunciado.

Fonte da Directoria de Coimbra disse à agência Lusa que o suspeito, padrasto da adolescente, foi detido na terça-feira, um dia depois de se terem iniciado a investigações.

O homem “vive em união de facto com a mãe da jovem há oito anos e os abusos decorrem desde há um ano”, adiantou a mesma fonte.

Segundo a Directoria do Centro da PJ, as violações eram concretizadas numa casa próximo da residência de ambos, com a jovem a ser forçada a entrar e a praticar actos sexuais.

A adolescente vivia “num contexto de grande desfavorecimento, com grande vulnerabilidade, pelo que o padrasto tinha um óbvio ascendente sobre ela”.

Foi através de uma amiga que a jovem de 16 anos decidiu contar os factos e denunciar a situação à PJ na segunda-feira, que um dia depois procedeu à detenção do suspeito.

O detido tem “um carácter violento e um grande historial criminal”, tendo já cumprido pena de prisão por tráfico de droga, ofensas à integridade física e violência doméstica.

De acordo com a PJ, o suspeito está a ser ouvido em primeiro interrogatório judicial e até ao final da tarde serão conhecidas as medidas de coação.

Não há doentes com Covid-19 internados no Hospital da Figueira

0

Os casos registados no concelho figueirense têm sido referidos nos vários órgãos da comunicação social com um número a aproximar-se das 34 pessoas.

Vários são os pontos de despiste da doença, no caso concreto do serviço especial instalado no Hospital Distrital da Figueira da Foz, no período compreendido entre 13 de Março e 25 de Maio, contabilizam-se 17 infectados, sendo que 16 estão já recuperados e um continua em domicílio.

Não há doentes Covid internados no Hospital da Figueira.

De referir que se realizaram 1.550 testes na urgência Covid naquela unidade hospitalar e passaram 924 pessoas pelo atendimento.

Quatro profissionais de saúde foram infectados.

Covid-19: Escolas de surf do Cabedelo reabriram adaptadas à pandemia

0

As quatro escolas de surf instaladas na praia do Cabedelo, Figueira da Foz, tomaram medidas para lidar com a pandemia da covid-19, apesar de os surfistas enfatizarem que o vírus não se transmite na água do mar.

As escolas em causa – Surfing Figueira, a mais antiga, iSurf Figueira, Surf’Scool e Dude Surf School, um novo projecto que abre a actividade no sábado – adequaram-se às medidas recomendadas pela federação da modalidade para fazer face ao novo coronavírus, desde a promoção do distanciamento entre alunos, mesmo na água, à higienização de fatos e pranchas de surf, disponibilização de desinfectante para as mãos ou restrição de acessos ao interior das instalações, mas têm sentido quebras no número de clientes estrangeiros.

Em declarações à agência Lusa, Cristela Costa, da Surfing Figueira – que, actualmente, devido às obras de reabilitação da zona urbana do Cabedelo, vai ocupar um contentor provisório que também é loja, à entrada do estacionamento, ainda em terra batida, daquela praia – teve de limitar o número de pessoas que acedem ao espaço, “uma de cada vez”. Esta escola foi das primeiras a encerrar, ainda antes das medidas de confinamento.

“Fechei primeiro, até para dar o exemplo, porque temos muitos alunos Erasmus [estrangeiros a estudar em Coimbra] que podiam querer vir à praia e ser um factor de transmissão do vírus. Mas, se calhar [as escolas de surf], até podiam ter sido das últimas a fechar, porque é uma actividade ao ar livre, que tem benefícios para a saúde”, assinala a surfista.

Frisa que o próprio mar “cura, ajuda a diminuir as crises de asma” e outras perturbações provocadas por alergias.

“Nos tempos dos nossos avós, uma das receitas que os médicos indicavam era que as pessoas viessem para a Figueira apanhar os ares do mar E vinham de vários sítios, de mais perto ou de mais longe, do interior, para curar as alergias. Aqui tinham outra qualidade de vida, são umas termas naturais”, observa Cristela Costa.

Por seu turno, Eurico Gonçalves, da iSurf Figueira, sustenta-se na experiência de 40 anos de surf para apontar que a água do mar “não transmite o vírus”.

“Se o fizesse, não tinham encerrado só as praias, tinham fechado o acesso ao mar”, nota.

A iSurf Figueira, instalada à entrada do parque de campismo do Cabedelo, reabriu com medidas de protecção semelhantes às restantes escolas, desde logo no reforço da higienização de fatos e pranchas. Estas, agora, quando saem da água, não voltam imediatamente ao mar pela mão de outro aluno, sem antes serem devidamente higienizadas.

Ainda na praia do Cabedelo, a meio do areal com quase um quilómetro de extensão que se estende do molhe sul do Mondego à zona do hospital da Figueira da Foz, está localizada a Surf’Scool, um projecto iniciado por três irmãos, todos surfistas, em 2013.

Ivan Tomás, um dos proprietários, explica que no seu caso, com quase 70 pranchas de surf disponíveis, “dá para fazer uma rotatividade, as pranchas que saem da água são desinfectadas, vão para último e ficam à espera [de serem usadas] durante três dias”.

Embora afirme que os clientes nacionais “estão a aparecer naturalmente como nos outros anos”, Ivan nota que o mercado estrangeiro “caiu”.

“Temos um ‘surf camp‘, estávamos muito direccionados para o mercado estrangeiro, nesta altura era o que mexia. O Erasmus também teve uma quebra, as pessoas deixaram de ter aulas [no ensino superior] e voltaram aos seus países e o negócio ressente-se”, garante Ivan Tomás.

“Mas recuperará, porque dentro de água é que se está bem, o vírus não está no mar, o surf é dos desportos mais seguros [face à pandemia] que se pode fazer”, garante o surfista.

Também junto ao estacionamento do Cabedelo, mas de frente para o mar, abre no sábado a Dude Surf School, liderada por Iuri Tomás, 32 anos, que sustenta que “a segurança é a palavra-chave” e o objectivo é que as regras a observar, “tanto na praia como dentro de água”, sejam assimiladas pelos alunos.

O novo projecto, refere Iuri, põe o ênfase da sua actividade na segurança dos clientes e na aprendizagem e ‘leitura’ das condições do mar.

“Dá-se ênfase à leitura de mar, enumeram-se cuidados a ter com agueiros [uma corrente em sentido inverso ao da ondulação, geralmente muito forte e perigosa e responsável por diversos incidentes nas praias portuguesas, alguns deles mortais] e ensinam-se os pontos a ter em atenção quando em cima de uma prancha”, acrescenta.

Por outro lado, a nova escola de surf garante que “nunca serão atribuídos mais de cinco alunos a um só treinador, para que haja um acompanhamento pormenorizado e nenhum aluno fique sozinho”.

A Dude Surf School vai iniciar a actividade já adaptada à “realidade” actual provocada pelo novo coronavírus, ostentando os selos Clean & Safe, atribuído pelo Turismo de Portugal e Ensino de Surf Seguro, da federação portuguesa da modalidade.

“Acreditamos estar a trazer um serviço que vai permitir à população retomar o contacto com o mar e com a prática do exercício físico, após o período de quarentena”, disse à Lusa Iuri Tomás.

Filho de um conhecido surfista local, “que desde miúdo anda em cima das pranchas” e que cresceu em frente ao mar em Buarcos, a vila piscatória anexa à Figueira da Foz, Iuri – e os dois irmãos – seguiram as pisadas, a paixão pelo surf e o chamamento do mar que lhes foi incutido pelo pai António Tomás.

“Sou surfista desde que me lembro de existir”, ilustra Iuri, que tem trabalhado como director técnico e treinador de surf na Surf’Scool, fundada com os irmãos Ivan e Igor.

Assim, a opção pela instalação da Dude Surf School no Cabedelo acabou por se revelar “natural”, até porque aquela zona, onde coexistem escolas instaladas e outras itinerantes, “está no top das melhores ondas nacionais” para a prática do surf, enfatiza.

“O Cabedelo é a praia com ondas mais consistentes do distrito de Coimbra e, talvez, da região Centro de Portugal”, nota Iuri Tomás.

De entre os vários serviços propostos, a nova escola terá disponível um programa que junta o surf a uma sessão fotográfica, com fotografias captadas a partir da areia por um fotógrafo profissional.

“A nossa missão é levar o surf a toda a gente, independentemente da idade, condição física ou económica”, resume Iuri Tomás.

Polícia Marítima promete atenção especial a praias não vigiadas

0

O comandante-geral da Polícia Marítima (PM) revelou hoje que vai ser dada especial atenção às praias não vigiadas durante a época balnear, reforçando a vigilância quando se verificar um maior número de banhistas nessas zonas.

Numa audição na comissão parlamentar da Defesa Nacional, o vice-almirante Luís Carlos de Sousa Pereira afirmou que, numa época balnear “atípica”, devido à pandemia de covid-19, com regras especiais de afastamento física, será normal as pessoas irem para praias não vigiadas.

“O que pretendemos é que as praias não estejam lotadas e as pessoas se distribuam pelas praias de maior capacidade”, afirmou Sousa Pereira, explicando, em seguida, o funcionamento do programa “SeaWatch“, que existe há dez anos e dá especial atenção a essas áreas, que recorre à vigilância com um todo-o-terreno pelo areais.

Através de uma “capacidade de comando e controlo”, revelou, é possível saber “em tempo real, através de sistema de geo-posicionamento” dos efectivos, “avaliar qual a carga das praias” e fazer um “reforço de pessoal apeado” para essa zonas.

“À medida que vamos vendo que há mais pessoas nessas praias, podemos deslocar pessoal do programa de vigilância apeada”, descreveu o director-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da PM.

A exemplo do que já fizera, há duas semanas, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Mendes Calado, também no parlamento, o vice-almirante garantiu, por diversas vezes, que os fuzileiros que irão este ano ajudar a Polícia Marítima não terão funções policiais.

Esses elementos vão ter missões de aconselhamento dos banhistas, para, por exemplo, manterem a distância social – os chapéus de sol terão de estar pelo menos a três metros uns dos outros – e de vigilância dos areais.

Terão, uma função “didáctica” e informativa dos utentes das praias quanto à proibição decidida este ano para jogos (com bola e raquetes) na praia, o que aconteceu no último fim de semana.

“Muita gente não sabe, [mas] nós não ficámos com as raquetes nem com as bolas. Tivemos uma atitude didáctica”, descreveu, referindo-se ao último fim de semana, em que o sol levou muitas pessoas à praia.

Para dar um “aconselhamento de afastar-se” um dos outros ou “promover boas práticas” dos banhistas, argumentou, não é “preciso um policia para fazer isso”, pode ser “um militar que está familiarizado com o mar” a fazê-lo.

“É nessa lógica que esta questão é feita” entre os efectivos da Polícia Marítima e o reforço de efectivos de fuzileiros.

Em caso de necessidade, como disse ter acontecido há dias com “uma rixa” em Carcavelos, haverá o recurso à polícia, no caso a PSP, que está, afirmou, articulada com a PM.

O “grande desafio” das autoridades, resumiu, “é regular o uso das praias” pelas pessoas e o “cumprimento da lei de quem usa”.

Figueira da Foz cancela Gala Internacional dos Pequenos Cantores

0

O município da Figueira da Foz anunciou hoje o cancelamento da 32.ª edição da Gala Internacional dos Pequenos Cantores, prevista para 19 de Julho naquela cidade, devido à situação provocada pela pandemia de covid-19.

Em nota de imprensa, a Câmara Municipal afirma que o cancelamento foi decidido “no âmbito das medidas de resposta à situação epidemiológica provocada pelo coronavírus”.

Contactado pela agência Lusa, o gabinete da presidência do município da Figueira da Foz esclareceu, por outro lado, que a Gala, que tem um limite mínimo de 10 inscrições para se efectivar, tinha recebido até agora cinco pedidos, três estrangeiros e dois nacionais, “e mais duas inscrições internacionais que manifestaram interesse em vir, mas que não deram seguimento por causa da pandemia e não formalizaram a inscrição”.

No comunicado, a autarquia recorda que a Gala Internacional dos Pequenos Cantores foi uma iniciativa “pioneira no género”, quando nasceu em Setembro de 1979.

“Desde então, cumpriu os seus objectivos, de que destacamos a criação e divulgação de temas musicais próprios para crianças e por elas interpretadas, a divulgação dos Direitos da Criança e de entidades sem fins lucrativos colocadas ao serviço da criança e o fomento de laços de amizade entre os povos, sem distinção de raça, cor, credo, sexo ou origem”, assinala a Câmara Municipal.

Acrescenta que a Figueira da Foz, ao longo de 31 edições do evento, realizadas em 41 anos, “teve o privilégio de receber 467 participações, das quais cerca de metade estrangeiras, oriundas de 40 países da Europa, América, África e Ásia”.

Pensada para participantes entre os 05 e os 10 anos, a Gala Internacional dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz nasceu em 1979 com base numa ideia do então jornalista da RTP, Sansão Coelho, que, juntamente com Teresa Cruz, foi o primeiro apresentador do festival.

Na primeira edição, comemorativa do Ano Internacional da Criança, Israel foi o país vencedor, representado pela pequena Marina, com a canção “Papá Popeye”, que arrecadou a Traineira de Prata, troféu então reservado ao primeiro lugar.

A vencedora nacional foi Maria Armanda, com o tema “Eu Vi um Sapo”, que no ano seguinte arrebataria o Sequim de Ouro no célebre festival infantil italiano com o mesmo nome.

Promovido originalmente pela Câmara Municipal, Região de Turismo do Centro e Sociedade Figueira-Praia, o evento decorria no Casino local e realizou-se ininterruptamente durante 24 edições (entre 1979 e 2002).

A partir daí, assistiu-se a um interregno de 10 anos, mas a Gala Internacional dos Pequenos Cantores acabaria por renascer, em 2013, no cumprimento de uma promessa eleitoral do executivo socialista, liderado por João Ataíde (já falecido), admitiu na altura à Lusa o então vereador da Cultura, António Tavares.

O festival passou a ser promovido pela Câmara Municipal no Centro de Artes e Espectáculos, somando mais sete edições às 24 originais, sendo este ano a primeira vez em que não se realiza no novo período.

Fake News: Investigadores criam sistema para detetar informações falsas nas redes sociais

0

Uma equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, está a desenvolver um sistema para analisar e detectar automaticamente se determinada informação publicada numa rede social é falsa.

O projecto, intitulado “Detecting Fake News Automatically”, surgiu da necessidade de desenvolver um sistema “capaz de detectar as ‘fake news’ nas redes sociais de um modo automático”, adiantou hoje à Lusa, Álvaro Figueira, investigador do INESC TEC.

“O problema das ‘fake news’ ganhou uma nova dimensão depois do impacto que elas tiveram nas eleições norte-americanas de 2016. O problema tornou-se bastante relevante e tanto as grandes empresas tecnológicas como a comunidade científica começaram a trabalhar numa solução”, afirmou.

A equipa de investigadores, que já tinha obtido “experiência” num projecto de detecção de conteúdo relevante nas redes sociais, decidiu aplicá-la a este “novo problema”, estando, por isso, desde 2017 a trabalhar neste sistema.

Além da detecção automática de informação falsa, o sistema pretende também auxiliar o utilizador a filtrar o conteúdo mais relevante nas redes sociais.

“Temos como objectivo que o sistema funcione apenas com a mensagem do ‘post’ [publicação] ou com a mensagem e toda a outra informação associada à mesma, como os ‘likes’, ‘partilhas’, ‘respostas e comentários’ e informação associada ao utilizador que publicou”, esclareceu Álvaro Figueira, também docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

Através de mais de 100 indicadores, entre eles psico-linguísticos e estatísticos, o sistema vai, com base num modelo de aprendizagem automática, “classificar com uma certa probabilidade se a nova publicação é ‘fake news’ ou não”.

À Lusa, Álvaro Figueira adiantou que um dos principais desafios que o sistema enfrenta é a “mudança de domínio e o contexto temporal em que uma ‘fake news’ pode surgir”, como por exemplo, a actual crise sanitária.

“Por exemplo, uma ‘fake news’ num contexto político tem algumas propriedades textuais e lexicais de uma ‘fake news’ num contexto da saúde. Uma ‘fake news’ que foi publicada há um ano pode não ter as mesmas propriedades que uma que foi publicada hoje”, referiu, adiantando que a pandemia da covid-19 tem sido “um caso de estudo muito interessante no universo das ‘fake news’”.  

Apesar do desenvolvimento deste sistema estar a ser “uma tarefa desafiante”, o investigador afirmou que o sistema poderá vir a ser usado como “arma para o combate às ‘fake news’”.  

“Um dos factores para que as ‘fake news’ tenham um alcance significativo é o facto dos utilizadores que acreditam nelas as propagaram pela sua rede. Se conseguirmos que alguns desses utilizadores verifiquem a publicação no nosso sistema, então estamos a dissuadir e mitigar a sua difusão”, concluiu.

Costa de Lavos tem Bandeira Azul mas ainda não é desta que a vai hastear

0

A praia da Costa de Lavos, na Figueira da Foz, viu este ano ser-lhe atribuída a Bandeira Azul, que lhe foi retirada em 2006, mas sem obras realizadas ainda não é desta que a vai hastear.

A situação na Costa de Lavos arrasta-se há 16 anos, por causa de um muro de protecção das habitações, construído na duna primária em 2005 pela Câmara Municipal, o que resultou num conflito com as entidades do Ambiente e Ordenamento do Território.

Em finais de 2005, já com a autarquia e o ministério do Ambiente às avessas por causa do muro, a Costa de Lavos candidatou-se à Bandeira Azul de 2006, que, na altura, tal como agora, foi atribuída. Mas acabaria retirada no âmbito das vistorias realizadas anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), antes do início de cada época balnear – ato que corresponde, de acordo com as regras, à atribuição definitiva que culmina no hastear da bandeira – o que levou ao protesto da população.

Na altura, centenas de pessoas desfilaram pela rua contra a decisão e uma bandeira com o brasão da junta de freguesia foi hasteada no lugar do galardão que atesta a qualidade ambiental.

As autoridades do Ambiente exigiam a demolição da infraestrutura e cumprimento do plano de ordenamento da orla costeira como condição para a Costa de Lavos poder hastear a Bandeira Azul, o actual executivo camarário conseguiu resolver o conflito (aparentemente sem demolir o muro) e candidatou novamente este ano aquela praia do sul do concelho.

No entanto, por não ter ainda realizado as obras incluídas na candidatura, o galardão não será hasteado na atual época balnear, admitiu à agência Lusa o presidente da Câmara.

Carlos Monteiro frisou que a qualidade ambiental da praia da Costa de Lavos “não está em causa”, mas acrescentou que “só por um milagre” será possível realizar as obras “a tempo de hastear, ainda este ano”, a Bandeira Azul.

A confusão instalou-se naquela comunidade piscatória da margem sul do Mondego, potenciada pelas redes sociais, primeiro de regozijo aquando do anúncio oficial da atribuição da Bandeira Azul, mas logo depois com dúvidas sobre se a Costa de Lavos iria ter este ano o galardão hasteado.

Em comunicado divulgado no dia seguinte ao anúncio oficial da ABAE, a Câmara Municipal destaca as 10 bandeiras azuis atribuídas a este município do litoral do distrito de Coimbra, mais uma do que em 2019, precisamente a da Costa de Lavos, “pela primeira vez”. Mas, na realidade, pelo menos em 2006 a praia já tinha sido contemplada.

Por outro lado, numa altura em que a autarquia já sabia que a atribuição definitiva não seria concretizada na vistoria final, por estar condicionada à realização das intervenções previstas na candidatura, o comunicado ressalva que o hastear da Bandeira Azul na Costa de Lavos “terá de aguardar que as obras nos passadiços e na pedonalização do prolongamento da Avenida vereador José Elísio terminem”, sendo que os trabalhos, como constatou a Lusa no local e admitiu o presidente do município, ainda não se iniciaram.

Assim, o areal terá de esperar por 2021, o que implica, a exemplo de todas as bandeiras azuis atribuídas, uma nova candidatura, já que estas são anuais.

Em resposta enviada à Lusa, o gabinete da presidência da Câmara Municipal esclarece que as obras estavam previstas para estar concluídas em finais de Junho, mas atrasaram devido à situação provocada pela pandemia de covid-19, estando o processo “para cabimentação” financeira e com o início de procedimento “já autorizado” pelo presidente da Câmara.

Por outro lado, a autarquia assume que “não foi dado conhecimento” da situação à ABAE, argumentando que a candidatura “já previa a confirmação ‘in loco‘ (através da vistoria final) da realização dos pressupostos que a condicionavam”.

Já a coordenadora nacional do programa Bandeira Azul, Catarina Gonçalves, esclareceu que no caso da Costa de Lavos, como em outras situações pelo país, “são aceites candidaturas condicionadas, isto é, com situações por regularizar até ao início da época balnear ou data limite de hastear bandeiras (01 de Julho)”.

“No momento da avaliação por parte dos júris nacional e internacional, ainda não tínhamos conhecimento que as condicionantes da praia da Costa de Lavos não seriam solucionadas em tempo útil de hastear a Bandeira Azul na presente época balnear, daí ter sido listada nos galardões de 2020”, explicou a responsável da ABAE.

“Seja como for, é importante referir que nenhuma Bandeira é entregue e hasteada sem que os critérios imperativos sejam verificados no terreno no ano da atribuição”, enfatizou.

Catarina Gonçalves precisou ainda que a ABAE “não teve conhecimento, até hoje, que o município da Figueira da Foz não iniciou as obras sobre as quais dependia a atribuição da Bandeira Azul à praia da Costa de Lavos”.

Pescadores dizem que ‘stock’ de sardinha está recuperado e querem pescar 30 mil toneladas

0

Os pescadores da pesca do cerco argumentam, com base em dados científicos, que o ‘stock’ de sardinha nas águas de Portugal e Espanha está recuperado e é sustentável, e querem pescar 30 mil toneladas já este ano.

Em nota de imprensa enviada hoje à agência Lusa, a Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO) afirma que os pescadores de Portugal e Espanha “tinham razão” e que o ‘stock’ de sardinha “está totalmente recuperado e é sustentável”.

A associação que representa os armadores da pesca do cerco baseia esta conclusão em dados científicos recolhidos pela campanha de investigação PELAGO 2020, realizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em Março, para aferir a quantidade de sardinha existente na costa portuguesa e golfo de Cádis, e cujos resultados foram apresentados aos pescadores numa videoconferência realizada durante o final da tarde e noite de sexta-feira.

“Os dados agora divulgados são excelentes e surgem na sequência de todos os dados positivos que as campanhas científicas realizadas em 2018 e em 2019, quer pelo IPMA, quer pelo Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO), vinham a evidenciar”, revela o comunicado.

O documento acrescenta que “já está atingido [em 2020] o principal objectivo” do Plano Plurianual de Gestão e Recuperação do Stock de Sardinha Ibérica, que era o de alcançar, no início de 2023, daqui a aproximadamente três anos, nas águas atlânticas da Península Ibérica, um total de cerca de 270 mil toneladas de biomassa de sardinha com mais de um ano de idade.

“Os dados agora divulgados da campanha PELAGO 2020 apontam, para essa mesma área, um total de 385.202 toneladas de biomassa de sardinha com mais de um ano. Fantástico”, assinala a ANOPCERCO.

Com efeito, de acordo com o relatório do IPMA a que a Lusa teve acesso, a biomassa de sardinha com mais de um ano de idade aumentou 153% em 2020 face a 2019 (de cerca de 152 mil toneladas para as 385 mil toneladas).

Com base nestes e noutros dados, os pescadores portugueses da pesca do cerco e as suas organizações de produtores manifestam-se “particularmente orgulhosos” em anunciar que o ‘stock’ da sardinha atlântica da Península Ibérica “foi claramente atingido e ultrapassado, depois de mais de 10 anos em que se situou abaixo daquele limite, tendo atingido o seu mínimo em 2015 com 117.929 toneladas”.

“Para nós, o facto de já em 2020 se ter transposto largamente o objectivo do Plano Plurianual de Gestão e Recuperação do Stock de Sardinha Ibérica, previsto para 2023, é a prova clara que os sacrifícios feitos pelo sector nos últimos cinco anos deram resultado e que contribuíram para que a sardinha ibérica atingisse os objectivos de sustentabilidade” preconizados pela União Europeia, refere a ANOPCERCO.

Já sobre o despacho governamental publicado na sexta-feira, que anuncia a reabertura da pesca da sardinha no período compreendido entre 01 de Junho e 31 de Julho, com um limite de descargas de capturas com a arte de cerco de 6.300 toneladas em Portugal – o que corresponde, segundo a ANOPCERCO, a um total ibérico de 9.500 toneladas – a associação de produtores diz que “esta limitação assume um carácter meramente indicativo”.

“Os dados que agora foram divulgados [pelo IPMA] permitem assegurar a possibilidade de, em 2020, serem capturadas mais de 30.000 toneladas de sardinha pelas frotas de Portugal e de Espanha”, defende.

Nesse sentido, a ANOPCERCO diz esperar que a comunidade científica e o Governo “promovam com rapidez e com clareza a qualidade dos dados agora divulgados pelo IPMA, por forma a eliminar de uma vez por todas o conjunto de teses catastrofistas que foram largamente difundidas e que se encontram totalmente desajustadas da situação actual do recurso sardinha ibérica nas águas atlânticas”.

Na nota, a organização representativa dos produtores sustenta ainda que o momento actual é “de grande orgulho e de satisfação”, saudando e agradecendo o “forte empenho” do Governo e do IPMA na realização da investigação “que permitiu a obtenção de dados tão importantes para o futuro da pesca da sardinha em Portugal”.

A ANOPCERCO agradece, igualmente, à tripulação do cruzeiro científico, à equipa técnica que o acompanhou e aos mestres e tripulantes das três embarcações de pesca que colaboraram na campanha científica PELAGO 2020, que “ficará na história como a campanha que validou a total recuperação e a sustentabilidade da sardinha ibérica”.

Covid-19: Governo investe mais de 13,6 ME em dois milhões de vacinas contra gripe

0

O Governo vai investir mais de 13,6 milhões de euros na compra de dois milhões de vacinas contra a gripe para a próxima época gripal, que será crítica porque decorrerá em simultâneo com a covid-19, foi hoje divulgado.

Na conferência de imprensa de hoje para actualização de informação sobre a pandemia de covid-19, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou que o Conselho de Ministros autorizou na quinta-feira “a despesa para aquisição de vacinas para a próxima época gripal” e “Portugal pretende adquirir dois milhões de doses de vacinas”.

Trata-se de um aumento de 34% e de mais 500 mil doses em relação à última época gripal, disse o governante, referindo que “o Governo pretende fazer este esforço significativo, muito além da previsão inicial que era de um aumento de 5,4% das doses, num investimento global de 13,6 milhões de euros, valor sem IVA”.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, a próxima época gripal será “crítica do ponto de vista potencial de carga doença resultante de duas epidemias de doenças respiratórias em simultâneo”, a gripe e a covid-19, e “prevê-se, e é bom que assim seja, uma maior procura de vacinas conjura a gripe sazonal por parte dos grupos de risco e da população em geral”.

António Lacerda Sales disse que “chegaram esta semana a Portugal 44 ventiladores provenientes da China, 20 dos quais de uma doação para o Centro Hospitalar do Algarve e os restantes de aquisição central e que chegarão em breve a diferentes unidades do Serviço Nacional de Saúde” (SNS).

“Durante as próximas semanas, continuarão a chegar aviões com ventiladores cruciais para robustecer o nosso SNS e para a preparação de uma eventual segunda vaga de epidemia”, adiantou.

“Preparamo-nos para o pior e esperamos o melhor. Continua a ser este o nosso caminho”, rematou.

Portugal regista 1.289 mortos associados à covid-19 em 30.200 casos confirmados de infecção, segundo o último boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia hoje divulgado.

Covid-19: Estão reunidas “todas as condições” para aumento da obesidade em Portugal

0

Profissionais de saúde e doentes temem que as dificuldades económicas que já se estão a sentir na sequência da pandemia de covid-19 e a paragem dos tratamentos façam aumentar os números da obesidade no país.

“Todas as condições para que a obesidade aumente estão criadas, as pessoas ficaram com menos posses, com menos dinheiro, os tratamentos estão parados”, afirmou o presidente da Associação dos Obesos e Ex-Obesos de Portugal (ADEXO), Carlos Oliveira, à agência Lusa a propósito do Dia Nacional de Luta contra a Obesidade, que se assinala no sábado, dia 23 de Maio.

Além de as pessoas terem “menos dinheiro”, o que “obriga a uma alimentação menos saudável”, o confinamento também faz com que “muita gente não faça exercício absolutamente nenhum”.

“A obesidade vai aumentar, mas vão aumentar também as outras doenças que vão aparecer com a obesidade” e que “vão gastar dinheiro ao Estado porque são todas comparticipadas”, advertiu.

A presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Paula Freitas, também alertou para esta situação, lembrando que todos os estudos demonstram que a obesidade e a pré-obesidade são mais prevalentes nas classes sociais mais desfavorecidas.

“Os problemas económicos podem potencialmente agravar ainda mais o problema da obesidade, as pessoas têm menor acesso à alimentação correta”, mas também poderão “ter menor acessibilidade aos cuidados de saúde ou a qualquer terapêutica farmacológica porque os fármacos para esta doença não são comparticipados”, disse a endocrinologista à Lusa.

Segundo a especialista, o facto de estar a assistir-se a “um agravamento das dificuldades económicas” na sequência da pandemia faz com que pessoas acabem por comprar alimentos “mais baratos, mas que são muito ricos em gordura, em sal e em açúcar em detrimento de uma alimentação mais correta, mais variada, com horto-frutícolas, carne, peixe”.

Todos devem “olhar para a obesidade” como uma doença que também “é factor de risco para mais de 200 patologias associadas”, sendo por isso “muito importante que se trate a causa desde o início e não só as consequências”.

Uma vez que a prevalência da obesidade tem aumentado nos últimos anos, a comunidade científica, os profissionais de saúde, mas também a sociedade civil, devem unir-se numa “luta enorme” para travar o seu aumento “e preferencialmente tentar regredir os números” desta doença em Portugal, onde cerca de 60% das pessoas são obesas ou pré-obesas.

Dado que Portugal foi dos primeiros países a reconhecer a obesidade como uma doença, a SPEO gostaria de a ver tratada como “a patologia grave que é”.

“É preciso um diagnóstico mais atempado e reencaminhamento dentro do sistema de saúde, apostar na promoção de uma melhor educação para a saúde e promoção correta da perda de peso”, defendeu em comunicado.

Existe também a necessidade de uma reestruturação dos programas de tratamento existentes no país: “Há que dotar os profissionais de saúde dos Cuidados de Saúde Primários de conhecimentos sobre o tratamento global da obesidade, mas também de meios físicos e económicos”.

Para assinalar Dia Nacional de Luta contra a Obesidade, as organizações lançaram o ‘site’ “A Verdade sobre o Peso” (www.averdadesobreopeso.com), com informação cientificamente validada sobre os vários factores que podem influenciar o excesso de peso: genética, hormonas, ambiente, aspectos biológicos e psicológicos de cada indivíduo, sono e stress.

Trabalhos de alteração e reprogramação dos semáforos da avenida Foz do Mondego

0

Segundo a Câmara da Figueira, a partir das 8 horas de hoje, 21 de Maio, e até às 20 horas de sexta-feira “irão decorrer trabalhos de alteração e reprogramação do sistema de semáforos instalados na avenida Foz do Mondego, pelo que, se torna necessário interromper o seu funcionamento, bem como colocar o mesmo em regime intermitente durante períodos de tempo muito alargados”.

Segundo a mesma fonte, “em determinadas fases haverá ainda necessidade de desligar todo o sistema”. A alteração e colocação em funcionamento do sistema de semáforos no entroncamento da avenida Foz do Mondego com o arruamento no lado sul da Praça 8 de Maio, bem como pela reprogramação de todo o sistema na avenida Foz do Mondego e respectivos entroncamentos é da responsabilidade de uma empresa do Porto que trabalha nesta área.

Uma mensagem dos enfermeiros do serviço de urgência do HDFF

0

Os enfermeiros do serviço de urgência do Hospital Distrital da Figueira da Foz fizeram um pequeno vídeo, agradecendo o apoio dado pelas palavras e gestos da comunidade, nesta fase difícil pela qual todos estamos a passar.

Obrigado – Enfermeiros do serviço de urgência do HDFF.EPE

Portugal regista hoje 1.263 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na terça-feira, e 29.660 infectados, mais 228, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direcção-Geral da Saúde. A Figueira da Foz regista 33 casos confirmados de infecção.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.247 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,3%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus (29.660), os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 228 casos do que na terça-feira (29.432), representando uma subida de 0,8%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (713), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (289), do Centro (230), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Covid-19: Montemor-o-Velho cria programa ‘online’ para manter jovens activos

0

A Câmara de Montemor-o-Velho criou o programa ‘TPC – Trabalhos (divertidos) para fazer em casa’ para, em tempo de pandemia, manter os mais jovens activos e ajudar pais e comunidade educativa com propostas de actividades.

“Procurando minimizar os efeitos do isolamento e tendo como objectivo o bem-estar dos mais novos”, o município de Montemor-o-Velho “implementou o programa TPC”, para “manter os mais jovens activos, neste período em que ainda têm de ficar em casa, estimular o corpo e a mente em tempo de pandemia, e ajudar pais, encarregados de educação e comunidade educativa com propostas de actividades”, anunciou hoje, numa nota enviada à agência Lusa, esta Câmara do Baixo Mondego.

Deste modo, “as actividades de animação e apoio à família chegam, agora, a casa, e as crianças vão poder continuar, como na escola, a praticar yoga ou ginástica”, sustenta a Câmara de Montemor-o-Velho, assegurando que “continua a trabalhar em prol de uma educação de excelência e dos jovens alunos do concelho”.

Estas aulas, “preparadas pelos professores, vão estar à distância de um clique”, designadamente através da página do município na internet (www.cm-montemorvelho.pt), do Facebook, do Instagram e do Youtube, refere esta autarquia do distrito de Coimbra.

“A par da componente desportiva que, à distância, vai fazer encurtar as saudades que os mais pequenos já têm dos seus professores, os TPC divertidos vão incentivar, igualmente, à realização de actividades lúdico-pedagógicas, de modo a estimular a criatividade e a motricidade das crianças”, sustenta.

Montemor-o-Velho tem vindo, paralelamente, a promover “um conjunto de acções com vista à criação de um ambiente educativo mais justo e capaz de criar condições de aprendizagem de excelência para todos os alunos e alunas”.

A autarquia fez um “investimento superior a 13 mil euros”, para ceder, “em regime de empréstimo, mais de meia centena de ‘tablets’” e assegurar acesso à internet aos “alunos dos diversos níveis de ensino identificados pelo Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho”.

A equipa multidisciplinar dos Planos Integrados e Inovadores de Combate ao Insucesso Escolar, candidatura promovida pela Comunidade Inter-Municipal Região de Coimbra, “continua, mesmo nesta fase, a acompanhar remotamente, ao nível psicológico e da terapia da fala, 48 crianças”, com idades compreendidas entre os seis e os 15 anos, exemplifica ainda a Câmara de Montemor-o-Velho.

“Atenta às necessidades das famílias”, a Câmara tem “em funcionamento e em avaliação permanente, desde o início do surto epidémico (de covid-19), um programa de apoio com a entrega de cabazes alimentares” a crianças e famílias em situação vulnerável.

Em tempo de pandemia, a plataforma MorSucesso, com “conteúdos programáticos para o primeiro ciclo e pré-escolar e que permite partilha de recursos, discussão de ideias e colaboração à distância”, é também “mais um poderoso aliado na vivência escolar e educativa dos mais novos munícipes”, conclui a Câmara de Montemor-o-Velho.

Covid-19: Maioria dos portugueses quer combinar tele-trabalho com trabalho na empresa

0

A pandemia obrigou a implementar o tele-trabalho de um dia para outro e agora 95% dos portugueses querem alternar o trabalho à distância com o trabalho na empresa quando for possível voltar à normalidade, refere um estudo hoje divulgado.

Segundo um estudo realizado pela JLL em Portugal, 95% dos portugueses quer continuar a trabalhar a partir de casa pelo menos um dia por semana. Dois a três dias é considerada a dose ideal, sendo uma opção indicada por 57% dos inquiridos.

“A transformação digital é a chave da tendência, mas foi a pandemia que obrigou a implementar o tele-trabalho de um dia para o outro e acabou com alguns estigmas desta forma de trabalho. De tal forma que a esmagadora maioria dos portugueses considera que a solução ideal no regresso à normalidade pós-Covid é partilhar os dias de trabalho entre o escritório e a sua casa”, conclui o estudo da JLL.

Denominado «Tele-trabalho em Portugal», o inquérito reuniu contributos de cerca de 1.100 profissionais, acerca da sua experiência e desafios relativamente ao tele-trabalho.

A iniciativa teve como objectivo medir a percepção, adaptação e aceitação desta forma de trabalho, identificando paralelamente as suas vantagens e dificuldades.

Apesar de até aqui o tele-trabalho não ser habitual na vida da maioria dos profissionais (66% não trabalhava remotamente), e, não obstante a sua repentina implementação devido à pandemia de covid-19, este regime está a ser muito bem aceite pelos portugueses e há uma clara vontade de o manter no futuro, salienta o estudo realizado pela JLL nas últimas semanas junto dos profissionais portugueses.

A capacidade tecnológica e digital das empresas, disponibilizando ferramentas eficazes de trabalho remoto e colaboração em equipa foram determinantes, com 86% dos inquiridos a considerar que as suas empresas se adaptaram totalmente ao tele-trabalho.

Entre as principais vantagens do tele-trabalho apontadas pelos profissionais estão o facto de não ter que se perder tempo nas deslocações (32%), não ter as interrupções constantes do escritório (27%) e ter uma agenda flexível (25%), além de ter mais tempo para a família (13%).

Estas vantagens traduzem não só ganhos de produtividade, como também redução da pegada ambiental, melhor gestão do tempo e uma vida mais sustentável, valores importantes para as novas gerações.

O estudo mostra que para 83% dos profissionais é relevante que uma proposta de trabalho passe a considerar o tele-trabalho associado a uma agenda flexível, mostrando que estes podem ser importantes pontos para a captação e retenção de talentos.

De acordo com o estudo, a percepção sobre o tele-trabalho é francamente positiva, com os inquiridos a considerar que esta forma de trabalho pode contribuir para uma melhoria no desempenho profissional (71% dos inquiridos), que não impede a progressão na carreira (69%) e que reduz o stress (57%).

Apesar destas vantagens, os inquiridos reconhecem algumas dificuldades neste conceito, apontando como inconveniente as tentações da casa (31%), a dificuldade de concentração devido à estrutura familiar (23%) e não ter um espaço adequado em casa (19%). A tecnologia como impedimento foi apenas apontado por 13% dos inquiridos.

A JLL (Jones Lang LaSalle Incorporated) é uma empresa de serviços profissionais especializada em imobiliário e gestão de investimento e operações em mais de 80 países.

Câmara da Figueira isenta pagamento de taxas de ocupação

0

Foi hoje aprovada por unanimidade em reunião do executivo figueirense, uma medida que prevê a isenção do pagamento de taxas de ocupação de espaços públicos e isenção de pagamentos de rendas de espaços municipais no valor de 52,827,87€ (valor da receita prevista entrar nos cofres do município, no período em causa).

Esta medida reflecte, segundo a autarquia, “a preocupação de todas as forças políticas que compõem o órgão deliberativo municipal, com a saúde financeira dos negócios das pequenas empresas e dos empresários em nome individual”.

Resumo das isenções ao abrigo das disposições constantes do art.º 11º da Lei nº. 4-C/2020 de 6 de Abril e do artº. 2º. da lei nº. 6/2020 de 10 Abril.

Esplanadas fechadas – redução do valor da taxa de ocupação de espaço, de Abril a Dezembro. Esplanadas abertas – isenção do pagamento das taxas relativas à ocupação do espaço público com esplanadas abertas, guarda-ventos e estrados, de Abril a Dezembro. Valores referentes a Abril e Maio já cobrados serão restituídos.

Relativamente ao aumento da dimensão das esplanadas, o município irá analisar os pedidos de forma individual, tendo em conta as especificidades de localização de cada estabelecimento.

Espaços arrendados pela Câmara da Figueira – a maioria dos espaços arrendados ao município são espaços para exploração comercial – restauração e bebidas. O município irá isentar os titulares dos contratos de pagamento de renda e taxa correspondentes aos meses de Abril e Maio. Os valores a pagar de Junho a Agosto, serão pagos a partir de Setembro, durante 12 meses.

Quiosques – isenção do pagamento da contra-prestação composta pela renda e taxa de ocupação de espaço público nos meses de Abril e Maio, aos titulares dos contratos. Os valores a pagar de Junho a Agosto, serão pagos a partir de Setembro, durante 12 meses.

Mercados Municipais – isenção dos titulares dos contratos dos pagamentos das taxas relativas aos meses de Abril e Maio, relativo aos espaços obrigados a encerrar por imperativo legal. Os valores a pagar de Junho a Agosto começam a ser pagos a partir de Setembro, durante 12 meses.

Espaço Cooworking – isenção dos titulares dos contratos de utilização do pagamento das rendas de Abril e Maio. Os valores a pagar de Junho a Agosto começam a ser pagos a partir de Setembro, durante 12 meses.

Apoios de praia completos e apoios de praia mínimos – isenção dos titulares de contrato de utilização destes espaços do pagamento de taxas dos meses de Abril e Maio, correspondente a dois duo-décimos do valor total a pagar em 2020. O restante valor deverá ser pago a partir de Setembro, em prestações, durante 12 meses.

Covid-19: Escolas com 80% dos alunos e com falta de alguns professores

0

Cerca de 80% dos alunos do ensino secundário regressaram hoje às escolas, segundo a Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que lembra que também faltam alguns professores neste recomeço das aulas presenciais em época de pandemia.

Depois de dois meses de ensino à distância devido à pandemia de covid-19, “entre 75 a 80% dos alunos vieram hoje às aulas”, disse à Lusa Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), referindo-se aos estudantes do 11.º e 12.º anos de escolaridade.

Estes números são “um bom sinal” para Manuel Pereira: “Já estávamos a contar que no primeiro e segundo dia as coisas fossem mais complicadas, mas acreditamos que à medida que as famílias se vão percebendo que está tudo a correr bem, o número de alunos deverá aumentar”.

Segundo Manuel Pereira, em casa ficaram os alunos cujas famílias temem ficar infectadas pelo novo coronavírus mas também alguns estudantes “que têm todas as condições para continuar a estudar em casa, sem ter de regressar à escola”.

Em algumas escolas também faltaram professores. Os profissionais com doenças crónicas, como problemas respiratórios, ou que já têm entre “74 ou 75 anos tiveram receio de regressar” e por isso avisaram que não iriam estar presentes neste final de 3.º período.

“As escolas já sabiam quem eram os docentes com quem poderiam contar e quais os que não iriam estar presentes. Desde a semana passada que têm as vagas a concurso, mas claro que existem situações difíceis de resolver”, explicou Manuel Pereira.

O Ministério da Educação permitiu às escolas aumentar os horários dos professores com horários reduzidos ou contratar novos docentes, tendo em conta que a pandemia levou também à definição de novas regras, como o distanciamento social que em alguns casos implicou o desdobramento de turmas.

No entanto, o presidente da ANDE lembrou que existem certas disciplinas e zonas do país onde, mesmo numa situação normal de arranque de ano lectivo, já é difícil conseguir encontrar professores disponíveis para aceitar as vagas.

“Neste momento, em algumas escolas, está a ser ainda mais difícil arranjar professores, porque estamos a falar de um período muito curto. Mas as escolas estão a fazer tudo o que podem e a tentar ser o mais imaginativa que conseguem, começando sempre pelos recursos internos”, explicou.

Num primeiro balanço sobre a retoma das aulas presenciais, que estavam suspensas desde 16 de maio pelo Governo como forma de conter a disseminação do novo coronavírus, Manuel Pereira disse não ter conhecimento de nenhuma escola onde faltassem material de higienização dos espaços ou equipamentos de protecção que, na semana passada, foram distribuídos pelo Governo pelas mais de 500 escolas que hoje reabriam.

Além da reabertura das escolas para os alunos do ensino secundário poderem voltar a ter aulas presenciais, também hoje reabriram as creches.

Além disso, o dia de hoje também é marcado pela retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

Figueira da Foz quer antecipar em dois anos recolha obrigatória de bio-resíduos

0

O município da Figueira da Foz quer antecipar em dois anos o prazo limite para a recolha obrigatória de bio-resíduos, tendo sido aprovada uma candidatura de cerca de 600 mil euros para o conseguir, anunciou a autarquia.

Em informação enviada à agência Lusa, a Câmara Municipal explica que o projecto de recolha selectiva dos resíduos orgânicos bio-degradáveis – que, actualmente, são depositados junto com o lixo doméstico indiferenciado e que podem ser valorizados para reutilização posterior, por exemplo, na agricultura – “pretendeu antecipar-se” às normas que impõem a recolha selectiva de bio-resíduos a partir de 2023.

“Pretendeu o município antecipar-se a esta obrigatoriedade de forma a que nesse ano já se encontre esta recolha implementada e a funcionar em pleno”, sustenta a autarquia do litoral do distrito de Coimbra.

O projecto incidirá, na fase inicial, nas freguesias de Buarcos e São Julião, Tavarede, Vila Verde e São Pedro “por serem as que apresentam uma maior densidade populacional” e consiste na disponibilização de 340 contentores de rua com capacidade de mil litros cada um e de baldes de 10 litros “por cada um dos alojamentos na área de operação”.

No total, são disponibilizados cerca de 24 mil baldes “a serem mantidos, conservados e limpos pelos utilizadores no interior das suas habitações”, refere a informação camarária.

Os contentores de mil litros terão um sistema de abertura com cartão de leitura de proximidade (NFC), também entregue aos utilizadores, “de forma a potenciar a deposição (dos bio-resíduos) sem contaminação”.

No conjunto de esclarecimentos sobre o projecto pedidos pela agência Lusa à Câmara Municipal, nomeadamente os prazos de execução, investimentos anunciados e prestação do serviço, o Gabinete de Apoio à Presidência explicou a que operação só deverá arrancar daqui por um ano, a partir de Junho de 2021, iniciando-se quatro meses antes, em Fevereiro, uma campanha de sensibilização, dado a iniciativa ser de “adesão voluntária” por parte dos munícipes.

Sobre os 10 meses que medeiam entre a aprovação da candidatura e o início da campanha de sensibilização, bem como a implementação da iniciativa ter como horizonte o final de 2021, a autarquia frisou que estes prazos foram definidos “de acordo com as regras da candidatura ao POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos)” e, por outro lado, “por se considerar o prazo necessário para a sua implementação no terreno, quer por razões processuais, quer por razões logísticas”.

O município adiantou que a recolha e transporte dos resíduos orgânicos será feita pela empresa SUMA, a mesma entidade que é responsável por aquelas operações no âmbito dos resíduos sólidos urbanos, onde actualmente os bio-residuos vão misturados.

No âmbito do novo projecto, a SUMA, do grupo Mota-Engil (que em Janeiro de 2019 e por concurso público, viu-lhe adjudicado um novo contrato de prestação de serviços de recolha de lixo, por oito anos e 7,8 milhões de euros), fará apenas a recolha e transporte dos bio-resíduos, que serão tratados e valorizados pela empresa de Resíduos Sólidos do Centro (ERSUC).

Para tal, serão implementados “circuitos e frequências (de recolha) dedicadas a cada uma das tipologias (lixo indiferenciado e bio-resíduos), sendo o lixo orgânico separado fisicamente do restante, acrescentou a autarquia da Figueira da Foz.

O Fundo de Coesão europeu suporta 85% dos encargos dos investimentos de aquisição de equipamento e publicidade e divulgação do sistema (no valor de 504 mil euros), cabendo ao município da Figueira da Foz assumir a contrapartida pública nacional de cerca de 89 mil euros.

Questionada sobre o facto de serem adquiridos quase 24 mil baldes de 10 litros para utilização em habitações, sendo um projecto de adesão voluntária, a Câmara Municipal reconhece que não existiu, previamente “um estudo indicativo de (eventual) adesão ao projecto” por parte dos munícipes.

“Mas sendo uma operação financiada e como se pretende alcançar um valor de reciclagem significativo do potencial total de produção, considerou-se, desde já, todos os alojamentos na zona geográfica a implementar a recolha selectiva, de forma a obter a maior quantidade possível de bio-resíduos devidamente separada”, argumentou a autarquia.

A campanha de comunicação que arranca junto da população em Fevereiro de 2021 envolve a distribuição de folhetos informativos, os cartões NFC de acesso aos contentores e sessões de esclarecimento, entre outras acções.

Covid-19: Espaços culturais públicos da Figueira da Foz reabrem a partir de segunda-feira

0

Os equipamentos culturais públicos da Figueira da Foz, que incluem o Museu Municipal, núcleos museológicos do Sal e do Mar ou o Centro de Artes e Espectáculos (CAE), reabrem entre segunda e quarta-feira, anunciou hoje a autarquia.

Em nota de imprensa, o município do litoral do distrito de Coimbra informa que o Museu Municipal Santos Rocha irá abrir ao público segunda-feira – num dia em que habitualmente está encerrado – “excepcionalmente e de forma gratuita”, assinalando a comemoração do Dia Internacional dos Museus, que se celebra a 18 de maio.

As normas de segurança obrigatórias para visitar o Museu, aplicadas face à pandemia de covid-19, passam pelo uso de máscara “colocada antes de entrar” e desinfecção das mãos à entrada, bem como a manutenção de “uma distância de segurança de dois metros entre as pessoas”.

Recomendado mas não obrigatório é o uso de luvas “durante toda a visita” e “não tocar nas superfícies” do espaço museológico. É ainda recomendada a marcação antecipada da visita “indicando o número de visitantes, até ao limite máximo de 10 pessoas”.

A autarquia diz ainda que no Museu Municipal da Figueira da Foz, tanto as casas de banho como o elevador só poderão ser utilizados “a pedido”, a loja está encerrada e não há serviço de bengaleiro.

Ao lado do edifício do Museu, o CAE também reabre segunda-feira, com acesso exclusivo pela porta sul (rua Abade Pedro) e um conjunto de regras a observar, consoante os espaços a que os visitantes pretendam aceder, mas em todos é obrigatória a utilização de máscaras e higienização das mãos.

Assim, as quatro salas de exposição terão um limite máximo de pessoas por sala, de dois ou quatro visitantes.

Nos espaços comerciais daquele equipamento cultural, para além das normas de higiene, só poderão estar dois clientes de cada vez. Já no serviço de bilheteira, embora seja aconselhada a reserva por telefone ou meios digitais, a permanência ao balcão de atendimento permite a presença de quatro pessoas, o mesmo número limite máximo para utilização das instalações sanitárias.

Os elevadores para acesso de espaços abertos ao público no primeiro piso estarão a funcionar mas apenas para situações de mobilidade reduzida e com limite máximo de duas pessoas.

Já a permanência nos espaços do Jardim Interior, auditórios e parque de estacionamento coberto “está interditada até 31 de maio, inclusive, ou salvo indicação contrária”, sustenta a nota de imprensa.

Ainda na segunda-feira reabrem ao público o Núcleo Museológico do Mar (com um limite máximo de cinco visitantes em simultâneo) e o Posto de Turismo de Buarcos, ambos localizados naquela vila piscatória.

A Câmara Municipal avisa ainda que a venda nos espaços culturais municipais “de quaisquer livros editados pelo município e outro material promocional, estará interdita por tempo indeterminado e o posto de turismo disporá única e exclusivamente de mapas da cidade para entrega gratuita”.

Por outro lado, a reabertura da Casa do Paço, um dos mais antigos edifícios da cidade, está agendada para terça-feira e o Núcleo Museológico do Sal, localizado na margem sul do Mondego, reabrirá quarta-feira “estando as normas de acesso e permanência nestes espaços a ser ultimadas”.

“Todos os espaços culturais reservam-se ao direito de admissão a quem não cumprir com as normas de segurança”, avisa o município da Figueira da Foz.

Covid-19: Federação de nadadores-salvadores continua preocupada com falta de vigilantes

0

A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) considerou que o Governo “fez o que tinha de fazer” em relação às regras a aplicar nas praias, mas continua preocupada com a falta vigilantes e de equipamentos de protecção.

“Nós entendemos que o Governo fez o que tinha de fazer, estabeleceu regras e sem criar grandes entraves às idas às praias. Estamos mais preocupados é com a disponibilidade dos nadadores-salvadores em trabalhar durante a época balnear e com os equipamentos de protecção individual”, disse à Lusa o presidente daquela federação, Alexandre Tadeia.

Em Abril, o responsável já tinha alertado que faltavam cerca de 1.500 a 2.000 nadadores-salvadores para a próxima época balnear, porque os cursos deste ano foram suspensos com a declaração do estado de emergência. 

Apesar de a situação se manter, Alexandre Tadeia adiantou que a federação já se reuniu com a secretaria de Estado da Defesa para “ver a possibilidade” de se implementar algumas das propostas feitas para incentivar os nadadores-salvadores, como benefícios fiscais, um regime especial de contratação ou uma alteração nos dispositivos de segurança, com redução do número de vigilantes.

“Já tivemos duas reuniões e vamos ter uma terceira. Temos a noção de que se elas não forem implementadas vamos ter muita dificuldade e vai ter impacto económico, porque depois os concessionários não podem estar abertos”, apontou.

Além disso, advertiu, se os concessionários tiverem dificuldades financeiras, também podem “não ter capacidade para fornecer os vários equipamentos de protecção individual”.

“Cada vez que o equipamento for utilizado tem de ser colocado nos contaminados, não se pode voltar a utilizar. Temos de ter vários e são várias as ocorrências por dia numa praia ou piscina, por isso, esta é também uma preocupação”, frisou.

Ainda assim, o responsável adiantou que a secretaria de Estado está a avaliar “todas as propostas” e até já aprovou que “a componente teórica do curso fosse ensinada à distância”.

“Vamos tentar realizar mais cursos de nadador-salvador para tentarmos aumentar o número até à época balnear. Vamos tentar dar a componente teórica até ao final de Maio para em Junho arrancar a componente prática”, revelou.

Segundo o presidente, as restantes medidas devem ser conhecidas “até ao final da próxima semana”.

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro, António Costa, apresentou hoje algumas das regras a aplicar na próxima época balnear, como 1,5 metros de distancia entre grupos, três metros de distância entre chapéus e toldos ou a interdição de actividades desportivas para duas ou mais pessoas (excepto náuticas). 

Além disso, o líder do executivo afirmou que serão os próprios cidadãos a fiscalizar o cumprimento de regras como o distanciamento social nas praias. 

Neste sentido, Alexandre Tadeia considerou que “provavelmente” os cidadãos vão respeitar as regras de distanciamento social, “como já respeitam no seu dia-a-dia”.

“As medidas são universais e julgo que as pessoas irão aceitar de igual forma como já as aceitam quando vão ao supermercado ou quando forem a um restaurante, no futuro. Temos de tomar consciência que este vírus não vai desaparecer e que são medidas com as quais vamos ter de conviver durante muitos meses, sem qualquer pânico”, afirmou.

Covid-19: Centros de inspecção automóvel e escolas de condução podem abrir 2ª-feira

0

As escolas de condução e centros de inspecção automóvel podem reabrir na segunda-feira, mas mantém-se em vigor um regime excepcional, que prorroga os prazos desta obrigação em cinco meses, de acordo com o Conselho de Ministros de hoje.

Estas medidas fazem parte das alterações às iniciativas de carácter extraordinário apresentadas pelo Governo, no âmbito do plano de desconfinamento.

Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) referiu que o Governo determinou hoje “a reabertura ao público dos centros de inspecção automóvel a partir do dia 18 de Maio de 2020” (segunda-feira), o que irá “permitir a abertura ao público dos centros de inspecção aos utentes para que procedam à inspecção periódica de veículos”.

Esta medida depende do “cumprimento de medidas de ocupação, permanência e distanciamento físico que salvaguardem os utentes e os funcionários”.

De acordo com a tutela mantém-se, no entanto, em vigor “o regime excepcional de inspecção periódica, segundo o qual os veículos a motor e seus reboques, ligeiros ou pesados, que devessem ser apresentados à inspecção periódica no período que decorre desde 13 de Março de 2020 até ao dia 30 de Junho de 2020, vêem o seu prazo prorrogado por cinco meses contados da data da matrícula”.

O MIH esclarece ainda que se mantém igualmente “o regime excepcional de responsabilidade civil automóvel, em que as seguradoras assumem a responsabilidade pelos acidentes ocorridos com viaturas sem inspecção periódica, desde que o seguro esteja activo”.

 Além disso, a partir de segunda-feira “é retomado o ensino da condução nas modalidades de ensino teórico e de ensino prático da condução, bem como a formação presencial teórica e prática de certificação de profissionais”.

O Governo irá autorizar a “realização de exames teóricos da condução e os exames teóricos para obtenção de capacidade profissional”.

De acordo com o mesmo comunicado, o Governo “determina ainda que a partir de 25 de Maio de 2020 é possível retomar a realização dos exames práticos da condução e certificação de profissionais”.

No caso dos exames práticos, “será obrigatória, entre outras regras, a utilização de máscara por todos os ocupantes do veículo (o candidato a condutor, o examinador e o instrutor na retaguarda) e a higienização do habitáculo e de todos os comandos do veículo antes e após cada sessão ou prova de exame”, indicou a tutela.

Para poderem reabrir, “as escolas de condução e os centros de formação licenciados pelo IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) terão de cumprir as regras sanitárias definidas em articulação com a Direcção-Geral da Saúde”, incluindo o uso obrigatório de máscara, as regras de distanciamento e de higienização.

Também hoje, o Conselho de Ministros aprovou uma resolução que estabelece o procedimento para a aquisição de espaço para a difusão de acções de publicidade institucional do Estado, no âmbito da pandemia covid-19.

No comunicado divulgado depois da reunião, o Governo recordou que o espaço publicitário será adjudicado a “pessoas colectivas detentoras de órgãos de comunicação social nacional desde que os mesmos detenham serviços de programas televisivos e/ou radiofónicos generalistas e/ou temáticos informativos ou publicações periódicas de informação geral”, bem como a “entidades que detenham órgãos de comunicação social de âmbito regional e/ou local, desde que detenham serviços de programas radiofónicos, generalistas e/ou temáticos e/ou publicações periódicas de informação geral, com periodicidade mensal ou superior”.

A medida, que ronda os 15 milhões de euros, com IVA, determina que 25%, 3,7 milhões de euros, “serão canalizados para a comunicação social de âmbito regional e local”, com dois milhões de euros para “detentores de publicações periódicas de âmbito regional” e 1,7 milhões dirigidos a “detentores de serviços de programas radiofónicos de âmbito regional e/ou local”.

O objectivo é a “realização de campanhas publicitárias relacionadas com boas práticas e medidas de prevenção associadas à pandemia, contribuindo para minimizar a perda de receitas decorrente de quebra das vendas de espaço publicitário e de circulação, criando condições para que aqueles mantenham a sua actividade”.

Covid-19: Utentes das praias devem assegurar distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos

0

Os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, a partir de 06 de Junho, determinou hoje o Governo.

De acordo com o plano de desconfinamento divulgado após a reunião de hoje do Conselho de Ministros, durante a época balnear, na utilização do areal das praias estão “interditas actividades desportivas com duas ou mais pessoas, excepto actividades náuticas, aulas de surf e desportos similares”.

Nos toldos, colmos e barracas de praia, “em regra, cada pessoa ou grupo só pode alugar de manhã (até 13:30) ou tarde (a partir das 14:00)”, com o máximo de cinco utentes.

GNR deteve 202 pessoas na última semana em todo o país

0

A GNR deteve 202 pessoas, metade dos quais por condução ilegal e condução sob o efeito do álcool, nas operações de combate à criminalidade e fiscalização rodoviária realizadas na última semana em todo o país, indicou hoje a corporação.

Em comunicado de balanço da actividade operacional da semana entre 8 e 14 de Maio, a Guarda Nacional Republicana destaca as 63 detenções por condução sem habilitação legal, 51 por condução sob o efeito do álcool, 16 por tráfico de droga, 11 por furto, seis por violência doméstica, três por posse ilegal de armas e duas por posse de arma proibida. 

A GNR acrescenta que, na última semana, apreendeu também 1.323 doses de haxixe, 77 doses de cocaína, 56 doses de heroína, 26 armas de fogo, 15 armas brancas, 3.645 munições de diversos calibres, 50.000 cigarros, 1.800 quilos de pescado, 1.400 quilos de bivalves, cinco veículos e 3.745 euros em numerário.

No âmbito da fiscalização de trânsito, os militares da GNR detectaram 3.767 infracções, 2. 261 das quais por excessos de velocidade, 264 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, 173 por uso ido telemóvel durante a condução e 167 por falta de inspecção periódica obrigatória, 149 por falta de seguro.

A GNR detectou ainda 135 infracções por falta ou incorrecta utilização do cinto de segurança e sistema de retenção para crianças, 69 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei e 47 relacionadas com tacógrafos.

Covid-19: Governo garante que máscaras “têm chegado a toda a população”

0

O secretário de Estado da Saúde disse hoje que as máscaras “têm chegado a toda a população”, incluindo às pessoas mais carenciadas, frisando que o esforço da sociedade civil tem permitido a distribuição desse tipo de equipamento.

“Tem havido uma mobilização da sociedade civil, em conjunto com as instituições e autarquias, e essas máscaras têm chegado a toda a população”, disse António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária de actualização dos dados da covid-19.

O secretário de Estado respondia à agência Lusa quando questionado sobre a possibilidade do Governo criar algum tipo de programa de distribuição de máscaras ou de aquisição a preços reduzidos para pessoas com menos recursos.

Esta questão surge após o barómetro Covid-19 da Escola Nacional de Saúde Pública ter concluiu que pessoas com baixos rendimentos e baixa escolaridade são as que mais reportam ter dificuldades em comprar máscaras e em utilizá-las adequadamente, sendo este o grupo que mais precisa de sair para exercer a sua actividade profissional.

António Lacerda Sales afirmou que tem sido reportado ao Governo que as máscaras distribuídas pela sociedade civil “têm chegado a toda a população”.

Nesse sentido, apelou para que se mantenha “essa mobilização para que não falte a nenhum português uma máscara”.

Na conferência de imprensa, António Lacerda Sales avançou que são realizadas quase 57 mil testes de diagnóstico à covid-19 por milhão de habitante em Portugal, tendo sido feitos 584.121 testes acumulados.

“Isto faz de Portugal sexto país da Europa, a seguir à Lituânia, ao Chipre, à Malta, ao Luxemburgo e à Dinamarca, que mais testa”, disse, frisando que Portugal está a fazer “um esforço muito grande para testar e reforçar esta testagem”.

Por sua vez e após ter sido questionada sobre os sistemas de informação de vigilância epidemiológica, a directora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas, afirmou que a DGS quer melhorar e que tem parcerias com académicos e cientistas.  

“Neste momento estamos a trabalhar para ter um sistema melhor, mais robusto, efectivo e eficiente, mas temos dados para saber onde estamos e para projectar para onde vamos. É isso que se pede a um sistema de vigilância epidemiológica”, disse.

Na quarta-feira, o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, defendeu que são necessárias “ferramentas mais robustas e mais eficazes” para ter um sistema de vigilância epidemiológico que permita tomar decisões e avaliar o que vai acontecer.

O médico explicou que, “entre o momento em que uma pessoa é exposta até ao momento em que a notificação ocorre”, decorre uma média de 10 dias, defendendo a “maior agilidade possível” para que quando as decisões estão a ser tomadas “sejam o mais alicerçadas possível em dados reais”.

Portugal regista hoje 1.184 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na quarta-feira, e 28.319 infectados, mais 187, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS.

Figueira da Foz a ter recolha selectiva de bio-resíduos

0

O município da Figueira da Foz submeteu recentemente a candidatura para a Implementação de Recolha Selectiva de Bio-resíduos, no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), cuja primeira fase do projecto se destina às freguesias de Buarcos/S.Julião, Tavarede, S.Pedro e Vila Verde.

A operação consiste na disponibilização de 340 contentores com capacidade de 1000 litros e de baldes de 10 litros por cada um dos alojamentos na área da operação, num total previsto de 23.838 baldes, a serem mantidos, conservados e limpos pelos utilizadores no interior das suas habitações. Posteriormente, são recolhidos e transportados por uma empresa da especialidade e entregues para valorização.

Todos os contentores de bio-resíduos de 1000 litros serão dotados de sistema de abertura com cartão de NFC (leitura por proximidade), de forma a potenciar a deposição sem contaminação, salvaguardando a segurança dos utilizadores e a qualidade dos resíduos recolhidos.

Está antecipado que o projecto tome o seu início a 1 Fevereiro de 2021, sendo implementado na sua íntegra até ao final desse mesmo ano.

O município conta ainda com uma campanha de comunicação e sensibilização junto da população, no âmbito da qual serão distribuídos folhetos informativos, os cartões NFC de acesso e os kits de adesão, bem como sessões de esclarecimento, sensibilização e divulgação em mupis e outdoors.

Na Figueira da Foz trocam-se viseiras de protecção por alimentos para os sem-abrigo

0

Um grupo de três profissionais da área da informática, residentes na Figueira da Foz, está a produzir equipamentos de protecção individual para entidades ou cidadãos necessitados face ao novo coronavírus, pedindo, em troca, alimentos para os sem-abrigo.

Intitulado “233-SOS-Makers”, denominação que integra o indicativo de telefone fixo da Figueira da Foz e a referência aos artesãos dos tempos modernos (makers), que usam impressoras a três dimensões (3D) para dar corpo aos seus projectos, o grupo nasceu no final de Abril de uma ideia colaborativa de David, Marco e Luís, que já integravam o movimento nacional que está a fazer produção artesanal daqueles equipamentos.

Ouvido pela agência Lusa, David Sopas, perito em segurança informática, por estes dias transformado em activista social e um dos mentores do grupo da Figueira da Foz, explicou que os três amigos chegaram a produzir centenas de viseiras de protecção, no pico da pandemia de covid-19, para várias instituições, que foram fornecidas pelo movimento que tem milhares de utilizadores.

“Agora, já não faz sentido ser em grande número, porque as empresas que trabalham com plásticos e outros materiais têm toda a legitimidade para o fazer e devem fazê-lo. Porque o comércio precisa de vender e a economia tem de avançar”, defendeu David Sopas.

O projecto do “233-SOS-Makers” passou, assim, por produzir em pequenas quantidades, a nível local, com a diferença assente numa ideia de Patrícia Oliveira, mulher de David: pedirem bens alimentares em troca das viseiras, para os entregarem a uma instituição, a C.A.S.A., que dá apoio a cidadãos sem-abrigo.

As viseiras, mas também os ‘salva-orelhas’ – objecto colocado na parte de trás da cabeça, que permite prender os elásticos das máscaras – “são feitos em pequenas quantidades e entregues a pessoas que necessitem mesmo deles, como profissionais que estão na linha da frente do combate à pandemia ou doentes oncológicos que tenham dificuldades em adquirir os equipamentos”, entre outros.

“Em troca, pedimos alimentos e as pessoas dão o que puderem, não há uma tabela. Mas a Figueira da Foz é uma cidade extremamente solidária, já aconteceu por duas presilhas para as orelhas nos darem três volumes de pacotes de leite”, observou David Sopas.

Na página criada na rede social Facebook, o grupo de ‘makers’ vai actualizando o número de géneros alimentares recebidos e entregues à instituição de apoio aos sem-abrigo, que, na terça-feira, ascendiam a quase 300 unidades, com destaque para o leite, conservas, bolachas e cereais.

E se uma clínica dentária, que requereu equipamentos de protecção para os seus profissionais, entregou em troca géneros alimentícios “porque o pode fazer”, a instituições como os Bombeiros Voluntários ou delegações da Cruz Vermelha do concelho da Figueira da Foz aqueles foram entregues sem a ‘regra’ da troca por bens alimentares, “porque nesses casos não faz sentido pedir nada, estamos a ajudar quem a todos ajuda”, precisou.

“Mas também houve quem nos pedisse 100 viseiras e eu recomendei uma empresa que as está a fazer e precisa de produzir. Não é a minha área de negócio, a empresa onde trabalho (em segurança informática e agora a partir de casa) está em funcionamento e não recorreu ao ‘lay off'”, disse David Sopas.

Por outro lado, o processo de produção artesanal, explicou, acaba por ser algo moroso e privilegia a qualidade em detrimento da rapidez.

“Ao início, quando não havia equipamentos em lado nenhum, uma viseira fazia-se em 40 minutos. Agora, é feita com outro cuidado e já demora quase duas horas. Montá-las com os devidos cuidados é mais complicado que a própria impressão 3D, temos de desinfectar muito bem os acetatos e arranjar acetatos com a grossura indicada, o que às vezes não é fácil”, notou o perito informático.

Depois de três semanas de actividade, o projecto criado na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, já teve eco nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, onde a ideia da troca por bens alimentares foi adoptada por uma instituição social, com a colaboração do grupo “233-SOS-Makers”.

Segundo David Sopas, a instituição em causa “apoia 75 casais, faz sopa todos os dias, mas já tem falta de batatas e outros produtos”.

“Esta semana estamos a fazer 100 viseiras para lhes entregar, para que as possam trocar pelos géneros alimentícios de que necessitam. No sábado, vamos entregá-las, saímos da Figueira com a esperança de sorrisos nas Caldas da Rainha”, rematou.

Covid-19: Estudo para monitorizar imunidade na população portuguesa já começou

0

O primeiro estudo para monitorizar a evolução da imunidade contra o novo coronavírus na população portuguesa “já está no terreno” e envolve 17 hospitais e 105 postos de colheita, revelou hoje o secretário de Estado da Saúde.

Trata-se do “primeiro estudo transversal” de covid-19 promovido pelo Instituto Nacional de Saúde – Dr. Ricardo Jorge (INSA) e “visa monitorizar a evolução da imunidade contra o novo coronavírus na população portuguesa”, explicou António Lacerda Sales, no Ministério da Saúde, em Lisboa, na conferência de imprensa diária de actualização de informação sobre a pandemia de covid-19.

Segundo o secretário de Estado, para a realização do estudo, que “está já no terreno”, foram já contactados todos os 17 hospitais da rede nacional de hospitais, incluindo os das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, e os 105 postos de colheita de análises clínicas em todo o território nacional.

“Os materiais para as colheitas de sangue e os questionários para a recolha de dados serão entregues nos locais até ao início da próxima semana” e depois terá início “a fase de recolha de amostras de sangue e dados”, disse António Lacerda Sales.

Todas as análises de sangue para a determinação de anticorpos e a análise de dados serão realizadas pelo Departamento de Epidemiologia e Doenças Infecciosas do INSA, adiantou.

O inquérito serológico nacional é promovido pelo INSA em articulação com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e conta com a parceria da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e das regiões autónomas.

Portugal contabiliza 1.175 mortos associados à covid-19 em 28.132 casos confirmados de infecção, segundo o boletim da DGS sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 12 mortos (+1,%) e mais 219 casos de infecção (+0,8%).

Das pessoas infectadas, 692 estão hospitalizadas, das quais 103 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados é de 3.182.

Covid-19: Profissionais de saúde podem voltar a gozar férias

0

Os profissionais de saúde podem voltar a gozar férias, já que o Governo decidiu revogar o despacho que restringia esse direito devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o secretário de estado da Saúde.

“Está novamente autorizado o gozo de férias pelos profissionais de saúde desde que seja acautelado o normal funcionamento do serviço, tendo em conta a necessidade de manutenção da prontidão de resposta a um eventual aumento de incidência de covid-19 em Portugal”, anunciou hoje António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa de actualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus.

A decisão do Ministério da Saúde é anunciada no Dia Internacional do Enfermeiro, profissionais que hoje foram saudados por António Lacerda Sales pelo trabalho que têm desenvolvido.

“Consciente de que é preciso devolver alguma normalidade à vida dos enfermeiros e dos profissionais de saúde, o Ministério da Saúde decidiu revogar o despacho de 15 de Março que restringia o gozo de férias dos profissionais de saúde de forma a que não fosse posta a prestação de cuidados de saúde durante a pandemia”, acrescentou o responsável.

António Sales lembrou que existem mais de 46 mil enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde e que cerca de 800 foram contratados no âmbito da pandemia.

Portugal regista hoje 1.163 mortes relacionadas com a covid-19, mais 19 do que na segunda-feira, e 27.913 infectados, mais 234, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direcção Geral da Saúde.

Café e restaurante Swell transportado intacto para o parque de campismo da Figueira

0

Um antigo café pré-fabricado, localizado na praia do Cabedelo, Figueira da Foz, vai ser transportado intacto, ao longo da noite de hoje, durante nove quilómetros, para o parque de campismo daquela cidade, disse o presidente da câmara.

A operação de transporte do edifício pré-fabricado – onde funcionou de raiz, até Setembro de 2019, o café e restaurante Swell, antes de ser adquirido pelo município para ser deslocalizado daquele local, onde irá passar a nova via de acesso à praia do Cabedelo -, começou ao final da tarde de hoje e vai prolongar-se pela noite e madrugada, só devendo estar concluída durante o dia de terça-feira.

Conforme constatou a agência Lusa, o edifício foi içado por uma grua de 50 toneladas e colocado num transporte especial que deverá sair da praia do Cabedelo na noite de hoje. O percurso de nove quilómetros até ao parque de campismo municipal, que será acompanhado pela PSP, implica o atravessamento da povoação da Gala, as pontes dos Arcos (sobre o braço sul do Mondego) e Edgar Cardoso, entre as duas margens do rio e parte da Estrada Nacional 109, antes de entrar na Figueira da Foz pela rodovia urbana.

Em declarações à Lusa, o presidente da câmara, Carlos Monteiro, admitiu ser a primeira vez que é realizada na Figueira da Foz uma operação desta envergadura relativa a um edifício, justificando-a por ser “a maneira mais barata de o transportar e de o reutilizar”.

“Entre o que o edifício vale e o valor da operação de transporte e de instalação no parque de campismo para o deixar funcional, há um diferencial favorável”, frisou Carlos Monteiro, acrescentando que o pré-fabricado irá funcionar como ‘bungalow’ na nova localização.

Segundo os dados disponibilizados pelo autarca, aquando do acordo feito com a antiga proprietária – que foi indemnizada em 80 mil euros -, o Swell “foi avaliado por um perito externo [à câmara] em 62 mil” euros.

“Como o transporte, a reparação com colocação de estacas [na base] e os trabalhos para o deixar funcional orçam em 30 mil, um valor abaixo da avaliação, entendemos reaproveitá-lo e repô-lo no parque de campismo para servir como ‘bungalow'”, alegou o presidente do município do litoral do distrito de Coimbra.

Além do antigo café, a construção da nova via de acesso à praia do Cabedelo implicou outra indemnização, neste caso à proprietária de uma escola de surf, a funcionar igualmente num edifício pré-fabricado, orçada em 45 mil euros.

Este edifício não vai ser deslocalizado e será desmantelado, tendo a proprietária optado por construir um novo, na mesma zona do Cabedelo, sustentou Carlos Monteiro.

Covid-19: Ordem dos Médicos do Centro destaca desempenho do hospital da Figueira da Foz

0

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) destacou hoje o desempenho, que classificou de excepcional, do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) nas medidas tomadas face à pandemia de covid-19.

Em declarações hoje aos jornalistas no final de uma visita ao HDFF, no litoral do distrito de Coimbra, a primeira de uma série de deslocações a todos os hospitais da região Centro, Carlos Cortes disse que a unidade hospitalar da Figueira da Foz, “apesar das dificuldades de reestruturação do seu espaço, para fazer a diferenciação entre os doentes covid-19 e os doentes não-covid-19”, fez um trabalho “excepcional”.

“E isso vê-se nos números, nomeadamente no número de casos (de infecção pelo novo coronavírus) que foram reportados no concelho da Figueira da Foz (32, segundo os dados mais recentes da Direcção-Geral de Saúde) e do apoio que este hospital tem dado à sua área de influência”, frisou o presidente da SRCOM.

Carlos Cortes assinalou que no HDFF os doentes infectados e ou com suspeitas de covid-19 “estão muito bem separados” dos restantes que não têm essa doença.

O desempenho do HDFF, assinalou, dá uma “mensagem de muita segurança” aos doentes que, não estando infectados pelo novo coronavírus, mas possuindo outras patologias crónicas, nomeadamente cardiovasculares ou oncológicas, entre outras, “têm de continuar os seus cuidados e necessariamente vir ao hospital”.

“Aqui, sobretudo com o esforço dos profissionais de saúde, deu-se uma resposta muito eficiente (…). A resposta à covid-19 iniciou-se aqui neste hospital muito cedo e foram logo tomadas as medidas eficientes e eficazes, o que permitiu que se contivesse as infecções dos profissionais de saúde”, apenas quatro, todos médicos, três dos quais já voltaram ao serviço, destacou.

Por outro lado, Carlos Cortes afirmou que não existiu, até à data, qualquer contaminação com covid-19 de doentes internados no HDFF devido a outras patologias.

“Isto é muito elucidativo do trabalho que foi aqui desenvolvido. Se a resposta dos outros hospitais que iremos visitar for semelhante àquela que encontramos aqui hoje, então sim, podemos dizer que o Serviço Nacional de Saúde, os hospitais, os centros de saúde e os seus profissionais, estiveram à altura deste desafio que nos foi colocado há dois ou três meses”, argumentou o presidente da SRCOM.

O presidente do Conselho de Administração do HDFF, Manuel Veríssimo, agradeceu o “elogio” do responsável da Ordem dos Médicos do Centro, mas notou que “é o reflexo” das medidas tomadas pela unidade de saúde.

“Começámos cedo a preocupar-nos e fizemos o que achámos importante para tentar responder às exigências da crise quando ela chegasse e as coisas correram bem”, afirmou o responsável hospitalar.

Já fonte da unidade hospitalar lembrou, a propósito da pandemia de covid-19, que há vários anos que o HDFF possui uma campanha de higiene das mãos junto dos profissionais de saúde, que chegou a ser galardoada com um prémio internacional, um trabalho “que hoje está consolidado e a dar frutos”.

Quanto ao retorno dos doentes com outras patologias ao hospital, Manuel Veríssimo frisou que está a acontecer “devagar, mas a decorrer normalmente” e, esta semana, “em maior ritmo do que na semana passada”.

Por outro lado, no pico da crise de covid-19, o HDFF realizou “todas as cirurgias urgentes, prioritárias e muito prioritárias”, nomeadamente a doentes oncológicos e de outras patologias emergentes, adiantou.

Confrontado pela agência Lusa sobre se os doentes estão a regressar normalmente aos cuidados de saúde na unidade hospitalar, o administrador admitiu que “um ou outro poderá ter algum receio de voltar para ser operado”.

“Mas, no geral, vêm e tudo tem corrido bem”, frisou Manuel Veríssimo.

Para além dos quatro médicos infectados – todos já recuperados mas um ainda a aguardar um segundo teste negativo – o HDFF regista, nesta fase, cinco doentes internados com covid-19 (dois infectados e três a aguardar confirmação), outros três pacientes acompanhados no domicílio, 12 recuperados e nenhum óbito.

Incêndios: Governo promete reforço da vigilância e aposta em drones com maior raio de acção

0

O ministro do Ambiente afirmou hoje que haverá um reforço da vigilância face aos incêndios florestais, com sete mil elementos no terreno e a aquisição de mais 12 drones com um raio de acção de 100 quilómetros.

João Pedro Matos Fernandes falava aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Coordenação da AGIF (Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais), que foi presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

“Decidimos reforçar de forma clara a vigilância para assegurar que, assim que venha a ocorrer um incêndio, ele seja combatido no menor espaço de tempo possível. Vamos garantir que os cerca de sete mil elementos no terreno, de diferentes corpos, todos eles irão agir de forma articulada nessa mesma vigilância”, declarou o ministro do Ambiente e da Transição Energética.

João Pedro Fernandes adiantou também que as acções de vigilância serão reforçadas com “seis equipas com dois drones cada, ou seja, 12 no total que vão ser adquiridos”.

“Esses 12 drones terão uma capacidade de voo entre seis e oito horas, tendo um raio de acção de 100 quilómetros a partir do ponto onde é comandado. A partir do final de Junho, esses drones vão estar no terreno. Neste primeiro ano, serão uma grande ferramenta para se fazer vigilância”, considerou.

Na reunião de hoje, segundo o ministro do Ambiente e da Transição Energética, ficou também a ideia de que, até ao momento, não há qualquer indicação de se perspectivar uma redução de meios humanos para o combate aos incêndios em consequência da actual pandemia de covid-19.

“Todas as entidades cooperaram para reduzir ao máximo o risco de contágio, embora, de forma categórica, não possamos dizer quer essa redução de meios não venha a acontecer”, ressalvou o membro do Governo.

Já o presidente da AGIF, Tiago Oliveira, foi questionado sobre as consequências da covid-19 na forma como as forças poderão actuar no combate aos incêndios.

“Mais do que nunca, este ano, é importante reduzir o número de incêndios nos dias mais críticos. Se houver menos incêndios, menor a necessidade de se mobilizarem recursos”, respondeu Tiago Oliveira.

Perante a actual pandemia de covid-19, Tiago Oliveira referiu que, no plano operacional, “terão de existir adaptações” – adaptações essas que, no entanto, não devem prejudicar o combate.

“A Protecção Civil tem um conjunto de preocupações que as tem transmitido aos corpos de bombeiros. Pela parte da AGIF, temos um conjunto de recomendações que estamos a validar junto da Direcção Geral da Saúde”, referiu.

Essas recomendações serão depois transmitidas “transversalmente a todas” as entidades e, de acordo com o presidente da AGIF, “a regra do distanciamento social vai aplicar-se, naturalmente garantindo que não haverá impacto na operação”.

“Estamos a tentar perceber como nos vamos ajustar. Estamos a olhar de frente para o problema, tendo como objectivo principal reduzir o número de ignições”, acrescentou Tiago Oliveira.

Estudantes do ensino profissional vão ter exames regionais de acesso ao superior

0

Os estudantes do ensino profissional vão realizar exames regionais na instituição mais próxima da sua área de residência e com o resultado podem candidatar-se a todas as universidades e politécnicos que abrirem vagas para os concursos especiais.

De acordo com o jornal Público de hoje, os estudantes que completam o ensino profissional, para quem foi criada uma nova via de acesso ao ensino superior a partir deste ano, vão experimentar um modelo que é uma novidade em Portugal: a realização de exames regionais, agendados para Setembro.

O jornal adianta, com informação prestada pelo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos, que três consórcios, no norte, centro e sul do país vão fazer provas específicas para seriar os candidatos.

A iniciativa é dos institutos politécnicos, mas há universidades que também vão integrá-los.

Cada estudante fará apenas um exame de acesso, na instituição mais próxima da sua área de residência e com esse resultado, pode candidatar-se a todas as universidades e politécnicos da região que abrirem vagas para estes concursos especiais.

A possibilidade de um exame único vai estar em cima da mesa no próximo ano lectivo.

Para já, estão formalizados dois consórcios. Um no Norte — que inclui os politécnicos de Bragança, Porto, Cávado e Ave e Viana do Castelo — e outro no Sul, com os politécnicos de Setúbal, Santarém, Portalegre e Beja, bem como a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e a Escola Náutica Infante D. Henrique, em Oeiras. Integra também esta rede a Universidade do Algarve, que tem ensino politécnico.

O terceiro consórcio, na região Centro, envolvendo politécnicos como Coimbra e Leiria, ainda não está concretizado, de acordo com Pedro Dominguinhos.

A Universidade de Aveiro, que também tem ensino politécnico, pode igualmente integrar o consórcio. As universidades estão mais atrasadas.

“O concurso especial destinado aos diplomados do ensino profissional — e que também abrange quem fez cursos artísticos ou de aprendizagem — permite a cada estudante candidatar-se a três cursos superiores diferentes, o que, de acordo com as regras aprovadas em Abril pelo Governo, poderia obrigá-los a fazer mais do que um exame de ingresso”, adianta o jornal.

Se um aluno se candidatasse a licenciaturas de instituições diferentes, teria que fazer três provas específicas distintas.

Em declarações ao público, o presidente do CCISP disse que “faz pouco sentido os estudantes andarem a fazer provas em todas as instituições a que querem concorrer”.

O próximo ano lectivo no ensino superior começa nas primeiras semanas de Outubro, depois das alterações no calendário motivadas pela pandemia de covid-19.

As instituições têm até 18 de Maio para aprovar os seus regulamentos internos e definir a fórmula de acesso a usar e dizer ao Governo se querem ou não abrir estes concursos especiais no próximo ano lectivo.

Expofacic adiada para 2021 com prejuízos materiais e emocionais

0

O adiamento para 2021 da Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede (Expofacic) envolve prejuízos materiais, mas também resulta em danos sociais e emocionais, disse à agência Lusa a presidente daquele município, Helena Teodósio.

“Temos consciência de que o adiamento, neste período de pandemia (de covid-19), tem prejuízos materiais, mas também muito prejuízo imaterial, ao nível emocional, porque o bem que (a feira) poderia fazer (a associações, escolas e colectividades do concelho), este ano não faz”, argumentou a presidente da Câmara Municipal.

O adiamento daquela que seria a 30.ª edição da Expofacic foi divulgado após a decisão do Governo de proibir, até 30 de Setembro, festivais de música e eventos análogos, embora a comissão executiva do evento, que é liderada por Helena Teodósio, já tivesse antecipado a sua não realização em 2020.

A decisão de adiar um evento que reúne ao longo de 11 dias, em Cantanhede, centenas de milhar de pessoas em 10 hectares de área (o equivalente a 14 relvados de futebol), mais de 600 espaços de exposição, sete palcos e 42 tasquinhas dinamizadas por instituições locais, foi, segundo a autarca, “muito ponderada” e não deixa de ter “um impacto enorme” nesta cidade do distrito de Coimbra, como na região “ou até no próprio país”.

“Por esta altura já devíamos estar a fazer as primeiras montagens (do certame, agendado entre o final de Julho e inícios de Agosto), os contratos estavam todos celebrados e essa foi sempre uma preocupação da INOVA (a empresa municipal responsável pela Expofacic), que tem a gestão da parte financeira e gere dinheiros públicos”, explicou Helena Teodósio.

Para além das centenas de empresas ali habitualmente representadas e outras, como supermercados, comércio ou unidades hoteleiras cujos montantes de eventuais perdas a autarquia não consegue contabilizar, juntam-se as colectividades concelhias, nomeadamente as que dinamizam as tasquinhas “que, este ano, vão ter uma quebra grande no orçamento”.

O prejuízo estende-se a artistas locais, como filarmónicas, grupos de cantares, de dança e ranchos folclóricos e outros, nacionais e internacionais, e produtores dos mais de 200 espectáculos previstos nos sete palcos do recinto, às instituições de solidariedade e escolas ali representadas pelas actividades culturais e desportivas que lhes eram proporcionadas, bem como aos muitos emigrantes oriundos de Cantanhede que aproveitavam a feira como “um local de convívio que faz bem à alma e ao coração”, notou Helena Teodósio.

Perante o adiamento da edição 2020, a comissão executiva está já a preparar a de 2021, nomeadamente na requalificação do espaço localizado no centro de Cantanhede.

Actual crise é tragédia humana e é preciso um “poderoso plano” para recuperar Europa – Centeno

0

O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, considerou no Twitter, que a actual crise provocada pela pandemia da covid-19 é uma tragédia humana e defendeu a necessidade de um “poderoso plano” para recuperar a Europa.

Num vídeo colocado na rede social com o ‘hashtag‘ “#EuropeDay2020 #StrongerTogether” a propósito da comemoração hoje do dia da Europa, Mário Centeno afirma que a actual crise é mais que um choque económico.

“Mais que um choque económico, vivemos uma tragédia humana e um desafio à nossa forma de vida”, diz Centeno, adiantando que se pode chamar Marshall ao referido plano de recuperação económica, mas que desta vez este tem de ser financiado pela Europa e não por outros.

O plano Marshall foi um programa de ajuda económica dos Estados Unidos aos países da Europa Ocidental com o objectivo de os reconstruir depois da II Guerra Mundial.

Como muitas vezes no passado, a resposta para os problemas da Europa está na Europa, refere o ministro, adiantando que a solução para a crise vai definir os europeus e formatar a Europa nos próximos anos.

Citando Epicteto, o ministro português, que no vídeo aparece com a Praça do Comércio em Lisboa como pano de fundo, defende que não é o acontece a uma pessoa o que interessa, mas sim a forma como reage ao acontecimento.

O dia da Europa comemora-se em 9 de Maio para festejar a paz e a unidade do continente europeu.

A data foi escolhida porque o estadista francês Robert Schuman avançou com a proposta de uma entidade europeia supranacional em 9 de Maio de 1950.

Festivais marcados até dia 30 de Setembro apenas com lugares fixados e reembolsos só em 2022

0

Os festivais de música e espectáculos “de natureza análoga”, marcados até 30 de Setembro, só serão permitidos com lugares marcados e regras de distanciamento, e o reembolso de bilhetes só em 2022, segundo a proposta de lei revelada.

De acordo com o documento, que deu entrada no parlamento e que será discutido no próximo dia 14, é aberta uma excepção à proibição anunciada na quinta-feira pelo Governo sobre o calendário de festivais de música de verão e outros eventos semelhantes.

“Até 30 de Setembro, os espectáculos podem acontecer em recinto coberto ou ao ar livre, com lugar marcado e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direcção-Geral da Saúde em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da pandemia da doença COVID-19”, lê-se na proposta.

A proposta é aplicável ao reagendamento ou cancelamento de espectáculos não realizados entre os dias 28 de Fevereiro de 2020 e 30 de Setembro de 2020.

Quem comprou bilhete para eventos dentro daquele período, só poderá pedir o reembolso a partir de 01 de janeiro de 2022.

Até lá, pode pedir a troca do bilhete por um vale “de igual valor ao preço pago”, válido até 31 de Dezembro de 2021, e esse vale pode ser utilizado na “aquisição de bilhetes de ingresso para o mesmo espectáculo a realizar em nova data ou para outros eventos realizados pelo mesmo promotor”.

“Caso o vale não seja utilizado até ao dia 31 de Dezembro de 2021, o portador tem direito ao reembolso do valor do mesmo, a solicitar no prazo de 14 dias úteis”, lê-se no documento.

É ainda feito o alerta de que a proibição da realização de “festivais e espectáculos de natureza análoga” pode ser prolongada para depois de 30 de Setembro, “com fundamento em recomendação da Direcção-Geral da Saúde”.

O Governo entende que estas regras excepcionais procuram “um equilíbrio entre a sustentabilidade financeira dos operadores económicos e os direitos dos consumidores que, não obstante o contexto actual, não podem ser suprimidos ou eliminados”.

Na proposta de lei é defendida ainda, no âmbito do processo legislativo, a audição da Associação de Promotores Espectáculos (APEFE), da Associação Portuguesa dos Festivais da Música (APORFEST) e do Conselho Nacional de Consumo.

Esta proposta de lei esclarece algumas dúvidas sobre possíveis adiamentos ou cancelamentos das edições deste ano das centenas de festivais de música que se realizam em Portugal entre Junho e Setembro.

A maioria destes festivais acontece com grandes aglomerados de espectadores, em recintos ao ar livre, com lotação em pé, circulação entre vários palcos e, em alguns casos, com a inclusão de acesso a zona de campismo.

Ainda antes da decisão do Governo, já o Rock in Rio Lisboa, agendado para Junho, o Boom Festival, que deveria acontecer em Idanha-a-Nova entre 28 de Julho e 04 de Agosto, e o Festival de Músicas do Mundo, marcado para o final de Julho em Sines, entre outros, tinham anunciado o cancelamento das edições deste ano, comprometendo-se a regressar em 2021.

Dos considerados grandes festivais de verão em Portugal, apenas o Primavera Sound (Porto) tinha decidido que iria realizar-se ainda este ano, passando de Junho para o início de Setembro. No entanto, com a decisão hoje anunciada, tal não será possível.

O calendário da proibição do Governo abrange, entre muitos outros, o CoolJazz (01 a 31 de Julho, em Cascais), o Alive (agendado para entre 08 e 11 de Julho, em Oeiras), o Super Bock Super Rock (16 e 18 de Julho, em Sesimbra), o Marés Vivas (entre 17 e 19 de Julho, em Vila Nova de Gaia), o Sudoeste (entre 04 e 08 de Agosto, em Odemira), o Bons Sons (de 13 a 16 de Agosto, em Tomar), o Paredes de Coura (entre 19 e 22 de Agosto, naquela localidade minhota), o Vilar de Mouros (entre 27 e 29 de Agosto, na vila que lhe dá nome) e o Festival F (03 a 05 de Setembro, em Faro).

Distrito de Coimbra sob aviso amarelo devido a aguaceiros e trovoadas no sábado

0

Os distritos de Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Portalegre e Beja vão estar sob aviso amarelo no sábado, devido a aguaceiros e trovoadas, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o aviso amarelo é devido à ocorrência de “períodos de chuva, por vezes fortes, passando a regime de aguaceiros a partir do final da manhã”, que também poderão ser fortes, assim como à existência de “condições favoráveis à ocorrência de trovoadas e rajadas fortes”.

Para os distritos de Aveiro, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Setúbal e Beja, o aviso vai vigorar entre as 10:00 e as 18:00.

Já para os distritos de Santarém, Évora e Portalegre, o aviso tem início às 11:00 e termina às 18:00.

De acordo com o IPMA, em quatro categorias, o aviso amarelo é o segundo menos grave e é emitido em “situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica”.

RFM Somnii na Figueira da Foz adiado para 2021 com o mesmo cartaz

0

O festival RFM Somnii, agendado para Julho e hoje formalmente adiado para 2021, devido à proibição de se realizarem festivais de música até 30 de Setembro, regressa no próximo ano com um cartaz idêntico, disse a produtora.

Do cartaz de três dias já anunciado para o evento, que deveria realizar-se entre 10 e 12 de Julho deste ano, na praia do Relógio, constam os nomes de Dimitri Vegas & Like Mike, Sean Paul, Alan Walker, Alok ou DVBBS, entre mais de uma dezena de artistas.

Em declarações à agência Lusa, Tiago Castelo Branco, director executivo da MOT, empresa do grupo Braver, promotora do Somnii, garantiu que os artistas contratados para a edição deste ano estarão na Figueira da Foz em 2021.

“Seremos o primeiro festival a anunciar o mesmo cartaz”, frisou Tiago Castelo Branco, remetendo mais informações para um comunicado da produtora divulgado hoje.

No texto, a organização do RFM Somnii, que nos últimos anos recebeu cerca de 100 mil pessoas em três dias, na praia do Relógio, garante a sua realização entre 09 e 11 de Julho de 2021: “Garantimos os mesmos artistas, que os bilhetes já adquiridos serão válidos para o próximo ano e que traremos boas novidades em breve”.

“O ‘lineup’ já anunciado está confirmado para 2021 e ainda teremos mais surpresas”, reafirma.

Sobre a decisão,”agora comunicada” pelo Governo de proibir a “realização de festivais e espectáculos de natureza análoga, o promotor define-a como “sensata, apesar de um pouco tardia, fruto das circunstâncias relativas à evolução da pandemia”.

“Com esta determinação, os promotores passaram a ter a legitimidade e a segurança jurídica necessária para tomarem decisões. Da nossa parte, cumpriremos escrupulosamente a legislação em vigor. A nossa decisão está tomada em consciência”, refere o comunicado da MOT.

Definindo o anúncio do adiamento como “aquele que nenhum promotor gostaria de fazer”, Tiago Castelo Branco frisa que “jamais” passou pela cabeça da organização do Somnni que chegaria o dia em que seriam “forçados” a adiá-lo, face à pandemia de covid-19.

Embora note que os sinais da evolução da doença em Portugal “são positivos”, o director executivo da produtora assinala que “não são suficientes” para “restabelecer a confiança necessária para a promoção de grandes eventos, que levam à concentração de milhares de pessoas”.

“A segurança e a saúde do nosso público, das nossas equipas e dos nossos artistas estão e estarão sempre em primeiro lugar”, acrescenta.

Tiago Castelo Branco anuncia ainda, desde já, um “evento inédito e de entrada gratuita” nas celebrações de Passagem de Ano na Figueira da Foz, entre 31 de Dezembro e 02 de Janeiro, com o “apoio total” da autarquia local.

O evento é definido como uma “edição especial” do RFM Somnii e será promovido, “caso as condições de segurança estejam garantidas”.

No comunicado, o presidente da autarquia da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, enfatiza a “parceria sólida” entre a Câmara Municipal e os promotores (que remonta a 2014).

Define o Somnii como um “evento incontornável” para aquele município do litoral do distrito de Coimbra, e sustenta que se afirmou ao longo dos anos, como um dos maiores festivais de música electrónica a nível nacional e internacional.

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, por seu lado, frisa que o festival – que vai para a 8.ª edição consecutiva na Figueira da Foz – “é um dos maiores e mais importantes eventos que se realiza no Centro de Portugal, “e e incontornável pelo ambiente que cria”.

O director da RFM, António Mendes, adianta que toda a equipa “está a trabalhar arduamente” para que a edição de 2021 “seja a melhor de sempre” e que o crescimento do festival reforçou a ligação “muito importante” aos ouvintes e à Região Centro, contribuindo “imenso” para a afirmação da RFM “como rádio de âmbito nacional”.

Roubou um carro e foi apanhado pela polícia com droga

0

Um homem de 37 anos foi hoje detido, cerca das 2 da manhã, no Largo Caras Direitas, em Buarcos, por elementos da PSP da Figueira da Foz por ter sido interceptado a conduzir um veículo furtado.

Segundo apurámos junto da PSP, “o furto terá ocorrido entre as 20 horas e a 1h50” na Av. Manuel Gaspar de Lemos (Abadias).

Pelo relato esta força de segurança, “ao se aperceber da presença da polícia o indivíduo colocou-se em fuga, numa condução perigosa que colocou em perigo a própria vida e a de terceiros, acabando por embater contra um lancil”.

Na sua posse tinha 20 doses de cocaína e 40 doses de haxixe, “bem como cerca de 120 euros em dinheiro, uma gazua e uma chave de fendas que provavelmente serviria para furtar os veículos”. O detido será presente a autoridade judicial competente para aplicação de medidas de coacção.

Covid-19: Núcleo do Centro da Liga Contra o Cancro já angariou mais de 30 mil euros

0

Uma angariação de fundos promovida pelo núcleo do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), destinada à aquisição de bens alimentares ou equipamentos de protecção individual, já angariou mais de 30 mil euros, anunciou hoje a instituição.

Em nota de imprensa, o núcleo regional da LPCC afirma que a campanha “Todos por Todos – Porque os doentes oncológicos vão precisar mais de si”, iniciada há cerca de um mês, angariou até ao momento cerca de 27.000 euros em dinheiro e outros três mil em donativos em espécie, tendo sido distribuídos na região Centro um total de 16.706 produtos.

“A iniciativa, dirigida aos residentes na região Centro, pretende angariar fundos para a aquisição de bens alimentares, equipamentos hospitalares e de protecção individual, a serem entregues a unidades hospitalares, centros de saúde, lares e residências de idosos de toda a região Centro, enquanto decorrer esta fase crítica [da pandemia de covid-19]”, refere o comunicado.

Adianta que logo que os aspectos logísticos de fornecimento de bens alimentares, equipamentos e materiais de protecção “estejam mais normalizados”, a campanha visará ainda “reforçar o apoio aos doentes oncológicos e suas famílias”.

O núcleo regional do Centro destaca a iniciativa da empresa Pereira & Santos – Cash & Carry, de Coimbra, que, “sob o princípio da responsabilidade social empresarial”, fez “o primeiro de todos os contributos” para a campanha, no valor de mais de 22 mil euros, cerca de 73% do valor já angariado.

A acção solidária insere-se num “plano estruturado” que o núcleo regional da LPCC tem em curso e “cujo investimento orçamental ultrapassa os duzentos mil euros de aquisição de materiais e bens”.

Na nota, a instituição apela “à solidariedade de todos” no actual contexto de emergência nacional: “Ao proteger os profissionais de saúde, estamos a proteger os doentes oncológicos e seus familiares”, refere.

Assegura ainda que a actualização da informação das despesas efectuadas, dos donativos recebidos (em dinheiro e em espécie), bem como para que entidades foram distribuídos, é feita diariamente na página da campanha na Internet.

Covid-19: Regras de acesso às praias definidas “até ao final da próxima semana”

0

O manual de procedimentos sobre o acesso às praias na época balnear devido à pandemia de covid-19 deve estar concluído “até ao final da próxima semana”, disse hoje o ministro do Ambiente, indicando que “não há nenhuma medida decidida”.

“O guia está em preparação, está em construção, e estimamos tê-lo pronto até ao final da próxima semana”, afirmou o ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Matos Fernandes, referindo que os contributos das entidades que participam na comissão técnica de acompanhamento das águas balneares têm de ser enviados “até ao final do dia de hoje à Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”.

À margem da cerimónia de assinatura do contrato para a primeira empreitada do plano de expansão da rede do Metropolitano de Lisboa, o governante disse que a comissão técnica de acompanhamento das águas balneares, liderada pela APA, realizou “duas reuniões muito alargadas”, em que foram ouvidas “opiniões diversas”, contando “com uma grande participação de outras entidades públicas, mormente a Direcção-Geral da Saúde (DGS)”.

“Conversámos com um número muito alargado, 86 autarquias, com as associações de apoios de praia, com as entidades que fazem a fiscalização”, adiantou o ministro do Ambiente.

Quanto ao adiamento da reunião da comissão técnica, João Matos Fernandes explicou que o agendamento não foi confirmado, mas foi colocada a hipótese de haver uma reunião hoje.

“É verdade que há cerca de duas semanas foi aventada a possibilidade de haver uma reunião hoje, mas percebeu-se que não fazia sentido fazer essa reunião, porque havia ainda um trabalho de fundo a ser feito, que está a ser feito, vários contributos que vão chegar até ao final do dia de hoje à APA”, declarou o governante, referindo que, na semana passada, houve uma reunião que contou com a participação de mais de 85 pessoas.

A partir de quinta-feira, “a APA vai começar a, internamente, compilar esses mesmos trabalhos”, referiu João Matos Fernandes, revelando que “no final da próxima semana será apresentado” o manual de procedimentos sobre o acesso às praias na época balnear devido à pandemia de covid-19.

A época balnear começa em 01 de Junho, mas ainda nada é certo: “É uma questão que vamos, naturalmente, também discutir com as autarquias, mas não vou adiantar conclusões de um trabalho que está a ser feito”.

“Quem toma essas decisões ainda nem conhece o trabalho, portanto não há nenhuma medida decidida”, reforçou o ministro do Ambiente, que tutela a APA.

Na terça-feira, uma das entidades que integram a reunião da comissão técnica de acompanhamento das águas balneares disse que a reunião agendada para hoje, para definir as regras da época balnear devido à pandemia de covid-19, foi adiada, sem explicação e sem nova data.

A Lusa questionou a APA, que disse que, nesta altura, “não tem nada a acrescentar”.

“Quando houver novidades daremos conta das mesmas”, indicou a APA, sem adiantar qualquer informação sobre os trabalhos na comissão técnica de acompanhamento das águas balneares.

A comissão é liderada pela Agência Portuguesa do Ambiente e dela fazem parte mais 10 entidades, incluindo a DGS, a Autoridade Marítima Nacional, o Instituto de Socorros a Náufragos e a Associação Bandeira Azul.

Em 22 de Abril, após outra reunião, a coordenadora nacional do Programa Bandeira Azul da Associação Bandeira Azul da Europa, Catarina Gonçalves, referiu à Lusa que o manual deveria estar pronto na primeira semana de maio, incorporando a “capacidade de carga” de cada praia.

Segundo a representante, as praias nacionais vão ter lotação máxima de banhistas, que vai ser calculada em função dessa capacidade, tendo em conta as recomendações da DGS, como o distanciamento entre as pessoas, a utilização de máscaras e os procedimentos de higiene, “obviamente muito mais apertados”.

Cadáver de homem de 60 anos encontrado no Cabo Mondego

0

O cadáver de um homem com cerca de 60 anos foi detectado na manhã de hoje numa zona de rochedos na praia do Cabo Mondego, na Figueira da Foz, disse à agência Lusa o comandante do porto.

De acordo com João Lourenço, o alerta, dado à Capitania pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra, apontava para a existência de um corpo nos penedos de Buarcos – no areal entre a praia da Tamargueira e o Cabo Mondego – que ficam visíveis durante a maré baixa.

Com a maré a subir e o corpo localizado nas rochas, mas numa zona de rebentação das ondas, o resgate foi efectuado por mar, com recurso a duas embarcações da Polícia Marítima, explicou o comandante do Porto da Figueira da Foz.

“Foi um resgate bastante complicado pelo perigo da moto de água poder ir contra as rochas e dado o corpo estar quase em cima da rebentação [das ondas nos penedos].

Mas por terra “também era arriscado, com a maré a encher”, argumentou João Lourenço.

A operação de resgate acabou por durar mais de uma hora, depois de a força do mar ter levado o corpo “um pouco mais para sul”: “Conseguiu-se uma aberta para a mota de água entrar e o corpo foi retirado”, assinalou João Lourenço.

O comandante do porto da Figueira da Foz afirmou ainda que, para já, “não há mais nenhuma informação” sobre a vítima, estando a decorrer diligências para a identificar.

“Aparentemente, não é alguém que estivesse desaparecido, não havia ninguém à procura [dele]. Numa primeira análise, poderá ser alguém que andava a passear por ali e se sentiu mal ou teve um acidente”, acrescentou João Lourenço, indicando que o cadáver “não aparentava estar há muito tempo na água”.

Após o resgate, o corpo foi transportado para o Instituto Nacional de Medicina Legal de Coimbra.

Fonte do CDOS de Coimbra disse, por seu turno, ter recebido o alerta às 11:32 via central do numero de emergência nacional 112, tendo sido destacados para o local, para além dos meios da Polícia Marítima, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Instituto Nacional de Emergência Médica (VMER/INEM), uma ambulância da Cruz Vermelha Portuguesa e quatro viaturas das corporações de bombeiros Sapadores e Voluntários da Figueira da Foz, num total de 20 operacionais.

David Souza nasceu há 140 anos

0

David Ascensão de Figueiredo e Souza nasceu no dia 6 de Maio de 1880. Cedo se envolve na arte dos sons, iniciando o estudo do solfejo aos 9 anos na Escola da Sé Patriarcal de Lisboa. Já adulto, aos 20 anos, termina o curso de violoncelo no Conservatório Nacional em Lisboa, onde frequentou as classes de violoncelo de Eduardo Wagner e de Cunha e Silva. Foi ainda aluno de Freitas Gazul, referência na teoria musical. Em 1904 o jovem instrumentista ruma para Lípsia, na Alemanha, como bolseiro, onde aprofunda os estudos musicais com o maior violoncelista da época, Julius Klengel. Dá o seu primeiro concerto público a 29 de Setembro, na Figueira, no Ginásio Clube Figueirense. David de Souza corre mundo e destaca-se. Escreve a célebre “Rapsódia Eslava”, entre outras obras. Em 1911 volta à Inglaterra para actuar em Londres, onde se torna mais tarde solista e maestro.

De regresso a Portugal, David de Souza estreia-se como chefe de orquestra (1913), num concerto realizado no Teatro Nacional. Passado pouco tempo é contratado para maestro titular da Orquestra Sinfónica de Lisboa. Em 1916 é nomeado professor de violoncelo e de orquestra do conservatório lisboeta, para além de prosseguir, em paralelo, a sua carreira nos palcos. Como compositor, assume-se de sabor nacionalista e escreve várias peças musicais, como “Barca Bela”, “Serenata”, “Saudade” e “Fiandeira”. Compõe, por exemplo, “Poema Sinfónico”, “Babilónia”. Escreve também uma ópera, que continua inédita, denominada “Inês de Castro”. David de Souza actua, em 1917, no Casino Peninsular (Casino da Figueira), para rubricar um concerto a favor da Assistência da Figueira às vítimas da Guerra. Nesta deslocação à sua terra natal, actua também no então Casino Oceano.

David de Souza conquista o público. Aliás, consta-se que sempre que estava na sua terra natal convivia com o barbeiro Abinadab Nunes da Silva, no seu estabelecimento junto à Alfândega, também ele músico e regente da Filarmónica Figueirense – segundo pesquisa apurada pelo investigador Jacinto Camelo.

David de Souza revela-se igualmente um apaixonado da música russa, dando a conhecer muitos dos cultores musicais daquele país. David de Souza intensifica as actuações e torna-se uma referência nacional, apesar da curta carreira, já que a 3 de Maio de 1918 dá o seu último concerto. Tinha 38 anos!

Na tentativa de escapar à epidemia da pneumónica, que então grassava e dizimava milhares de pessoas, veio de férias para a Figueira. Em Agosto envia um postal ao violinista Paulo Manso, conterrâneo e amigo, anunciando para o dia imediato a sua deslocação à Figueira, no comboio da noite, contando instalar-se no Hotel Mondego, então situado no Largo do Carvão. Mas, no mês seguinte, escrevendo a outro amigo sobre discussões em torno do contrato com o Politeama, em Lisboa, para a época de concertos que se avizinhava, já deu a morada da Rua do Viso, n.º 29, onde acaba por falecer. Os seus últimos dias são vividos quase em isolamento total, com excepção da presença de um adolescente que lhe faz companhia diária. Adolescente que, mais tarde, será uma das personalidades incontornáveis da Figueira da Foz: Severo da Silva Biscaia, figueirense de dimensão, incrementador da vocação turística da terra e “ginasista” de fina água.

David Ascensão de Figueiredo e Souza morre no dia 3 de Outubro de 1918. Perpetuado na toponímia, tal como mais tarde viria a ser o seu jovem companheiro de fim de vida, David de Souza é patrono do Conservatório de Música da Figueira da Foz, terra que para sempre o recorda com um busto em espaço público e dá o nome a um agrupamento de vozes que faz um percurso certo, longo e com qualidade interpretativa. A sua fotografia está ainda exposta, em permanência, na sede da Sociedade Filarmónica Figueirense. 

Em 2009 foi editado um cd contendo as obras principais do compositor, interpretadas por Ana Leonor Pereira (soprano), Pedro Neves (violoncelo) e António Ferreira, pianista e dinamizador do projecto, destacado na Antena 2.

AJL

“A retoma do Turismo” – webinar sobre a economia da Região Centro

0

A economia da Região Centro analisada num painel promovido pelo diário As Beiras, com a participação de José Couto (presidente do Conselho de Administração da Microplásticos), Fernando Matos (administrador do Casino Figueira) e Paulo Júlio (CEO da Frijobel). A moderação pertence ao jornalista António Rosado.

O webinar pode ser visualizado em: https://www.facebook.com/watch/live/?v=893823781088872&ref=watch_permalink

Dia Mundial da Língua Portuguesa assinalou-se hoje

0

O primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa assinalou-se hoje com uma cerimónia e um concerto ‘online’ em que participam duas dezenas de personalidades lusófonas da política, letras, música ou desporto.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) oficializou a data no ano passado, mas desde 2009 que, em 5 de Maio, era comemorado o Dia da Língua e da Cultura Portuguesa, instituído pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Para além das mensagens difundidas do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro português, António Costa, do chefe de estado de Cabo Verde e presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, do secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, e do embaixador Sampaio da Nóvoa, representante de Portugal na UNESCO, a estes, juntaram-se cerca de duas dezenas de outras personalidades lusófonas incluindo escritores, músicos, cineastas ou cientistas.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) declarou, em Novembro do ano passado, 05 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, mediante proposta de todos os países lusófonos apoiada por mais 24 Estados, incluindo países como a Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo ou Uruguai.

O português é falado por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes, ou seja, 3,7% da população mundial.

É língua oficial dos nove países-membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e Macau, bem como língua de trabalho ou oficial de um conjunto de organizações internacionais como a União Europeia, União Africana ou o Mercosul.

O Figueirense solicitou à declamadora Armanda Godinho para evocar a língua portuguesa numa exaltação ao tema “Mãe”.

“Mãe” – evocado por Armanda Godinho

Covid-19: Famílias em plataforma elevatória falaram com utentes de lar da Figueira da Foz

0

Vários utentes da Misericórdia da Figueira da Foz, confinados nessa instituição de solidariedade social há quase dois meses, devido ao novo coronavírus, falaram hoje pela primeira vez com familiares, através de uma plataforma elevatória exterior, disponibilizada gratuitamente.

O sistema, que começou hoje a funcionar e está disponível de segunda a sexta-feira, por marcação prévia, às famílias dos 150 utentes dos lares de Santo António e Silva Soares, permite cerca de duas dezenas de ‘visitas’ diárias, a dois metros das varandas do primeiro andar de cada um dos edifícios, constatou a agência Lusa.

Na manhã de hoje, Carlos e Margarida Santos, estrearam a iniciativa para visitar a mãe e avó, de 93 anos, que não vêem há dois meses: “Dentro das possibilidades, é o que temos de melhor. É menos prejudicial do que ir lá para dentro [do lar] e correr o risco de infectar os idosos”, disse aos jornalistas Carlos Santos.

A visita foi uma surpresa para a idosa, que padece de alguns problemas de saúde devido à idade avançada “e não alimenta muito a conversa”.

“Mas conhece muito bem a neta e vai gostar”, antecipou Carlos Santos, que saiu de casa hoje pela primeira vez para ver a mãe: “Não saía há dois meses e sair para ver a minha mãe é uma alegria”, enfatizou, emocionado, antes de a plataforma elevatória articulada, pertença de uma empresa de construção que a cedeu gratuitamente às Misericórdia – Obra da Figueira, fazer subir as duas pessoas pelo exterior do lar de Santo António até a uma varanda do primeiro andar do edifício, onde, até à década de 1970, funcionou o hospital distrital da Figueira da Foz.

Visitante habitual da mãe “dia sim, dia não”, Carlos Santos deslocava-se de São Martinho do Bispo – nos arredores da cidade de Coimbra, onde reside – de comboio até à Figueira da Foz, uma viagem que demora cerca de uma hora, mas hoje veio de carro com a filha.

“Ainda não arrisco de comboio nem de autocarro, por enquanto ainda é cedo [para usar transportes públicos]”, notou.

As subidas e descidas na plataforma elevatória foram-se sucedendo ao longo da manhã, 10 a 15 minutos a cada família, de forma ordeira e observando as condições de segurança face à pandemia de covid-19, nomeadamente no uso de máscaras e viseiras de protecção ou na desinfecção do cesto da máquina a cada utilização.

Junto ao muro do pátio de Santo António, Maria José, natural de Oliveira do Hospital, mas a residir na Figueira da Foz, esperava pela sua vez de falar com o pai, de 91 anos.

“É uma óptima solução, porque já há mais de mês e meio que não vejo o meu pai. Era bom para outros sítios também, porque não é fácil estar sem ver os nossos familiares tanto tempo e eu vinha cá todos os dias vê-lo”, frisou Maria José.

Por seu turno, o provedor da Misericórdia-Obra da Figueira, Joaquim de Sousa, assinalou que “todos os familiares aderiram de imediato” à iniciativa da instituição, que definiu como “uma espécie de regresso ao antigamente, um namoro à janela”.

“E eu ainda sou do tempo do namoro à janela”, brincou.

Joaquim Sousa lembrou que a Misericórdia da Figueira da Foz tomou internamente diversas medidas de segurança desde o início de Março e mantém-se sem qualquer de infecção pelo novo coronavírus.

Disse, por outro lado, que o uso da plataforma elevatória “serve para aligeirar a ansiedade” dos idosos “que estão desde meio de Março sem estarem presencialmente com os familiares”, embora mantenham contacto por telefone ou através de vídeo chamada por meios electrónicos.

Já o empresário Filipe Oliveira, proprietário da Qualigesso, a empresa detentora da plataforma elevatória que habitualmente é usada por trabalhadores em obras em altura, admitiu que nunca lhe tinha passado pela ideia usar a máquina para uma iniciativa de solidariedade.

“Tinha a máquina parada e, quando fui contactado, acedi de imediato a cedê-la gratuitamente. Estamos a contribuir para fazer o bem pelos outros e só podemos estar felizes com isso”, argumentou.

Covid-19: Médicos alertam que viseiras não substituem máscaras e querem mudança da lei

0

A Ordem dos Médicos e o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas alertam para os riscos que a utilização de viseiras, em vez de máscaras, representa em termos de saúde pública e pedem que o governo altere a legislação.

Num comunicado conjunto, consideram que a legislação publicada a 01 de Maio, que equipara as máscaras às viseiras, pode comprometer os resultados obtidos até agora no combate à pandemia da covid-19 pois a viseira “é um bom elemento de protecção a nível ocular, confere alguma protecção das vias áreas a quem a usa, mas não confere protecção às outras pessoas”.

“Não existem estudos sólidos sobre o impacto da utilização da viseira, como alternativa à máscara, na redução do risco de contágio pelo novo coronavírus em termos de infecção através das vias aéreas”, insistem.

A posição das escolas médicas e da Ordem dos Médicos está em linha com a da directora-geral da Saúde, que na segunda-feira alertou que as viseiras de protecção facial não dispensam a utilização de máscara, considerando que, apesar da sua utilidade, devem sempre ser complementadas por um “método de barreira que permita tapar a boca e o nariz”.

“[A viseira] protege muito bem os olhos, protege muito bem o nariz, mas já não protege tão bem, porque é aberta em baixo, [as] gotículas expelidas através do espirro, da tosse, ou mesmo da fala”, explicou Graça Freitas.

A OM e o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas recordam que quem utiliza uma máscara, “para além de se proteger, a pessoa está a proteger o outro, e vice-versa” e insistem que “a utilização de viseira não deve dispensar o uso em simultâneo de outros equipamentos de protecção individual adequados, como a máscara”.

O decreto-lei n.º 20/2020, publicado no dia 01 de Maio em Diário da República, definiu a obrigatoriedade do uso de máscaras ou viseiras para o acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, nos serviços e edifícios de atendimento ao público e nos estabelecimentos de ensino e creches, além dos transportes públicos.

A OM e o Conselho de Escolas Médicas recomendam que o artigo referente às máscaras e viseiras seja alterado e que passe a considerar obrigatório o uso de máscaras, reservando as viseiras para protecção adicional ou, em circunstâncias excepcionais, quando for impossível o uso de máscaras.

“Numa altura em que vários estabelecimentos estão a contactar os seus clientes partilhando a informação tecnicamente incorrecta, o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas e a Ordem dos Médicos pedem que Governo reveja o diploma com carácter de urgência para não comprometer o regresso progressivo das várias actividades”, acrescentam.

Covid-19: GNR impediu 460 pessoas de entrar em transportes públicos sem máscaras

0

A GNR impediu 460 pessoas de seguirem viagem nos transportes públicos por não utilizarem máscara de protecção, que passou a ser obrigatória nesta nova fase de combate à covid-19.

O porta-voz da Guarda Nacional Republicana, Hélder Barros, disse à agência Lusa que a GNR teve “uma atitude pedagógica” neste primeiro dia de obrigatoriedade da máscara ou viseira nos transportes públicos, adiantado que ainda existia “um desconhecimento enorme”.

O mesmo responsável sustentou que o objectivo dos militares da GNR foi garantir que ninguém entrasse nos transportes públicos sem máscaras ou viseira, tendo sido impedidas 460 pessoas em todo o país.

A PSP já tinha adiantado que multou hoje três pessoas e impediu 320 de seguirem viagem nos transportes públicos por não utilizarem máscara de protecção.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Nuno Carocha, afirmou que os polícias optaram por uma postura de sensibilização, informação e pedagogia, tal como aconteceu durante todo o estado de emergência, entre 19 de Março e 02 de Maio, devido à pandemia de covid-19.

Em todo o país foram levantados três autos a pessoas que “manifestaram a intenção de não cumprir as regras” e de quererem entrar nos transportes públicos sem máscaras ou viseira, acrescentou Nuno Carocha.

Os passageiros dos transportes públicos que desrespeitem o uso obrigatório de máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, incorrem numa coima de entre 120 e 350 euros.

Além dos transportes públicos, é também obrigatório desde hoje usar máscara no “acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, nos serviços e edifícios de atendimento ao público e nos estabelecimentos de ensino e creches pelos funcionários docentes e não docentes e pelos alunos maiores de seis anos”.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, que se traduz na aplicação faseada de medidas de desconfinamento, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março.

Portugal contabiliza 1.063 mortos associados à covid-19 em 25.524 casos confirmados de infecção, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Covid-19: Surfistas regressaram ao mar da Figueira da Foz apesar do vento e poucas ondas

0

O vento forte e as poucas ondas não impediram hoje o regresso ao mar da Figueira da Foz de alguns surfistas, mas também de pescadores lúdicos, que estavam afastados da actividade devido à pandemia da covid-19.

A norte ou a sul da cidade da Figueira da Foz, não faltam areais para a prática de desportos de ondas, com características diversas entre si, conforme a ondulação e direcção do vento. E se as previsões, hoje, no primeiro dia em que desportos individuais voltaram a ser permitidos, faziam antever a possibilidade de boas condições para o surf, o vento forte acabou por trocar as voltas aos praticantes da modalidade, que, apesar das poucas ondas e depois de mais de um mês afastados do mar, voltaram à água.

Passavam poucos minutos das 08:00 e em Buarcos, junto ao Cabo Mondego, já Marcos e Marcelo Charana, pai e filho, enfrentavam as ondas da Mina, às portas da antiga fábrica de cal, hoje desactivada.

“Foram 50 dias sem tocar na ‘chicha’. Na quarta-feira da semana passada, fui à Murtinheira [praia mais a norte, na freguesia de Quiaios] lavar a cara e deu-me vontade de chorar [por não poder surfar]. Hoje, foi mesmo para matar o vício”, disse à agência Lusa Marcos Charana.

Natural de Buarcos e surfista há mais de 30 anos, Marcos Charana acabou por estar na água durante hora e meia, cumprindo o conselho das associações do sector, que pediram que neste regresso ao mar os surfistas observassem, cada um, um máximo de 90 minutos de surf, mesmo se o vento, de sudoeste, “estragou um bocadinho as ondas”, mas não a vontade de as apanhar.

“Mas para quarta-feira [as previsões] já dão boas ondas”, assinalou.

O filho, Marcelo, com uma prancha de ‘bodyboard’, acompanhou o pai neste regresso ao mar: “Viemos os dois limpar a cabeça, dois meses fechados em casa já andava tudo a dar em doido”, alegou.

“Hoje tinha de ser”, enfatizou Marcelo Charana.

Ao lado, a subir a encosta de volta à estrada por um íngreme caminho de pedra solta, Luís Rocha carregava, não uma prancha de surf, mas uma cana de pesca e um saco de rede com cinco robalos.

“Não correu mal, cinco peixitos para o primeiro dia está bom”, afirmou o pescador, exibindo o produto de um pouco mais de três horas de pescaria, iniciadas ao nascer do sol.

Na margem esquerda do rio Mondego, na praia do Cabedelo, adjacente ao molhe sul do porto comercial, as saudades da pesca, neste caso através da caça submarina para consumo próprio, levaram Herculano Antunes de Coimbra à Figueira da Foz, o que já não sucedia há dois meses.

“Fiquei dois mesinhos em casa, cumpri as regras todas, fiz a minha parte e agora estava a ver se conseguia ter um bom momento”, referiu o pescador lúdico.

Gosta de mergulhar no Cabedelo por ser “mais abrigado e as águas um bocadinho mais claras”, mas o vento e o mar mexido não permitiram condições de visibilidade junto ao molhe sul.

“Não está a correr nada bem. Ontem [domingo], estava bom, mas não se podia [mergulhar]. Amanhã será outro dia, o que importa é poder desfrutar destes momentos, já estava farto de estar em casa”, argumentou Herculano Antunes.

No mar do Cabedelo, a meio da manhã de hoje, mesmo com poucas ondas, quatro surfistas fizeram-se ao mar. Hugo Costa, 21 anos e estudante de Desporto, começou o dia desanimado: “Acordei às 08:30, custou-me imenso, chego aqui, maré vazia, não há ondas, muito vento e o mar todo ‘estrampalhado’, assim não dá”, revelou.

Hugo esperou uma hora e, apesar das poucas condições, acabou por ir surfar, saindo da água visivelmente satisfeito: “Estava top”, disse.

Miguel Guedes, por seu turno, deixou de se sentir “prisioneiro”, depois de um mês “enfiado em casa” e, embora sabendo que outros surfistas não respeitaram as regras de confinamento, só hoje regressou.

“E agora voltar ao mar é a melhor coisa do mundo. O que interessava era molhar a cabeça e fazer umas ondas no meu pico”, assinalou.

Já Eurico Gonçalves, antigo campeão nacional de ‘longboard’ e proprietário de uma escola se surf, admitiu à agência Lusa que lhe custou estar “tanto tempo” fora do mar.

“E custou porque via o mar todos os dias e por um sinal de respeito e toda a situação [no novo coronavírus] achei que devia dar o exemplo e ficar fora de água”.

E mesmo as poucas condições de mar hoje registadas, não afastam dos surfistas da satisfação de regressar à actividade e até favoreceram o regresso ao mar cumprindo as regras, apontou.

“Quem faz surf, sabe que nenhum dia é igual a outro. Perdem-se dias perfeitos, há dias imperfeitos, mas até na imperfeição se consegue encontrar satisfação. Realmente as condições não são as melhores, o vento veio estragar um bocado os planos dos surfistas, mas estas condições ajudaram a um desconfinamento responsável”, argumentou Eurico Gonçalves.

Covid-19: Transportes públicos obrigam a partir de hoje uso de máscaras e lotação limitada

0

Os transportes públicos começam hoje a circular com lotação máxima de dois terços da sua capacidade e os utentes têm de usar obrigatoriamente máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, prevendo-se coimas entre 120 e 350 euros.

No âmbito do plano de desconfinamento e do fim do estado de emergência, os transportes públicos vão repor o horário integral ou reforçar a oferta para responder ao cumprimento da lotação máxima de dois terços da sua capacidade, e a validação de títulos volta a ser obrigatória por parte dos utentes.

“É obrigatório o uso de máscaras ou viseiras na utilização de transportes colectivos de passageiros”, determinou o Governo, referindo que o incumprimento “constitui contra-ordenação”, punida com coima de valor mínimo de 120 euros e máximo de 350 euros.

A partir de hoje, a CP – Comboios de Portugal vai repor o horário integral dos comboios Urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra, assim como dos serviços Regionais e Inter-regionais, o que coincide com a reactivação do sistema de controlo de acesso nas estações, obrigando à validação do título de transporte.

Os comboios dos serviços Alfa Pendular e Inter-cidade mantêm-se com redução de oferta, como acontece desde 14 de Abril, informou a empresa, indicando que os comboios Internacionais continuarão suprimidos.

Em Coimbra, a oferta de autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) vai ser reforçada em cerca de 70%.

Na sexta-feira, a ministra da Saúde disse que há máscaras para protecção à covid-19 disponíveis no mercado, manifestando tranquilidade quanto à disponibilidade necessária após o seu uso passar a ser obrigatório nos transportes públicos.

Covid-19: Aviões vão ter de limitar passageiros a dois terços da lotação

0

O transporte aéreo de passageiros vai ser limitado a dois terços da lotação normalmente prevista para cada aeronave, definiu o Governo, em portaria publicada em Diário da República, no âmbito das medidas contra a pandemia de covid-19.

A portaria n.º 106/2020 “estabelece para o transporte aéreo um limite máximo de passageiros, bem como as excepções a esse limite e respectivos requisitos, por forma a garantir a distância conveniente entre os passageiros e a garantir a sua segurança”, prevendo igualmente as excepções à regra geral de 2/3 da capacidade das aeronaves, que entra em vigor já este domingo.

Entre as excepções estão voos específicos para repatriamento de cidadãos; voos comerciais de transportadoras aéreas, nacionais ou estrangeiras, que “sejam aproveitados para efectuar acções de repatriamento ou que sirvam justificadamente esse propósito”; aeronaves com lotação máxima disponível de 19 lugares, em operações de transporte aéreo comercial não regular; e voos comerciais não regulares contratados por empresas para transportar trabalhadores ao seu serviço para países com os quais Portugal mantenha os voos abertos.

Caso não seja necessária a optimização da lotação da aeronave para os voos previstos nas excepções, o regime hoje fixado estipula ainda que os passageiros devem “ser distribuídos por lugares que maximizem as possibilidades de afastamento entre si, em função da capacidade da aeronave e do número de passageiros a transportar.

Contudo, as isenções à regra geral de ocupação máxima de 2/3 do avião estão condicionadas à ausência de passageiros com sintomas da covid-19 e que o país de destino não condicione os voos de chegada por restrição de capacidade e que, por isso, possa recusar voos ou repatriamento de cidadãos.

Simultaneamente, os trabalhadores têm de possuir autorização de residência como trabalhadores imigrantes no país de destino, o seu regresso a Portugal só ocorra pelo menos ao fim de dois meses, e devem aceitar as regras sanitárias exigidas na chegada ao país de destino, como, por exemplo, a aplicação de quarentenas ou rastreio visual e de temperatura através das câmaras térmicas de infravermelhos.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.

Dezenas de pessoas concentram-se na Leirosa, contra comunidade local

0

Várias dezenas de pessoas concentraram-se hoje na Praia da Leirosa, manifestando-se contra uma comunidade que acusam de provocar estragos nalgumas viaturas estacionadas em ruas da povoação.

De acordo com fonte do comando geral da GNR, várias dezenas de pessoas, talvez “uma a duas centenas de pessoas”, concentraram-se hoje, à tarde, na povoação da Leirosa, “manifestando descontentamento” em relação a uma comunidade, que terá provocado “estragos em viaturas” de alguns habitantes.

“Não se registaram desacatos” nem há notícia de pessoas feridas, disse à agência Lusa, pelas 17:30 de hoje, o oficial de dia do comando geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), indicando que na ocasião o ajuntamento de pessoas na Praia da Leirosa se mantinha, mas sem problemas.

Para o local foram mobilizados meios de postos da GNR da região, adiantou a mesma fonte.

A situação está “pacífica”, acrescentou o responsável da GNR, sem confirmar se já há ou não registo de danos designadamente em viaturas ou de quaisquer outros estragos.

De acordo com uma publicação, hoje, no Facebook, a Praia da Leirosa, no concelho da Figueira da Foz, foi alvo, na noite passada, de actos de “vandalismo, com vários veículos com pneus furados e animais mortos nos quintais”.

Covid-19: Quase 60% dos utentes não tiveram consulta porque foi desmarcada ou decidiram não ir

0

Um inquérito da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) sobre a utilização dos cuidados de saúde em tempos de pandemia revela que 22,4% dos utentes não tiveram consulta por decisão própria e 35% porque foi desmarcada pelos serviços.

“Os mais velhos foram os que menos tiveram consultas médicas, os que estão a recorrer menos às urgências e a realizar menos tratamentos em unidades de saúde”, revela o questionário “Opinião Social” do Barómetro Covid-19, um projecto da ENSP que acompanha a evolução das percepções dos portugueses durante a pandemia da covid-19.

O estudo, que já envolve mais de 170 mil questionários preenchidos, vai na quinta semana de análise e os dados hoje divulgados referem-se, na sua maioria, às respostas reportadas entre os dias 10 e 24 de Abril.

Quando questionados sobre a necessidade de uma consulta médica durante este, 75,3% dos 4.991 respondentes referiu não ter necessitado e 24,7% afirmou que necessitava.

Das 1.234 pessoas que precisavam de ter consulta, 57,6% não a teve porque os serviços a desmarcaram (35,2%) ou porque decidiu não ir (22,4%).

Os restantes tiveram consulta presencialmente (21,2%) ou à distância (21,2%), refere-se no estudo, a que agência Lusa teve acesso.

Os homens são quem mais reporta não ter tido à consulta, apesar da diferença ser ténue, indica-se no barómetro, adiantando ainda que 73% dos idosos não tiveram consulta (70% porque os serviços desmarcaram e 30% decidiram não ir).

“Esta é uma conclusão importante, uma vez que se trata de um grupo de risco para a covid-19 e é natural que tenham aderido mais às medidas de confinamento. Não nos podemos é esquecer que é precisamente este grupo quem mais precisa de cuidados de saúde”, afirma a coordenadora científica do Opinião Social, Sónia Dias.

O estudo observou que, “tendencialmente, é nos escalões mais baixos que se verificam proporções maiores de pessoas que, tendo necessidade, não tiveram consulta”.

Quanto à auto percepção de gravidade do motivo da consulta, 62% decidiram ir presencialmente por considerarem o motivo grave. Houve 13% que, apesar de considerarem o mesmo, decidiram não ir.

Das 186 pessoas que reportaram ter dois ou mais problemas de saúde e que necessitaram de consulta, 62% não a tiveram, comparativamente a 53% das que têm apenas um problema de saúde.

“São as pessoas que foram presencialmente à consulta quem sente menor risco de desenvolver doença severa ou complicações em caso de contrair covid-19, quando comparadas com as que decidiram não ir à consulta (43% e 36% reporta risco baixo ou nulo, respectivamente)”, sublinha-se no estudo.

As consultas de Psiquiatria, Reumatologia e Endocrinologia foram as mais realizadas à distância, enquanto as de Pediatria, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia presencialmente.

Já as consultas de Oftalmologia, Dermatologia e Otorrinolaringologia foram as que apresentaram mais desmarcações, seja por iniciativa do próprio ou do serviço.

Mais de metade (56%) das consultas com o médico de família foram realizadas (27% presencialmente e 29% à distância), enquanto 21% foram desmarcadas pelo próprio e 23% pelo serviço.

Sobre a necessidade de ir à urgência, 94,9% disse que não precisou, enquanto 5,1% afirmou que sim. Das 254 pessoas que sentiram esta necessidade, 34% decidiu não ir.

Segundo o barómetro, são os idosos (45,5%) quem mais reporta não ter ido às urgências comparativamente com pessoas de idades inferiores (29,8% dos 26-45 anos e 28,9% dos 46-65 anos).

Oitenta por cento das 166 pessoas que foram às urgências consideraram o motivo grave. No entanto, das 82 pessoas que decidiram não ir, 31 percepcionaram que o motivo era grave.

Os problemas mais apontados por quem decidiu não ir às urgências foram doença cardíaca, diabetes e doença respiratória.

Movimento sindical tudo fará para encontrar melhores respostas para a crise – UGT

0

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, garantiu que o “movimento sindical irá fazer tudo” o que puder para encontrar “as melhores respostas” para mitigar o impacto da crise provocada pela pandemia de covid-19.

Embora não seja possível “antecipar qual vai ser a dimensão” da crise, existe uma “certeza”, a de que “o movimento sindical irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que em diálogo social, em concertação social, com os patrões e com o Governo, encontrar as melhores respostas e dar os seus contributos possíveis para que a situação seja mitigada”, afirmou.

Carlos Silva falava no Fórum 1.º de Maio, organizado pela Federação Distrital de Coimbra da Juventude Socialista, transmitido na página de Facebook daquela estrutura.

“Gostaria, desde já, de dizer aos portugueses e aos trabalhadores que nos próximos meses vamos preparar com o Governo, em concertação social, de forma bilateral com os patrões e o Governo, um conjunto de apoios” para as empresas e para as famílias, salientou Carlos Silva.

“Não é o Banco Alimentar contra a Fome, nem a Cáritas Portuguesa, nem outras instituições de solidariedade social que vão resolver o problema destas pessoas [que estão sem trabalho e com fome], tem de ser o país, no seu todo, a encontrar uma resposta social que não deixe ninguém para trás”, defendeu Carlos Silva.

Sobre o tele-trabalho, o secretário-geral salientou que este “veio para ficar”, fruto da sua massificação no âmbito da pandemia de covid-19, embora já se configurasse no Código do Trabalho.

Sobre o controlo do horário de trabalho, “se uma pessoa está em tele-trabalho, quero dizer com todas as letras: trabalha muito mais horas do que quando está na empresa”, apontou.

Sublinhou ainda que o “subsídio de alimentação é devido” no regime de tele-trabalho, apontando que os trabalhadores que não tenham recebido devem denunciar a situação à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) ou ao sindicato.

Perante a denúncia, referiu, a ACT dirige-se à empresa e consulta os recebidos de vencimento.

“Já pedimos ao Governo [ser] necessário, eventualmente, clarificar através do Código de Trabalho – o espírito está lá -” o que é “o conceito de retribuição, o que é que tem de estar incluído”.

O tele-trabalho é “um desafio que se coloca aos sindicatos e aos trabalhadores; do ponto de vista da legalidade, vai ter posições, na nossa opinião, vinculativas e pelas quais nos iremos bater com o Governo e com os patrões”, rematou.

Covid-19: Associação alerta que 70% dos ginásios correm risco de fechar

0

A decisão do Governo de manter fechados os ginásios em maio, por causa da pandemia de covid-19, pode levar ao encerramento de entre 60 a 70% dos ginásios, segundo a Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP).

“Estamos muito preocupados, até porque não houve referência nenhuma ao nosso sector, que emprega muita gente. Sem sinal de abertura, podemos assistir ao funeral de entre 60 a 70% dos ginásios”, disse hoje à agência Lusa José Carlos Reis, presidente da associação.

O responsável realçou que, dos cerca de 1.300 ginásios em Portugal, “o grande tecido são os pequenos clubes, que trabalham com o fundo de maneio diário, e não as grandes cadeias”, pelo que a manutenção das portas fechadas pode ter um forte impacto na indústria de ‘fitness‘.

“É muito grave. Temos cerca de 17 mil colaboradores directos, que estão parados, mas há muito mais empregos indirectos, relacionados com a manutenção, a limpeza e a segurança, e esta situação pode afectar de forma alargada até 50 mil pessoas”, lançou.

José Carlos Reis sublinhou que “não há razão” para manter os ginásios encerrados, salientando que existem cerca de 700 mil clientes que vão continuar privados dos benefícios que o exercício físico traz à mente e ao corpo, sendo “essencial para o bem-estar”, sobretudo, após um longo período de confinamento da população.

“Estamos a tentar ser recebidos pelo senhor primeiro-ministro, porque necessitamos de apoios urgentes e específicos para o sector. É impossível manter esta situação. Estamos a falar, maioritariamente, de pequenos empresários e, assim, não é possível sobreviver”, vincou.

Em meados de Abril, a associação representativa dos ginásios apresentou várias medidas ao Governo para a retoma da actividade nos clubes de ‘fitness‘, como, por exemplo, limitar a capacidade das aulas a uma pessoa por cada quatro metros quadrados.

O Governo definiu na quinta-feira, no plano de desconfinamento da pandemia de covid-19, que a I Liga de futebol e a final da Taça de Portugal vão poder ser disputados, permitindo também desportos individuais ao ar livre, mas decidiu manter fechados, entre outros equipamentos desportivos, os ginásios.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infectou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Portugal vai terminar no sábado, 02 de Maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março, e o Governo anunciou a passagem para situação de calamidade a partir das 00:00 de domingo.

Covid-19: Tele-trabalho veio para ficar, mas acarreta riscos – especialistas

0

O recurso ao tele-trabalho foi generalizado com a pandemia de covid-19 e os especialistas antecipam que venha a ser mais utilizado no futuro, mas, sem equilíbrio nem negociação, acarreta riscos para os trabalhadores.

O “risco de invasão do tempo da vida privada e familiar pelo trabalho” faz do tele-trabalho um “fenómeno com dimensões perigosas para os trabalhadores”, acautela João Leal Amado, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

“Houve sempre muitas resistências” ao tele-trabalho, “de todos, dos trabalhadores, das entidades empregadoras”, desde logo porque sempre se admitiu que, “na prática, podia não permitir uma melhor conciliação da vida profissional com a vida pessoal, mas acabar por misturar esses dois planos da vida das pessoas e praticamente tornar ilimitada a jornada de trabalho”, assinala.

“A pessoa deixa de ter referências temporais e passa a ter que praticamente estar disponível e a trabalhar a qualquer momento”, sinaliza o professor de Direito do Trabalho.

“O tele-trabalho dá a sensação de que nunca se trabalhou tanto na vida”, resume o economista José Castro Caldas, considerando que “é muito mais pesado e muito menos eficiente” do que o trabalho face a face.

“Há pouca coisa que substitua o trabalho colectivo, no contexto das organizações, sejam elas quais forem, e é dessa interacção face a face, desse trabalho colectivo, que saem as ideias”, realça, assinalando que as relações inter-pessoais pela via digital “são uma fonte de dificuldades de entendimento e empatia com os outros”.

Reconhecendo que “há de haver facetas do tele-trabalho que são criativas e libertadoras, no sentido em que nos permitem gerir mais flexivelmente o nosso tempo”, Castro Caldas não duvida de que “há outras que são absolutamente empobrecedoras”.

Por isso, no futuro, o recurso ao tele-trabalho vai ter de ser “muito selectivo”, acredita. Até porque há o risco de “exaustão”, alerta o investigador do CoLABOR, laboratório colaborativo para o trabalho, emprego e protecção social, onde coordena uma linha de investigação sobre trabalho e emprego.

“De algum modo, estamos a ver um bocadinho do filme do que seria o mundo sem contacto social no trabalho e acho que não chegamos a gostar do que estamos a ver”, observa o sociólogo Paulo Pedroso.

“De repente, o facto de, à escala mundial, quase todos corrermos o risco de perder o emprego fez-nos lembrar quanto o emprego é importante para as nossas identidades sociais, não só pelo rendimento, mas pela interacção social”, nota.

“Se há uma coisa que resulta clara disto que aconteceu é a enorme importância que, na vida da grande maioria das pessoas, o trabalho tem”, corrobora João Leal Amado.

A adaptação da legislação à actual crise tem passado, em grande medida, pelas relações laborais, o que “é a melhor prova para contrariar o que muitos tinham afirmado, de que o trabalho já tinha quase morrido e tinha perdido a sua centralidade social”, assinala.

António Brandão Moniz, professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, afirma que o tele-trabalho “tem todas as potencialidades para aumentar a seguir” à crise em curso, que desencadeou “algumas mudanças importantes”, que “têm a ver, em particular, com a possibilidade que agora é mais evidente de se realizar trabalho de forma sobretudo digital, à distância, não presente num local de trabalho determinado”.

Até aqui, o tele-trabalho tinha uma aplicação isolada, era “mal-visto pelas entidades empresariais, muitas vezes renitentes, porque pensam que deixam de ter controlo sobre o próprio trabalhador e sobre a execução do trabalho”, assinala, dando como exemplo a resistência das operadoras de ‘call centers’ em adoptá-lo, já em tempo de pandemia.

O tele-trabalho – não sempre, mas em certos casos – “deveria ser mais aplicado, sobretudo para que possa apoiar situações de trabalhadores que, por alguma razão, têm de ficar em casa para apoio à família ou por algum problema próprio”, sustenta.

“Quem desejava executar formas de tele-trabalho ocasionalmente, por diferentes razões, agora percebe que isso é mais fácil”, frisa.

Simultaneamente, as empresas também tiveram de organizar essa modalidade e poderão “avaliar quais são os resultados da sua aplicação”.

Isto não quer dizer que “o tele-trabalho em si é apenas bom, pode ser bom em algumas circunstâncias, mas pode trazer também outros riscos, que, muitas vezes, nem são sequer perceptíveis para quem está a trabalhar”, admite Brandão Moniz.

O equilíbrio entre as vantagens e as desvantagens é “difícil de conseguir” e, por isso, o tele-trabalho tem de ser “negociado” entre as partes, frisa.

“Admito que isto já não volte atrás, no sentido de voltarmos à situação anterior. Apesar de tudo, provou-se que há um conjunto muito largo de actividades que podem ser desempenhadas pelos trabalhadores à distância, a partir de casa e não tendo que se deslocar para a empresa”, constata Leal Amado.

Covid-19: Plataforma elevatória vai permitir ‘visitas’ a utentes na Misericórdia da Figueira da Foz

0

A Misericórdia da Figueira da Foz vai disponibilizar uma grua com plataforma elevatória, para que os familiares dos seus utentes possam falar com os idosos junto às varandas dos lares, disse hoje fonte da instituição.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim de Sousa, provedor da Misericórdia – Obra da Figueira (MOF), revelou que a medida será posta em prática a partir de terça-feira e que se inspirou numa iniciativa de uma empresa de Bruxelas, “que, ao ficar sem trabalho, passou a prestar esse serviço pago às famílias”.

“Aqui, é gratuito, mas por marcação prévia. A grua foi-nos cedida também gratuitamente por uma empresa, não é alugada”, explicou Joaquim de Sousa.

A partir de terça-feira, durante as manhãs, entre as 10:00 e as 11:30, a grua estará localizada no largo exterior, em frente ao edifício principal da instituição, onde funciona o lar de Santo António. A plataforma elevatória, que comporta o máximo de duas pessoas de cada vez, sobe à altura do primeiro andar “e fica a dois metros da varanda”, observando assim uma “distância de segurança” no contacto entre familiares e idosos.

De tarde, entre as 15:00 e as 16:30, a plataforma elevatória muda-se para o interior das instalações da MOF, em frente ao lar Silva Soares, repetindo-se o procedimento junto às varandas dos primeiro e segundo andares do edifício.

“Os utentes vão poder falar directamente e presencialmente com os familiares a dois metros de distância”, reafirmou Joaquim de Sousa, frisando que a medida visa “repor o contacto possível” entre idosos e famílias, já que as visitas foram suspensas há cerca de um mês e meio, desde meados de Março, devido ao novo coronavírus.

O provedor da Misericórdia – Obra da Figueira disse ainda que os familiares “já começaram a ser contactados” sobre esta iniciativa da instituição de solidariedade social, enfatizando que a utilização do novo sistema “obriga a marcação prévia”.

A Misericórdia da Figueira da Foz possui dois lares de idosos, com cerca de 150 utentes, um lar de raparigas e uma creche e jardim de infância, esta última encerrada face à pandemia de covid-19, para além de um centro de dia e outros equipamentos.

Covid-19: Circulação entre concelhos proibida desde hoje até domingo

0

A circulação entre concelhos está proibida desde as 00:00 de hoje e até às 23:59 de domingo, sendo apenas permitida por motivos de saúde ou por “urgência imperiosa”.

A limitação de circulação das pessoas para fora do concelho de residência habitual está definida num decreto, aprovado na quinta-feira, que regulamenta o estado de emergência e a situação de calamidade para o período entre sexta-feira e domingo, devido à pandemia de covid-19.

Quem tiver de circular entre concelhos por motivos profissionais vai ter de apresentar às autoridades uma declaração da entidade patronal.

Para controlar a circulação entre concelhos, a GNR e a PSP já anunciaram a realização de várias operações de intensificação do patrulhamento, sensibilização e fiscalização em todo o país.

Desde que teve início a pandemia de covid-19 em Portugal, esta é a segunda vez que a circulação entre concelhos está condicionada, tendo a primeira ocorrida durante o período da Páscoa.

Portugal está em estado de emergência até às 24:00 de sábado e às 00:00 de domingo passa para situação de calamidade, tendo o Governo aprovado na quinta-feira o plano de desconfinamento.

Bairro do Vale lembra o 1.º de Maio florido

0

Em plena pandemia, o bairro do Vale (Figueira da Foz) floresce o seu vetusto chafariz e marca assim a tradição. Este carinhoso costume popular fica marcado pela ausência “das frescas moças que calcorreavam, coloridas e de pote à cabeça, a pé… e ao pé dos seus pares, partindo da fonte de Tavarede, já com cheiro a limonete, até ao Jardim Municipal, rubricando uma arruada festiva com o seu pregão musical do trecho, cujo refrão “Viva o Maio, Viva o Maio!”, obrigava a cumprir o hábito folclórico local.

Com a imagem assinada pelo repórter José António Teixeira, fixámos este chafariz engalanado como que a dar os parabéns a todos os trabalhadores, ao Rancho das Cantarinhas de Buarcos, aniversariante neste dia, e… à Naval 1.º de Maio! Maio: mês de Maria… e do Coração propício a estas recordações.

Foto de José António Teixeira

Hospital da Figueira regressa a alguma normalidade

0

A partir de segunda-feira, o Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) vai retomar de forma condicionada a actividade assistencial não urgente, segundo apurou O Figueirense.

“No âmbito do plano de contingência implementado no HDFF para resposta à pandemia COVID-19 foi necessário proceder a uma redução da actividade programada. A redução ocorreu particularmente nas consultas presenciais, tendo sido compensada pelo aumento de consultas não presenciais. Assumindo que o vírus continuará presente na nossa população, mas que, ao mesmo tempo essa população mantém as suas necessidades em saúde, importa retomar a actividade do HDFF, EPE de forma adaptada a este novo contexto”.

O conselho de administração do Hospital Distrital da Figueira determinou que o retomar da actividade deverá por isso condicionar-se por um conjunto de mudanças que visam dar garantias acrescidas de segurança aos doentes. Para o efeito serão adoptados circuitos e procedimentos que mitiguem a possibilidade de transmissão de SARS-CoV-2 em meio hospitalar.

Em geral devem ser observados as seguintes regras:

1-      Os utentes irão ser contactados telefonicamente pelo HDFF, EPE para serem agendadas ou reagendadas as consultas e cirurgias. Posteriormente será também retomado o envio de SMS e ofícios;

2-      Os utentes só devem comparecer no Hospital 15 minutos antes da hora indicada;

3-      Só será permitida a entrada de acompanhantes em casos excepcionais;

4-      A permanência de utentes nas salas de espera deverá respeitar as distâncias mínimas de segurança;

5-      Os utentes que tenham máscaras devem utilizar a mesma quando vierem ao Hospital;

6-      A consulta não presencial será mantida sempre que clinicamente convenientes.

Consulta Externa

O HDFF entrará em contacto com os utentes para ser agendada ou reagendada as consultas.

De forma a promover o desfasamento de horários ao longo do dia, as consultas poderão ser realizadas no horário compreendido entre as 8h00 e as 20h00.

Cirurgia (Bloco Operatório e Unidade de Cirurgia de Ambulatório)

O HDFF irá, também, retomar as cirurgias não urgentes, de forma faseada.

A retoma da actividade cirúrgica programada pressupõe a realização prévia de teste COVID a todos os doentes.

Hospital de Dia

A actividade manter-se-á nos moldes que tem vindo a ser realizada.

Meios Complementares de Diagnóstico

A actividade será reagendada e os utentes contactados.

De forma a promover o desfasamento de horários ao longo do dia, os exames poderão ser realizados no horário compreendido entre as 8h00 e as 20h00.

Sessões de Fisioterapia e Terapia da Fala

As sessões de fisioterapia serão progressivamente retomadas mas de forma condicionada.

Os utentes irão ser contactados.

Visitas

Só serão permitidas visitas em casos excepcionais.

Para qualquer informação, poderá ser usado o e-mail desmarcacao@hdfigueira.min-saude.pt ou seguintes números de telefone:

Informação geral: 233 402 000

Informação sobre agendamentos de consultas e cirurgias: 808 203 812.

Os utentes devem aguardar o contacto do hospital a reagendar a consulta ou cirurgia. Este contacto pode ser via ofício, e-mail, via sms ou telefonicamente”.

Covid-19: Alerta redobrado com fim do estado de emergência, salienta Governo

0

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, alertou hoje para a necessidade de a população estar mais alerta com o início do desconfinamento, e salientou que as máscaras não anulam a possibilidade de infecção.

“O levantamento do estado de emergência obriga-nos a estar ainda mais alerta”, disse Lacerda Sales na conferência de imprensa diária para dar conta da evolução da pandemia covid-19 em Portugal.

O secretário de Estado adiantou que o mês de maio “é determinante” na luta contra a doença provocada pelo novo coronavírus. “Com o desconfinamento progressivo temos responsabilidades acrescidas de seguir ainda de forma mais premente as orientações da Direcção-Geral da Saúde”, alertou.

“É importante que as pessoas tenham em linha de conta que as máscaras não as protegem se não forem usadas correctamente e se não forem seguidas as regras de higienização das mãos, que não deixam de vigorar com o fim do estado de emergência”, afirmou.

António Lacerda Sales disse que já foram emitidos 202 certificados para permitir a produção nacional de máscaras de protecção, 71 dos quais para produção de máscaras comunitárias, 46 destas reutilizáveis.

Até agora há 60 empresas certificadas para produzir máscaras.

O responsável enfatizou que as máscaras, “sendo importantes, não anulam a importância das restantes medidas com vista e evitar novas infecções”, um aviso também deixado na conferência de imprensa por Graça Freitas, directora-geral da Saúde.

“O desconfinamento não nos isenta de continuarmos a seguir medidas de prevenção e controlo da infecção”, sendo que uma só medida não é eficaz, disse a responsável, acrescentando que é precisa muita atenção às características das máscaras comunitárias (ou sociais), já que as há de uso único e reutilizáveis.

Quanto a testes de diagnóstico, o secretário de Estado disse que desde 01 de Março já foram feitos mais de 396 mil testes, 80% dos quais no mês de Abril. Só esta semana foram feitos em média 13.700 testes por dia.

Lacerda Sales disse ainda que o “stock” nacional de testes de diagnóstico é de mais de um milhão, tendo sido distribuídos cerca de 328 mil pelas administrações regionais de saúde.

O novo coronavírus já provocou em Portugal 989 mortes em 25.045 pessoas infectadas, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Covid-19: Costa anuncia hoje plano para o levantamento gradual de restrições até 01 de Junho

0

O primeiro-ministro anuncia hoje o plano do Governo para o levantamento gradual das restrições à actividade social e económica até 01 de Junho, com as primeiras medidas a entrarem em vigor já na segunda-feira.

António Costa deverá comunicar este conjunto de medidas, assim como a substituição do actual estado de emergência pela declaração de calamidade pública, no final da reunião do Conselho de Ministros.

Antes desta reunião do Conselho de Ministros, e com o objectivo de preparar o novo quadro jurídico após o fim do estado de emergência, que cessa a sua vigência no sábado, o líder do executivo reuniu-se na quarta-feira por videoconferência com os parceiros sociais, recebeu depois em São Bento os partidos com representação parlamentar e jantou com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

Na semana passada, o primeiro-ministro adiantou que o plano de “desconfinamento” será adoptado em três fases, a primeira já a partir de segunda-feira, em que poderão reabrir pequenos estabelecimentos comerciais de bairro.

Antes da segunda e terceira fases, respectivamente em 18 de Maio e 01 de Junho, o primeiro-ministro disse que será sempre feita uma avaliação sobre o impacto que tiveram as medidas de abertura da actividade em termos de contágios.

Com a retoma progressiva da actividade económica, o Governo antecipa algum aumento dos contágios. Neste ponto, porém, António Costa já fez saber que o executivo “não hesitará em dar passos atrás” na estratégia de desconfinamento caso o país registe um aumento em termos de infectados que seja ameaçador para a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro tem também insistido que a progressiva abertura da actividade económica e social terá de continuar a ser acompanhada pelo cumprimento do distanciamento social e por normas de higienização.

Para esse efeito, o Governo tem prometido que o material de protecção individual, como máscaras ou luvas, não vai faltar no circuito comercial já no mês de Maio.

Covid-19: Portugal com 973 mortos e 24.505 infectados – Figueira com 26 casos identificados

0

Portugal regista hoje 973 mortos associados à covid-19, mais 25 do que na terça-feira, e 24.505 infectados (mais 183), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direcção Geral da Saúde. A Figueira da Foz regista 26 casos de infectados (mais 3 que no dia anterior).

Comparando com os dados de terça-feira, em que se registavam 948 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 2,6%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus (24.505), os dados da DGS revelam que há mais 183 casos do que na terça-feira, representando uma subida de 0,8%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (556), seguida da região Centro (196), de Lisboa e Vale do Tejo (195), do Algarve (13), dos Açores (12) e do Alentejo que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24:00 de terça-feira.

Das mortes registadas, 658 tinham mais de 80 anos, 191 tinham entre os 70 e os 79 anos, 86 entre os 60 e 69 anos, 28 entre 50 e 59, e dez entre os 40 e os 49.

Do total das pessoas infectadas, a grande maioria está a recuperar em casa, totalizando 21.082 (mais 33).

Os dados indicam que 980 estão internados, mais 44 do que na terça-feira (+4,7%), e 169 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos três, o que representa uma diminuição de 1,8%.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infecção pelo coronavírus (1.447), seguido por Vila Nova de Gaia (1.322), Porto (1.187), Braga (1.012), Matosinhos (1.068), Gondomar (966), Maia (836), Valongo (699), Sintra (577), Ovar (556), Guimarães (543) e Coimbra, com 406 casos.

Desde o dia 1 de Janeiro, registaram-se 243.655 casos suspeitos, dos quais 3.825 aguardam resultado dos testes.

Há 215.325 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados aumentou para 1.470 (eram 1.389).

A região Norte continua a registar o maior número de infecções, totalizando 14.715, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.695, da região Centro, com 3.340, do Algarve (330) e do Alentejo (214).

Os Açores registam 125 casos de covid-19 e a Madeira 86.

A DGS regista também 29.568 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde.

Boletim epidemiológico, situação em Portugal – 29/04/2020

Do total de infectados, 14.503 são mulheres e 10.002 homens.

A faixa etária mais afectada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.136), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (4.119) e das pessoas com mais de 80 anos (3.836 casos).

Há ainda 3.410 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.897 entre os 60 e 69 anos, 2.788 entre os 20 e os 29 anos e 2.189 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 401 casos de crianças até aos nove anos e 729 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório da Direcção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França e 88 do Reino Unido. Há ainda centenas de casos importados de dezenas de outros países.

De acordo com o boletim, 48% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 35% febre, 22% dores musculares, 21% cefaleia, 17% fraqueza generalizada e 13% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 85% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já infectou em todo o mundo mais de 3,1 milhões de pessoas e provocou mais de 217 mil mortos.

Perto de 860 mil doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, na cidade chinesa de Wuhan.

Universidade Sénior da Figueira implementa ensino à distância

0

A Direcção da Universidade Sénior da Figueira da Foz pretende implementar um projecto de ensino à distância que torne possível continuar a proporcionar aos seus alunos o apoio e acompanhamento na actual conjuntura.

“Este projecto tem-se materializado até ao momento presente, e numa primeira fase, através do envio de vídeos pré-gravados, textos para estudo e reflexão, propostas de investigação sobre determinados temas, fichas de trabalho, (a serem remetidas aos professores para posterior correcção) e outros materiais considerados pertinentes. Têm estado envolvidas neste processo as disciplinas de Português- Língua não materna, Inglês (Iniciação, Intermédio, História e Literatura Inglesa), Património, História, Mundo Gira, Educação Física, Informática e Fotografia Digital”.

Ao que apurámos, “encontram-se os professores de Informática a desenvolver um trabalho de formação online junto dos alunos, para que estes possam aprender a utilizar a referida aplicação, que lhes permitirá, além de aceder a aulas em directo, retomar o convívio entre todos, de uma forma virtual”, acrescenta José Redondo, presidente da Direcção.

Covid-19: Criminalidade caiu para metade desde que começou a pandemia

0

A criminalidade caiu para metade desde que começou a pandemia de covid-19, sendo o furto por carteiristas um dos crimes que mais desceu, enquanto a burla com fraude bancária a que mais cresceu, segundo um relatório do Governo.

O relatório do segundo período do estado de emergência e entregue na Assembleia da República indica que a PSP registou 7.852 crimes entre 13 de Março e 17 de Abril, menos 50% do que em igual período de 2019, quando ocorreram 17.458.

Os dados mostram também que as detenções feitas pela Polícia de Segurança Pública baixaram 60,4% no mesmo período, passando das 2.780 em 2019 para as 1.104 este ano.

O período de 13 de Março a 17 de Abril corresponde à data em que foi declarada a situação de alerta por causa da covid-19 até ao fim do segundo período do estado de emergência.

O relatório, assinado pelo ministro da Administração Interna, refere que os crimes que mais desceram durante aquele período, segundo a PSP, foram o furto por carteirista (-91,9%), condução por excesso de álcool (-82,9%), ofensas à integridade física voluntária simples (-67,2%), furto em veículo motorizado (-58%) e furto de oportunidade (-82,5%).

Por seu lado, os crimes que mais subiram na área da PSP, que actua nos centros urbanos, foram a desobediência (94,3%), burla com fraude bancária (67,6%), outros roubos (114,3%) e resistência e coação sobre funcionário (12,8%).

No relatório, no qual o Governo dá conta de forma pormenorizada das medidas adoptadas durante o estado de emergência, a PSP refere que “há um interesse redobrado no acompanhamento de alguns crimes em concreto”, designadamente a violência doméstica e a burla.

Segundo a PSP, foram registados, entre 13 de Março e 17 de Abril, 1.105 crimes de violência doméstica, menos 34,7% em relação ao mesmo período do ano passando, quando foram feitas 1.692 denúncias.

Também o número de detidos por violência doméstica desceu, registando-se menos 27, passando dos 88 para os 61.

A PSP refere que nos crimes contra o património em geral, que integra as burlas, constata-se uma diminuição de 16%, salientando que ocorreu um “incremento substancial das burlas com fraude bancária” e um ligeiro acréscimo do número de denúncias de burla informática e nas comunicações.

No relatório, a GNR refere que se registou, durante o período de emergência, um aumento de burlas, furtos e roubos, mas não especifica.

Durante as reuniões da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, a GNR chamou atenção para as dificuldades na comunicação das listas disponibilizadas pelas autoridades de saúde de pessoas sujeitas a confinamento domiciliário obrigatório, referindo que “não foram recebidas todas as listas”.

Também a PSP indica que “44,5% das identificações constantes nas listagens estão incompletas, inibindo-se assim a prossecução das medidas de vigilância activas”.

Compete à PSP e à GNR fiscalizar as pessoas que estão em confinamento domiciliário obrigatório, recorrendo em crime de desobediência se saírem à rua.

Covid-19: Maioria dos portugueses defende que condições económicas vão piorar

0

Quase metade (49,6%) dos portugueses defende que as condições económicas, impactadas pela covid-19, são fracas ou muito fracas, e 90,8% considera que vão piorar, segundo um estudo do Observatório da Sociedade Portuguesa da Católica Lisbon School.

Os índices de confiança económica e a sua evolução relativamente a períodos anteriores revelam que os participantes têm, de forma geral, “uma visão bem mais negativa que positiva das condições económicas em Portugal, tanto quanto às condições económicas actuais de Portugal como em relação à mudança do estado das condições económicas em Portugal, e também uma visão mais pessimista da economia portuguesa actualmente, comparativamente a períodos anteriores”, apontou o estudo.

De acordo com o documento, no que concerne à avaliação das actividades económicas, numa escala de um a sete pontos, 21,2% dos participantes indicaram que as condições económicas são boas a excelentes (cinco a sete pontos), 29,2% reportaram ser moderadas (quatro pontos) e 49,6% disseram que são fracas ou muito fracas (entre um e três pontos).

O indicador geral do estado actual das condições económicas, fixou-se assim em — 28,4 pontos, “sugerindo que há uma maior proporção de participantes a avaliar as condições económicas actuais de Portugal como fracas ou muito fracas que a avaliar como boas ou excelentes”.

Na questão sobre se as condições económicas em Portugal vão melhorar ou piorar, medida entre um e sete pontos, 3,9% dos inquiridos afirmaram que vai melhorar (cinco a sete pontos), 5,3% que nem vão piorar nem melhorar (quatro pontos), enquanto a grande maioria (90,8%) considerou que vão piorar (um a três pontos).

“Caracterizando o seu estado emocional durante o último mês, os participantes apresentam maior concordância com estados que revelam a sua preocupação e alguma ansiedade e discordam ligeiramente com estados como a calma […]. Os participantes revelam-se ainda indecisos quando inquiridos a cerca do optimismo em relação ao futuro, algo que poderá ser revelador do clima de incerteza que estamos a experienciar”, revelou.

No que se refere aos hábitos de consumo, destaca-se que os participantes querem voltar a consumir “apenas moderadamente”, face a antes da pandemia, “algo pouco positivo para a recuperação económica que se avizinha necessária”.

Verificam-se ainda “intenções elevadas” de começar a comprar produtos mais saudáveis e sustentáveis, que possam ser partilhados com outros.

Já no que se refere às medidas de combate à pandemia, “a generalidade dos participantes reportaram níveis de satisfação muito elevados face às medidas tomadas pelo pessoal médico, enfermagem e técnicos auxiliares de saúde do Serviço nacional de Saúde” e níveis de satisfação “moderadamente elevados” em relação às medidas tomadas pelas forças de segurança e protecção, pelos serviços de apoio à população prestados pelas juntas de freguesia, pelos municípios, pelo Governo e pela Direcção Geral da Saúde.

Os participantes apresentam, por outro lado, “níveis de concordância muito elevados” com as medidas de contingência implementadas pelo Governo.

O estudo, realizado entre 29 e 30 de Março, realizado através de um questionário ‘online’, contou com a participação de 1.000 pessoas, 657 das quais do sexo feminino e 343 do sexo masculino, com idades compreendidas entre 18 e 68 anos.

Por distrito, 33,8% dos inquiridos são de Lisboa, 12,3% do Porto, 7,8% de Setúbal, 5,2% de Coimbra, 4,2% de Aveiro e os restantes 31,5% estão distribuídos pelos outros distritos.

Quanto ao nível de escolaridade, a maioria (72,3%) possui ensino superior, 25,6% tem o ensino secundário completo e 2,1% tem o ensino básico.

Covid-19: Governo está a avaliar medidas para situações desprotegidas

0

O Governo está a fazer um levantamento das “várias situações” não abrangidas pelos apoios criados no âmbito da crise covid-19 e a avaliar medidas que permitam chegar a quem está desprotegido, disse hoje a ministra do Trabalho.

“Estamos a fazer um levantamento das várias situações que não estão cobertas por estes mecanismos excepcionais, há diferentes tipos de situação”, afirmou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, numa conferência de imprensa de balanço dos apoios já em vigor.

A ministra deu como exemplos alterações com vista a tornar mais fácil e rápido o acesso ao subsídio de desemprego, ao subsídio social de desemprego ou ao Rendimento Social de Inserção (RSI).

“É condição de eficácia destas medidas de protecção social que elas consigam ser inclusivas e que cheguem o mais eficazmente às pessoas”, sustentou Ana Mendes Godinho.

O secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos, adiantou que a ideia é simplificar o acesso ao RSI que pode, por exemplo, passar por reformular a necessidade de entrevista familiar ou a realização do programa de reinserção.

“Temos consciência de que neste período (…) há todo o interesse em simplificar o processo tornando-o mais acessível para pessoas com necessidade financeira”, sublinhou Gabriel Bastos.

Segundo o secretário de Estado, a intenção é “muito proximamente” ter um ante-projecto com estes objectivos “que possa ser discutido e aprovado”.

Empresária de Montemor-o-Velho condenada por tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal

0

Uma empresária de pastelaria de Montemor-o-Velho, foi condenada a quatro anos de prisão, com pena suspensa, por tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal, disse hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

De acordo com o SEF, responsável pela investigação do caso, iniciada em 2016, a arguida Maria Augusta Cotovio estava acusada de cinco crimes de auxílio à imigração ilegal e um crime de tráfico de pessoas, tendo sido condenada – em acórdão já transitado em julgado – a um ano e seis meses por um crime de auxílio à imigração ilegal e três anos e seis meses por um crime de tráfico de pessoas.

O Tribunal Judicial de Coimbra, que absolveu a arguida da prática de quatro crimes de auxílio à imigração ilegal, aplicou-lhe uma pena única de quatro anos, em cúmulo jurídico, suspensa por igual período. A suspensão da execução da pena está condicionada ao pagamento de 30 mil euros, a título de indemnização cível, à principal vítima do processo, no prazo de oito meses (15 mil euros a cada quatro meses), e ainda que a arguida cumpra um plano individual de reinserção social.

A nota adianta que o caso remonta a Fevereiro de 2016, quando o SEF sinalizou uma cidadã oriunda de São Tomé e Príncipe “em precário estado de saúde e internada em estabelecimento hospitalar”.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras procedeu à recolha de dados relacionados com a vinda para Portugal daquela mulher e de outras pessoas, também do continente africano, Brasil e Leste europeu, “pelo menos desde 2006, ao abrigo de um esquema elaborado pela arguida que, inclusivamente utilizando terceiros para subscrição de termos de responsabilidade a favor dos cidadãos estrangeiros, lograva obter vistos de turismo com os quais entravam em território nacional”.

O SEF frisa que esses cidadãos, uma vez chegados a Portugal, “passavam a trabalhar sob as ordens e orientação da arguida”, tendo em conta “o aumento do afluxo diário dos seus produtos de pastelaria, confeccionados e distribuídos no âmbito da sua actividade económica”, ao abrigo de um plano “para obter mão-de-obra a baixo custo”.

No caso da principal vítima, que levaria à condenação da empresária de pastelaria, o SEF explica que a cidadã são-tomense chegou a Portugal em Junho de 2014, tendo trabalhado para a arguida mais de um ano e meio, “até à altura do internamento [hospitalar] e início das investigações, com elevada carga horária (por vezes quase 20 horas), sem a devida retribuição, sem descontos para a Segurança Social e sem qualquer esforço no sentido da sua regularização documental em Portugal”.

Já segundo o acórdão a que a agência Lusa teve acesso, proferido em Março pelo Juízo Central Criminal de Coimbra, o tribunal deu como provado que a empresária residente em Abrunheira e que ali exerce a actividade de pastelaria há mais de 30 anos, tem “conhecido sucesso” nesse ramo “nos últimos anos”, fornecendo vários estabelecimentos de cafetaria e pastelaria e também agrupamentos de escolas de Montemor-o-Velho e Figueira da Foz.

O sucesso do negócio da arguida, argumenta o tribunal, depende, todavia, “da realização de trabalho diário contínuo, já que todos os produtos por si confeccionados são distribuídos diariamente a partir das 05:00”, o que obriga a que sejam produzidos em período nocturno, o que também obriga à existência de vários trabalhadores afectos à actividade.

Para além da confecção nocturna e distribuição dos produtos, o tribunal frisa que, durante o dia, a arguida necessitava de trabalhadores para limpar o espaço e utensílios relacionados com actividade económica e também de ter pessoal disponível para trabalhos domésticos, nas residências de que é proprietária. Nesse sentido, pelo menos desde 2006, a empresária “arquitectou um plano para obter mão-de-obra a baixo custo”, tendo recorrido “sobretudo, a trabalhadores de nacionalidade estrangeira em situação ilegal” em Portugal.

Segundo o acórdão, esses trabalhadores viajavam para Portugal com visto turístico e passagens aéreas custeadas pela arguida, que lhes proporcionava alojamento, para trabalhar na sua pastelaria. Eram remunerados com quantias variáveis, que rondavam os 210 euros e os 450 euros mensais, “a troca da disponibilidade da sua força de trabalho, todos os dias da semana – sem fins de semana, folgas, férias, feriados ou outro tipo de interrupções – com carga horária diária variável, mas nunca inferior a 10 ou 12 horas de trabalho diário”.

O tribunal de Coimbra frisa que a arguida não tem antecedentes criminais e é vista “como uma pessoa totalmente dedicada ao seu trabalho e ao seu negócio empresarial”, e diz esperar que com a sentença de quatro anos de prisão, suspensa por igual período, “a ameaça de prisão a afaste da prática de novos ilícitos criminais”.

O tribunal decretou ainda perdido a favor do Estado um montante de cerca de 44 mil euros, correspondente a “património ilícito” da arguida condenada.

Artista plástico João de Azevedo morre aos 69 anos

0

O artista plástico João de Azevedo, autor das ilustrações do disco “Com as minhas tamanquinhas”, de José Afonso, e do livro “Táxi”, de Fernando Cabral Martins, morreu no sábado em Lisboa.

Nascido em Fevereiro de 1950, na Figueira da Foz, João de Azevedo foi vítima de embolia pulmonar e enfarte no dia 20 de marco no Senegal, onde se encontrava a trabalhar como consultor, afirmou à Lusa fonte da família,

Transportado para Faro por ambulância aérea, o artista – que José Afonso convidara para ilustrar o álbum “Com as minhas tamanquinhas”, editado em 1976, de quem se tornou amigo e companheiro de luta -, foi depois transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde viria a morrer no sábado de 25 de Abril,

A última exposição de João de Azevedo ocorreu em Setúbal, no ano passado, por ocasião da última edição da Festa da Ilustração.

“Crocodilos”, uma série de pintura elaborada na sequência da estadia do artista em Timor-Leste em 2005 e 2006, e uma série posterior intitulada “Refugiados”, cujo mote foi dado pelos acontecimentos no Mediterrâneo, na Ásia e, mais recentemente, nas fronteiras terrestres da Europa, constam dos trabalhos do artista.

João de Azevedo começou a expor na sua cidade natal entre 1964 e 1967.

O artista residiu em Roma até 1976, onde exerceu em permanência a actividade de artista plástico e onde participou em exposições colectivas e individuais.

Entre 1977 e 2001 morou em vários países, entre os quais Moçambique, Itália, Níger e Timor, onde trabalhou como consultor nacional e internacional, para a Comissão Europeia e para a Organização das Nações Unidas, como perito de cooperativas e de avaliação.

Desde 2007 vivia essencialmente entre os Países Baixos e Portugal.

João de Azevedo era também o autor de todas as capas das agendas da organização SOS Racismo, cuja capa de 2020 o autor dedicou aos “genocídios modernos e actuais”, como o artista escreveu no seu blogue pessoal.

“Táxi”, o livro que o professor de Literatura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa Fernando Cabral Martins lançou em 2019, foi também ilustrado por João de Azevedo.

Covid-19: Pagamento de apoio aos trabalhadores independentes começa hoje

0

O apoio extraordinário aos trabalhadores independentes que registaram uma quebra total da actividade por causa da pandemia de covid-19 começa hoje a ser pago.

Este pagamento, cuja data foi confirmada à Lusa por fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, abrange os trabalhadores independentes que registaram uma quebra total de actividade em março.

A versão inicial da medida de apoio aos trabalhadores independentes contemplava apenas os que, na sequência da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, ficaram impedidos de trabalhar e registaram uma quebra total de actividade. Em Abril, o Governo alterou as regras deste apoio, estendendo-o aos ‘recibos verdes’ que observaram uma redução significativa.

“Em Março, tem direito a um apoio financeiro correspondente ao valor da média da remuneração registada como base de incidência contributiva no período de 12 meses anteriores ao da data da apresentação do requerimento com o limite de um Indexante de Apoios Sociais – IAS (438,81 euros)”, pode ler-se no ‘site’ da Segurança Social.

A mesma informação indica que, “partir de Abril, tem direito a um apoio financeiro correspondente ao valor da média da remuneração registada como base de incidência contributiva no período de 12 meses anteriores ao da data da apresentação do requerimento, com o limite de um IAS nas situações em que o valor da remuneração registada como base de incidência é inferior a 1,5 IAS (658,22 euros)”.

Os pagamentos que começam hoje a ser efectuados abrangem os primeiros, ou seja, os que estiveram em paragem total da actividade em Março.

De acordo com as regras actualmente em vigor, para se beneficiar deste apoio é necessário ter registo de descontos em três meses consecutivos ou seis interpolados, nos últimos 12 meses, sendo que as regras em vigor a partir de Abril exigem que o trabalhador independente tenha registado uma quebra de pelo menos 40% da facturação no período de 30 dias anteriores ao pedido apresentado na Segurança Social.

Esta quebra na facturação no período de 30 dias anteriores ao pedido é comparada com a média mensal dos dois meses anteriores, do período homólogo do ano anterior ou a média de todo o período em actividade para quem tenha iniciado actividade há menos de 12 meses.

A atribuição do apoio extraordinário depende ainda da existência de obrigação contributiva no mês imediatamente anterior ao mês do impedimento para o exercício da actividade.

O apoio financeiro tem a duração de um mês prorrogável até ao máximo de seis meses e deve ser requerido entre os dias 20 e último dia do mês a que diz respeito, sendo o pagamento efectuado a partir do mês seguinte ao da apresentação do requerimento.

Covid-19: Especialistas de Medicina Dentária publicam normas para o período de pandemia

0

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e do Porto publicaram hoje um trabalho sobre normas de orientação clínica para medicina dentária no contexto da covid-19.

Segundo os autores, a elaboração deste trabalho pretende a difusão de “orientações baseadas no conhecimento científico disponível” e “a disseminação de boas práticas nos locais onde se exerça a actividade de medicina dentária”.

Antevendo já o reinício em pleno da actividade desta especialidade médica, os coordenadores deste trabalho, Fernando Guerra e António Mata, explicam que a apresentação e difusão de normas de orientação clínica para a segurança nos procedimentos clínicos é “uma contribuição científica para dilatação do conhecimento sobre o exercício profissional no contexto da covid-19”.

Entre algumas das indicações propostas pelo documento está a de que o paciente positivo para o SARS-CoV-2 pode comparecer na consulta “após autorização da autoridade de saúde local” e “apenas em casos urgentes e inadiáveis”.

Os especialistas aconselham que sejam cumpridos os horários de consulta por forma a “evitar a aglomeração de doentes na sala de espera” e que o pagamento da consulta seja realizado “com recurso a multibanco ou meios electrónicos”.

Entre as normas do grupo de trabalho constituído por investigadores do Centro de Investigação e Inovação em Ciências Dentárias (CIROS), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), da Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas (UICOB), da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e do Centro de Investigação Bone Lab da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, e que também teve a participação da Universidade Complutense de Madrid e de outros profissionais, destaca-se ainda a indicação de que o paciente que testou positivo para o SARS-CoV-2 pode comparecer na consulta de Medicina Dentária desde que tenha cumprido o período de quarentena e após um teste laboratorial negativo.

Já em pacientes positivos para o SARS-CoV-2 em isolamento domiciliário, mesmo que sem febre, os especialistas vaticinam que devem ser adiados todos os tratamentos dentários não urgentes por duas semanas e depois reavaliada a sua necessidade.

Quanto a procedimentos práticos, este grupo de trabalho recomenda que seja disponibilizada solução anti-séptica à base de álcool, assim como máscaras cirúrgicas e cobre sapatos para os indivíduos que vão permanecer no interior da clínica.

Quanto à sala de espera, sugerem que não exceda 1/3 da sua lotação máxima de forma “a garantir o distanciamento social” e que na chegada à clínica seja feita a avaliação da temperatura e aplicação do questionário de covid-19 ao paciente e acompanhante, sendo que sempre que haja um estado febril e presença de sintomas suspeitos nas 24 horas anteriores, “o paciente deve regressar a casa, caso a consulta não seja de carácter urgente”.

Entre outros conselhos deste grupo de trabalho estão a instrução que deve ser dada aos pacientes para que façam a higienização das mãos e colocação de máscara cirúrgica, que os seus pertences sejam guardados num saco limpo e que se mantenha o distanciamento social na recepção.

Finalmente, os especialistas em medicina dentária preconizam que se o paciente desenvolver sintomas de covid-19 15 dias após a consulta, “deve entrar em contacto com a clínica”, o mesmo se aplicando caso seja algum profissional a desenvolver sintomas.

Covid-19: Turismo deverá ter estratégia “a médio prazo” – secretária de Estado

0

O sector do turismo deverá ter uma estratégia de recuperação da pandemia da covid-19 “a médio prazo”, incluindo a “reactivação do sector aéreo”, defendeu hoje a secretária de Estado do Turismo, segundo um comunicado.

Rita Marques, que esteve na reunião de ministros e secretários de Estado do Turismo da União Europeia (UE), por videoconferência, disse, citada em comunicado, que há “uma responsabilidade colectiva de mobilizar todas as ferramentas para responder às necessidades do sector”.

Na mesma nota, referiu que “as respostas europeias terão também de abranger actividades indirectamente relacionadas, como transportes, imobiliário, comunicação social, cultura e ambiente”.

A secretária de Estado “defendeu, assim, uma estratégia de recuperação de médio prazo com acções concretas e um envelope financeiro, que deverá incluir um programa para reactivação do transporte aéreo”, segundo o mesmo comunicado.

Rita Marques destacou ainda que foi possível “lançar uma declaração conjunta de ministros do Turismo subscrita pela Bulgária, Chipre, Espanha, Grécia, Itália, Malta e Portugal, que reforça a necessidade de a UE dedicar ao turismo um pacote de ajuda financeira robusto”, além de defender “uma atenção especial para as regiões e territórios economicamente mais afectados pela pandemia”.

Esta declaração “estimula a mobilidade intra-europeia, apoiando as companhias aéreas e a definição de medidas sanitárias e de segurança comuns”, defendeu a tutela.

Os ministros do Turismo da UE defenderam hoje que o sector deve ser uma prioridade para Bruxelas no futuro plano de recuperação económica, dado o “impacto negativo” da covid-19, e pediram alterações em regras comunitárias.

Os responsáveis dos 27 “descreveram as medidas tomadas até agora pelos Estados-membros, individual ou conjuntamente, a fim de atenuar o impacto negativo da pandemia no sector do turismo e noutros sectores conexos”, tendo “salientado que o turismo deveria figurar entre as principais prioridades do plano de recuperação da UE”, que está a ser desenhado pelo executivo comunitário para traçar a reconstrução da economia europeia.

Segundo um comunicado divulgado no final do encontro à distância, na ocasião foi também sublinhada a “importância de uma solução harmonizada para o reembolso dos pacotes de viagens, incluindo os ‘vouchers'”.

E, “no que respeita ao quadro jurídico para os operadores turísticos, a Comissão foi convidada a trabalhar prioritariamente no sentido de uma abordagem comum da UE que proporcione flexibilidade e liquidez temporárias e garanta um justo equilíbrio de interesses entre os operadores turísticos e os consumidores”, referiu o Conselho da UE na nota de imprensa.

Com o turismo europeu estagnado devido às medidas restritivas adoptadas pelos Estados-membros da UE para tentar conter a propagação da pandemia (incluindo limitações nas viagens entre países), este é um dos sectores mais afectados pela covid-19, sendo também um dos que mais pesa no Produto Interno Bruto (PIB) da União (cerca de 10%) e no emprego (12%). É, ainda, responsável por 400 mil milhões de euros de receitas anuais.

Com 16,5% do PIB nacional afectado directa ou indirectamente pelo turismo, Portugal está a ser um dos Estados-membros mais afectado pela paragem no sector.

De acordo com estudo da Oxford Economics, Portugal é inclusive um dos países europeus onde o turismo internacional mais cai este ano devido à pandemia.

Segundo o estudo desta consultora britânica sobre os impactos da covid-19 no turismo europeu, ao qual a agência Lusa teve acesso no fim de semana e que é datado do início do mês, em Portugal deverão registar-se menos sete milhões de entradas internacionais este ano, em comparação com 2019, o equivalente a uma queda de 40%.

USF Buarcos com nova organização

0

A USF Buarcos informa que a partir do dia de hoje vai reiniciar o atendimento da doença aguda não respiratória aos seus utentes. Para o efeito, o utente pode dirigir-se às instalações da USF nos horários entre as 09h00 – 11h30 e as 14h00-16h30.

A USF irá, também, retomar as consultas de carácter preventivo, de forma faseada, nomeadamente vigilâncias de Saúde do Adulto, Diabetes, Saúde Infantil, Saúde Materna e Planeamento Familiar. Estas consultas serão feitas, nesta fase, por iniciativa médica, pelo que os utentes com consulta já marcada serão contactados de forma individual pela sua Equipa de Saúde e deverão seguir as instruções fornecidas via telefone.

Para entrar em contacto com esta unidade, a USF Buarcos disponibiliza o seu contacto para atendimento telefónico (233 408 230) ou por e-mail (usfbuarcosutentes@gmail.com) das 8h às 9h00 e das 17h00 às 20h00.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 204 mil mortos e infectou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal morreram 903 pessoas das 23.864 confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Os concelhos de Coimbra e da Figueira da Foz foram os únicos do território da Comunidade Inter-municipal da Região de Coimbra (CIM-RC) a registar o aparecimento de novos casos, três e dois, respectivamente, no relatório de situação epidemiológica em Portugal divulgado ontem pela Direcção Geral da Saúde (DGS), totalizando 19 casos de infectados no concelho da Figueira da Foz e 371 em Coimbra. Existe um total de 658 infectados na CIM Região Centro.

A distribuição de casos registados de infecção de covid-19 nos restantes municípios da CIM Região Centro, segundo dados ontem divulgados, caracterizados demograficamente, é a seguinte: Condeixa (60), Cantanhede (43), Tábua (34), Soure (19), Montemor (16), Mealhada (14), Penacova (14), Lousã (12), Miranda do Corvo (12), Oliveira do Hospital (12), Góis (9), Arganil (7), Mortágua (5), Mira (4), Vila Nova de Poiares (4) e Penela (3).


Covid-19: Cerca de 30% dos infectados contraiu o vírus em casa

0

Cerca de 30% de uma amostra de casos de covid-19 confirmados no país contraíram o vírus em casa e 25% em instituições colectivas, anunciou hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Em cerca de 30% dos casos em que foi identificada a transmissão esta ocorreu no local de habitação”, afirmou a ministra na conferência de imprensa diária de actualização de informação sobre a pandemia de covid-19.

Os dados reportam a uma análise da Direcção-Geral de Saúde com uma amostra de 2.958 casos confirmados entre os dias 18 e 24 de Abril no país, que vai passar a ser divulgada e partilhada com regularidade.

Para a ministra, estes dados mostram que se tem que ter “em atenção que quem está em domicílio (e infectado) continua a ter necessidade de cuidados especiais”.

Da análise realizada, foi também identificado que 25% dos casos correspondiam a situações de surto em instituições colectivas, como lares, instituições particulares de solidariedade social, hostels ou empresas.

A ministra da Saúde frisou também que 9% dos casos confirmados desta amostra referiam casos de transmissão social, a partir de contactos com amigos e familiares que não habitavam na sua residência.

Face a essa informação, Marta Temido voltou a apelar “a que ninguém, em qualquer circunstância, baixe as medidas de prevenção da transmissão de infecção”.

A análise mostra “que o esforço que tem sido desenvolvido tem que ser continuado”, sendo necessário “continuar a garantir as medidas” que têm sido aplicadas, defendeu.

Dos 2.958 casos confirmados incluídos na análise, 44% tinham informação sobre o tipo de transmissão.

Em todos o país, indica a DGS, há 23.864 casos confirmados de infecção e 903 mortos.

Relativamente ao dia anterior, há em Portugal mais 23 mortos (+2,6%) e mais 472 casos de infecção (+2%).

Das pessoas infectadas, 1.005 estão hospitalizadas, das quais 182 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.277 para 1.329.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março, e o Governo anunciou hoje a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 1 a 3 de Maio.

Figueira integra programa piloto de testes de rastreio a lares

0

O presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, deu nota na reunião de Câmara da passada segunda-feira que “a Figueira participa no programa piloto de testes de rastreio à Covid-19, que será aplicado em lares e estruturas similares do concelho, no âmbito de iniciativa da Comunidade Inter-municipal da Região Centro (CIM RC)”.

O programa poderá, entretanto, ser alargado a agentes da Protecção Civil e trabalhadores autárquicos essenciais.

O rastreio está a ser articulado com a Segurança Social, a Administração Regional de Saúde do Centro e a Universidade de Coimbra e contempla a análise combinada de duas técnicas diferentes, cujos resultados serão inseridos no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE).

A sua implementação ao nível concelhio será acompanhada pela autoridade local de saúde.

Covid-19: Figueira da Foz aposta na dimensão dos areais para promover praias

0

A Figueira da Foz está a preparar uma campanha de promoção das suas praias, face à pandemia da covid-19, apostando na dimensão dos areais, que inclui o maior areal urbano da Europa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara, Carlos Monteiro, disse que o município “está a preparar uma campanha” de promoção das praias do concelho, “porque, atendendo à dimensão que têm, mais facilmente se podem cumprir as normas” que vierem a ser instituídas sobre o afastamento entre banhistas devido ao novo coronavírus.

“Nós temos muitas praias e espaço para todos. E aquilo que, às vezes, era uma menor valia das nossas praias, por terem a distância que têm, hoje (por causa da pandemia de covid-19) é uma mais valia, quer em termos de época balnear, quer em termos de praia, quer em termos de surf”, observou Carlos Monteiro.

Na frente marítima da Figueira da Foz está localizado o maior areal urbano da Europa, com cerca de 90 hectares de areia – o equivalente a 130 campos relvados de futebol – dois quilómetros de comprimento entre aquela cidade e a vila piscatória de Buarcos e uma largura média de mais de 500 metros entre a avenida e o mar. Ao longo dos anos, precisamente devido à sua dimensão, esta praia tem vindo a ver reduzida a afluência de banhistas.

Com cerca de 25 km de costa maioritariamente arenosa, entre os concelhos de Pombal e Cantanhede, o município da Figueira da Foz possui, no entanto, outras praias de grande dimensão, como seja, a norte do Cabo Mondego, o areal com cerca de dois quilómetros entre as localidades de Murtinheira e Praia de Quiaios ou a sul do rio Mondego, com crescente afluência de veraneantes e cerca de um quilómetro de extensão, o Cabedelo, famosa pela prática de desportos de ondas.

Mais pequenas, mas nem por isso menos atractivas, na margem sul do rio existem quatro praias entre os cinco molhes construídos na zona que vai do Hospital Distrital até à povoação da Cova, a juntar aos areais das povoações de Costa de Lavos e Leirosa.

A norte do Mondego, a maior afluência acontece na zona da baía de Buarcos, continuando, ao longo de 2,5 km, pelo areal que acompanha as muralhas daquela vila até à Tamargueira e daí até ao Cabo Mondego, muito concorrido especialmente nas marés baixas, já que com a subida da maré a praia praticamente desaparece.

Carlos Monteiro admitiu, no entanto, que possa existir “um conjunto de condicionalismos mais complicados de resolver, que é controlar o número de pessoas e as distâncias entre elas”.

Acrescentou que a Câmara Municipal já realizou os normais procedimentos de contratação de 70 nadadores-salvadores, que complementam outros da responsabilidade dos concessionários, nomeadamente em praias não concessionadas, mas vigiadas.

“E parece que há do Governo a intenção de colocar a Marinha a dar esse apoio (de controle de afluência às praias), mas vamos ver”, declarou.

Segundo o autarca, a retoma das vivências entre a população “tem de ser feita com algumas preocupações, para não terem de ser dados passos atrás” nas medidas que venham a ser tomadas para permitir o regresso de actividades económicas e de lazer.

“E na Figueira da Foz há espaço, há dimensão, as pessoas podem desenvolver as suas actividades com as distâncias devidas”, argumentou.

Evocando o 25 de Abril na Figueira

0

Para que tudo acontecesse, no então RAP 3 a sentinela foi desarmada, o depósito de munições arrombado e o comandante preso. Desta unidade militar saiu a grande coluna até Lisboa, onde se integrava representação activa da outra unidade militar local, o CICA 2. No total, cerca de 300 homens transportados em 40 viaturas. 

O então capitão Diniz de Almeida liderou esta coluna de soldados que marcaram a história da Figueira, .

Esta foi a épica participação da Figueira no 25 de Abril de 1974.

No dia 27 de Abril, à tarde, uma enorme manifestação percorreu as principais ruas da cidade, ainda com a participação de Cristina Torres.

O 1.º de Maio de 1974 foi festejado em euforia e vitória.

No dia 2 de Maio o executivo camarário é dissolvido e toma posse uma Comissão Gestora da Câmara.  

Foto de Jorge Dias

Covid-19: Pescadores da Figueira da Foz protegem-se isolados em casa ou nas embarcações

0

Os pescadores da Figueira da Foz têm continuado a sua actividade com limitações mas, quando em terra, protegem-se da covid-19, isolados em casa ou nas próprias embarcações de pesca, disse hoje fonte do sector.

Em declarações aos jornalistas, à margem da visita do ministro do Mar ao porto de pesca local, Igor Branco, presidente da associação FIGPESCA, explicou que os armadores têm promovido “uma grande prevenção” face à pandemia do novo coronavírus, com medidas que passam pelo isolamento dos pescadores: “temos tentado manter as tripulações juntas e fazer com que não contaminem as próprias famílias em casa”, argumentou.

Quem é da terra, nomeadamente das localidades piscatórias, quando regressa da faina “vai para casa diariamente ter com a família” e cumpre aí as medidas de isolamento social, mas “os que são de fora, ficam no barco e dormem no barco”, exemplificou.

“A protecção [face ao novo coronavírus] não é ter máscaras, porque isso não se aplica a bordo. Fazer o isolamento com a família é ter duas famílias, a família em casa e a família a bordo”, enfatizou Igor Branco.

O dirigente associativo revelou, por outro lado, que existe um grupo grande de pescadores indonésios em funções nas embarcações localizadas na Figueira da Foz, que residem em casas comuns.

“Tem-se evitado que vão à rua e quando vão às compras há um que faz as compras para todos”, referiu Igor Branco.

No total, a situação abrange 40 embarcações e cerca de 280 pescadores.

“Não há casos [de covid-19] entre as tripulações, esta versão das duas famílias, a de bordo em que ninguém sai do barco, e o isolamento em casa tem sido o principal elemento de protecção”, reafirmou, destacando ainda a acção da Docapesca, a entidade responsável pelas lotas e portos de pesca nacionais, “que tem sido incansável nas medidas de protecção”.

Sobre a reunião com o ministro Ricardo Serrão Santos, o presidente da FiGPESCA disse que foram abordados apoios para o sector das pescas face à pandemia de covid-19 – nomeadamente as portarias que estão a ser preparadas pelo Governo nesse sentido – e lembrou que, além da redução da actividade face à actual situação de emergência, os pescadores da Figueira da Foz têm visto a sua actividade limitada pelo mau tempo e pelo fecho da barra.

“Temos tido aqui um esforço que tem coincidido com os dias em que o mar estava bom para largar [as redes], desde Setembro para cá temos 170 dias sem ir ao mar [em pouco mais de possíveis 200 dias]”, alegou.

Sobre o preço do pescado em lota, Igor Branco frisou que tem havido “picos de altos e baixos” e um decréscimo da procura.

“O fecho da pesca ao fim de semana, obriga o mercado a ressalvar-se, há menos pescado, estamos a trabalhar como o petróleo, parar a produção para tentar manter os preços”, explicou.

Já António Lé, da cooperativa Centro Litoral, afirmou que a reunião com o ministro do Mar “não foi de reivindicação” do sector: “o sentimento é de união, hoje, perante a pandemia, o sector da pesca está mais unido que nunca, apesar das dificuldades no escoamento do produto e na baixa de preços. Para que isto retome a normalidade é preciso espírito de sacrifício e colaboração”, defendeu.

O dirigente enalteceu o “trabalho muito positivo” do ministro de Mar “com resultados muito bons, no sentido de dar saúde às empresas que exercem a actividade da pesca em Portugal e muscular o sector”, considerando que Ricardo Serrão Santos trouxe “pacificação” ao sector das pescas em Portugal.

“O resultado final é muito agradável e o sector vai reiniciar a actividade com grande vitalidade. Ganhar músculo é recatarmo-nos neste momento, beneficiando dos apoios que poderemos ter em termos de paragem, para que passe a vaga de contágio [do coronavírus] e para que possamos retomar a actividade o mais depressa possível, com aquilo que é a essência e a identidade forte do país que é a sardinha”, frisou António Lé.

Sobre o impacto que as pescas poderão ter pelo cancelamento das festas populares, António Lé minimizou-o: “Acabou-se a concentração [de pessoas] e a festa conjunta. Mas não se vão deixar de fazer, com todas as limitações, as festas particulares. Eu acredito, contrariamente ao que dizem os profetas da desgraça, que pode ser um ano feliz para a economia”, declarou.

Questionado pela Lusa sobre se se revê na definição de “pacificador” das pescas, o ministro do Mar disse gostar de governar “por proximidade e de dar atenção às vozes do sector”.

“E tenho um sector que, de facto, é bem formado, cooperativo, percebe que temos de ter uma pesca sustentável uma pesca com futuro, gosto de conversar e pedir as suas opiniões. A gestão das pescas, a governação, não se faz só com a ciência, faz-se também com o sector que tem interesse nesta actividade”, argumentou o ministro.

As questões “não têm ver só com a gestão dos ‘stocks’, têm a ver com a sustentabilidade e rendimento das nossas comunidades”, concluiu.

Covid-19: Festa da Sardinha prevista para Junho na Figueira da Foz foi cancelada

0

A 33.ª edição da Festa da Sardinha, prevista para decorrer durante quatro dias, no início de Junho, na Figueira da Foz, foi cancelada devido à pandemia da covid-19, anunciou hoje a organização.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Associação Recreativa Malta do Viso, promotora da Festa da Sardinha, agendada para os dias 3, 4, 5 e 6 de Junho, expressa “grande tristeza” pelo cancelamento, justificando-o com a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

No entanto, no comunicado assinado pelo presidente da direcção, Carlos Baptista, a associação promotora frisa que está a “equacionar a possibilidade” de a edição 2020 da Festa da Sardinha ainda se poder realizar este ano, em nova data a determinar: “Tudo dependerá das condições sanitárias, sociais e dos apoios logísticos e financeiros”, observa.

Ouvido pela Lusa sobre a possibilidade do adiamento, Carlos Baptista lembrou que, apesar da Festa da Sardinha estar habitualmente incluída na programação das Festas da Cidade da Figueira da Foz – que tem o seu ponto alto no feriado de São João, a 24 de Junho – “pode mudar de data e acontecer em Setembro e o São João não”.

“Está integrada nas Festas da Cidade, mas tem vida própria. Se houver essa hipótese, cá estaremos”, assegurou Carlos Baptista.

De acordo com o dirigente da Malta do Viso – associação que vai buscar o nome a uma zona da cidade onde se situa a praça de touros (Coliseu Figueirense), palco do evento – a Festa recebe anualmente cerca de cinco mil pessoas e consome duas toneladas de sardinha (adquirida a um fornecedor a preços entre os nove mil a dez mil euros), três a quatro mil garrafas “pequenas” de vinho, mil litros de caldo verde e mil quilos de broa.

Na nota que anuncia o cancelamento em Junho e equaciona uma eventual nova data, a organização manifesta a convicção de que “tudo isto (a pandemia de covid-19) vai passar” e o evento “dar uma ajuda à economia e ao turismo” da Figueira da Foz.

“Brevemente vamos todos voltar à vida normal, para desfrutarmos da nossa liberdade e direitos sem restrições”, referem os promotores, lembrando ainda que “ano após ano” são ‘pressionados’ por centenas de pessoas para não deixarem “morrer a festa” e “manterem viva uma tradição de 33 anos”.

“Podem contar com o voluntariado da Malta do Viso, não só para a Festa da Sardinha, mas também, para, na actual conjuntura, ajudar a minimizar dificuldades de pessoas mais carenciadas”, adianta o comunicado.

Carlos Baptista disse ainda ter dado conhecimento prévio da decisão de cancelar em Junho a Festa da Sardinha ao presidente da Câmara da Figueira da Foz, entidade que está a avaliar as condições de realização das Festas da Cidade, que não deverão contar, este ano, com o habitual recinto de tasquinhas da Feira das Freguesias ou o desfile de marchas populares.

Contactada pela Lusa, fonte do gabinete de imprensa da autarquia disse, por seu turno, que uma decisão sobre as Festas da Cidade será tornada pública no início de Maio.

Covid-19: Misericórdia da Figueira da Foz cancela arraial das Festas de Santo António

0

A Misericórdia da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, promotora das festividades de Santo António, anunciou hoje o cancelamento do arraial popular da noite de 12 de Junho, embora mantenha as cerimónias religiosas que serão transmitidas ‘online’.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Misericórdia – Obra da Figueira (MOF) explica que a mesa administrativa decidiu, “desde já” e face à pandemia da covid-19, cancelar o arraial realizado no largo fronteiro à instituição, que todos os anos recebe milhares de pessoas.

Já as cerimónias religiosas de 13 de Junho, dia de Santo António, irão manter-se, mas serão transmitidas pela internet aos eventuais interessados no canal do YouTube da instituição.

A Misericórdia – Obra da Figueira possui, entre outras valências, dois lares de idosos (Santo António e Silva Soares) que albergam cerca de 150 utentes. Desde o início de Março que a instituição estabeleceu um plano de contingência interna e tomou diversas medidas sanitárias face à ameaça do novo coronavírus, incluindo a realização de testes de despistagem a funcionários em situações concretas e a proibição de visitas a familiares dos utentes.

Para fazer face à actual situação de contingência e à proibição de contactos presenciais, a Misericórdia da Figueira da Foz anunciou igualmente a aquisição do “material electrónico indispensável a proporcionar contactos dos utentes com os seus familiares por video-chamada, com a maior frequência possível nas circunstâncias actuais”, com recurso a ‘tablets’ e via ligação sem fios à internet.

Fonte da mesa administrativa da instituição de solidariedade social explicou à Lusa que os técnicos da MOF ligam aos familiares dos utentes através da aplicação Whatsapp, pondo-os em contacto por video-chamada.

Covid-19: Praias com lotação máxima de banhistas para cumprir distanciamento social

0

As praias nacionais vão ter lotação máxima de banhistas durante a época balnear, na sequência da pandemia, que vai ser calculada em função da “capacidade de carga” de cada praia, informou a coordenadora do Programa Bandeira Azul.

“As praias, sendo espaços públicos, também terão de ter os procedimentos e regras a serem implementados para segurança de todos e que têm a ver, obviamente, com o distanciamento social”, para impedir a propagação da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, explicou à agência Lusa a coordenadora nacional do programa Bandeira Azul da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), Catarina Gonçalves.

A responsável disse que está a ser elaborado um “manual de procedimentos sobre o acesso às praias” de Portugal, um trabalho que está a ser desenvolvido por várias organizações, entre as quais a Marinha portuguesa, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Instituto de Socorro a Náufragos (ISN) e a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Este guia deve estar pronto “na primeira semana de maio”, sublinhou Catarina Gonçalves, e incorporará a capacidade de carga de cada praia.

“Vamos ter de avaliar a possibilidade e a forma de calcular a capacidade de carga das praias, isto é, as praias têm um limite. A área concessionada de uma praia está limitada fisicamente, isto é, tem uma dimensão de extensão e de largura, de acordo com a praia-mar”, prosseguiu.

A coordenadora da ABAE explicou que a lotação máxima das praias vai ter em conta “as recomendações” da DGS, nomeadamente, “do que é o espaço seguro para as sombras e para os chapéus de sol” e o distanciamento entre as pessoas.

“Questões mais práticas que têm que ver com a higienização dos espaços, a utilização de máscaras, a própria utilização de esplanadas e bares – saber se é passível de ser feita ou não e em que condições se for feita -, os passadiços, os chuveiros, as gaivotas, os escorregas, as espreguiçadeiras, tudo isso terá que ter uns procedimentos de higiene, obviamente muito mais apertados”, realçou.

Contudo, Catarina Gonçalves referiu que nas praias é “muito mais complicado” implementar estas medidas, uma vez que “não se pode pôr uma fita amarela” para definir o espaço utilizado pelos banhistas.

Por esse motivo, a fiscalização “vai ter de ser diferente” e a responsável espera que haja “bom senso” por parte dos banhistas para cumprir as regras que vão ser estabelecidas.

“Estamos muito preocupados com as frentes urbanas, porque não têm uma entrada e uma saída de uma praia. Todo o passeio marítimo, por exemplo, é uma entrada de praia, o que dificulta bastante a fiscalização.

Pedro Machado fala sobre turismo na Região Centro no “Portugal em Directo”

0

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, foi entrevistado no programa “Portugal em Directo”, da RTP1, no âmbito de discutir o impacto da pandemia de covid-19 na actividade turística da região.

Pedro Machado falou brevemente da campanha “Haverá Tempo”, lançada pelo Turismo do Centro, apelando aos portugueses para ficarem em casa para conter a propagação da Covid-19, garantindo que a região estará preparada para receber os visitantes após a pandemia.

A campanha pretende dinamizar as micro e empresas familiares, ao criar “redes colaborativas” no sentido de trazer às empresas desta região “toda a informação disponível para que possamos salvar empresas e garantir emprego”.

O presidente da entidade diz acreditar “que os meses de Junho/Julho serão os meses zero para o início de alguma retoma”, referindo que a “percepção de saúde e de segurança serão talvez determinantes” para os consumidores, garantindo o distanciamento social.

“Estamos no fundo a garantir a subsistência das empresas mas estamos também a dar um enorme contributo para não deixarmos portugueses para trás”.

Agosto, Setembro e Outubro serão os meses de retoma do mercado interno, havendo a possibilidade de atrair turistas à zona Centro nos dois últimos meses deste ano.


Covid-19: Costa anuncia redução do IVA para máscaras e gel

0

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que o Governo irá aprovar uma redução da taxa do IVA para máscaras e gel desinfectante, tal como tinha sido proposto pelo líder do PSD, Rui Rio, na semana passada.

Questionado no debate quinzenal, pelo deputado do PSD Álvaro Almeida, como avaliou a proposta lançada por Rui Rio de reduzir de 23 para 6% a taxa de IVA destes produtos, o primeiro-ministro respondeu que, depois de o Governo ter estudado e avaliado que a Comissão Europeia “não levantaria problemas”, decidiu avançar nesse sentido.

“Nós iremos adoptar esta medida, se não no Conselho de Ministros desta semana, no da próxima semana, a redução da taxa do IVA quer sobre as máscaras, quer sobre os produtos de desinfecção”, anunciou.

O anúncio de Costa foi aplaudido por alguns deputados do PSD, entre os quais Rui Rio.

De acordo com o primeiro-ministro, o Governo verificou que a Comissão Europeia “dizendo que era ilegal” essa redução, também adiantou que não levantaria problemas, e alguns Estados Membros já tinham dado “boa sequência” a essa interpretação, baixando a taxa IVA, medida que Portugal irá também adoptar.

“São boas notícias, folgo em saber que sugestões do PSD não caíram em saco roto e vão beneficiar os portugueses”, afirmou Álvaro Almeida.

O deputado do PSD inquiriu ainda António Costa sobre o sector do turismo e se confirma a existência de uma proposta de um “selo de garantia sanitária” para a hotelaria e se admite estender esta ideia para a restauração, o que foi confirmado pelo primeiro-ministro.

“O que trabalhámos ontem com o sector do turismo foi este selo de garantia e a criação de um manual de boas práticas, que seja elaborado em conjunto com a ASAE e a Autoridade para as Condições do Trabalho, para dar garantias a quem trabalha e a quem seja cliente”, afirmou.

Sobre a disponibilidade do Governo para estender os apoios às empresas além dos seis meses previstos, o primeiro-ministro preferiu remeter a resposta para “final de maio”, quando for conhecida a dimensão total do problema económico e das ajudas europeias, admitindo contar com o PSD para o desenho da solução.

“Nessa altura, temos de nos sentar à mesa para avaliarmos como podemos construir um programa de recuperação económico e social com um consenso político o mais alargado possível. É, alias, condição essencial para o orçamento suplementar que o Governo terá de apresentar e deseja apresentar neste parlamento antes do fim da interrupção dos trabalhos no verão”, disse.

Sobre a redução da taxa de IVA proposta na semana passada por Rio, num primeiro momento o Governo defendeu que os equipamentos de protecção individual que Portugal importa de países fora da União Europeia já estão isentos de IVA e que as regras comunitárias impediriam uma redução deste imposto num só país para aquisições internas ou intra-comunitárias.

No entanto, o presidente do Conselho Estratégico Nacional (CEN) do PSD, Joaquim Sarmento, reiterou que a Comissão Europeia “não proíbe a redução da taxa de IVA” por parte de um país para equipamentos de protecção individual, uma vez que já foi feita a proposta ao Conselho Europeu.

Nesse sentido, acrescentou na altura Joaquim Sarmento, a própria Comissão invocou uma regra de 2016, segundo a qual quando esta instituição apenas aguarda uma aprovação final do Conselho, “se um Estado-membro decidir avançar, por regra, a Comissão não levanta um procedimento”.

“O que nós entendemos desta comunicação da Comissão Europeia é que, se o Governo quiser, tem margem para legislar”, apontou Sarmento, acrescentando que o PSD só defende a redução da taxa do IVA enquanto “a Direcção Geral de Saúde decretar que a utilização de máscaras é fortemente recomendada” na prevenção da covid-19, voltando depois aos 23% de IVA.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 178.500 mortos e infectou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 785 pessoas das 21.982 registadas como infectadas, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Região Centro mantém coberturas elevadas de vacinação

0

A vacinação na região Centro mantém coberturas elevadas, com percentagem entre os 98 e 99%, anunciou hoje a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), após conhecer os resultados do Plano Nacional de Vacinação (PNV) de 2019.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ARSC realça que, no ano passado, as coberturas vacinais foram elevadas nos grupos avaliados, tendo sido administradas 270.322 vacinas nas unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde e nas unidades locais de saúde de Castelo Branco e Guarda.

“De uma maneira geral, as coberturas vacinais na infância são elevadas. No âmbito da estratégia de vacinação do BCG, dirigida a grupos de risco, foram vacinadas 1.996 crianças com idade inferior a seis anos (idade recomendada), tendo o processo decorrido em 24 pontos de vacinação”, destaca a nota.

Segundo a ARSC, as actividades desenvolvidas pelas unidades de saúde da região Centro em 2019 permitiram alcançar resultados que “só foram possíveis com a sensibilização e o envolvimento continuado de todos os profissionais de saúde que trabalham nesta área”.

Os resultados “revelam terem sido atingidos os níveis necessários para conferir imunidade de grupo e para cumprir os objectivos dos programas prioritários de erradicação da poliomielite e de eliminação do sarampo e da rubéola, na componente da vacinação”.

“A vacinação, que constitui o maior avanço da medicina moderna, permite o bem-estar da população, previne doenças, contribui para um envelhecimento saudável, previne vários tipos de cancro e reduz a ameaça da resistência aos antibióticos”, sublinha o comunicado.

Em Portugal, de acordo com a ARSC, a vacinação permitiu eliminar doenças como a difteria, a poliomielite, o sarampo e a rubéola, bem como controlar muitas formas de meningite, a tosse convulsa e a papeira, entre outras.

“Num contexto de pandemia de covid-19, é ainda mais importante relembrar a importância da vacinação recomendada no PNV”, frisa o organismo regional.

Covid-19: Maioria dos hotéis começam a reabrir em Julho

0

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins, disse que a maioria dos hotéis poderá começar a reabrir em Julho e que está a ser preparado um selo de garantia para dar confiança aos clientes.

“A hotelaria portuguesa pensa que poderá começar a reabrir em Julho, provavelmente alguns hotéis ainda em Junho, e naturalmente com todos os cuidados e todas as garantias sanitárias”, afirmou Raul Martins à saída de uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, que recebeu em São Bento, Lisboa, representantes do sector hoteleiro para falar sobre a crise causada pela pandemia covid-19.

Segundo disse, a hotelaria “está muito dependente da aviação e a aviação está muito condicionada pela segurança sanitária, que só existirá quando houver um medicamento ou uma vacina”, pelo que a abertura dos hotéis não será antes daquelas datas.

Raul Martins revelou que a AHP está a trabalhar com o Turismo de Portugal e com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) para ser criado um “selo de garantia sanitária nos hotéis” para dar confiança aos clientes.

Segundo explicou, o objectivo é atribuir o selo aos hotéis que cumpram “um determinado protocolo” que servirá para os turistas se sentirem seguros.

O presidente da AHP disse ainda que a reabertura para Julho deverá acontecer em relação aos hotéis de férias, ou seja, das zonas balneares, interior do país e ilhas, mas acrescentou que os hotéis de cidade só deverão voltar a operar em Setembro.

“As ocupações vão ser sempre dependentes daquilo que a aviação conseguir fazer, mas a nossa expectativa é de que vai ser um ano zero, se não for negativo”, considerou Raul Martins.

Tribunal condena líder de grupo de tráfico de ‘crack’ em Coimbra a 15 anos de prisão

0

O Tribunal de Coimbra condenou hoje a 15 anos de prisão o líder de um grupo que controlava o tráfico de ‘crack’ na Baixa da cidade, aplicando penas efectivas a 12 dos 18 arguidos do processo.

O colectivo de juízes deu como provado que Dário Mafra, de 31 anos, decidiu organizar um grupo de pessoas para traficar droga na Baixa de Coimbra, distribuindo tarefas entre os vários elementos, estando alguns encarregados de fazer o transporte da droga do Bairro do Aleixo, no Porto, para a cidade, outros de a pagarem, outros de a guardarem e ainda outros de a entregarem a vendedores directos.

Dário Mafra foi condenado a 15 anos de prisão pela prática dos crimes de associação criminosa e tráfico de droga agravado.

Abaixo do líder, na estrutura da organização, estavam seis arguidos que foram condenados a nove anos de prisão cada, face ao seu envolvimento no grupo.

Três homens foram condenados a penas de cinco anos e seis meses de prisão e dois a cinco anos e três meses de pena efectiva.

Os restantes arguidos, entre os quais quatro mulheres, foram condenados a penas suspensas entre dois anos e seis meses, e quatro anos e seis meses de prisão, sendo que, na maioria destes casos, o colectivo de juízes do Tribunal de Coimbra notou que tinham “mudado de vida” e tinham uma situação socio-profissional estabilizada.

Face à pandemia da covid-19, o Tribunal de Coimbra decidiu suspender a obrigação de apresentações periódicas às autoridades pelos arguidos que tinham tal medida de coação, sendo que os cinco arguidos que estavam em prisão preventiva irão continuar a cumprir essa medida.

Os 18 arguidos eram acusados pelo Ministério Público de participar num grupo de tráfico de droga na Baixa de Coimbra, pelo menos entre Outubro de 2017 e Novembro de 2018, estabelecendo um monopólio de venda de ‘crack’.

Estima-se que a organização registava um lucro superior a 75 mil euros por mês.

Uma cidade vazia

0

Figueira da Foz. Uma cidade vazia. Fotos de Luís Parreirăo.

Covid-19: Parlamento aprecia no dia 30 relatório sobre estado de emergência

0

A conferência de líderes marcou hoje um novo plenário para dia 30 para apreciar o relatório relativo ao segundo período do estado de emergência, deixando em aberto na agenda o debate sobre o prolongamento do mesmo.

“O plenário terá iniciativas do Governo, apreciação de relatórios e, eventualmente, a análise e discussão da renovação do estado de emergência, se for o caso, o que neste momento não se pode ainda adiantar”, afirmou a porta-voz da conferência de líder, a deputada do PS Maria da Luz Rosinha.

Nesse plenário não serão discutidas quaisquer iniciativas partidárias, adiantou, explicando que será debatida a resolução relativa ao primeiro estado de emergência (de 19 de Março a 2 de Abril) – produzida a partir do texto analisado na semana passada – e o relatório referente ao segundo período (de 3 de Abril a 17 de Abril).

O estado de emergência, que vigora em Portugal desde 19 de Março, foi renovado por duas vezes, e estende-se actualmente até 2 de maio.

Apesar de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, já terem manifestado o desejo de que este seja o último período do estado de emergência, ambos remeteram uma decisão final para depois da próxima reunião com os epidemiologistas no Infarmed, no dia 28.

Em entrevista ao semanário Expresso, publicada no sábado, António Costa anunciou a intenção de “anunciar o calendário e o programa de desconfinamento progressivo” no Conselho de Ministros de 30 de Abril.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infectou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infecção, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Covid-19: Médicos do Centro criam grupo para garantir bem-estar a quem luta contra a pandemia

0

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) anunciou hoje a criação de um grupo de suporte para garantir bem-estar a quem está a lutar contra a pandemia de covid-19.

“No actual contexto de grande exigência e emergência, até pelas complexas actualizações técnico-científicas e organizacionais quase diárias, associado ao desgaste físico e emocional, será importante partilhar experiências sobre o impacto da crise no desempenho técnico e profissional”, salienta o presidente da secção, Carlos Cortes, em comunicado enviado à agência Lusa.

Para os médicos inscritos na SRCOM, todas as semanas, à quarta-feira, será activado o grupo que poderá ter, no máximo, 10 participantes, através de videoconferência numa plataforma digital.

Os interessados devem inscrever-se através do endereço electrónico srcom.gam@gmail.com, realizando-se as sessões entre as 21:30 e 23:00.

Segundo o comunicado, o grupo de suporte é dinamizado pelos psiquiatras João Redondo, coordenador do Gabinete de Apoio ao Médico da SRCOM, e Tiago Santos, membro do mesmo gabinete.

“A partilha e reflexão dos desafios colocados sobre a actual pandemia, o balanço do custo pessoal e familiar da reorganização do trabalho e dos riscos inerentes são objectivos gerais deste grupo”, explica João Redondo, citado também no comunicado.

O médico do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) salienta que esta intervenção foi planeada “de forma a ajudar a fazer a gestão emocional das situações de stress, auxiliar no processo de compatibilização de contextos familiares/laborais e informais, bem como para reforçar as competências no relacionamento inter-pessoal em contexto de crise, entre outras”.

Esta iniciativa do Gabinete de Apoio ao Médico da SRCOM conta com o apoio do Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicológico do CRI de Psiquiatria CHUC.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infectou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infectadas, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Covid-19: Pais e filhos adaptam-se à nova escola pela televisão

0

A pandemia de covid-19 obrigou a um método de ensino diferente. Com as escolas encerradas desde 16 de Março, as famílias deparam-se a partir de hoje com o novo desafio de assistir às aulas pela televisão.

São 11:15 e na Pontinha, concelho de Odivelas, Daniela, de 09 anos, a frequentar o 3.º ano, está sentada no sofá, em frente à televisão, a terminar a segunda aula do dia – Matemática – enquanto o irmão David, de 11 anos, ainda está à frente do computador a ler os ‘emails’ da professora.

A partir da “caixinha mágica”, os professores formulam um conjunto de problemas. “A que horas termina o espectáculo dos golfinhos que se inicia às 11.00?”, pergunta a docente, notando que tem a duração de 30 minutos.

Daniela está calada, retraindo-se em responder às questões. Terminada a aula, às 11:30, dirige-se imediatamente para a secretária instalada junto ao sofá, porque tem muitos trabalhos de casa para fazer. O pai, Fernando Joaquim, coloca o telemóvel a jeito, com as tarefas que a filha tem de fazer.

Questionada sobre o que achou das primeiras aulas, Daniela diz à Lusa que “foi um pouco difícil” sem o professor por perto.

O sofá é agora ocupado por David, aluno do 5.º ano, que se vai estrear na nova telescola, acompanhado pelo pai.

Se para os filhos a nova escola exige adaptação, para os pais também. Mais do que nunca, terão de acompanhar os seus educandos numa forma de ensino em que o professor está mais longe do que o habitual.

Fernando Joaquim está consciente disso. Destaca que faz questão de acompanhar os filhos nesta forma diferente de aprender e até tirou uns dias no trabalho para o poder fazer.

“À distância é difícil. Como vocês vêem, está ela aqui a fazer os trabalhos e está a ouvir do mano, incomoda sempre. Para eles é complicado, mas é assim”, referiu.

“Está sempre cá a mãe. Eu era para estar a trabalhar, mas lá consegui meter mais uma semaninha que é por causa do arranque aqui da telescola. Já sabia que ia ser complicado para eles”, acrescenta.

Para este pai, que vive com a mulher e os três filhos numa pequena casa com apenas dois quartos na nova telescola é importante, mas considera que não é muito cativante.

“Para ela, por exemplo, podiam aligeirar um bocadinho a coisa, meter assim mais bonecada para os cativar mais. Não acho que ela ficou muito satisfeita, porque estar ali a despejar aquilo tudo é complicado. E mesmo para o David, pelo que eu estou a ver agora, é estarem eles em frente a uma televisão a ouvir as pessoas a falar. Não os cativa assim muito”, argumenta.

Fernando Joaquim e a mulher, Ana Costa, contam que os professores têm mandado muitos trabalhos de casa e que a ginástica para gerir a casa, a família e o trabalho nem sempre tem sido fácil.

“Na sexta-feira o David tinha trabalhos para fazer até à meia-noite. Acabámos mesmo à meia-noite para enviar à professora. Torna-se muito complicado”, relata Ana.

Além disso, com dois computadores – um “melhorzito” e um portátil lento – é preciso disciplina. Não podem estar todos em uso ao mesmo tempo e o filho mais velho, com 18 anos, também tem trabalhos para fazer e aulas à distância.

Ainda assim, o pai ressalva que as crianças não têm passado o dia inteiro de volta dos trabalhos da escola. Chega a uma certa hora que “já chega” e apela a que os filhos se vão divertir, o que, no caso de David, significa, sobretudo, jogar ‘Fortnite’.

Entre a aula de Ciências Naturais e a de Português, David revela com timidez e pouco entusiasmo que percebeu “algumas coisas”, mas que não deu todas as matérias leccionadas pelas novas professoras.

Não está farto de estar em casa e diz que não tem saudades “de nada” da escola. “Só gosto de fazer (Educação) Física”, salienta.

Em termos de rotina, diz quando se levanta vai ver se tem trabalhos de casa para fazer. Caso não tenha, não volta para a cama.

“Vou para a Play (station)”, confidencia David, entre risos, ao que o pai complementa: “Quem diz a verdade não merece castigo”.

No entender de Fernando Joaquim, e apesar de reforçar a importância das aulas pela televisão, os alunos “deviam repetir o ano” e “as pessoas não devem de ter medo nem de ficar chocadas”.

“Mais vale chumbar um ano e ficarem mais bem preparados. Porque isto é bonito passar, mas o interesse aqui é que eles aprendam. E eu prefiro que eles saibam as coisitas para vida do que passem assim”, advoga.

Para já, é no sofá e a partir da televisão que David e Daniela vão prosseguir o seu ano lectivo, sem perspectivas de regressarem à normalidade. Os pais, conscientes do vírus, sublinham que também ainda não tiveram a coragem de os levar à rua desde que o país entrou em estado de emergência.

Covid-19: PSD da Figueira da Foz preocupado com nível “alarmante” de desemprego

0

O PSD da Figueira da Foz manifestou-se hoje preocupado com o nível “alarmante” de desemprego e propôs um “plataforma de diálogo” a nível municipal e regional para enfrentar as consequências da pandemia da covid-19.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Silva, presidente da concelhia social-democrata e vereador da oposição camarária, classificou de “preocupante” a situação de crise em áreas como o turismo, “com os hotéis todos fechados”, comércio e serviços e pescas naquele município do litoral do distrito de Coimbra.

“Só as grandes empresas (de celulose e papel, agro-alimentares e indústria transformadora) é que estão a laborar. A Figueira da Foz vai ser bastante afectada, pois sendo o turismo, o comércio e a pesca os seus principais sectores de actividade e emprego, são também aqueles que terão mais dificuldades em recuperar rapidamente, por razões óbvias, decorrentes da crise pandémica e económica já conhecida e prevista”, frisou Ricardo Silva, citando, nesta afirmação, o ministro das Finanças, Mário Centeno.

Questionado sobre os números do desemprego naqueles sectores, o dirigente do PSD afirmou não dispor de dados oficiais por concelho mas, reportando aos números hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) relativos à região Centro e a áreas económicas concretas, bem como a “contactos informais” realizados, conclui que a Figueira da Foz “apresenta um dos maiores números de desempregados do Centro Litoral, Leiria, Coimbra e Aveiro incluídos”.

“Isto já por si nos deixa preocupados, em perfeito alarme”, enfatizou Ricardo Silva.

O também vereador do PSD disse ter questionado hoje, em reunião do executivo municipal, se a maioria socialista “fez a correlação destes dados (do IEFP) para a realidade do concelho da Figueira da Foz e a que conclusões chegou”, e quer que os números concelhios sejam divulgados.

“O acompanhamento e estudo destes dados são importantes para pensar medidas de apoio social e ao tecido empresarial por parte da Câmara Municipal. E nós necessitamos destes dados concretos para podermos colaborar com ideias e propostas com vista a minorar esta crise na Figueira da Foz”, justificou Ricardo Silva.

Por outro lado, o PSD pretende “encontrar uma plataforma de diálogo” que reúna partidos políticos, Assembleia Municipal, juntas de freguesia e instituições de solidariedade social, mas também “as maiores empresas empregadoras da Figueira da Foz”, Associação Comercial e Industrial, Conselho Empresarial do Centro e Turismo Centro de Portugal ou cidadãos independentes, entre outros, para “ouvir, compartilhar diagnósticos, soluções e propostas” face à crise.

Para tal, o PSD enviou aos grupos parlamentares da Assembleia Municipal uma proposta de criação do Grupo de Monitorização da Crise Pandémica na Figueira da Foz, que deverá funcionar, nesta fase, através de videoconferência.

“Queremos reunir todos, ouvir todos. Apesar das (diferentes) ideologias e dos seus credos, de certeza que todos têm ideias para ultrapassar a crise que, infelizmente, se vai sentir ainda mais num futuro próximo. E quem tem responsabilidades tudo deve fazer para mitigar o que pode acontecer no futuro. Podemos e devemos ter medidas de apoio directo às famílias, instituições e empresas da Figueira da Foz”, defendeu Ricardo Silva.

Covid-19: Mais 14 detidos por desobediência no âmbito do estado de emergência

0

O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou que 14 pessoas foram detidas por crime de desobediência, até às 17:00 de hoje, no âmbito do terceiro período do estado de emergência, em vigor desde as 00:00 de sábado.

Numa nota, o MAI realçou que quatro destes cidadãos foram detidos por desobediência à obrigação de confinamento obrigatório e 10 por desobediência ao dever geral de recolhimento domiciliário.

No mesmo período, de acordo com o MAI, foram encerrados 22 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas.

O MAI destacou que estas 14 detenções e o encerramento de 22 estabelecimentos juntam-se aos números relativos aos dois primeiros períodos de estado de emergência.

No primeiro período, entre 22 de Março e 2 de Abril, foram detidas 108 pessoas por crime de desobediência e foram encerrados 1.708 estabelecimentos comerciais e, no segundo período, entre 03 e 17 de Abril, registaram-se 184 detenções por crime de desobediência e foram encerrados 432 estabelecimentos.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 160 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 518 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 714 pessoas das 20.206 registadas como infectadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

Covid-19: Crise sem perspectiva de retoma arrasa rendimentos de músicos

0

O cancelamento de concertos atingiu todos os músicos, quer sejam mais ou menos conhecidos, deixando muitos com rendimentos mensais perto de zero, num momento sem precedentes num sector onde o público conhece apenas alguns, mas milhares são afectados.

Segundo a Associação de Promotores e Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE), entre 8 de Março e 31 de maio foram cancelados, adiados ou suspensos 24.815 espectáculos em Portugal por causa das medidas de contenção da epidemia da covid-19. O número foi revelado em 3 de Abril e a associação alertava que poderia “aumentar exponencialmente” nas semanas seguintes.

A Lusa falou com vários artistas do mundo da música que revelaram preocupação com a situação actual e incerteza quanto ao futuro, salientando que, por cada músico que dá a cara, há dezenas de ‘invisíveis’ cujas vidas dependem quase a 100% dos espectáculos ao vivo.

A tentar adaptar-se aos novos tempos está o guitarrista madeirense de jazz André Santos, que sofreu “uma razia total a nível de concertos”, tendo alguns sido adiados, “achando que a partir de Setembro as coisas podem voltar a acontecer”.

Além dos concertos, “principal fonte de rendimento”, André Santos dá aulas, “cinco a seis horas por semana no Hot Clube de Portugal, agora de forma virtual”.

Desde que os espectáculos pararam, tem tido “pequenos trabalhos de gravação”, participou numa música da cantora Joana Alegre e musicou uma pequena série ‘online’ de receitas culinárias madeirenses. O primeiro não foi remunerado, o segundo sim.

Nos últimos dois anos, “que foram bons”, André Santos conseguiu “pôr algum dinheiro de lado”, que dará para se aguentar “durante uns meses”.

Além disso, valem-lhe as instituições que estão “a tentar apoiar músicos”, como o Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, que está a promover, de forma virtual, “concertos e oficinas com artistas maioritariamente da Madeira [como é o caso de André], e os trabalhos são remunerados”. “Espero que haja outras que sigam o exemplo”, disse.

Os espectáculos constituem precisamente a maior fatia dos rendimentos nesta área. No caso do músico, produtor e DJ Rui Maia (X-Wife e GNR), a música ao vivo representa “80% da remuneração”.

Com um escritório/estúdio em casa, Rui Maia, que não se lembra de outro momento tão crítico como este, pode aproveitar o tempo “a fazer alguma produção”, mas é feita para outros artistas, que se encontram “na mesma condição”.

“Agora há uma paragem total para toda a gente que está ligada à Cultura, e mesmo no dia em que conseguirmos sair de casa, não sei qual vai ser a reacção do público em relação aos espectáculos”, disse.

Em relação aos apoios que têm surgido, Rui Maia optou por não recorrer, ainda, a nenhum. “Tenho a possibilidade de me aguentar uns meses, poucos. Não recorri a nada, porque estamos a falar de empréstimos, mas não sei se irei precisar, porque não sabemos até quando iremos ficar nesta situação”.

Por seu lado, André Neves, o Maze do colectivo Dealema, enquanto trabalhador precário “há vinte e tal anos”, foi-se habituando a ter “uns meses melhores que outros” em termos de rendimentos. “O verão é sempre melhor e agora ia ser a melhor altura”, disse.

Este mês ainda conseguiu “pagar a renda e as despesas correntes”, mas no mês que vem antevê “grandes dificuldades”. Com uma filha pequena, recorreu aos apoios da Segurança Social, tanto para pais como para trabalhadores independentes, que, percebeu depois, não podem ocorrer em simultâneo, e candidatou-se aos apoios da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação GDA. Mas ainda vai tentar mais.

“Tenho que me apoiar nisso ou vou passar por tempos realmente difíceis e vou ter que contar com a boa vontade de amigos e família”, partilhou.

Maze lembra que o sector da música, como outros, “é um espelho da sociedade e do mundo: há artistas com dinheiro para muitas gerações, e outros que passam dificuldades”.

Maze acredita que “provavelmente a última coisa a acontecer serão grandes concentrações de pessoas”. “Os eventos desportivos podem acontecer à porta fechada, mas concertos não há hipótese. Podem acontecer em palcos para serem transmitidos para quem está em casa, mas ao vivo não me parece que aconteça tão cedo”, referiu, salientando que “mesmo que seja autorizado, muitas pessoas vão ter medo de ir, de estar em espaços com muita gente”.

Até lá, vai fazendo “trabalho digital” em casa, algo que faz dele “um privilegiado”. “Tenho colegas de trabalho, técnico, que não podem fazer mesmo nada, têm que arranjar alternativas noutras áreas, se conseguirem, porque se não vão passar fome”, alertou.

Em casa, embora não tenha um estúdio, Maze tem “condições mínimas para fazer captação de voz e para produzir”. “Estou a aproveitar algum do tempo que tenho livre para criar. Tenho feito música, tenho escrito, tenho tentado produzir conteúdos e provavelmente vou ter que os vender digitalmente para subsistir. Pode também ser artes visuais, fotografia, vou ter que me adaptar a estes tempos”, referiu.

No caso da baixista dos Linda Martini, Cláudia Guerreiro, os cancelamentos em casa foram em dose dupla. Os concertos dos Linda Martini foram todos cancelados, e os do marido, o guitarrista Rui Carvalho (Filho da Mãe), também.

“Não há rendimentos nem previsão de haver”, contou Cláudia.

A baixista referiu que tanto ela como o marido recebem “dinheiro de direitos de autor, mas é residual”. “Todos os músicos [que são autores] estão a recorrer à Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que não está a dar-nos nada, mas a adiantar um dinheiro que já é nosso. É uma ajuda, mas não é fazer dinheiro novo”, disse.

Além disso, “tudo o que há à volta dos músicos é ‘online’ e tudo o que é online está gratuito”. “Em termos de música acho muito complicado, a não ser que haja hipótese para publicidade, para bancos provavelmente, hipermercados, que é o que tem saída”, ironizou.

Fazendo parte de uma banda, que tinha “disco novo na calha”, as coisas complicam-se. “Nós nem nos juntamos”, partilhou.

A par da música, Cláudia Guerreiro trabalha como ilustradora, mas “não estava com trabalho nenhum naquele momento e agora ninguém quer ilustração, não é uma prioridade”.

Para aproveitar o tempo sem trabalho, tem-se dedicado à escultura. O problema é “a dificuldade de concentração e ter um miúdo de quatro anos em casa”.

Também o fadista Ricardo Ribeiro tem aproveitado o tempo livre para criar. “Uso o pessimismo como fonte de energia e tenho criado muito. Fiz duas músicas novas no espaço de duas semanas, escrevi dois textos e quatro poemas”, contou à Lusa.

No entanto, agora ficou sem concertos e sem a casa de fados onde actuava, “que fechou”, “a partir daí não mais houve fonte de rendimentos”.

No caso de Ricardo Ribeiro, os concertos estão “a ser adiados para Outubro, para Novembro e até para o ano que vem”.

Para tentar colmatar a falta de rendimentos, o fadista candidatou-se aos apoios da Fundação GDA, do Ministério da Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, estando “à espera de respostas”. Além disso, como é autor, pediu “algum adiantamento à SPA”.

Ricardo Ribeiro vê com apreensão tudo o que se está a passar: “É uma coisa completamente nova e devastadora para muitos artistas, em concertos, casas de fado, bares de hotéis. Dói-me muito saber que há artistas que não sei como vão sobreviver até ao final do mês de Abril”.

Além disso, tem uma “preocupação enorme” com os técnicos, “que sem espectáculos não têm trabalho”. “É devastador. A grande maioria são recibos verdes e não têm uma forma de ir buscar dinheiro para poder fazer face às despesas”, referiu.

Também Carlão não esquece quem o acompanha ao vivo: uma banda com cinco músicos e uma série de técnicos, “que não têm ‘back-up’ dos direitos de autor, por exemplo”. “Essa malta toda está lixada”, disse.

Este momento apanhou todo o setor da música de surpresa e lembrou a todos “a fragilidade da actividade” que exercem.

Embora receba direitos de autor, no caso de Carlão, como no da maior parte dos músicos, “o grosso do rendimento é dos concertos”. Com as coisas que conseguiria fazer agora, “compor e gravar, nunca se vai buscar dinheiro nenhum”.

“Já não facturo nada há uns tempos e não vou facturar durante uns tempos, por causa dos cancelamentos e adiamentos de concertos, mas estou a viver ainda das coisas do ano passado. Ainda dá durante uns tempos para a coisa estar tranquila”, contou à Lusa.

A preocupação com outros músicos e com os técnicos e restantes profissionais que “fazem parte de um todo do espectáculo” é partilhada pela fadista Kátia Guerreiro.

“Estou muito preocupada, não só comigo mas com todas as pessoas que fazem parte deste meio. Nem todos os artistas são ‘mainstream’, há artistas com menos visibilidade e com menos rendimentos, que muitas vezes servem para pagar as suas contas imediatas, para comer, pagar contas de casa, impostos e pouco lhes sobra e vendo actividade reduzida a zero devem estar em franquíssima dificuldade”, alertou.

A fadista lembra também os “motoristas, ‘road managers’, técnicos de luz e som, agências, empresas de aluguer de material de som e luz”. “Tudo faz parte de um todo do espectáculo. Não sou só eu, tenho dezenas de pessoas à minha volta. Estou preocupada e quero muito encontrar soluções que possam ser benéficas a quem está à minha volta. Vou tentar ajudar os meus e acho que cada artista tem obrigação de tentar encontrar soluções para ajudar os seus também”, referiu.

Kátia Guerreiro tinha concertos agendados tanto para Portugal como para o estrangeiro, todos adiados ou cancelados.

“Hoje o nosso maior sustento são os rendimentos tirados dos espectáculos. Essa anulação por completo dessa possibilidade faz com que estejamos em situação de grande contenção e de grande sufoco, porque não sabemos quanto tempo isto vai durar”, afirmou.

A fadista reforça a ideia defendida por outros músicos: “Vamos ser os últimos a recuperar actividade, porque a nossa actividade implica ajuntamentos, aglomerados de gente”.

O músico Miguel Ângelo relembra que “os artistas estão no palco, mas não estão sós, há muito mais gente que depende das prestações ao vivo”.

O vocalista dos Delfins lembra que “enquanto há músicos que conseguem ser apoiados”, os técnicos “não”.

“Tem que haver soluções para que haja visibilidade para todas essas pessoas, para que comecem a ser vistos como trabalhadores cruciais para que os artistas e bandas tenham êxito”, referiu.

Com 35 anos de carreira, Miguel Ângelo lembra que “nem na famigerada crise, em que houve grande redução do mercado de trabalho, houve uma situação em que se ficasse de um dia para o outro com zero receitas”.

“Se numa primeira fase toda a gente ficou com o rendimento zero de um dia para o outro ainda se pensou que a partir do verão as coisas voltavam, isso mudou. Há muitos municípios que estão a desmarcar coisas até final do ano”, alertou.

O músico lembra que num contexto de confinamento social, “os conteúdos culturais são o que está alimentar as pessoas, e isso está a fazer com que as pessoas se apercebam da necessidade da cultura nas suas vidas, e isso pode ser um bom reinício”.

Covid-19: Portugal com 714 mortos e mais de 20.000 infectados, número de casos na Figueira mantém-se

0

Portugal regista hoje 714 mortos associados à covid-19, mais 27 do que no sábado, e 20.206 infectados (mais 521), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direcção-Geral da Saúde (DGS). O número de casos de infectados registados pela DGS, no concelho da Figueira da Foz, não mostrou diferença face aos dados recolhidos de ontem – 18 casos.

Comparando com os dados de sábado, em que se registavam 687 mortos, hoje constatou-se um aumento percentual de 3,9 por cento.

Relativamente ao número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, os dados da DGS revelam que há mais 521 casos do que no sábado, representando uma subida de 2,6%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (409), seguida pelo Centro (164), pela região de Lisboa e Vale Tejo (126), do Algarve (10) e dos Açores (5), adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24:00 de sábado.

Das mortes registadas, 470 tinham mais de 80 anos, 151 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 65 entre os 60 e 69 anos, 20 entre 50 e 59 e oito entre os 40 e os 49.

Do total das pessoas infectadas, a grande maioria está a recuperar em casa, totalizando 18.963, mais 531 relativamente a sábado (+2,9%).

Os dados adiantam que 1.243 estão internadas, menos 10 que no sábado (-0,8%), e 224 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos quatro, o que representa uma diminuição de 1,8%.

Os dados da DGS precisam que o concelho do Porto é o que regista o maior número de casos de infecção pelo coronavírus (1.059), seguido de Lisboa (1.038 casos), Vila Nova de Gaia (1035), Matosinhos (875), Braga (848), Gondomar (834), Maia (744), Valongo (585), Ovar (511), Sintra (493) e Coimbra com 355 casos.

Desde o dia 1 de Janeiro, registaram-se 187.604 casos suspeitos, dos quais 4.959 aguardam resultado dos testes.

Há 162.439 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados se mantém hoje em 610.

A região Norte continua a registar o maior número de infecções, totalizando 12.148, mais 386 face ao dia anterior, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 4.500 (mais 62), da região Centro, com 2.863 (mais 60), do Algarve com 310 (mais quatro) e do Alentejo com 158 casos, o mesmo número de sábado.

Os Açores registam 106 casos de covid-19, mais dois que no sábado e a Madeira 61, mais sete.

A DGS regista também 27.947 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde, mais 2.491 do que no sábado.

Do total de infectados, 11.977 são mulheres e 8.229 homens.

A faixa etária mais afectada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (3.510), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (3.473), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 3.082 casos.

Há ainda 2.831 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.444 entre os 60 e 69 anos, 2.149 entre os 20 e os 29 anos e 1.826 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 345 casos de crianças até aos nove anos e 536 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório da Direcção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 130 de França, 82 do Reino Unido, 46 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 29 de Itália, 30 do Brasil, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália e 10 da Alemanha, além de diversos outros casos distribuídos por dezenas de outros países.

De acordo com o boletim, 52% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 38% febre, 27% dores musculares, 25% cefaleia, 21% fraqueza generalizada e 16% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 85% dos casos confirmados.

Época balnear é “incerta” e podem faltar nadadores-salvadores

0

A abertura da época balnear ainda é “incerta” para o sector que “vive do sol”, seja para os concessionários de praia ou nadadores-salvadores, que não sabem quando começam a trabalhar ou se haverá vigilantes suficientes.

“Se não conseguirmos abrir as nossas empresas na praia vai ser o caos, vai ser muito difícil para os empresários porque vão à falência”, disse à Lusa o presidente da Federação Portuguesa dos Concessionários de Praia, João Carreira, que mantém a esperança de que seja possível “abrir devagarinho” em Junho.

Segundo o responsável, devido à pandemia da covid-19, os concessionários que estão abertos durante todo o ano tiveram de recorrer ao ‘lay-off’ e alguns estão com “problemas gravíssimos” em preparar o próximo verão, porque já perderam o mês de abril e ainda “é tudo muito incerto”.

O clima de dúvida abrange concessionários de todo o país, como os do Algarve, que “não depositam grande esperança” de que o ano turístico possa vir a colmatar todos os encargos que têm de suportar com funcionários e outras despesas, numa altura em que não há receitas.

“Não temos qualquer previsão, nem indicação sobre uma possível data para a abertura das praias, daí estarmos a aguardar para vermos qual a possibilidade de ainda podermos trabalhar este verão”, referiu Artur Simão, vice-presidente da Associação dos Industriais e Similares Concessionários das Praias da Orla Marítima do Algarve.

Em São Pedro de Moel, na Marinha Grande, distrito de Leiria, uma empresária investiu oito mil euros num projecto para o novo bar de praia, mas não sabe se irá conseguir abrir.

“Vou pagar a licença, mas nem sei como vai ser. A época balnear abre em 15 de Junho, mas não temos qualquer informação. Vamos ver quais serão as condições, se dá para abrir o bar ou apenas montar as tendas e toldos”, mencionou Natália Loureiro.

Também o litoral alentejano está “cheio de incertezas” e expectativas “um bocadinho más” – os proprietários estão parados há quase dois meses e acreditam que as praias não vão poder receber o mesmo número de banhistas.

“Se não tenho pessoas na praia não vou ter meios para fazer face a essas despesas. Possivelmente está em cima da mesa não abrir a praia e colocarmos um ou dois nadadores-salvadores para garantir a segurança dos banhistas”, adiantou Catarina Gomes, que é proprietária do parque de campismo e concessionária na praia da Galé/Fontainhas, em Grândola, no distrito de Setúbal.

Os 21 concessionários da Costa de Caparica, em Almada (Setúbal), estão “minimamente preparados” para o início da época balnear, mas persistem as dúvidas sobre como proceder quando puderem trabalhar.

“A praia vai ser uma confusão, com muita gente junta. Há uma parte da praia que é privada e podemos pôr alguma distância entre quem aluga um chapéu, mas depois há toda a frente que é para toda a gente e não há controlo”, apontou o presidente da Associação Apoios de Praia Frente Urbana da Costa de Caparica, Acácio Bernardo.

Neste âmbito, Fátima Cunha, presidente da Associação de Concessionários da Póvoa de Varzim (Porto) defendeu que “terá de haver uma outra forma de estar nas praias”, pelo que se aguarda indicações das autoridades competentes para “traçar uma linha de acção”.

No entanto, mesmo que a época balnear possa começar de forma generalizada em Junho, há outro “grande problema” que está a preocupar o sector: “a falta de nadadores-salvadores”, porque a covid-19 também impediu a realização dos cursos.

A situação foi confirmada pelo presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, Alexandre Tadeia, que duvida que “seja possível formar a mesma quantidade de vigilantes” dos anos anteriores”, até porque o curso dura um mês.

“Nós temos um estudo que nos indica que apenas 50% dos nadadores-salvadores voltam a trabalhar na época seguinte, o que quer dizer que todos os anos temos de formar aproximadamente metade dos nadadores-salvadores de que necessitamos para a época balnear”, explicou.

Este ano deveriam ter sido formados entre 1.500 e 2.000 vigilantes de praia, o que levou a Autoridade Marítima Nacional a estender a validade dos cartões que expiraram recentemente, mas a medida pode não ser suficiente.

“Neste momento temos muitos nadadores-salvadores certificados em Portugal, mas o problema não é a certificação, mas sim quantos estão disponíveis para trabalhar”, frisou.

Para Alexandre Tadeia, é preciso incentivar estes profissionais através de benefícios como a isenção de IVA, a diminuição do valor das propinas na faculdade ou até mesmo uma redução do número de vigilantes por concessão, porque “mais vale ter alguma segurança do que não ter nenhuma”.

“Estamos extremamente preocupados, até porque tínhamos vindo a baixar o número de mortes por afogamento em Portugal. Em 2017 tivemos 122, em 2018 foram 117 e os números de 2019, que ainda não foram publicados, também demonstram esta tendência de redução. Não queríamos que esta época balnear viesse em sentido contrário”, sublinhou.

Por agora, referiu o representante dos concessionários, João Carreira, resta manter o “pensamento positivo” e a “esperança de que haja alguma atenção do Governo” a este sector que “vive do sol”.

Obras na Rua dos Combatentes novamente paradas

0

O empreiteiro das obras da baixa da cidade suspendeu os trabalhos por um prazo de 10 dias, justificando a decisão com a pandemia da Covid-19, contrariando o desejo da Câmara Municipal.

As obras voltam a parar.

Covid-19: Portugal com 687 mortos e 19.685 infectados, Figueira com 18 casos confirmados

0

Portugal regista hoje 687 mortos associados à covid-19, mais 30 do que na sexta-feira, e 19.685 infectados (mais 663), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direcção-Geral da Saúde (DGS). O concelho da Figueira da Foz tem 18 casos confirmados de infectados, segundo apurou O Figueirense.

Comparando com os dados de sexta-feira, em que se registavam 657 mortos, hoje constatou-se um aumento percentual de 4,6%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, os dados da DGS revelam que há mais 663 casos do que na sexta-feira, representando uma subida de 3,5%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (393), seguida pelo Centro (157), pela região de Lisboa e Vale Tejo (124), do Algarve (9) dos Açores (4), adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24:00 de sexta-feira.

Das mortes registadas, 451 tinham mais de 80 anos, 145 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 64 entre os 60 e 69 anos, 19 entre 50 e 59 e oito entre os 40 e os 49.

Do total das pessoas infectadas, a grande maioria está a recuperar em casa, totalizando 18.432, mais 694 relativamente a sexta-feira (+3,9%).

Os dados adiantam que 1.253 estão internadas, menos 31 (-2,4%) e 228 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, mais seis, o que representa um aumento de 2,7%.

Os dados da DGS precisam que o concelho do Porto é o que regista o maior número de casos de infecção pelo coronavírus (1.040), seguido de Lisboa (1.033 casos), Vila Nova de Gaia (1005), Matosinhos (860), Braga (831), Gondomar (820), Maia (744), Valongo (580), Ovar (504), Sintra (480) e Coimbra com 350 casos.

Desde o dia 1 de Janeiro, registaram-se 162.711 casos suspeitos, dos quais 5.166 aguardam resultado dos testes.

Há 137.860 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 610, mais 91 do que na sexta-feira.

A região Norte continua a registar o maior número de infecções, totalizando 11.762, mais 438 face ao dia anterior, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 4.438 (mais 136), da região Centro, com 2.863 (mais 85), do Algarve com 306 (mais um) e do Alentejo com 158 casos, o mesmo número de sexta-feira.

Os Açores registam 104 casos de covid-19, mais dois que na sexta-feira e a Madeira 54, mais um.

A DGS regista também 25.456 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde, o mesmo número de sexta-feira.

Do total de infectados, 11.655 são mulheres e 8.030 homens.

A faixa etária mais afectada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (3.422), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (3.388), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 2.999 casos.

Há ainda 2.751 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.407 entre os 60 e 69 anos, 2.087 entre os 20 e os 29 anos e 1.785 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 328 casos de crianças até aos nove anos (menos quatro do que os reportados na sexta) e 508 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório da Direcção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 130 de França, 82 do Reino Unido, 46 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 29 de Itália, 30 do Brasil, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália e 10 da Alemanha, além de diversos outros casos distribuídos por dezenas de outros países.

De acordo com o boletim, 53% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 38% febre, 27% dores musculares, 25% cefaleia, 21% fraqueza generalizada e 16% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 85% dos casos confirmados.

Covid-19: Terceiro período do estado de emergência começou hoje

0

Portugal iniciou às 00:00 de hoje o terceiro período do estado de emergência, com poucas diferenças face à quinzena anterior, mas já sem cerca sanitária no concelho de Ovar e com limites para as celebrações do 1.º de Maio.

O novo período de estado de emergência devido à pandemia de covid-19 foi aprovado na quinta-feira pelo parlamento, que deu aval a uma segunda renovação proposta pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que prolonga a medida de excepcionalidade até 2 de maio.

Na sessão parlamentar, o primeiro-ministro disse esperar que esta tenha sido a última vez que foi necessário renovar o estado de emergência e que os 15 dias que se seguem “são decisivos” para preparar a fase seguinte, de reanimação da economia, mas admitindo que algumas restrições se podem manter pelo próximo ano e meio, para evitar o reactivamento da pandemia até haver uma vacina disponível.

Numa mensagem ao país no final de quinta-feira, o Presidente da República também afirmou desejar que tenha sido a última vez que assinou a renovação do estado de emergência e justificou a prorrogação com a necessidade de dar “tempo e espaço” ao Governo para definir critérios de reabertura da sociedade e economia, criando “confiança e segurança” nos portugueses.

O decreto presidencial que prolonga até 2 de maio o estado de emergência iniciado em 19 de Março prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

Na quinta-feira o primeiro-ministro apontou para maio a possibilidade de as creches reabrirem e de os serviços da administração pública retomarem o atendimento presencial aos cidadãos, e garantiu abundância de materiais de protecção individual no mercado.

Na ocasião, o líder do executivo defendeu ser necessário começar a definir as prioridades de qual deve ser o ritmo em termos de alívio da pressão social existente em termos de restrições à circulação e à actividade económica.

Neste contexto, referiu que o Governo vai olhar para as actividades e empresas que tiveram de encerrar durante este período, por imposição do estado de emergência, nomeadamente o comércio ou a restauração. “Temos que começar pelo pequeno comércio de bairro, que junta menos gente, o que melhor serve a economia local e aquele que melhor responde às necessidades imediatas dos cidadãos”, referiu para sublinhar a necessidade de este processo ser feito de forma prudente e gradual.

Na sexta-feira, em conferência de imprensa, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, referiu que a regulamentação do novo período de estado de emergência traz poucas diferenças face ao anterior.

“Este decreto tem poucas diferenças face ao decreto aprovado há 15 dias, além de deixar de ter as medidas relativas à Páscoa, tem ainda a prevista a possibilidade de participação em actividades relativas às comemorações oficias do Dia do Trabalhador, mediante a observação de recomendações das autoridades de saúde, designadamente em matéria de distanciamento social e através da articulação entre as forças de segurança e os parceiros sociais”, referiu Mariana Vieira da Silva.

Foi também anunciado o levantamento da cerca sanitária de Ovar, que deixou de vigorar à meia-noite, ainda que “mediante a aplicação de limitações especiais”, como restrições à liberdade de circulação, explicou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse na mesma conferência de imprensa.

Sobre as celebrações do 1.º de Maio, Eduardo Cabrita disse que vão decorrer “com o distanciamento social adequado”, estando o Governo a aguardar as indicações necessárias por parte da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Já as comemorações do 25 de Abril, que vão decorrer na Assembleia da República (AR) com um terço dos deputados nas bancadas e alguns convidados nas galerias, conforme decidido em conferência de líderes, têm um formato que mereceu críticas do CDS-PP, pela voz do deputado João Almeida, que pediu “coerência” às entidades públicas e pediu que não sejam dados “sinais errados” às pessoas que comprometam o objectivo de conter a pandemia.

A intervenção mereceu resposta do presidente da AR, Ferro Rodrigues, que sublinhou que as celebrações decorrem da vontade da maioria.

COVID19 – O retrato de uma cidade

0
“COVID19 – O retrato de uma cidade” – vídeo de Diogo Viegas Maia

Incêndios: Dispositivo de combate conta cerca de 12 mil operacionais e 60 meios aéreos

0

O dispositivo de combate aos incêndios dispõe este ano de 11.827 operacionais, mais cerca de 500 efectivos face a 2019, apoiados por 2.664 meios terrestres e 60 meios aéreos, avançou hoje a secretária de Estado da Administração Interna.

“Na fase máxima de empenhamento do dispositivo, temos até um aumento de cerca de 500 operacionais face aos números de 2019, ou seja, vamos ter 11.827 operacionais”, revelou Patrícia Gaspar, no âmbito de uma audição parlamentar, a requerimento do PAN, para prestar esclarecimentos sobre a limpeza de terrenos e prevenção contra incêndios neste período excepcional da covid-19.

Os cerca de 12 mil operacionais incluem bombeiros, sapadores florestais, Força Especial de Protecção Civil, Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR), que serão apoiados por 2.664 meios terrestres e 60 meios aéreos que integram o dispositivo de combate aos incêndios florestais.

Apesar da pandemia da covid-19, “não se estima, neste momento, um corte substancial nos efectivos disponíveis para as acções de resposta”, adiantou a governante, referindo que os mecanismos de prevenção e de apoio à decisão operacional têm sido reforçados e o dispositivo operacional está estabilizado.

“Temos as principais forças que contribuem para esta matéria operativas, portanto os elementos que têm estado em confinamento ou afectados, e alguns deles já regressaram ao serviço, não têm afectado a operacionalidade destas forças. Se tudo se mantiver neste padrão, não se estima, nesta fase, que possa vir a haver uma afectação expressiva da nossa capacidade em termos de prevenção e de combate”, reforçou Patrícia Gaspar.

Face à incerteza da evolução da pandemia em Portugal, a prioridade passa por “apostar ao máximo na vigilância”, no sentido de “robustecer ao máximo o ataque inicial” em caso de incêndio, concertando os esforços nas áreas mais críticas, inclusive nas 1.114 freguesias identificadas este ano com risco elevado de incêndio, e nos momentos mais críticos em termos de condições meteorológicas.

“Temos que acautelar o pior cenário possível, ou seja, vamos esperar o melhor, preparando-nos para o pior”, disse a titular da pasta da Administração Interna.

Como novidade, este ano vai haver “uma directiva operacional nacional para vigilância, sob a responsabilidade da GNR, que está na fase final de aprovação”, indicou a governante, explicando que a ideia é “reforçar o contexto da vigilância para poder colmatar ou robustecer eventuais problemas que venha a ser detectados”.

“Por mais que trabalhemos a mitigação, o planeamento e a prevenção, o risco zero não existe, não vai existir nunca”, alertou Patrícia Gaspar, defendendo que nunca se pode baixar a guarda ao risco de incêndios florestais, porque “esta vai ser uma guerra e uma luta permanente, que vai ter que ser feita todos os anos”, independentemente da pandemia.

Assegurando uma monitorização permanente de todo o dispositivo, a secretária de Estado adiantou que, este ano até 14 de Abril, há registo de 681 ocorrências de incêndios, face a média de 2.760 ocorrências registadas no último decénio para este período, e contabiliza-se 747 hectares de floresta ardida, para uma média de 7.233 hectares.

“Este ano, a situação estará, para já, não preocupante”, considerou a governante, acrescentando que são números que não satisfazem, mas “conferem alguma tranquilidade”.

Quanto à gestão de combustível, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) já realizou 682 hectares dos 3.500 planeados para este ano e foi assegurada instalação das faixas de gestão e de interrupção de combustível da rede primária em 674 hectares dos 2.468 previstos.

Além disso, estão em curso acções de gestão de combustível com recurso a pastoreio, foram realizados 367 hectares de fogo controlado e efectuados 216 caminhos florestados dos 1.000 planeados para este ano.

Relativamente aos projectos piloto de prevenção de incêndios em áreas protegidas, dos 2.000 hectares previstos para 2019 e 2020, foram já assegurados 1.130 hectares, de acordo com os dados avançados pela secretária de Estado da Administração Interna.

Covid-19: Parlamento aprovou renovação do estado de emergência até 2 de Maio

0

A Assembleia da República aprovou hoje o decreto do Presidente da República que renova o estado de emergência até ao final do dia 2 de Maio, para permitir medidas de contenção da covid-19.

No plenário, o PS, PSD, BE, CDS-PP e PAN votaram a favor da prorrogação do estado de emergência, enquanto o PEV e Chega abstiveram-se.

O PCP e a deputada não inscrita, Joacine Katar Moreira, e o líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, votaram contra.

Em relação à primeira renovação do estado de emergência, há duas semanas, mudaram o sentido de voto o PCP e a deputada não inscrita, Joacine Katar Moreira, que se tinham abstido e hoje votaram contra.

PS, PSD, BE, CDS-PP e PAN votaram favoravelmente os três pedidos de autorização do Presidente da República para declarar o estado de emergência.

A primeira declaração do estado de emergência, há um mês, inédita em democracia, foi aprovada pelo parlamento sem votos contra, com abstenções de PCP, PEV, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

A renovação do estado de emergência, há duas semanas, teve um voto contra, do deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, e contou com abstenções de PCP, PEV, Chega e de Joacine Katar Moreira.

O decreto presidencial, enviado ao parlamento hoje de manhã, prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

Esta “reactivação gradual” poderá concretizar-se, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “com eventuais aberturas com horários de funcionamento adaptados, por sectores de actividade, por dimensão da empresa em termos de emprego, da área do estabelecimento comercial ou da sua localização geográfica, com a adequada monitorização”.

Ao contrário do articulado anterior, o novo decreto admite restrições ao direito de deslocação “assimétricas”, aplicadas “a pessoas e grupos etários ou locais de residência”, cabendo agora ao governo regulamentar a sua concretização.

A introdução do texto presidencial admite ainda a comemoração do Dia do Trabalhador, embora com limites.

O estado de emergência vigora em Portugal desde as 00:00 horas de 19 de Março e já foi renovado uma vez.

De acordo com a Constituição, não pode ter duração superior a 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

Para o decretar, o Presidente da República tem de ouvir o Governo e ter autorização da Assembleia da República, que se reunirá hoje à tarde para debater e votar esta nova prorrogação do estado de emergência, através de uma resolução.

Covid-19: Idosos podem recorrer à linha SOSolidão para aliviar efeitos do confinamento

0

A Fundação Bissaya Barreto, sediada em Coimbra, criou uma linha telefónica de âmbito nacional para apoiar as pessoas mais idosas neste período de pandemia da covid-19, designada de SOSolidão, que funciona com profissionais da área da psicologia.

Em declarações à agência Lusa, a assessora do sector social da instituição, Fátima Mota, disse que se trata de uma linha “gratuita e confidencial”, que entrou em funcionamento na terça-feira e que funciona de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 17:00.

“A circunstância de todos nós termos de estar confinados ao nosso espaço, às nossas casas, e muito em especial as pessoas mais velhas, com os riscos que correm com a covid-19, agrava esses sentimentos de insegurança, medo angústia e solidão”, salientou.

Segundo Fátima Mota, “é exactamente porque as pessoas estão neste momento mais sozinhas e mais expostas a um elevado stress” que a instituição avançou para a criação da linha, cujo atendimento é efectuado por profissionais.

“Quando todos os dias se fala no número de mortos em Portugal, aquilo que se diz a seguir é que determinada percentagem, que é sempre elevada, são idosos, e isso provoca imenso receio e medo nas pessoas”, sublinhou.

A assessora social da Fundação Bissaya Barreto considera que o apoio telefónico pretende fazer “uma companhia ativa e ajudar as pessoas a minimizar os efeitos da solidão a que, neste momento, estão particularmente sujeitas”, em articulação com a linha SOS Pessoa Idosa”, criada anteriormente pela instituição.

A linha SOSolidão (800 91 29 90) vai estar em funcionamento enquanto vigorar o período de pandemia da covid-19, mas poderá continuar “caso se justifique”.

Desde que entrou em funcionamento, tem recebido chamadas encaminhadas “do SNS 24, 112 e de outras linhas a pedirem apoio”.

“A esperança e o desejo que nós temos é chegar mais próximo destas pessoas que estão sozinhas”, frisou Fátima Mota.

Covid-19: Circo parado na Figueira da Foz vive da solidariedade dos munícipes

0

O Circo Nederland chegou à Figueira da Foz no início de Março para animar a Páscoa, mas ficou parado à espera que a pandemia acabe. É a solidariedade de quem por lá passa que permite aos artistas sobreviver por estes dias.

Instalados junto ao Ginásio Clube Figueirense, as 12 pessoas deste circo chegaram àquela cidade do distrito de Coimbra a 6 de Março, contando fazer o fim de semana seguinte, de 13 a 15. Porém, a declaração de estado de emergência deixou-os parados, sem sítio para onde ir.

“A nossa casa é isto”, diz Eva Van den Berg Monteiro, apontando para os camiões parados num terreno de brita do Ginásio Clube Figueirense que, face à situação, abdicou do pagamento da sua ocupação.

Sem “casa de pedra” ou “terreno” próprio, vivem e trabalham no circo, explicou a mulher de 59 anos, “mais portuguesa que holandesa”, que fundou o Circo Nederland com o seu marido há cerca de 40 anos.

“Antes de virmos para aqui as pessoas já estavam com medo de ir ao circo. Por isso, há quase três meses e meio que não tínhamos dinheiro de bilheteira. O poucochinho que tínhamos guardado foi embora”, conta.

Sem sítio para onde ir e sem rendimentos, valeu ao circo a solidariedade das pessoas da Figueira da Foz, após a situação ter sido relatada na imprensa local e nas redes sociais.

Há quem traga leite, arroz ou carne, caixas de peixe da lota, ração para os seus cães e gatos ou até “bolinhos de côco e doces da Páscoa”, afirma à agência Lusa Eva Monteiro, num momento em que chegava um carro ao local com mais um saco com comida.

“Estamos a viver do que as pessoas nos trazem. O circo é alegria, é brilho, é luz, é sorrisos e aplausos. E agora o circo está nesta situação em que tem que viver do que as pessoas nos dão. É triste, mas por outro lado fico feliz por sentir esta onda de solidariedade”, salienta.

Apesar de preocupada com o futuro, Eva Monteiro realça que a vida para as pessoas do circo nunca foi fácil e que, infelizmente, “sempre passaram por crises”, embora nenhuma como esta.

“Isso faz das pessoas do circo pessoas fortes e positivas”, vinca a agora apresentadora do circo, que já não tem idade para “andar lá em cima”.

No entanto, não sabe quando poderá abrir o circo e também não sabe se as pessoas estarão dispostas a ir àquele espaço.

“Quando abrirmos, haverá muitas pessoas que perderam o trabalho, pessoas que estão a pensar como vão manter o seu negócio. Isso tira-me um pouco o sono. Tenho medo do que vai acontecer no futuro”, admite.

Também Cláudio Custódio, que faz “um pouco de tudo” – desde palhaço a malabarista -, mostra receio em relação aos próximos meses.

“Será que vamos sair no verão? Eu não tenho conseguido dormir. Já há dois dias que ando para cá e para lá a pensar se isto vai abrir, se vai sobreviver”, desabafa, referindo que este tempo parado é também “aborrecido” para quem está habituado “à adrenalina de montar, dar o espectáculo e viajar”.

Porém, quando a agência Lusa pergunta se há a possibilidade de o Circo Nederland fechar, Eva Monteiro é perentória: “Não, não, não”.

“O circo nunca termina. Infelizmente, já não há tantas crianças a dizer que querem ir ver os palhaços e muitas companhias fecharam, por isso é preciso ter muito amor para continuar a lutar. Agora, enquanto conseguirmos retirar um sorriso e umas palminhas, estaremos aqui para continuar”, sublinhou.

Também Cláudio Custódio vinca que enquanto “houver crianças o circo existirá sempre” e assume esperar por melhores dias para voltar a pintar a cara de palhaço.

Por agora, as 12 pessoas deste circo apenas podem esperar, tendo já como certo que, quando o estado de emergência for levantado e puderem voltar a fazer espectáculos irão fazer “uma bonita festa, aqui na Figueira, para agradecer às pessoas que trazerem comida, apoio e um abraço”.

Covid-19: Misericórdia da Figueira da Foz mantém-se sem casos, mas todos os cuidados são poucos

0

Na entrada da Misericórdia da Figueira da Foz há sempre alguém para medir a temperatura e distribuir material de protecção. Ainda sem qualquer caso de covid-19, a instituição trabalha todos os dias para garantir que assim continua.

Junto à clínica médica, que se encontra encerrada dentro do complexo da Misericórdia da Figueira da Foz, é feito o controlo seja a quem vem de fora, seja a funcionários internos. Uma enfermeira mede a temperatura, certifica-se de que a pessoa não tem febre e distribui luvas e máscara a quem é de fora.

Nos lares, as funcionárias andam de viseira e, à volta de um dos edifícios, vê-se um homem de fato branco a desinfectar todos os espaços externos.

Com mais de 170 utentes residentes – a maioria idosos -, a resposta da Misericórdia da Figueira da Foz à pandemia começou cedo, logo no final de Fevereiro, com a aquisição de material, como álcool gel, máscaras, batas e protecções para os pés, afirmou à agência Lusa o provedor da instituição, Joaquim de Sousa.

Em 2 de Março, surgiram as primeiras medidas, como a restrição de visitas, reforço de dispensadores de álcool gel, colocação de máscaras em idosos que apresentassem sintomas de tosse ou gripe, ou o encerramento ao público da Igreja de Santo António.

Onze dias depois, a 13 de Março, foram anunciadas novas medidas – “mais drásticas” -, como o encerramento da creche e jardim-de-infância e o cancelamento das visitas aos residentes nos lares de seniores e no lar que acolhe crianças e jovens do sexo feminino, tendo sido acrescentadas novas medidas ao longo de todo o mês.

Para minimizar os efeitos do isolamento social, a instituição procurou soluções nos meios digitais, seja através de concertos projectados para os seus utentes ou ‘tablets’ para que estes possam falar com as suas famílias.

Maria da Conceição Mesquita, há 29 anos a trabalhar na cozinha da Misericórdia, refere que “muita coisa mudou” no modo de funcionamento da instituição.

Os recipientes usados para as entregas para fora são agora da própria instituição, há outro cuidado na higienização, as colegas tentam estar o mais longe possível umas das outras na cozinha e os fornecedores ficam à porta, aclarou a cozinheira chefe, que por estes dias faz ainda mais refeições, com o reforço do serviço de entrega ao domicílio.

A Misericórdia da Figueira da Foz tem 128 trabalhadores e cerca de metade está a trabalhar.

“Todos os dias entram e saem pessoas, mas à entrada todos têm que tirar a temperatura. Ninguém entra na instituição sem seguir esses procedimentos”, vincou o provedor.

Para Joaquim de Sousa, todos os cuidados são poucos e, apesar de todo o investimento feito na prevenção, não se pode “garantir” que não apareça um dia um caso naquela instituição, que está atenta a qualquer sinal.

“À mínima suspeita, [o funcionário] ou chega e vai embora ou não chega sequer a vir e vai logo fazer testes ao hospital”, explicou, criticando o facto de não haver um uso generalizado de testes para utentes e funcionários de lares.

Ao longo de todo o processo, Joaquim de Sousa salienta a colaboração com o delegado de saúde pública da Figueira da Foz, que fez uma sessão de formação na Misericórdia, bem como a cooperação do INEM e do Hospital Distrital da cidade.

“A qualquer momento pode-nos acontecer qualquer coisa, mas fazemos tudo o que podemos”, frisou.

Covid-19: Ponto da situação em Portugal – Figueira da Foz com 14 casos confirmados

0

Portugal regista hoje 567 mortos associados à covid-19, mais 32 do que na segunda-feira, e 17.448 infectados (mais 514), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS). O concelho da Figueira da Foz tem 14 casos confirmados de infectados, apurou O Figueirense.

O relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24:00 de segunda-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (321), seguida pelo Centro (131), pela região de Lisboa e Vale Tejo (102) e do Algarve, com nove mortos.

Relativamente a segunda-feira, em que se registavam 535 mortos, hoje observou-se um aumento percentual de 6% (mais 32).

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 17.448 casos confirmados, mais 514, o que representa um aumento de 3% face a segunda-feira.

Das mortes registadas, 370 tinham mais de 80 anos, 116 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 56 entre os 60 e os 69 anos, 18 entre os 50 e os 59 anos e sete óbitos na faixa entre os 40 e os 49 anos.

Desde o dia 1 de Janeiro, registaram-se 142.514 casos suspeitos, dos quais 2.474 aguardam resultado dos testes.

O boletim epidemiológico indica também que há 122.592 casos em que o resultado dos testes foi negativo e que o número de doentes recuperados se subiu para 347 (eram 277).

Globalmente, há em Portugal 10.276 mulheres infectadas pelo novo coronavírus e 7.172 homens.

Segundo o relatório da Direcção-Geral da Saúde, 168 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 123 de França, 75 do Reino Unido, 45 da Suíça, 46 dos Emirados Árabes Unidos, 32 Andorra, 29 Itália, 27 Brasil, 20 dos EUA, 18 da Argentina, 17 dos Países Baixos, 15 da Austrália e 10 da Alemanha, além de diversos outros casos distribuídos por dezenas de outros países.

Segundo a DGS, 54% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 41% febre, 28% dores musculares, 26% cefaleia, 23% fraqueza generalizada e 16% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 81% dos casos confirmados.

A covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infecção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Portugal, em estado de emergência até 17 de Abril e onde o primeiro caso foi confirmado em 2 de Março, está na terceira e mais grave fase de resposta à doença (Fase de Mitigação), activada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

O novo coronavírus já provocou mais de 120 mil mortos e infectou mais de 1,9 milhões de pessoas em todo o mundo.

Dos casos de infecção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Covid-19: Sindicato Independente dos Médicos apoia uso generalizado de máscara

0

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apoia “o uso, por toda a população, de máscaras de protecção individual nos espaços públicos” para protecção face à pandemia de covid-19, anunciou ontem aquele organismo em comunicado.

“O uso de uma máscara cirúrgica, bem colocada e manuseada, protege aqueles que nos rodeiam. E se todos o fizermos sempre que circulamos em público, todos estaremos mais protegidos. O uso de máscara não dispensará, contudo, o distanciamento social, a etiqueta respiratória ou a lavagem frequente das mãos”, pode ler-se no comunicado daquele sindicato.

A defesa deste uso surge enquadrada no movimento “Máscara Para Todos”, cuja comissão científica inclui o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, bem como o reitor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Fausto Pinto, além de Filipe Froes, Miguel Moura Guedes, Paulo Neves e Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública.

A 7 de Abril, Miguel Guimarães já se tinha mostrado favorável à utilização de máscaras de protecção pela população.

“A utilização de máscara serve para evitar que eu passe a infecção a outra pessoa”, disse Miguel Guimarães, recomendando a utilização deste equipamento de protecção individual para “toda a gente que frequente locais públicos”, incluindo nos hospitais, centros de saúde e superfícies comercias, como, por exemplo, supermercados.

A medida também acolhe parecer positivo da vice-presidente da Ordem dos Psicólogos, Isabel Trindade, que explicou que esta utilização “faz todo o sentido”, mas não se pode “dizer à população para utilizar máscaras se a população não tem acesso” a estes equipamentos.

O SIM cita ainda um relatório de 8 de Abril do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla inglesa), que admite o uso generalizado de máscaras pela população em locais fechados e com muita gente, apenas como complementar à etiqueta respiratória e distância de segurança.

Com o uso das máscaras há o risco de uma falsa sensação de segurança, sustenta o relatório, porque pode levar as pessoas a distraírem-se, por exemplo, da distância física, alertando também que é importante saber remover a máscara e que a remoção de forma errada pode aumentar o risco.

Aconselha a que qualquer recomendação sobre o uso de máscaras faciais na comunidade “leve em consideração a falta de evidência, a oferta deste material e os possíveis efeitos colaterais negativos”.

Os peritos do ECDC defendem também que o uso de máscaras médicas pelos profissionais de saúde deve ter prioridade sobre o uso na comunidade.

Reportagem Covid-19: E agora, Figueira da Foz?

0

Reportagem da FigueiraTV com o Presidente da ACIFF, Nuno Lopes, sobre a situação económica do concelho e o seu futuro.

Covid-19: Médicos do Centro entregam material de comunicação a unidades de saúde

0

Várias unidades de saúde da região Centro vão receber 135 telemóveis e 150 cartões de dados, no âmbito de uma iniciativa da Secção Regional da Ordem dos Médicos (OM) com apoio de patrocinadores, foi hoje anunciado.

Trata-se de “equipamentos de telecomunicações para acompanhamento da resposta” à pandemia da covid-19, salienta em comunicado a estrutura regional da OM, presidida por Carlos Cortes.

“Serão uma ajuda fundamental prioritária na comunicação entre os utentes e os seus médicos, enfermeiros de família e restantes profissionais envolvidos na resposta aos doentes em vigilância e auto-cuidados”, acrescenta.

Com a doação das empresas Diatosta – Indústria Alimentar e Construções J.J.R. & Filhos e em colaboração com o Rotary Clube da Figueira da Foz, serão apetrechadas cerca de 20 unidades de saúde com aqueles equipamentos, nos distritos de Aveiro e Coimbra, no âmbito de um processo assumido pelo Gabinete de Formação Médica da OM no Centro, coordenado por Inês Rosendo.

“Esta ajuda, fruto da união e solidariedade destas empresas e do movimento rotário, prende-se com a necessidade urgente de equipamentos para linhas telefónicas directas para cumprir a norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que define a triagem de utentes com queixas agudas bem como o acompanhamento diário aos utentes que estiverem em regime covid-casa”, segundo o comunicado.

Para Carlos Cortes, citado na nota, “esta é uma forma de contribuir para as soluções tão prementes nesta época”.

“Juntos, servimos melhor toda a comunidade”, salienta o presidente da Secção Regional da Ordem dos Médicos.

Registo de nascimento disponível via internet a partir de hoje

0

O registo de nascimento passa a partir de hoje a ser possível via internet, uma medida para evitar que os pais tenham de se deslocar a uma conservatória para registar o bebé, anunciou o Ministério da Justiça.

Este serviço era actualmente assegurado apenas em casos urgentes, “mediante agendamento prévio, de acordo com as medidas de combate ao surto de covid-19, definidas pelo Governo para a área governativa da Justiça”, fosse numa conservatória ou num Balcão Nascer Cidadão, um serviço disponível em 48 hospitais e maternidades do país, explica a nota do ministério.

Em comunicado, a tutela explica que o pedido do registo de nascimento se faz agora no ‘site’ Nascimento Online, através de autenticação com Chave Móvel Digital ou com Cartão de Cidadão, neste caso, recorrendo a um leitor de cartões e dos códigos PIN da morada e de autenticação.

De acordo com a legislação, o prazo obrigatório do registo até 20 dias após o nascimento está suspenso.

Integrado no programa de modernização administrativa Simplex+ em resultado de uma colaboração entre os ministérios da Justiça e da Saúde, o serviço Nascer Cidadão permite, desde maio de 2016, registar os recém-nascidos imediatamente no próprio hospital ou maternidade logo após o nascimento, no Balcão Nascer Cidadão, perante um funcionário do registo civil que se desloca à unidade de saúde.

Covid-19: Máscaras não cirúrgicas podem ser utilizadas em espaços fechados – Ministra

0

As máscaras não cirúrgicas podem ser utilizadas pela população em espaços fechados e com elevado número de pessoas, como supermercados e transportes públicos, disse hoje a ministra da Saúde.

“De acordo com o princípio básico da precaução em saúde pública e face às ausências de efeitos adversos associados ao uso de máscara, pode ser considerada a sua utilização por qualquer pessoa em espaços interiores fechados e com um elevado número de pessoas”, afirmou Marta Temido, dando como exemplo os supermercados, farmácias, lojas ou estabelecimentos comerciais e transportes públicos.

Na conferência de imprensa diária realizada na Direcção-Geral da Saúde (DGS), a ministra ressalvou que o uso de máscaras na comunidade constitui “uma medida adicional e suplementar” às já existentes, como o distanciamento social e lavagem das mãos.

Segundo a governante, a norma sobre a utilização de máscaras não cirúrgicas, também conhecidas por “mascaras sociais ou comunitárias”, vai ser hoje publicada pela DGS e cumpre as regras europeias.

Marta Temido salientou que a questão das máscaras está “completamente alinhada” com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, que no dia 8 de Abril apresentou um conjunto de argumentos sobre o uso deste equipamento.

A ministra ressalvou que as máscaras sociais, que podem ser feitas de algodão ou de outro tecido têxtil, vão ser generalizadas à população quando o país regressar à normalidade.

“Num contexto, que não é aquele que nos situamos hoje, porque estamos no estado de emergência, que apela ao confinamento e à restrição das actividades essenciais, mas em que as pessoas se possam situar em espaços fechados, poderá ser considerada a utilização da dita máscara social”, disse.

Na conferência de imprensa diária de actualização de informação sobre a pandemia da covid-19, Marta Temido explicou que existem três tipos de máscaras: os respiradores FFP para profissionais de saúde (modelos 2 e 3), máscaras cirúrgicas que previnem disseminação de agentes infecciosos e as máscaras não cirúrgicas ou sociais.

Segundo a ministra, as máscaras cirúrgicas devem ser usadas por pessoas com sintomas de covid-19 e pelos mais vulneráveis, bem como profissionais de grupos mais expostos como bombeiros, polícias e trabalhadores de agências funerárias e lojas.

Marta Temido precisou que as máscaras não cirúrgicas não são dispositivos certificados, não obedecem a uma normalização e podem ser feitas de diferentes materiais, como algodão ou têxtil.

A ministra disse ainda que, durante a tarde de hoje, vão ficar concluídas as normas técnicas para a utilização das máscaras sociais.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registam-se 535 mortos, mais 31 do que no domingo (+6,2%), e 16.934 casos de infecção confirmados, o que representa um aumento de 349 (+2,1%).

Dos infectados, 1.187 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 277 doentes que já recuperaram.

Covid-19: Portugal com 504 mortos e 16.585 infectados

0

Portugal regista hoje 504 mortos associados à covid-19, mais 34 do que no sábado, e 16.585 infectados (mais 598), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (280), seguida pelo Centro (120), pela região de Lisboa e Vale Tejo (91) e do Algarve, com nove mortos.

O boletim dá hoje conta de quatro óbitos nos Açores.

Relativamente a sábado, em que se registavam 470 mortos, hoje observou-se um aumento percentual de 7,2% (mais 34).

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 16.585 casos confirmados, mais 598, o que representa um aumento de 3,7% face a sábado.

Das mortes registadas, 327 tinham mais de 80 anos, 108 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 48 entre os 60 e os 69 anos, 16 entre os 50 e os 59 anos e cinco óbitos na faixa entre os 40 e os 49 anos.

Em relação às 16.585 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande maioria, 15.408 (mais 596 do que no sábado), está a recuperar em casa, estando internadas 1.177 pessoas (mais duas), 228 (menos cinco) das quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infecção pelo coronavírus (890), seguida do Porto (885 casos), Vila Nova de Gaia (796), Matosinhos (682), Gondomar (681), Braga (621), Maia (588), Valongo (479), Ovar (409) e Sintra com 394 casos.

Desde o dia 1 de Janeiro, registaram-se 136.243 casos suspeitos, dos quais 3.611 aguardam resultado dos testes.

O boletim epidemiológico indica também que há 116.047 casos em que o resultado dos testes foi negativo e que o número de doentes recuperados aumentou para 277 (eram 266).

A região Norte continua a registar o maior número de infecções, totalizando 9.747, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 3.841 casos, da região Centro (2.426), do Algarve (279) e do Alentejo com 139 casos.

Há ainda 94 pessoas infectadas com o vírus da covid-19 nos Açores e 59 na Madeira.

A DGS regista também 25.041 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde (menos 391 do que no sábado).

A faixa etária mais afectada pela doença continua a ser a dos 40 aos 49 anos (2.895), logo seguida dos 50 aos 59 anos (2.891), dos mais de 80 anos (2.461), dos 30 aos 39 anos (2.324) e dos 60 aos 69 anos (2.073).

Há ainda a registar 283 casos de crianças até aos nove anos, 430 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e entre os 20 e os 29 anos há 1.711 casos.

Os dados indicam também que há 1.517 casos de pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos.

Globalmente, há em Portugal 9.682 mulheres infectadas pelo novo coronavírus e 6.903 homens.

Segundo o relatório da Direcção-Geral da Saúde, 167 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 123 de França, 75 do Reino Unido, 45 da Suíça, 43 dos Emirados Árabes Unidos, 31 Andorra, 29 Itália, 27 Brasil, 20 dos EUA, 17 dos Países Baixos e Argentina, 15 da Austrália, 10 da Alemanha, nove da Bélgica, oito da Áustria, seis do Canadá e quatro da Índia.

O boletim dá ainda conta de quatro casos importados do Egipto e outros quatro de Cabo Verde, três da Guatemala, três da Tailândia e outros três de Israel, dois da Irlanda, da Jamaica, do Luxemburgo, de Malta, do Chile e do Paquistão.

Foram ainda importados um caso da Alemanha e Áustria, Alemanha e Irlanda, Azerbaijão, China, Cuba, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, México, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Suécia, Ucrânia, Turquia e Venezuela.

Segundo a DGS, 56% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 42% febre, 29% dores musculares, 26% cefaleia, 23% fraqueza generalizada e 17% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 79% dos casos confirmados.

A covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Portugal, em estado de emergência até 17 de Abril e onde o primeiro caso foi confirmado em 2 de Março, está na terceira e mais grave fase de resposta à doença (Fase de Mitigação), activada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

“Estamos no dia do silêncio maior” – padre Carlos Lopes

0

A paróquia de Buarcos emitiu um vídeo online, através da sua página de facebook, contendo uma Saudação Pascal evocada pelo padre Carlos Lopes.

“Estamos no dia do silêncio maior.” – são estas as primeiras palavras proferidas pelo padre, introduzindo uma breve mensagem de respeito a esta tradição-

Nestes momentos difíceis em que o concelho, país e o resto do mundo se encontram, o padre decide transmitir algumas palavras de apoio a partir de sua casa, mantendo este antigo costume, perante os problemas criados pela pandemia do covid-19.

Saudação Pascal pelo padre Carlos Lopes, de paróquia de Buarcos/Quiaios

Covid-19: Promulgado diploma que cria linha de crédito para o sector da pesca

0

O Presidente da República promulgou hoje três diplomas do Governo, entre os quais o que cria uma linha de crédito com juros bonificados dirigida aos operadores do sector da pesca.

A nota sobre a promulgação foi hoje publicada no ‘site’ da Presidência da República.

Com o diploma que cria uma linha de crédito dirigida aos operadores do sector da pesca, o Governo pretende disponibilizar “às empresas que operam nesta área, às organizações de produtores e à indústria de transformação, a custos reduzidos, os meios financeiros necessários à manutenção da actividade.”

O objectivo é permitir a quem opera neste sector “superar as dificuldades de tesouraria” decorrentes das adaptações à sua actividade “nos termos do quadro temporário de medidas de auxílio estatal criadas pela Comissão Europeia para apoiar a economia”, no actual surto de covid-19.

Outro dos diplomas promulgados está relacionado com o estabelecimento de normas excepcionais e temporárias destinadas à prática de actos por meios de comunicação à distância, no âmbito da pandemia de covid-19, tendo em vista que, “apesar de todas as limitações existentes, a economia continue a funcionar”.

O diploma pretende “viabilizar a prática de actos à distância” para agilizar “a tramitação de processos urgentes nos julgados de paz, facilitar os pedidos de registo ainda não disponíveis ‘online’ e dar continuidade aos procedimentos e actos de registo, e ainda assegurar a tramitação dos procedimentos conduzidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial”.

Por último, um terceiro diploma procede a uma alteração na lei que regulamenta a protecção na parentalidade, “no âmbito de eventualidade de maternidade, paternidade e adopção, dos trabalhadores que exercem funções públicas integrados no regime de protecção social convergente”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 470 mortos, mais 35 do que na sexta-feira (+8%), e 15.987 casos de infecção confirmados, o que representa um aumento de 515 em relação a sexta-feira (+3,3%).

Dos infectados, 1.175 estão internados, 233 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 266 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril.

Covid-19: Costa promete acesso universal à Internet e a equipamentos no próximo ano lectivo

0

O primeiro-ministro afirma que no próximo ano lectivo haverá acesso universal dos alunos dos ensinos básico e secundário à Internet e a equipamentos informáticos, considerando que este investimento avultado é essencial face aos riscos de pandemia.

“Assumimos um objectivo muito claro: Vamos iniciar o próximo ano lectivo assegurando o acesso universal à rede e aos equipamentos a todos os alunos dos ensinos básico e secundário”, declara António Costa em entrevista à agência Lusa.

Questionado se cada aluno vai ter um computador, retomando-se uma medida tomada pelos governos de José Sócrates no âmbito do programa “Magalhães”, o líder do executivo responde que “é muito mais do que isso”.

“É muito mais do que ter um computador ou um tablet. É ter isso e possuir acesso garantido à rede em condições de igualdade em todo o território nacional e em todos os contextos familiares, assim como as ferramentas pedagógicas adequadas para se poder trabalhar plenamente em qualquer circunstância com essas ferramentas digitais”, adianta.

Confrontado com o facto de se tratar de um investimento avultado e a concretizar já no início do próximo ano lectivo, António Costa defende que esse investimento “é essencial e é uma medida de prevenção do risco de pandemia”.

Interrogado se se trata de um programa “Magalhães 2”, agora mais ambicioso, o primeiro-ministro reage com uma nota de humor: “Para sermos generosos com os nossos vizinhos espanhóis até podemos dizer que é um programa [Juan Sebastián] Elcano, porque completa a viagem iniciada”.

Segundo António Costa, a actual crise provocada pelo surto do novo coronavírus “demonstrou uma extraordinária capacidade de adaptação das escolas a uma nova situação”.

“De facto, a necessidade aguçou o engenho e em duas semanas avançou-se mais na literacia digital do que seguramente se teria avançado em muitos anos de uma acção programada. Temos de aproveitar este impulso para cumprir aquilo que era uma das grandes metas do programa do Governo: Acelerar a transição para a sociedade digital”, sustenta.

Mais importante, no entanto, de acordo com o primeiro-ministro, é “garantir a necessidade de que, aconteça o que aconteça do ponto de vista sanitário durante o próximo ano lectivo, não se assistirá a situações de disrupção, porque houve outra face da moeda que esta crise demonstrou”.

“As desigualdades são muito mais persistentes do que aquilo que muitas vezes se pensa e, quando elas se diluem na mesma sala de aula, elas acentuam-se quando cada um vai para as suas casas. Ou por insuficiência da infraestrutura de comunicação, ou por falta de equipamentos, ou por diferentes de habitação, ou, ainda, por diferentes contextos familiares, essas desigualdades tornam-se mais visíveis. Por isso, o recurso à televisão, obviamente, é um contributo para mitigar essa desigualdade, mas aquilo que temos de superar é mesmo essa desigualdade”, justifica.

Questionado se a perspectiva de regresso às aulas presenciais em maio mereceu a concordância das associações de pais e dos sindicatos dos professores, António Costa alega que o Governo procedeu a audições, quer com os parceiros educativos, quer com os partidos com representação parlamentar ainda antes de encerrar as escolas.

“E procedemos à audição de todos antes de tomarmos esta decisão [de eventual reabertura das aulas presenciais]. Para este programa seja possível de cumprir, é fundamental que as pessoas ganhem confiança. É necessário assegurar que vamos ter o menor número de pessoas nas escolas, que vamos as pessoas o mínimo tempo possível nas escolas e com a máxima segurança possível ao nível pessoal e da higienização dos espaços escolares. É necessário reunir o conjunto destas condições para que professores, trabalhadores não docentes, famílias e alunos tenham confiança de que podem ir à escola”, salienta.

Para o primeiro-ministro, “tão ou mais grave que os danos causados pelo vírus são os danos causados pelo pânico que o vírus gera”.

“Não estamos só a combater uma pandemia viral, mas, também, uma pandemia de pânico. Para isso, é necessário reforçar as condições de confiança e de segurança de todos”, acrescenta.

“Poderemos ultrapassar este desafio sem deixar ninguém desprotegido” – Carlos Monteiro

0

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, deixou uma mensagem de apoio a todos os figueirenses, reforçando os valores sociais e de família, perante a situação da pandemia do covid-19 durante esta Páscoa.

Nesta mensagem, Carlos Monteiro começa por fazer votos de esperança para os munícipes, neste período “determinante para o concelho, para o país e para o mundo.”

O presidente evoca a democracia e seus valores, aproveitando também para agradecer aos serviços prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, “já que sem ele a saúde de cada cidadão não teria garantido um tratamento de igualdade.”

Carlos Monteiro relembra ainda que nos tempos difíceis em que vivemos, “só o Estado Social nos ajudará a superar os obstáculos que enfrentamos, sendo efetivamente visto como um investimento e não como um encargo.”

“Só por meio da sua ação, em comunhão com uma prática de coesão social, dominada pelo princípio da solidariedade, poderemos ultrapassar este desafio sem deixar ninguém desprotegido.”

O presidente da autarquia termina o seu comunicado com desejos e votos de uma Páscoa segura, deixando presente uma mensagem de união, salvaguardando a saúde dos cidadãos.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 435 mortos, mais 29 do que na véspera (+6,4%), e 15.472 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 1.516 em relação a quarta-feira (+10,9%).

Dos infectados, 1.179 estão internados, 226 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 233 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril, depois do prolongamento aprovado no dia 2 de Abril na Assembleia da República.

Exposição no CCB enfatiza a Figueira da Foz

0

“O mar é a nossa terra – A construção sensível da linha de costa” – exposição de Miguel Figueira, arquitecto e activista figueirense do movimento cívico SOS Cabedelo, na curadoria, com André Tavares, está aberta ao público no Centro Cultural de Belém (CCB) até ao dia 9 de Agosto. Esta mostra tem como ponto de partida as contradições físicas e a cultura popular da praia da Figueira da Foz.

Esta exposição cartografa e apresenta as contradições que existem entre a terra e o mar, sob a perspectiva da arquitectura, do ordenamento do território e da construção da paisagem, utilizando a praia e o mar da Figueira da Foz como elemento de conexão entre o oceano e a terra.

A exposição tem a curadoria dos arquitectos Miguel Figueira, autor de obras como as intervenções no espaço urbano e o Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, e André Tavares, programador da Garagem Sul / Centro Cultural de Belém e investigador no Lab2PT da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.

Resulta de um trabalho colectivo que contou também com a participação do arquitecto Pedro Maurício Borges e dos designers change is good (José Albergaria & Rik Bas Backer), dos arquitectos Marta Labastida, Ivo Poças Martins e Pedro Bandeira, assim como do surfista Eurico Gonçalves e da produtora Carla Cardoso.

Covid-19: Costa pede reunião do Conselho Europeu “o quanto antes” para acordar resposta comum

0

O primeiro-ministro considerou hoje que, ultrapassado o impasse negocial no Eurogrupo, é importante que o Conselho Europeu se reúna “o quanto antes” para acordar uma resposta comum à crise motivada pela pandemia de covid-19.

“Ultrapassado o impasse no Eurogrupo, abre-se agora espaço para que o Conselho Europeu possa reunir o quanto antes para acordar uma resposta comum europeia a esta crise que nos atinge a todos”, escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

O Eurogrupo acordou hoje a criação de um fundo de recuperação após a crise gerada pela covid-19, mas pediu aos líderes europeus para decidirem “o financiamento mais apropriado”, se através da emissão de dívida ou de “formas alternativas”.

“Acordámos a criação de um fundo de recuperação, que irá alavancar a nossa economia e os investimentos que precisamos”, anunciou o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, falando em videoconferência após a reunião dos ministros das Finanças europeus, que começou na terça-feira e esteve, entretanto, suspensa até ter sido retomada esta noite.

Frisando que “este será um fundo temporário e ligado às causas da covid-19”, o também ministro das Finanças português frisou que caberá aos chefes de Governo e de Estado da União Europeia UE decidir qual o seu financiamento.

Isto porque “alguns Estados-membros expressaram que o fundo deveria ser suportado pela emissão de dívida conjunta [os chamados ‘eurobonds’ ou ‘coronabonds’], enquanto outros defenderam formas alternativas”, referiu Mário Centeno, num resumo das posições divergentes.

O líder do fórum dos ministros da zona euro – que nestas discussões tem funcionado num formato alargado – vincou que os responsáveis presentes na reunião “concordaram que é preciso delinear algo novo”.

“Agora aguardamos as directrizes do Conselho Europeu porque há formas diferentes de suportar este fundo e temos de discutir o financiamento apropriado”, acrescentou.

Covid-19: Testes em lares da região Centro feitos por universidades e empresa

0

Os testes para detecção do novo coronavírus nos lares de idosos da Região Centro vão ser feitos por universidades, politécnicos e uma empresa, disse hoje à agência Lusa o secretário de Estado João Paulo Rebelo.

“A Universidade de Aveiro começou hoje a fazer testes, a Universidade de Coimbra vai começar muito brevemente e na Universidade da Beira Interior (Covilhã) e no Politécnico de Castelo Branco também há essa intenção”, referiu João Paulo Rebelo, no final da primeira reunião da Coordenação Regional do Centro do Estado de Emergência.

No distrito de Viseu, a ALS Life Sciences – que, no final de Março começou a realizar testes laboratoriais para detecção do novo coronavírus, no âmbito de uma parceria com o Centro Hospitalar Tondela Viseu – vai reforçar a sua capacidade de resposta.

 “É possível que, muito rapidamente, haja disponibilidade para, em vez de 100 testes diários, estar a fazer 300”, avançou o secretário de Estado.

Na reunião de hoje, participaram representantes de vários organismos da Região Centro, como a Administração Regional de Saúde, Centros Distritais de Segurança Social e forças de segurança, alguns dos quais por videoconferência.

João Paulo Rebelo considerou que “as dores de cabeça da Região Centro não serão muito distintas das dores de cabeça das restantes regiões do país”.

“Estão a ser feitos testes e estão a chegar os equipamentos de protecção individual, mas foram sinalizadas necessidades por vários dos intervenientes”, contou.

Segundo o secretário de Estado, “o espírito foi de grande cooperação entre todos e foi saudada a possibilidade de agora poder haver uma maior articulação e coordenação das diferentes respostas do Estado”.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro designou cinco dos seus secretários de Estado para a coordenação da execução aos níveis local e regional das medidas de combate à pandemia da covid-19 no âmbito da declaração de estado de emergência.

Foram designados por António Costa os secretários de Estado Eduardo Pinheiro (da Mobilidade) para a região Norte, João Paulo Rebelo (Juventude e Desporto) para a região Centro, Duarte Cordeiro (Assuntos Parlamentares) para Lisboa e Vale do Tejo, Jorge Seguro Sanches (Adjunto e da Defesa Nacional) para o Alentejo e José Apolinário (Pescas) para o Algarve.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes, mais 29 do que na véspera (+7,6%), e 13.956 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 815 em relação a quarta-feira (+6,2%).

Dos infectados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

Covid-19: Proibido circular entre concelhos e voos interditos até segunda-feira

0

Os portugueses estão confinados ao concelho de residência, excepto por motivos de saúde ou trabalho, e os voos nos aeroportos nacionais estão interditos desde 00:00 de hoje e até às 24:00 de segunda-feira, devido à pandemia de covid-19.

As medidas de limitação à circulação no período da Páscoa enquadram-se no decreto do Governo de renovação do estado de emergência no país, e abrangem cinco dias, num ano em que o executivo optou por dar tolerância de ponto aos funcionários públicos na quinta e na segunda-feira.

Quem trabalhar fora do concelho de residência deve munir-se, neste período, de uma declaração escrita da entidade empregadora para fazer as deslocações, mesmo que circule de transportes públicos, que não vão escapar à fiscalização das autoridades e podem mesmo articulá-la com as forças de segurança.

Nas limitações referentes ao período da Páscoa, o Governo determinou que “os cidadãos não podem circular para fora do concelho de residência habitual no período compreendido entre as 00:00 de hoje e as 24:00 do dia 13 de Abril, salvo por questões de saúde ou por outros motivos de urgência imperiosa” e em caso de desempenho das actividades profissionais admitidas.

No mesmo período, “não são permitidos os voos comerciais de passageiros de e para os aeroportos nacionais, sem prejuízo de aterragens de emergência, voos humanitários ou para efeitos de repatriamento”.

Nesta época da Páscoa, mas também até 17 de Abril, de acordo com o decreto que regulamenta o actual período de estado de emergência, está impedida a concentração de pessoas na via pública, e as autoridades, incluindo as polícias municipais, podem “dispersar as concentrações superiores a cinco pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar”, além de recomendarem “a todos os cidadãos o cumprimento do dever geral do recolhimento domiciliário”.

Todos têm também o poder para ordenar o recolhimento no respectivo domicílio, bem como fiscalizar as pessoas que ficam em “confinamento obrigatório” nos hospitais ou nas residências, designadamente os doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância activa, correndo o risco de “crime de desobediência”.

Covid-19: Montemor-o-Velho criou centros de acolhimento com mais de 150 camas

0

O município de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, preparou dois Centros de Acolhimento Temporário (CAT) e um Centro de Apoio Logístico (CAL) para fazer face à pandemia da covid-19, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia informa que os dois CAT vão funcionar em algumas das salas do Centro Educativo e no pavilhão multiusos da escola sede do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho, tendo capacidade para acolher até 25 pessoas com mobilidade reduzida e 80 pessoas com mais autonomia.

O CAL terá capacidade para 50 camas para servir os profissionais e operacionais ao serviço no concelho.

“Estamos perante um tempo de excepção e, por isso, continuamos, com determinação, a trabalhar todos os dias em prol da protecção e segurança de todos os munícipes”, refere o presidente da Câmara, Emílio Torrão, citado no comunicado.

O autarca incentiva e agradece a “todos os que diariamente contribuem para combater a pandemia, desde os munícipes que dão o exemplo e cumprem o distanciamento social, até todos aqueles que estão na linha da frente a combater o vírus”.

“Estamos todos a dar o nosso melhor e, neste sentido, desejo que as camas, os colchões, os lençóis ou os cobertores não cheguem a ser usados”, salienta.

“Tenho a certeza que o nosso forte espírito de comunidade e a nossa capacidade de reagir ao desconhecido são armas que nos vão ajudar a vencer a covid-19. Esta é uma luta com várias frentes de batalha e que nos impele a sermos maiores que a soma das nossas vontades”, reforça.

O trabalho de preparação dos centros decorreu no fim de semana, com a preparação de mais de uma centena de camas de campanha e a recuperação de 23 camas articuladas, “de modo a responder a qualquer evacuação no concelho que possa vir a ser necessária”.

Covid-19: ACIFF estabelece parcerias para entregas ao domicílio

0

A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), estabeleceu parceria com duas empresas locais para transportar compras ao domicílio, foi hoje anunciado.

Segundo o presidente Nuno Lopes, a ACIFF estabeleceu parceria com as empresas noMenu, de entrega de refeições ao domicílio, e Táxis Morgado, para a realização da actividade de estafeta ao serviço do comércio e comunidade local, que entrou hoje em vigor.

“Esta acção permite apoiar o nosso tecido empresarial, mantendo a actividade dos táxis, sem comprometer o isolamento social tão necessário no combate à pandemia da covid-19”, disse o dirigente à agência Lusa.

Por um preço acessível, os residentes da cidade e do concelho podem assim receber refeições e outras compras sem sair de casa, minimizando o impacto financeiro do isolamento social.

Entre as várias medidas adoptadas pela ACIFF, destaca-se também o apoio aos associados sobre as medidas de apoio lançadas pelo Governo e a criação de um directório na ‘web’, com um programa para o comércio digital.

Neste âmbito, foi estabelecida uma parceria com a Câmara Municipal para apoio telefónico a empresários e trabalhadores, através dos quadros técnicos da associação e do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

A ACIFF criou o directório FigueiraOn para que a “comunidade tenha acesso aos restaurantes de ‘take away‘ na cidade e a outras empresas de diversas áreas que podem ser úteis para quem está em casa”.

“Na defesa das necessidades do presente, mas também a pensar no futuro, somos parceiros de uma iniciativa da Associação Economia Digital no programa Comércio Digital, que é mais um passo para a construção de uma plataforma digital para que o comércio digital seja uma realidade na Figueira da Foz”, salienta o presidente da associação.

Segundo Nuno Lopes, ainda esta semana avança um questionário ‘online’ para auscultar a “real situação das empresas e as suas necessidades”, cujas informações vão servir de base a acções futuras.

Covid-19: Ordem dos Médicos favorável ao uso de máscaras pela população

0

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, mostrou-se favorável à utilização de máscaras de protecção pela população e reiterou o apelo à realização de testes ao contágio pelo novo coronavírus a todos os profissionais de saúde.

“A utilização de máscara serve para evitar que eu passe a infecção a outra pessoa”, disse Miguel Guimarães, recomendando a utilização deste equipamento de protecção individual para “toda a gente que frequente locais públicos”, incluindo nos hospitais, centros de saúde e superfícies comercias, como, por exemplo, supermercados.

O bastonário da Ordem dos Médicos falava durante uma ‘comemoração virtual’ do Dia Mundial da Saúde, uma iniciativa promovida pela Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, onde realçou que o uso de máscaras de protecção poderia “ser uma atitude que melhoraria o combate” contra a pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Miguel Guimarães enalteceu também a importância de “testar todos os profissionais de saúde que têm mais exposição” à covid-19, de “15 em 15 dias”, acrescentando que devia ser “uma imagem de marca” de Portugal na mitigação da pandemia.

Em consonância com o bastonário da Ordem dos Médicos, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, sublinhou que “é preciso testar continuamente e sem tréguas” os profissionais de saúde.

Ana Rita Cavaco explicitou que há “2.000 enfermeiros em casa” – em isolamento por prevenção, uma vez que poderão estar infectados – e que não estão a ser testados.

“Destes 2.000 haveria muitos que estariam negativos [os resultados dos testes à presença do novo coronavírus] e poderiam estar a ajudar os colegas, e outros estariam positivos” e não poderiam continuar a trabalhar, prosseguiu.

Nesta iniciativa estiveram também presentes o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, a membro da direcção nacional da Ordem dos Farmacêuticos, Ema Paulino, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, a representante do Fórum das Tecnologias da Saúde, Melissa Cravo, e a bastonária da Ordem dos Psicólogos, Isabel Trindade.

Isabel Trindade aproveitou a intervenção de cinco minutos para referir que “a saúde física está em risco, mas a saúde psicológica também”.

A bastonária da Ordem dos Psicólogos realçou que a utilização de máscaras “faz todo o sentido”, mas, no entanto, não se pode “dizer à população para utilizar máscaras se a população não tem acesso” a estes equipamentos.

“Estar a assustar mais as pessoas do que aquilo que elas já estão, não sei se do ponto de vista da saúde psicológica não vai ser pior”, afirmou, acrescentando que é preciso fazer com que as pessoas tenham acesso às máscaras.

Maior Super Lua de 2020 é hoje

0

A segunda e penúltima Super Lua do ano, e que tem a maior amplitude, ocorre hoje, quando o satélite natural da Terra, em fase de Lua cheia, parecer maior quando estiver próximo do horizonte.

“Na noite de 7 para 8 de Abril, a Lua estará maior e mais brilhante que o habitual. Esta Super Lua é provocada pela ocorrência simultânea da fase de Lua cheia e da presença da Lua no perigeu (ponto da órbita da Lua, em que esta se encontra mais próxima da Terra)”, destacou o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

O instante da presença da Lua no perigeu é às 18:08 (hora de Lisboa), quando a Lua vai estar a uma distância de aproximadamente 356.906,557 km da Terra, enquanto o instante da fase da Lua Cheia é às 03:35 de quarta-feira, ou seja, há um desfasamento de 08:28 horas.

“A melhor ocasião para observar esta Super Lua cheia, será no momento do nascimento da Lua, em que ela aparece no horizonte, ou seja, no dia 7 de Abril em Lisboa pelas 19:32 horas, no Porto pelas 19:30 horas, em Coimbra pelas 19:29 horas, no Funchal pelas 20:03 horas e em Ponta Delgada pelas 19:41 horas”, assinalou o OAL.

A Lua nascerá no quadrante nordeste, no azimute 89º, contado de Sul para Este, especificou a entidade, acrescentando que o local ideal para a sua observação é o que tenha o horizonte desimpedido na direcção Este.

Este ano só conta com três Super Luas: a primeira foi a 9 de Março, a segunda é hoje, e no dia 7 de Maio ocorre a última de 2020.

Empresa da Figueira da Foz exporta derivados da resina para os principais mercados europeus

0

A empresa de produtos de derivados de resina de pinheiro United Resins, instalada na Figueira da Foz, exporta praticamente toda a sua produção para os mercados mais desenvolvidos da União Europeia.

Quase 100 por cento da sua produção destina-se aos cinco principais mercados da União Europeia – Alemanha, Benelux, Suécia, França, Itália, “que são os mais desenvolvidos industrialmente”, salienta à agência Lusa o director executivo e presidente Mendes Ferreira.

Os dois por cento remanescentes são consumidos no mercado nacional em dois “pequenos clientes”, acrescenta o empresário.

A laborar desde o final de 2010, num espaço com 12 hectares, é uma das poucas empresas químicas nacionais que sintetiza derivados da resina de pinheiro, comercializando um conjunto de produtos sob a marca registada Unik.

“O nosso primeiro ano completo foi em 2011, portanto posso dizer que a United Resins não é uma filha da crise, mas foi gerada e nasceu num contexto absolutamente de crise a todos os níveis”, sublinhou Mendes Ferreira, engenheiro químico de formação.

Os derivados da resina produzidos pela empresa constituem a matéria-prima principal das tintas de impressão (livros, revistas, jornais), todo o tipo de adesivos, desde rotulagem a adesivos de termo-fusão, e colas de madeiras e sapatos, entre outras.

Entre o portefólio de produtos, estão também as substâncias para as tintas de marcação de estradas e pavimentos, pastilhas elásticas e ceras depilatórias para mulher.

Em 2019, a empresa apresentou um volume de facturação de 34 milhões de euros, transformando 25 mil toneladas de resina, que actualmente é comprada a 12 mil quilómetros de distância no Brasil e na Argentina, que nos últimos anos se tornaram grandes produtores.

“No primeiro ano de actividade [2011] facturámos 25 milhões de euros. Em Portugal, não há muitos exemplos de empresas que comecem e facturem logo no primeiro ano 25 milhões de euros, e se os valores da matéria-prima se mantivessem ao preço de 2011 estaríamos com um volume de negócios superior a 60 milhões de euros”, destaca Mendes Ferreira.

Nesse ano, explica o empresário, a matéria-prima atingiu um preço recorde de 3.500 dólares por tonelada.

“Para se ter a noção da volatilidade, hoje estamos na casa dos 850 dólares, que é o preço, mais ou menos, de há 12 anos. Portanto, a volatilidade nesta matéria foi elevada, foi digamos, exagerada, e foi muito promovida pela cartelização chinesa”, sublinha.

“Quando começámos a actividade importávamos exclusivamente da China, depois começámos a importar da Indonésia e passados 10 anos importamos quase exclusivamente do Brasil e da Argentina”, detalha Mendes Ferreira.

Além de estar “a 10 ou 12 mil quilómetros de distância, mudou-se do quadrante Este para Oeste, o que é uma coisa extraordinária em termos de experiência, que ninguém percebe isto, como é que uma empresa, um nicho de mercado do qual pouco se fala, consegue ter este tipo de experiência”, frisa.

Na década de 80 do século XX, Portugal foi o segundo maior produtor mundial de resina, com 150 mil toneladas, mas actualmente produz entre cinco a seis mil toneladas.

“Tínhamos cerca de 15 mil pessoas directa e indirectamente na nossa floresta e passámos para cerca de 500/600 actualmente”, observa o director executivo da United Resins.

Para o empresário, a quebra da produção nacional a partir da década de 1980 deveu-se ao abandono da floresta por parte das pessoas, que procuraram trabalho na construção de grandes infraestruturas realizadas a partir da segunda metade dessa década, através dos fundos estruturais a que Portugal teve acesso.

Mendes Ferreira não tem dúvidas de que “toda essa injecção de fundos da União Europeia levou a que as pessoas fizessem uma passagem das actividades agrícolas e florestais para a construção e produção de infraestruturas, que descaracterizou e despovoou completamente o interior e a área florestal”.

“Isso explica bem a mudança do tecido florestal a nível nacional e a propagação do eucalipto, que continua a ter uma aplicação industrial de forma mais ou menos protegida ou estimulada pelas grandes papeleiras que fazem a sua utilização, o que não aconteceu na fileira do pinheiro”, realça.

A floresta de eucalipto “é desabitada, pois a presença humana é muito reduzida, ao contrário da resinagem, que era uma actividade que obrigava a presença física e contínua das pessoas de pelo menos 10 meses por ano”.

A construção da United Resins, que emprega actualmente 60 trabalhadores [começou com 25], representou um investimento superior a 20 milhões de euros, tendo sido comparticipada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que considerou o projecto um “caso de estudo no Programa Operacional do Centro”.