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Empresa Ernesto Morgado completa 100 anos

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Com um século de vida, esta empresa figueirense é a mais antiga do ramo em Portugal. “Desde 1920, produzimos arroz com a paixão do saber fazer e o rigor da excelência, transmitido ao longo de quatro gerações da família fundadora. O arroz faz parte da alma e tradição portuguesas e orgulhamo-nos de acompanhar a sua família há várias gerações”, refere fonte da empresa.


“Produzimos a marca ‘Pato Real’. Dado o estado de emergência único que o mundo atravessa, infelizmente não é possível festejar convenientemente mas quando tudo ficar bem teremos razões para festejar ainda mais”, conclui a empresa.

Covid-19: Hospitais de Coimbra criam sistema que faz chegar mensagens de apoio a doentes internados

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O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) lançou a iniciativa “Mensagem H2 – MSH2”, que consiste em fazer chegar a cada doente internado mensagens de solidariedade enviadas pelos seus familiares e amigos, foi hoje anunciado.

A iniciativa insere-se no “Projecto H2 – Humanizar o Hospital”, criado para atenuar a situação de isolamento em que se encontram os doentes internados, refere o CHUC, em comunicado enviado à agência Lusa, salientando que a “situação criada pela pandemia covid-19 veio introduzir alterações profundas na realidade hospitalar”.

“Actualmente, um dos aspectos mais preocupantes no que diz respeito à humanização dos cuidados hospitalares é a situação de grande isolamento em que se encontram os doentes infectados, nomeadamente nas unidades de cuidados intensivos ou intermédios, obrigatoriamente afastados do contacto familiar durante várias semanas”, salienta a nota.

Por outro lado, acrescenta, “a situação idêntica também se verifica com os doentes internados por outras patologias, uma vez que as actuais regras de gestão clínica obrigam a uma marcada limitação (ou mesmo proibição) das visitas”.

De acordo com o CHUC, o desenvolvimento da iniciativa MSH2 do “Projecto H2” será progressivo e dinâmico, dividido em duas fases distintas: “a primeira, focada principalmente nos doentes covid-19, e a segunda, em que serão também abrangidos os doentes internados com outras patologias”.

“A dinâmica da sua progressão será ajustada de acordo com o que a prática vier a aconselhar”, adianta o comunicado, referindo que, “para os doentes e para as respectivas famílias, esta situação de isolamento e afastamento é, naturalmente, geradora de grande angústia e sofrimento”.

A iniciativa MSH2, que recebeu parecer favorável da Comissão de Ética do CHUC, funciona através de um sistema de mensagens em suporte digital, com acesso através da página institucional do centro hospitalar na Internet (https://www.chuc.min-saude.pt).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito no domingo pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

PSP intercepta duas pessoas na Figueira da Foz suspeitas de burla no Luxemburgo

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A PSP localizou e interceptou um homem e uma mulher, na Figueira da Foz, suspeitos de serem autores de várias burlas e furtos de viaturas no Luxemburgo, anunciou hoje o Comando Distrital de Coimbra.

O homem, de 41 anos, e a mulher, de 42 anos, viviam actualmente na Figueira da Foz, sendo que pendia sobre os dois um mandado de detenção por suspeita da prática de vários crimes de burla e furto de duas viaturas no Luxemburgo, afirmou a PSP, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A localização e intercepção dos dois suspeitos ocorreram no sábado, no seguimento de uma investigação levada a cabo por elementos da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Figueira da Foz, acrescentou.

No decorrer das diligências, a PSP apurou que ambos tinham fugido do Luxemburgo com duas viaturas furtadas.

Segundo a nota de imprensa, as duas pessoas são também suspeitas de, durante uma estada na zona do Algarve, terem subtraído “uma elevada quantia monetária” a um cidadão, que terá sido burlado.

“Assim, foi encontrada a quantia de 5.000 euros em notas, que estavam dissimuladas no contador da água, as chaves dos veículos, e uma outra, pertencente a um outro veículo, que se encontra apreendido na GNR de Olhão. Foram localizadas as viaturas que se encontravam escondidas nas traseiras de uma casa desabitada”, refere a PSP.

Os dois suspeitos foram constituídos arguidos, estando sujeitos a termo de identidade e residência.

Covid-19: Ministra da Saúde diz que DGS teve parecer positivo para uso generalizado de máscaras

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A ministra da Saúde anunciou ontem, em entrevista à RTP1, que a Direcção-geral da Saúde pediu um parecer sobre o uso generalizado de máscaras para evitar a propagação da covid-19, tendo sido aconselhada a equacionar a medida.

“A Direcção Geral da Saúde (DGS) pediu ainda hoje um parecer ao coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Luta contra as Resistências Microbianas e esse parecer vai no sentido de equacionar o uso mais amplo das máscaras”, afirmou Marta Temido.

A ministra não adiantou se a recomendação será adoptada, mas admitiu que os responsáveis pelas decisões têm de se adaptar e ter uma dinâmica muito rápida perante as evidências novas que vão surgindo.

Na entrevista, a ministra recordou, no entanto, que o documento que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda tem disponível continua a referir que, para as pessoas sem sintomas, não é recomendável utilizar uma máscara de qualquer tipo.

Após recordar que a infecção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, acontece sobretudo por gotículas de saliva, a ministra alertou que uma máscara mal utilizada poderá não prevenir esse risco.

“O que sabemos também é que em algumas circunstâncias a utilização de máscaras, se devidamente utilizada e sobretudo, muito importante, devidamente acompanhada por um conjunto de outras medidas, pode ter um efeito protector e um efeito de diminuição…”, afirmou, explicando que o uso de máscara facial pode sobretudo permitir “que algumas coisas que não temos estado a fazer, em termos de contacto social, em termos de utilização de certos serviços, possa recuperar algum enquadramento”.

Ao alertar para a necessidade de “não permitir a ninguém, baixar a guarda”, precisou que o uso da máscara “pode permitir que alguém que está a uma distância de outro, que por algum motivo não é a distância ideal, não afecte o outro”.

Marta Temido assinalou ainda a recomendação emitida esta semana pela Direcção Geral da Saúde (DGS) sobre o uso de equipamentos individuais, e disse que a sua equipa está consciente que “a adaptação da sociedade e de uma necessidade de contacto” terá de ser acompanhada por medidas.

“Estamos confortáveis com as recomendações que temos e que emitimos esta semana, a utilização de máscara num contexto em que as pessoas ainda estão confinadas. O que estamos a equacionar é uma alteração possível de contexto em que uma necessidade de maior circulação social possa ser adequadamente mais protegida pela utilização mais abrangente de máscaras”, precisou a ministra.

Covid-19: DGS alerta para uso indevido de luvas porque pode potenciar contágio

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A Direcção-Geral da Saúde (DGS) considerou hoje que o uso de luvas na rua pode ser “contraproducente e dar uma falsa sensação de segurança”, avançando que pode potenciar o contágio pelo novo coronavírus.

“Tem havido formação e muita informação, mas nunca é demais repetir. O uso indevido de luvas pode ser contraproducente e dar uma falsa sensação de segurança. Se estivermos com luvas e tocarmos numa superfície contaminada, o vírus fica nas luvas. Se forem levadas as mãos à cara, o vírus será transmitido”, disse aos jornalistas a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre o uso do equipamento de protecção pela população em geral.

Graça Freitas voltou a destacar que o uso indevido de material de protecção pode ser mais contraproducente e dar até uma falsa sensação se segurança.

No caso das luvas, a directora-geral da Saúde afirmou que dão “apenas uma falsa sensação de segurança”, admitindo a possibilidade de serem usadas “uma única vez”, num único ato de contacto, e depois descartadas.

No entanto, aconselhou a população a não usar luvas.

“A principal medida de protecção é a lavagem frequente das mãos e no intervalo da lavagem não tocar na cara, sobretudo no nariz, olhos e boca”, disse, frisando que as luvas, sobretudo “utilizados frequentemente, seguidamente e constantemente só estão a acumular potencialmente vírus de diversas origens”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril, depois do prolongamento aprovado esta semana na Assembleia da República.

Distrito de Coimbra sob aviso amarelo devido à chuva

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O distrito de Coimbra está sob aviso amarelo até às 21h de hoje, devido à previsão de chuva que poderá ser forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu em geral muito nublado e períodos de chuva, sendo mais intensa e persistente a partir da manhã e nas regiões Norte e Centro, onde deverá ser por vezes forte, em especial no litoral e nas terras altas durante a tarde.

O vento irá soprar por vezes forte no litoral e nas terras altas. Prevê-se também a subida da temperatura mínima, bem como uma descida da temperatura máxima na região Norte.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre 8 graus Celsius, na Guarda, e os 15 em Faro, e as máximas entre os 11 (na Guarda) e os 20 (em Faro e em Santarém).

Tempo de Páscoa diferente

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Buarcos, com largas tradições religiosas na Quaresma, suspendeu as cerimónias habituais como as procissões da Semana Santa, mas mantém vivo o espírito da Páscoa.

Hoje, Domingo de Ramos, vai ocorrer a Eucaristia na Igreja de S. Pedro.

A Semana Santa terá lugar online, com a transmissão directa das celebrações pela página do Facebook da Paróquia de Buarcos e posteriormente disponíveis no Youtube.

Como manda a tradição, haverá Eucaristia pelas 19h dos dias 6, 7 e 8 de Abril. As celebrações vão continuar a ser emitidas até ao Domingo de Páscoa (dia 12), que terminará com uma última Eucaristia pelas 11h30.

Covid-19: Pandemia alterou consumos de álcool e drogas para quase um terço de jovens

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Perto de um terço dos jovens portugueses (62,4%) acredita que a pandemia de covid-19 contribuiu para a alteração de consumo de álcool e drogas, com 18,1% a referir que consome menos álcool ou deixou de beber.

As conclusões constam de um inquérito nacional realizado pelo Instituto Europeu para o Estudo dos Factores de Risco em Crianças e Adolescentes (IREFREA Portugal) no qual 37,3% revelam ter diminuído o consumo de tabaco ou ter deixado de fumar e 16,5% acreditam que o consumo de substâncias ilícitas irá ser menor durante a pandemia.

Realizado em parceria com a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, este estudo mostrou que são os consumidores ocasionais que relatam as maiores mudanças nos seus hábitos.

Devido à pandemia de covid-19, 36,4% dos jovens que participaram no inquérito pretendem alterar os comportamentos de convívio no futuro, com 10% a sublinharem que darão mais prioridade a actividades ao ar livre e às relações inter-pessoais.

Dirigido aos escalões etários dos 16 aos 35 anos, o estudo visou perceber a posição dos jovens face às medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus, no sentido de pôr em prática algumas estratégias preventivas mais eficazes.

O trabalho foi realizado através de um questionário online disseminado entre contactos de estudantes durante 15 dias, do qual resultaram 687 respostas válidas.

O estudo mostrou que 63,3% dos jovens participantes consideram reduzir o número de saídas à noite. Dos inquiridos, 98,7% concordam com o encerramento obrigatório de bares e discotecas, e 45,7% são a favor do encerramento de fronteiras.

Para Fernando Mendes, presidente do IREFREA Portugal, estes resultados demonstram que ao contrário do que se tem veiculado sobre a atitude irresponsável dos jovens, existe uma opinião favorável à contenção da epidemia.

Para o psicólogo, é, porém, necessário manter a contenção já que existe uma “franja considerável que não a reconhece como essencial”.

Perto de 57% dos inquiridos consideram que o confinamento provocou um aumento da utilização de redes sociais enquanto 28,1% da amostra não planeia ou tem dúvidas se vai alterar a forma como se relacionam com os amigos durante este período.

Das respostas analisadas no estudo, 25,8% reportavam-se ao sexo masculino e 73,4% ao feminino. Quanto à média de idades, no casos dos homens era de 23,4 (com mais ou menos 4,3 anos) e no caso das mulheres era de 22,9 a nos (com mais ou menos 4,2 anos). A profissão mais referida foi a de estudante (61,3%), seguindo-se os trabalhadores por conta de outrem (19,8%) e 3,5% dos inquiridos eram desempregados.

Quanto à área de residência, 66,4% vivem em território urbano e 75,1% com a família de origem.

Dos 687 jovens, 6,7% não bebem álcool, 42,1% não fumam e 66,2% não usam cannabis. No que respeita a consumos diários, 1,5% bebe álcool, 16.6% fumam e 2% usam cannabis.

Covid-19: Comerciantes dos mercados da Figueira da Foz com entregas ao domicílio

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A Câmara da Figueira da Foz disponibilizou o contacto de 30 comerciantes dos dois mercados municipais, que continuam abertos, para que as pessoas possam receber as suas encomendas sem sair de casa, face à pandemia da covid-19.

O município decidiu reunir os contactos de todos os comerciantes dos mercados de Buarcos e Engenheiro Silva, no centro da cidade, que estivessem interessados e disponíveis para fazer entregas ao domicílio, tendo começado a divulgar essa opção, disse à agência Lusa fonte do gabinete da presidência da Câmara da Figueira da Foz.

“Os espaços de venda de frutas, legumes, hortícolas, peixe, carne e derivados e pão, estão prontos para responder às suas necessidades, sem que saia de casa”, informava a autarquia, na quinta-feira, na sua página da rede social de Facebook, onde disponibilizava o contacto dos comerciantes que decidiram aderir.

Segundo fonte do município, “a grande maioria dos comerciantes” aceitaram integrar a iniciativa, sendo eles próprios que asseguram a entrega dos produtos na casa dos clientes.

“Isto ajuda todos. Ajuda o comércio local e as pessoas que estão a cumprir o isolamento e precisam deste tipo de soluções”, vincou essa mesma fonte.

Maria Sousa, com banca no Mercado de Buarcos, ainda não recebeu encomendas, tirando de um cliente que sempre o fez, e nota que o mercado, que era usado especialmente por pessoas mais velhas, tem “muito pouco movimento”.

“Antes da pandemia já era mau, agora ficou pior”, constatou.

Já Daniel Garcia, com um talho no Mercado Engenheiro Silva, diz que o negócio no balcão não mudou muito nos últimos 15 dias.

“Primeiro, houve um pico, com gente com medo que faltasse comida. Agora, está normal. As pessoas vêm menos vezes, mas levam mais de cada vez. Antes levavam um quilo, agora levam dois ou três”, afirmou à agência Lusa o talhante.

No entanto, se na venda ao balcão não houve mudança, Daniel Garcia registou uma quebra de 30% na facturação face ao fecho dos restaurantes a que fornecia carne.

Com a possibilidade das encomendas, já tem feito algumas, especialmente a casais idosos, mas “não é significativo”.

Belmira Borges, que vende peixe no Mercado Municipal Engenheiro Silva, sentiu, desde o início do estado de emergência, “uma quebra na facturação de mais de 50%”.

“Uma grande parte dos clientes deixaram de ir ao mercado, porque têm medo”, notou, salientando que o mercado não tem muita gente, cumpre todas as orientações e tem líquido desinfectante à entrada e à saída.

Sobre a iniciativa dinamizada pela autarquia, Belmira Borges refere que já começou a fazer algumas entregas à casa de clientes, principalmente pessoas mais velhas, mas continua a ter mais vendas no mercado.

“Pode ser que ajude a minimizar a quebra, mas nós também gostamos de ver as pessoas no mercado, porque o contacto é diferente”, referiu, apelando às pessoas que, caso possam, continuem a ir ao mercado.

Covid-19: PR promulga regime excepcional de endividamento para as autarquias

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O Presidente da República promulgou ontem o diploma da Assembleia da República que cria um regime excepcional de endividamento para as autarquias locais aplicado às despesas com apoios sociais, equipamentos e outras medidas de combate à covid-19.

De acordo com uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou também um outro decreto do parlamento com novas medidas excepcionais e temporárias de resposta à situação epidémica provocada pelo novo coronavírus.

Este segundo diploma agrega uma proposta de lei do Governo que estabelece um regime excepcional e temporário de caducidade e da oposição à renovação dos contratos de arrendamento habitacionais e não habitacionais, e um projecto de lei do PCP que suspende os prazos judiciais e a prática de actos processuais e procedimentais durante o actual quadro.

O regime excepcional segundo o qual as despesas relacionadas directamente com o combate ao surto de covid-19 serão excepcionadas dos limites do endividamento das autarquias foi aprovado por unanimidade na quinta-feira, em votação final global.

As regras excepcionais e temporárias relativas aos contratos de arrendamento foram aprovadas também nas votações de quinta-feira, com os votos favoráveis de todos os partidos menos o Chega, que se absteve, e a suspensão dos prazos judiciais proposta pelo PCP teve a abstenção da Iniciativa Liberal, contando com o apoio das restantes bancadas.

Estes diplomas da Assembleia da República seguiram hoje para o Palácio de Belém e o Presidente da República promulgou-os no mesmo dia em que os recebeu.

Alterações biológicas globais ameaçam redes de ecossistemas

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As alterações biológicas globais não afectam apenas algumas espécies isoladas e ameaçam “a persistência das comunidades biológicas” e as redes tróficas naturais, alerta um estudo internacional, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

“Não é só o clima que está a mudar, mas a parte viva do nosso planeta também está a ser rapidamente modificada pela acção humana, dando corpo a um conjunto de alterações biológicas globais”, afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

O alerta é de três investigadores da Universidade de Coimbra, da Oregon State University (USA) e do Instituto Mediterráneo de Estudios Avanzados (CSIC-UIB, Espanha), num artigo científico publicado hoje na Web Ecology.

Os investigadores recolheram evidências “incontornáveis” de que essas alterações biológicas “não afectam apenas algumas espécies isoladas, mas que simplificam redes alimentares inteiras, ameaçando a persistência das comunidades biológicas naturais a longo prazo”, refere Ruben Heleno, co-autor do artigo e investigador do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

“Devemos tomar medidas urgentes para proteger a integridade das cadeias tróficas naturais, sob o risco de empurrarmos rapidamente ecossistemas inteiros para fora dos seus limites de segurança”, adverte.

Há quase três décadas, 1.700 cientistas emitiram um primeiro aviso à humanidade, alertando para a necessidade de proteger a “rede de interdependências entre seres vivos (…) cujas interacções e dinâmicas apenas em parte” se compreendem, recorda a UC.

Desde então, acrescenta, cientistas de todo o mundo abraçaram completamente esta missão de descobrir as regras que regem a formação, funcionamento e resiliência das complexas redes de interacções biológicas, que em última análise suportam a vida na Terra.

Recentemente, um segundo aviso foi emitido e assinado por mais de 15.000 cientistas de 187 países, declarando que, “para prevenir a miséria generalizada e uma catastrófica perda de biodiversidade, a humanidade não pode seguir na actual trajectória de ‘business as usual’ e deve enveredar por uma alternativa mais sustentável”.

No estudo agora publicado, explica Ruben Heleno, citado pela UC, “adopta-se uma visão mais alargada de biodiversidade e reavalia-se o estado das redes alimentares no mundo, a sua capacidade de resistir face a ameaças externas, e sobre a capacidade de se detectar sinais de alerta que avisem sobre o eventual colapso das redes tróficas naturais”.

As evidências “mostram que a maioria dos motores das alterações globais, como por exemplo o aumento da temperatura, as invasões biológicas, perda de biodiversidade, fragmentação de habitat, e sobre-exploração, tendem a simplificar as redes tróficas, concentrando os fluxos de matéria e energia na natureza através de menos vias, ameaçando a persistência das comunidades biológicas no longo prazo”.

Ainda “mais preocupantes são as observações que mostram que comunidades inteiras podem passar rapidamente de elevados níveis de diversidade para comunidades totalmente empobrecidas, onde apenas algumas espécies se mantêm, com poucos ou nenhuns sinais de alerta”, acrescenta.

“De um modo geral, a melhor evidência mostra claramente que para além de termos de enfrentar o desafio das alterações climáticas e de contrariar a tendência de extinção de espécies ameaçadas, precisamos igualmente de enfrentar o desafio de travar as alterações biológicas globais e especificamente de proteger as redes alimentares na natureza, ou arriscamo-nos a assistir ao colapso de ecossistemas inteiros”.

Em simultâneo, nota Ruben Helen, é necessário “perceber melhor os potenciais efeitos sinergísticos ou atenuadores entre os motores das alterações climáticas e biológicas”.

“Aqui, destacamos os principais desafios à conservação das redes alimentares na natureza e os avanços recentes que nos podem ajudar enfrentar esses desafios”, concluiu o investigador da FCTUC.

“#OndeComprar?” – Nova plataforma online que mostra a disponibilidade dos estabelecimentos da Figueira da Foz

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Perante os tempos difíceis que Portugal enfrenta, a realidade mudou e muito do comércio parou. No entanto, há empresas que continuam a sua actividade com as devidas adaptações. São o exemplo disso: padarias, mini-mercados, restaurantes e os mercados municipais. Para ajudar os comerciantes ainda abertos e para que os clientes saibam que podem continuar a contar com as suas lojas de sempre, a Associação Cultural Bonae Spei criou a plataforma “#OndeComprar?”.

#OndeComprar?” é um sítio na Internet que reúne, num mapa intuitivo, a lista de estabelecimentos abertos na Figueira da Foz. “O utilizador pode verificar os espaços abertos e quais as adaptações feitas, por exemplo: take-away, entregas ao domicílio, entre outras, de forma a saber se tem mesmo de sair de casa ou pode, simplesmente, receber o que necessita, no conforto do seu lar. Para cada espaço aberto é apresentado, também, o contacto telefónico ou página do Facebook, para que os utilizadores possam entrar em contacto directamente com o estabelecimento”, explica a’ “O Figueirense” Diogo Viegas Maia, presidente da Direcção da Associação.

A referida plataforma reúne, ainda, a lista de todos os vendedores dos mercados municipais que estão a trabalhar e os respectivos contactos, para que os clientes possam encomendar e agilizar as recolhas, se tiverem de sair de casa. Tudo isto num simples site para computador e telemóvel, acessível através de www.onde-comprar.online/

Esta plataforma é uma iniciativa da Bonae Spei – Associação Cultural local e é inteiramente desenvolvida por voluntários. No site é possível que os utilizadores adicionem estabelecimentos que conheçam e que estejam abertos, mas que estejam em falta na plataforma.

“Neste momento, os dados disponíveis são da cidade da Figueira da Foz, mas está nos nossos planos reunir locais em toda a região, se possível, em todo o distrito de Coimbra. O objectivo é compilar a informação num único sítio, com a contribuição de cada utilizador”, acrescenta Diogo Viegas Maia.

site da plataforma, recorda-se, é: www.onde-comprar.online

Covid-19: Portugal encerra todos aeroportos ao tráfego de passageiros no período da Páscoa – Costa

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O primeiro-ministro anunciou hoje que Portugal vai encerrar ao tráfego de passageiros todos os aeroportos no período da Páscoa, entre os dias 9 e 13 deste mês, excepção feita aos voos de Estado, de carga ou humanitários.

“É uma medida de carácter extraordinário, tendo em vista evitar que também haja circulações do exterior para Portugal, ou de Portugal para o exterior”, declarou António Costa em conferência de imprensa, a meio da reunião do Conselho de Ministros que vai aprovar o diploma de execução do decreto presidencial que prorrogará por 15 dias o estado de emergência no país, até 17 de Abril.

Esta medida, segundo o primeiro-ministro, não abrangerá “os voos de carga ou de natureza humanitária, assim como voos necessários para repatriamento de portugueses deslocados no estrangeiro, ou, ainda, voos de Estado ou de natureza militar”.

Covid-19: Empresas do interior do distrito de Coimbra querem apoios do ‘lay-off’ para gerentes

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As associações empresariais de quatro concelhos do interior do distrito de Coimbra alegaram hoje que o Estado “esquece os gerentes” das firmas nos apoios do ‘lay-off’ e pediram ao Governo para corrigir a situação.

“Pedimos que o Estado intervenha com urgência, pois muitos empresários vêem-se obrigados por esta pandemia a fechar portas, seja por falta de clientes, seja por quebra das cadeias de abastecimento ou outras razões directamente relacionadas” com a pandemia da covid-19, afirmam as organizações.

Em comunicado, a Associação Empresarial Serra da Lousã, da Lousã, a Associação Empresarial de Poiares, o Clube de Empresários de Miranda do Corvo e o Núcleo Empresarial de Penela alertam que os empresários “vêem-se sozinhos, sem apoio para si próprios e para as suas famílias, que tanto dependem da facturação que a empresa realiza e que está muito reduzida ou mesmo parada”.

Na sua opinião, no actual quadro de crise em Portugal e no mundo, importa que o Estado “tome as medidas necessárias para que não se deixe de parte quem muito fez para que a economia do país continuasse a crescer”.

“Temos visto o Governo a lançar medidas, desde o começo da pandemia, garantindo apoio aos colaboradores que trabalham por conta de outrem e a trabalhadores independentes. Contudo, verificamos que nestes apoios até hoje não foram ainda considerados os sócios-gerentes”, referem.

No regime do ‘lay-off’, “com as empresas encerradas, vai ser necessário a quem emprega continuar a pagar uma percentagem do rendimento dos seus colaboradores, cerca de 30%, pois o Estado apenas comparticipa com cerca de 70% do valor dos salários”, sublinham as quatro associações.

Na nota, alertam que “primeiro a empresa tem de pagar aos seus colaboradores e só depois é que vai receber os apoios do Estado”.

Esta condição, “para muitas empresas, vai originar uma imediata falta de liquidez, que em muitos casos só será resolvida com a injecção de dinheiro particular dos sócios e gerentes”, acentuam.

“Grande parte do tecido empresarial funciona na base familiar, com sócios-gerentes que lutam todos os dias para continuar a pagar os seus impostos e restantes obrigações, tendo estes também família para sustentar. Assim, como é que o Estado espera que estes sobrevivam?”, questionam ainda, frisando que, até ao momento, “o Estado recusa-se a atribuir apoios para os salários dos sócios-gerentes”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

O continente europeu, com mais de 508 mil infectados e mais de 34.500 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 casos confirmados até quarta-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infectados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de Abril.

Covid-19: HDFF transfere doentes oncológicos para o IPO de Coimbra

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O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) vai encaminhar os doentes oncológicos tratados no Hospital de Dia para o Instituto Português de Oncologia (IPO), de Coimbra, segundo avançou o Diário As Beiras.

Esta transferência vai ser feita como medida preventiva para evitar o contágio de pacientes pelo coronavírus, visto que o posto de Urgência dedicada aos casos suspeitos de Covid-19 partilha as instalações com aquele serviço.

A Administração do HDFF garante que a medida é meramente temporária e progressiva, pelo que os pacientes serão transferidos ao longo do tempo, por questões de segurança, aumentando a capacidade de resposta à pandemia pela parte desta instituição.

Covid-19: Voluntários desenvolveram ventilador de código aberto e baixo custo

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Um grupo de voluntários do ‘#ProjectOpenAir‘ anunciou hoje que conseguiu construir um ventilador de emergência para cuidados intensivos que utiliza apenas materiais e componentes industriais comuns.

O grupo, que integra especialistas do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Faculdade Nova de Lisboa e do Instituto de Ciências Nucleares aplicadas à Saúde, terminou com sucesso a primeira fase do desenvolvimento de um ventilador de código aberto (cujos componentes não estão sujeitos a direitos de autor) para cuidados intensivos com um valor de produção muito inferior ao padrão.

O modelo construído, apesar de não possuir a sofisticação dos habituais ventiladores pulmonares, “pode ser muito útil nas actuais circunstâncias”, disse em entrevista à agência Lusa Paulo Fonte, um dos mentores do projecto.

“A grande mais valia deste ventilador é que pode ser construído rapidamente com recurso a componentes baratos e de fácil acesso, o que significa que pode ser produzido em massa e em qualquer parte do mundo, a um baixo preço e com grande rapidez”, explica o físico.

O investigador diz que o grande problema que o mundo enfrenta no combate à pandemia Covid-19 é o facto de ser precisa uma quantidade extraordinária de ventiladores no prazo de poucas semanas, a que se junta um problema com a indústria e o comércio internacional na obtenção dos componentes necessários.

“O nosso projecto partiu deste problema e procurou dar resposta a esta situação de extremo constrangimento e escassez de recursos”, diz o mentor da ideia.

Sobre o aparelho, Paulo Fonte diz que é algo “muito pouco sofisticado” e que deve ser visto como uma “solução de último recurso, quando não houver mais possibilidades”.

“O que construímos não é algo que possa ser utilizado nos hospitais em condições normais, mas algo que poderá valer quando tudo o resto falhar. É a última opção quando não houver mais alternativa para salvar a vida do doente. Não é um ventilador como os que estão actualmente nos hospitais, mas é uma solução de último recurso depois de esgotadas todas as possibilidades”, sublinha o professor do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.

Os detalhes do desenvolvimento e do equipamento foram sistematizados num artigo científico intitulado “Proof-of-concept of a minimalist pressure-controlled emergency ventilator for COVID-19” e Paulo Fonte acredita, esperançado, que o aparelho pode nem vir a ser usado no nosso país, mas considera que em outros países pode ser “valioso”.

“Oxalá em Portugal isto não seja preciso, mas suspeita-se fortemente que o mesmo não venha a suceder em outros lugares do mundo, como na Índia ou em África, locais com grande necessidade e poucos recursos disponíveis”, adianta o investigador, que pede ainda o apoio da indústria para que esta solução possa ser replicada em massa e rapidamente estar no terreno.

“Para isto ser útil temos de ter tudo pronto numa semana. O tempo corre contra nós e contamos com a indústria para o produzir em grande quantidade”, conclui.

Covid-19: Governo diz que ainda é cedo para tirar conclusões sobre efeito das medidas

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O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou hoje que ainda é cedo para conclusões sobre os efeitos das medidas de combate à covid-19, apesar de se verificar um abrandamento na tendência de expansão do vírus.

“É verdade que nos últimos dias se tem verificado essa tendência, mas é ainda cedo para tirar essa conclusão”, afirmou o governante durante a habitual conferência de imprensa, em Lisboa, quanto questionado sobre as medidas de restrição impostas pelo Governo à população.

Neste sentido, garantiu que a linha a seguir será “não abrandar, para já” as medidas em vigor, no âmbito do estado de emergência.

“Estas medidas foram bem tomadas, no tempo certo e, provavelmente, alguns desses números estão a dizer-nos exactamente isso”, disse o secretário de Estado, referindo-se aos dados nacionais do boletim diário divulgado pelas autoridades de saúde.

“Temos de estar sempre preparados para o pior”, assumiu.

Por seu lado, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, assegurou que está a ser feito “um esforço grande” no país para aumentar a capacidade relativamente aos ventiladores e camas ventiladas.

O número de pacientes que se encontra nos cuidados intensivos está muito relacionado com a faixa etária, disse, indicando que as autoridades estão atentas aos números e que será posteriormente feito o estudo clínico dos casos, nomeadamente se há outras patologias e o tempo que medeia entre os sintomas e o internamento.

Questionada sobre a continuação de obras de construção, referiu que as entidades fiscalizadoras têm mecanismos para fazer as entidades empregadoras cumprir as regras que devem ser cumpridas para garantir a segurança dos trabalhadores.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 828.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 41.000 morreram.

Dos casos de infeção, pelo menos 165.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infectados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março e até às 23:59 de 2 de Abril.

Covid-19: Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro produz viseiras para oferecer aos hospitais

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O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV), sediado em Coimbra, anunciou hoje que vai produzir viseiras de protecção facial para oferecer às unidades hospitalares que se encontram na linha da frente no combate à pandemia da covid-19.

Em comunicado enviado à agência Lusa, este centro adianta que na quarta-feira “as primeiras viseiras serão entregues ao Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (CHUC)”, para que sejam colocadas à disposição dos profissionais “que estão na linha da frente do combate com o maior risco de contágio diário”.

“Seguindo as recomendações da Direcção Geral da Saúde, o CTCV continua a trabalhar. Com cerca de 40 pessoas em tele-trabalho e com as mais apertadas medidas de segurança, continua a dar resposta às necessidades dos seus clientes”, acrescenta a nota.

O centro, instalado no Parque Tecnológico de Coimbra, em Antanhol, salienta que está a responder “ao apelo dos profissionais da área da saúde portugueses sobre a falta de equipamentos de protecção nesta altura de pandemia”.

Para produzir as viseiras, o CTCV recorreu às tecnologias de impressão 3D de que dispõe.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infecções, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

Dos infectados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Covid-19: Montemor-o-Velho prepara dois equipamentos com mais de 100 camas

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A Câmara de Montemor-o-Velho está a equipar o centro educativo e o pavilhão municipal com mais de 100 camas no âmbito do combate à pandemia da covid-19, anunciou hoje a autarquia.

“Estamos a preparar-nos e a equipar estes espaços com mais de uma centena de camas para podermos responder a esta situação de excepção”, afirma em comunicado o presidente do município, Emílio Torrão.

A autarquia, no distrito de Coimbra, está “a trabalhar na preparação” daqueles equipamentos públicos, que “poderão acomodar idosos em caso de necessidade”, segundo a nota.

Tendo em conta a evolução da situação epidemiológica e “a existência de 12 casos positivos confirmados” em Montemor-o-Velho, o município activou, na segunda-feira, o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil e o Plano de Contingência Municipal para a covid-19, informa.

“Esta medida visa conter possíveis cadeias de transmissão da pandemia da covid-19 na comunidade, minimizando, assim, o perigo de contágio”, salienta.

Ainda esta semana, em colaboração com as juntas de freguesia, a Câmara “vai iniciar a higienização dos espaços mais frequentados do concelho”.

“É hora de demonstrarmos, mais uma vez, a força de Montemor-o-Velho e a vontade de superar as dificuldades, protegendo-nos enquanto comunidade”, apela Emílio Torrão, citado no documento.

Frisando que “os próximos dias e semanas vão ser extremamente desafiantes”, o autarca pede o contributo de todos os munícipes, “com disciplina e precaução”.

Portugal regista hoje 160 mortes associadas à covid-19, mais 20 do que na segunda-feira, e 7.443 infectados (mais 1.035), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Covid-19: Região de Coimbra já comprou 40 mil máscaras e meio milhão de luvas

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A Comunidade Inter-municipal (CIM) da Região de Coimbra está a realizar encomendas conjuntas para os 19 municípios, tendo já comprado 40 mil máscaras e meio milhão de luvas para fazer face à pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

Até ao momento, a CIM da Região de Coimbra já comprou e distribuiu 40 mil máscaras cirúrgicas e meio milhão de luvas de látex, estando também encomendados 60 contentores para deposição de equipamento de protecção individual já usado, dois mil litros de solução alcoólica e mais 50 mil máscaras cirúrgicas, afirmou à agência Lusa fonte da CIM.

A CIM Região de Coimbra anunciou hoje, em nota de imprensa, que, através da sua central de compras e dos seus serviços, “implementou um sistema que permite levantar as necessidades dos 19 municípios para fazer face à pandemia da covid-19 e realizar encomendas conjuntas”.

“As primeiras encomendas já chegaram à região e estão a ser distribuídas pelos municípios. Paralelamente a este processo, está a ser criada uma reserva estratégica para fazer face a situações de maior complexidade que ocorram em cada um dos municípios”, refere a nota enviada à agência Lusa.

Segundo a Região de Coimbra, a disponibilização dos equipamentos “está a ser realizada de forma faseada, de acordo com as necessidades dos municípios e a disponibilidade de mercado”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infecção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infecções confirmadas.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março e até às 23:59 de 2 de Abril.

Covid-19: 300 casos identificados na Região de Coimbra – sete na Figueira da Foz

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A Região de Coimbra tem 300 casos identificados, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral de Saúde, dos quais sete casos são do concelho da Figueira da Foz.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março e até às 23:59 de 2 de Abril.

Covid-19 – Sindicato quer testes a trabalhadores de alimentação nos hospitais do Centro

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O Sindicato da Indústria Hoteleira do Centro quer que os trabalhadores dos serviços de distribuição de alimentação em hospitais da região, concessionados à SUCH, sejam testados à covid-19, como os restantes profissionais de saúde.

Os trabalhadores dos serviços de distribuição de refeições, de lavandaria e de recolha de resíduos hospitalares são “considerados profissionais de saúde”, mas são “tratados como trabalhadores de segunda” no que toca à sua protecção face à pandemia, disse à agência Lusa António Baião, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro (STIHTRSC).

Embora disponham de equipamento individual de protecção, os funcionários de distribuição de alimentação, nos hospitais concessionados à SUCH (Serviços de Utilização Comuns dos Hospitais), “contactam com doentes infectados” pelo novo coronavírus, mas “não são testados como os médicos e os enfermeiros”, afirma o dirigente sindical.

“Após se detectaram contactos de médicos e enfermeiros com doentes infectados”, aqueles profissionais são “testados e isolados, ao passo que o pessoal da distribuição alimentar ao doente, que contactou com a mesma exposição, nem local digno tem para ser isolado”, assegura o sindicato numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Após essa exposição, os trabalhadores do serviço de alimentação são apenas “contactados por um médico (que se presume ser de medicina no trabalho) que [os] aconselha a medição de temperatura de três em três horas” e a contactarem-no se tiverem “febre ou outros sintomas”, acrescenta.

“Colocada perante estas situações”, a SUCH (empresa de “capitais públicos e de direito privado”) “responde sem responder a nada que objectivamente questionamos e os problemas agravam-se todos os dias, deixando em pânico todos estes trabalhadores (as)”, conclui o comunicado do Sindicato.

A SUCH tem a concessão dos serviços de lavandaria e de recolha de resíduos de todos os hospitais da região Centro e do serviço de alimentação de parte destes estabelecimentos.

Covid-19: Município da Figueira cria linha de apoio ao isolamento para ajudar a lidar com a pandemia

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O município da Figueira da Foz vai ter em funcionamento, a partir de hoje, 30 de Março, uma linha telefónica de apoio ao isolamento, cujo objectivo é ajudar a comunidade a lidar com as situações de ansiedade e inquietude, durante o período da pandemia da Covid-19.

A linha de apoio, vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 18h00, através do 966 968 835, e garante confidencialidade e anonimato aos utilizadores, segundo apurámos de fonte autárquica.

O atendimento, assegurado por profissional da área da psicologia, destina-se a toda a comunidade, mas em particular a pessoas em isolamento profilático decretado pelas autoridades de saúde e a cidadãos maiores de 60 anos ou em situação vulnerável.

Covid-19: Escola de surf da Figueira da Foz “leva o mar” às casas dos seus alunos

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Uma escola de surf da Figueira da Foz, que fechou face à pandemia da covid-19, está a dar aulas à distância, numa forma de ajudar os alunos a matarem as saudades do mar.

“Os miúdos estão com saudades do mar, pedem para ir ver o mar, para fazer surf, mas como nesta fase não é possível, decidimos conectar com eles. Se não podemos ir ao mar, trazemos o mar e o espírito do mar e do surf para dentro de casa”, disse à agência Lusa Eurico Gonçalves, da escola Isurf, na Figueira da Foz.

A escola fechou voluntariamente mal se aperceberam da “gravidade da situação”, há cerca de três semanas, afirmou, referindo que os surfistas continuaram a fazer surf em grupos pequenos até a sua prática ser proibida.

“Percebemos que os miúdos iriam ter um afastamento prolongado do mar e isso deixou-nos desconfortáveis”, contou Eurico Gonçalves.

Assim que descobriram formas de fazer videoconferência, decidiram retomar as aulas, contando com turmas de alunos dos cinco aos 18 anos, separados por diferentes classes.

“Tem sido muito interessante. Primeiro matamos as saudades dos miúdos e eles matam um bocadinho as saudades do mar”, conta, referindo que alguns, nas primeiras aulas, até decidiram vestir os fatos de surf.

Nas aulas, os exercícios que fariam em cima da prancha na areia, são feitos no chão.

“Conversamos também sobre o que se está a passar e num dos exercícios de respiração pedimos para fecharem os olhos e imaginarem que estão debaixo de água, como se estivessem fechados momentaneamente. Mas, depois vimos ao de cima e tudo fica bem e apanha-se mais uma onda e fica tudo resolvido”, salienta Eurico Gonçalves.

Gustavo, com sete anos, está a ter aulas há cerca de um ano e, sendo da Figueira da Foz, basta olhar-lhe pela janela para ver o mar, “logo ali ao lado”.

“Todos os dias está bom para surfar aqui”, nota o aluno, que admite ter “muitas saudades” do mar.

Tomás Garcia, de nove anos, que já anda a ter aulas há mais de quatro anos, diz que a experiência das aulas à distância “está a ser fixe”, sendo também uma oportunidade para rever os amigos.

“É muito diferente de praticar os exercícios na areia”, nota Laura, de 11 anos.

Já Santiago, de nove anos, realça que “é melhor ter em casa do que não ter”.

“Está a ser fixe e aprendemos a corrigir erros e a aprender melhor a posição na prancha”, afirma Tomás Espada, de dez anos, que diz que “agora é esperar e ter calma”.

Covid-19: Figueira da Foz cria área para infectados ou suspeitos na escola da GNR

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A Câmara da Figueira da Foz vai instalar uma Área Dedicada Covid-19 no Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana (GNR), cedida, para o efeito, pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

De acordo com uma nota do MAI, enviada hoje à agência Lusa, o ministro Eduardo Cabrita autorizou a cedência daquelas instalações para a autarquia criar ali “espaços próprios para evitar que os utentes quotidianos dos centros de Saúde contactem” com pessoas infectadas pela Covid-19 ou suspeitos de infecção.

A GNR vai, assim, disponibilizar dois blocos escolares, para “atendimento e armazenamento de material médico, além de uma área de alojamento a utilizar exclusivamente pelos profissionais de saúde” adianta.

Para estacionamento das viaturas dos utentes é reservado o espaço da parada.

Os militares da GNR ficam, entretanto, “impedidos de aceder aos espaços a utilizar pelas equipas médicas e sanitárias, sendo definido um acesso próprio para entrada dos utentes naquela escola da Guarda”.

As operações de “limpeza e desinfecção das instalações afectas à Área Dedicada Covid-19, assim como a remoção e transporte do material e resíduos contaminados” ficam a cargo da Administração Regional de Saúde e da Câmara Municipal da Figueira da Foz, conclui.

Covid-19: Vários estudantes estrangeiros de Coimbra decidem sair e número pode crescer

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A Universidade de Coimbra já registou 23 intercâmbios cancelados e 81 desistências do curso de língua portuguesa, e admitiu que os estrangeiros a regressar temporariamente aos países de origem pode crescer face à pandemia da Covid-19.

“Até à data, foram cancelados 23 contratos de intercâmbio que se encontravam em vigor e no Curso Anual de Língua Portuguesa houve 81 desistências”, afirmou à agência Lusa fonte oficial da Universidade de Coimbra (UC), referindo que também regista 30 estudantes da instituição em mobilidade que decidiram regressar a Portugal.

Neste momento, estariam 941 estudantes em regime de mobilidade na Universidade de Coimbra e 171 desta instituição em universidades estrangeiras.

Questionada pela Lusa sobre se tem conhecimento de alunos que, mesmo não desistindo do intercâmbio ou do curso, possam estar a regressar aos seus países de origem, a Universidade de Coimbra afirmou que, face ao recurso crescente do ensino à distância, é provável que tal aconteça cada vez mais.

“Dezenas já decidiram regressar ao Brasil”, contou à Lusa o presidente da Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros (APEB) em Coimbra, Rafael Firpo, notando que todas as semanas há mais relatos de alunos a optar por sair e aponta para o exemplo da sua casa, onde moram quatro pessoas, e três irão embora este fim de semana.

Rafael Firpo explica essa decisão seja para estarem junto das suas famílias neste momento, seja pela própria situação económica cada vez mais “preocupante”, a que se junta a desvalorização do real.

Lídia Sousa, estudante de doutoramento em Direito na Universidade de Coimbra, decidiu regressar temporariamente ao Brasil e tem viagem marcada para domingo.

“Há uma dupla preocupação: financeira e emocional. Por um lado, pensamos nos nossos familiares que estão lá e por outro há a questão económica em que o euro valia quatro reais e agora está quase a seis”, notou.

Isabella Calvacanti teve alguns colegas que regressaram ao Brasil, mas a estudante de Jornalismo decidiu ficar.

“Aqui, sinto-me segura, mas é frustrante acompanhar tudo o que está a acontecer lá, com o nosso presidente (Jair Bolsonaro) a ir contra todas as medidas que vão sendo tomadas”, disse, temendo também pela crise económica que se possa instalar.

Também Edgar Almeida, de Cabo Verde, decidiu ficar, ao contrário de alguns colegas seus.

“Preferi ficar. Fico mais focado nos estudos e também evito qualquer tipo de situação de estar infectado e estar a colocar a minha família e o meu povo em risco”, afirmou, considerando este momento como “mais um período de adaptação”, depois de ter chegado a Coimbra há quatro meses para estudar Biologia.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação de Estudantes Moçambicanos em Coimbra, Jacqueline Matlaba, referiu que tem conhecimento de vários estudantes que voltaram para Moçambique, “que entraram em pânico ao ver a situação em Itália”, mas salienta que “os que foram irão voltar”.

“O maior problema são as ‘fake news'”, notou.

Na Erasmus Student Network (ESN) Coimbra, uma das primeiras preocupações foi conseguir assegurar informação credível em inglês para os estudantes estrangeiros, quando começaram a ver informação falsa a circular em grupos de WhatsApp.

“No início, havia um grupo de estudantes que não queria saber e os estudantes de Erasmus italianos cá começaram a pedir para respeitar as regras face aos relatos que recebiam de Itália”, contou o presidente da ESN Coimbra, Pedro Valente.

Segunda a sua percepção, há “imensos casos de pessoas que ficaram e imensos casos de pessoas que partiram”, esperando agora também alguma sensibilidade por parte das instituições face aos contratos de intercâmbio, que pressupõem que o aluno não pode sair do país durante a fase de mobilidade.

Lorenzo Gallo, de Turim, no norte de Itália, está a fazer Erasmus na Escola Superior Agrária de Coimbra e nunca pensou em regressar, face à situação no seu país.

Também a estudante italiana Chiara Viani, que está em Coimbra através do programa Erasmus desde Setembro, não pensou sequer em regressar ao seu país ou a Granada, em Espanha, onde frequenta a licenciatura.

O intercâmbio agora “está a ser mais intenso”, vinca.

“A vivência, em si, já é intensa. Neste momento, com todos fechados na mesma casa, é tentar viver na casa o que tínhamos lá fora”, relata.

Míriam Rodriguez, a frequentar um doutoramento, também nunca pensou em regressar a Málaga, Espanha.

“Sinto-me mais segura cá em Coimbra, porque a situação ainda não chegou ao ponto a que chegou em Espanha”, sublinha.

Apesar de estar longe da sua rede de suporte familiar, vão-se construindo outras redes, com amigos a ajudar no que é preciso, como por exemplo a entrega da insulina que precisa, que no seu prédio não tem caixa de correio e que antes ia para a Universidade de Coimbra, referiu.

Casino Figueira mantém-se encerrado até reavaliação da situação

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O Casino da Figueira da Foz mantém-se encerrado e a sua reabertura só ocorrerá “após reavaliação da situação”, pelas autoridades competentes, relacionada com a pandemia da covid-2019, anunciou hoje a Sociedade Figueira Praia.

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a Sociedade Figueira Praia, proprietária do espaço daquela cidade, no distrito de Coimbra, sublinha que “a decisão visa proteger todos os colaboradores e clientes”.

A Sociedade Figueira Praia “está consciente do forte impacto financeiro negativo desta decisão, na empresa e na Figueira da Foz”, mas entende que se está “perante uma emergência de saúde pública”.

Em causa está a protecção de “todos os colaboradores e clientes, pois o supremo valor da vida humana impõe-se a tudo o resto”, sublinha.

“Este é um momento difícil em que todos temos que abraçar o lema de vida ‘as dificuldades e a escassez unem’”, acrescenta a Sociedade.

A empresa “requereu ao Estado português o encerramento ao público do Casino Figueira, a contar do dia 14 de Março de 2020 e pelo período de 14 dias, cooperando no esforço colectivo para minimizar os possíveis impactos inerentes ao Covid-19”, recorda.

Agora, “ao abrigo da declaração de estado de emergência”, enquadrada pelo decreto-lei 2-A/2020, o Casino da Figueira “procede à extensão do período” do seu encerramento.

“A reabertura [do Casino da Figueira] ocorrerá após reavaliação da situação” e quando “as autoridades nacionais declararem a respectiva autorização para o reabrir”, conclui.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil. Dos casos de infecção, pelo menos 112.200 são considerados curados.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes até hoje, mais 16 do que na véspera, e 4.268 infecções confirmadas, segundo o balanço feito pela Direcção-Geral da Saúde.

O país encontra-se em estado de emergência até às 23:59 de 2 de Abril devido à pandemia.

Relógios adiantam uma hora na madrugada de domingo

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Os ponteiros do relógio vão adiantar 60 minutos na madrugada de domingo em Portugal Continental e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, para a hora legal de Verão, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa.

Em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, os relógios deverão ser adiantados uma hora quando for 01:00, passando a ser 02:00.

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita às 00:00, passando para a 01:00.

A hora legal voltará depois a mudar a 25 de Outubro, para o regime de inverno.

O actual regime de mudança da hora é regulado por uma directiva (lei comunitária) de 2000, que prevê que todos os anos os relógios sejam, respectivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de Março e no último domingo de Outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.

“Como se espalha o coronavírus” – vídeo informativo sobre o Covid-19

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O jornal electrónico Observador criou um vídeo informativo intitulado “Como se espalha o coronavírus”, de forma a explicar como funcionam as cadeias de transmissão da doença.

O vídeo conta um episódio de vida de João, um portador do vírus que iniciou uma cadeia de transmissão sem se aperceber do mesmo.

“Como se espalha o coronavírus” – Jornal Observador

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infecções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

O país encontra-se em estado de emergência até 2 de Abril devido à pandemia.

Figueirenses estão também a cumprir

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Nove em cada dez inquiridos num estudo divulgado hoje dizem só sair de casa quando é absolutamente necessário e 83% confessam que já se sentiram tristes ou ansiosos devido ao isolamento social necessário para combater a pandemia de covid-19.

O Barómetro Covid-19, uma parceria Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP)/Expresso, é um projecto de investigação que acompanha a evolução da pandemia em Portugal e cujos primeiros resultados foram divulgados hoje.

Para isso, foi lançado no dia 21 de Março um questionário online para avaliar semanalmente, a percepção dos cidadãos quanto ao risco, capacidade de resposta das autoridades e dos serviços de saúde, cumprimento das medidas decretadas e impactos no quotidiano individual.

Os resultados da “Semana 1 do inquérito”, que decorreu entre 21 e 26 de Março e que contou com 100.000 respostas, revelam que cerca de 92% das pessoas dizem estar em casa e só saírem em caso de “absoluta necessidade”, com as as mulheres (65%) e os inquiridos maiores de 65 anos (97,7%) em destaque.

A maior parte dos participantes no inquérito (51,7%) afirmou estar “confiante” ou “muito confiante” na capacidade de resposta dos serviços de saúde, com os maiores de 65 anos a liderar este resultado (73,5%), refere a ENSP em comunicado.

Cerca de 83% confessam que já se sentiram “em baixo, agitados, ansiosos ou tristes devido às medidas de distanciamento físico”, sendo que mais de 26% reportou sentir-se desta forma diariamente ou quase todos os dias, com destaque para as mulheres (67,5%).

Ao analisar os dados por faixas etárias, observa-se uma diferença entre as pessoas acima dos 65 anos, que referem nunca experienciar estes sentimentos, e os mais novos, entre os 16 e os 25 anos, que confessam ter estes sentimentos todos os dias.

Os dados indicam também que cerca de 40% dos inquiridos dizem ter receio que exista uma interrupção do fornecimento de bens de primeira necessidade devido à situação actual, numa proporção semelhante entre homens e mulheres e uma distribuição equilibrada entre grupos etários.

No que se refere ao receio de perder o rendimento devido à situação actual relacionada com a covid-19, 60% dos participantes confessaram estar receosos com esta situação. Apenas o grupo etário acima dos 65 anos reporta menos preocupação.

No total, responderam 63.129 mulheres (64.1%) e 35.285 homens (35.8%). Grande parte da amostra (48.767) situou-se no intervalo entre 26 e 45 anos, seguidos de 36.560 com idades entre os 36 e os 65 anos, 7.706 entre 16 e 25 anos e 5.473 com mais de 65 anos.

O objectivo do projecto é “seguir a opinião destas pessoas semanalmente, para perceber a evolução à medida que a epidemia decorre, para perceber o seu impacto nas percepções das pessoas”.

A Escola Nacional de Saúde Pública, que apela para a participação de todos no preenchimento do questionário, ressalva que “estes resultados dizem respeito a um questionário que está a ser aplicado online, pelo que existe a possibilidade de não alcançar todas as fracções da população”.

“Estes resultados dizem respeito às primeiras respostas de um estudo que se encontra a decorrer, pelo que os resultados ainda devem ser interpretados com a cautela necessária”, sublinha, adiantando que “reflectem apenas as respostas dos participantes, não devendo ser generalizados à população portuguesa”.

Foto de António Flórido

Covid-19: Figueira da Foz dispõe de duas áreas dedicadas ao vírus em funcionamento

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O concelho dispõe de duas áreas em funcionamento, uma a sul, no HDFF (Urgência Respiratória Aguda), e outra a norte, no Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana (CFGNR).

A Urgência Respiratória Aguda/COVID 19 (HDFF) funciona 24 horas. A ADC do Centro de Formação da GNR funciona das 08h00 às 20h00 e possui sistema de rastreio móvel – ‘drive-thru’.

As ADC são áreas reservadas a utentes com suspeitas de Covid-19, ou seja, aqueles que manifestem sintomas – febre, tosse e dificuldades respiratórias – e que, preferencialmente, tenham contactado a Linha SNS 24 (808 24 24 24). São compostas por salas de observação, com áreas de recepção, de espera e instalações sanitárias separadas dos doentes sem suspeita de Covid-19.

Cada ADC é composta por pessoal médico e de enfermagem, assistente operacional, administrativo e equipa de limpeza.

Covid-19: Portugueses em Macau arrecadam 12 mil euros em menos de 48 horas para ajudar Portugal

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A comunidade portuguesa em Macau já arrecadou 105 mil patacas (12 mil euros) em menos de 48 horas para comprar material médico para Portugal associado ao combate ao surto da covid-19.

O valor foi avançado à agência Lusa pelo presidente do BNU, Carlos Álvares.

O dinheiro angariado, num tão curto espaço de tempo, “é animador”, disse à Lusa a presidente da Casa de Portugal em Macau, Amélia António, uma das entidades que pertence ao movimento solidário que se propõe recolher fundos para adquirir equipamento de protecção para os profissionais de saúde em Portugal e material que garanta mais testes para despistar a covid-19.

A angariação de fundos urgente foi anunciada na terça-feira à noite e vai estender-se até 5 de Abril.

O movimento junta quase duas dezenas de entidades e personalidades e, em cerca de 12 dias quer apoiar Portugal “no esforço de guerra” face ao surto do novo coronavírus, estabelecendo como prioridade a aquisição de equipamento que proteja todos aqueles que estão na linha da frente e a capacidade nacional de detecção de casos, explicaram os seus membros à agência Lusa.

As entidades criaram uma conta no Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Macau, com o número 9016556516, sob o nome COVID19 – Portugal Conta Solidariedade.

Amélia António explicou que a partir de uma lista do Ministério da Saúde de Portugal foram definidos objectivos prioritários, sempre com um pressuposto: evitar que morra o menor número de pessoas possível e reduzir o total de infectados.

O presidente da Santa da Casa da Misericórdia, António José de Freitas, afirmou que se trata da contribuição para “um esforço de guerra” que está a ser travado em Portugal e destacou que não há já muito tempo, até porque a conta solidária vai estar activa apenas até 05 de Abril.

A conselheira das comunidades portuguesas em Macau, Rita Santos, sublinhou a importância de se conseguir mobilizar a comunidade portuguesa, sem se esquecer o desafio que vai representar a aquisição do material na China, bem como a logística que implica o envio para solo nacional.

O presidente da Associação dos Médicos de Língua Portuguesa de Macau salientou a importância de se enviar equipamento capaz de assegurar a protecção de todos os profissionais de saúde que estão na linha da frente do combate à propagação e ao tratamento da covid-19.

“Sem médicos e enfermeiros não se tratam doentes!”, frisou José Manuel Esteves.

O movimento solidário conta com o apoio institucional do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e do BNU.

Covid-19: “Medidas excepcionais” de apoio alargadas a festivais de cinema e novos projectos

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As medidas excepcionais para o cinema e audiovisual vão estender-se também a quem está a escrever e a desenvolver novos projectos e aos que organizam festivais de cinema que sejam cancelados por causa do estado de emergência.

Estas são duas das novas “medidas excepcionais” divulgadas na quarta-feira pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), a aplicar no sector, “por um período transitório”, por causa da pandemia da doença Covid-19, que paralisou grande parte da actividade cultural no país.

O ICA já tinha anunciado na semana passada que iria flexibilizar alguns procedimentos dos concursos de apoio financeiro, mas são acrescentadas agora outras medidas, que têm ainda de ser publicadas em Diário da República.

Entre as medidas aprovadas, e divulgadas na página oficial do ICA, estão duas que reforçam o apoio aos produtores que estão a iniciar um novo projecto cinematográfico de produção independente, seja curta ou longa-metragem.

Uma delas diz respeito ao pagamento da primeira ‘tranche’ de verbas para quem beneficiar do programa “escrita e desenvolvimento de obras cinematográficas”, subindo de 30% para 50% do valor total a receber.

Actualmente este concurso está ainda em fase de submissão de candidaturas até ao final de Abril, com um total de 570 mil euros a repartir por vários candidatos.

A outra medida de apoio à escrita e desenvolvimento foi acrescentada ao programa “Apoio automático”, que tem um total de 800 mil euros e cujos resultados estão ainda por divulgar.

Destaque ainda para o apoio a festivais, com o ICA a garantir que mantém o pagamento aos que já foram beneficiados pelo programa em curso, mesmo que tenham sido cancelados por causa da pandemia.

O programa de apoio a festivais é plurianual, com 2,4 milhões de euros a repartir por várias entidades programadoras por períodos de três anos.

Actualmente, está ainda em curso o pagamento do concurso de 2017, no qual tinham sido beneficiados festivais como o Monstra e o IndieLisboa, que estavam marcados para Março e Abril, respectivamente, e foram adiados, o Curtas de Vila do Conde (em Julho), o FEST, em Junho, em Espinho, ou o Caminhos do Cinema Português, em Novembro, em Coimbra.

O concurso deste ano de apoio aos festivais, que só abrirá em Maio, já diz respeito aos próximos três anos.

Na página oficial, o ICA recorda que “irá manter as datas previstas de fecho dos concursos de apoio ao cinema e ao audiovisual de 2020 e, sempre que possível, acelerar os procedimentos concursais relativos ao processo de atribuição dos apoios”.

Covid-19: Fase de mitigação entrou hoje em vigor em Portugal

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A fase de mitigação da pandemia da covid-19 entrou hoje em vigor em Portugal, por determinação da Direcção-Geral da Saúde (DGS), envolvendo todo o sistema de saúde, público e privado.

A preparação dos hospitais e centros de saúde para a covid-19 está definida numa norma que estabelece o modelo de abordagem da pessoa com suspeita de infecção ou com infecção, durante a despistagem, o encaminhamento e o tratamento dos casos.

A fase de mitigação é a terceira e a mais grave fase de resposta à doença covid-19 e é activada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

A resposta é focada na atenuação dos efeitos da doença e na diminuição da sua propagação, minimizando nomeadamente a mortalidade associada.

Nesta fase, os doentes ligeiros ficam em casa, os moderados vão aos centros de saúde, os graves, mas não críticos, são encaminhados para os hospitais e os críticos são internados.

Centros de saúde e hospitais terão de dispor de áreas dedicadas à doença covid-19.

Nos hospitais com serviços de pediatria, “poderá ser adequado a reorganização dos serviços” para “dedicar unidades hospitalares exclusivamente ao tratamento de doentes com covid-19 em idade pediátrica, após ser esgotada a capacidade de resposta dos hospitais de referência identificados para o tratamento dos doentes covid-19 em idade pediátrica”.

De acordo com a norma da DGS para a fase de mitigação, fazem testes de despistagem à covid-19 as pessoas com suspeita de infecção, isto é, que apresentam sintomas como febre, tosse persistente ou tosse crónica agravada e dificuldade respiratória.

Contudo, em caso de não ser possível testar toda a gente com suspeita de covid-19, a DGS definiu uma cadeia prioritária: primeiro, são os doentes com critérios de internamento hospitalar; segundo, os recém-nascidos e as grávidas; terceiro, os profissionais de saúde com sintomas.

Seguem-se os doentes com comorbidades (como asmáticos, insuficientes cardíacos, diabéticos, doentes hepáticos ou renais crónicos, pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica e doentes com cancro) ou pessoas com imunidade mais frágil; e as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como residentes em lares ou que estão em unidades de convalescença.

Por último, são testadas as pessoas em contacto próximo com estes doentes.

Número de infectados, registados em cada país, no decorrer do mês de Março

Covid-19: Situação epidemiológica em Portugal

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O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus internadas em unidades de cuidados intensivos cresceu 27,1% (mais 13) entre terça-feira e hoje, para 61 doentes nesta condição, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados do boletim divulgado hoje indicam que há 276 pessoas internadas (mais 73, 35,9%), das quais 61 em unidades de cuidados intensivos (eram 48).

No total, Portugal registou, até às 00:00 de hoje, 43 mortes associadas ao vírus que provoca a doença Covid-19, mais 10 do que até às 00:00 de terça-feira, e tem já 2.995 casos de infecção (mais 633, 26,8%).

O boletim epidemiológico diário da DGS indica que estão confirmadas 20 mortes na região Norte, 10 na região Centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

Das 2.995 pessoas infectadas pelo novo coronavírus, a grande maioria (2.719) está a recuperar em casa.

Quanto à distribuição do número de infectados por faixas etária, são 551 os casos confirmados em pessoas entre os 40 e os 49 anos, seguindo-se dos 50 a 59 anos (535) e os doentes com idades entre os 30 e os 39 (490).

Entre os 60 e 69 anos há 424 doentes infectados e entre os 70 e 79 estão registados 276 doentes. O boletim regista ainda 260 pessoas acima dos 80 anos infectadas com o novo coronavírus.

Entre os mais jovens, há 348 com idades entre os 20 e 29 anos e 77 entre os 10 e os 19 anos. Até aos nove anos de idade há registo de 34 crianças com Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Desde 1 de Janeiro foram registados 21.155 casos suspeitos, dos quais 1.591 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 16.569 casos em que os testes não confirmaram a infecção e 22 doentes que já recuperaram.

Os dados da DGS indicam que há 13.624 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados da Covid-19 foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março e até às 23:59 de 02 de Abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 19.000 morreram.

Covid-19: Universidade de Coimbra pondera não ter aulas presenciais até ao final do ano lectivo

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A Universidade de Coimbra já admite a possibilidade de não haver mais aulas presenciais até ao fim do ano lectivo, face à pandemia da covid-19, afirmou hoje o reitor da instituição, numa comunicação enviada ao corpo docente.

“Apelo a todas e a todos que não relaxem e não pensem que vamos voltar ao ensino presencial até ao final do corrente semestre. Não quero com isto dizer que essa hipótese está afastada, mas pode muito bem não haver condições para que tal aconteça”, afirmou o reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, numa carta enviada ao corpo docente desta instituição de ensino superior a que a agência Lusa teve acesso.

Nessa mesma carta, o reitor afirma que a UC está a “preparar uma solução para a existência de um exame final escrito”, que deverá ser opcional e “que deverá valer apenas uma percentagem da classificação final”.

Considerando que este não é o momento para discutir se a logística montada pela equipa reitoral foi a melhor, Amílcar Falcão vinca que definiu “como prioridade absoluta” a necessidade de se terminar o actual ano lectivo “dentro da maior normalidade possível”.

“Os estudantes não devem ver o seu percurso académico prejudicado”, frisou, referindo que, apesar de o ensino presencial ter dimensões que o à distância não consegue alcançar, o corpo docente tem que “interiorizar” que vai ter que viver com aquilo que se tem.

“Quero por isso lembrar que não estamos de férias. A passagem de ensino presencial para ensino à distância não altera as nossas obrigações”, asseverou, sublinhando que foram dadas ferramentas para a preparação das aulas, um fórum na plataforma Nónio para diálogo com os alunos e uma “panóplia de soluções” para ser feita uma avaliação contínua.

Na mesma carta, o reitor da UC afirma ainda que “dar uma aula à distância não é colocar um ‘powerpoint’ no Nónio”, pedindo aos docentes para se colocarem “no lugar dos estudantes e dos pais”.

“Estamos a ser escrutinados e a informação que me chega dá conta de que, não obstante estar a ser feito muito e bom trabalho, temos espaço e condições para fazer ainda melhor. A reputação da UC tem de ser inatacável”, frisa Amílcar Falcão.

Questionada pela agência Lusa, a Universidade de Coimbra escusou-se a tecer mais comentários ou esclarecimentos, apenas referindo que tudo fará “para que o percurso académico dos seus estudantes não seja prejudicado”.

Covid-19: Turismo do Centro e ACIFF admitem quarentena em hotéis

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A Turismo do Centro e a associação empresarial da Figueira da Foz admitiram hoje o acolhimento de pessoas em quarentena em hotéis, com uma contrapartida financeira do Estado, para ajudar à sobrevivência do sector.

Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, disse à agência Lusa que, devido à pandemia da covid-19, se verifica “uma tendência para fechar tudo” na área da hotelaria em Portugal.

Em Macau, para travar o contágio pelo novo coronavírus, o governo local transformou vários hotéis em centros de quarentena para quem regressa ao território, que foi administrado por Portugal até à sua integração na China, em 1999.

No sábado, mil pessoas encontravam-se em quatro hotéis a cumprir um isolamento de 14 dias, informaram nesse dia as autoridades da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), anunciando que iriam estar disponíveis mais dois estabelecimentos.

“É uma medida positiva”, comentou Pedro Machado, defendendo que “algumas unidades hoteleiras” nacionais, por decisão do Governo e com contrapartidas, “poderiam assumir” idêntica missão em Portugal.

Além do “ressarcimento financeiro” das empresas, a medida, se for tomada em caso de necessidade, poderia também “acautelar um espaço de segurança para os profissionais de primeira linha” do combate à pandemia, designadamente das áreas da saúde e da segurança, referiu.

“Os hotéis (em Portugal) estão praticamente vazios”, enfatizou à Lusa um cidadão português residente em Macau, preconizando que o Governo de Lisboa siga esse exemplo, pagando o isolamento de pessoas em quarentena nos hotéis.

“O Estado também não iria pagar os quartos ao preço normal. Bastava que cobrisse os custos”, segundo o mesmo cidadão, que vive há várias décadas em Macau e que pediu para não ser identificado.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), Nuno Lopes, tal medida “pode ser uma mais-valia no sentido de cobrir os custos” de funcionamento dos hotéis convertidos em centros de quarentena.

Por outro lado, “responde à necessidade de camas do país”, apoiando ao mesmo tempo empresas que “neste momento estão numa situação crítica”.

“Poderá ser uma das soluções” para as dificuldades do sector, desde logo na Figueira da Foz, cidade balnear do distrito de Coimbra onde o turismo já sofre os efeitos da pandemia da covid-19, disse Nuno Lopes.

O empresário lembrou que o estado de emergência em vigor no país já contempla essa possibilidade.

“Vejo com bons olhos uma medida assim”, acrescentou Nuno Lopes, ao ressalvar que o Estado “já o pode fazer sem pagar nada” aos donos.

Covid-19: Situação epidemiológica em Portugal

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Portugal tem 33 mortes associadas ao vírus que provoca a covid-19, revelou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGSD), que corrigiu os dados anteriormente divulgados.

Numa nota divulgada pelas 16:30 e que acompanha o novo boletim epidemiológico, a DGS explica que até ao final do dia 23 se registaram 33 mortes associadas à doença Covid-19, e não 30 como anteriormente tinha informado.

Diz ainda que o óbito registado na Região Autónoma dos Açores no boletim divulgado ao início da tarde era um caso suspeito para covid-19 e que apenas depois do fecho do boletim a DGS teve conhecimento que o resultado das análises se revelou negativo.

Assim, os outros óbitos reportados agora, em acréscimo ao anteriormente divulgado, “explicam-se com a existência de resultados que foram conhecidos após publicação do boletim”, explica a DGS.

Segundo o novo boletim epidemiológico, estão confirmadas 14 mortes na região Norte, seis na região Centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

O boletim regista 2.362 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (mais 302), a grande maioria (2.159) está a recuperar em casa e 203 estão internadas (mais dois), 48 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos (mais uma).

Desde 1 de Janeiro foram registados 15.474 casos suspeitos, dos quais 1.783 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 11.329 casos em que os testes não confirmaram a infecção e 22 doentes que já recuperaram.

A região Norte continua a registar o maior número de infecções, totalizando 1.130, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (852), da região Centro (293), do Algarve (46) e do Alentejo (seis casos).

Há 12 casos na Madeira e 12 nos Açores. O boletim dá ainda conta de 11 casos de estrangeiros.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 2 de Abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 360 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Covid-19: ‘Personal trainers’ exploram novos modelos de negócio, mas temem desemprego

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Com os ginásios fechados devido à pandemia de Covid-19, os ‘personal trainers’ viram-se obrigados a deixar de trabalhar nos moldes tradicionais e procuram alternativas para o contacto com os seus alunos, que passam sobretudo pelas plataformas online.

Paulo Teixeira tornou-se em poucos dias um autêntico fenómeno de popularidade no Instagram, com a aula ao vivo de actividade física mais vista desta rede social. Depois de ter chegado a director técnico de uma das mais populares cadeias de ‘health clubs’ em Portugal, este licenciado em Educação Física e Desporto decidiu enveredar por uma carreira a solo. Adepto da prática de desporto ao ar livre, Paulo Teixeira foi surpreendido pela declaração de quarentena e decidiu apostar no contacto online. O resultado foi melhor do que alguma vez imaginara.

“Ter algo nas redes sociais era uma ideia em que já tinha, mas que nunca tinha executado. As circunstâncias actuais incentivaram a que isso acontecesse e hoje tenho a ‘live’ de exercício físico mais vista do momento no Instagram, com 40 mil pessoas a ver e 100 mil durante as 24 horas em que o vídeo está disponível”, revela surpreendido o ‘personal trainer’.

Paulo reconhece que estes são “tempos diferentes” e explica que a ideia é “chegar a todos os portugueses que estão em casa e não podem fazer exercício físico, ou até aos que não faziam”. No fundo, explica em entrevista à agência Lusa, “são exercícios simples e funcionais, adequados a 98% da população, e como são só 16 minutos qualquer um aguenta”.

Apesar do sucesso da emissão ao vivo, que vai para o ar todos os dias a partir das 19:30, Paulo Teixeira admite que não é deste modo que mais gosta de trabalhar.

“Diariamente recebia mensagens de pessoas a perguntar se fazia acompanhamento à distância. Como não tinha tempo e é algo que não me agrada a 100%, pois acho que o treino requer a presença física para uma avaliação constante de padrões motores e o desenvolvimento progressivo em termos de volume e intensidade, nunca foi algo que explorasse muito. A quarentena serviu para testar e ver se é uma situação válida para futuro”, assume, adiantando que depois da passagem dos efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus “é possível” que o projecto continue.

Esta abertura a “um novo mundo”, diz Paulo Teixeira, é também uma forma de fazer face aos constrangimentos económicos que a classe de treinadores de ginásio está a sofrer com esta pandemia.

“A grande maioria de nós trabalha a recibos verdes e ganhamos apenas o que fazemos e os treinos que damos. Neste momento estou em casa, sem trabalho e sem salário, daí este projecto poder vir a ser um futuro, com moldes diferentes”, termina.

Samuel Castela, ‘personal trainer’ de outra cadeia de ginásios e também neste momento a explorar ferramentas online para estar mais perto dos seus alunos, não acredita que este modelo de negócio à distância possa vingar no futuro, embora assuma que no momento é uma tábua de salvação.

“É uma forma de me reajustar ao que está para vir, mas não acho que venha a ser uma reformulação do mundo do ‘fitness’, porque não há nada melhor do que o contacto directo e o compromisso que geramos com as pessoas com quem trabalhamos. É uma alternativa para as limitações que temos actualmente, mas não me parece a melhor forma de trabalhar numa situação normal”, diz o treinador, que lembra que “o ginásio é o espaço onde a pessoa vai para estar focado, além de poder usufruir de toda a correcção técnica que os profissionais podem dar”.

Ainda assim, numa altura em que é aconselhado a todos os portugueses que fiquem em casa, Samuel Castela pôs em marcha um plano para manter a fidelização dos seus alunos e revela que neste momento já seguem o seu plano pessoas com as quais nunca tinha tido contacto.

“O que fiz foi montar um mini projecto para tentar manter as pessoas motivadas, um compromisso diário de ambas as partes. Toda a gente tem acesso ao tipo de treinos de que estamos a falar, mas aqui procuramos criar um compromisso com as pessoas”, explica o também atleta de corridas de obstáculos, que resume que os inscritos pagam um “valor simbólico” para ter acesso a um plano de treino que recebem diariamente e cujos resultados podem, e devem, depois partilhar com o treinador e restante comunidade.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 5.476 mortos em 59.138 casos.

Em Portugal, há 23 mortes e 2.060 infecções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral de Saúde, e o país encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de Abril.

Covid-19: Leilões de pescado reduzidos em Faro, Coimbra e Porto

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O Governo decidiu reduzir os leilões de pescado da primeira venda em lota, em Faro, Coimbra e no Porto, e adaptar os horários de funcionamento durante a vigência do estado de emergência, perante a pandemia covid-19.

“Neste momento particularmente difícil para o país, tendo em conta a importância da actividade piscatória e ouvidas as associações de pesca, o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, decidiu reduzir o número de leilões e adaptar os horários de funcionamento do leilão de pescado da primeira venda em lota, durante a vigência do estado de emergência”, anunciou, em comunicado, o Governo.

Assim, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto, o leilão é suspenso às quartas e às sextas-feiras, enquanto na Figueira da Foz, em Coimbra, é suspenso às terças e às quintas.

Também no distrito de Faro são introduzidas várias alterações, uma vez que em Albufeira o leilão é suspenso todos os dias, em Olhão deixa de se realizar o das 05:30 e em Vila Real de Santo António o leilão é suspenso às terças e quintas, sendo que, nos restantes dias, inicia-se às 10:30.

As restantes lotas da Docapesca mantém o seu funcionamento normal.

Recentemente, esta empresa do sector empresarial do Estado disponibilizou também o acesso gratuito ao sistema de leilão ‘online’, um canal alternativo à compra em lota.

Na sexta-feira à noite, o Governo já tinha considerado ser “adequado reduzir o número de leilões e adaptar o serviço público prestado à evolução das condições da actividade”.

O executivo também decidiu, na mesma altura, suspender, por 90 dias, a cobrança da taxa de acostagem devida pelas embarcações de pesca e aprovar uma linha de crédito de 20 milhões de euros para o sector da pesca e da aqui-cultura.

“Nas medidas de apoio económico ao sector, foi aprovada em Conselho de Ministro uma linha de crédito até 20 milhões de euros, a cinco anos, permitindo a contratação de empréstimos e a renegociação de eventuais dívidas, com o pagamento dos respectivos juros pelo Estado”, referiu o Ministério do Mar, em comunicado.

Nas respostas de natureza social, adiantou o ministério, “foi igualmente acelerado o pagamento do Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca, prevendo-se o pagamento no início do mês de Abril de 508 candidaturas que envolvem 350 mil euros”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 23 mortes e 2.060 infecções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral de Saúde.

Dos infectados, 201 estão internados, 47 dos quais em unidades de cuidados intensivos.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de Abril.

Além disso, o Governo declarou na terça-feira o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

Covid-19: Governo e parceiros sociais reúnem-se hoje para discutir medidas

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O Governo e os parceiros sociais voltam hoje a reunir-se, em Lisboa, através de videoconferência, para discutirem medidas para empresas e trabalhadores relacionadas com o impacto na economia da pandemia causada pelo novo coronavírus.

A reunião do Conselho Permanente de Concertação Social, prevista para as 18:00 de hoje, já foi adiada várias vezes.

Inicialmente, a reunião entre o Governo e os parceiros sociais estava agendada para a manhã de quinta-feira, tendo sido adiada para a tarde do mesmo dia e depois adiada novamente para sexta-feira, sem hora definida, após o fim do Conselho de Ministros, mas acabou por ser agendada para hoje.

O Governo aprovou já várias medidas para apoio às famílias e manutenção dos postos de trabalho que, segundo o executivo, serão avaliadas em permanência consoante a evolução da situação.

Entre as medidas estão apoios para os pais que tenham de ficar em casa com os filhos devido ao encerramento das escolas ou baixas de 14 dias pagas a 100% para quem ficar em isolamento profilático, bem como um regime semelhante ao ‘layoff’ para empresas que tenham e encerrar actividade devido à covid-19.

Mercado Municipal Engº Silva com acesso condicionado durante a manhã de hoje

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Durante a manhã de hoje, o acesso ao Mercado Municipal Engº Silva irá sofrer alguns condicionamentos, devido aos trabalhos de remoção das placas de cobertura danificadas, os quais serão realizados com recurso a uma grua, que ficará instalada na fachada do mercado, na Rua Engº Silva, segundo apurou O Figueirense junto à página do facebook do Município da Figueira da Foz.

Deste modo, a entrada no mercado far-se-á pelo portão da Rua Francisco Dinis. O parque de estacionamento estará condicionado, desde o edifício do Conservatório de Música David de Sousa, que reabrirá assim que os trabalhos terminem e a grua seja retirada e os espaços comerciais localizados na fachada da Rua Engº Silva (frente marina), estarão encerrados.

Covid-19: Associação Académica de Coimbra pede suspensão do pagamento de propinas

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A Associação Académica de Coimbra (AAC) pediu ao Governo uma “suspensão imediata das propinas” no ensino superior e um reforço extraordinário das bolsas, face à pandemia da covid-19.

“A Associação Académica de Coimbra, tendo em conta o carácter excepcional que o nosso país atravessa, com graves repercussões económicas para as famílias portuguesas, endereçou um pedido ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para a suspensão imediata das propinas no Ensino Superior português enquanto se mantiver este estado de excepção”, anunciou a instituição, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Para o presidente da AAC, Daniel Azenha, citado na nota, “é de elevada justeza social a suspensão imediata desta taxa paga pelas famílias portuguesas, salvaguardando a manutenção do poder de compra das mesmas para ultrapassar este clima excepcional e de incerteza”.

“Esta tributação deve ser revista tendo em conta a limitação da actividade das instituições de ensino superior, bem como o carácter económico e social excepcional que o nosso país atravessa hoje”, acrescentou Daniel Azenha.

Além do pedido de suspensão imediata do pagamento de propinas, a AAC exige também “um reforço monetário extraordinário aos estudantes bolseiros”.

Esse reforço “é essencial para que possamos salvaguardar uma tendencial igualdade de acesso aos métodos de ensino e avaliação implementados actualmente bem como assegurar que os nossos colegas mais carenciados mantenham a estabilidade financeira que teriam em condições normais”, afirmou o presidente da AAC, Daniel Azenha.

Covid-19: Situação epidemiológica em Portugal

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A Direcção-Geral de Saúde (DGS) divulgou hoje um boletim epidemiológico da situação corrente em Portugal. Estão confirmadas quatro mortes na região Norte, quatro na região Centro, três na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, totalizando para 12 o número de mortes associadas ao vírus da Covid-19 em Portugal, precisa o boletim divulgado hoje, com dados referentes até às 24:00 de sexta-feira.

O número de mortos duplicou em relação a sexta-feira, quando foram registadas seis mortes, indicam os dados, que dão conta de que cinco doentes já recuperaram.

Desde 1 de Janeiro existem 9.854 casos suspeitos, dos quais 1.059 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 7.515 casos que não se confirmaram.

A região Norte é a que regista o maior número de infecções (644), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (448), da região Centro (137), do Algarve (31) e do Alentejo (3), sendo registados 1.280 casos confirmados de infecção no total.

Segundo a DGS, há 156 doentes internados, 35 dos quais em cuidados intensivos. A grande maioria (1.124) está a recuperar em casa.

Boletim epidemiológico divulgado pela DGS

Coimbra investe 10 ME na requalificação da margem direita do rio Mondego

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A Câmara de Coimbra vota na segunda-feira uma proposta para a adjudicação da conclusão requalificação do espaço público na margem direita do rio Mondego por cerca de 10 milhões de euros, anunciou hoje a autarquia.

A proposta prevê a adjudicação da requalificação do espaço público na margem direita do rio Mondego, entre a Ponte de Santa Clara e o açude-ponte de Coimbra, à empresa Alberto Couto Alves, por 9,95 milhões de euros, com um prazo de execução de 540 dias, referiu hoje a Câmara de Coimbra, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Este concurso público, lançado em Novembro de 2019, surge “depois de a empresa que venceu o primeiro procedimento concursal não ter cumprido com os prazos contratualmente previstos, o que levou a autarquia a rescindir o contrato, tomar posse administrativa da obra e a aplicar sanções”, explica o município.

Em Setembro de 2019, foi aprovada, pela autarquia, uma sanção de 1,158 milhões de euros à empresa Opway Engenharia, por incumprimento dos prazos naquela empreitada.

A intervenção entre a Ponte de Santa Clara e o açude-ponte de Coimbra tinha sido consignada a um consórcio entre a Opway Engenharia e a Construtora do Infantado, em 26 de Outubro de 2018 por de 7,1 milhões de euros, com um prazo de execução de 540 dias (18 meses).

A empreitada parou em Março de 2019, na sequência da insolvência da empresa Opway Engenharia e a autarquia liderada por Manuel Machado tomou posse administrativa da obra em Agosto.

A obra prevê a requalificação das avenidas Cidade de Aeminium e Emídio Navarro, muros de contenção na margem direita, reformulação das redes de saneamento, electricidade e iluminação pública, bem como a definição de zonas de estar mais amplas, “destinadas aos peões e de relação com o plano de água”, salienta a autarquia.

Na nota de imprensa enviada hoje, o município recorda que tem em curso ou já concluídas várias empreitadas para “fomentar a relação da cidade com a zona ribeirinha”, num investimento global superior a 22 milhões de euros.

Na próxima reunião, o executivo também analisa uma proposta para dotar, este ano, o Fundo Municipal de Emergência Social com 158 mil euros, e uma proposta para abertura do concurso público de reabilitação da “Casa das Talhas”, inserida no âmbito do Programa Reabilitar para Arrendar, pelo preço base de 1,3 milhões de euros.

Covid-19: Decreto do Governo sobre o estado de emergência

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A generalidade da população tem o “dever geral de recolhimento domiciliário” durante o estado de emergência, mas pode sair à rua em várias situações e os carros particulares só podem circular para as deslocações previstas no decreto hoje divulgado.

O decreto do Governo que concretiza as medidas do estado de emergência devido à pandemia de Covid-19 estabelece “o dever geral de recolhimento domiciliário”, significando que a generalidade da população deve evitar sair de casa além do necessário e o estipulado.

Nesse sentido, a generalidade da população pode sair de casa para aquisição de bens e serviços, para trabalhar, procura de emprego ou resposta a uma oferta de trabalho, por motivos de saúde, para dar assistência a pessoas vulneráveis ou idosas e para acompanhar menores.

Segundo o decreto, é possível também sair de casa para actividade física, mas não em grupo, deslocações de curta duração para momentos ao ar livre, participação em acções de voluntariado social, saídas para cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, participação em actos processuais junto das entidades judiciárias e entrega de bens essenciais a pessoas incapacitadas ou privadas de liberdade de circulação.

Deslocações aos correios, bancos, seguradoras, veterinários e passear o cão são também outros motivos para poder sair à rua durante o estado de emergência.

Pode ainda sair de casa o pessoal diplomático e das organizações internacionais localizadas em Portugal, desde que relacionadas com o desempenho de funções oficiais, e os jornalistas.

O decreto refere igualmente que os carros particulares podem circular na via pública para realizar as actividades previstas no estado de emergência ou para reabastecimento em postos de combustível.

Os “atletas de alto rendimento e seus treinadores, bem como acompanhantes desportivos do desporto adaptado” podem deslocar-se na via pública, uma vez que são equiparados à actividade profissional. 

O decreto ressalva que “em todas as deslocações efectuadas devem ser respeitadas as recomendações e ordens determinadas pelas autoridades de saúde e pelas forças e serviços de segurança, designadamente as respeitantes às distâncias a observar entre as pessoas”.

Durante o estado de emergência, o isolamento é obrigatório para quem está contaminada com o Covid-19 ou em situação de vigilância activa por decisão da autoridade de saúde, em casa ou no hospital, sob pena de crime de desobediência.

O decreto estabelece ainda que ficam sujeitos” a um dever especial de protecção” os maiores de 70 anos, os imuno-deprimidos e “os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde devam ser considerados de risco, designadamente os hipertensos, diabéticos, doentes cardiovasculares, portadores de doença respiratória crónica e doentes oncológicos”.

Nestes casos, só devem sair das suas residências em circunstâncias muito excepcionais e quando necessária para aquisição de bens que necessitem, banco ou CTT, para a sua reforma, para se deslocarem ao centro de saúde, passeios ou passear os animais de companhia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) elevou para ontem à noite o número de casos confirmados de infecção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira, e o número de mortos subiu para seis.

Das pessoas infectadas em Portugal, cinco recuperaram.

Covid-19: Universidade de Coimbra cria linha de apoio emocional

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A Universidade de Coimbra lançou uma linha de apoio emocional para ajudar a comunidade académica a adoptar estratégias de gestão de ansiedade, face à pandemia da Covid-19, anunciou a instituição.

A linha, criada pelos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC), pretende “auxiliar a comunidade universitária na adopção de estratégias de gestão da ansiedade e na gestão do tempo em isolamento, e à partilha de informação sobre recursos disponíveis”, afirmou aquela instituição de ensino superior, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Intitulada “Ucare”, a linha terá atendimento à distância assegurado pela equipa de psicólogas clínicas dos SASUC, esclareceu a Universidade de Coimbra.

“O atendimento é feito com recurso a meios informáticos, através da plataforma ‘Zoom’, estando garantida a segurança dos dados e, se pretendido, o anonimato do utente”, referiu.

De acordo com a nota de imprensa, os membros da comunidade universitária interessados em aceder ao serviço devem enviar um ‘e-mail’ para ucare@uc.pt.

Covid-19: Figueira da Foz prepara resposta para situações de quarentena colectiva

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O município da Figueira da Foz, está a preparar um plano para poder dar resposta à eventual necessidade de realização de quarentenas colectivas, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado publicado na rede social Facebook, o município explica que a medida “visa contemplar pessoas sem casa ou que não possam permanecer em casa”, face à ameaça do surto de coronavírus.

Ouvido pela agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, explicou que o Plano Municipal Quarentena Colectiva – enquadrado no estado de emergência nacional em vigor – poderá abranger situações “em que exista um foco activo, por exemplo, numa aldeia, em que se consegue identificar a cadeia de transmissão” ou no caso de um grupo de pessoas “que venha de fora (do concelho)”.

O plano, que será colocado em prática “em articulação com as autoridades de saúde”, prevê ainda a criação de espaços “específicos para operacionais de Protecção Civil”.

Para operacionalizar a quarentena colectiva, o município da Figueira da Foz “conta utilizar os espaços dos pavilhões desportivos das escolas ou outros que venham a ser considerados adequados”.

Até ao momento, já se mostraram disponíveis para colaborar com as autoridades municipais a Casa do Povo de Maiorca, através da cedência de mais de uma centena de camas e o Ginásio Clube Figueirense, que disponibilizou as suas instalações e viaturas, adianta a nota.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram.

Das pessoas infectadas, mais de 89.000 recuperaram da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infecção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

Covid-19: Região de Coimbra quer extensão às autarquias dos regimes excepcionais

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A Comunidade Inter-municipal (CIM) da Região de Coimbra decidiu pedir ao Governo a extensão às autarquias dos regimes excepcionais aprovados para a Administração Central face à pandemia de Covid-19.

Durante uma reunião realizada por videoconferência, os presidentes dos 19 municípios que compõem a CIM defenderam que também a Administração Local necessita dos regimes excepcionais em “todas as matérias associadas à gestão de recursos humanos”, segundo um comunicado daquela entidade, com sede em Coimbra.

Estão em causa, em especial, questões como as horas extraordinárias dos trabalhadores dos municípios, “bem como a possibilidade de recrutamento extraordinário de funcionários aposentados”.

Na reunião virtual, em que participaram responsáveis da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, foi analisada a evolução da pandemia no território, “tendo sido sistematizado um conjunto de acções conjuntas a tomar”, que não são especificadas na nota.

Por outro lado, a CIM, liderada pelo presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, vai criar “um sistema de gestão logística de produtos e necessidades críticas na Região de Coimbra (…), tendo em vista assegurar que os recursos são permanentemente afectos às áreas mais necessitadas, permitindo desta forma uma resposta mais célere e adequada” relativamente à contenção do novo coronavírus e tratamento das pessoas infectadas.

Os 19 autarcas acordaram “desenvolver esforços com vista à aquisição de uma reserva estratégica de material necessário ao combate da pandemia”.

A CIM quer apresentar ao Governo “uma proposta que permita acautelar e valorizar todos os trabalhadores municipais que desempenham funções essenciais na actual situação de excepção, como higiene urbana, abastecimento regular, assistência social e sistema de protecção civil”.

Por outro lado, decidiu trabalhar “de forma articulada na preparação de medidas com vista ao estímulo da recuperação do tecido económico e social para o período pós-pandemia”, incluindo, designadamente, “iniciativas concretas” na área do turismo.

“Sou optimista por natureza, mas um optimista consciente” – Carlos Monteiro

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Face à pandemia do novo coronavírus Covid-19, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, expressou a sua opinião sobre a situação, deixando uma mensagem a todos os munícipes.

Num período de poucas semanas, o vírus demonstrou o potencial de abalar as bases e as fundações socio-económicas de todo o Mundo, afectando recentemente Portugal, país com vários casos registados.

Todas as cidades e autarquias estão neste momento a tentar arranjar formas de combater a propagação e o contágio do Covid-19, colaborando com os seus cidadãos. Neste âmbito, Carlos Monteiro divulgou um comunicado para o concelho da Figueira da Foz, sublinhando que se trata de “uma situação inédita que estamos a vivenciar em conjunto”.

“Somos todos potenciais alvos e, porque a vida é um valor inalienável, temos todos o dever de proteger a nossa, a dos nossos e a de todos os que nos rodeiam, agindo de forma cívica e altruísta, colocando o bem e a segurança comuns acima dos interesses individuais.”

De forma a responder às preocupações dos cidadãos, o presidente da autarquia considera “ser importante agir na medida e proporção certas tendo em conta a situação de excepção que o país vive”, sublinhando que a Câmara agido de acordo com os parâmetros indicados e estabelecidos pela Direcção Geral de Saúde (DGS) e pelo Governo, mas que “não obstante todos estes condicionalismos, continuamos a trabalhar para manter o nosso concelho limpo e cuidado.”

Carlos Monteiro expressou ainda o seu agradecimento a “todos os figueirenses que têm feito desta questão um imperativo local e nacional”, congratulando os mesmos cidadãos que “ têm agido de forma consciente, restringindo as suas acções, coordenando esforços, alterando hábitos de sociabilidade, de trabalho e de expressão de afectos.”

“Sou optimista por natureza, mas um optimista consciente”, conclui o presidente, deixando uma nota final com tom de positivismo. “Só juntos poderemos continuar a trilhar o caminho que nos permitirá derrotar este vírus e vencer esta batalha.”.

Covid-19: Empresários da Figueira da Foz pedem mais ajuda ao Governo

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A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) considerou hoje insuficientes os apoios do Estado às empresas em dificuldades devido à pandemia de Covid-19 e reclamou novas medidas ao Governo.

“As medidas existentes não são suficientes para o elevado stress e prejuízos causados na nossa economia”, afirma o presidente da ACIFF, Nuno Oliveira Lopes, numa carta aberta dirigida ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

A associação entende que “é necessário dar um período de carência no pagamento dos impostos, nas rendas ou créditos à banca, assim como um apoio no pagamento dos salários das empresas que estão com as portas encerradas” na actual situação de emergência nacional devido à propagação do novo coronavírus.

“Estamos ao lado do Governo, mas necessitamos que sejam tomadas medidas urgentes em termos de apoios que abranjam também as micro, pequenas e médias empresas, que permitam a manutenção dos postos de trabalho”, defende.

As medidas excepcionais em vigor “estão a ter um forte impacto negativo nas suas tesourarias, comprometendo a capacidade de muitas delas em cumprirem os compromissos assumidos com a banca, salários, estado ou fornecedores”, segundo a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra.

“O comportamento responsável e exemplar dos nossos empresários e trabalhadores deve merecer todo o apoio institucional que permita a sobrevivência do nosso tecido empresarial, mais exposto aos efeitos negativos desta pandemia”, afirma, na carta aberta ao Governo, que tem o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital como destinatário.

Covid-19: Queima das Fitas de Coimbra adiada para Outubro

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A Queima das Fitas de Coimbra, prevista para maio, foi adiada para Outubro face à pandemia de Covid-19, anunciou hoje a Associação Académica de Coimbra (AAC).

“A Associação Académica de Coimbra, em conjunto com o Conselho de Veteranos de Coimbra, decidiu adiar a realização da Queima das Fitas 2020 para Outubro”, informou a direcção-geral da AAC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A decisão é tomada face à pandemia de Covid-19.

A Queima das Fitas vai realizar-se na habitual época da Latada, substituindo-se “uma festa pela outra”, disse à agência Lusa o presidente da AAC, Daniel Azenha.

Segundo o dirigente estudantil, está previsto que o evento tenha à mesma oito dias de festa e que estejam incluídos na Queima das Fitas algumas das actividades associadas à Festa das Latas.

“O objectivo é que se faça a Queima das Fitas e o momento dos finalistas, mas também o momento em que os estudantes entram na academia”, explicou.

De acordo com Daniel Azenha, como a Queima das Fitas ainda não tinha qualquer contrato finalizado com artistas para a edição de maio “não houve qualquer problema relativamente ao cancelamento” de concertos já agendados e os fornecedores “também foram sensíveis e não houve aí qualquer problema”.

Para Outubro, o orçamento “será diferente”, face a uma menor capacidade financeira da AAC, que deixa de contar com a Queima das Fitas em Maio, uma importante fonte de financiamento da casa e das suas secções culturais e desportivas.

“Este não é um tempo para festividades”, realçou Daniel Azenha, esperando que os estudantes possam terminar o seu ano lectivo sem saírem prejudicados.

Na nota de imprensa, a AAC recorda ainda que a Queima das Fitas de Coimbra não tem qualquer interrupção desde o final da década de 1960, aquando da crise académica de 1969.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.

O surto começou na China, em Dezembro de 2019, e espalhou-se já por 173 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) elevou na quarta-feira o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de hoje.

Covid-19: Hospital da Figueira recebe 3 casos suspeitos nas últimas 24 horas

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O Hospital Distrital da Figueira da Foz recebeu, nas últimas 24 horas, três casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus (COVID-19), “estando estes doentes internados em enfermaria dedicada a aguardar o resultado laboratorial”, referiu fonte hospitalar ao nosso Jornal.

Segundo foi confirmado, “trata-se de dois homens e uma mulher com idades entre 68 e os 73 anos”.

Dos dois casos positivos internados ontem (18 de Março), um doente continua internado no Hospital da Figueira “e o outro doente foi transferido para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra”.

Ou seja:

• N.º total de casos confirmados: 2
• N.º de casos suspeitos a aguardar resultados laboratoriais: 3
• N.º de casos confirmados transferidos para Coimbra: 1

Primeiros dois casos de Covid-19 detectados no Hospital da Figueira da Foz

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O Hospital Distrital da Figueira da Foz, (HDFF), registou hoje os dois primeiros casos positivos de doentes infectados com Covid-19. Trata-se de dois homens com idades entre os 63 e os 77 anos, residentes nas freguesias da área de influência do Hospital da Figueira da Foz.

Os doentes encontram-se internados neste Hospital em enfermaria dedicada ao seu tratamento.

O HDFF está a preparar uma Urgência destinada à Covid-19, que ficará à entrada do Hospital, onde será feita uma pré-triagem dos doentes com dificuldade respiratória que possam eventualmente estar infectados com o vírus. Até estar concluída esta área, os utentes com sintomas devem se dirigir-se ao espaço provisório para o efeito, contíguo ao Serviço de Urgência e devidamente identificado com placa Urgência Respiratória Aguda.

Covid-19: “O país não para” com declaração de estado de emergência – António Costa

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O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que o Governo apoia a decisão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de decretar o estado de emergência.

A comunicação foi feita pelo primeiro-ministro após uma reunião urgente do Conselho de Ministros, que decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

António Costa sensibilizou ainda os portugueses dizendo que mesmo sob estado de emergência, “o país não para”, e que o Governo tudo fará para que se mantenha a produção e distribuição de bens e serviços essenciais.

“Para salvar vidas, é fundamental que a vida continue e tudo aquilo que são as cadeias de abastecimentos essenciais continue a ser assegurado, os serviços essenciais continuem a ser prestados, porque os nossos cidadãos, em particular os mais fragilizados, necessitam que toda a cadeia de bens e serviços essenciais continuem a funcionar”, defendeu.

“O país não vai parar, nós temos de continuar, porque só continuando damos um combate eficaz a esta pandemia”, afirmou.

Se a proposta de decreto presidencial for hoje aprovada pelo parlamento, o Conselho de Ministros voltará a reunir-se na quinta-feira para aprovar as medidas que lhe dão execução e o primeiro-ministro já solicitou ajuda técnica e científica para as desenhar.

“Hoje, no Ministério da Saúde, reuni com a ministra, secretários de Estado, Direcção-Geral da Saúde, presidente do Instituto Nacional de Saúde, presidente do Conselho Nacional de Saúde Pública, a quem solicitei que, até ao final do dia de hoje, habilitassem o Governo com base técnica e científica o mais sólida possível e a recomendação de medidas ao Governo”, informou.

Questionado como irá aplicar o decreto de estado de emergência, depois de ter dado a entender que este não era necessário, o primeiro-ministro assegurou que “o Governo cá está para dar execução” ao diploma, com o mesmo critério que tem aplicado até aqui.

“Fazermos tudo o que é necessário, nada mais do que é necessário, limitar ao mínimo a anormalidade da vida das pessoas e tudo fazer para salvar a vida das pessoas”, disse.

António Costa deixou ainda um apelo aos portugueses: “Mantenham a serenidade, calma, confiança, é muito importante todos estarmos cientes que estamos perante uma pandemia que é um risco para a saúde de todos nós, mas há condições para a ultrapassarmos, sobretudo se todos agirmos com a serenidade e a calma que se impõem neste momento”.

Covid-19: Parque de campismo da Figueira disponibiliza ‘bungalows’ a profissionais de saúde

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O município da Figueira da Foz disponibilizou hoje a totalidade dos ‘bungalows’ existentes no parque municipal de campismo para alojar profissionais de saúde deslocados ou que queiram um local alternativo de estadia, anunciou a autarquia.

Em informação prestada à agência Lusa, fonte da Figueira da Foz explicou que a lotação máxima total dos 10 ‘bungalows’ é de 42 lugares.

Encontram-se disponíveis sete alojamentos de tipologia T1 (que comportam um máximo de quatro pessoas cada), um T0 com capacidade para duas pessoas e dois T2 que conseguem albergar 12 pessoas no total.

O município acrescenta que os profissionais de saúde que pretendam a referida estadia no parque municipal de campismo, localizado na zona norte da cidade, “devem articular a disponibilidade” com o conselho de administração do Hospital Distrital da Figueira da Foz.

Os profissionais de saúde que pretendam a referida estadia, devem articular a disponibilidade com o Conselho de Administração do Hospital Distrital da Figueira da Foz, contactando por telefone (233 402 000) ou por e-mail: hdff@hdfigueira.min-saude.pt

Covid- 19: Mercado municipal da Figueira limita acesso a 42 clientes de cada vez

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O município da Figueira da Foz reforçou hoje as medidas de contenção face à ameaça do coronavírus e limitou o acesso ao mercado municipal da cidade a um máximo de 42 clientes de cada vez, entre outras disposições.

De acordo com um despacho de Carlos Monteiro, presidente da autarquia, a que a agência Lusa teve acesso e que entra hoje em vigor, o mercado municipal Engenheiro Silva, passa a ter uma “lotação limitada a 42 pessoas de cada vez” e um circuito interior que impede a acumulação e o cruzamento desses clientes nos corredores junto às bancas.

Outra medida passa por encerrar o portão leste de acesso ao mercado (virado para o Jardim Municipal), obrigando à entrada exclusiva pelo portão sul e saída dos clientes, também exclusiva, pelo portão norte.

Já no mercado municipal da vila piscatória de Buarcos, que tem uma menor área do que o da Figueira da Foz, a lotação será limitada a 10 pessoas de cada vez.

Outras disposições obrigam ao “uso de luvas descartáveis” (fornecidas pela Câmara Municipal) por todos os concessionários dos lugares de venda de produtos alimentares (bancas de peixe, fruta e legumes e módulos de venda de pão e outros artigos).

Os concessionários de venda de fruta e legumes deverão ainda “retirar os sacos que estão no exterior das bancas para uso dos clientes, para que não haja manuseamento das frutas e legumes” por parte destes.

Os concessionários deverão ainda disponibilizar aos clientes “produto desinfectante”, embora existam dispensadores à entrada dos mercados municipais, e estão obrigados a informar as autoridades de saúde de “casos suspeitos de possíveis casos de infecção” pelo coronavírus, existindo espaços de isolamento em cada um dos mercados da Figueira da Foz e Buarcos, lê-se no despacho camarário.

No mercado municipal Engenheiro Silva, a agência Lusa constatou, cerca das 11h de hoje, várias bancas encerradas, apenas quatro pessoas às compras e um ambiente tranquilo.

Enquanto vigorar o período de contingência face à Covid- 19, a autarquia informa que as faltas de assiduidade dos concessionários/colaboradores dos mercados municipais “não serão contabilizadas”.

O despacho do presidente da Câmara Municipal incide ainda sobre os cemitérios municipais, nos quais “só será permitida a presença de pessoas em caso de realização de funerais”, e anuncia o encerramento dos edifícios dos Paços do Concelho, Paço de Tavarede, Balcão de Atendimento Único e Espaço do Cidadão, passando o atendimento a ser feito por telefone ou meios digitais e também o fecho da maioria dos balneários municipais.

Já a empresa de estacionamento Figueira Parques também indicou que se encontra encerrada ao público “e que não irá promover quaisquer acções de fiscalização (de parcómetros) na rua até novas indicações”.

Protocolo aprovado que permite obra de estrada panorâmica no Cabo Mondego

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A autarquia da Figueira da Foz aprovou hoje uma minuta de protocolo a assinar com uma empresa privada, que vai permitir criar uma nova estrada panorâmica, no Cabo Mondego, entre Buarcos e a freguesia de Quiaios.

A “autorização de entrada, intervenção e requalificação/arranjo da designada Estrada Enforca-Cães”, hoje aprovada em reunião do executivo, permitirá requalificar o actual caminho de pedra e terra batida, com cerca de dois quilómetros e situado em parte em propriedade privada – que serviu, até há alguns anos atrás, as pedreiras da cimenteira ali existente, mas cuja circulação foi sempre facultada a viaturas particulares.

A criação da estrada panorâmica é uma ambição de décadas, em especial dos residentes na localidade de Murtinheira, freguesia de Quiaios, que passam a ter um acesso muito mais célere e com condições de conforto e segurança à vila piscatória de Buarcos e daí à cidade da Figueira da Foz.

Já depois do encerramento da cimenteira e após o acidente nas pedreiras de Borba, o “Enforca-Cães” foi fechado ao trânsito por motivos de segurança, devido à queda de pedras das arribas que atravessa, entre o farol do Cabo Mondego e o mar, e assim se mantém.

“O protocolo tem como objectivo fazer a obra e abrir a estrada ao público”, disse hoje à agência Lusa Carlos Monteiro, presidente desta autarquia.

O protocolo a assinar com uma empresa da holding brasileira Camargo Correia, que detém os terrenos, inclui, no entanto, uma cláusula de “salvaguarda”, a da intervenção não implicar “custos desproporcionados”, conclusão que está ainda pendente de um estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que só deverá estar concluído em finais de Abril, adiantou o autarca.

Caso o relatório do LNEC demonstre que a requalificação da estrada é exequível, as medidas de segurança a tomar deverão incidir, nomeadamente, na prevenção de deslizamento de pedras das arribas e na colocação de guardas de protecção na estrada, em particular no lado poente, nas ravinas sobre o mar, actualmente inexistentes.

Segundo Carlos Monteiro a estrada terá o mesmo traçado do caminho actual, entre a serra da Boa Viagem (no acesso ao Farol do Cabo Mondego) e a curva da chamada Casa dos Cogumelos, à entrada da povoação da Murtinheira, a norte.

Já a chamada estrada da fábrica – que atravessa, quase no sopé da encosta, o antigo complexo fabril e dá acesso a praias e locais de pesca, mas que permanece encerrada – foi alvo de uma disputa judicial sobre a sua localização, ou não, em domínio público marítimo (a exemplo de parte do traçado do Enforca-Cães) e o tribunal veio a dar razão à autarquia, acolhendo essa pretensão.

O plano da Câmara Municipal é que essa via seja aberta a peões e à circulação de bicicletas, mas, para isso acontecer, ainda terão de ser avaliadas as condições de segurança, nomeadamente dos muros sobre o mar que estão degradados e também feita a protecção dos edifícios fabris que ali se mantêm, a exemplo de outras infraestruturas e espaços naturais. Essa avaliação, de acordo com Carlos Monteiro, será feita em conjunto pela autarquia, Agência Portuguesa do Ambiente e o proprietário da fábrica.

Covid-19: Hospitais recebem orientação para remarcar consultas e exames e adiar cirurgias

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Os hospitais receberam a orientação para remarcar consultas externas e exames e adiar tratamentos ou cirurgias não prioritárias, devido à pandemia da Covid-19, anunciou hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

A ministra disse que a orientação foi emitida no domingo, acrescentando que nos centros de saúde se mantém o acompanhamento de doentes crónicos, a vacinação e consultas de vigilância de gravidez.

Para os centros de saúde passam a ser encaminhados os utentes das urgências hospitalares menos urgentes, isto é, com pulseira verde ou azul, adiantou Marta Temido, que falava na conferência de imprensa diária no Ministério da Saúde, em Lisboa, para fazer o balanço da evolução epidemiológica da Covid-19.

A titular da pasta da Saúde referiu que foi dada igualmente orientação para que os actos médicos nos centros de saúde sejam feitos no “horário determinado”, para evitar a aglomeração de pessoas nas salas de espera, e se recorra à tele-consulta.

A ministra afastou hoje a possibilidade de concentrar o tratamento de doentes com Covid-19 num só hospital, afirmando que a aposta está na “separação de fluxos e circuitos” de pessoas nos hospitais e no tratamento em regime ambulatório.

No sábado, a ministra anunciou que a partir desta semana ia ser generalizado o cancelamento da assistência programada nos hospitais para permitir que actos médicos que não eram urgentes fossem adiados, concentrando a resposta no atendimento relacionado com a Covid-19.

Na altura, Marta Temido sublinhou que os actos que são urgentes, graves ou críticos seriam garantidos, tal como algum tipo de assistência a crianças e grávidas.

Antes de ser hoje conhecida a orientação da tutela, alguns hospitais cancelaram, por sua iniciativa, consultas externas e cirurgias, como foram os casos dos hospitais de S. João, no Porto, e de Coimbra, unidades de referência para despistar e tratar doentes com Covid-19.

Portugal confirmou hoje o primeiro morto por Covid-19, um idoso de 80 anos com outras doenças associadas e que estava internado há vários dias no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Há ainda 331 pessoas infectadas, das quais 18 em cuidados intensivos hospitalares, segundo o mais recente balanço da Direcção-Geral da Saúde, hoje divulgado.

O país entrou na fase de mitigação da doença, pelo que todos os hospitais terão de estar aptos a receber e tratar doentes.

Covid-19: DGS nega que medicamentos como o Brufen potenciem acção do vírus

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A directora geral de Saúde, Graça Freitas, negou que exista “qualquer prova ou evidência” que medicamentos como o Brufen potenciem a acção do novo coronavírus, depois de o ministro francês ter desaconselhado a sua utilização.

“Estivemos agora reunidos com o presidente do Infarmed e vai ser feito um desmentido formal a nível europeu, inclusive. Porque, de facto, nem do Brufen nem de quaisquer outros medicamentos existe qualquer prova ou evidência que potenciem a acção do vírus”, assegurou Graça Freitas.

Em causa está uma publicação feita no sábado nas redes sociais pelo ministro francês da Saúde, Olivier Véran, que desaconselhou a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o Brufen, uma vez que poderiam agravar a infecção dos doentes infectados pelo novo coronavírus.

Granada inerte encontrada no parque de campismo do Cabedelo

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O objecto detectado hoje num parque de campismo da Figueira da Foz é uma granada inerte, sem material explosivo, e o espaço de lazer, que foi evacuado por precaução, vai ser reaberto, anunciou a autoridade marítima.

“É uma granada de exercício, inerte, não explode”, disse à agência Lusa o comandante do Porto da Figueira da Foz, João Lourenço, sobre o objecto encontrado no parque de campismo da praia do Cabedelo, situado na margem sul da foz do rio Mondego.

De acordo com João Lourenço, a granada foi alvo de avaliação por parte de uma equipa de inactivação de explosivos da Marinha Portuguesa e removida, numa operação que levou cerca de uma hora e foi concluída pelas 17:30.

O alerta para a presença de um alegado engenho explosivo no interior do parque de campismo, depositado junto a uma caravana, tinha sido dado cinco horas antes, às 12:30.

Na altura, o comandante do Porto indicou que o objecto tinha sido encontrado na praia adjacente por um utente do parque, que o levou para o interior da infraestrutura de lazer.

Foi também criado um perímetro de segurança de 100 metros em redor da caravana em causa, com evacuação do parque de campismo, disse João Lourenço.

Além da Polícia Marítima, estiveram no local meios da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, em apoio às medidas de restrição de acesso e afastamento dos campistas.

Sobre a origem da granada, João Lourenço disse que o engenho “estava na praia” do Cabedelo, mas afirmou desconhecer se foi trazido pelo mar ou se foi lá colocado por outra pessoa.

O comandante do Porto da Figueira da Foz voltou a alertar para a necessidade de, em situações semelhantes, as pessoas “evitarem mexer ou deslocarem o objecto e chamarem as autoridades”.

“Hoje, esta situação levou à evacuação do parque. Mas quem o transportou pôs-se em risco a si e a outros desnecessariamente. É preciso ter muito cuidado e não mexer em objectos deste género, mesmo velhos nunca se sabe se podem rebentar”, enfatizou o comandante do Porto.

Questionado pela Lusa sobre se o utente do parque de campismo foi identificado ou alvo de um processo por parte da autoridade marítima, João Lourenço não adiantou pormenores, referindo apenas que a situação “está a ser tratada”.

APFF esteve presente no 3º Encontro Nacional de Remo Feminino

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O 3º Encontro Nacional de Remo Feminino realizou-se recentemente, na Figueira da Foz, sendo este um evento organizado pela Federação Portuguesa de Remo em parceria com a Naval Remo que contou com a participação de cerca de 30 atletas de mais de 7 clubes nacionais, desde juvenis, juniores, seniores e veteranas.

A Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) esteve presente no jantar de gala através da Presidente do Conselho de Administração, Fátima Lopes Alves, onde estavam também representadas as diversas entidades apoiantes do encontro.

Estas actividades coincidiram com as comemorações do Dia da Mulher, tendo como objectivo valorizar e apelar à participação do género feminino na modalidade do Remo, no âmbito de um conjunto de iniciativas que o Núcleo de Antigos Remadores da Associação Naval 1º de Maio tem previstas para a presente época desportiva de forma a dinamizar a Modalidade do Remo ao nível do Município da Figueira da Foz e, também, nacional.

Casino fecha por causa da Covid-19

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A Sociedade Figueira Praia SA requereu ao Estado o encerramento do Casino Figueira a partir de hoje e pelo período de 14 dias, “cooperando no esforço colectivo para minimizar os possíveis impactos inerentes à Covid 19”, como se lê num comunicado a que O Figueirense teve acesso.

Segundo apurámos, “a reabertura ocorrerá após reavaliação da situação”. A concessionária que explora a actividade na zona de jogo de fortuna ou azar da Figueira da Foz desde 1948, “está consciente do forte impacto negativo” nas suas finanças, incluindo na Figueira da Foz, mas diz entender a “emergência de saúde pública e esta decisão visa proteger todos os clientes e colaboradores”, frisando que “o supremo valor da vida humana impõe-se a tudo o resto”.

O Figueirense sabe que esta atitude acontece transversalmente a todos os outros casinos de base territorial em Portugal Continental. Refira-se que a COVID-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infectadas pelo vírus, ou em superfícies e objectos contaminados.

Covid-19: Bares do Bairro Novo fecham por tempo indeterminado

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Uma comunidade de bares da zona turística do Bairro Novo, na Figueira da Foz, anunciou hoje o encerramento daqueles estabelecimentos de diversão nocturna, por tempo indeterminado, face à ameaça do novo coronavírus.

Numa publicação na rede social Facebook, a comunidade Figueira da Noite – que reúne 12 bares da Figueira da Foz, a esmagadora maioria localizados no Bairro Novo, em redor do Casino local – refere que devido às directrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Governo português face à pandemia de Covid-19, os estabelecimentos serão “encerrados por tempo indeterminado”.

A comunidade Figueira da Noite afirma cumprir, desta forma, a “obrigação pública de salvaguardar o bem-estar e a saúde” dos seus clientes e colaboradores, “sempre superiores a qualquer interesse financeiro”.

Recomendam, por outro lado, que “todos os portugueses sigam e respeitem as recomendações dadas pelas entidades competentes e se resguardem nas suas casas como forma de se protegerem”.

“Estamos certos que muito em breve estaremos novamente juntos a festejar em segurança”, argumenta.

A comunidade Figueira da Noite é constituída pelos bares Casa Havaneza, Cinco Nove, Cristal, Cristal Rock, Dox, Império, Rolls, Red Shoes, Terraza, Wine Bar by Cristal e Zeitgeist Caffe (todos no Bairro Novo) e Maresia Bar, na avenida do Brasil, fronteira à praia de Buarcos.

Ouvido pela agência Lusa, Carlos Vargas, gerente do Zeitgeist e elemento da Figueira da Noite, confirmou o encerramento da totalidade dos membros daquela comunidade de bares da Figueira da Foz “por uma questão de precaução e de bom senso” face à pandemia do novo coronavírus.

Já o Casino Figueira anunciou hoje, igualmente em comunicado publicado na rede social Facebook, o cancelamento da sua “programação de animação e eventos até ao final do mês de Maio”, devido às recomendações das autoridades nacionais “e de forma a minimizar os possíveis impactos inerentes à Covid-19”.

No que refere às salas de jogo, que se vão manter abertas, a administração daquele equipamento não pode, por iniciativa própria, encerrá-las, disse fonte daquele equipamento de lazer.

Isto porque o Casino Figueira “cumpre uma concessão do Estado” português e essa actividade “está regulada pelo SRIJ (Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos), entidade a quem cabe o enquadramento legal da actividade dos Casinos”, adianta a nota.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detectado em Dezembro de 2019, na China, e já provocou mais de 5.300 mortos em todo o mundo, levando a OMS a declarar a doença como pandemia.

O número de infectados ultrapassou as 140 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

Covid- 19: Exploratório de Coimbra vai desenvolver actividades educativas sobre o vírus

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O Exploratório de Coimbra vai estar encerrado ao público a partir de sábado, mas vai continuar a trabalhar, com a equipa a desenvolver actividades educativas para crianças sobre o Covid-19, afirmou hoje o director da instituição.

O Exploratório – Centro de Ciência Viva de Coimbra vai estar encerrado a actividades com público a partir de sábado, mas não vai parar “e vai estar concentrado em contribuições para ajudar a combater a pandemia”, disse à agência Lusa o director da instituição, Paulo Trincão.

Segundo o responsável, a equipa do Exploratório vai estar concentrada na criação de actividades não presenciais especialmente dirigidas para o público infanto-juvenil, por forma a “poder dar um contributo”.

Na terça-feira, anunciou, será apresentado um conjunto de acções que o Centro de Ciência Viva está a desenvolver, que passam por actividades educativas sobre a prevenção e combate ao vírus, mas também sobre “cidadania, ‘fake news’ e outro tipo de conhecimento que também é fundamental”.

“Queremos aumentar o conhecimento, diminuir o pânico e dar informação, práticas e metodologias sem nos sobrepormos à informação já existente”, disse Paulo Trincão.

Os materiais que serão apresentados na terça-feira estão a ser desenvolvidos pela equipa, em que parte dos trabalhadores passarão também a estar em casa, referiu.

O novo coronavírus responsável pela Covid- 19 foi detectado em Dezembro de 2019, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infectados ultrapassou as 131 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

Um morto e um ferido grave em colisão rodoviária no concelho da Figueira da Foz

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Uma mulher morreu e um homem ficou gravemente ferido numa colisão entre um veículo ligeiro e um pesado de mercadorias, em Marinha das Ondas, concelho de Figueira da Foz (Coimbra), informou a GNR.

De acordo com o Comando Territorial de Coimbra da GNR, o acidente, que vitimou uma mulher de 52 anos e feriu com gravidade um homem de 82, ocorreu na Estada Nacional 109.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, 20 elementos, dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, GNR e INEM, acorreram ao local, apoiados por sete viaturas.

Covid-19: Medidas preventivas entram em vigor amanhã na Figueira da Foz

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Numa reunião realizada ontem na CIM Região de Coimbra, com o objectivo de uniformizar alguns procedimentos de resposta ao Covid-19, ficou acordado tomar várias recomendações e medidas, que deverão vigorar até 15 de Abril, podendo ser reavaliadas a qualquer altura tendo em atenção a alteração superveniente das circunstâncias, segundo informação prestada pelo Município da Figueira da Foz.

A reunião contou com a presença do CODIS do Distrito de Coimbra, Carlos Luís, e do Dr. João Pimentel da Administração Regional de Saúde, e após a avaliação de risco da situação, foram averiguadas as seguintes medidas, para diminuir o risco de infecção e contágio:

Restringir o acesso às piscinas municipais, com excepção dos praticantes profissionais;

• Encerrar os equipamentos municipais, tais como pavilhões, campos de treino (apenas poderão decorrer actividades lectivas autorizadas pelas direcções de Agrupamentos de Escolas e escolas não agrupadas do Concelho), Bibliotecas, Museus, Posto de Turismo, entre outros, após análise casuística;

• Suspender a realização de eventos em equipamentos municipais, nomeadamente nos auditórios;

• Suspender a realização de feiras cuja abrangência não seja estritamente de cariz local;

• Proceder à avaliação casuística da suspensão / restrição da realização de mercados;

• Realizar acções de sensibilização e esclarecimento para as IPSS e Associações com a presença dos delegados de saúde;

• Incentivar a utilização das plataformas online, ou outros meios não presenciais, para contactar com os serviços municipais;

• Proceder ao registo de todos os cidadãos que contactem presencialmente com os serviços públicos de responsabilidade da Câmara Municipal;

• Sensibilizar as juntas de freguesia para incentivar formas alternativas ao atendimento presencial;

• Proceder ao encerramento do parque municipal de campismo, excepto o restaurante e o ginásio;

• Minimizar o licenciamento de eventos em espaços públicos.

• Proibir a cedência de autocarros municipais para fins não lectivos.


Covid-19: Centro Hospitalar de Coimbra internou hoje o primeiro infectado

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Um infectado pelo Covid-19 foi hoje internado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), disse o presidente daquela unidade, Fernando Regateiros, referindo que este “é o primeiro e único caso” de internamento ali, motivado pela doença.

O cidadão que está internado, em isolamento, desde hoje, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), uma das unidades que integra o CHUC, chegou ali já referenciado, adiantou Fernando Regateiro, escusando-se a adiantar mais pormenores sobre o caso concreto.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) informou, no dia 04, que até então tinham sido reportados com resultados positivos para o novo coronavírus cinco casos, três dos quais no Porto, um em Lisboa e outro em Coimbra, que foi internado no CHUC, mas que foi infectado pelo Covid-19, disse hoje à agência Lusa Fernando Regateiro.

No entanto, o CHUC tem avaliado diversos casos de suspeitas de infecção com o Covid-19, acrescentou o responsável, recordando que este é um hospital de referência, no âmbito da epidemia de coronavírus, onde o laboratório já está a fazer análises desde o dia 03, mas cujas situações não aconselharam internamento.

O presidente do conselho de administração do CHUC falava hoje, durante uma conferência de imprensa, para dar informação sobre a resposta do Centro Hospitalar à contingência gerada pelo Covid-19.

Fernando Regateiro assegurou que o CHUC tem vindo, há cerca de um mês, a trabalhar para, de acordo com o plano de contingência, dar “uma resposta robusta, preparada”, à epidemia.

Mas, apelou, nada substitui a necessidade de todas as pessoas encararem a situação, que já atinge “um número significativo de casos”, com “serenidade e responsabilidade”, adoptando todas as precauções, como tem sido sublinhado pelas autoridades.

Entre as medidas adoptadas pelo CHUC, de referir, designadamente, para a transferência para os HUC dos doentes da unidade de cuidados intensivos do Hospital Geral (vulgarmente identificado como Hospital dos Covões), de modo a ficar exclusivamente dedicada à doença e onde dispõe de nove camas para doentes críticos, uma capacidade que pode ser expandida, numa primeira fase, até 31 camas.

Também nos HUC há cerca de três dezenas de camas (incluindo quartos de isolamento) para receber este tipo de doentes, enquanto o Hospital Pediátrico de Coimbra está igualmente preparado, embora, nesta fase, apenas com sete camas, três das quais nos cuidados intensivos.

As visitas a doentes internados no CHUC foram, entretanto, restringidas, não sendo de excluir a necessidade de virem a ser interditadas, admitiu Fernando Regateiro, que, entretanto, também apela à compreensão e ao sentido de responsabilidade de quem quer visitar as pessoas ali internadas, que as deve evitar neste período.

Sobre os fatos adquiridos para proteger os profissionais dos CHUC, que não foram fabricados especificamente para o efeito, porque o mercado não tem capacidade de resposta, o presidente do Centro Hospitalar disse que “funcionam”, pois na situação “não se põe a questão da esterilidade, mas de barreira, de impermeabilidade”, e foram testados por especialistas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje a doença Covid-19 como pandemia.

A DGS indicou hoje que o número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus que causa a doença Covid-19 subiu para 59, mais 18 do que os contabilizados na terça-feira.

A região Norte continua a registar o maior número de casos confirmados (36), seguida da Grande Lisboa (17) e das regiões Centro e do Algarve (três cada).

A Covid-19 foi detectada em Dezembro, na China, e já provocou mais de 4.300 mortos em 28 países e territórios.

Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz são campeões nacionais

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Os Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz (BSFF), que perfazem amanhã o seu 155.º aniversário, têm motivos para celebrar apesar da cerimónia ter sido cancelada, já que dois dos seus profissionais, Wilson Gomes e Orlando Ribeiro, se sagraram campeões no VII Campeonato Nacional de Trauma.

Em prova, 30 equipas de todo o país (Continente e Ilhas), mas os figueirenses levaram a melhor e vão representar Portugal no “World Rescue Challenge” (campeonato do mundo), que decorre em Outubro em Miami (EUA), avança o Diário de Coimbra.

Os Bombeiros Municipais da Figueira da Foz têm vindo a participar neste tipo de campeonatos e a subir ao pódio desde 2014, sempre com prestações de relevo.

2 homens foram identificados pela PSP em corrida ilegal na Figueira

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Dois homens de 21 anos foram identificados pela PSP pela prática de corridas ilegais num parque de estacionamento da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, anunciou hoje esta organização de segurança.

Em comunicado, lê-se que a “PSP teve conhecimento da ocorrência de corridas ilegais num parque de estacionamento na Figueira da Foz, amplamente difundidas através das redes sociais”.

“Aconteceram no dia 8 de Março, cerca das 00:00 e de imediato se iniciaram todas as diligências no sentido de apurar factos e de identificar os condutores”, acrescentou a polícia.

Segundo a PSP, “no local, estiveram polícias da Figueira da Foz, que identificaram os suspeitos – dois homens de 21 anos”.

Durante a corrida ilegal registou-se ainda um acidente, do qual resultou um ferido ligeiro, uma jovem de 19 anos, ocupante de um dos carros envolvidos, indicou a PSP.

“Dos factos apurados será dado conhecimento ao Ministério Público junto do Tribunal Judicial da Figueira da Foz”, lê-se no comunicado.

A Polícia de Segurança Pública destaca que “estavam várias pessoas a assistir às corridas, incluindo crianças com os seus pais, sendo este último facto fonte de grande preocupação”.

“Pelo que estamos empenhados em identificá-las por Exposição ao Perigo e proceder à competente comunicação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) ou Tribunal de Família e Menores. Nunca é demais lembrar que estas práticas – ilegais – constituem um grave desrespeito às regras de circulação rodoviária e que colocam em perigo a vida ou integridade física dos participantes e espectadores”.

Coronavírus: Universidades de Coimbra e Lisboa suspendem aulas presenciais

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As universidades de Lisboa e Coimbra decidiram suspender todas as aulas presenciais com efeitos imediatos e por um período de duas semanas, anunciaram as instituições de ensino superior em comunicado.

A medida insere-se num conjunto de medidas preventivas anunciadas pelas universidades no âmbito dos planos de contingência no combate ao surto de Covid-19.

Covid-19: Congresso com 800 professores na Figueira da Foz adiado para Outubro

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A organização de um congresso internacional de professores agendado para sexta-feira e sábado na Figueira da Foz, anunciou hoje o adiamento do evento para Outubro, face à situação nacional do coronavírus.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o Centro de Formação da Associação de Escolas (CFAE) Beira Mar, que reúne estabelecimentos de ensino dos concelhos da Figueira da Foz, Mira, Cantanhede e Montemor-o-Velho, afirma que não estão reunidas as condições para promover o congresso nas datas previstas, face à ameaça nacional da Covid- 19.

“Atendendo às informações da Direcção-Geral da Saúde (DGS relativas ao assunto ‘COVID-19: Recomendações para eventos públicos e eventos de massas’, e depois de cuidada ponderação, entende o CFAE Beira Mar não estarem reunidas as condições para a realização, nos dias 13 e 14 de Março, do Congresso “Desafios?”, refere o comunicado.

No entanto, “tendo em conta a relevância do evento”, previsto para o Centro de Artes e Espectáculos (CAE) local e que esperava a participação de cerca de 800 professores de todo os país e dois oradores internacionais, o congresso foi recalendarizado para 16 e 17 de Outubro – daqui a sensivelmente sete meses – “mantendo toda a estrutura e programa”, assinala a organização.

Ouvido pela Lusa antes de uma reunião prevista para hoje entre a Câmara Municipal, um dos principais apoiantes do congresso e a organização deste, o vereador com os pelouros da Educação e da Cultura, Nuno Gonçalves, admitia a possibilidade do congresso vir a ser adiado ou cancelado, mas enfatizava que a decisão final cabia à organização.

O vereador argumentou que o município em conjunto com o CFAE, dirigido por Teotónio Cavaco, vinha a fazer “diariamente” avaliações da evolução do coronavírus a nível nacional, bem como das orientações públicas da DGS e do Governo, no sentido de ser tomada uma decisão.

“Este congresso tem características especiais, porque sendo os professores o seu público-alvo podem ser reprodutores de risco. E há escolas em concreto que estão a ser alvo de um risco evidente”, argumentou Nuno Gonçalves.

Para além da Câmara Municipal, o congresso “Desafios?” conta com o apoio da Direcção-Geral da Educação e a participação anunciada do secretario de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, e de representantes de outras entidades como a Direcção-Geral da Administração Escolar ou o Conselho Nacional de Educação.

Já hoje, a Câmara Municipal anunciou o cancelamento da cerimónia do 155.º aniversário dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, agendada para quarta-feira, “de forma a preservar e manter a operacionalidade de todos os elementos” da corporação.

Nos últimos dias foi cancelada no concelho da Figueira da Foz a feira medieval Infante Dom Pedro, prevista para 02 a 12 de Abril e organizada pela junta de freguesia de Buarcos e São Julião.

Recordando uma figueirense – Cristina Torres

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Cristina Torres dos Santos nasce a 21 de Março de 1891. Cedo começa a trabalhar como costureira e à noite frequenta a Escola Comercial da Figueira. Em 1911, funda a Fraternidade Feminina, Associação de Instrução e Beneficência responsável pelo funcionamento de uma escola nocturna para raparigas.

Um ano depois, Cristina Torres vai para Coimbra, onde continua a trabalhar como modista enquanto estuda no Liceu e, posteriormente, na Faculdade de Letras da Universidade. Até 1924 exerce o professorado na então designada Escola Industrial e Comercial.

As actuais gerações têm o seu nome perpetuado numa das suas principais salas de aula. No seu percurso como docente, Cristina Torres lecciona, também, em Montemor-o-Velho e Braga. Participa no Congresso Pedagógico Regional das Escolas Técnicas Elementares , no Porto, em 1927.

Em Outubro de 1931, intervém noutro congresso realizado em Lisboa, defendendo o ensino das crianças pobres. “As escolas, sobretudo as técnicas, são frequentadas por rapazes e raparigas pobres, os livros de estudo são caros e muitos alunos têm a necessidade de trabalhar”, referiu então. Cristina Torres luta sempre contra a desigualdade e a violência.

Como professora, educa e fomenta o acto de pensar. Defende que não se deve bater nos alunos, que é preciso dar livros às crianças pobres, impedir o trabalho dos menores, regulamentar o mínimo dos salários, regulamentar a entrada e a saída das crianças nos estabelecimentos e nas fábricas, fazer da escola técnica a continuação da escola primária, sem limitar as entradas.

Mulher de causas, de liberdade e de empenhos, sempre luta contra o regime fascista e repressor. Em consequência é punida pelo Estado Novo. Cristina Torres expõe as suas ideias na imprensa regional da Figueira e de Coimbra, aborda as questões feministas, educativas e políticas, para além de publicar, ainda que esporadicamente, poemas e contos para crianças.

Utiliza, por vezes, o pseudónimo de Maria República, nos artigos de carácter político, e Nôquim, nos textos escritos para aos mais novos.

Em Dezembro de 1932, aquando da abertura o Liceu Municipal da Figueira, é forçada a ir para Braga pelo mesmo regime que detestava. Anos mais tarde, em 1949, é definitivamente afastada do ensino, com reforma compulsiva devido a ter participado na campanha política de Norton de Matos à Presidência da República. Cristina Torres regressa à Figueira.

Vive de explicações e continua a destacar- se no combate ao Estado Novo, integrando a Comissão Nacional do 3º. Congresso da Oposição Democrática realizado em Aveiro, em 1973. É com redobrada alegria que Cristina Torres vive 25 de Abril de 1974! Apesar da idade, ajudada por Carlos Lourenço (vulgo Carlos Simpatia), segura, com emoção e felicidade, a bandeira nacional, numa manifestação posterior que vinca a liberdade alcançada e muito desejada. Este foi um momento que a fotografia imortalizou para a história da Figueira.

A 24 de Agosto de 1974 profere o seu último discurso: “Ver-vos a vocês todas, às raparigas, às mulheres casadas, a todas aquelas mulheres que pudessem colaborar na vida da nação, que tirassem um bocadinho do seu dia, das suas horas de descanso, para lerem, para se cultivarem, para não terem medo da vida, porque a vida não nos mata, nós é que a matamos!”

Cristina Torres dos Santos, que Joaquim Barros de Sousa biografou, morre em 1 de Abril de 1975. O seu nome está perpetuado na terceira escola secundária da cidade como preito de admiração, respeito e louvor, sobretudo pelo trabalho desenvolvido em prol da liberdade.

IPMA inicia campanha para avaliar ‘stock’ de sardinha e biqueirão

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A campanha de primavera para avaliar a abundância dos pequenos pelágicos, como a sardinha e o biqueirão, na costa continental portuguesa, iniciou-se esta quarta-feira, sob a direcção do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“A campanha, em cooperação com o IEO (Instituto Espanhol de Oceanografia), com o navio de investigação ‘Miguel Oliver’, decorre até 26 de Março e enquadra-se no âmbito do Programa nacional de Amostragem Biológica”, indicou, em comunicado o Ministério do Mar.

De acordo com o Governo, esta campanha é “muito importante” para a avaliação do ‘stock’ da sardinha, tendo em conta “os bons indicadores” obtidos na campanha realizada no último trimestre de 2019.

“O redobrado esforço que desde 2015 tem sido feito na investigação, com a realização de duas campanhas científicas anuais e a concretização do projecto específico de investigação (Sardinha 2020), trouxe bons indicadores sobre a estratégia de recuperação e da gestão sustentável da sardinha”, apontou o ministério liderado por Ricardo Serrão Santos.

O último relatório do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês) revelou que a biomassa de sardinha com um ou mais anos recuperou 52% entre 2015 (117,9 mil toneladas) e 2019 (179,4 mil toneladas).

Para o Governo estes resultados confirmam a “eficácia dos esforços” desenvolvidos por Portugal e Espanha, no âmbito de um plano de gestão plurianual conjunto, que ajustou as possibilidades de pesca ao estado do recurso, tendo em conta os pareceres científicos.

“O Governo reafirma que sustentará a fixação de medidas de gestão e limites de captura em consonância com os pareceres científicos e os objectivos de gestão previstos na Política Comum de Pesca, ponderando os impactos económicos e sociais, mas procurando assegurar a recuperação sustentável do recurso sardinha”, concluiu.

Em Dezembro, o executivo assegurou que ainda não estavam “reunidas as condições” para definir as possibilidades de pesca da sardinha para 2020, sublinhando que, em conjunto com Espanha, formalizou a apreciação de uma regra de exploração que seja precaucionária.

Para 2019, os governos estabeleceram, com a Comissão Europeia, um limite de pesca de 10.799 toneladas para os dois países, das quais 7.181 correspondem a Portugal.

No entanto, tendo em conta os resultados do cruzeiro da primavera de 2019, a evolução do recurso, uma abordagem precaucionária na sua exploração e o impacto social da Política Comum de Pescas, foi decidido aumentar em 1.800 toneladas as possibilidades de pesca da sardinha na segunda parte do ano.

No total, a frota portuguesa ficou autorizada a capturar até nove mil toneladas de sardinha.

Alunos da Figueira Stage School passam à fase final do Dance World Cup Portugal em Roma

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A Figueira Stage School escola de dança, canto e teatro, sediada na Figueira da Foz participou nas Semifinais do Dance World Cup Portugal que se realizaram, recentemente, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira.

Representada por 53 alunos, com idades compreendidas entre os 8 e os 17 anos, a escola participou na competição com coreografias em diversas áreas, conquistando 21 prémios distribuídos pelas várias categorias do evento.

Foram atribuídas, ao todo, três medalhas de ouro para o solo song and dance – (infantil), solo jazz- (infantil) e para o grupo de show dance – (júnior); seis medalhas de prata para o grupo de sapateado (júnior), grupo de hip hop (júnior), grupo song and dance (júnior), solo jazz (júnior), grupo jazz (mini) e solo sapateado (infantil) e sete medalhas de bronze para o solo song and dance (infantil), trio sapateado (infantil) grupo sapateado (infantil), solo lyrical (júnior), solo song and dance (júnior), dueto sapateado (júnior) e grupo jazz (júnior).

Para além das medalhas, houve ainda a atribuição de cinco menções honrosas nas categorias de solo show dance (júnior), solo song and dance (júnior), dueto song and dance (júnior), solo jazz (infantil) e solo Acro (infantil).

Esta participação permite a passagem de todos estes alunos às finais que irão decorrer entre 26 de Junho e 4 de Julho, na cidade de Roma em Itália.

Covid-19: INEM garante reforço de ambulâncias em caso de necessidade

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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou hoje que estão actualmente disponíveis sete ambulâncias dedicadas ao transporte de casos suspeitos de infecção com o novo coronavírus, garantindo que este número pode ser reforçado em caso de necessidade.

Numa resposta enviada à agência Lusa, o INEM refere que tem, neste momento, quatro ambulâncias exclusivamente dedicadas ao transporte de casos suspeitos de infecção com o novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, com outras três ambulâncias da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) também disponíveis para esse serviço específico, prevendo-se que uma outra da CVP entre em actividade na sexta-feira.

“De acordo com o estabelecido com a DGS (Direção Geral da Saúde), e nesta fase da resposta à COVID-19, o INEM realiza o transporte dos casos suspeitos, validados pela DGS, mediante as solicitações recebidas através da Linha de Apoio Médico. Este transporte é realizado pelas ambulâncias de transporte especializado que o INEM e a CVP prepararam já para o efeito”, explica o INEM, adiantando que está “sempre em estreita articulação com a DGS” para avaliar a necessidade de reforçar os meios disponíveis para a eventualidade de serem necessários.

“Este reforço, se e quando necessário, poderá passar pelo empenho de mais ambulâncias do INEM e da CVP, mas também de alguns corpos de bombeiros”, frisa.

Nesse sentido, indica que tem estabelecido “os necessários contactos” com a direcção nacional da CVP e a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) para eventual afectação de mais ambulâncias ao transporte de casos suspeitos validados.

Em Portugal, há nove pessoas infectadas: seis no Porto, duas em Lisboa e uma em Coimbra.

O novo coronavírus, que surgiu em Wuhan, na China, no final do ano passado, pode causar infecções respiratórias como a pneumonia e já matou cerca de 3.300 pessoas e infectou mais de 95.000 em 79 países.

PSP apreende armas na Figueira

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No âmbito de uma investigação desenvolvida na Esquadra de Investigação Criminal da Figueira da Foz, desencadeada por episódios de desavenças e ofensas à integridade física nesta cidade, foi realizada uma busca domiciliária a uma residência, segundo apurou O Figueirense, mas cujo local não foi divulgado.

Esta operação culminou com a apreensão de armas e munições. 

Segundo a PSP, forma apreendidos 1 pistola, calibre 9mm; uma caçadeira de canos serrados, calibre 12mm; uma Shotgun, calibre 12 mm; uma espingarda, calibre 12 mm; 125 cartuchos, de calibre 12 e ainda 59 munições de 9mm, conforme mostra a imagem que as autoridades captaram após a apreensão.

Beatriz Gosta vem ao CAE

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A personalidade de ficção Beatriz Gosta, caracterizada por Marta Bateira, vem ao Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz neste sábado, dia 7 de Março, para apresentar o seu projecto de stand-up “Quem acredita vai”.

Conhecida pela sua ascensão na plataforma social do Youtube, a artista também se inseriu no mundo da música e da comédia, criando vídeos quinzenais em forma de videoblog, retratando a vida da personagem.

Neste espectáculo vão ser abordados temas como a boémia, o sexo, as relações humanas e o humor do quotidiano, sendo estes os temas centrais desta espécie de diário íntimo. Uma mulher de 36 anos, aventureira e irreverente, que conta histórias sem filtro, tabus moralistas ou falsos pudores e que vai dando dicas úteis para causar sensação nesta vida mundana.

O acto tomará forma no Grande Auditório deste espaço, com a entrada interdita a menores de 3 anos de idade e o preço dos bilhetes a 10 euros.

Primeira edição do Festival À Margem na Figueira da Foz

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Nos dias 27 e 28 de Março irá ocorrer a primeira edição do Festival À Margem na Figueira da Foz, que terá como sede as instalações da D.R.A.C. – Direito de Resposta Associação Cultural, na freguesia de São Pedro da Cova Gala.

O festival compromete-se a dinamizar a Ilha da Morraceira com concertos, exposições, projecções de curtas-metragens, performances, live tattoo, um mercado e workshops de guitarra, fotografia, macramé e escrita criativa.

No seu primeiro dia, o festival abrirá as portas pelas 18h e será preenchido com diversas actividades e actuações musicais até às 4h de sábado. No dia seguinte os eventos vão ter começo um pouco mais cedo (16h), decorrendo até à mesma hora do primeiro dia.

A pertinência deste projecto prende-se, não só com a oportunidade de preencher um vazio cultural característico da época do ano, mas sobretudo para dar ênfase ao início da estação Primaveril, associada ao renascer, à explosão de vida e, neste caso, ao nascimento de novos talentos.

Festival do Arroz e da Lampreia começa dia 6 de Março em Montemor-o-Velho

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A lampreia e o arroz carolino do Baixo Mondego aplicado àquela iguaria gastronómica e à doçaria, são destaque, a partir de sexta-feira, em Montemor-o-Velho, num festival, hoje apresentado, que aposta também na animação e actividades para crianças.

A edição 2020 do Festival do Arroz e da Lampreia reúne, até dia 15, quatro tasquinhas de instituições concelhias, que servem almoços e jantares. Nas sextas-feiras e dois fins de semana do evento estarão as quatro abertas e, durante a próxima semana, cada uma assegura um dia, de segunda a quinta-feira, explica a organização, a cargo do município local.

Para além das tasquinhas, a tenda com mais de 3.500 metros quadrados instalada no centro da vila de Montemor-o-Velho inclui sete bares e petisqueiras e mais de 40 espaços de produtos endógenos e doçaria tradicional, artesanato, maquinaria agrícola, comércio e serviços e representações institucionais.

À agência Lusa, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão notou que a lampreia servida no evento “tem uma grande probabilidade, em mais de 90%”, de ser oriunda do rio Mondego.

“Os que sabem e têm gosto pela lampreia reconhecem se é daqui da zona ou não. A daqui é mais dura e tem um sabor diferente, a importada é mais mole e tem um sabor horrível”, argumentou o autarca.

Por outro lado, Emílio Torrão assegurou que há tasquinhas “que só compram a pescadores locais”, o mesmo acontecendo com “um grande distribuidor (de lampreias) da Figueira da Foz”.

Sobre os destaques da edição deste ano do festival, que tem um orçamento de cerca de 60 mil euros, Emílio Torrão apontou a “aposta na animação, um velho anseio dos participantes”, que, pela primeira vez, recorre à contratação de artistas externos ao município, com Quim Barreiros a subir ao palco no sábado e uma banda de tributo aos Xutos & Pontapés agendada para dia 14.

A restante animação ao longo de todos os dias do certame estará a cargo de cerca de 30 ranchos folclóricos, grupos musicais, de cantares, dança e fado, entre outros.

O autarca destacou ainda a “inovação” nas propostas para os mais pequenos, consubstanciada no evento MiniChef, dirigido a crianças entre os 6 e os 12 anos, numa parceria entre a Câmara Municipal, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e a Associação Diogo de Azambuja.

“Vamos por os mais pequenos a cozinhar”, resumiu Emílio Torrão.

Uma das actividades de maior sucesso da edição anterior – a maratona de confecção de arroz-doce ao vivo – regressa este ano, aumentada para dois dias, 12 horas por dia.

Segundo a organização, quem quiser participar (a inscrição é gratuita mas obrigatória e destinada a residentes no município) leva de casa “o tacho e os restantes utensílios necessários e, eventualmente, aquele ingrediente secreto que pode elevar ainda mais a deliciosa sobremesa”, enquanto os promotores distribuem um kit constituído por arroz carolino, leite e açúcar, para além de avental, touca e luvas.

“Estamos muito apostados na promoção do arroz carolino na modalidade de arroz doce. O ano passado foi um sucesso, alargamos para dois dias esta divulgação de receitas tradicionais que passa dos mais velhos para os mais novos, da avó para a neta e de pais para filhos”, assinalou Emílio Torrão.

Alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário estão a chumbar menos

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Os alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário estão a chumbar menos ao longo do seu percurso escolar, com o sucesso a crescer para percentagens de 47% e 44%, respectivamente, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação.

De acordo com um relatório que apresenta os resultados para os principais indicadores nas provas finais do ensino básico e exames nacionais do ensino secundário, há em ambos os casos no ano lectivo passado um aumento dos percursos directos de sucesso, ou seja, de conclusão dos respectivos ciclos de ensino – do 7.º ao 9.º ano de escolaridade e do 10.º ao 12.º ano de escolaridade – sem qualquer retenção e conseguindo notas positivas nas provas finais do 3.º ciclo ou dos dois exames nacionais das disciplinas trienais no 12.º ano.

No 3.º ciclo o aumento dos percursos directos de sucesso foi de dois pontos percentuais, dos 45% em 2017-2018 para os 47% em 2018-2019.

No ensino secundário o crescimento foi de 37% para os 44% no mesmo período.

No entanto, o contexto socioeconómico continua a determinar as hipóteses de sucesso, algo que se comprova no fosso entre alunos com e sem Apoio Social Escolar (ASE).

Entre os alunos do 3.º ciclo colocados no escalão máximo de ASE (escalão A) há 21% de percursos directos de sucesso, mais de 30 pontos percentuais abaixo dos 56% sem apoios que conseguem um percurso sem retenções e com aprovação nas provas finais.

Já no ensino secundário a diferença é entre 29% de percursos directos de sucesso entre alunos com ASE e 45% nos alunos sem ASE.

O peso do contexto socioeconómico dos alunos foi hoje sublinhado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, num encontro sobre a actualização de dados no portal InfoEscolas, referindo que o objectivo passa por trabalhar qualitativamente os dados para ajudar as escolas a melhorar os resultados dos alunos.

Perceber porque é que há escolas e concelhos com contextos socioeconómicos mais desfavorecidos do que outros a conseguir melhores resultados que escolas em contextos mais favoráveis e tirar ilações que permitam ajudar as escolas e regiões com resultados mais negativos é um dos objectivos.

Nos percursos directos de sucesso do 3.º ciclo os resultados são melhores em Coimbra e Braga e piores em Setúbal e Beja, sendo que neste último distrito este indicador piorou em 2018-2019 face ao ano lectivo anterior.

Para afinar “estratégias específicas” de trabalho nas escolas face aos resultados de cada uma, João Costa disse que o Ministério da Educação está a trabalhar com o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) de análise de resultados nas provas de aferição do ensino básico e, especificamente, do uso que é feito dos relatórios de desempenho enviados às escolas, referindo que a “coincidência entre resultados no PISA e nas provas de aferição convocam a um trabalho especifico com as escolas”.

Ainda em conjunto com o IAVE o Ministério da Educação está a desenvolver uma avaliação qualitativa dos resultados dos alunos do ensino secundários nos últimos 10 anos nos exames nacionais, para perceber quais os itens que colocam maiores dificuldades aos alunos que, referiu o secretário de Estado da Educação, não são os que implicam memorização de conteúdos, mas sim os de raciocínio, interpretação e análise de dados.

Suspeito de tráfico de droga foi detido na Figueira da Foz

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Foi anunciada a detenção pela PSP, na Figueira da Foz, de um homem de 56 anos, por tráfico de droga, revelando que o arguido já estava sujeito a apresentações periódicas às autoridades pelo mesmo crime.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o comando distrital de Coimbra da PSP esclarece que o homem foi detido por elementos da esquadra de investigação criminal da Figueira da Foz na tarde de sexta-feira, na autoestrada 14, na posse de cerca 400 doses de cocaína e 150 de heroína.

Na ocasião, foram ainda apreendidos cerca de 300 euros em dinheiro, montante que as autoridades crêem estar relacionado com o crime de tráfico de estupefacientes.

O suspeito “já fazia apresentações periódicas na Esquadra da Figueira da Foz, por ter sido detido no dia 20 de Janeiro por posse de 850 doses de cocaína e heroína”.

“Com esta detenção, estamos convictos de que foi dado um duro golpe ao tráfico de estupefacientes na Figueira da Foz, uma vez que o suspeito é considerado um dos maiores fornecedores de drogas na cidade”, frisa a PSP.

Presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial, o arguido irá aguardar julgamento em prisão preventiva, tendo sido conduzido ao estabelecimento prisional de Aveiro.

Investigadores em Coimbra criam meio de tratar águas residuais com resíduos de eucalipto

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REPORTAGEM SOBRE A OCUPACAO DA QUINTA DA TORRE BELA EM 25 ABRIL DE 1975 POR POPULARES DE MANIQUE DO INTENDENTE MACUSSA E EREIRA EUCALIPTO EUCALIPTAL EUCALIPTOS © TIAGO MELO 13.08.2007 REPORTAGEM SOBRE A OCUPACAO DA QUINTA DA TORRE BELA

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveram, pela primeira vez, floculantes naturais a partir de resíduos da madeira de eucalipto para tratamento de águas residuais, foi hoje anunciado.

“A floculação é uma etapa essencial no tratamento tradicional de efluentes, muito utilizada nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR)” de origem doméstica ou industrial, mas continua a ser promovida por floculantes de origem fóssil (petrolóifera) – “os mais comuns à base de poliacrilamidas” –, afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota enviada hoje à agência Lusa.

A coagulação consiste na “agregação de pequenas partículas, formando flocos (aglomerados de partículas) que permitem depois a remoção de contaminantes”.

Além de não serem bio-degradáveis, os floculantes tradicionais “apresentam várias desvantagens, tornando premente a procura de abordagens ecológicas para o desenvolvimento de novos floculantes existentes na natureza, sobretudo com base em subprodutos naturais”.

Considerando a quantidade de resíduos de eucalipto que é produzida, em resultado da actividade da indústria da pasta do papel em Portugal, a equipa de investigadores, liderada por Graça Rasteiro, do Departamento de Engenharia Química da FCTUC, decidiu apostar neste subproduto.

A investigação foi realizada no âmbito do projecto europeu ECOFLOC, na tipologia de doutoramento em ambiente empresarial europeu (Marie Curie – People), e envolveu também a Universidade de Leeds (Reino Unido) e uma empresa suíça especializada em reciclagem e tratamento de águas residuais.

“A partir da transformação de materiais extraídos dos resíduos de eucalipto, os investigadores desenvolveram um conjunto de “eco-floculantes” de base celulósica com diferentes características que se ajustassem a diferentes aplicações”, explica a UC.

“A nossa abordagem ‘ecofriendly’ consistiu em purificar e modificar estes resíduos lenho-celulósicos para produzir poli-electrólitos (polímeros com carga) de base natural que promovessem a floculação”, relata Graça Rasteiro.

“Foi um processo complexo, desde logo porque a celulose não é solúvel, o que é um grande obstáculo, porque os poli-electrólitos têm de ser solúveis para actuarem como floculantes. Portanto, tivemos de efectuar extracções da matéria-prima inicial que optimizámos para serem o mais brandas possível e várias modificações para que o produto final fosse solúvel”, acrescenta, citada pela UC, a investigadora.

Superado este primeiro desafio, a equipa, que teve também como investigador José Gamelas, do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), desenvolveu uma gama alargada de floculantes naturais, bio-degradáveis, apropriados para diferentes aplicações para além do tratamento de efluentes (o foco do projecto), como, por exemplo, na indústria de cosmética ou alimentar.

Os produtos obtidos foram extensivamente caracterizados quanto à sua composição química, estrutura e morfologia.

De seguida, os “eco-floculantes” foram testados com sucesso, primeiro em efluentes modelo e posteriormente em efluentes reais fornecidos por uma indústria têxtil (Rosários 4) de Mira de Aire”, e “tal como pretendido, permitiram aumentar a remoção de cor e da turbidez”.

“Comparando com o uso de poli-acrilamidas comerciais, os desempenhos obtidos usando os floculantes de base natural foram tão bons ou melhores que os tradicionais. Além disso, conseguimos diminuir até 80% a carência química de oxigénio dos efluentes”, descreve Graça Rasteiro.

Este resultado “representa um grande avanço em relação aos floculantes tradicionais (de origem fóssil)”, destaca.

“Realizámos também testes em efluentes oleosos, provenientes de lagares de azeite, e os primeiros resultados são promissores. De salientar que ambos os efluentes (corantes e oleosos) são muito difíceis de tratar”, sublinha ainda a coordenadora do projecto.

A carência química de oxigénio é um parâmetro que permite avaliar se o efluente tratado reúne as condições necessárias para ser reutilizado ou escoado para meios aquáticos.

Perante os bons resultados obtidos com os resíduos da madeira do eucalipto, os investigadores decidiram estender a investigação a madeira de espécies invasoras, designadamente a madeira de acácia-mimosa, no âmbito de um outro projecto, intitulado MATIS.

Os floculantes desenvolvidos estão agora a ser testados.

Apesar de ainda não ter realizado um estudo económico, a docente e investigadora da FCTUC acredita que os resultados deste projecto “podem ter impactos muito positivos, já que é uma abordagem ecológica não só para tratamento de efluentes, como também para aplicação em diferentes sectores de actividade”.

“Estes floculantes baseados em celulose mostraram ser alternativas muito promissoras aos tradicionais agentes de base petrolífera”. Se a indústria assim desejar, os “eco-floculantes” poderão entrar no mercado num período relativamente curto depois de passarem por testes à escala piloto.

Distrito de Coimbra sob aviso laranja devido à previsão de chuva e vento fortes

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Seis distritos de Portugal continental estão hoje, a partir das 21h, sob aviso laranja devido à previsão de chuva, vento e agitação marítima fortes, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Viseu, Porto, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra estão sob aviso laranja entre as 18h de hoje e as 3h de terça-feira devido à previsão de ondas com cinco a seis metros de altura, que podem chegar aos nove ou 10 metros, com rajadas até 85 km/h, em especial no litoral.

O IPMA colocou também sob aviso amarelo os distritos de Lisboa, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Leiria devido à previsão de agitação marítima forte, com ondas de quatro e cinco metros até às 3h de terça-feira.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado.

O aviso amarelo, o terceiro da escala, revela situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Homem que disparou tiros numa discoteca da Figueira foi detido

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Um homem suspeito de ter disparado vários tiros à porta de uma discoteca da Figueira da Foz, em Dezembro de 2019, foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ), disse fonte policial.

Em declarações à Lusa, fonte da Directoria do Centro da PJ confirmou a detenção de um homem, suspeito de homicídio na forma tentada, numa operação ainda em curso para recolha e consolidação de prova, realizada em colaboração com a PSP da Figueira da Foz.

Em nota entretanto divulgada, a PJ adianta que o detido tem 24 anos e é suspeito da “presumível prática de quatro crimes de homicídio qualificado na forma tentada e um crime de detenção de arma proibida”.

“Os factos ocorreram junto de um espaço de diversão nocturna, na cidade da Figueira da Foz, na madrugada do dia 1 de Dezembro de 2019 e estão relacionados com desavenças entre o suspeito e elementos da segurança do estabelecimento”, lê-se no comunicado.

A Polícia Judiciária esclarece ainda que o arguido, “munido de uma arma de fogo, efectuou vários disparos na direcção da porta do estabelecimento, onde se encontravam elementos da segurança e clientes, que só não foram atingidos por mero acaso”.

Acrescenta que o detido, que tem antecedentes criminais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.

O caso que deu origem à investigação da PJ ocorreu há três meses, em Dezembro de 2019, quando um homem disparou mais de uma dezena de tiros à porta da discoteca NB, localizada na zona turística do Bairro Novo, junto ao Casino, numa altura em que várias pessoas iam a sair, mas sem provocar vítimas.

Na altura, perseguido pela PSP, o suspeito fugiu ao volante de uma viatura e despistou-se na avenida que atravessa a zona ribeirinha da cidade, batendo com o carro, que ali ficou imobilizado. Na sequência do acidente, terá fugido a pé.

Junto ao espaço de diversão nocturna, a reportagem da Lusa verificou, na ocasião, a existência de 13 marcas de projécteis, na parede exterior, na porta e pelo menos uma no interior da discoteca. O caso, por envolver armas de fogo, transitou para a PJ que esteve, naquele dia, a recolher indícios no local e assumiu a investigação.

Já de acordo com fonte da PSP, o mesmo homem é ainda suspeito de ser o autor das agressões sofridas por um bombeiro voluntário, agredido com uma cabeçada no nariz, dentro do quartel, no passado dia 15, num episódio de desentendimentos relacionado com o cão da corporação.

Hoje, o mesmo homem voltou a deslocar-se ao bar anexo ao quartel dos Voluntários da Figueira da Foz e, perante nova altercação envolvendo um familiar que o acompanhava, os bombeiros chamaram a polícia.

Hospital da Figueira implementa medidas preventivas

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O Hospital Distrital da Figueira da Foz tem seguido as orientações da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e implementou algumas medidas preventivas, segundo apurou O Figueirense.

Divulgação geral das medidas de contenção através da afixação de cartazes informativos nas entradas do hospital, nas salas de espera de atendimento de doentes e no Serviço de Urgência (SU); divulgação de vídeo no LCD da Consulta Externa e Sala de Espera e recomendações colocadas no site e APP do Hospital.

No Serviço de Urgência, junto dos profissionais que procedem à triagem dos doentes, reforçou “a importância de garantir que estejam disponíveis os kits de material a fornecer ao doente com suspeita de infecção (que inclui um pacote de lenços descartáveis e uma máscara cirúrgica), assim como a importância da higiene das mãos do doente com o soluto antissético de base alcoólica e limitação da circulação dos doentes com suspeita, que serão encaminhados para uma sala de isolamento. Tal como o preconizado na orientação para o efeito, perante a hipótese de caso suspeito o responsável clínico contacta a DGS que contactará o INEM para transferência do doente para um hospital de referência”.

Sabe-se que reforçou ainda junto das equipas a importância do cumprimento das medidas de contenção da infecção e implementação destas medidas junto dos profissionais do Serviço de Urgências, e ainda do “cumprimento do fluxograma do circuito de doentes com suspeita de infecção pelo coronavírus especificamente elaborado para este fim”.

A unidade hospitalar adquiriu ou reforçou de equipamento identificado pela DGS como fundamental, exemplo máscaras cirúrgicas; respiradores P2; máscaras com viseira integrada; protecção ocular; batas impermeáveis e luvas. A partir da Intranet, foi facilitado aos trabalhadores do hospital, o acesso directo à base de dados online da disseminação mundial do coronavírus, e ao microsite “COVID-19” da DGS. 

As medidas a implementar perante um caso suspeito de infecção por COVID-19, diz fonte do Hospital da Figueira, estão detalhadamente descritas nas orientações divulgadas. Não obstante, reforçaram” a importância de nunca descurar a implementação das precauções básicas de controlo de infecção (PBCI): higiene das mãos, adequação de equipamento de protecção individual (EPI), adopção de medidas de etiqueta respiratória, boas práticas de higiene e limpeza, entre outros”.

Ministro do Mar navegou na Figueira para conhecer a pesca local

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O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, navegou ontem ao largo da Figueira da Foz numa embarcação de pesca para conhecer de perto os problemas que afectam a comunidade piscatória local, disse fonte do sector.

No final da visita “informal” à Figueira da Foz, Ricardo Serrão dos Santos disse que o plano inicial passava por acompanhar os pescadores na pesca ao biqueirão – entretanto suspensa -, mas o passeio marítimo acabou por se realizar ao largo desta cidade.

Carlos Monteiro, presidente da autarquia da Figueira da Foz, destacou a “relevância” da deslocação do ministro do Mar ao município para “conhecer a realidade” local, apontando situações “que preocupam todos”, como a entrada da barra e o aprofundamento previsto do canal de navegação.”

Mau tempo para sábado com a passagem da depressão JORGE

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O sistema frontal associado à depressão JORGE deverá atravessar Portugal continental com actividade moderada na região Norte, e enfraquecendo gradualmente enquanto se desloca para sul, segundo apurou O Figueirense junto do IPMA.

Assim, para amanhã, sábado, dia 29, prevê-se períodos de chuva nas regiões Norte e Centro, por vezes forte no Minho e Douro Litoral até ao início da manhã, estendendo-se à região Sul a partir da manhã e passando a regime de aguaceiros fracos e pouco frequentes que poderão ser de neve acima de 1200 metros de altitude. O vento será por vezes forte no litoral Norte e Centro até ao início da manhã, sendo moderado a forte nas terras altas, com rajadas até 90 km/h, e enfraquecendo no final do dia. A temperatura máxima deverá descer, em especial no interior, não ultrapassando 12 °C em Trás-os-Montes e Beira Alta e atingindo valores entre 15 e 19 °C no litoral e região Sul.*

Coronavírus: Coimbra adia cerimónia de geminação com Narni, Itália

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O município de Coimbra anunciou que foi adiada a cerimónia de geminação prevista com a Comuna de Narni, Itália, na sequência da propagação do coronavírus Covid-19.

“Informamos que, considerando a propagação do coronavírus 2019, o município de Coimbra e a Comune di Narni entenderam que é recomendável adiar a cerimónia de geminação entre as cidades, bem como todas as iniciativas previstas para Coimbra, entre os próximos dias 28 de Fevereiro e 02 de Março. A visita e a cerimónia serão reagendadas para data a acordar posteriormente”, lê-se numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de pelo menos 2.763 mortos e cerca de 81 mil infectados, de acordo com dados reportados por mais de 40 países e territórios.

Das pessoas infectadas, quase 30 mil recuperaram.

Além de 2.717 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

Em Portugal, já houve 16 casos suspeitos, que resultaram negativos após análises, e um homem hospitalizado em Lisboa está a ser avaliado.

O único caso conhecido de um português infectado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

Homem de 71 anos detido por posse de arma ilegal na Figueira

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No cumprimento de um mandado de busca e apreensão emitido no âmbito de uma investigação policial em curso, elementos da Esquadra de Investigação Criminal da Figueira da Foz detiveram um homem de 71 anos por posse de arma ilegal.  A arma, uma carabina, foi encontrada na sua residência na zona de Tavarede e foi apreendida uma vez que não estava legalizada.

O homem, que não era detentor de licença de uso e porte de arma, foi detido.

Tertúlia no Spasso com José Couto – “Cada vez mais são precisos profissionais qualificados na região”

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Realizou-se hoje a segunda sessão das tertúlias do Spasso Praia 2020, trazendo a este espaço uma discussão aberta sobre as dificuldades e problemas existentes na indústria portuguesa.

O convidado desta sessão foi o empresário e presidente do Conselho Empresarial do Centro (CEC), José Couto, no âmbito de poder clarificar alguns tópicos envolventes à temática. Estiveram também presentes o presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), António Mário Velindro e como moderadora, Maria Joelle.

José Couto decidiu abordar o tema começando primeiro por explicar que “a indústria portuguesa evolui a cada ano que passa”, sendo assim “cada vez mais difícil arranjar empresários com formação actualizada”, numa altura em que “são cada vez mais precisos profissionais qualificados na região”. Sublinhou que, uma das soluções para este problema, é a de “construir infraestruturas que facilitem a mobilidade na Região Centro”, para oferecer “condições e qualidade de vida aos jovens formados na área (desta região)”, para garantir que estes não se “desloquem para as cidades grandes ou mesmo para outros países”.

Quando questionado sobre o ponto de situação para os jovens que estão, neste momento, a tirar cursos de ensino superior, o empresário referiu que como o mundo das tecnologias está em constante evolução, “há sempre espaço para novos trabalhadores”, elogiando os profissionais “bem formados” da região.

Mário Velindro, por outro lado, criticou o ensino superior português, dizendo que este “não está preparado para esta evolução tecnológica”. O presidente do ISEC disse ainda que “vão ter que se criar associações ou unidades dentro das empresas, para formarem os seus quadros”, tentando assim responder ao problema do “atraso tecnológico” que o país sofre, referindo, como conclusão desta conversa, que “os técnicos profissionais vão ser sempre precisos para qualquer empresa”, destacando a necessidade de “aprender mais sobre softwares que permitam ao engenheiro tornar-se também num arquitecto”.

Esta foi a segunda tertúlia mensal realizada naquele espaço, contando com várias outras ao decorrer deste ano.

Plano prevê acabar com acácias na serra da Boa Viagem, em 20 anos

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O Plano de Gestão Florestal (PGF) da Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz, prevê acabar no prazo de 20 anos com as acácias, espécies invasoras que ocupam a maioria do coberto vegetal daquele espaço natural.

Elaborado em Dezembro de 2019 pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e consultado pela agência Lusa, o plano, com 113 páginas, está em consulta pública até quarta-feira e prevê sucessivas intervenções na Mata até 2039.

De acordo com dados de 2018, as acácias representam mais de 50% do coberto vegetal existente naquela Mata Nacional e o plano de gestão, embora não as quantifique, refere que o arvoredo é constituído em 96% por povoamentos mistos de folhosas e resinosas (pinheiro-bravo, pinheiro-manso, eucalipto ou cedro-do-Bussaco, entre outras), “com alguma dominância de acácias”.

“Esta Mata encontra-se conquistada por Acácia-de-espigas (espécie presente em nove das dez parcelas de terreno incluídas no Plano e que, no conjunto, totalizam os 401 hectares arborizados), que constitui uma invasão biológica e configura uma grande ameaça à conservação da biodiversidade dos ecossistemas onde ocorre, contribuindo para a perda de espécies nativas e para a homogeneização global dos territórios”, lê-se ainda no documento.

Nesse sentido, o PGF refere que a Acácia-de-espigas, espécie introduzida em Portugal para estabilização de terrenos, “apresenta actualmente proporções graves, visto serem plantas com características de altamente invasoras”, a que se juntam outras espécies vegetais exóticas, três das quais da família da acácia.

“As diversas espécies de plantas exóticas invasoras que se encontram disseminadas na área da Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha deverão ser eliminadas e controladas, pois são plantas que se propagam facilmente, acabando por dominar as espécies da flora nativa”, argumenta o ICNF, que, num dos quadros que faz o resumo das acções de silvicultura preventiva a executar, estabelece um calendário anual, a concluir em 2039.

Aquando da plantação de árvores na Serra da Boa Viagem, realizada no período de uma década, entre 1913 e 1924, pelo regente Manuel Alberto Rei, a Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha ficou com 401 hectares arborizados, dos cerca de 418 que possui, com os restantes 17 hectares ligados à ocupação urbana e vias de comunicação.

Nos últimos 25 anos, a mancha florestal original foi devastada por dois incêndios (1993 e 2005) e duas tempestades (2013 e 2018). Indo mais atrás, num período de 44 anos, entre 1975 e 2019, o ICNF frisa que foram explorados quase 80 mil metros cúbicos (m3) de madeira, a grande maioria (88%) relativos àquelas quatro catástrofes naturais, com especial ênfase no incêndio de Julho de 1993, que resultou no corte “extraordinário por motivos imponderáveis” de 54 mil m3.

Já o corte por motivos fito-sanitários, de manutenção florestal ou controle de espécies invasoras (denominados cortes culturais), representaram, no mesmo período, apenas 12% do total de madeira retirada. Aliás, a concretizarem-se as acções previstas no plano, será a primeira vez desde 1977 (há 43 anos), que decorrerão cortes culturais na área da Mata Nacional, lê-se no documento.

O PGF analisa as várias funções adstritas ao espaço natural, reservando cerca de 70 hectares para acções de defesa da floresta contra incêndios e dando também ênfase ao “enquadramento paisagístico e recreio” da Mata Nacional.

Este último inclui, segundo o ICNF, um sítio arqueológico, seis monumentos megalíticos, um restaurante, dois miradouros (Bandeira, para norte e Vais, para sul), a fonte de Santa Marinha, oito parques de merendas, quatro percursos BTT e uma rota pedestre.

Dos oito parques de merendas existentes, o Plano de Gestão Florestal revela, no entanto, que por força das catástrofes naturais, nomeadamente as duas últimas tempestades, metade possui “todo o equipamento destruído”, três têm parte do equipamento danificado e apenas um está em “razoável estado”.

O percurso pedestre com 5,2 km de extensão, denominado Rota da Boa Viagem, promovido pelo município da Figueira da Foz, encontra-se em “fase inicial de implantação”, e os quatro percursos BTT, com quase 24 km de extensão total e graus de dificuldade diferentes, já foram autorizados, mas ainda não foram instalados.

Nas considerações finais do Plano, o ICNF sublinha, entre outros argumentos, que a “execução cuidada” das propostas irá proporcionar à Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha “uma área mais ambiciosa e apelativa aos habitantes locais e aos turistas”.

Avisa, no entanto, que deve ser impedido “um uso demasiado intenso” do espaço natural: “Caso contrário, terão de ser tomadas medidas para serem controlados os acessos”.

Embora não avançando o custo das intervenções a realizar, o ICNF defende que para o “sucesso da execução” do PGF depende sobretudo a “disponibilidade financeira para os investimentos programados”.

Esfaqueamento na Figueira da Foz causa um ferido grave

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Na madrugada de hoje ocorreu um desacato entre várias pessoas, junto a um estabelecimento nocturno no Bairro Novo, na Figueira da Foz, resultando num esfaqueamento de uma pessoa que sofreu ferimentos graves.

A vítima terá tentado separar dois indivíduos, acabando por ser esfaqueado na zona do peito e numa perna.

Estabelecimento comercial assaltado na Figueira

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Um homem de 40 anos foi detido por furto num estabelecimento comercial na Figueira da Foz, cerca das 22h10 do passado sábado.

O suspeito foi visto a ocultar vários equipamentos informáticos numa mochila, tendo-se ausentado da loja, em fuga, sem os pagar, segundo informação da PSP.

Foi-lhe movida uma perseguição que culminou com a sua intersecção na Rua Professora Dona Salvadora.

Feita uma revista de segurança foi com ele encontrado um computador portátil, um disco externo, um videoprojetor, um adaptador de cartões de memória e um cartão de memória. O assaltante tinha ainda consigo uma navalha e um alicate, ambos apreendidos.

Investimento de 2,9 milhões de euros no Hospital da Figueira da Foz

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O Ministério da Saúde anunciou este domingo que a remodelação do bloco operatório central do Hospital Distrital da Figueira da Foz, um investimento de 2,9 milhões de euros, vai avançar.

“A necessária autorização ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE (Entidade Pública Empresarial) para avançar com a remodelação do Bloco Operatório Central” foi validada e remetida para publicação, afirma o Ministério da Saúde, numa nota enviada à agência Lusa.

A intervenção permitirá “criar um serviço autónomo, apto à prestação ao melhor nível de cuidados cirúrgicos e anestésicos especializados para cirurgia convencional e em ambulatório”, sublinha o gabinete da ministra Marta Temido.

Envolvendo um investimento de 2,9 milhões de euros, a obra aumentará a capacidade instalada em mais uma sala de cirurgia.

O Hospital da Figueira da Foz, passará, assim, “a dispor de duas salas destinadas a cirurgia convencional, uma sala destinada à cirurgia de ambulatório e uma sala polivalente destinada a ambulatório e cirurgia de urgência”, refere o Ministério da Saúde.

A remodelação do Bloco Operatório Central do Hospital Distrital da Figueira da Foz “garantirá mais segurança ao doente e aos profissionais, novos ganhos de eficiência e redução da lista de inscritos para cirurgia, e mais qualidade dos cuidados prestados a uma população de mais de 100 mil utentes”, acrescenta.

“Esta importante obra” insere-se na “estratégia de aposta clara do Ministério da Saúde e deste Governo na melhoria da resposta dos hospitais e do SNS às necessidades de saúde dos portugueses”, afirma a secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, citada na mesma nota.

Carnaval: ontem foi assim e terça repete

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Amanhã, terça-feira, o corso do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz volta a sair à rua.

Ontem, milhares de pessoas encheram a avenida para festejar esta quadra carnavalesca. Amanhã, dia 25 de Fevereiro, às 17 horas, com entrada livre, realiza-se a tradicional matiné infantil, com concurso de fantasias, no Casino Figueira.

Figueira da Foz e Penacova interligam-se com a II Maratona de Teatro

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No próximo dia 1 de Março ocorre na Figueira da Foz a II Maratona de Teatro, que liga a cidade a Penacova através do “amor ao palco”.

Em moldes diferentes da anterior, este ano, os mais de 50 alunos e a comunidade envolvente, começam por ter, às 10h30, uma aula de teatro aberta no jardim municipal. Mais tarde, por volta das 15h30, no Auditório Municipal, vai ocorrer a apresentação dos espectáculos “Um MAR de Rosas e Maneis” (AE CAE) e “Histórias da Livraria do Mondego” (EAP).

O projecto da actividade foi desenvolvido por Guilherme de Bastos Lima, professor da Escola de Artes do CAE e da Escola de Artes de Penacova.

No dia 8 de Março, será a vez das turmas da Figueira viajarem até Penacova. Do mesmo modo, haverá às 10h30 uma aula aberta a todos, no Jardim do Largo Alberto Leitão, e pelas 15h30, a apresentação dos espectáculos no Auditório do Centro Cultural.

“Parasitas” vai passar no CAE

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Na próxima segunda-feira, dia 24 de Fevereiro, o Centro de Artes e Espectáculos irá exibir o filme “Parasitas” pelas 21h30, no agora chamado Auditório João César Monteiro.

O filme coreano foi vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes e de 4 Óscares deste ano, entre os quais o de Melhor Filme, marcando o mundo do cinema, tendo sido a primeira vez que um filme falado em língua não inglesa ganha esta estatueta.

O seu realizador, Bong Joon-ho, foi também premiado com um Óscar, agraciando a sua já aclamada carreira de cinematografia, a que pertencem filmes como “The Host – A Criatura”, “Mother – Uma Força Única” e “Snowpiercer – Expresso do Amanhã”.

O custo do bilhete será de 4 euros e a exibição do filme terá lugar no recentemente renomeado, Auditório João César Monteiro.

Figueira de luto municipal pela morte de João Ataíde

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O corpo de João Ataíde está em câmara ardente na capela da Universidade de Coimbra, onde será celebrada missa, às 12 horas, e cerca de duas horas e meia depois será o momento da cremação no complexo funerário da Figueira da Foz. Antes, o cortejo fúnebre entrará na cidade para uma paragem simbólica em frente aos Paços do Concelho, para um minuto de sentido silêncio.

João Ataíde, natural da Figueira onde nasceu em 1958, morreu durante a madrugada de ontem em Coimbra, onde estava após ter regressado de Lisboa, após a votação na Assembleia da República sobre a eutanásia.

Antigo presidente da Câmara da Figueira da Foz, cargo que ocupou durante uma década, João Ataíde renunciou ao mandato em Abril de 2019, para integrar o Governo como secretário de Estado do Ambiente. Nas últimas eleições, foi candidato a deputado nas listas do PS pelo círculo de Coimbra, tendo sido eleito. Na quinta-feira, absteve-se no projecto do PS sobre a despenalização da eutanásia.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Direito do Sector Empresarial do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, João Ataíde das Neves era juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra, em licença sem vencimento desde que, em 2009, se candidatou à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, como independente, pelas listas do PS.

Reeleito por duas vezes para a presidência desse município do litoral do distrito de Coimbra, João Ataíde desempenhou ainda, entre 2014 e 2019, o cargo de presidente da Comunidade Inter-municipal (CIM) Região de Coimbra, a maior do país, que reúne 19 autarquias.

Depois de ter sido representante do Ministério Público da Comarca de Idanha-a-Nova (distrito de Castelo Branco) e juiz auxiliar de Porto de Mós (Leiria), João Ataíde exerceu funções na Comarca de Celorico da Beira (Guarda) e no Tribunal Judicial de Aveiro.

Entre 1991 e 2002, exerceu as funções de juiz para o Círculo Judicial da Figueira da Foz, assumindo, depois, o cargo de director nacional adjunto da Polícia Judiciária de Coimbra, sendo em 2004 nomeado director nacional adjunto da mesma polícia no Porto.

Regressou, no ano seguinte, à Figueira da Foz, onde foi nomeado juiz auxiliar para o Tribunal da Relação de Coimbra e, em 2007, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto. Em 2008, passou para o Tribunal da Relação de Coimbra, onde se manteve até concorrer à presidência da Câmara da Figueira da Foz.

Em Abril de 2019, durante o seu último ato autárquico, João Ataíde sublinhou que a sua decisão de integrar o Governo fechou “um ciclo duro, mas estimulante”, de dez anos de presidência de câmara, em que saiu com “sentido de dever cumprido”.

“Com a mesma ponderação e responsabilidade com que abracei o desafio (autárquico), decidi aceitar o convite para continuar a servir a causa pública na administração central, na certeza de que a equipa que me acompanhou está em condições de assegurar a continuidade de uma gestão (municipal) competente, transparente e rigorosa”, declarou, na altura.

Coronavírus: Hospitais de Coimbra restringem horários e acessos nas visitas aos doentes

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O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) restringiu os horários e os acessos das visitas aos doentes e com vista a garantir melhor segurança nas unidades de saúde.

“Portugal encontra-se na fase epidémica da gripe sazonal 2019/2020, agravada pela epidemia causada pelo novo Coronavírus. No sentido de reforçar a segurança de utentes, visitantes e profissionais, tornou-se necessário tomar um conjunto de medidas que garantam a segurança de todos”, justificou o CHUC, em comunicado enviado à agência Lusa.

O tempo de visitas foi restringido ao período entre as 15h00 e as 16h00 e entre as 19h00 as 19h30 e limitado a um visitante por doente.

O acesso das pessoas para visita aos utentes dos pólos Hospital Geral e maternidades Daniel de Matos e Bissaya Barreto faz-se unicamente pela entrada principal, enquanto no Hospital Pediátrico a entrada se faz pela Consulta Externa.

No Hospital Pediátrico, os visitantes entram pela Consulta Externa.

Nestas unidades, o visitante ou acompanhante de referência deve dirigir-se ao posto de recepção para recolha prévia do cartão de visita.

Nos blocos de Celas e no Hospital Sobral Cid, considerando a sua estrutura dividida por pavilhões, o controlo de visitas será efectuado em cada pavilhão.

Nos Hospitais da Universidade de Coimbra, o acesso das visitas é realizado unicamente pela entrada principal e o controlo feito pela empresa de segurança nos períodos definidos, embora o controlo na visita aos doentes (um por cama) seja feito por cada enfermaria.

A medida restritiva levou uma mãe da Lousã a apresentar reclamação no Hospital Pediátrico, por não aceitar que o filho de 14 anos, alvo de uma intervenção cirúrgica recente, não possa estar acompanhado dos pais em simultâneo.

Na reclamação, a que agência Lusa teve acesso, Dulce Pedro considera que a medida, de “forma alguma” se pode aplicar a um hospital pediátrico, onde os doentes são crianças que necessitam do apoio e carinho dos familiares mais próximos, sendo, na sua opinião, “absolutamente reprovável e desumano privarem estas crianças das visitas”.

“Se nos alhearmos ao facto, já doloroso da criança estar num espaço estranho e fora do seu ambiente familiar, não nos podemos alhear do facto da criança necessitar de estar com os dois pais presentes ao mesmo tempo e no horário mais alargado possível, bem como da companhia dos irmãos e avós, no mínimo”.

Faleceu João Ataíde, antigo secretário de Estado e ex-presidente da câmara da Figueira da Foz

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O deputado do PS, ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz e antigo secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, morreu hoje, aos 61 anos, em sua casa, de doença súbita.

Carlos Monteiro não adiantou pormenores sobre a morte do seu antecessor no cargo, apenas referindo que se deveu a doença súbita.

João Ataíde morreu durante a madrugada em Coimbra, onde estava após ter regressado de Lisboa na quinta-feira.

O autarca da Figueira da Foz, cidade onde João Ataíde nasceu em 1958, remeteu para mais tarde uma nota de imprensa com outras informações.

Antigo presidente da Câmara da Figueira da Foz, cargo que ocupou durante uma década, João Ataíde renunciou ao mandato em Abril de 2019, para integrar o Governo como secretário de Estado do Ambiente.

Nas últimas eleições, foi candidato a deputado nas listas do PS pelo círculo de Coimbra, tendo sido eleito. Na quinta-feira, absteve-se no projecto do PS sobre a despenalização da eutanásia.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Direito do Sector Empresarial do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, João Ataíde das Neves era juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra, em licença sem vencimento desde que, em 2009, se candidatou à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, como independente, pelas listas do PS.

Reeleito por duas vezes para a presidência desse município do litoral do distrito de Coimbra, João Ataíde desempenhou ainda, entre 2014 e 2019, o cargo de presidente da Comunidade Inter-municipal (CIM) Região de Coimbra, a maior do país, que reúne 19 autarquias.

Depois de ter sido representante do Ministério Público da Comarca de Idanha-a-Nova (distrito de Castelo Branco) e juiz auxiliar de Porto de Mós (Leiria), João Ataíde exerceu funções na Comarca de Celorico da Beira (Guarda) e no Tribunal Judicial de Aveiro.

Entre 1991 e 2002, exerceu as funções de juiz para o Círculo Judicial da Figueira da Foz, assumindo, depois, o cargo de director nacional adjunto da Polícia Judiciária de Coimbra, sendo em 2004 nomeado director nacional adjunto da mesma polícia no Porto.

Regressou, no ano seguinte, à Figueira da Foz, onde foi nomeado juiz auxiliar para o Tribunal da Relação de Coimbra e, em 2007, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto. Em 2008, passou para o Tribunal da Relação de Coimbra, onde se manteve até concorrer à presidência da Câmara da Figueira da Foz.

Em Abril de 2019, durante o seu último ato autárquico, João Ataíde sublinhou que a sua decisão de integrar o Governo fechou “um ciclo duro, mas estimulante”, de dez anos de presidência de câmara, em que saiu com “sentido de dever cumprido”.

“Com a mesma ponderação e responsabilidade com que abracei o desafio (autárquico), decidi aceitar o convite para continuar a servir a causa pública na administração central, na certeza de que a equipa que me acompanhou está em condições de assegurar a continuidade de uma gestão (municipal) competente, transparente e rigorosa”, declarou, na altura.

Agentes da PSP agredidos na Figueira da Foz ao cumprirem mandado de detenção

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Dois agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Figueira da Foz foram na quarta-feira agredidos por um homem de 30 anos, alvo de um mandado de detenção, cumprido apesar das agressões, informou fonte policial.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o comando distrital de Coimbra da PSP refere que os dois agentes se deslocaram à residência do homem, condenado por tráfico de droga, para darem cumprimento ao mandado, e que o homem “tentou a fuga, mas foi interceptado pelos polícias”.

“O suspeito demonstrou uma atitude muito violenta, resistindo fervorosamente à detenção, agredindo com violência os polícias e proferindo-lhes ameaças contra a integridade física, bem como a qualquer pessoa que os tentasse ajudar”, acrescenta a nota da PSP.

Fonte policial adiantou, por seu turno, que a detenção ocorreu cerca das 15h30 de quarta-feira, numa urbanização da localidade de Vila Verde, nos arredores da Figueira da Foz, e que os agentes envolveram-se numa luta com o suspeito durante mais de meia hora, antes de o conseguirem manietar e algemar.

Na mesma ocasião, segundo a mesma fonte, familiares do homem que tentaram ajudar os agentes da PSP foram alvo de ameaças de morte por parte daquele.

A detenção acabou por acontecer já depois de terem sido enviados reforços para o local, face à violência manifestada pelo homem, que, para além do crime em que foi condenado a três anos de prisão efectiva e que deu origem ao mandado de detenção, é suspeito “de vários crimes graves de ameaça contra a vida, sequestro e roubo”, sublinha o comunicado da PSP.

Um dos agentes que ficou ferido teve de receber tratamento hospitalar, depois de ter sido mordido pelo detido e ficado com diversos hematomas, explicou outra fonte ligada ao processo.

A mesma fonte da PSP declarou que o homem estava “sob vigilância apertada das autoridades” por ser o suspeito de vários assaltos que ocorreram na freguesia de Vila Verde no verão de 2019.

Esses acontecimentos levaram, na altura, a que cidadãos residentes na localidade criassem um grupo de vigilantes nocturnos e o caso chegou a ser debatido a nível político na Câmara Municipal.

Ouvido pela Lusa, o presidente da junta de freguesia de Vila Verde, Vítor Alemão, manifestou desconhecer a detenção do homem, afirmando que por intervenção das autoridades policiais a vaga de assaltos parou.

“Tirando uma pequena coisa, nunca mais aconteceu nada. Mas sabia que ele (o suspeito) andava a ser controlado por eles (pela PSP)”, afirmou o autarca.

Após o cumprimento do mandado de detenção, o homem foi conduzido ao estabelecimento prisional de Coimbra, para cumprir a pena de três anos de prisão a que foi condenado.

Coimbra investe 2,8 milhões de euros em nove mini-autocarros eléctricos

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A Câmara de Coimbra vai investir cerca de 2,8 milhões de euros na aquisição de nove mini-autocarros 100% eléctricos para os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), anunciou hoje a autarquia.

A adjudicação dos novos veículos e respectivos carregadores de baterias, que surge na sequência do respectivo concurso público, vai ser debatida e votada na próxima reunião do executivo municipal, agendada para quinta-feira.

Com este investimento, a Câmara quer “continuar a renovar a frota” dos SMTUC com “veículos com melhor desempenho ambiental” e reduzir “o impacto negativo das emissões de gases com efeito de estufa e de outros poluentes atmosféricos”.

No âmbito dessa estratégia, “os dez novos autocarros 100% eléctricos”, que foram apresentados em Junho de 2019, permitiram que, “em seis meses de utilização”, tivesse sido evitada “a libertação de cerca de 250 toneladas de gases carbónicos (CO2) para a atmosfera, depois de cerca de 200 mil quilómetros de estrada, tendo gerado uma economia de cerca de 65 toneladas equivalentes de petróleo”, sublinha a Câmara.

Em Novembro de 2019, a Câmara abriu o concurso público, para além da aquisição dos nove mini-autocarros, de cinco autocarros ‘standard’, de 12 metros de comprimento, igualmente 100% eléctricos, e respectivos carregadores, mas nenhum concorrente “cumpriu os requisitos” para o seu fornecimento.

O fornecimento dos cinco autocarros ‘standard’ implica, assim, o lançamento de novo concurso, com um valor base de cerca de 2.370 mil euros (a que acresce IVA à taxa legal em vigor) e um prazo de entrega não superior a dez meses, assunto que também vai merecer a atenção do executivo camarário na reunião de quinta-feira.

A aquisição destas viaturas é comparticipada por fundos comunitários, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) para “Promoção da eficiência energética nos transportes colectivos de passageiros incumbidos de missões de serviço público”.

De acordo com o presidente da Câmara, o socialista Manuel Machado, os novos mini-autocarros vão permitir também a reactivação do serviço Ecovia.

Este serviço, criado em 1997 e suspenso cerca de uma década depois, visa “tirar carros da cidade e tornar a vida” de quem nela vive a visita “melhor, mais saudável, mais económica e com maior capacidade de circular a pé ou nos transportes”.

Nos últimos seis anos, a Câmara de Coimbra adquiriu para a frota dos SMTUC 52 viaturas – 36 autocarros, dez dos quais eléctricos, 14 mini-autocarros (dois eléctricos e dois híbridos) e duas carrinhas de transporte especial, num investimento de cerca de nove milhões de euros, para além dos nove mini-autocarros eléctricos a adjudicar.

Portugal produz apenas um terço do milho que consome

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A produção nacional de milho mantém-se estabilizada nas 830 mil toneladas anuais, embora Portugal tenha de importar dois terços do cereal que consome, disse o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS).

Em declarações à agência Lusa, Jorge Neves salientou que a produção se tem mantido estável, “oscilando de acordo com o preço mundial, que nos últimos anos se tem mantido inalterado, com surgimento de novos grandes produtores mundiais”, como é o caso do Brasil, Ucrânia e Argentina.

“Há agora uma incógnita, que tem a ver com o que vai acontecer à produção de alimentos. As projecções apontam ainda para um crescimento muito intenso da população mundial até 2050 e há que pensar como alimentar estas pessoas e, ao mesmo tempo, garantir o equilíbrio das condições ambientais do nosso planeta”, sublinhou.

Segundo o dirigente, esta questão pode ser, “ao mesmo tempo, uma oportunidade para a produção de milho em países como Portugal, com pouca expressão na produção, mas que ainda ocupa vastos hectares de milho no território”.

No entanto, Jorge Neves considera que a manutenção ou aumento da produção em território nacional tem pela frente um grande desafio, que passa por Portugal “conseguir manter o equilíbrio em termos da distribuição demográfica, ocupação do território e a própria soberania alimentar do país”.

O presidente da ANPROMIS entende que Portugal tem de definir “se pretende continuar a manter uma actividade económica no interior ou se quer concentrar as pessoas todas no litoral a viver como pretensa prestação de serviços, e aí o turismo conta, mas não chega”.

“Vemos o interior de outros países com ocupação intensa porque há políticas para a fixação de pessoas no interior. Portugal não tem tido essa preocupação até agora, deixando o interior ao abandono e acho que esse é o grande desafio para o futuro”, perspectiva.

A ANPROMIS realiza na quarta-feira feira em Coimbra, no Convento São Francisco, o 10.º Colóquio Nacional do Milho que, à data de hoje, contava com 630 participantes inscritos, entre produtores, cientistas, estudantes e responsáveis políticos, num debate sobre o papel da agricultura nos grandes desafios da actualidade.

A iniciativa encerra com a intervenção da ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, prevista para as 17h45.

Segundo Jorge Neves, a realização do colóquio em Coimbra “é uma justa homenagem à tenacidade e resiliência dos agricultores da região Centro, especialmente afectada pelos incêndios de 2017, pela tempestade Leslie em 2018, e, mais recentemente, pelas cheias que causaram avultados prejuízos no vale do Mondego, trazendo à evidência a necessidade e urgência de mais investimento na modernização das infraestruturas hidroagrícolas da região”.

Águias de Bonelli do Douro Internacional encontradas mortas em Alcácer e Figueira da Foz

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Duas águias de Bonelli jovens foram encontrados mortas em Alcácer do Sal e Figueira da Foz, após terem sido marcadas com emissores GPS no Douro Internacional, foi hoje anunciado por técnicos de um projecto ibérico de salvaguarda destas aves.

“O facto de terem sido marcadas com emissores GPS permitiu segui-las e detectar que se encontravam mortas, sendo ainda possível recuperar os cadáveres e determinar a causa de morte”, indicou José Jambas, um dos técnicos ibéricos ligados à preservação desta espécie ameaçada de extinção.

Segundo uma nota enviada à Lusa, de um total de sete juvenis de águia de Bonelli marcados no ninho em 2018 e 2019 no Parque Natural de Arribes del Duero (Espanha), seis encontram-se em território português, e dois destes foram já encontrados mortos em Alcácer do Sal e na Figueira da Foz.

A primeira destas duas águias de Bonelli “irmãs” foi encontrada morta em Dezembro de 2019 no concelho de Alcácer do Sal, sendo recolhida por um dos técnicos do projecto em conjunto com o GNR/SEPNA de Grândola e os Vigilantes do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

“Este exemplar ficou em posse do ICNF para ser analisado, mas ainda não se conhecem os resultados”, adiantaram os técnicos

Já a segunda ave foi encontrada no passado dia 10 de Fevereiro, presa numa rede aérea de ‘nylon’ de uma piscicultura no concelho da Figueira da Foz.

“Estas redes, utilizadas para proteger os tanques das pisciculturas da predacção por aves, principalmente marinhas, são a causa de mortalidade de numerosas espécies protegidas como corvos-marinhos, garças, e mesmo outras aves, como o caso da águia de Bonelli, que terá ido tentar caçar um dos corvos-marinhos que se encontrava já preso na rede”, alertou o técnico José Jambas, que recolheu o cadáver do juvenil em conjunto como a GNR de Montemor-o-Velho.

“Esta situação é de extrema gravidade, quer pela mortalidade causada quer pela negligência dos proprietários das pisciculturas que não retiram as aves quando estas ficam presas nas redes, deixando-as morrer lentamente à fome, à chuva ou ao sol”, frisou.

Os técnicos de conservação da natureza alertam que “é urgente e essencial” que se tentem evitar mais situações como esta “e para isso é de extrema urgência que o Ministério do Ambiente e o ICNF tomem medidas imediatas para evitar a enorme mortalidade de aves que ocorre neste tipo de explorações piscícolas, de forma a evitar que mais espécies protegidas e de estatuto de conservação prioritária continuem a morrer”.

“É importante também que se criem leis que proíbam a utilização deste tipo de redes, e que se encontrem soluções que permitam por um lado minimizar os prejuízos causados pelas aves marinhas aos piscicultores, e por outro lado eliminar a mortalidade de aves nestes locais”, vincou a equipa liga a preservação desta espécie de ave sensível e ameaçada.

A equipa do projecto que permitiu seguir estas aves e detectar a sua morte é constituída pelos técnicos José Jambas (Portugal), Javier García,e Isidoro Carbonell (Espanha), em representação da empresa SALORO SLU, sob autorização e coordenação da Junta de Castilla y León (Espanha).

Coimbra e outros nove distritos do país com aviso amarelo devido a forte agitação marítima

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Dez distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com quatro a cinco metros na costa ocidental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa vão estar sob aviso amarelo até às 12h00 do dia de hoje, enquanto Setúbal, Beja e Faro mantêm o mesmo nível de alerta até às 12h00 de terça-feira.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Por causa da agitação marítima, seis barras fecharam a toda a navegação: Caminha, Esposende, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Ericeira, alerta a Autoridade Marítima Nacional.

As barras marítimas de Aveiro, Douro, Figueira da Foz, Viana do Castelo e São Martinho do Porto estão condicionadas, ainda segundo a autoridade marítima.

O IPMA prevê vento forte nas terras altas e uma pequena subida da temperatura mínima nas regiões Norte e Centro.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os cinco graus Celsius (em Bragança) e os 13 (no Porto e em Braga) e as máximas entre os 12 (na Guarda) e os 21 (em Faro).

Cónego Veríssimo regressa à actividade pastoral

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João Coutinho Veríssimo, 82 anos, cónego da Igreja católica e pároco na freguesia de S. Julião há mais de 25 anos, retomou ontem, de forma regular a sua actividade pastoral, após uma intervenção cirúrgica que o reteve, em recuperação, cerca de três meses.

Refira-se que o cónego João Veríssimo é pároco de São Julião da Figueira da Foz, ainda das paróquias de Tavarede e Vila Verde, director do Jornal «O Dever» e responsável pelas Obras Missionárias Pontifícias.

Corta-mato nacional na Figueira – Paulo Barbosa e Mariana Machado sagraram-se campeões

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Paulo Barbosa, do Maia, e Mariana Machado, Sporting de Braga, sagraram-se hoje campeões nacionais de atletismo de corta-mato curto ao vencerem as respectivas provas de quatro quilómetros de extensão, disputadas na Figueira da Foz.

No escalão de seniores masculinos, os três primeiros ficaram separados por apenas três segundos: o Maia arrebatou os dois primeiros lugares do pódio – com Paulo Barbosa (com o tempo de 12.56 minutos) a superiorizar-se por um segundo ao seu colega de equipa Nuno Costa – relegando um dos favoritos, Samuel Barata, do Benfica, actual campeão nacional de estrada, para o terceiro lugar (13:00 minutos).

O grupo da frente manteve-se relativamente compacto até meio da corrida, com cerca de uma dezena de atletas, mas, a partir daí, as posições foram-se definindo, com os três da frente a destacarem-se durante o último quilómetro.

Na classificação colectiva venceu o Benfica (apesar da ausência de Rui Pinto, campeão nacional em 2019) com 22 pontos, seguido do Sporting de Braga (44 pontos). O Maia não conseguiu capitalizar as duas primeiras posições individuais e ficou em terceiro lugar da classificação colectiva, com 48 pontos.

Na prova feminina, Mariana Machado, atleta do escalão de sub-23, sagrou-se campeã nacional de corta-mato curto pela terceira vez consecutiva, depois das vitórias absolutas de 2018 e 2019, ambas ainda como júnior.

A filha da antiga campeã olímpica Albertina Machado, que esteve sempre na frente da prova disputada no parque das Abadias, cumpriu os quatro quilómetros em 14.26 minutos, num duelo com Emília Pisoeiro, segunda classificada a apenas um segundo (14.27 minutos).

No entanto, a atleta do Desportivo de Águeda nunca pareceu ter argumentos para contrariar a nova campeã nacional, que controlou a corrida desde o início.

No terceiro lugar ficou Susana Cunha, também do Desportivo de Águeda (14.39 minutos), naquela que foi uma reedição do pódio do corta-mato nacional absoluto curto de 2019.

Na classificação colectiva feminina, repetiu-se, igualmente, o pódio do ano passado, com a vitória a sorrir ao Recreio Desportivo de Águeda (26 pontos), seguido do Sporting de Braga (37 pontos) e do Grecas – Vagos, com 81 pontos.

Os atletas, todavia, queixaram-se das condições do terreno em que realizaram as provas devido ao estado lamacento e irregular do percurso estabelecido, tendo admitindo alguns que dificultou a prova, nomeadamente o campeão Paulo Barbosa, contando à agência Lusa que “o terreno apesar de ser muito plano, tornou-se muito pesado por causa de toda a lama que tinha e tivemos algumas dificuldades, até por causa de outros atletas que eram apontados como favoritos”.

Movimento apela a Coimbra e Leiria para defenderem juntas um aeroporto na região

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O movimento Somos Coimbra (SC) apelou às comunidades inter-municipais (CIM) das regiões de Coimbra e de Leiria para, em conjunto, estudarem e defenderem a criação de um aeroporto na região Centro.

“Propomos que seja desenvolvido um diálogo inter-municipal (com a CIM de Leiria) para defesa comum de um aeroporto” no Centro do país, “procurando um consenso em torno de uma localização que sirva simultaneamente Coimbra, Leiria e toda a região Centro, unindo em vez de desunir”, disse José Manuel Silva, um dos dois vereadores da Câmara desta cidade eleitos pelo SC, durante uma conferência de imprensa.

A futura infraestrutura aeroportuária poderá resultar da abertura ao tráfego civil da Base Aérea 5 (BA5), em Monte Real, concelho de Leiria, ou da sua construção de raiz numa zona “a sul de Coimbra e a norte de Leiria”, em função dos estudos, adiantou.

O SC defende “um aeroporto na região Centro, mas com a realização de uma competente e rigorosa avaliação prévia da sua viabilidade efectiva, que comprove a relação custo-benefício da sua construção e o real interesse e disponibilidade de companhias aéreas para a sua utilização e rentabilização mínimas”, sintetizou José Manuel Silva.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes (PS), recentemente, insistiu na hipótese de Monte Real e considerou a proposta do presidente da Câmara de Coimbra, o também socialista Manuel Machado, que agora defende a construção de um aeroporto de raiz, entre as duas cidades, “completamente esdrúxula e irrealista”, recordou José Manuel Silva.

Manuel Machado avançou na defesa de um aeroporto novo, depois de ter concluído que a transformação do aeródromo municipal de Cernache, no concelho de Coimbra, em aeroporto, exigia avultados investimentos, e perante “a evidência” de que BA5 “não é alternativa”.

De acordo com o autarca de Coimbra, a nova pista “aponta para custos entre 30 e 50 milhões de euros” e, perante “este baixo valor”, José Manuel Silva, irónico, desafia Manuel Machado e o PS de Coimbra a “avançarem de imediato com a sua construção, sem mais delongas”.

“Se verdadeiramente consideram que se pode construir um aeroporto de raiz por 30-50 milhões de euros! Façam-no, metam mãos à obra! Se não o fizerem é porque reconhecerão que, mais uma vez, estão a mentir despudorada”, enfatizou o vereador do SC.

“Coimbra está cansada de tantas mentiras, de demagogia, de quererem enganar permanentemente as pessoas”, afirmou ainda o antigo bastonário da Ordem dos Médicos, sustentando que “Coimbra precisa de verdade, trabalho, ambição e competência na Câmara”.

Mas, entretanto, o movimento SC propõe a imediata “transformação do aeródromo Bissaya Barreto num aeródromo de qualidade internacional”, para que possa “receber pequenos jactos e os Dornier 228/200, que operam nas linhas internas” (agora “temporariamente suspensas), e que aterram em Viseu.

José Manuel Silva anunciou, por outro lado, que o SC vai apresentar na próxima Assembleia Municipal de Coimbra “uma moção contra o aeroporto do Montijo, um inaceitável crime ambiental, que colide com aquela que devia ser a prioridade do Governo para um aeroporto alternante do aeroporto de Lisboa, o aeroporto da região Centro”.

Por outro lado, admitiu, ao encerrar a BA6, em Montijo, tornar-se-á “mais difícil” a utilização da Base de Monte Real para o tráfego civil.

Homem morre em acidente de trabalho na fábrica da Celbi

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Um homem morreu hoje num acidente de trabalho numa indústria de celulose no concelho da Figueira da Foz, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra.

A vítima, com cerca de 40 anos, “foi atingida mortalmente por uma máquina em movimento”, confirmou à agência Lusa uma fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, indicando ter sido solicitada a intervenção desta entidade para aceder ao corpo, que estava num local de difícil acesso.

Segundo o CDOS, o alerta foi dado pouco antes das 12h30, logo a seguir ao acidente e num momento em que o trabalhador já teria falecido.

A ocorrência verificou-se no complexo industrial da Celulose Beira Industrial (Celbi), na Leirosa, freguesia de Marinha das Ondas. Estiveram também no local a GNR e uma equipa de socorro com viatura médica de emergência e reanimação (VMER).

Gestor Bernardo Alabaça é o novo director-geral do Património Cultural

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O gestor Bernardo Alabaça é o novo director-geral do Património Cultural, substituindo no cargo Paula Araújo da Silva, anunciou o ministério da Cultura.

“Bernardo Alabaça será o novo director-geral do Património Cultural, integrando igualmente a nova equipa Fátima Marques Pereira e Rui Santos. João Carlos Santos manter-se-á subdirector”, refere a tutela, num comunicado hoje divulgado.

A nova equipa directiva da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) inicia funções em 24 de Fevereiro.

Segundo o Governo, a mudança na DGPC insere-se na “implementação de um novo ciclo de políticas públicas para o património cultural e para as artes”.

“Este novo ciclo exige uma nova equipa para a Direcção Geral do Património Cultural (DGPC), constituída por uma complementaridade de diferentes competências e perfis adequados aos novos desafios”, justifica.

De acordo com o Ministério da Cultura, Bernardo Alabaça “apresenta um currículo com 20 anos de experiência de gestão, maioritariamente de património público, tendo sido Director-Geral de Infraestruturas do Ministério da Defesa Nacional e Subdirector-Geral do Tesouro e Finanças do Ministério das Finanças”.

“Mestre em Finanças pelo ISCTE, tem ainda desenvolvido actividade como docente nessa instituição e na Porto Business School”, acrescenta.

De acordo com informação disponível no ‘site’ oficial da Porto Business School, Bernardo Alabaça “foi director de desenvolvimento na Edifer Imobiliária e responsável pelo departamento de Desenvolvimento e Promoção Imobiliária na CBRE”.

Já o ISCTE destaca, no seu ‘site’ oficial, que Bernardo Alabaça é “sócio-gerente da empresa Valueinsight” e “conta com uma experiência de mais de 20 anos no mercado imobiliário”.

Ao longo da carreira, o gestor “passou por empresas como Estradas de Portugal, ANA, Sagestamo, Parpública, Pelicano e Edifer”.

Além disso, Bernardo Alabaça foi, na década de 2010, vogal do conselho de administração da Parvalorem e vogal não executivo do conselho de administração da Parups, empresas que foram criadas em 2010 para gerir os activos e recuperar os créditos do ex-BPN.

Bernardo Alabaça substitui no cargo de director-geral do Património a arquitecta Paula Silva, nomeada em 2016. Ambos foram nomeados em regime de substituição.

O gestor assume o cargo numa altura em que está a ser posto em prática o novo regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos e palácios.

Este novo regime, que gerou expectativas e críticas dos museólogos, por alguns considerarem insuficiente para resolver os problemas do sector, trouxe também a criação do grupo de projecto para os “Museus no Futuro”, que irá pensar o modelo a seguir nesta área, dentro de dois anos.

Em Janeiro, a ministra da Cultura, Graça Fonseca garantiu no Parlamento que o Património Cultural “é prioridade do Governo” e realçou “a importância de um documento de planeamento e calendarização de recuperação do património”.

A ministra sublinhou que, para este ano, estão “calendarizados muitos investimentos, alguns que vêm de 2019, e é necessário prever agora investimentos para os próximos anos”.

Entre os “investimentos prioritários” do Governo estão a instalação do Museu Nacional da Música no Palácio Nacional de Mafra, a instalação do Museu do Tesouro Real e a conservação das reservas arqueológicas e museológicas de São Bento de Castris.

A nota explicativa que acompanhou a audição de Graça Fonseca, publicada na página do Orçamento do Estado para 2020, no ‘site’ do Parlamento, enumera ainda, entre as prioridades, a recuperação e valorização da Fortaleza de Peniche e da Sé Patriarcal de Lisboa, a instalação do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), intervenções no Convento de Cristo, Mosteiro de Alcobaça e Mosteiro da Batalha, o Museu Nacional Machado de Castro – Igreja de S. João de Almedina, o Centro Expositivo da Fortaleza de Sagres, a Igreja Santa Clara do Porto e as rotas Castelos, Catedrais e Mosteiros a Norte.

Além de Bernardo Alabaça, a nova equipa directiva da DGPC integra três subdirectores: João Carlos Santos, que se mantém no cargo, Fátima Marques Pereira e Rui Santos.

Segundo o Ministério da Cultura, Fátima Marques Pereira “vem reforçar a equipa com competências nas áreas da arte contemporânea, políticas museológicas e gestão de colecções”.

Fátima Marques Pereira demitiu-se em Janeiro do cargo de directora do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, nos Açores, que ocupava desde 2015.

Doutorada em História e autora de vários projectos artísticos e culturais, Fátima Marques Pereira foi subdirectora-geral das Artes quando Maria Gabriela Canavilhas era ministra da Cultura. Além disso, “exerceu diversos cargos de gestão académicos e científicos”.

Rui Santos, segundo o ministério, “apresenta experiência em gestão e operacionalização de fundos estruturais e reforça as competências da DGPC nas áreas financeiras e de gestão de recursos humanos”.

“Exerceu funções de Secretário Técnico do Programa Operacional de Valorização do Território e de outros programas operacionais, no âmbito do Portugal 2020. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra”, lê-se no comunicado.

Dia de S. Valentim com Vanessa e FF no Casino Figueira

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O Casino Figueira assinala a Noite dos Namorados, amanhã, no dia 14 de Fevereiro às 20h30 com um jantar e espectáculo, juntando no palco do Salão Caffé dois nomes conhecidos da música actual: Vanessa e FF.

Os artistas vão ser acompanhados por Nuno Rodrigues no piano, prometendo uma noite cheia de temas românticos apropriados à data.

“Endless Love”, “The Prayer”, “Beauty and the Beast” e “Coze Della Vita”, são algumas das canções que vão ecoar após o jantar que pretende assinalar uma noite especial. Em solos ou duetos, Vanessa e FF, já com inúmeras actuações que se traduzem em carreiras dignas de referência, mostram as suas capacidades técnicas e interpretativas, apreciadas por muitos fãs.

BE condena batidas à raposa no concelho da Figueira da Foz

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A concelhia da Figueira da Foz do Bloco de Esquerda (BE) condena “veementemente” a realização de batidas à raposa naquele município, exigindo que “cessem imediatamente” os apoios institucionais concedidos por juntas de freguesia.

Em comunicado enviado à Lusa, o BE da Figueira da Foz refere três iniciativas do género – uma já realizada na freguesia de Alhadas, outra prevista para o próximo sábado em Vila Verde e uma terceira agendada para dia 23 na Praia de Quiaios – manifestando-se “do lado da população e das associações que têm vindo a denunciar esta prática”.

“Consideramos esta prática ultrapassada, violenta, anti-pedagógica e desprovida de qualquer justificação plausível. Não existe qualquer estudo que demonstre que a raposa seja uma praga em Portugal para que se invoque o controlo da população da espécie”, argumenta a concelhia do BE em comunicado.

Desde o passado fim de semana, com origem na rede social Facebook, está instalada uma polémica na Figueira da Foz, devido à batida à raposa e saca-rabos agendada para a freguesia de Quiaios, estando em preparação uma acção de protesto, agendada para a hora da iniciativa.

Ouvida pela Lusa, a coordenadora do BE da Figueira da Foz, Carla Marques, disse que o partido irá associar-se ao protesto “ao lado da população”.

“Não concordamos em nada com estas práticas bárbaras do século XIX”, argumentou.

O protesto começou por ser dinamizado por uma página naquela rede social (intitulada Maré Quiaios – Plataforma Virtual 3.0 de Moradores da Freguesia de Quiaios), cuja autoria permanece desconhecida, mas que várias fontes argumentam estar relacionada com o Bloco de Esquerda, dado o cariz de algumas publicações ali divulgadas, que remetem para posições e outras páginas daquela força política.

Questionada sobre se a página Maré Quiaios é promovida pelo Bloco de Esquerda, Carla Marques respondeu que os movimentos cívicos “têm elementos de vários partidos”.

“Também há elementos do Bloco neste movimento, eu própria faço parte porque concordo com as posições que defende”, revelou.

Já sobre o anonimato dos autores da página, a responsável do BE disse respeitar “que não se identifiquem”, argumentando que as pessoas “são livres de tomar as posições que entendem”.

Um dos elementos do clube que organiza a batida critica a forma como a contestação tem vindo a ser dinamizada, argumentando que os caçadores estão a ser provocados e alvo de ameaças de vária índole, como “chamadas anónimas”.

“O problema deles (os críticos) não é a caça à raposa, a maior parte deles quer vir aqui para andar à bofetada, estão a instigar à pancadaria. As pessoas são livres de criticar mas dentro dos limites, não podem insultar nem ameaçar ninguém”, alegou.

O dirigente, que pediu para não ser identificado por, alegadamente, estar a receber “ameaças de morte”, argumenta ainda que a rede social Facebook tem vindo a ser utilizada para “inventar histórias que não são verdadeiras”.

Aludiu, concretamente, a duas raposas que costumam circular na localidade da Praia de Quiaios “e que são alimentadas à mão pelas pessoas”.

“Andam a dizer que temos como objectivo matar aquelas raposas, mas nunca íamos para o meio das casas, não podemos andar armados na rua ou caçar no meio das casas”, sublinhou.

Perante a possibilidade de confrontos com os manifestantes, o elemento da organização põe, no entanto, a hipótese de a iniciativa vir a ser cancelada no próprio dia: “É muito fácil (os críticos) estarem a teclar atrás de um computador a dizer que fazem e acontecem. Mas se vir que aquilo está mal parado, pura e simplesmente cancelo, porque depois a água ferve tanto de um lado como do outro”.

A batida à raposa em Quiaios motivou, igualmente, uma petição pública, que preconiza o cancelamento da iniciativa e que reuniu, em cinco dias, cerca de 2.500 assinaturas.

A autora, Anabela Santos, reside na Praia de Quiaios, mas recusa ser apelidada de “activista”: “Fiz a petição apenas porque gosto de animais, não quero isto (a batida à raposa) perto de mim e não concordo com este tipo de caça”, afirmou.

OE2020: Municípios reconhecem aspectos positivos mas alertam que lei continua por cumprir

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Os municípios disseram hoje reconhecer que o Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) contém “aspectos relevantes e úteis” para as autarquias, mas lamentaram que, “por 35 milhões de euros”, a Lei das Finanças Locais não seja integralmente cumprida.

O não-cumprimento da Lei das Finanças Locais (LFL) no Orçamento de Estado para este ano “continua a constituir para os autarcas um factor desconfortável”, afirmou hoje o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado.

Ao fim de vários anos sem ser respeitada, aquela lei “esteve quase, quase a ser cumprida” no OE2020, mas pela diferença de 35 milhões de euros ainda não é integralmente aplicada, disse hoje Manuel Machado, que falava à agência Lusa, em Coimbra, depois de ter participado numa reunião do Conselho Directivo da Associação.

“Em todo o caso, há (no OE2020) aspectos que reputamos de muito relevantes e úteis”, reconheceu o também presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

Entre esses aspetos, Manuel Machado destaca o facto de “nenhum município baixar a sua dotação financeira em relação ao ano anterior” e de todos os municípios terem aumento a respetiva dotação.

Nenhum dos municípios regista aumentos superiores a 10%, de modo a garantir uma distribuição equitativa entre todos.

A revisão dos “rácios de pessoal não docente das escolas”, no âmbito da “transferência de competências para os órgãos municipais e para as entidades inter-municipais no domínio da educação”, é igualmente “outro ponto importante”, contemplado no Orçamento do Estado, sustentou o presidente da ANMP.

A dispensa de consulta a “três instituições autorizadas por lei a conceder crédito”, em relação à ‘linha BEI (Banco Europeu de Investimento) – Autarquias’, é outra das medidas aplaudidas pela ANMP, que, no entanto, adverte para a necessidade de “resolver outros constrangimentos”, tanto mais que se aproxima “o fim do presente quadro comunitário de apoio e urge acelerar a execução das operações de investimento autárquico”.

Igualmente “importante” é o reforço para 139 milhões de euros dos “montantes afectos ao PART (Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos), para assegurar a capacidade de financiamento das autoridades de transportes em todo o país”, de modo a permitir “concretizar um programa de investimento que priorize o transporte colectivo e público”, exemplificou ainda Manuel Machado.

Estas e outras medidas mitigam, de algum modo, “o impacto negativo” do não-cumprimento da LFL, mas, “em termos de contabilidade pública, de contas certas”, para o respeito integral da lei faltam “35 milhões de euros”, concluiu.

O OE2020 determina a transferência para os municípios de um montante global de cerca de dois mil e 905 milhões de euros.

Homem de 54 anos encontrado morto num poço no concelho de Coimbra

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O corpo de um homem de 54 anos foi retirado ontem de um poço em Ceira, concelho de Coimbra, disse à agência Lusa uma fonte dos Bombeiros Sapadores.

“O homem estava desaparecido há três dias e havia indícios fortes de que o cadáver estivesse dentro do poço”, na margem direita do rio Ceira, que desagua no Mondego mais abaixo, acrescentou a fonte.

A Polícia Judiciária (PJ) pediu o apoio da companhia de bombeiros profissionais de Coimbra, que iniciou os trabalhos às 14h00, com uma equipa de três mergulhadores que conseguiram localizar o corpo.

Situado junto a um viveiro de árvores, o poço abastece uma empresa de lavagem de viaturas da zona.

“Tinha mais de quatro metros de água” e foi preciso baixar o seu nível, uma tarefa que se revelou difícil devido à proximidade do rio Ceira, segundo a mesma fonte.

O corpo foi transportado numa ambulância da Cruz Vermelha Portuguesa para a sede do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, em Coimbra.

Estiveram no local um profissional deste instituto, uma equipa da Directoria do Centro da PJ e cinco elementos dos Bombeiros Sapadores, com um total de sete viaturas.

CORONAVÍRUS: Um caso suspeito em Portugal com resultados negativos, outro aguarda resultados

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Um dos casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus em análise em Portugal deu negativo nos testes realizados e os resultados referentes ao segundo caso serão “divulgados oportunamente”, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

“A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que um dos casos suspeitos de infeção por novo coronavírus (2019-nCoV) em Portugal, que foi encaminhado para o Hospital Curry Cabral, teve resultado negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas”, lê-se num comunicado, de acordo com a agência Lusa.

A assessoria da DGS adiantou ainda que será divulgado “oportunamente o resultado relativo ao segundo caso suspeito identificado hoje”.

A DGS já tinha adiantado hoje que os dois casos suspeitos tinham sido encaminhados para os hospitais Curry Cabral, em Lisboa, e São João, no Porto.

Segundo uma nota da DGS, um dos casos suspeitos era uma doente regressada da China e que foi encaminhada para o Hospital Curry Cabral, no Centro Hospitalar de Lisboa Central, e o outro é o de um homem, igualmente regressado da China, e que se encontra no Centro Hospitalar de São João.

Ambas as unidades são hospitais de referência para estas situações.

“Os doentes ficam internados e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA)”, acrescentou a DGS.

Estes dois casos elevaram para seis o número de casos suspeitos validados até hoje em Portugal.

Além destes casos suspeitos, estão 20 pessoas em isolamento profilático há uma semana no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, devido ao novo coronavírus (2019-nCov), depois de terem sido repatriadas da China.

Na sexta-feira, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que as pessoas que se mantinham no Pulido Valente estavam todas bem de saúde e sem sintomas de infeção.

Morreu Álvaro Barreto, ministro de seis governos e ex-presidente da Soporcel

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O ex-ministro do PSD Álvaro Barreto morreu hoje aos 84 anos, confirmou à agência Lusa um antigo governante social-democrata.

Álvaro Barreto foi ministro de seis governos constitucionais, com Mota Pinto, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Mário Soares, Cavaco Silva (duas vezes) e Pedro Santana Lopes. Para além da sua vida política, estava também inserido no mundo dos negócios – do seu currículo, com a marca de engenheiro civil que começou a carreira no grupo Companhia União Fabril (CUF), contam empresas como a TAP e a Soporcel, em que presidiu.

Foi ainda membro de várias instituições e fundações, desde a Fundação Bissaya-Barreto, Fundação Batalha de Aljubarrota, conselho Geral da Universidade de Coimbra, Academia de Engenharia e Instituto Português de Corporate Governance.

Era comendador da Ordem de Mérito Industrial, título que lhe foi entregue ainda no anterior regime, em 1967.

Placa de pedra soltou-se dentro do CAE causando um ferido

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Um homem ficou ferido ao início da madrugada de hoje, ao ser atingido por uma placa de pedra que se soltou do Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz, constatou a agência Lusa no local.

O incidente aconteceu após o final do concerto dos The Gift, cerca das 00h40 de hoje, no exterior do grande auditório, no primeiro andar do CAE, onde cerca de uma centena de espectadores aguardava por uma sessão de autógrafos da banda de Alcobaça.

A vítima estava junto ao varandim do primeiro andar, ao lado de uma coluna da estrutura do edifício, de onde se soltaram três placas quadradas do revestimento em pedra, uma das quais atingiu o homem na cabeça.

Outra parte do revestimento que se soltou atingiu o varandim, antes de cair, com estrondo, no piso térreo do edifício, cerca de 10 metros abaixo, sem, no entanto, provocar mais vítimas.

O homem, que apresentava um ferimento visível na cabeça com abundante perda de sangue e que, aparentemente, não chegou a perder a consciência, foi de imediato afastado da coluna e ajudado por outras pessoas que se encontravam no local.

A vítima acabou por ser assistida, primeiro, por elementos dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) e, uns minutos depois, por uma médica e enfermeira da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

As operações de socorro prolongaram-se por quase uma hora, com a vítima a ser imobilizada com recurso a um colar cervical e retirada do CAE, de maca, por uma rampa lateral de acesso à zona do palco da sala de espectáculos e dali transportada, de ambulância, para o hospital.

No local, para além dos meios dos BVFF e da VMER/INEM, esteve ainda a PSP, que tomou conta da ocorrência.

Respondendo ao incidente, a Câmara da Figueira da Foz fechou hoje o acesso ao primeiro andar do CAE, por motivos de segurança, e a circulação no piso térreo proibida na zona do jardim interior.

Faleceu Agostinho Amusa Abudo (Macalene), antigo jogador da Naval

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Faleceu Agostinho Amusa Abudo (Macalene), moçambicano de nascimento mas que defendeu, como futebolista, o verde e branco da Associação Naval 1.º de Maio.

Macalene fez praticamente a sua vida na Figueira, onde se fixou com a família.

O jogador, que veio para Portugal para jogar no F.C. Porto, foi emprestado pelo clube nortenho à Naval onde se manteve durante muitos anos.

No seu percurso desportivo, para além da Naval defendeu também as cores do Gouveia e do Carapinheirense já em fim de carreira.

Macalene faleceu em Moçambique, seu país natal.

The Gift apresentam “Primavera/Verão” com Ianina Khmelik no CAE

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Amanhã, pelas 21h30, a banda de rock alternativo The Gift actua no Centro de Artes e Espectáculos para apresentar o seu projecto “Primavera/Verão”, com a colaboração da, cantautora e o 1º violino na Orquestra da Casa da Música do Porto, Ianina Khmelik.

A violinista russa irá preencher a primeira parte do espectáculo com a performance e musicalidade do seu projecto IAN, caracterizado-pela fusão de elementos pop, trip-hop e eletrónica e uma forte presença de instrumentos clássicos como piano acústico e violino.

A sessão vai tomar forma no Grande Auditório do CAE, com o preçário dos bilhetes a 15/17€ por pessoa, à venda na bilheteria deste espaço e na Ticketline.

Prémio internacional de piano do “V Encontro Mundial de Piano de Coimbra” no CAE

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Hoje, pelas 21h00, realiza-se um concerto no Centro de Artes e Espectáculos com a participação da Orquestra Filarmónica das Beiras, sob direcção do maestro Rui Pinheiro. Este espectáculo faz parte do “V Encontro Mundial de Piano de Coimbra”, evento organizado pela Academia Internacional de Música “Aquilles Delle Vigne” que incluiu no seu programa Masterclasses e concertos. Nesta sessão ocorrerá também a entrega do prémio internacional de piano.

O evento teve início no dia 1 de Fevereiro e teve como palco principal a cidade de Coimbra nos primeiros dias. É considerado um evento único à escala mundial, reunindo pianistas experientes de todas as partes do mundo, estando confirmados mais de 100 inscritos oriundos de mais de 20 países da Europa, Ásia e América do Norte.

Homem cadastrado de 32 anos obriga duas instituições da Figueira a funcionar à porta fechada

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Duas instituições da área social da Figueira da Foz, uma pública e outra privada, estão a funcionar à porta fechada por motivos de segurança, depois de ameaças aos funcionários por um utente com cadastro, revelaram fontes policiais.

Em causa está um homem de 32 anos, considerado perigoso pelas autoridades e indiciado de múltiplos crimes, como sequestro, ameaça com arma de fogo, extorsão, tráfico de estupefacientes, roubo, coação ou ofensas à integridade física. Foi detido pela última vez pela PSP da Figueira da Foz em 29 de Janeiro e colocado em prisão domiciliária com pulseira electrónica pelo tribunal de Coimbra, apesar de estar em liberdade condicional ao abrigo de outro processo.

Segundo fontes da PSP, as duas instituições que estão a funcionar à porta fechada, por medo de represálias, são o Centro de Resposta Integrada (CRI) da Figueira da Foz (antigo Centro de Atendimento a Toxicodependentes), entidade que funciona na dependência da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), e a Associação Fernão Mendes Pinto, instituição particular de solidariedade social.

Fonte da PSP indicou que o último episódio protagonizado pelo homem sucedeu na segunda-feira, no CRI da Figueira da Foz, onde aquele se deslocou para uma consulta, devidamente autorizado pelo tribunal, quando já estava em prisão domiciliária, tendo, na altura, assumido um comportamento violento com diversas ameaças aos funcionários, que chamaram a polícia.

Desde o episódio em causa, que a porta dessa instituição (localizada junto ao Casino da Figueira da Foz, na zona turística conhecida por Bairro Novo), habitualmente aberta para a rua – e que dá acesso a um pátio interior coberto, onde se situa uma sala de espera, um gabinete de enfermagem e instalações sanitárias – foi fechada e nela colocada um aviso onde se lê “Aberto. Bata à porta, por favor”.

Questionada sobre a situação, fonte da ARSC confirmou o episódio de violência ocorrido na segunda-feira e referiu que a entidade regional “tem contado e conta com toda a colaboração da PSP na salvaguarda da segurança dos profissionais e utentes”.

Já outra fonte policial, conhecedora dos diversos casos em que o homem está envolvido, criticou a actuação dos tribunais, nomeadamente a “morosidade” do tribunal de execução de penas em situações análogas: “É um individuo extremamente perigoso, que ameaça, rouba e agride de forma gratuita, seja quem for. Se calhar vai ser preciso que mate alguém antes que quem de direito faça alguma coisa”, enfatizou.

“Estava com pulseira electrónica, foi à consulta autorizado pelo tribunal, mas não foi autorizado para sair de casa e ir cometer crimes”, desabafou a mesma fonte, sobre o episódio de segunda-feira no CRI, pelo qual o homem está indiciado por crimes de ameaças e coação sobre funcionário.

Contactada pela Lusa sobre este caso, fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) disse ter reencaminhado as perguntas, que estão a ser analisadas, afirmando que será dada resposta assim que possível.

Em 29 de Janeiro, aquando da última detenção do suspeito, por ameaças a funcionários da Associação Fernão Mendes Pinto, o comando da PSP de Coimbra emitiu uma nota de imprensa onde explicava os contornos da detenção em flagrante delito, por os agentes policiais terem testemunhado “ameaças graves à integridade física das vítimas”.

No mesmo comunicado, a PSP referiu que o detido “estaria a ameaçar funcionários que, por motivos de segurança, estavam fechados nas instalações”.

Na nota, a PSP assumia ainda que o detido “é muito conhecido” daquela força policial “e temido na cidade da Figueira da Foz, por ser suspeito de vários crimes graves contra pessoas e património, tendo já cumprido pena de prisão”.

Na mesma altura, fonte policial acrescentou que, aquando da última detenção, o homem estava em liberdade condicional, condição subjacente ao cumprimento de determinadas medidas, como apresentações periódicas às autoridades, que alegadamente nunca terá cumprido.

Coronavírus: INEM designa duas equipas de transporte para Faro e Coimbra

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Coimbra e Faro passaram a ter equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para transportar para os hospitais de referência as pessoas suspeitas de estarem infectadas com o novo coronavírus (2019-nCoV), anunciou hoje a entidade de acordo com a agência Lusa.

O reforço do transporte com mais duas equipas, uma em Faro e outra em Coimbra, vigora desde quarta-feira e foi anunciado hoje pelo presidente do INEM, Luís Meira, numa conferência de imprensa, em Lisboa, onde foi feito um novo balanço sobre a infecção pelo ‘2010-nCov’, detectado na China em Dezembro.

Antes, o transporte para os hospitais de referência das pessoas suspeitas de estarem infectadas com o novo coronavírus era apenas assegurado por duas equipas em Lisboa e no Porto.

De acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), os casos suspeitos, que são validados por três médicos, são encaminhados pelo INEM para três hospitais de referência: Hospital Curry Cabral e Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e Hospital S. João, no Porto.

Os quatro casos suspeitos que foram validados até à data em Portugal deram resultados negativos para a presença do novo coronavírus, que pode provocar pneumonias virais.

Luís Meira, que falava na sede da DGS, acompanhado pela directora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que o “reforço de medidas está a ser preparado e planeado” em consonância com a evolução do surto, negando a falta de material de protecção para as equipas que asseguram o transporte para os hospitais de referência.

A China elevou hoje para 563 mortos e mais de 28 mil infectados o balanço do surto do coronavírus ‘2019-nCoV’, identificado em Dezembro na cidade de Wuhan, colocada sob quarentena.

Além do território continental da China e das regiões de Macau e Hong Kong, há casos de infecção confirmados em mais de 20 países.

A Organização Mundial de Saúde declarou há uma semana o surto do novo coronavírus uma emergência de saúde pública internacional devido ao risco elevado de propagação do ‘2019-nCoV’ à escala global.

A emergência internacional supõe a adopção de medidas de prevenção e coordenação em termos mundiais.

Hugo Almeida termina carreira de futebolista para iniciar a de treinador

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O futebolista figueirense Hugo Almeida, de 35 anos, que jogava na Académica, na II Liga de futebol, anunciou hoje o fim de carreira e o início de uma nova etapa como treinador da equipa de sub-23 da ‘briosa’.

“O dia que os jogadores nunca querem chegou. Penso que este é o momento certo para colocar um ponto final na minha carreira como futebolista e passar a dedicar-me exclusivamente à minha recente carreira como treinador”, disse.

Em declarações aos jornalistas, Hugo Almeida disse que o final da carreira foi “uma decisão tomada e ponderada em conjunto com o presidente e a direcção” da Académica, à qual garantiu estar “muito grato”, adiantando que, a partir de hoje, passará a acompanhar as equipas de sub-23 e sub-13.

“Entendo que em defesa do grupo e da Académica esta é a opção que me deixa mais feliz e que vai ao encontro às minhas ambições”, frisou o antigo avançado do FC Porto e do Werder Bremen (Alemanha), que jogou em sete países europeus e foi internacional A pela selecção portuguesa, apontando 192 golos em 596 jogos da sua carreira.

Hugo Almeida iniciou a sua carreira profissional em 2002/2003 no União de Leiria, seguindo-se FC Porto, Werden Bremen, Besiktas, Cesena, Krasnodar, Anzhi, Hannover, AEK, Hadjuk Slipt e Académica.

“Tive o privilégio de jogar em países muçulmanos e em países em que o futebol é vivido com muita alegria e expectativa. E tive também treinadores como José Mourinho e Thomas Schaaf, que foram os que mais me marcaram”, sublinhou.

O presidente da Académica, Pedro Roxo, salientou que Hugo Almeida foi, durante muitos anos, um dos grandes embaixadores do futebol português.

“Tem uma carreira que fala por ele, e com a mesma humildade que chegou lá em cima veio para a Académica”, salientou o dirigente.

Sobre a passagem pela Académica, Hugo Almeida referiu que “foi muito positiva”, embora “infelizmente” o clube não tenha conseguido o objectivo de subir de divisão, não descartando essa possibilidade nesta época.

Municípios e regiões de turismo pedem apoio do Governo ao Rali de Portugal

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As regiões de Turismo do Centro e do Norte e os municípios envolvidos na realização do Rali de Portugal, em Maio, vão solicitar ao Governo uma comparticipação financeira do Estado na organização desta competição automóvel.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Cidade, contou à agência Lusa que as duas entidades regionais de Turismo e as 14 autarquias que apoiam a edição deste ano do Rali Vodafone de Portugal vão enviar “ainda esta semana” ao primeiro-ministro, António Costa, um documento com esse objectivo.

“O pedido de comparticipação financeira do Estado é já para a edição deste ano”, precisou Carlos Cidade, anfitrião da conferência de imprensa de apresentação do Rali de Portugal, num momento em que o presidente da Câmara, Manuel Machado, se tinha ausentado da sala, devido a compromissos, em Lisboa, na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, relacionados com o processo de aprovação do Orçamento do Estado para 2020.

Na intervenção final da sessão, nos Paços do Concelho de Coimbra, o vice-presidente salientou que “um evento desta dimensão”, que se realiza entre 21 e 24 de Maio, exige o envolvimento da Administração Central no plano financeiro.

Na sua opinião, o Rali de Portugal “tem uma posição única” na projecção do país a nível internacional.

As regiões de Turismo do Centro e do Norte e os municípios querem sensibilizar António Costa “para a necessidade de o Estado Central assumir também uma parte desta responsabilidade”, apoiando a iniciativa, como Manuel Machado já tinha defendido na abertura dos trabalhos.

“É o evento de maior projecção internacional de toda a região”, sublinhou, por sua vez, o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, do PSD.

O presidente socialista da Câmara da Lousã, Luís Antunes, aproveitou o momento para realçar que o Rali de Portugal “é um investimento significativo que tem retorno”, sobretudo num território, entre o seu município e a capital do distrito, que “tem razões de queixa em relação às acessibilidades” depois do encerramento do ramal ferroviário da Lousã, há 10 anos, com a promessa de um metro ligeiro, desde 1996, e mais recentemente de autocarros eléctricos, o denominado “Metro Bus”.

O director da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), Horácio Rodrigues, frisou que a sustentabilidade ambiental “é uma das prioridades” da edição deste ano do Rali de Portugal.

Usaram ainda da palavra o professor Fernando Perna, da Universidade do Algarve, que apresentou um estudo sobre o impacto da edição de 2019 da prova na economia do turismo e na imagem do destino, além dos presidentes das câmaras de Mortágua, Júlio Norte, e de Góis, Lurdes Castanheira.

“Estendal Solidário” nas Abadias

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No próximo fim-de-semana, dos dias 7 a 9 de Fevereiro, a ONGD Mão na Mão – Associação Crianças no Mundo traz a iniciativa “Estendal Solidário” ao Parque das Abadias da Figueira da Foz, permitindo a que qualquer pessoa possa doar roupas à causa.

Haverá uma corda pendurada no parque, entre a Rua Dr. Luís Carriço e a Rotunda Centenário, com agasalhos e diversas roupas para quem mais necessitar, com a existência de uma secção de adultos e uma infantil. Qualquer pessoa pode levar o que quiser, tendo a associação apelado para a consciência social.

A organização do evento avisou ainda para que as pessoas levem molas ou cabides para pendurarem as suas doações, e o que restar irá reverter para instituições de carácter social, para a própria associação ou para a Cruz Vermelha Figueira da Foz.

Foto de um “estendal solidário” em Lisboa, na Avenida da Liberdade

Parlamento aprova aumento extra das pensões mais baixas

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O aumento extraordinário das pensões mais baixas, entre seis e 10 euros, que entrará em vigor um mês após o Orçamento do Estado, foi aprovado ontem no parlamento no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado 2020.

O PS tinha proposto inicialmente que a medida entrasse em vigor apenas em Agosto, mas, no domingo, foi anunciado um acordo entre o Governo, o Bloco de Esquerda e o PCP para que o aumento extraordinário das pensões fosse antecipado para o primeiro mês seguinte à entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

Os deputados aprovaram por unanimidade o primeiro ponto das propostas do PCP e do Bloco de Esquerda, segundo as quais a actualização extraordinária das pensões tem efeitos “no primeiro dia útil do mês seguinte à entrada em vigor” do Orçamento do Estado.

A votação final global do OE2020 está agendada para esta quinta-feira.

A proposta do PCP incluía ainda um terceiro ponto que estabelecia um aumento extra de 10 euros por pensionista cujo montante global de pensões fosse superior a 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS).

Numa primeira votação, este terceiro ponto da proposta do PCP chegou a ser aprovado com os votos favoráveis do PSD, PCP, BE e PAN e com os votos contra do PS e a abstenção do CDS, Chega e Iniciativa Liberal. Porém, os sociais-democratas recuaram e alteraram o sentido de voto, inviabilizando a norma.

A actualização extraordinária será de 10 euros para os pensionistas cujo montante global de pensões seja igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do IAS (658,2 euros) e de seis euros para pensionistas que recebam, pelo menos, uma pensão cujo montante fixado tenha sido actualizado no período entre 2011 e 2015.

Em 2017 e 2018, as pensões tiveram um aumento extraordinário pago a partir de Agosto e, no ano passado, a medida entrou em vigor em Janeiro.

Ao todo serão cerca de 1,5 milhões os pensionistas com aumento extraordinário.

PJ detém homem suspeito de abusar de jovem estudante em Coimbra

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A Polícia Judiciária deteve na sexta-feira um homem suspeito de ter abusado de uma jovem estudante, em Coimbra, em Outubro de 2019, aproveitando-se do facto de a vítima estar embriagada, informou hoje a Directoria do Centro.

“Para cometer o abuso, o arguido aproveitou-se do facto de a vítima se encontrar bastante alcoolizada, e desorientada, o que a tornava incapaz de opor resistência”, refere a Directoria do Centro da PJ, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A jovem de 23 anos, estudante na Universidade de Coimbra, “estava na noite, ficou muito embriagada e o indivíduo, apercebendo-se do estado dela, levou-a para a sua viatura”, onde terá cometido o crime, afirmou à Lusa fonte da PJ.

Após o abuso sexual, o indivíduo, de 54 anos, deixou-a perto da sua residência, referiu.

“Quando a vítima acordou, apercebeu-se que tinha tido sexo com o indivíduo e dirigiu-se ao hospital, onde foi sujeita a exame médico-legal, e apresentou uma queixa”, disse a mesma fonte.

Recolhidos elementos de prova e testemunhos foi possível “identificar o suspeito”, que foi detido na sexta-feira e presente a primeiro interrogatório no sábado, tendo sido sujeito a proibição de contacto com a vítima e apresentações periódicas junto das autoridades.

O arguido é “casado e trabalha na área dos serviços em Coimbra”, acrescentou a mesma fonte.

O homem é suspeito da prática de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência.

Detido por posse de arma ilegal na Figueira

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No sábado à noite, com conhecimento de que estariam a ocorrer desavenças entre vizinhos, a PSP da Figueira da Foz deslocou-se ao local na tentativa de os sanar.

Depois de chegar ao local, conta a PSP “ficámos a saber que o suspeito, um homem de 42 anos, teria feito um disparo para o ar com uma arma de fogo e agredido um homem de 19 anos que necessitou de receber tratamento hospitalar”. Uma vez que o agressor não se encontrava no local foi-lhe movida uma perseguição que culminou com a sua intercepção na zona do Alto do Forno da Figueira da Foz.

O suspeito estava a conduzir um automóvel e foi mandado parar. Acatou a ordem da polícia e foi sujeito ao teste de alcoolemia e a uma revista de segurança. Segundo apurámos, “acusou uma TAS de 2,24 g/l e na sua viatura foi possível encontrar uma arma de fogo calibre 6.35 mm. O suspeito não é titular de licença de uso e porte de arma, pelo que a mesma está ilegal”. O indivíduo foi presente a Tribunal, desconhecendo-se ainda as medidas de coacção aplicadas.

Reposição de estátua do Pescador na Figueira da Foz custa 100 mil euros

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A reposição da estátua do Pescador em Buarcos, Figueira da Foz, e edificação de um novo conjunto arquitectónico adjacente irá custar ao município cerca de 100 mil euros, anunciou o presidente da Câmara.

Questionado pela Lusa durante a apresentação dos reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz – depois de a actriz Noémia Costa ter declamado à população presente várias quadras, uma das quais brincava, concretamente, com a situação da estátua do Pescador – Carlos Monteiro acabou por divulgar a intenção da autarquia em ter “o pescador no centro da rotunda” antes de 15 de Julho.

O monumento, inaugurado na década de 1990 e edificado numa rotunda da avenida do Brasil, junto à praia, era constituído por uma estátua em bronze colocada em cima de um conjunto em betão simbolizando as ondas e figurava um pescador a puxar as redes no mar de Buarcos, representado por um tanque com água em fundo de azulejo.

Com as recentes obras da frente marítima ali realizadas, era suposto a estátua ser relocalizada na nova rotunda construída sensivelmente no mesmo local da anterior, mas redesenhada.

Só que o pescador mantém-se no mesmo local anterior (agora na lateral da nova rotunda, junto à estrada) e com as mãos que seguravam as redes – retiradas, juntamente com o tanque de água – agora direccionadas aos carros que por ali passam.

A situação, que tem gerado alguma polémica em Buarcos, estará em vias de ser resolvida, de acordo com Carlos Monteiro, depois de “três ou quatro meses de conversações, que ainda se mantêm” com o escultor autor do monumento, para se chegar a um “equilíbrio” na nova solução proposta.

“Estamos a falar de dinheiros públicos”, argumentou o autarca, revelando então o valor de 100 mil euros – quando o custo apontava para mais de 200 mil – “que não é só para a estátua”, incluindo também uma infraestrutura “para por a parte da água a funcionar”.

A data limite de 15 de Julho, avisou Carlos Monteiro, estará, no entanto, dependente dos procedimentos de contracção pública, nomeadamente por existir nos dias de hoje “um problema de mão-de-obra” de eventuais empresas concorrentes aos trabalhos.

“Mas queremos que fique melhor do que o que lá estava”, frisou.

Actores Noémia Costa e João Baptista estreiam-se como reis do Carnaval na Figueira da Foz

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Dois dos protagonistas da novela “Terra Brava”, Noémia Costa e João Baptista, estreiam-se este ano num desfile carnavalesco como reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, distrito de Coimbra, admitiram hoje ambos os actores.

Na cerimónia de apresentação dos reis do Carnaval, que decorreu na vila piscatória de Buarcos, Noémia Costa – que, na novela, interpreta a beata coscuvilheira Prazeres, contracenando com o falso padre interpretado por João Baptista – sublinhou que será a “primeira vez” como rainha do Carnaval, nas festividades que têm o seu ponto alto com os corsos de dias 23 e 25.

Questionada pela Lusa sobre as diferenças entre representar numa novela em ambiente controlado ou mesmo num palco de teatro e desfilar na avenida, Noémia Costa afirmou que já tem o “hábito de trabalhar sem rede e no fio da navalha”, adquirido ao longo de 40 anos de carreira como actriz.

“Não vai ser muito diferente”, disse.

Já João Baptista, que também se estreia como rei de um carnaval, manifestou-se “estupefacto” pelo nível organizativo do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, promovido por uma associação local com o apoio da Câmara Municipal.

“Não fazia ideia da organização fantástica que aqui existe. É uma bênção e uma honra para mim”, declarou.

Liliana Pimentel, da associação do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, diz que este ano os organizadores optaram por reis “com uma perspectiva nacional, muito conhecidos do público” – nos últimos anos tem reinado uma figura nacional, acompanhada por outra, oriunda do município – e que a participação local fica, este ano, a cargo dos dois padrinhos Ana Santos e Carlos Teixeira, que têm ligações aos grupos carnavalescos e escolas de samba.

“Ecologia – A Terra está de Tanga” é o tema da edição 2020 dos festejos, segundo a organização “uma forma divertida de levar um assunto sério para a avenida, visando também o ajuste do evento às práticas ambientais do município da Figueira da Foz”.

O presidente da autarquia, Carlos Monteiro, lembrou a preocupação de que o Carnaval seja “uma festa sustentável” a nível ambiental – consubstanciada nos oito mil copos reutilizáveis que serão disponibilizados – e agradeceu o “trabalho extraordinário” da associação que o organiza, com um orçamento de 120 mil euros (cerca de metade suportado pela autarquia), dos quais 12 mil euros correspondem ao “cachet” dos reis.

Abertura do Auditório João César Monteiro no CAE

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz prestou hoje homenagem ao cineasta conterrâneo João César Monteiro, atribuindo o seu nome ao Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espectáculos. O descerramento da placa deste auditório foi seguido de um colóquio dedicado à sua vida e obra.

A evocação de sua memória contou com a presença da cineasta e sua então mulher, Margarida Gil, do professor e investigador da ESAP, Henrique Muga e do poeta e artista plástico, António Augusto Menano, e com o professor doutor António Pedro Pita, moderador desta sessão.

Após a conversação, foi exibido o primeiro filme deste novo auditório – “As Bodas de Deus”, de 1999. Esta obra cinematográfica é a terceira longa-metragem de uma trilogia com João César Monteiro como actor, representando um alter-ego na figura de João de Deus, sendo a primeira delas “Recordações da Casa Amarela” (1989) e a segunda “A Comédia de Deus” (1995).

Greve dos trabalhadores afectou o país inteiro

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Trabalhadores da administração pública de todo o país mobilizaram-se no dia de ontem numa jornada de luta por melhores salários, encerrando vários serviços, com os sindicatos a avançarem uma adesão de 90% na saúde e na educação e 60% na justiça.

Mais de 1.500 escolas estiveram fechadas, de acordo dados divulgados pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

Segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) fecharam 90% das escolas.

Durante a manhã de ontem, o pólo principal do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) funcionou a meio gás, com reflexos nas consultas, exames e internamento, devido à primeira greve nacional da função pública que o actual governo enfrenta.

Em Castelo Branco, a consulta externa do Hospital Amato Lusitano esteve a funcionar sem funcionários administrativos, o que obrigou à confirmação electrónica das consultas e causou alguma confusão.

Os sindicatos fizeram um balanço “muito positivo” dos efeitos da paralisação no Hospital de São João, no Porto, o maior da região Norte, assinalando a paragem de muitos serviços e fortes condicionamentos em outros.

A greve de trabalhadores da função pública levou ao encerramento de vários serviços hospitalares no Algarve, com os blocos operatórios de Faro e Portimão em serviços mínimos e consultas canceladas.

Centenas de serviços públicos estiveram encerrados, com os trabalhadores a rejeitarem a proposta de aumento salarial de 0,3%, que consideram insultuosa.

O fecho de escolas foi um dos sinais visíveis da greve em Aveiro, mas também em Coimbra, Lisboa, no Alentejo, em Faro, Portimão e na Madeira, como em muitas outras regiões.

Nos bombeiros profissionais, a adesão ao protesto rondou 80% a 85%.

Na Madeira, o Serviço de Saúde indicou que a adesão dos profissionais do sector foi “muito residual” porque os sindicatos dos enfermeiros e dos médicos não emitiram pré-avisos de greve na região autónoma.

Na área da Justiça, dos 162 funcionários da Comarca da Madeira, 48 aderiram à greve. Houve quatro secções fechadas, mas os julgamentos estavam a realizar-se.

Também os trabalhadores dos supermercados e armazéns de logística das empresas de distribuição fizeram greve para exigirem aumentos salariais de 90 euros e a valorização das carreiras.

Exposição em Coimbra evoca percurso de Santo António

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A exposição “De Fernão se fez António” vai ser inaugurada no domingo, na Antiga Livraria do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde é abordado o percurso de Santo António a partir de 40 peças de diferentes colecções.

A exposição, inserida nas comemorações do Jubileu dos Mártires de Marrocos e de Santo António, é inaugurada no domingo, na Antiga Livraria do Mosteiro de Santa Cruz, onde vai estar cerca de um ano, até 17 de Janeiro de 2021, o último dia do Jubileu, informou hoje o Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), uma das entidades responsáveis pela iniciativa, a par da comissão do jubileu e do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

No local, estarão expostas cerca de 40 peças “de diferentes tipologias, colecções de museus nacionais e privados de todo o país e de particulares da região Centro”, centrando-se na figura de Santo António, aclara o MNMC, na nota enviada à agência Lusa.

De acordo com a organização, a exposição estará dividida em quatro núcleos, que abordam a juventude e formação de Santo António em São Vicente de Fora (Lisboa) e em Santa Cruz (Coimbra), o momento em que “assume a sua missão e testemunho do martírio”, retratando também “a sua universalidade, através do culto por diferentes povos e com formas diversas de expressão”.

Para além da parceria neste evento, os dois museus nacionais associam-se às comemorações com as exposições “Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na Formação de Portugal”, de 4 de Junho a 6 de Setembro, no MNAA, e “Do Martírio à Santidade. Iconografia e Devoção dos Mártires de Marrocos”, de 12 de Setembro a 30 de Novembro, no MNMC.

As exposições reunirão pintura, iluminura, escultura, peças de ourivesaria, cerâmica, militares, tesouros monetários, têxteis, marfins, que permitirão perceber vivências da época.

As celebrações do “Jubileu dos Mártires de Marrocos e de Santo António” começaram no dia 12, assinalando os 800 anos do martírio dos primeiros frades franciscanos e a sua importância na vocação de Santo António.

A evocação decorre até 17 de Janeiro de 2021 e integra, para além de celebrações religiosas, iniciativas de carácter científico e cultural.

Corpo de homem desaparecido encontrado no Mondego em Coimbra

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O corpo do homem desaparecido na quarta-feira foi encontrado ontem, no rio Mondego, em Coimbra, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

O corpo foi retirado do rio, na zona do Parque Verde do Mondego, pelas 16h30 de ontem, por uma equipa dos Bombeiros Sapadores daquela cidade, adiantou a mesma fonte.

O alerta para o desaparecimento do homem, com cerca de 70 anos de idade, foi dado pelas 20h00 de quarta-feira, acrescentou fonte dos bombeiros.

Além de elementos dos sapadores de Coimbra, foram mobilizados para o local meios do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) e da PSP (Polícia de Segurança Pública) de Coimbra.

Projecto “Comércio com História” leva 206 adesões e 60 aguardam validação

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O projecto “Comércio com História”, que visa preservar estabelecimentos comerciais com especial valor histórico, registou em sete meses um total de 206 adesões em seis municípios e existem outras 60 à espera de validação, foi ontem anunciado.

Em resposta à Lusa, durante a apresentação do projecto na Figueira da Foz, Clotilde Cavaco, da Direcção-Geral de Actividades Económicas (DGAE), entidade promotora da iniciativa, disse que para além de Lisboa, Porto, Coimbra, Fundão e Funchal – autarquias que integraram o projecto-piloto apresentado em maio de 2019 – Loulé, no Algarve, também já faz parte do inventário e Braga tem 50 lojas no processo de registo a decorrer.

“Há cerca de 60 novas lojas que ainda não estão validadas”, frisou Clotilde Cavaco, directora de serviços do Comércio, Serviços e Restauração da DGAE, adiantando que aquelas irão juntar-se às 206 actualmente existentes, 172 das quais já existiam aquando da apresentação pública da iniciativa, no ano passado.

“A ideia é acelerar estas sessões pelo país”, explicou a responsável da DGAE, referindo que a entidade do Ministério da Economia tem vindo a reunir com autarquias, comunidades inter-municipais e comissões de coordenação e desenvolvimento regional nesse sentido.

Na sessão de apresentação da iniciativa hoje realizada na Câmara Municipal da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, perante cerca de uma centena de comerciantes, empresários, dirigentes associativos e autarcas, Clotilde Cavaco lembrou que embora o projecto não preveja, actualmente, um sistema de incentivos para obras nos espaços comerciais, aplica uma “discriminação positiva” a quem se candidatar, sejam proprietários dos prédios, que ficam isentos de Imposto Municipal sobre Imóveis, sejam os inquilinos, que terão benefícios fiscais em sede de IVA.

Por outro lado, a directora da DGAE frisou que a plataforma na internet onde o projecto está alojado integra-se na página electrónica do Turismo de Portugal, que é “o ‘site’ mais consultado em língua portuguesa”.

O projecto “Comércio com História” não incide só sobre actividades comerciais, podendo também estender-se a instituições de interesse cultural, social ou desportivo, foi também revelado.

“Depois desta sessão, o número (de adesões) vai aumentar muito”, antecipou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, aludindo aos cerca de 40 estabelecimentos que já manifestaram junto da autarquia – entidade responsável pela instrução dos processos – vontade de se candidatarem.

Homem suspeito de múltiplos crimes na Figueira da Foz em prisão domiciliária

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Um homem suspeito de crimes como sequestro, ameaça com arma de fogo e extorsão, ficou ontem em prisão domiciliária depois de ter ameaçado funcionários de uma instituição de solidariedade social, disse fonte policial.

Ao início da tarde de terça-feira, o homem, com 32 anos, foi detido nas imediações de uma instituição de solidariedade social localizada no centro da cidade, onde “estaria a ameaçar funcionários que, por motivos de segurança, estavam fechados nas instalações”, refere o comando da PSP de Coimbra, em nota de imprensa.

Os elementos policiais que se deslocaram ao local, acabaram por testemunhar “ameaças graves à integridade física das vítimas”, detendo o suspeito.

Na nota de imprensa, a PSP assume que o detido “é muito conhecido” daquela força policial “e temido na cidade da Figueira da Foz, por ser suspeito de vários crimes graves contra pessoas e património, tendo já cumprido pena de prisão”.

O homem está indiciado em vários processos por crimes de roubo, sequestro, extorsão, ameaça com recurso a arma de fogo, tráfico de estupefacientes, ofensas à integridade física e condução sem habilitação legal, adianta o comunicado.

Fonte policial disse à Lusa que o detido estava em liberdade condicional, condição subjacente ao cumprimento de determinadas medidas, como apresentações periódicas às autoridades, que alegadamente nunca terá cumprido.

Na altura da detenção, o suspeito tinha na sua posse cerca de 10 doses de liamba e uma de haxixe e uma quantia indeterminada em dinheiro, cuja origem a PSP “crê estar relacionada com o crime de tráfico de estupefaciente”, refere a nota.

O homem foi hoje presente a tribunal, para primeiro interrogatório judicial e determinação de medidas de coação, tendo ficado sujeito a prisão domiciliária sob vigilância electrónica.

Homenagem a João César Monteiro no CAE

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joao monteiro

No dia 1 de Fevereiro, pelas 16 horas, no Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espectáculos, haverá o descerramento da placa Auditório João César Monteiro, seguido de um colóquio sobre a vida e obra do cineasta, com as presenças do produtor Paulo Branco, da realizadora Margarida Gil e de Henrique Muga. O colóquio será moderado por António Pedro Pita.

A homenagem inclui, ainda, a exibição dos filmes “Vai e Vem” (31 de Janeiro, 21h30) e “As Bodas de Deus” (1 de Fevereiro, 18 horas), com entrada livre.

Tertúlia sobre o tema “Cidades Digitais” com Carlos Monteiro como convidado

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O café/bar Spasso ofereceu o espaço hoje à tarde para uma tertúlia que girou em torno do tema “Cidades Digitais” com o presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), António Mário Velindro, e com o presidente da câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, convidado para a primeira sessão desta iniciativa criada por aquele instituto.

O tema foi abordado de várias maneiras, sendo debatida a questão da sustentabilidade ambiental da cidade e dos transportes públicos. Carlos Monteiro sublinhou que “o fundamental é não consumirmos mais energia do que aquela que é necessária”, falando ainda sobre o projecto das bicicletas Figas, há pouco introduzido no município, e das possíveis melhorias aos serviços de transporte públicos inter-municipais, insistindo que “é importante facilitar a mobilidade entre as cidades e as terras, rurais e não rurais.”.

Mário Velindro aprofundou ainda mais o tema adicionando que “vão existir cursos técnicos profissionais superiores na Figueira da Foz”, explicando ainda que vão ter espaço na Escola Secundária Bernardino Machado, no âmbito de criar mais profissionais nas áreas ambientais entre Figueira e Coimbra.

Esta foi a primeira de várias tertúlias deste ano naquele espaço, havendo a intenção de fazer uma por mês no decorrer do ano de 2020.

Agricultores de Coimbra reclamam obra de emparcelamento que esperam há 30 anos

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Um grupo de cerca de 40 agricultores da região do Mondego, em Coimbra, reclamou a realização da obra de emparcelamento agrícola em 173 hectares dos campos de São Facundo e Vale de Ançã, esperada há três décadas.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO), afirma que “há mais de 30 anos” que os agricultores das freguesias de São João do Campo, Ançã e Antuzede “travam uma justíssima luta pela conclusão da obra hidroagrícola com vista à implementação do emparcelamento agrícola”.

Citado na nota, Isménio Oliveira, coordenador da ADACO, refere que a área de 173 hectares a emparcelar pelo ministério da Agricultura, designada de bloco 17-A, “tem tido adiamentos consecutivos por parte dos sucessivos Governos, que muito têm prejudicado a qualidade e aumento de produção das suas culturas agrícolas”.

O responsável da ADACO lembra que em Abril de 2007, há quase 13 anos, o ministério da Agricultura “encomendou um estudo de impacto ambiental a uma empresa de consultores de engenharia do ambiente, abrangendo esta a e outras áreas a emparcelar, no sentido de avançar com o projecto de emparcelamento”, mas este não se concretizou.

Por outro lado, dados de 2017 da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, entidade nacional que a ADACO diz ser responsável pelas obras hidroagrícolas e de emparcelamento, incluem a área em causa “como uma região a emparcelar”.

“O que é certo é que até hoje nada foi concretizado, o que muito tem prejudicado os agricultores e a agricultura desta zona”, acusa Isménio Oliveira.

Na reunião realizada no domingo em São João do Campo, concelho de Coimbra, os cerca de 40 agricultores criaram uma comissão de nove elementos, que irão reclamar junto das entidades responsáveis a “concretização urgente das obras hidroagrícolas nos campos de São Facundo e Vale de Ançã, a fixação de um calendário “que envolva a totalidade das obras necessárias e que preveja a sua conclusão no prazo de cinco anos”, e a dotação “através de financiamento público das verbas adequadas às necessidades da conclusão da obra”, adianta a ADACO.

Diz ainda que a verba de cerca de 30 milhões de euros, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros para concretização, até 2023, do plano “Mondego Mais Seguro”, com manutenção de infraestruturas e investimentos na obra hidroagrícola ,”é uma verba insignificante, face aos valores necessários para que toda a região do Baixo Mondego seja contemplada com o emparcelamento agrícola”.

A ADACO avisa que dos 12.337 hectares equacionados para receberem o emparcelamento em todo o Baixo Mondego “apenas cerca de 7.300 estão concluídos, principalmente no vale principal”, existindo cerca de 5.000 hectares nos vales secundários do Foja, Lares e São Facundo (margem direita) e nos vales dos rios Prantos, Arunca e Ega (afluentes da margem esquerda) “que continuam à espera”.

Obras de arte da Colecção BPN vão ficar na Baixa de Coimbra

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A Colecção BPN, adquirida pelo Estado, ficará em Coimbra, “onde se criará um novo pólo de arte contemporânea portuguesa”, num edifício adquirido pela Câmara, na Baixa da cidade, junto ao Arco de Almedina.

As perto de duas centenas de obras que compõem a colecção ficarão onde funcionou o antigo Banco Pinto e Sotto Mayor, que foi adquirido pelo município há cerca de quatro anos, disse hoje o presidente da Câmara de Coimbra, o socialista Manuel Machado, que falava aos jornalistas à margem da sessão quinzenal do executivo.

A colecção ficará instalada nos três pisos superiores do edifício, contíguo ao Arco de Almedina, com acesso pela rua que deve o nome à torre medieval, já que o rés-do-chão (onde actualmente funciona um estabelecimento comercial), com acesso pela rua Ferreira Borges, não foi adquirido pela autarquia.

A Baixa histórica de Coimbra terá, assim, “mais um forte motivo de atracção”, sustenta Manuel Machado, sublinhando que se trata de uma “localização estratégica”.

As obras de arte da Colecção BPN vão ser integradas na Colecção do Estado e serão apresentadas na terça-feira, numa cerimónia no Forte de Sacavém, em Loures, anunciou hoje o Governo.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, numa entrevista hoje ao jornal ‘online’ Observador, revelou que o Estado comprou a Colecção BPN por cinco milhões de euros, e que esta “ficará e será colocada em Coimbra, onde se criará um novo pólo de arte contemporânea portuguesa”.

A ministra revelou que o Centro de Arte Contemporânea será criado naquela cidade, “em articulação com o município”.

A Colecção BPN é composta por perto de 200 obras de arte reunidas pelo ex-Banco Português de Negócios (BPN). O destino das obras aguardava decisão do Governo desde a nacionalização daquela instituição bancária, em 2008.

Este acervo é gerido pela Parups e pela Parvalorem, empresas criadas em 2010 para gerir os activos e recuperar os créditos do ex-BPN, e cuja nova administração, liderada por Sofia Torres, iniciou funções em Março do ano passado, substituindo o anterior presidente, Francisco Nogueira Leite.

De acordo com os relatórios e contas de 2017 das empresas, publicados em Março do ano passado, no total, as duas sociedades detêm 196 obras, que foram avaliadas entre 4,1 milhões de euros e 6,1 milhões de euros, sendo 156 obras de artistas nacionais e 40 de artistas estrangeiros, principalmente do século XX.

Ainda segundo os relatórios, as 40 obras de artistas estrangeiros tinham um valor estimado em cerca de um milhão de euros, e as 156 obras de artistas portugueses, em perto de três milhões de euros, para o valor mais baixo do intervalo de avaliação.

A administração anterior fez um depósito de três quadros da pintora Maria Helena Vieira da Silva na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Exceptuando estas peças, o acervo de obras de arte do ex-BPN – que se encontrava anteriormente no cofre da Caixa Geral de Depósitos, na avenida 5 de Outubro, em Lisboa, – está guardado, desde Dezembro de 2016, pela empresa especializada Iterartis, com um seguro contratado com a multinacional Hiscox.

No acervo do ex-BPN – de onde saiu a polémica Coleção Miró, que estava para ser vendida no estrangeiro, mas acabou por ficar em Portugal – estão obras de artistas consagrados como Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Mário Cesariny, Rui Chafes, Eduardo Batarda e António Dacosta.

João Pedro Vale, Pedro Calapez, Carlos Calvet, Vasco Araújo, Joaquim Rodrigo, Ana Vidigal, Eduardo Nery, João Penalva, Fernando Calhau, João Vieira, Nadir Afonso, Eduardo Batarda, António Sena, José Pedro Croft, Nikias Skapinakis, João Penalva, Pedro Casqueiro, Jorge Martins e Carlos Calvet também estão representados neste acervo.

Jody Rato é o novo comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz

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Jody Fernandes Rato, oficial bombeiro de 1ª, vai suceder no comando do quadro activo dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) ao comandante João Moreira que, a seu pedido, irá passar ao Quadro de Honra da Corporação.

O novo comandante tem 42 anos e é bombeiro desde 1989, tendo dedicado grande parte da sua vida aos bombeiros. Iniciou a sua carreira no Corpo de Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova, assumindo vários desafios profissionais ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), incluindo uma missão Internacional em 2006. Exerceu os cargos de Adjunto de Comando em Condeixa-a-Nova e de Comandante no Corpo dos Bombeiros Voluntários de Góis.

João Moreira, de 46 anos, é ainda comandante da corporação da Figueira da Foz, posição que exerceu durante 15 anos, até à tomada de posse do novo comandante. Esta sessão tem data marcada para dia 15 de Fevereiro, Sábado, pelas 18h, em que João Moreira será agraciado com a Medalha de Quadro de Honra da Liga dos Bombeiros Portugueses e ocorrerá a “passagem de testemunho” para o novo comandante.

ERSUC em greve: interrupção de recolha de resíduos dos contentores durante 2 dias

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A autarquia informou a população que, segundo um pré-aviso de greve dos funcionários da ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro S.A, empresa de recolha de resíduos sólidos urbanos, poderão ocorrer alguns constrangimentos quanto à recolha de resíduos, na próxima Segunda e Terça-feira (dias 27 e 28 de Janeiro).

O Município da Figueira da Foz aconselhou aos munícipes para evitarem o depósito de resíduos nos contentores durante esses mesmos dias, segundo apurou O Figueirense junto à página do Facebook da autarquia.

Mondego Mais Seguro: Governo aprova plano de acção com dotação de 30 ME

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Um plano de acção para reparar danos provocados pelas cheias de Dezembro de 2019 no Mondego, aprovado pelo Conselho de Ministros, tem uma dotação de 30 milhões de euros, a realizar até 2023, anunciou o Ministério do Ambiente.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o Ministério do Ambiente e da Acção Climática (MAAC) esclarece que para “responder de forma completa e com o máximo de celeridade” aos danos provocados pelas inundações registadas entre 19 e 21 de Dezembro, foi aprovado um Plano de Acção Integrado de Intervenções, sustentado em três eixos, o primeiro dos quais inclui trabalhos “a executar com carácter de urgência para repor as infraestruturas do Aproveitamento Hidráulico do Mondego danificadas pela cheia”.

Este primeiro eixo pretende promover a “segurança” e “condições de funcionamento” da obra de aproveitamento hidroagrícola e tem uma dotação de 11,1 milhões de euros, adianta o MAAC.

Um segundo eixo, com 17,7 milhões de euros de dotação, aposta nas “obras que faltam executar para completar” o referido aproveitamento hidroagrícola – algumas das quais ficaram por fazer nas últimas quatro décadas – “que são essenciais para protecção contra cheias”, refere a tutela do Ambiente.

Cerca de 500 mil euros estarão disponíveis para o terceiro eixo, que inclui “trabalhos de análise e reflexão técnica sobre o Aproveitamento Hidráulico do Baixo Mondego, num contexto de alterações climáticas com ocorrência de eventos extremos, quer de cheias, quer de seca, e uma proposta de um novo modelo de gestão que envolva todos os interessados”.

O Ministério do Ambiente diz ainda que o plano “Mondego Mais Seguro” será completado por um investimento de 600 mil euros do Ministério da Agricultura “para a reposição de algumas infraestruturas de uso agrícola que se encontram danificadas”.

A tutela da Agricultura intervirá, igualmente, no terceiro eixo do plano, avaliando os investimentos necessários “para completar e tornar mais eficiente o empreendimento agrícola do Baixo Mondego”.

No que concerne aos investimentos do Ministério do Ambiente e da Acção Climática – no total de 29,3 milhões de euros – esta dotação terá origem em subvenções nacionais e europeias, nomeadamente do Fundo Ambiental e do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

O MAAC refere ainda que o plano de acção será liderado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “que irá dispor dos recursos indispensáveis ” para a sua execução, “autorizando a realização das despesas necessárias e a respectiva assunção de encargos pluri-anuais, bem como permitindo o recurso aos procedimentos de formação contratual legalmente previstos e admitidos para situações de manifesta urgência”.

No comunicado, o Ministério do Ambiente e da Acção Climática recorda, por outro lado, que “nos últimos três anos foram já investidos oito milhões de euros em manutenção de fundo”, intervenções que permitiram “minimizar os efeitos das cheias de Dezembro, cujo caudal foi superior às de 2001 e que provocou prejuízos mais avultados”.

Revela ainda que as “intervenções de primeira emergência já se encontram concluídas”, com a limpeza dos canais e a “reparação provisória dos dois diques (na margem direita do leito principal do rio Mondego e na margem esquerda do leito periférico direito) que ruíram”.

Águias de Lavos hoje homenageados

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No âmbito das comemorações dos 100 anos do Sport Club de Lavos (SCL), realiza-se hoje, pelas 21h00, na sua sede, um tributo ao antigo conjunto musical “Águias”, mantendo ainda em palco alguns dos músicos que fizeram parte dos últimos anos da sua existência.

Para além das actuações da Escola de Música do SCL, Grupo de Cantares Sol e Vento, fadista Jorge Ferreira e do Grupo Coral David de Sousa, presta-se tributo – segundo apurámos – ao célebre grupo “Águias”.

Os “Águias”, grupo que se formou no Sport Club de Lavos, nos anos 1940, fez um percurso artístico considerável, tendo o vocalista Pedrosa à frente de um rol de “bons músicos”.

A entrada é livre.

Figas – Bicicletas partilhadas chegam à Figueira da Foz

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O município da Figueira da Foz irá integrar um sistema de bicicletas partilhadas a partir do dia de amanhã, de forma a facilitar a mobilidade e a proporcionar um estilo de vida saudável aos seus utilizadores. “Figas” foi o nome dado à iniciativa, que disponibilizará 60 bicicletas distribuídas pela cidade, das quais 40 serão eléctricas.

As bicicletas podem ser encontradas em 7 locais diferentes, funcionando como estações, onde serão levantadas e deixadas. Os locais são: Terminal dos Autocarros; Praça Europa; junto à Torre do Relógio; Ponte Galante; junto às Muralhas de Buarcos; Abadias Norte e Quinta da Borloteira.

Para se poder usufruir deste sistema é necessário descarregar a aplicação móvel “Figas”, que estará disponível a partir do dia de amanhã, pelo que o desbloqueio das bicicletas será apenas possível com o uso desta aplicação no telemóvel, cartão temporário (disponível em cada estação) ou cartão de membro (adquirível com inscrição online).

Dois homens detidos na Figueira da Foz com quase 850 doses de cocaína e heroína

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Dois homens, um de 55 anos e outro de 56 anos, foram detidos ontem, na Figueira da Foz, na posse de 847 doses de cocaína e heroína, anunciou hoje a PSP.

Os dois suspeitos de tráfico de tráfico de droga foram interceptados na rua Afonso de Albuquerque, por volta das 13h40, numa operação da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Figueira da Foz.

Uma testemunha que se encontrava no local contou à agência Lusa que o carro onde os suspeitos seguiam foi imobilizado por viaturas policiais, perto do início da rua, em frente a um restaurante ali existente e junto à saída do parque de estacionamento de uma superfície comercial.

Em comunicado hoje divulgado, a PSP esclarece que, “entre revistas pessoais e buscas domiciliárias”, os agentes policiais apreenderam aos detidos um total de 847 doses de droga e 1.320 euros em notas, além de dois ‘smartphones’.

Ao detido de 55 anos foram apreendidas 654 doses de cocaína, nove doses de heroína e 1.300 euros, enquanto o homem de 56 anos tinha na sua posse 184 doses de heroína e 20 euros.

Os dois detidos foram hoje presentes a tribunal para primeiro interrogatório judicial, frisa a PSP, sem adiantar eventuais medidas de coação aplicadas.

Depressão Glória: 150 quedas de árvores e alguns danos no distrito de Coimbra

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A depressão Glória provocou 150 quedas de árvores e 30 quedas de estruturas em todo o distrito de Coimbra, não se registando, até hoje, qualquer ferido, disse à agência Lusa o comandante distrital de operações de socorro (CODIS).

“O concelho mais afectado, neste momento, é Coimbra”, afirmou o CODIS, Carlos Luís Tavares, salientando que não há registo de qualquer ferido, apenas danos materiais.

De acordo com Carlos Luís Tavares, devido à depressão Glória, partes dos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital estão sem electricidade.

Segundo o mesmo, não há nenhuma estrada principal cortada devido à queda de estruturas ou de árvores.

A agência Lusa constatou, no local, a queda da cobertura de um edifício na Pedrulha, em Coimbra, que acabou por ir para a via pública, onde danificou algumas viaturas e levou ao corte da estrada.

Já junto à Universidade de Coimbra, na rua de acesso ao Instituto Nacional de Medicina Legal, uma árvore de grande porte caiu, danificando carros e impedindo a circulação de carros naquele local.

Catorze distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de vento moderado a forte de norte/nordeste, por vezes com rajadas até 80 quilómetros por hora, podendo atingir os 110 quilómetros por hora nas terras altas.

Nos distritos de Bragança, Évora, Faro, Vila Real, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja e Portalegre, o aviso amarelo vai estar em vigor até às 18h de hoje, e em Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra até às 12h de Terça-feira.

O aviso amarelo traduz situações de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Coimbra e outros três distritos sob aviso amarelo com previsão de vento forte e queda de neve

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Os distritos de Viseu, Coimbra, Castelo Branco e Guarda estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de vento e, em dois distritos, de queda de neve, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Nos distritos de Castelo Branco e Guarda os avisos dizem respeito a previsão de queda de neve e formação de gelo acima dos 1.600 metros de altitude e vento forte nas terras altas entre os 90 e os 110 quilómetros/hora.

Nos dois distritos, o aviso amarelo de previsão de queda de neve estende-se até às 00:00 de Domingo, enquanto o aviso de vento forte se estenderá até Terça-feira.

Nos distritos de Viseu e Coimbra, o aviso amarelo do IPMA refere-se a vento forte nas terras altas, entre os 90 e os 110 quilómetros/hora até ao dia 21, Terça-feira.

Júlio Isidro recebe Medalha de Mérito Cultural

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O Governo atribuiu a Júlio Isidro, amante incondicional da Figueira da Foz, de Buarcos em particular, a Medalha de Mérito Cultural que tem por âmbito distinguir pessoas singulares ou colectivas, pela sua dedicação ao longo do tempo a actividades de acção ou divulgação cultural – neste caso, o mundo da televisão.

Júlio Isidro começou, aos 16 anos, a apresentar os espectáculos no então Casino Peninsular. Hoje é a referência da televisão em Portugal.

Sociedade de Instrução Tavaredense apresenta “Música no Coração” no CAE

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O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz vai receber a Sociedade de Instrução Tavaredense para apresentar o musical “Música no Coração”. A obra foi adaptada e encenada por João Miguel Amorim e terá duas sessões neste fim-de-semana, dias 18 e 19 pelas 21h30 e 16h, respectivamente.

O musical vai estar em palco no Grande Auditório do CAE com o custo do bilhete a 7 euros.

Região de Coimbra espera implementar Sistema Inter-municipal de Transportes em 2021

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O Sistema de Transportes para a Região de Coimbra deve estar implementado no final de 2021, afirmou hoje fonte da Comunidade Inter-municipal (CIM) que integra 19 municípios.

“O nosso desejo é que o processo esteja implementado e assimilado pelas pessoas no final de 2021”, disse o primeiro secretário executivo da CIM Região de Coimbra, Jorge Brito, que falou à agência Lusa à margem da conferência “Intermodalidade e descarbonização”, promovida pela comunidade inter-municipal.

Segundo o responsável, o concurso público internacional relacionado com o Sistema Inter-municipal de Transportes (SIT) da região é lançado este ano.

A expectativa é que a adjudicação aconteça também este ano, caso não haja problemas de litigância no âmbito do concurso público.

De acordo com Jorge Brito, o SIT será “a grande entidade gestora que irá surgir no território”, permitindo a articulação e agregação dos serviços de transporte, dando resposta não apenas “às necessidades municipais e dos transportes escolares, mas também às necessidades de ligação quer dentro da região quer da região para fora”.

O SIT, que prevê um bilhete único para todos os serviços de transportes públicos na região, terá uma parceria com os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), bem como com o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que terá um troço urbano em Coimbra e um troço suburbano ligando a capital do distrito a Serpins, na Lousã, explicou.

Nesse sentido, o cartão do SIT poderá ser utilizado quer nos SMTUC quer no SMM, estando também a CIM Região de Coimbra a trabalhar com a CP – Comboios de Portugal para garantir a integração da bilhética com a ferrovia, face à presença na região da Linha do Norte, Linha da Beira Alta e Ramal da Figueira da Foz, referiu.

Para além disto, a CIM vai lançar já em Fevereiro um projecto-piloto de transporte flexível em 36 aldeias de Góis e 49 da Pampilhosa da Serra.

Este projeto-piloto pretende dar resposta de transportes públicos a lugares com pelo menos 40 pessoas, sendo que o programa deverá funcionar, acima de tudo, com recurso a operadores de táxis locais.

Neste projecto, as pessoas podem ligar para um número gratuito no dia anterior a solicitar o serviço de transporte, que cria “uma rota diferente de dia para dia, em função das necessidades” das populações, explicou Jorge Brito.

O serviço é pago como se de uma viagem de transporte público regular se tratasse, acrescentou.

Depois da experiência nestes dois concelhos, o objectivo será avaliar a sua implementação e alargá-lo a todo o território, sendo que será uma resposta “não apenas para municípios de baixa densidade, visto que há locais noutros municípios onde este tipo de resposta poderá ser mais racional”, vincou.

Um detido e cinco arguidos após agressões na Figueira da Foz

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A divisão policial da Figueira da Foz, com o apoio do destacamento da GNR de Montemor-o-Velho, deteve um homem e constituiu cinco arguidos no âmbito de um processo de investigação.

Este processo, motivado por ofensas à integridade física ocorridas nas imediações do Hospital daquela cidade na noite do dia 9 de Novembro, deu origem a buscas domiciliárias em Arazede, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, a partir das 7h do dia de ontem.

Na primeira, um homem de 22 anos foi detido por posse ilegal de uma arma de calibre 6,35mm e 13 munições. Nesta busca foram localizados mais dois suspeitos (que foram constituídos arguidos) por ofensas à integridade física, coação e danos.

Nas buscas realizadas na Figueira da Foz e Montemor-o-Velho foram constituídos 3 arguidos pelo mesmo crime.

A arma e munições foram apreendidas e o detido irá ser presente hoje, no Tribunal de Montemor-o-Velho.

Elsa e Fabien: levantamento inicial aponta prejuízos de 13ME na CIM Região de Coimbra

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O primeiro levantamento dos estragos provocados pelo mau tempo na área da Comunidade Inter-municipal (CIM) da Região de Coimbra, em Dezembro, aponta para prejuízos na ordem dos 13 milhões de euros, valor divulgado pelo presidente da CIM Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino, numa reunião com a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, realizada em Coimbra para analisar o processo de descentralização de competências.

“Há um primeiro levantamento dos nossos municípios, ainda sem um grande rigor, que aponta para 13 milhões de euros, que é um valor enorme”, salientou, no final, aos jornalistas, acrescentando que a intempérie de Dezembro motivou a activação do Plano de Emergência Distrital.

O autarca de Oliveira do Hospital disse esperar que o “Governo encontre soluções”, até porque a tempestade Leslie, em Outubro de 2018, “tem já no Orçamento do Estado uma verba prevista”.

Relativamente aos prejuízos provocados pela depressão Elsa na CIM Região de Coimbra, em Dezembro, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública disse que a situação terá de ser analisada, já que os estragos ocorreram após a entrega da proposta do Orçamento do Estado para 2020.

Alexandra Leitão salientou ainda que o Governo “está a fazer um esforço muito sério no sentido de assegurar que este ano seja marcado por uma transferência de verbas para as autarquias, com crescimento na casa dos 9,7%, e que poderá ser reforçado”.

“É também com este aumento das transferências do Estado para as autarquias que uma coisa muito importante vai ser acautelada – a necessidade de muitas autarquias têm de redimensionar, em alta, os seus serviços para poderem fazer face às competências que recebem”, sublinhou.

Segundo a ministra, além das verbas que são transferidas no quadro da própria descentralização, “este aumento das transferências para as autarquias que está já hoje na proposta de lei do Orçamento é muito importante”.

Os efeitos do mau tempo em Dezembro de 2019 provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20 de Dezembro de 2019, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

João César Monteiro é homenageado pela Figueira da Foz, atribuindo o seu nome a um auditório no CAE

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joao monteiro

O cineasta João César Monteiro vai ser homenageado pelo município da Figueira da Foz, cidade de onde era natural, com a atribuição do seu nome a um auditório do Centro de Artes e Espectáculos, segundo apurado pela agência Lusa.

O realizador, actor, produtor e crítico de cinema nasceu na Figueira da Foz, em 2 de Fevereiro de 1939, e morreu em Lisboa, em 2003, um dia após completar 64 anos. Na cidade que o viu nascer e onde morou até meados da adolescência, não existia, até hoje, qualquer referência toponímica a João César Monteiro, uma das razões que levou a Câmara Municipal a prestar-lhe, agora, homenagem.

“João César Monteiro era um génio, e nessa irreverência e imprevisibilidade que o caracterizavam, marcou o cinema português e fez suscitar muitas críticas, porque actuava ‘fora da caixa’. E era um figueirense e merece ser referido enquanto tal”, disse à agência Lusa Nuno Gonçalves, vereador com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

O vereador adiantou, a esse propósito, que os poderes públicos “têm a estrita obrigação de fazer com que os seus nomes sejam perpetuados”.

“Cultura também é isso, é liberdade e a liberdade da crítica”, enfatizou Nuno Gonçalves.

A homenagem hoje anunciada está agendada para dias 31 – com a exibição do último filme de César Monteiro, “Vai e Vem” (2003) – e 1 de Fevereiro, data em que decorrerá a atribuição do nome de João César Monteiro ao Pequeno Auditório do CAE (espaço onde uma vez por semana são exibidos filmes do chamado cinema alternativo e de autor), seguida de um colóquio sobre a vida e obra do cineasta.

O programa fecha com a exibição de “As Bodas de Deus”, longa-metragem de 1999, ano anterior àquele em que César Monteiro protagonizou uma das maiores polémicas do cinema português ao estrear “Branca de Neve”, um filme inspirado na obra de Robert Walser, em que aos diálogos se sobrepunha um longo plano em “vários tens de cinzento”, como afirmava, entre-cortado por curtas sequências de luz e de céu azul, com nuvens.

Autor de 12 longas-metragens, João César Monteiro foi duas vezes premiado no festival de Veneza, a primeira em 1989 com o Leão de Prata por “Recordações da Casa Amarela” – filme inaugural da trilogia João de Deus, poeta e louco interpretado pelo próprio realizador e seu alter-ego – e, em 1995, com o Grande Prémio do Júri, por “A Comédia de Deus”, que deu continuidade a este ciclo, fechado com “As Bodas de Deus”, em 1999.

CIM de Coimbra discute com Governo construção de aeroporto na região Centro

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A Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra vai reunir-se com o Governo, esta semana, para discutir a localização e “construção de raiz” de um aeroporto na região Centro, anunciou o presidente da Câmara de Coimbra.

“Há prejuízo para a região (Centro) a inexistência de uma infraestrutura aeroportuária no seu território” e “perante a evidência de que (a Base Aérea de) Monte Real não é alternativa”, tal como o aeródromo Bissaya Barreto, em Coimbra, “estamos a trabalhar” para resolver a situação, disse o presidente da Câmara de Coimbra, o socialista Manuel Machado.

A abertura da Base Aérea de Monte Real (BA5), no concelho de Leiria, ao tráfego civil “é inexequível” pois implicaria, designadamente por razões de segurança, “um investimento mais oneroso do que a construção de uma pista nova”, explicou o autarca, que falava hoje na reunião do executivo municipal de Coimbra.

O projecto de instalação de um aeroporto no concelho de Coimbra, através da ampliação do aeródromo municipal Bissaya Barreto, que Manuel Machado vinha defendendo desde a sua campanha de recandidatura à liderança da Câmara de Coimbra em 2017, também se revela inviável pois, também esta possibilidade envolveria “mais custos do que a construção” de infraestrutura nova, explicou.

A ampliação da pista do aeródromo Bissaya Barreto, em Cernache, no concelho de Coimbra, para a operação de aviões pesados “é muito dispendiosa”, de acordo com os estudos entretanto encomendados pela Câmara de Coimbra, frisou.

A localização do novo aeroporto já está de algum modo definida, no âmbito dos mesmos estudos já efectuados, que apontam para uma área situada “a sul de Coimbra e a norte de Leiria”, adiantou Manuel Machado, escusando-se a especificar para “não induzir a especulação imobiliária” que essa informação poderá suscitar.

A inexistência de um aeroporto na região Centro resulta em “grande prejuízo” para este território que “está cada vez mais longe de Lisboa e do Porto (a distância é a mesma, mas o tempo de viagem é cada mais”), afirma Manuel Machado, salientando que esta “é uma das poucas regiões da Europa sem serviço aeroportuário”.

A anunciada transformação do aeródromo Bissaya Barreto num aeroporto foi “uma fraude eleitoral”, considerou o vereador social-democrata Paulo Leitão, que reconheceu, tal como a vereadora Madalena Abreu, da mesma bancada, que a região Centro precisa deste tipo infraestrutura.

Sem pôr em causa o aeroporto, o vereador Francisco Queirós, da CDU, defendeu que “a grande prioridade deve ser a ferrovia”, designadamente na região onde, há cerca de uma década, foram desactivados e removidos os carris do Ramal da Lousã, exemplificou.

A reunião da delegação da CIM Região de Coimbra com o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, está agendada para Quarta-feira.

A CIM Região de Coimbra abrange os 17 municípios do distrito de Coimbra (Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares), Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).

Trabalhos de poda de árvores vão condicionar trânsito durante o próximo mês e meio

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O Município da Figueira da Foz informou a população de que haverão várias vias com trânsito interrompido/condicionado, a partir de hoje até ao dia 29 de Fevereiro, devido ao trabalho de poda de árvores na cidade, a ser realizado pela empresa Biostasia, Lda., segundo apurado pelo jornal O Figueirense junto rede social da autarquia.

A empresa será também responsável pela colocação de sinalização relativa às interrupções/condicionamentos de trânsito no arruamento e correspondente desvio da circulação rodoviária.

Segundo o aviso à população feito pela autarquia, as ruas em que é previsto ser feito o trabalho de poda são:

Rua da Liberdade
Rua Joaquim Sotto Mayor
Rua do Vizo
Rua da Fonte
Rua Bartolomeu Dias
Rua Afonso de Albuquerque
Rua Vasco da Gama
Travessa do Morim
Av. Saraiva de Carvalho
Rua Violinda Medina e Silva (junto ao ATL Fernão Mendes Pinto )Rua Dr. Luiz Carrisso
Rua Alexandre Herculano
Largo do Coliseu
Avenida Dr Francisco Lopes Guimarães
Ladeira do Monte (junto ao Tulipan)
Rua Dr. José Luis Mendes Pinheiro e Rua José Silva Ribeiro
Rua do Pinhal
Rua Gonçalo Velho ( Junto ao cemitério Setentrional)
Pátio Santo António
Rua do Matadouro
Rua Dr. José Francisco Nico
Rua António Pestana Rato
Rua da Paz ( Cemitério Oriental )
Avenida Engenheiro Fernando Munõz de Oliveira

Figueira da Foz quer viabilizar pesca de lampreia no Mondego ‘infestado’ de detritos

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz divulgou hoje um conjunto de medidas para viabilizar a actividade dos pescadores de lampreia no Mondego, face aos detritos, como restos de plantas invasoras, que correm rio abaixo.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara, Carlos Monteiro, frisou que as medidas agora implementadas prevêem “escoar (pelo rio) o maior número possível de jacintos-de-água entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz”.

Esta intervenção, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), irá decorrer até Quarta-feira, aproveitando as marés vazantes, e incidirá concretamente na abertura de comportas da estação de bombagem do Foja – localizada no limite com o concelho de Montemor-o-Velho – para canalizar as plantas que estão no chamado leito abandonado para o rio Mondego e daí até à barra da Figueira da Foz.

Carlos Monteiro disse ter reunido no Sábado com pescadores de lampreia, que se manifestaram preocupados com os efeitos da presença dos jacintos-de-água na sua actividade, tendo ficado decidido que, “em vez (das plantas) estarem constantemente a correr (rio abaixo), era necessário libertar o mais possível (de jacintos a montante, presos no leito abandonado junto à povoação da Ereira) para depois a pesca ser feita com mais normalidade”.

“Temos marés de lua e eles vão chegar em grande abundância ao concelho da Figueira da Foz”, enfatizou o autarca.

Já João Matias, da Protecção Civil municipal da Figueira da Foz, precisou que os jacintos-de-água que estão no leito abandonado do Mondego – e que na semana passada se estendiam por vários quilómetros, deixando ver apenas um tapete em tons de castanho e verde – vão passar para o canal principal do rio “por gravidade e com auxilio de uma máquina, em todas as marés baixas até Quarta-feira”.

Carlos Monteiro revelou, por outro lado, que os pescadores de lampreia “têm vários condicionalismos”, desde logo porque para terem as licenças renovadas “têm de vender por ano no mínimo cerca de 7.500 euros de peixe em lota”.

“E é muito importante para a gastronomia da Figueira da Foz e da região a apanha de lampreia”, lembrou.

Questionado porque é que aquelas plantas invasoras não são retiradas da água para terra e se opta por as canalizar para o Mondego, o autarca frisou que esse trabalho “não era exequível em tempo útil”.

“As pessoas têm dificuldade em perceber a quantidade de jacintos que lá estão (no leito abandonado), era preciso uma imensidão de recursos. E o tempo entre retirar, carregar e transportar não tinha exequibilidade no curto período de tempo que nós temos”, observou Carlos Monteiro.

“Assim, estamos a tentar resolver em três dias (para permitir a pesca da lampreia)”, acrescentou.

Já sobre as criticas de utilizadores da marina à falta de medidas preventivas da administração portuária – face à acumulação, nas últimas semanas, de milhares de plantas e dezenas de troncos de árvores que descem o rio, uma situação que se repete há vários anos, mas que tem maiores proporções em anos de cheias – Carlos Monteiro disse que a administração do Porto da Figueira da Foz está “a tentar colocar uma manga (flutuante)” para impedir a entrada dos detritos na zona das embarcações de recreio.

“Não quer dizer que seja a solução óptima, vamos tentar perceber se funciona ou não, porque se pretende manter a possibilidade de entrada e saída da marina a qualquer hora. Vamos tentar perceber se com a manga se consegue atenuar o problema”, argumentou.

O presidente da Câmara disse ainda esperar que este ano “seja a última situação de crise” por acção dos jacintos-de-água, lembrando o investimento de mais de meio milhão de euros anunciado recentemente pela comunidade inter-municipal (CIM) da Região de Coimbra precisamente para combater estas e outras espécies invasoras.

O plano inclui a compra de uma ceifeira anfíbia, que pode operar em cursos de água e em terra “para ir retirando a maior parte dos jacintos do rio, em trabalho contínuo” e, nessa sequência, passarem a existir equipas no terreno “para manter o controlo e ir limpando de cada vez que eles estão a propagar-se”, explicou.

Vinte e cinco trabalhadores agrícolas sem ocupação face às cheias do Mondego

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Vinte e cinco trabalhadores efectivos em empresas agrícolas do Baixo Mondego estão sem ocupação face às cheias que afectaram a região, afirmou hoje o presidente da Câmara de Soure, que pede apoios ao Governo para as empresas e funcionários.

Os 25 trabalhadores efectivos pertencem a empresas de Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra, que estão sem poder trabalhar devido às inundações que afectaram o vale central do Baixo Mondego no final de Dezembro, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, que se reuniu esta semana com produtores agrícolas da região, em representação dos autarcas dos concelhos mais afectados.

A notícia tinha sido avançada na sexta-feira pelo jornal local Terras de Sicó, que falava em meia centena de trabalhadores agrícolas temporariamente sem ocupação face à área de produção ainda submersa no vale central.

Segundo Mário Jorge Nunes, as empresas afectadas estão sobretudo ligadas à horticultura intensiva, sendo que, além da perda de produção e a necessidade de recuperar o potencial produtivo, têm os trabalhadores parados.

De acordo com o autarca, será enviado um memorando para o Ministério do Trabalho e Segurança Social na segunda-feira a expor a situação e a requerer algum tipo de resposta para a situação.

Os empresários agrícolas defendem a possibilidade de accionar o ‘lay off’ (suspensão temporária do contrato de trabalho), a suspensão dos descontos para a Segurança Social e subsídio aos trabalhadores afectados, referiu.

Além dos trabalhadores efectivos, também haverá alguns trabalhadores temporários afectados pela paragem, notou.

Mário Jorge Nunes referiu ainda que a recuperação “está a correr bem”, mas depende muito das condições climáticas, que poderão atrasar ou antecipar o regresso aos campos inundados.

Os efeitos do mau tempo em Dezembro de 2019 provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20 de Dezembro de 2019, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

“Grande Concerto de Ano Novo” esta noite no CAE

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Hoje, pelas 21h30, a Strauss Festival Orchestra & Strauss Festival Ballet Ensemble apresentam o Grande Concerto de Ano Novo, inspirado no evento musical tradicional que é celebrado anualmente em Viena com os títulos mais conhecidos do compositor austríaco, Johann Strauss, no Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos.

IP espera repor a partir de Domingo circulação ferroviária no ramal de Alfarelos

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A circulação ferroviária no troço entre Alfarelos e Verride, na linha Coimbra-Figueira da Foz, suspensa desde Dezembro de 2019 devido a danos causados pelo mau tempo, deverá ser retomada no domingo, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a IP afirma que “prevê concluir”, no Domingo, os trabalhos de reparação da ponte do Marujal localizada no ramal de Alfarelos e que a conclusão da obra “irá permitir a reposição da circulação ferroviária em totais condições de segurança no troço entre Alfarelos e Verride”.

A entidade que tem a seu cargo as linhas ferroviárias nacionais lembra que a circulação ferroviária naquele troço – que faz a ligação entre as estações de Alfarelos, na linha do Norte, e a Figueira da Foz e a linha do Oeste – “ficou impedida devido à subida do nível das águas do rio Arunca (afluente da margem esquerda do Mondego), que provocou o desguarnecimento do aterro junto a um pilar da ponte do Marujal”, incidente ocorrido no fim-de-semana antes do Natal, aquando das inundação que afectaram aquela região.

Na nota, a IP frisa que os trabalhos de reparação “tiveram início assim que o nível das águas o permitiu e que foram reunidas as condições mínimas de segurança para o seu desenvolvimento”.

A consolidação do aterro e de reconstrução da plataforma junto à ponte do Marujal “está agora na sua fase final” e foi concretizada “em apenas dez dias, fruto do forte empenho das equipas técnicas da IP e empresas associadas”, assinala.

Coimbra e seis outros distritos com aviso amarelo devido à agitação marítima

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Seis barras de Portugal continental estão hoje fechadas à navegação e outras seis condicionadas devido à previsão de agitação marítima forte, segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

As barras marítimas de Caminha, Vila Praia de Âncora, Vila do Conde, Esposende, Póvoa de Varzim e Ericeira estão fechadas a toda a navegação.

De acordo com a AMN, as barras marítimas de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, S. Martinho do Porto, no continente, e as de Santa Cruz das Flores e Lages das Flores, nos Açores, estão condicionadas.

Por causa da agitação marítima, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje.

O aviso amarelo traduz situações de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje na costa ocidental ondas de noroeste com 4 a 5 metros, sendo 3 a 4 metros a sul do Cabo Raso, diminuindo para 3 a 3,5 metros a partir do final da tarde.

Está igualmente prevista uma descida da temperatura, sobretudo a mínima, com acentuado arrefecimento nocturno.

O navio “Figueira da Foz” levou mantimentos aos Açores

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A Força Aérea e a Marinha levaram hoje para a ilha das Flores um total de 30 toneladas de mercadoria, sendo leite, medicamentos e legumes alguns dos bens a transportar, informou o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Em nota à imprensa, a entidade sublinha que o apoio surge a pedido do Governo dos Açores e, no total, a Marinha e a Força Aérea colocarão ao serviço 56 militares, um navio e uma aeronave para levar bens e produtos à ilha do grupo ocidental dos Açores, cujo maior porto ficou destruído após o furacão Lorenzo e cujas condições meteorológicas e oceanográficas adversas têm impedido o regular abastecimento das populações.

“O navio patrulha oceânico «Figueira da Foz», com 51 militares a bordo, largou ontem (Quarta-feira) à noite do porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira, após embarcar 25 toneladas de bens essenciais, estando previsto chegar à ilha das Flores hoje à tarde. A aeronave C-295, com uma tripulação de 5 militares, vai descolar durante a tarde da ilha Terceira, com 5 toneladas de bens essenciais (víveres) embarcados”, prossegue o EMGFA.

O recurso às Forças Armadas para o abastecimento da ilha das Flores foi anunciado na Quarta-feira pelo Governo Regional dos Açores.

Será ainda avaliada a necessidade de bens na ilha do Corvo, também pertencente ao grupo ocidental dos Açores, indicou na altura o director regional com a tutela dos Transportes, Pedro Silva.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em Outubro de 2019, causou a destruição total do Porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.

Nos últimos dias, diversos partidos chamaram a atenção para a falta de bens essenciais nas Flores, nomeadamente frescos e bens perecíveis.

Ainda esta semana entrará ao serviço o navio “Malena”, fretado pelo Governo Regional por um período de três meses, com opção de extensão do prazo, que colmatará a ausência de chegada de mercadoria por via marítima – com recursos a tráfego local – à ilha das Flores.

A última viagem de abastecimento à ilha foi realizada em 13 de Dezembro de 2019, com as condições negativas do mar a impedir novas travessias.

Durante a passagem do Lorenzo no arquipélago foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas, num total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízo, segundo o executivo açoriano.

Temperaturas atingem os 0º no Sábado

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Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a temperatura e as condições atmosféricas vão sofrer alterações significativas a partir do dia de hoje.

Comparativamente ao resto da semana, o dia de hoje terá temperaturas superiores com 8º de mínima e 15º de máxima, assim como elevada probabilidade de ocorrência de precipitação durante a parte da tarde.

Logo a partir de Sexta-feira está prevista uma diminuição de temperatura que persistirá até dia 14 de Janeiro (Terça-Feira). Em contrapartida, o IPMA prevê que não haverá risco de precipitação até Segunda-Feira, dia 13. As temperaturas máximas não mostram grande variação, oscilando entre os 14º e os 16º ao longo dos próximos dias, ao contrário das temperaturas mínimas que estão previstas a serem inferiores a 4º, atingindo o ponto mais baixo de temperatura no Sábado com 0º.

Oitenta e dois médicos iniciam especialidade em medicina familiar na região Centro

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Oitenta e dois médicos iniciaram hoje a especialidade em medicina geral e familiar (MGF) nas unidades de saúde familiar e de cuidados de saúde personalizados da região Centro, anunciou a Administração Regional de Saúde (ARS).

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a ARS do Centro (ARSC) afirma que estes profissionais de saúde, mais 22 do que no ano transacto, “vêm dar continuidade ao trabalho” que tem sido desenvolvido na região, na “área da formação pós-graduada técnico-científica, no reforço das equipas e na criação de condições para se renovar, progressivamente, os médicos de família que se aposentaram”.

O internato médico realiza-se após a licenciatura em medicina e corresponde a “um processo único de formação médica especializada teórica e prática”, para “habilitar o médico ao exercício tecnicamente diferenciado na respectiva área profissional de especialização”.

Após a conclusão do curso de medicina, os médicos candidatam-se a um concurso nacional para admissão no internato médico, que se “destina à escolha dos locais e das áreas de formação (especialidades)” e que tem a duração de quatro anos.

Na sessão de boas-vindas aos futuros médicos de família, hoje na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o vice-presidente da ARS do Centro, João Rodrigues, destacou a “importância do acordo alargado existente” entre o Colégio de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos, a Coordenação do Internato de MGF da Região Centro e a ARSC.

O acordo visa “qualificar as unidades formativas” – unidades de saúde familiar e de cuidados de saúde personalizados – e a criação da “comunidade das unidades formativas por centro de saúde”.

Esta qualificação “criará condições para a discussão, em equipa, da prescrição de medicamentos e de casos clínicos”.

“Podemos melhorar muito o internato na região Centro, o que já começámos a fazer com reuniões prévias de preparação deste ano”, sustentou, durante a mesma sessão, João Rodrigues, citado pela ARSC.

Organizada pela Coordenação de Internato MGF da Zona Centro, a recepção aos novos médicos internos decorreu hoje, com a apresentação de temas ligados à organização, formação e actividades no âmbito do internato médico em medicina geral familiar e a apresentação dos médicos internos e respectivos orientadores.

Dia de São Julião com missa solene e corta-mato

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Amanhã, dia 9 de Janeiro, é celebrada a tradição do Dia de São Julião da Figueira da Foz. O dia será marcado por uma missa solene na Igreja Matriz de São Julião, pelas 19h, com lançamento de fogo-de-artifício logo após a cerimónia.

No dia posterior (10 de Janeiro) haverá o Corta Mato São Julião, uma prova aberta ao público que terá lugar no parque das Abadias pelas 10h.

Aludindo ainda à sua evocação, a Sociedade Filarmónica Figueirense fará um concerto a São Julião, no dia 11 de Janeiro pelas 16h, na Igreja Matriz. O evento receberá Guilherme Gaspar como convidado especial e terá entrada livre.

Detidos por posse de armas proibidas

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Ontem pelas 17h30 na zona do Tovim, Coimbra, no âmbito de um processo em investigação da PSP, que culminou com uma diligência processual no domicílio do suspeito, um homem 49 anos, foi encontrado um bastão extensível e uma soqueira, segundo se apurou junto de fonte policial.

Mais tarde, pelas 19h45, na Estrada da Serrada Boa Viagem, Figueira da Foz, elementos afectos à esquadra da Divisão Policial desta cidade detiveram um homem de 21 anos. A detenção surgiu durante uma acção policial. “Efectuada uma busca ao veículo do suspeito, foi encontrada uma soqueira”, confirmou a PSP.

Segundo apurou O Figueirense, “por serem consideradas armas de posse proibida, não sendo possível a sua legalização, ambos os suspeitos foram detidos, sendo presentes a autoridade judicial competente”. Para já  desconhecem-se as medidas de coacção aplicadas.

APA anuncia investimento de 27 milhões de euros em intervenções para proteger o litoral

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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou o investimento de cerca de 27 milhões de euros em 11 intervenções de protecção do litoral a realizar nas cinco regiões hidrográficas.

As intervenções serão realizadas no âmbito de sete candidaturas aprovadas pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

Segundo a APA, na região Norte está previsto um investimento de cerca de 855 mil euros na protecção e reabilitação da defesa da marginal da praia de Árvore, no concelho de Vila do Conde, numa extensão total de aproximadamente 70 metros, após os danos significativos que resultaram das tempestades Emma e Gisele, em 2018.

A Região Centro terá cinco intervenções no âmbito da candidatura “Acções de Protecção do Litoral na região Centro – Cortegaça/Vieira”, num investimento total de cerca de 5,2 milhões de euros.

Estas intervenções pretendem proteger, recuperar e estabilizar das dunas a norte do esporão sul de Cortegaça, em Ovar, entre a praia da Barra e a da Costa Nova, em Ílhavo, e entre a praia de Quiaios e Murtinheira, na Figueira da Foz.

Pretendem ainda reabilitar e manter a defesa aderente em Ílhavo e o reforço, a reabilitação dos molhes a sul e a norte da foz do rio Liz e a requalificação da marginal da praia da Vieira, na Marinha Grande, acrescentou.

Ainda na região Centro, serão investidos cerca de 19 milhões de euros no combate à erosão nas praias entre a Cova Gala e Lavos, no âmbito da candidatura “Alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul da Figueira da Foz (Cova-Gala – Costa de Lavos).

Segundo o organismo, esta intervenção prevê “o aproveitamento das areias provenientes das dragagens na barra da Figueira da Foz para recarga da praia e reforço do cordão dunar a sul do esporão nº 5 da Cova Gala”.

Na Região do Tejo e Oeste serão investidos cerca de 1,1 milhões de euros na recuperação do cordão dunar das praias da Cova de Alfarroba, Baía e Baleal Campismo e na estabilização da arriba do Porto da Areia Sul, ambas no concelho de Peniche.

Estas duas acções pretendem promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos.

No Alentejo, a APA vai investir cerca de 160 mil euros na demolição de uma construção ilegal localizada em Domínio Público Marítimo e em zona de risco na praia de Galapos, em Setúbal.

Esta intervenção vai ainda “remodelar o actual acesso público à praia de Galapos, que atualmente não permite a circulação de veículos até ao areal, o que assume especial relevância no eventual socorro de pessoas em situações de emergência, e visa ainda a protecção do litoral, antecipando riscos e cenários potenciados pelas alterações climáticas”, acrescentou a APA.

Para o Algarve estão previstas duas intervenções, com um valor total de cerca de 1,35 milhões euros, no âmbito de duas candidaturas aprovadas pelo POSEUR, uma para a praia do Vau e outra para a de Vila do Bispo.

Na praia do Vau, no concelho de Portimão, a intervenção “Migração sedimentar para a praia do Vau” pretende alargar o areal do troço costeiro entre as praias do Vau e da Rocha, “de forma a aumentar a área disponível para os utilizadores das praias fora das faixas de risco das arribas”.

Em Vila do Bispo a intervenção “Estabilização da arriba contígua ao baluarte poente da Fortaleza de Sagres” tem como objectivo “estabilizar um bloco rochoso, que se encontra instável devido à existência de uma falha, localizada na arriba contígua ao baluarte poente da Fortaleza de Sagres”, realçou a APA.

Obras de manutenção na ponte da Figueira da Foz, circulação condicionada

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A circulação na ponte Edgar Cardoso sobre o rio Mondego, na Figueira da Foz, estará condicionada 15 dias em cada sentido a partir do dia de hoje, anunciou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em nota enviada à agência Lusa, a IP afirma que a partir de hoje serão realizados “trabalhos de conservação das juntas de dilatação” na ponte, que, numa primeira fase, levarão à supressão da circulação na via direita no sentido Figueira da Foz / Gala (Norte/Sul), “com uma duração prevista de duas semanas”.

Segundo a IP, a intervenção insere-se “no âmbito da empreitada de Conservação Corrente no distrito de Coimbra” e os trabalhos decorrerão diariamente entre as 8h e as 17h, período horário em que decorrerão os condicionamentos de trânsito naquela via, que coincide com o atravessamento do rio Mondego pela estrada nacional (EN) 109.

Na zona da intervenção, na única faixa aberta ao trânsito automóvel normal, a circulação será limitada à velocidade máxima de 50 quilómetros por hora (km/h).

Na segunda fase, a intervenção será realizada nos mesmos moldes na faixa da direita do sentido contrário (Sul/Norte), também com uma duração prevista de duas semanas.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Infraestruturas de Portugal esclareceu que a circulação de veículos de emergência dos bombeiros, nomeadamente ambulâncias em trânsito de ou para o hospital distrital da Figueira da Foz, que se situa na margem esquerda do Mondego, estará assegurada.

“A intervenção na faixa da direita deixa espaço mais do que suficiente para, em caso de necessidade, um veículo de emergência passar. Não vamos utilizar a faixa toda (nos trabalhos), fica uma espécie de berma extra que dá espaço para uma ambulância”, indicou a fonte da IP.

No comunicado, a Infraestruturas de Portugal agradece “a melhor compreensão aos automobilistas pelos eventuais transtornos” provocados pela intervenção na ponte Edgar Cardoso “nomeadamente na demora na passagem por este local”.

Acrescenta que a execução dos trabalhos “tem como objectivo a melhoria das condições de conforto e segurança na circulação na EN 109”.

Grupo acusado de assaltos a 87 multibancos fica em silêncio no julgamento em Coimbra

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Onze dos 13 arguidos suspeitos de pertencerem a um grupo que terá furtado pelo menos 87 multibancos ficaram hoje em silêncio, no início do julgamento no Tribunal de Coimbra.

Aqueles que são considerados os principais arguidos – três acusados de terem orquestrado o esquema para o assalto a caixas multibanco por todo o país e outros dois que acabaram por se juntar ao grupo (todos em prisão preventiva) – decidiram ficar em silêncio no início do julgamento, assim como outros seis acusados pelo Ministério Público de diferentes graus de participação no grupo.

De acordo com a acusação a que a agência Lusa teve acesso, o grupo é acusado de ter furtado mais de dois milhões de euros em ataques a pelo menos 87 caixas multibanco de norte a sul do país, com os crimes a terem decorrido entre Setembro de 2016 e Dezembro de 2017, quando três dos principais suspeitos foram interceptados pela PJ após o regresso de mais um assalto.

No início do julgamento, apenas falaram a mãe de um dos principais arguidos e a namorada de outro suspeito, que são acusadas de branqueamento de capitais.

A mãe de um dos arguidos negou a acusação do Ministério Público de branqueamento de capitais e detenção de arma proibida (um bastão de aço).

Respondendo ao presidente do colectivo de juízes, a arguida afirmou que apenas registou um carro Volkswagen que o filho usava em seu nome porque o seguro da viatura ficaria mais barato, desconhecendo que este estivesse envolvido em qualquer tipo de crime.

“Para mim, foi um choque”, contou aos juízes, salientando ainda que a arma encontrada na sua casa, aquando das buscas da PJ, estava num local onde o seu filho guardava as suas coisas.

Apesar de o arguido aparecer em sua casa com diferentes carros, a mãe sublinhou que o filho trabalhava numa garagem e comprava e vendia carros, achando por isso “normal” vê-lo com diferentes viaturas.

Também a namorada de outro dos principais arguidos, apenas acusada de branqueamento de capitais, explicou que registou um carro BMW em seu nome, a pedido do irmão do seu companheiro, que o tinha trazido da Alemanha, desconhecendo que o seu namorado estivesse envolvido em qualquer tipo de crimes.

O julgamento deste processo, com furtos em distritos como Lisboa, Leiria, Évora ou Porto, decorre em Coimbra por ter sido neste distrito que terá acontecido o crime de maior gravidade, um assalto a uma caixa multibanco em Vila Nova de Poiares, em que os arguidos terão ameaçado dois funcionários e um cliente de um posto de abastecimento, com recurso a armas de fogo.

De acordo com a acusação, o grupo recorria a explosões para assaltar os terminais de multibanco, em operações em que cada um dos elementos “obedecia a regras rígidas aceites por todos”.

Antes dos furtos, os membros “seleccionavam criteriosamente as caixas multibanco”, procurando perceber a marca e modelo do terminal, através de consultas de movimento de cartões de débito, tendo preferência pelas caixas de uma versão da marca Baussa, mais “antiga e ultrapassada e com menos mecanismos de segurança”, refere o Ministério Público (MP).

Para o assalto, o grupo recorria a carros previamente furtados e usava chapas de matrículas também roubadas e correspondentes a outros veículos.

Era habitual, no local do furto, danificarem as câmaras de vídeo de segurança, levando também consigo rádios portáteis emissores/receptores e várias peças de roupa para trocarem após a prática dos crimes.

Segundo a acusação, para o assalto, além do material necessário para o furto, o grupo ia munido de armas de fogo, como revólveres e espingardas AK-47, e extintores que podiam aspergir contra as viaturas policiais em caso de perseguição.

Os três principais membros são acusados de vários crimes de furto qualificado, posse de arma proibida, falsificação de documento, explosão, receptação e branqueamento de capitais, sendo que, dos 13 arguidos, cinco estão presos preventivamente.

Cidadãos isentos de multa se quiserem retirar madeira das praias da Figueira

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Os cidadãos que assim o desejarem podem retirar a madeira acumulada nas últimas semanas nas praias da Figueira da Foz, sem que sejam identificados ou multados pelas autoridades, segundo uma declaração do presidente da Câmara Municipal Carlos Monteiro à Agência Lusa.

As inundações na região a montante da Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, e o forte caudal do rio Mondego, que subsistiu durante vários dias, levou até à marina da cidade, praias interiores dos molhes do porto comercial (Forte e Cabedelinho) e aos areais marítimos de ambas as margens, uma quantidade anormal de detritos, desde jacintos-de-água – planta invasora fluvial que não sobrevive à água salgada – até troncos de árvore com vários metros de comprimento.

“Relativamente às praias, que diz directamente respeito à Câmara, nós estamos a limpar e concertámos com o senhor comandante da Capitania que os populares que, cumprido a lei, queiram tirar [madeira] possam tirar. Mas nós estamos a fazer essa limpeza”, afirmou Carlos Monteiro.

O autarca avisou, no entanto, que continua a chegar “muito material” lenhoso à foz do Mondego “todos os dias”, manifestando que não será possível “manter as praias sem madeira” nos próximos tempos.

“Mas estamos a fazer esse trabalho”, reafirmou.

Num passado recente, em 2016, ano de outra inundação na região do Baixo Mondego, a acumulação de madeira na zona junto à foz do rio levou inúmeros populares até à praia do Forte, tendo parte sido recolhida por estes, também com o acordo da autoridade marítima e do comandante do porto da altura, desde que não fossem utilizados meios mecânicos, como moto-serras ou outros.

Uma das praias mais afectadas nos dias de hoje pela deposição de madeira, concretamente restos de árvores, é o areal do Cabedelo, a sul do Mondego, onde a mancha de detritos florestais se estende por mais de um quilómetro, até à zona do hospital distrital.

Já sobre a remoção dos detritos na zona da marina, Carlos Monteiro disse acreditar que esse trabalho de limpeza será realizado pela administração portuária, que tem a jurisdição daquela área.

Na marina, especialmente no lado poente, a quantidade de jacintos-de-água transformou aquela zona do rio num enorme ‘tapete’ verde, também por entre as embarcações ali ancoradas – a exemplo do que sucede praticamente todos os anos, especialmente no inverno – mas, este ano, àquelas plantas aquáticas somam-se restos de árvores e troncos inteiros, alguns com partes da raiz visível, que quando a maré baixa se acumulam nas margens, deixando impraticável a própria rampa de acesso ao rio utilizada por embarcações de recreio.

Moção de repúdio a declarações do ministro do Ambiente com chumbo anunciado na Figueira da Foz

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Uma moção de repúdio a declarações do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, sobre aldeias afectadas por inundações, apresentada por dois vereadores eleitos pelo PSD na Figueira da Foz, vai ser chumbada pela maioria socialista, antecipou o presidente da Câmara.

A moção de repúdio, que consta da agenda da reunião da autarquia a realizar no dia de hoje, foi divulgada pelos dois vereadores eleitos pelo PSD na passada Quinta-feira, na rede social Facebook.

No texto, Carlos Tenreiro e Miguel Babo (que perderam a confiança política das estruturas locais sociais-democratas e têm vindo a protagonizar posições divergentes para com o único vereador reconhecido pelo PSD no executivo, o líder concelhio Ricardo Silva) contestam o teor das declarações de Matos Fernandes, em 23 de Dezembro, “a propósito da ocorrência das recentes cheias na região Centro e das populações que foram afectadas”.

“Vamos ter de nos adaptar aos recursos que temos. Aldeias têm de saber que estão numa zona de risco. Paulatinamente, as aldeias vão ter de ir pensando em mudar de sítio porque não esperamos que esta capacidade que temos possa vir a crescer”, afirmou na altura o ministro do Ambiente, citado em vários órgãos de comunicação.

“A declaração, ao ser proferida por um responsável máximo da governação do país, demonstra uma total irresponsabilidade, revelando-se infeliz, inoportuna, despótica e de tom alarmista, não só desnecessário como totalmente desajustado”, acusam os autores da moção.

Carlos Tenreiro e Miguel Babo argumentam que Matos Fernandes demonstrou “uma total ignorância sobre tudo o que se refere à realidade e história das populações do Baixo Mondego”, que “ao longo de séculos, geração após geração, sempre souberam conviver e lidar com a questão das cheias”.

Os vereadores acrescentam, entre outros considerandos, que o “total despropósito” das palavras do titular da pasta do Ambiente “promoveu um sentimento acrescido de insegurança no seio das populações atingidas pelas cheias”.

“De um governante, e acima de tudo, de um ministro do Governo central, em momentos como aqueles que se viveram nos últimos dias com as cheias do Mondego esperam-se palavras de apoio e de conforto”, adiantam Carlos Tenreiro e Miguel Babo.

Os vereadores frisam, por outro lado, que as declarações do ministro levam “irremediavelmente” a outras preocupações, relacionadas com a Figueira da Foz, nomeadamente à “situação grave de erosão costeira” a sul do Mondego, “com risco de submersão das localidades ali existentes e que não é causada pelas alterações climáticas, mas sim pela catastrófica retenção das areias” na praia adjacente ao molhe norte do porto comercial.

“Nada nos espanta que dentro da lista negra da política de deslocalização de aldeias, se encontrem, também, pelos mesmos motivos, as populações da Cova, da Gala, da Costa de Lavos ou da Leirosa”, enfatizam.

Ouvido pela Lusa sobre a moção, que será discutida e votada na manhã de segunda-feira, o presidente da autarquia, Carlos Monteiro (PS), antecipou o chumbo da proposta, com os votos contra da maioria socialista no executivo municipal.

O autarca justificou esta posição pública também com a divulgação pública da moção antes da reunião e contestou os termos da proposta: “Primeiro, não me parece curial a Câmara Municipal da Figueira da Foz estar a discutir um assunto que diz directamente respeito ao concelho de Montemor-o-Velho”.

Por outro lado, Carlos Monteiro frisou que aquilo que Matos Fernandes disse, “num contexto generalista, faz sentido”.

“Aliás nós, no nosso Plano Director Municipal, temos um recuo estratégico programado. Temos zonas que sabemos ser de risco, onde não é possível construir, não é possível reconstruir, porque, infelizmente as alterações climáticas são uma realidade. E temos de começar a antecipar alguns dos problemas que, de certeza, por muito que o Homem consiga controlar a Natureza, não consegue resolver”, argumentou.

Carlos Monteiro frisou ainda que o ministro do Ambiente “está à frente, na Europa, nas preocupações que tem com as alterações climáticas” e nas medidas que Portugal possui para as combater e que, nesse sentido, a posição de Matos Fernandes “não deve ser desvalorizada”.

Os Reis chegaram à Figueira

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Esta noite cumpriu-se mais uma vez a tradição do cortejo da Espera de Reis na Figueira da Foz, no Jardim Municipal, num evento organizado pelas Sociedade Filarmónica Figueirense e Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.

A Sociedade Filarmónica Dez de Agosto iniciou o percurso dos Reis na Ponte do Galante:

Os Reis da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto

A Sociedade Filarmónica Figueirense começou a viagem pela Estação da CP:

Os reis da Sociedade Filarmónica Figueirense

Ambas chegaram, vestidas a rigor, ao Jardim Municipal, espalhando a magia da antiga tradição pela cidade.

Reis Magos chegam hoje para cumprir a tradição

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Esta noite de domingo, às 21 horas, cumpre-se a tradição do cortejo da Espera de Reis na Figueira da Foz, no Jardim Municipal, num evento organizado pelas Sociedade Filarmónica Figueirense e Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.

O momento de Espera dos Reis tem início marcado pelas 20h30, com o Grupo de Cantares Praia Mar do Grupo Instrução e Sport e, logo de seguida, pelas 21h00, irá começar o cortejo da Espera dos Reis, em dois locais diferentes, começando a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto na Ponte do Galante e a Sociedade Filarmónica Figueirense na Estação da CP, chegando ambas, vestidas a rigor, ao Jardim Municipal, segundo apurou O Figueirense.

Pelas 21h30, a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto irá proceder à representação de excertos do “Auto dos Reis Magos” no local e, pelas 22 horas, será a vez da Sociedade Filarmónica Figueirense a apresentar o Auto dos Reis Magos integral na sua sede.

200 novos guardas provisórios da GNR

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O ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, disse, na Figueira da Foz, que a segurança é essencial para que haja contas certas em Portugal e também para o investimento e para o turismo.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de incorporação do 42.º curso de formação de 200 novos guardas provisórios da GNR, questionado se os investimentos em novos recursos humanos nas forças de segurança – que estão a ser discutidos e projectados num plano plurianual de admissões até 2023 que deverá estar concluído daqui a dois meses – significa que o MAI “ganhou a luta” ao Ministério das Finanças, Eduardo Cabrita recusou colocar a questão nesses termos.

“Não há nenhuma luta nem tem sentido colocar a questão nesses termos. A segurança é essencial para que haja contas certas. Sem segurança não há investimento, sem segurança não há turismo. E por isso estamos todos firmemente comprometidos com ter um orçamento equilibrado e continuar a afirmar Portugal como um dos países mais seguros do mundo”, afirmou o ministro.

Eduardo Cabrita destacou que, no caso da GNR, em 2018 e 2019, foram admitidos “cerca de 1.500 militares” e que essa situação “permitiu um virar de página”.

“Permitiu que tivéssemos finalmente dois anos em que as admissões superam aqueles que cessaram funções, basicamente por razões de idade ou quaisquer outras. Tivemos também, valorizando aqueles que exercem funções na Guarda [Nacional Republicana] cerca de três mil promoções e, desbloqueando as carreiras, uma progressão de cerca de 19.000 militares entre 2018 e 2019”, argumentou o ministro.

Para 2020, Eduardo Cabrita destacou a “absoluta novidade” que consta do programa do Governo e do Orçamento do Estado, que é a existência do programa plurianual de admissões até 2023.

“Não nos basta ter uma evolução positiva como a que tivemos em 2018 e 2019. Temos de passar a um passo mais exigente, a fazer programadamente uma previsão da necessidade de recrutamento nas forças de segurança, para o horizonte de médio prazo, neste caso para o horizonte da legislatura até 2023”, referiu.

Sobre a incorporação de hoje, a cujos procedimentos assistiu pela primeira na Figueira da Foz, Eduardo Cabrita acompanhou as diversas fases do primeiro dia dos 200 novos guardas provisórios (90 militares e 110 civis, com idades entre os 19 e 29 anos) – desde a admissão, confirmação de dados pessoais e criação de processo individual, exames médicos ou entrega de fardamentos, entre outras – questionando vários sobre a sua origem ou funções profissionais ou outras que desempenhavam.

Logo de início, Eduardo Cabrita interpelou uma rapariga, da ilha da Madeira, que chegou à Figueira da Foz depois de três anos no Exército ou um rapaz de Castelo Branco, até agora vendedor de automóveis, dando-lhes as boas vindas à GNR.

Há quem chegue de perto (Coimbra ou Lousã) e de mais longe – um jovem de Cabeceiras de Basto (Braga) ou outro que jogou futebol durante 14 anos em Bragança – e até uma ciclista profissional de Vilamoura, no Algarve.

“Tem aqui uma especialidade a ter em atenção para a fiscalização”, brincou Eduardo Cabrita, dirigindo-se a Botelho Miguel, comandante geral da GNR, sobre a jovem ciclista.

Já no capítulo dedicado aos exames médicos, em que é feita uma “revisão” da condição física dos candidatos, foram identificados três inaptos – dois por questões ortopédicas e um terceiro por possuir uma tatuagem em local visível, o que vai contra as regras da admissão.

Aos jornalistas, no final da visita, o ministro da Administração Interna explicou que os cerca de 200 guardas provisórios de que hoje até Novembro irão cumprir a formação na Figueira da Foz, permitem compensar os que no verão de 2019 foram afectos à Unidade de Protecção e Socorro (GIPS) no combate a incêndios e na prevenção de risco florestal.

“É basicamente essa compensação que aqui é feita”, frisou o MAI.

PH junta-se a Mariza

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O instrumentista figueirense Phelipe Ferreira (PH) começou a trabalhar na equipa musical da fadista Mariza, segundo apurou O Figueirense junto facebook pessoal do artista.

Detido por furto na Figueira

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Anteontem, pelas 9h, elementos afectos à Divisão Policial da Figueira da Foz, procederam à detenção de um homem de 21 anos de idade. Cerca das 7h50, o suspeito encontrava-se à frente de uma casa, no interior de uma viatura com o som do rádio muito elevado, tendo o proprietário da referida moradia a necessidade de o abordar com o intuito de que o mesmo diminuísse o volume do som, tendo este acatado.

Momentos depois, o ofendido saiu à rua para ir ao pão e, quando chegou a casa deparou-se com o suspeito no seu interior na posse de um comando de play station 4, um par de phones e dois porta jóias com diversas peças de prata no seu interior, contudo, o furto não se concretizou, dada a intervenção do queixoso, tendo o suspeito encetado a fuga.

Mais tarde, com as características do homem os agentes conseguiram intersectá-lo. Sujeito a uma revista de segurança, foi-lhe encontrada uma determinada quantia monetária que o suspeito disse ter furtado do interior de um táxi que se encontrava na via pública sem o seu condutor. “Perante os factos foi-lhe dada voz de detenção”, segundo a PSP.

Ambos os lesados exerceram o seu direito de queixa.

Carros eléctricos – Vendas baixaram em 2019

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A venda de carros eléctricos ligeiros de passageiros em Portugal decresceu 16,4% em 2019 face a 2018, de 8.241 veículos para 6.883, acompanhando a tendência do mercado automóvel nacional, que caiu 2%.

De acordo com dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal, a venda de ligeiros eléctricos em 2019 foi de 7.096 veículos, dos quais 6.883 de passageiros e 213 de mercadorias.

Em 2018, de acordo com a Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos, foram vendidos 8.241 eléctricos de passageiros, número superior aos 4.327 registados em 2017. O mercado automóvel português fechou 2019 com menos 2% de carros matriculados face a 2018, totalizando 267,8 mil veículos, com o número de ligeiros a diminuir 2% e o de pesados 1,2%, divulgou hoje a ACAP.

O mercado automóvel tinha registado aumentos de 2,6% (para 213,2 mil veículos) em 2018, 7,7% em 2017, 15,8% em 2016, 24% em 2015, 36,1% em 2014 e 11,7% em 2013.

A última descida registada nas vendas de automóveis em Portugal observou-se em 2012, ano em que se venderam 95.290 veículos, menos 38% do que os vendidos em 2011 (153.433 veículos).

De acordo com os números dados a conhecer hoje pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal, vendeu-se um total de 267.828 veículos em 2019, dos quais 5.575 pesados e 262.253 ligeiros (223.799 de passageiros e 38.454 de mercadorias).

Os ligeiros de passageiros registaram em 2019 uma diminuição de 2% face a 2018, tendo os de mercadorias diminuído 2,1%.

Utentes do IP3 atribuem condicionamentos a falta de manutenção da via

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O encerramento parcial e os vários condicionamentos do trânsito no Itinerário Principal 3 resultam sobretudo da “falta de manutenção”, acusou a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3.

“O IP3 tem estado perto do abandono total”, lamentou Álvaro Miranda, representante daquela associação. Durante anos, “não foram feitas obras de manutenção nos taludes, nem limpeza adequada das valetas”, acrescentou. “Mais cedo ou mais tarde, esta situação vai dar derrocada”, segundo Álvaro Miranda.

A Associação de Utentes e Sobreviventes, com sede em Penacova, realizou uma conferência de imprensa para “manifestar descontentamento” pelo encerramento total do IP3, no sentido de Viseu, entre o nó da Espinheira e aquela vila do distrito de Coimbra. Entre Trouxemil e Santa Comba Dão, também no sentido Coimbra–Viseu, a circulação de viaturas pesadas foi proibida na sequência das derrocadas e outros incidentes provocados pelo mau tempo há mais de uma semana, com a passagem das depressões Elsa e Fabien.

Entre a Espinheira e Penacova, as viaturas ligeiras que se dirigem para o interior têm de seguir por vias secundárias. Em comunicado, a associação lamenta “o transtorno causado às populações em geral, bem como o prejuízo às empresas de transporte de mercadorias”. Por outro lado, assume diversas “desconfianças sobre as obras em curso” no IP3, iniciadas no verão, na zona de Penacova.

Os recentes efeitos do mau tempo em Portugal provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores. Originado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, o mau tempo provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Ginásio Figueirense faz 125 anos

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O Ginásio Clube Figueirense completa hoje 125 anos de existência. Esta manhã o sócio n.1, José Rolinho Sopas, hasteou a bandeira perante o olhar de vários ginasistas, entre eles Francisco Simões (à direita), referência destacada do clube encarnado pela Figueira da Foz

Arménio Marques morreu há 20 anos

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Nascido a 20 de Setembro de 1924, na freguesia de Figueira de Lorvão, mais precisamente em Póvoa, Arménio Marques foi ordenado sacerdote em 1957. Arménio Marques esteve à frente dos destinos da Igreja católica figueirense durante 33 anos, sucedendo a José Lourenço dos Santos Palrinhas. A simpatia e trato de invejável sinceridade marcaram sempre a presença de Arménio Marques como padre da Figueira. Arménio Marques, atormentado pela doença, morre, aos 74 anos, no Dia Mundial da Paz do último ano do século XX.

D. João Alves, então bispo da Diocese de Coimbra e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, entre outros padres, prestam o último tributo ao sacerdote que ostenta o seu nome no velho Largo da Igreja.

Foto: Arménio Marques com uma turma do antigo Patronato de S. Miguel

Passagem de ano na Figueira da Foz com artistas musicais e fogo-de-artifício

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O ano de 2019 termina hoje e a cidade da Figueira da Foz irá encerrá-lo com festa e animação na Praça do Forte, dando as boas vindas a 2020.

As festividades com a temática “2020 motivos para vir à Figueira da Foz” terão início pelas 22h45, abrindo o espectáculo com a actuação da banda do filme “Variações” em que participa Sérgio Maia (actor que interpreta o papel de António Variações), os músicos  Duarte Cabaça, David Silva, Vasco Duarte e o produtor musical responsável pela banda sonora do filme, Armando Teixeira.

À meia-noite despedimo-nos do ano de 2019 e é anunciada a chegada do ano de 2020: o céu figueirense será iluminado pelo tradicional espectáculo piro-musical e pouco depois, por volta das 00h15, actua o rapper Profjam, um dos artistas mais reconhecidos de hip-hop nacional, com uma carreira de notável ascensão devido à sua postura e sonoridade única.

Logo após a actuação do artista de hip-hop, pelas 01h30, o DJ Tom Enzy sobe ao palco para encerrar as festividades com uma energia e animação únicas, com a experiência retirada de vários festivais nacionais e internacionais, como o RFM SOMNII e o Ultra Europe.

Nove mortos e 38 feridos graves na operação “Natal e Ano Novo”

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Nove pessoas morreram e 38 ficaram feridas gravemente nos mais de 2.260 acidentes registados pela GNR desde o dia 20 de Dezembro até às 7h de hoje, no âmbito da operação “Natal e Ano Novo”.

Segundo os dados avançados à agência Lusa pela GNR, foram registados, neste período, um total de 2.262 acidentes, dos quais resultaram nove vítimas mortais, 38 feridos graves e 580 feridos ligeiros.

No âmbito da inspecção rodoviária, foram fiscalizados 45.381 veículos, tendo sido detectadas 13.321 infracções.

Desde o início da operação “Natal e Ano Novo”, os militares da GNR realizaram 40.925 testes de álcool a condutores, dos quais 299 resultaram em contra-ordenação. Em 262 casos os condutores apresentavam uma taxa de alcoolemia considerada crime, ou seja, igual ou superior a 1,2 gr/l.

No âmbito da velocidade, foram fiscalizados 322.909 veículos e detectados 5.857 casos de excesso.

Foram ainda detectadas 374 casos de uso do telemóvel durante a condução.

A operação “Natal e Ano Novo” da GNR arrancou no passado dia 20 de Dezembro, com um reforço do patrulhamento rodoviário nas estradas de maior tráfego do país para prevenir acidentes e garantir a fluidez do trânsito.

Para a operação, que termina em 5 de Janeiro, a GNR mobiliza diariamente cerca de 4.600 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais.

Durante a operação, os militares da corporação estão “particularmente atentos” ao excesso de velocidade, manobras perigosas, ultrapassagens, mudança de direcção e de cedência de passagem, uso do telemóvel durante a condução, não circulação na via mais à direita em autoestradas e itinerários principais e complementares e uso do cinto de segurança.

Em comunicado, a GNR aconselha os condutores a efectuarem um planeamento cuidado das viagens, evitando os períodos do final do dia, quando se prevê maior intensidade de tráfego, descansarem antes da viagem e, pelo menos de duas em duas horas, ou sempre que sintam necessidade, efectuarem paragens de descanso, além de adequarem a velocidade às condições meteorológicas, ao estado da via e ao volume de tráfego rodoviário.

Viriato a passar no CAE

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No dia 3 de Janeiro de 2020, pelas 21h30, o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz vai exibir o filme Viriato, do realizador figueirense Luís Albuquerque. Viriato é uma produção cinematográfica, sem apoio financeiro do ICA. O filme foi rodado nas regiões de Seia, Viseu, São Pedro do Sul e Paços de Ferreira e contou a participação de actores figueirenses como Miguel Babo, João Damasceno, Mário Bertô e António Albuquerque.

O custo de entrada será de 5 euros e será exibido no Grande Auditório do CAE.

Presidente da República elogia “resistência” das populações afectadas no Baixo Mondego

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O Presidente da República defendeu hoje que agora importa fazer um levantamento dos danos causados pelas cheias no Baixo Mondego, na semana passada, tendo realçado a “capacidade de resistência” das populações.

“É preciso fazer o levantamento dos prejuízos para ver como se avança”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Montemor-o-Velho, Coimbra, que elogiou a “capacidade de resistência” das pessoas afectadas.

O Presidente da República prestava as primeiras declarações na vila de Ereira, naquele município do distrito de Coimbra, durante a visita que efectuou, hoje à tarde, aos locais do Baixo Mondego mais afectados pelas cheias da semana passada.

Marcelo Rebelo de Sousa está a visitar hoje, desde o início da tarde, a região do Baixo Mondego, no distrito de Coimbra, passado o período crítico das inundações, para obter informação no local sobre os efeitos do mau tempo.

O chefe de Estado, que acertou esta deslocação com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, esteve acompanhado pelo ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes.

Na sequência da passagem das depressões Elsa e Fabien, Marcelo Rebelo de Sousa divulgou uma nota a dar conta de que estava a acompanhar a situação do mau tempo em Portugal, em particular no Baixo Mondego, onde a ruptura de dois diques provocou cheias, e prometeu deslocar-se àquela região.

Na véspera de Natal, anunciou que iria fazer hoje essa visita, declarando: “Vou observar, vou ver, e vou contactar com a realidade, conforme prometi, no tempo adequado, que é estabilizada a situação e não durante o período crítico – exactamente o mesmo que adoptei em relação aos incêndios. Entendo que ganho em perceber o que se passou e aquilo que está a ser pensado”.

Os efeitos do mau tempo provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Presidente da República vem a Montemor-o-Velho

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O Presidente da República anunciou que vai visitar a região do Baixo Mondego amanhã para obter informação no local sobre os efeitos do mau tempo, escusando-se antes disso a comentar a situação.

“Mas já percebi que da parte do Governo há a intenção, por um lado, de olhar para a situação dos agricultores, por outro lado, de encontrar uma solução provisória para substituir o que de dique deixou de existir, para permitir depois, com mais tempo, pensar noutra solução mais duradoura. Mas vou perceber, ouvir e ver”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado pelos jornalistas sobre o momento em que visitará o Baixo Mondego, o Presidente da República respondeu que acertou com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, deslocar-se à região no Sábado, dia 28 de Dezembro.

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que possivelmente estará acompanhado nessa visita pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e que já falou entretanto com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque.

“Vou observar, vou ver, e vou contactar com a realidade, conforme prometi, no tempo adequado, que é estabilizada a situação e não durante o período crítico – exactamente o mesmo que adoptei em relação aos incêndios. E entendo que ganho em perceber o que se passou e ganho em perceber aquilo que está a ser pensado”, afirmou.

Interrogado se entende que houve algo que correu menos bem, o chefe de Estado considerou que não dispõe de “elementos para falar” neste momento.

“Vou, primeiro, para ver e, depois, para ouvir exactamente aquilo que me vão contar sobre o que se passou, e perceber. Portanto, neste momento, sem ouvir e ver, não me vou pronunciar sobre o que se terá passado”, acrescentou.

O comandante distrital de operações de socorro de Coimbra, Carlos Luís Tavares, disse que “neste momento as coisas estão muito mais tranquilas”, registando-se uma diminuição do nível da água em todo o vale do Mondego afectado pelas cheias, embora ainda não o suficiente para que o rio voltasse a estar confinado ao seu leito.

Os efeitos do mau tempo da semana passada, na sequência das depressões Elsa e Fabien, provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo levou também a condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, danos na rede eléctrica e a subida dos caudais de vários rios, provocando inundações em zonas ribeirinhas das regiões Norte e Centro, em particular no distrito de Coimbra.

No rio Mondego, a ruptura de dois diques provocou cheias em Montemor-o-Velho, onde várias zonas foram evacuadas e uma grande área, incluindo muitas plantações, estradas e o Centro de Alto Rendimento, ficou submersa.

A situação começou a ter na Segunda-feira os primeiros sinais positivos de melhoria e diminuição do grau de risco, segundo a Protecção Civil.

Fogo extinto em habitação na Figueira

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Um incêndio nas águas furtadas de uma moradia da Rua José Silva Fonseca, na Figueira da Foz, produziu apenas destruição de pertences localizados naquela divisão, apurou O Figueirense junto dos Bombeiros. O fogo ocorreu às 13h45 e foi extinto de imediato.

Presépio volta à Filarmónica Figueirense

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Dia de Natal ( 25 de Dezembro), às 21h, sobe à cena no palco da sede da Sociedade Filarmónica Figueirense (Rua Dr. Santos Rocha, 33) a peça “Autos Pastoris” (vulgarmente conhecida por “Presépio”, que “não é representada naquela colectividade há mais de 30 anos.

Esta representação volta a subir a cena na tarde do próximo domingo, às 16h.

“Claramente um misto religioso e pagão, que se inscreve na memória colectiva da Figueira da Foz, para além de se assumir como a tradição mais antiga da cidade, mostra quadros musicais, plenos de vivacidade e que elevam de forma ingénua o nascimento de Jesus. Há um claro apelo à cultura popular portuguesa, bem vincada nas cenas que, outrora dispersas, se juntaram num auto com características muito peculiares e a tocar o ideal vicentino”, segundo António Jorge Lé.
A Romagem do Diabo aparece no século XIX e é inserida nos quadros. Antigamente o Presépio foi representado em vários teatros do concelho figueirense. e mereceram sempre várias referências de conceituados autores locais. Maurício Pinto, Armando Coimbra, Augusto Pinto, entre outros, teceram elogios a esta forma de expressão natalícia.

Parque das Abadias deverá ter mais árvores e nova iluminação em Janeiro

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou que o parque das Abadias levará uma intervenção no início do próximo ano, assim que as condições atmosféricas o permitirem.

Um cidadão da Figueira, Luís Carlos, já tinha apresentado um projecto ao Orçamento Participativo para aquela zona da cidade que acabou por não ser aceite. O munícipe alertou para o estado do piso “cada vez pior” e para o número de pessoas que frequentam o parque que cada vez é menor, para além de no Inverno o parque “fica intransitável”, apelando para a necessidade de se criarem “condições para as pessoas com dificuldades motoras”, afirmação recolhida pelo Diário de Coimbra.

A promessa de intervir no Parque das Abadias irá seguir o projecto idealizado pelo seu arquitecto, Ribeiro Teles, mantendo um espaço naturalizado com um caminho de areia grossa e uma vala.

Carlos Monteiro frisou que o objectivo “é tornar o espaço mais amplo, melhorar os caminhos e, a curto prazo, mudar a iluminação para umas lâmpadas mais eficientes, mas continuará naturalizado”, acrescentando ainda que serão “plantadas árvores, próprias para ambientes ripícolos, mas sempre subordinadas ao projecto do arquitecto Ribeiro Teles”.

Cheias no Mondego vão persistir durante mais alguns dias

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A situação de cheias na zona do Baixo Mondego ainda preocupa as autoridades, apesar do débito do caudal do rio ter descido face aos valores acima do nível de segurança registados no Sábado, disse fonte dos bombeiros.

“A situação do comportamento do rio Mondego ainda nos preocupa e ainda nos preocupará nos próximos dias, eu diria também nas próximas semanas”, disse hoje aos jornalistas Carlos Luís Tavares, Comandante Operacional Distrital de Coimbra (CODIS).

O comandante operacional afirmou que as previsões meteorológicas são “favoráveis” para os próximos dias, “sem registo de precipitação” – o que permite, junto com a gestão na barragem da Aguieira, baixar os caudais no Açude-Ponte de Coimbra “para valores entre os 1.700 a 1.800 metros cúbicos por segundo (m3/s)”, quando no Sábado chegaram aos 2.200 m3/s, acima do valor de segurança de 2.000 m3/s.

“Ainda assim, estes caudais são preocupantes. Porque a pressão no dia de ontem (Sábado) andou na ordem dos 2.200 m3/s e pode ter criado alguma fragilidade (nos diques) que temos de, diariamente, minuto a minuto, acompanhar, quer na margem direita quer na margem esquerda”, enfatizou o CODIS.

Carlos Luís Tavares disse ainda que a abertura no dique da margem direita do Mondego, que colapsou na tarde de Sábado, tem “entre 50 a 100 metros”.

“Aquilo que prevíamos veio a acontecer, com o colapso de uma das margens, felizmente foi a margem direita (em que a água do rio corre para os campos agrícolas) e não a margem esquerda, que envolveria muito mais gente (por estar mais perto de povoações, localizadas entre Coimbra e Montemor-o-Velho)”, declarou.

Ao longo da madrugada e manhã de hoje, o nível das águas no vale central do Mondego tem vindo gradualmente a subir, atingindo mais de um metro de altura num dos acessos à vila de Montemor-o-Velho – onde se situam as vias de acesso ao Centro Náutico e povoação de Alfarelos, e a nova ponte das Lavandeiras, estrutura que substituiu uma outra, destruídas nas cheias de 2001 – que, no final da noite de Sábado, ainda estavam transitáveis, constatou a Lusa no local.

Carlos Luís Tavares frisou que, além da margem esquerda, a preocupação das autoridades debruça-se igualmente sobre a zona próxima a Montemor-o-Velho, na margem direita – onde a água passa, por um sistema de sifão, para o chamado rio Velho ou leito abandonado, por onde o Mondego corria antes das obras de regularização realizadas no final da década de 1970 – e onde se situa, igualmente, o leito periférico direito, que traz água das zonas a montante e corre paralelo à estrada nacional 111.

Nas cheias de 2001, a rotura dos diques do leito periférico direito destruiu a ponte das Lavandeiras e inundou a vila de Montemor-o-Velho e a povoação de Ereira.

Na conferência de imprensa realizada para fazer um ponto de situação, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, frisou que, com a diminuição do caudal do Mondego, “a pressão diminui” sobre as populações da margem esquerda, mas, na margem direita, as populações de Montemor-o-Velho e Ereira “têm de estar preparadas para uma cheia”.

“A situação (na margem direita) é altamente preocupante”, reforçou Emílio Torrão.

Ainda segundo dados revelados hoje, cerca de 200 pessoas do concelho de Montemor-o-Velho que foram retiradas previamente de casa, por questões de segurança, mantêm-se acolhidas em instituições das localidades de Pereira, Formoselha e Santo Varão, a exemplo de outras 12 do concelho de Soure.

Entretanto, a autarquia de Coimbra, em nota de imprensa divulgada ao início da tarde de hoje, indicou que a população das localidades situadas entre as povoações de Bencanta e Ameal, na margem esquerda do Mondego – nomeadamente as localizadas entre a linha ferroviária do Norte e o rio Mondego – “podem regressar às habitações” de onde tinham sido aconselhadas a sair no Sábado.

Em causa estão cerca de 80 pessoas que poderão regressar a casa, depois de a Protecção Civil municipal de Coimbra ter recebido “informações de diminuição do risco de cheias e inundações”, refere o comunicado.

Depressão Fabien chega depois da Elsa, tempo melhora no Domingo

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Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21h00 de Sábado e as 12h00 de Domingo em aviso vermelho, devido à agitação marítima, informou o IPMA.

Em comunicado, o Instituto do Mar e da Atmosfera alerta que durante este período as ondas poderão atingir os 15 metros de altura nestes cinco distritos.

Já a partir das 12h00 e as 24h00 de Domingo o aviso nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga baixa para laranja (o segundo mais grave), perspectivando-se que as ondas possam atingir os 12 metros.

Estes avisos do IPMA abrangem o período em que Portugal continental sofre os efeitos de uma nova depressão, denominada Fabien.

Os primeiros efeitos da depressão Fabien são esperados durante o dia de hoje, com períodos de chuva persistente e por vezes forte na região Centro, Alto Alentejo e no litoral entre o rio Tejo e o cabo de Sines, até ao final da madrugada; aguaceiros temporariamente intensos no Minho e Douro Litoral até ao meio da tarde; e intensificação do vento, especialmente nas regiões Norte e Centro.

Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), o vento será forte de sudoeste, com rajadas a atingir valores de 90 km/h, em especial no litoral norte e centro, e de 130 km/h nas terras altas.

É igualmente esperada agitação marítima, sobretudo no litoral a norte do cabo Mondego, onde as ondas poderão ultrapassar os 10 metros de altura.

Segundo o IPMA, a depressão Fabien não deverá ter a mesma intensidade da depressão Elsa, que nos últimos dias provocou milhares de ocorrências e deixou pelo menos dois mortos e um desaparecido.

Logo após o sucumbir da depressão prevê-se uma melhoria significativa do estado do tempo, a partir do próximo Domingo, com diminuição muito significativa do vento e precipitação, em geral fraca, apenas nas regiões Norte e Centro, que será sob a forma de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela até ao início da manhã.

Segundo o IPMA, “até meio da tarde, o vento soprará ainda moderado a forte, até 50 km/h, nas terras altas, em especial do Norte e Centro, com rajadas até 90 km/h. Entre os dias 23 e 28, prevê-se céu pouco nublado, embora temporariamente muito nublado e com neblinas e nevoeiros matinais, que em alguns locais poderão persistir”.

Em previsão, “nos dias 26 e 27, há tendência para um aumento de nebulosidade, com eventual ocorrência de precipitação fraca, com uma probabilidade da ordem de 30%. O vento será em geral fraco. A agitação marítima será o parâmetro que se manterá elevado na costa ocidental durante um período maior, até meio da manhã de dia 23”.

Bombeiros Voluntários da Figueira fizeram 137 anos de existência

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No dia de ontem, 19 de Dezembro de 2019, marcou-se o 137º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (AHBVFF) com um desfile de 44 viaturas pela cidade, finalizando as comemorações com uma sessão solene de tomada de posse dos Orgãos Sociais no Quartel dos Bombeiros Voluntários.

Fundada em 1882, contam os registos da época que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz nasceu na sequência de um incêndio no dia 14 de Novembro em casa da “pobre idiota”” conhecida pela Sancha, quando se verificou que o corpo municipal não estaria devidamente apetrechado nem treinado para o combate eficaz aos incêndios. Logo no dia 18 desse mês formalizou-se a Comissão Organizadora constituída por Custódio Brás de Lemos, João Maria Viana, Júlio Brás de Lemos, Manuel Ramos de Oliveira, António Augusto Maia, José Maria de Oliveira, Custódio dos Santos, Ernesto Fernandes Tomás e João Maria Rocha Júnior. No dia seguinte, a comissão deu início à subscrição de donativos para aquisição de material, tendo a lista sido subscrita por mais de 60 figueirenses que contribuíram com um total de 223$150 réis.

E é assim que, em 19 de Dezembro de 1882, é registada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, sendo a sua gestão assegurada pela Comissão Organizadora presidida por Custódio Brás de Lemos. O primeiro Comandante foi Ernesto Fernandes Tomás.

A Associação, que ao longo dos seus mais de 120 anos de existência já ocupou 8 sedes tem, desde 1975, o seu quartel nas instalações de um antigo armazém de bacalhau, que acabaria por lhe ser doado pela Câmara Municipal em 1982. Recentemente tem vindo a desenvolver obras de recuperação e melhoramento das instalações com vista à melhoria das condições de trabalho dos seus funcionários e voluntários.

A Associação recebeu em Maio de 2013 a Fénix de Honra da Liga dos Bombeiros Portugueses. Esta distinção, destina-se a galardoar a prática de actos ou serviços altamente relevantes (informação retirada da página dos BVFF).

Ponte condicionada e ventos fortes na Figueira. Não há feridos.

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O mau tempo fustiga ainda com ventos fortes a região da Figueira da Foz e a ponte sobre o Mondego está condicionada a uma só via, podendo transitar qualquer tipo de veículos. Com os ventos fortes que se têm sentido, registaram-se inundações em garagens e outros pisos térreos, quedas de árvores e de estruturas diversas, mas sem causar feridos.

Na A17, ao quilómetro 52, no sentido Norte/Sul, um veículo pesado virou-se com a intensidade do vento. Não há feridos a registar. A via está já livre para “circulação prudente”, acrescentou fonte dos bombeiros.

O período crítico deste fenómeno estende-se, em previsão, até às 21h00.

O Figueirense tem na rua uma equipa de reportagem e dará informação ao momento.

Bispo de Coimbra D. Virgílio Antunes defende o diálogo cultural e religioso

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O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, defendeu que o diálogo cultural e religioso é um dos factores de que depende a paz no mundo. Numa nota pastoral sobre o Jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos, que a diocese de Coimbra vai assinalar entre Janeiro de 2020 e Janeiro do ano seguinte, D. Virgílio Antunes escreve que a paz “está dependente de muitos factores, e entre eles conta-se certamente o diálogo cultural e religioso, que assenta no respeito pelo princípio da dignidade da pessoa humana”.

Orçamento da Região de Coimbra atinge os 11,1 milhões de euros para 2020

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A Comunidade Inter-municipal da Região de Coimbra (CIM/RC) aprovou por maioria, o plano e orçamento para 2020, no valor de 11,1 milhões de euros, mais 2,7% do que em 2019, anunciou hoje a entidade.

O secretário executivo da CIM/RC, Jorge Brito, afirma que a instituição que reúne 19 municípios – os 17 do distrito de Coimbra e ainda Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu) – em 2020 “vai apostar em dar continuidade aos projectos ligados aos transportes, educação, património natural, cultura, protecção civil e à inclusão social, enquanto investimentos de âmbito inter-municipal, fomentando parcerias entre agentes regionais e indo ao encontro das políticas públicas”, citado de uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O secretário executivo defendeu ainda que as opções do plano para 2020, aprovadas durante a reunião da assembleia inter-municipal que decorreu segunda-feira no Museu PO.RO.S, em Condeixa-a-Nova, “reflectem a visão estratégica para a Região de Coimbra, com acções pro-activas em prol do território, focadas na Estratégia 2014-2020 e na preparação da Estratégia Portugal 2030”.

Jorge Brito definiu o orçamento para 2020 como “de continuidade, mas com novos projectos previstos”, argumentando que o plano reforça o posicionamento da Região de Coimbra no contexto nacional e internacional, “com destaque para o concurso internacional na área da mobilidade e transportes”.

A proposta de Orçamento do Estado para 2020 prevê um financiamento da Região de Coimbra com 335 mil euros, o terceiro maior valor entre as 21 comunidades inter-municipais existentes em Portugal.

A CIM/RC é a maior comunidade inter-municipal do país, constituída pelos municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares, abrangendo uma população de cerca de 400 mil habitantes.

Coimbra é um de 7 distritos em aviso laranja até amanhã

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Sete distritos do continente estão hoje sob aviso laranja devido à previsão de agitação marítima, com ondas até sete metros, e outros sete distritos com aviso amarelo por causa da chuva, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o instituto, os distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto e Viana do Castelo vão estar sob aviso laranja até às 6h00 de Segunda-feira por causa da agitação marítima.

Por causa da previsão de chuva persistente, e por vezes forte, os distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu vão estar sujeitos ao aviso amarelo devido à chuva prevista até as 16h00 de Segunda-feira.

O aviso laranja é o terceiro, de uma escala de quatro, usado para uma situação meteorológica de risco moderado a elevado, enquanto o aviso amarelo é o segundo menos grave e é emitido quando as condições meteorológicas representam risco para determinadas actividades.

OE2020: Aumento de 26,25 euros líquidos por ano para funcionários públicos a ganhar 1000 euros

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O aumento salarial de 0,3% proposto pelo Governo para a função pública em 2020 resultará num acréscimo líquido anual de 26,25 euros para um trabalhador que ganhe cerca de mil euros por mês, segundo simulações da consultora EY.

As simulações feitas pela EY têm em conta a proposta apresentada na quarta-feira pelo Governo aos sindicatos da administração pública de aumentos salariais de 0,3% para todos os funcionários públicos em 2020.

Segundo a consultora, um funcionário público com um rendimento mensal de 1.000 euros, ou seja, com 14 mil euros brutos anuais, receberá mais 42 euros brutos ao longo de 2020, que resultará num acréscimo de 26,25 euros líquidos (após retirados os impostos, as contribuições para a Segurança Social ou Caixa Geral de Aposentações e o desconto para a ADSE).

Se se dividir 26,25 euros por 14 meses, verifica-se que o aumento mensal neste caso será inferior a dois euros.

Já um funcionário que ganhe 1.500 euros por mês (28 mil euros anuais brutos), terá um acréscimo bruto anual de 63 euros, mas ficará com apenas 35,91 euros líquidos. Dividindo este valor por 14 meses, o aumento líquido mensal será de 2,6 euros.

Por sua vez, um trabalhador com um salário de 2 mil euros poderá contar com um aumento líquido anual de 42,42 euros (cerca de metade dos 84 euros brutos de acréscimo anual). Neste caso, o aumento mensal líquido será de pouco mais de três euros.

As simulações feitas pela EY demonstram o efeito líquido anual do funcionário público num cenário de não actualização/alteração dos escalões de rendimento e correspondentes taxas progressivas do IRS, cenário que a consultora considera “improvável, atento o expectável desdobramento dos actuais sete escalões de rendimento existentes e correspondente actualização ao valor da inflação”.

Segundo a proposta do Ministério das Finanças, os aumentos salariais para a função pública no próximo ano terão por base “a taxa de inflação observada até Novembro de 2019, de 0,3% para todos os trabalhadores”.

O aumento terá um impacto orçamental entre 60 e 70 milhões de euros, segundo contou o secretário de Estado do Orçamento, João Leão, à agência Lusa.

Multinacional FlixBus assina acordo com empresa de autocarros da região Centro

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A multinacional FlixBus, o maior operador europeu de transporte rodoviário de longa distância, anunciou um acordo com a Bus Vouga, empresa de autocarros de Aveiro, sediada em Coimbra, naquela que é segunda parceria com companhias portuguesas.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FlixBus lembra que o seu modelo de negócio “é baseado em parcerias de cooperação estreita com empresas regionais e locais com um forte conhecimento e experiência na área dos transportes”.

“Em Portugal, a empresa pretende crescer e aumentar a rede de parceiros. Isto traduz-se em mais oferta nas opções de transporte, mais postos de trabalho, desenvolvimento regional, mais passageiros, preço mais baixos e menos poluição graças à redução da utilização do carro privado”, acrescenta.

Citado na nota, Pablo Pastega, director-geral da FlixBus em Portugal e Espanha, afirma que aliar a experiência local da Bus Vouga ao conhecimento tecnológico de marketing, vendas e planeamento de redes, entre outros, das equipas da FlixBus, permitirá “elevar a qualidade do serviço ao mais alto nível e oferecer mais opções de viagem a todos os portugueses e a todos os turistas que visitarem Portugal”.

O responsável argumenta que a FlixBus “está a revolucionar a forma como as pessoas viajam na Europa e, para o fazer bem, conta com a cooperação com empresas como a Bus Vouga”, que se junta a mais de 500 parceiros de autocarros em todo o mundo “a contribuir para a maior rede de transporte de longa distância alguma vez criada”.

“Falamos de um modelo de negócio que sustenta a criação de emprego local e se traduz num investimento relevante na região de onde os nossos parceiros são, neste caso Aveiro, porque estamos a associar uma empresa familiar a uma rede gigante de operação a nível mundial”, adianta, no comunicado, Pablo Pastega.

Já João Coelho, sócio da Bus Vouga, assinala a “enorme satisfação” da associação à FlixBus, notando que com esta colaboração a sua empresa pretende colocar a “experiência e conhecimento adquirido nas viagens ocasionais e escolares ao serviço das viagens de longa distância em Portugal”, onde pretende ser “uma referência”.

“A Bus Vouga nasceu em Aveiro e tem feito o seu percurso com foco na segurança e no conforto dos passageiros e dos nossos profissionais. Juntamo-nos agora à FlixBus, que tem crescido de forma consistente na Europa, para diversificarmos a nossa oferta e possibilitar que mais passageiros cheguem ao seu destino”, afirma.

No acordo de parceria, a FlixBus é responsável por todos os aspectos tecnológicos, planeamento de rede, optimização das linhas, marketing, venda de bilhetes, atendimento ao cliente e suporte aos motoristas 24 horas por dia, através do controlo de tráfego, enquanto à Bus Vouga – o segundo parceiro nacional, depois da Ovnitur, de Ponte de Lima – cabe a gestão do dia-a-dia da operação, das frotas e dos motoristas, com o apoio da equipa portuguesa e da central da multinacional.

Em Portugal, a FlixBus possui 20 linhas internacionais directas para o resto da Europa, chegando a cerca de 50 destinos europeus, sendo todas as ligações realizadas “com uma frota de autocarros novos, que seguem as mais altas normas de segurança, conforto e baixas emissões de gases”.

Para 2020, a multinacional promete “aumentar o investimento no mercado nacional”, com mais parceiros e uma rede dedicada de ligações domésticas.

Governo lança campanha de sensibilização que visa a informação séria

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O Governo anunciou o lançamento, no início de 2020, de uma campanha de sensibilização que visa a convivência democrática entre uma comunicação social livre e uma população formada e capaz de exigir e procurar informação séria.

Intervindo em Coimbra, na sessão de encerramento da conferência “A palavra da imprensa portuguesa”, promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa, o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, sublinhou a existência de um “complemento importante entre políticas de incentivo à leitura e a consciencialização de todos para distinguirem o que é jornalismo profissional, com qualidades de investigação, de análise e de crítica, rigor e isenção”, ao mesmo tempo que se sensibiliza “para aquilo que não é informação, mas opinião em rede amplificada, ou seja, corrente de opinião desinformada”.

Nesse sentido, enfatizou que o Governo, em parceria com as universidades, profissionais do jornalismo e representantes do sector dos media “têm o mesmo objectivo partilhado”, o de promover “a convivência democrática fundada numa comunicação social livre e uma população formada e capaz de exigir e procurar informação séria”

“Além das medidas de fomento de literacia mediática, é essencial promovermos uma campanha alargada de sensibilização, difundida por vários meios, como televisão, imprensa, rádio e meios digitais (…) cujo objectivo seja alertar os cidadãos para o facto de que a produção de conteúdos informativos é fundamental, pelo que todos são chamados a contribuir e envolver-se”, frisou Nuno Artur Silva.

“Que não haja dúvidas que isto não é uma questão dos jornalistas, isto é uma questão dos cidadãos”, argumentou o governante, para quem a desinformação “é uma ameaça séria que pode afectar a credibilidade das instituições democráticas, minando a confiança nessas instituições”.

No mesmo dia em que a Associação Portuguesa de Imprensa lançou uma petição, dirigida à Assembleia da República, em que lembra que o sector em Portugal “está a enfrentar a maior crise de sempre” e exige medidas “urgentes e eficazes”, Nuno Artur Silva não se comprometeu com as propostas avançadas pela petição, mas apenas com a intenção de “trabalhar” para que exista a “possibilidade real” de serem concretizadas.

Sobre duas das medidas que integram a petição – como a oferta de assinaturas de publicações às escolas ou deduções fiscais na aquisição de jornais e revistas – o secretário de Estado considerou-as “de longo alcance, ambicionadas, mas sobre as quais é também necessário reflectir de modo a ponderar custos e impactos efectivos”.

“Este Governo tomou posse há muito pouco tempo e teremos de ter a perspectiva de realizar isto ao longo do tempo e não imediatamente. Mas estaremos de acordo na possibilidade real destas medidas serem concretizadas, vamos trabalhar para isso”, enfatizou.

Os peticionários defendem “a dedução no IRS das aquisições de jornais e revistas até ao montante anual de 250 euros por agregado familiar” ou a majoração, em sede de IRC, “para investimentos dos anunciantes nos órgãos de comunicação social”. Querem ainda um reforço da comparticipação nas despesas de envio dos jornais e revistas para assinantes, a fiscalização da Lei da Publicidade Institucional do Estado, “que continua a não ser respeitada pela grande maioria dos organismos públicos”, e bonificações fiscais para modernização tecnológica, criação de postos de trabalho e acções de formação profissional.

Orçamento de Estado 2020: Negociações começam hoje

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O Governo apresenta hoje às três estruturas sindicais da função pública a sua proposta sobre as matérias a constar no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), que poderá incluir os aumentos salariais para o próximo ano.

Caso as associações sindicais pretendam pedir negociação suplementar, “poderão fazê-lo no final da última reunião negocial, ou por escrito, no prazo de cinco dias úteis, a contar do dia 11 de Dezembro”, lê-se na convocatória, segundo a agência Lusa.

“Em todo o caso, sendo intenção do Governo apresentar a proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2020 no dia 16 de Dezembro e para que todo o processo negocial possa decorrer por inteiro antes desta apresentação […], a reunião suplementar fica desde já agendada para o dia 13 de Dezembro”, afirma a mesma fonte.

As reuniões realizam-se esta tarde no edifício da Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, com os dirigentes da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, da CGTP, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), ambas da UGT.

Na reunião realizada em 07 de Novembro, as estruturas sindicais exigiram que o Governo iniciasse “rapidamente”, antes da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2020, a negociação sobre matérias com impacto orçamental, como a actualização salarial dos trabalhadores do Estado.

A FESAP reivindica uma actualização de 3,5% em 2020 e o STE de 3%, enquanto a Frente Comum exige um aumento de 90 euros para todos os trabalhadores.

Os funcionários públicos não têm actualizações salariais desde 2009. Em 2019, o Governo decidiu actualizar apenas as remunerações mais baixas, aumentando a base remuneratória da função pública, que passou de 580 euros em 2018 para 635,07 euros em 2019, montante correspondente ao quarto nível da Tabela Remuneratória Única (TRU).

No Programa do Governo, o executivo diz que o aumento em 2020 “decorrerá, nos primeiros anos, em grande medida, do impacto das medidas de descongelamento das carreiras, que será particularmente elevado até 2020, do efeito extraordinário da reposição do tempo nalgumas carreiras até 2021 e do aumento do emprego público que se tem verificado nos últimos anos, mas inclui também uma margem para aumentos dos salários, que poderão ser mais expressivos a partir de 2021”.

O Governo tem sinalizado que a actualização em 2020 será em linha com a inflação.

4 dentes de marfim confiscados na Figueira da Foz

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Quatro dentes de marfim de cria de elefante, que são de exportação proibida, mas encontravam-se à venda na Internet por 1.500 euros, foram apreendidos na Figueira da Foz, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Numa acção de fiscalização no âmbito da vigilância da comercialização através da Internet, realizada na Figueira, a ASAE, através da sua Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC), instaurou “um processo de contraordenação, contra um indivíduo, por venda ilegal de espécimes de espécies protegidas”, contou a agência Lusa.

Na sequência deste processo, as autoridades apreenderam quatro dentes de marfim de cria de elefante, que “carecem de um certificado de acompanhamento CITES – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção”.

De acordo com a ASAE, a exportação de dentes de marfim de cria de elefante é proibida para fora do espaço comunitário.

Os espécimes de espécie protegida confiscados na Figueira da Foz encontravam-se “à venda na internet por 1.500 euros”, indicou a ASAE, em comunicado.

Alunos do Concelho ajudam a plantar 2 mil árvores

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Cerca de 100 alunos da escola Dr. Pedrosa Veríssimo, do Paião, reuniram-se para plantar 2 mil árvores numa zona devastada pelos incêndios de 2017 e pela tempestade Leslie em 2018.

De acordo com a reportagem feita pela SIC, as espécies de árvores escolhidas para plantar foram: “medronheiros, pinheiros mansos e ainda alguns sobreiros”, pois são nativas e provam ter mais resistência a fogos.

O objectivo a longo prazo é de plantar 45 mil árvores no Concelho da Figueira da Foz, ao longo dos corredores onde passam as linhas de alta tensão.

João Pedro Mamede, actor de “A Herdade”, apresentou o filme no CAE

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Ontem à noite na sessão das 21h30 de cinema do Pequeno Auditório do CAE, foi exibido o filme “A Herdade” que fez com que a sala ficasse cheia. Para o apresentar estiveram presentes: João Pedro Mamede, que desempenha o papel de Miguel no filme e António Costa, membro da equipa de produção da Leopardo Filmes.

Os convidados falaram em palco antes da tela se iluminar e deram uma breve sinopse do trabalho de produção envolvido na realização do filme. “A Herdade” é um filme candidato de Portugal a uma nomeação para os Óscares 2020 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Eleições dos bombeiros voluntários decorrem hoje

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Pela primeira vez em mais de 40 anos, existem duas listas a batalhar pela presidência. O actual presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (AHBVFF), Lídio Lopes, há 20 anos no cargo, tem agora um opositor: João Mota, ex-comandante da corporação.

As votações nos Bombeiros Voluntários decorrem entre as 17h30 e as 21h30 do dia de hoje, numa corporação com cerca de quatro mil sócios e que se aproxima dos 137 anos de existência.

Trabalho de manutenção na Torre do Relógio

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A Torre do Relógio, imóvel classificado de interesse municipal, vai ser alvo de trabalhos de manutenção (iluminação e relógio), pelo período de 10 dias, apurado pelo Figueirense junto da Câmara Municipal.

Foz do Mondego Rádio faz hoje anos

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No dia 5 de Dezembro de 1985, com estúdios improvisados no Posto de Turismo de Buarcos, nasceu o Clube de Rádio da Figueira da Foz, e mesmo sem condições técnicas passa a emitir regularmente das 21 às 24 horas, em 106 MHZ. Foram fundadores da estação José Aroso Francisco, Rui Pedro, Manuel Adelino Pinto e Alexandre Coelho.

A emissão abria com a ‘Canção da Figueira’, um tema composto por Carlos Nóbrega e Sousa e letra de António de Sousa Freitas, na voz da cantora Maria Clara; e encerrava com a Marcha do Vapor, o hino da Figueira da Foz, um trecho musical assinado por Manuel Dias Soares com letra de António Pereira Correia, também na voz da mesma cantora.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz, então presidida por Aguiar de Carvalho, apoiava o projecto que apenas anos depois foi legalizado.

Seis projectos ganham orçamento participativo da Figueira

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A Câmara Municipal anunciou que seis projectos, quatro de carácter geral e dois apresentados por jovens, venceram a edição de 2019 do Orçamento Participativo da Figueira da Foz.

Durante o mês de Novembro, um total de 17 propostas – 11 candidatas ao Orçamento Participativo Geral (OPG) e seis relativas ao Orçamento Participativo Jovem (OPJ) – estiveram disponíveis a votação na plataforma informática criada para o efeito, para utilizadores registados.

Na 4.ª edição do OPG, que tinha uma dotação global de 200 mil euros (máximo de 50 mil euros por projecto vencedor), a proposta mais votada foi a da criação da Rota das Fontes, na freguesia de Maiorca, com 327 votos.

Foram ainda premiados o laboratório “Aprender a Fazer”, na freguesia urbana de Buarcos e São Julião (290 votos), o Trilho Pedonal dos Moinhos (Marinha das Ondas, 212 votos) e o Caminho Matas e Moleiros, em Ferreira-a-Nova, com 178 votos.

Já no Orçamento Participativo Jovem, que possuía 100 mil euros de dotação financeira, a proposta mais votada voltou a ser oriunda da freguesia de Maiorca, com o projecto Artes e Ofícios. Recolheu 283 votos e pretende mostrar a arte de fazer bagaço e criar um espaço museológico e de lazer.

A outra proposta vencedora do OPJ, com 253 votos, foi o projecto Zero Beatas, de Buarcos e São Julião, que passa pela instalação de caixotes do lixo com cinzeiros acompanhados de uma campanha de sensibilização.