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Figueira de luto municipal pela morte de João Ataíde

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O corpo de João Ataíde está em câmara ardente na capela da Universidade de Coimbra, onde será celebrada missa, às 12 horas, e cerca de duas horas e meia depois será o momento da cremação no complexo funerário da Figueira da Foz. Antes, o cortejo fúnebre entrará na cidade para uma paragem simbólica em frente aos Paços do Concelho, para um minuto de sentido silêncio.

João Ataíde, natural da Figueira onde nasceu em 1958, morreu durante a madrugada de ontem em Coimbra, onde estava após ter regressado de Lisboa, após a votação na Assembleia da República sobre a eutanásia.

Antigo presidente da Câmara da Figueira da Foz, cargo que ocupou durante uma década, João Ataíde renunciou ao mandato em Abril de 2019, para integrar o Governo como secretário de Estado do Ambiente. Nas últimas eleições, foi candidato a deputado nas listas do PS pelo círculo de Coimbra, tendo sido eleito. Na quinta-feira, absteve-se no projecto do PS sobre a despenalização da eutanásia.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Direito do Sector Empresarial do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, João Ataíde das Neves era juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra, em licença sem vencimento desde que, em 2009, se candidatou à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, como independente, pelas listas do PS.

Reeleito por duas vezes para a presidência desse município do litoral do distrito de Coimbra, João Ataíde desempenhou ainda, entre 2014 e 2019, o cargo de presidente da Comunidade Inter-municipal (CIM) Região de Coimbra, a maior do país, que reúne 19 autarquias.

Depois de ter sido representante do Ministério Público da Comarca de Idanha-a-Nova (distrito de Castelo Branco) e juiz auxiliar de Porto de Mós (Leiria), João Ataíde exerceu funções na Comarca de Celorico da Beira (Guarda) e no Tribunal Judicial de Aveiro.

Entre 1991 e 2002, exerceu as funções de juiz para o Círculo Judicial da Figueira da Foz, assumindo, depois, o cargo de director nacional adjunto da Polícia Judiciária de Coimbra, sendo em 2004 nomeado director nacional adjunto da mesma polícia no Porto.

Regressou, no ano seguinte, à Figueira da Foz, onde foi nomeado juiz auxiliar para o Tribunal da Relação de Coimbra e, em 2007, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto. Em 2008, passou para o Tribunal da Relação de Coimbra, onde se manteve até concorrer à presidência da Câmara da Figueira da Foz.

Em Abril de 2019, durante o seu último ato autárquico, João Ataíde sublinhou que a sua decisão de integrar o Governo fechou “um ciclo duro, mas estimulante”, de dez anos de presidência de câmara, em que saiu com “sentido de dever cumprido”.

“Com a mesma ponderação e responsabilidade com que abracei o desafio (autárquico), decidi aceitar o convite para continuar a servir a causa pública na administração central, na certeza de que a equipa que me acompanhou está em condições de assegurar a continuidade de uma gestão (municipal) competente, transparente e rigorosa”, declarou, na altura.

Coronavírus: Hospitais de Coimbra restringem horários e acessos nas visitas aos doentes

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O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) restringiu os horários e os acessos das visitas aos doentes e com vista a garantir melhor segurança nas unidades de saúde.

“Portugal encontra-se na fase epidémica da gripe sazonal 2019/2020, agravada pela epidemia causada pelo novo Coronavírus. No sentido de reforçar a segurança de utentes, visitantes e profissionais, tornou-se necessário tomar um conjunto de medidas que garantam a segurança de todos”, justificou o CHUC, em comunicado enviado à agência Lusa.

O tempo de visitas foi restringido ao período entre as 15h00 e as 16h00 e entre as 19h00 as 19h30 e limitado a um visitante por doente.

O acesso das pessoas para visita aos utentes dos pólos Hospital Geral e maternidades Daniel de Matos e Bissaya Barreto faz-se unicamente pela entrada principal, enquanto no Hospital Pediátrico a entrada se faz pela Consulta Externa.

No Hospital Pediátrico, os visitantes entram pela Consulta Externa.

Nestas unidades, o visitante ou acompanhante de referência deve dirigir-se ao posto de recepção para recolha prévia do cartão de visita.

Nos blocos de Celas e no Hospital Sobral Cid, considerando a sua estrutura dividida por pavilhões, o controlo de visitas será efectuado em cada pavilhão.

Nos Hospitais da Universidade de Coimbra, o acesso das visitas é realizado unicamente pela entrada principal e o controlo feito pela empresa de segurança nos períodos definidos, embora o controlo na visita aos doentes (um por cama) seja feito por cada enfermaria.

A medida restritiva levou uma mãe da Lousã a apresentar reclamação no Hospital Pediátrico, por não aceitar que o filho de 14 anos, alvo de uma intervenção cirúrgica recente, não possa estar acompanhado dos pais em simultâneo.

Na reclamação, a que agência Lusa teve acesso, Dulce Pedro considera que a medida, de “forma alguma” se pode aplicar a um hospital pediátrico, onde os doentes são crianças que necessitam do apoio e carinho dos familiares mais próximos, sendo, na sua opinião, “absolutamente reprovável e desumano privarem estas crianças das visitas”.

“Se nos alhearmos ao facto, já doloroso da criança estar num espaço estranho e fora do seu ambiente familiar, não nos podemos alhear do facto da criança necessitar de estar com os dois pais presentes ao mesmo tempo e no horário mais alargado possível, bem como da companhia dos irmãos e avós, no mínimo”.

Faleceu João Ataíde, antigo secretário de Estado e ex-presidente da câmara da Figueira da Foz

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O deputado do PS, ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz e antigo secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, morreu hoje, aos 61 anos, em sua casa, de doença súbita.

Carlos Monteiro não adiantou pormenores sobre a morte do seu antecessor no cargo, apenas referindo que se deveu a doença súbita.

João Ataíde morreu durante a madrugada em Coimbra, onde estava após ter regressado de Lisboa na quinta-feira.

O autarca da Figueira da Foz, cidade onde João Ataíde nasceu em 1958, remeteu para mais tarde uma nota de imprensa com outras informações.

Antigo presidente da Câmara da Figueira da Foz, cargo que ocupou durante uma década, João Ataíde renunciou ao mandato em Abril de 2019, para integrar o Governo como secretário de Estado do Ambiente.

Nas últimas eleições, foi candidato a deputado nas listas do PS pelo círculo de Coimbra, tendo sido eleito. Na quinta-feira, absteve-se no projecto do PS sobre a despenalização da eutanásia.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Direito do Sector Empresarial do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, João Ataíde das Neves era juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra, em licença sem vencimento desde que, em 2009, se candidatou à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, como independente, pelas listas do PS.

Reeleito por duas vezes para a presidência desse município do litoral do distrito de Coimbra, João Ataíde desempenhou ainda, entre 2014 e 2019, o cargo de presidente da Comunidade Inter-municipal (CIM) Região de Coimbra, a maior do país, que reúne 19 autarquias.

Depois de ter sido representante do Ministério Público da Comarca de Idanha-a-Nova (distrito de Castelo Branco) e juiz auxiliar de Porto de Mós (Leiria), João Ataíde exerceu funções na Comarca de Celorico da Beira (Guarda) e no Tribunal Judicial de Aveiro.

Entre 1991 e 2002, exerceu as funções de juiz para o Círculo Judicial da Figueira da Foz, assumindo, depois, o cargo de director nacional adjunto da Polícia Judiciária de Coimbra, sendo em 2004 nomeado director nacional adjunto da mesma polícia no Porto.

Regressou, no ano seguinte, à Figueira da Foz, onde foi nomeado juiz auxiliar para o Tribunal da Relação de Coimbra e, em 2007, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto. Em 2008, passou para o Tribunal da Relação de Coimbra, onde se manteve até concorrer à presidência da Câmara da Figueira da Foz.

Em Abril de 2019, durante o seu último ato autárquico, João Ataíde sublinhou que a sua decisão de integrar o Governo fechou “um ciclo duro, mas estimulante”, de dez anos de presidência de câmara, em que saiu com “sentido de dever cumprido”.

“Com a mesma ponderação e responsabilidade com que abracei o desafio (autárquico), decidi aceitar o convite para continuar a servir a causa pública na administração central, na certeza de que a equipa que me acompanhou está em condições de assegurar a continuidade de uma gestão (municipal) competente, transparente e rigorosa”, declarou, na altura.

Agentes da PSP agredidos na Figueira da Foz ao cumprirem mandado de detenção

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Dois agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Figueira da Foz foram na quarta-feira agredidos por um homem de 30 anos, alvo de um mandado de detenção, cumprido apesar das agressões, informou fonte policial.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o comando distrital de Coimbra da PSP refere que os dois agentes se deslocaram à residência do homem, condenado por tráfico de droga, para darem cumprimento ao mandado, e que o homem “tentou a fuga, mas foi interceptado pelos polícias”.

“O suspeito demonstrou uma atitude muito violenta, resistindo fervorosamente à detenção, agredindo com violência os polícias e proferindo-lhes ameaças contra a integridade física, bem como a qualquer pessoa que os tentasse ajudar”, acrescenta a nota da PSP.

Fonte policial adiantou, por seu turno, que a detenção ocorreu cerca das 15h30 de quarta-feira, numa urbanização da localidade de Vila Verde, nos arredores da Figueira da Foz, e que os agentes envolveram-se numa luta com o suspeito durante mais de meia hora, antes de o conseguirem manietar e algemar.

Na mesma ocasião, segundo a mesma fonte, familiares do homem que tentaram ajudar os agentes da PSP foram alvo de ameaças de morte por parte daquele.

A detenção acabou por acontecer já depois de terem sido enviados reforços para o local, face à violência manifestada pelo homem, que, para além do crime em que foi condenado a três anos de prisão efectiva e que deu origem ao mandado de detenção, é suspeito “de vários crimes graves de ameaça contra a vida, sequestro e roubo”, sublinha o comunicado da PSP.

Um dos agentes que ficou ferido teve de receber tratamento hospitalar, depois de ter sido mordido pelo detido e ficado com diversos hematomas, explicou outra fonte ligada ao processo.

A mesma fonte da PSP declarou que o homem estava “sob vigilância apertada das autoridades” por ser o suspeito de vários assaltos que ocorreram na freguesia de Vila Verde no verão de 2019.

Esses acontecimentos levaram, na altura, a que cidadãos residentes na localidade criassem um grupo de vigilantes nocturnos e o caso chegou a ser debatido a nível político na Câmara Municipal.

Ouvido pela Lusa, o presidente da junta de freguesia de Vila Verde, Vítor Alemão, manifestou desconhecer a detenção do homem, afirmando que por intervenção das autoridades policiais a vaga de assaltos parou.

“Tirando uma pequena coisa, nunca mais aconteceu nada. Mas sabia que ele (o suspeito) andava a ser controlado por eles (pela PSP)”, afirmou o autarca.

Após o cumprimento do mandado de detenção, o homem foi conduzido ao estabelecimento prisional de Coimbra, para cumprir a pena de três anos de prisão a que foi condenado.

Coimbra investe 2,8 milhões de euros em nove mini-autocarros eléctricos

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A Câmara de Coimbra vai investir cerca de 2,8 milhões de euros na aquisição de nove mini-autocarros 100% eléctricos para os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), anunciou hoje a autarquia.

A adjudicação dos novos veículos e respectivos carregadores de baterias, que surge na sequência do respectivo concurso público, vai ser debatida e votada na próxima reunião do executivo municipal, agendada para quinta-feira.

Com este investimento, a Câmara quer “continuar a renovar a frota” dos SMTUC com “veículos com melhor desempenho ambiental” e reduzir “o impacto negativo das emissões de gases com efeito de estufa e de outros poluentes atmosféricos”.

No âmbito dessa estratégia, “os dez novos autocarros 100% eléctricos”, que foram apresentados em Junho de 2019, permitiram que, “em seis meses de utilização”, tivesse sido evitada “a libertação de cerca de 250 toneladas de gases carbónicos (CO2) para a atmosfera, depois de cerca de 200 mil quilómetros de estrada, tendo gerado uma economia de cerca de 65 toneladas equivalentes de petróleo”, sublinha a Câmara.

Em Novembro de 2019, a Câmara abriu o concurso público, para além da aquisição dos nove mini-autocarros, de cinco autocarros ‘standard’, de 12 metros de comprimento, igualmente 100% eléctricos, e respectivos carregadores, mas nenhum concorrente “cumpriu os requisitos” para o seu fornecimento.

O fornecimento dos cinco autocarros ‘standard’ implica, assim, o lançamento de novo concurso, com um valor base de cerca de 2.370 mil euros (a que acresce IVA à taxa legal em vigor) e um prazo de entrega não superior a dez meses, assunto que também vai merecer a atenção do executivo camarário na reunião de quinta-feira.

A aquisição destas viaturas é comparticipada por fundos comunitários, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) para “Promoção da eficiência energética nos transportes colectivos de passageiros incumbidos de missões de serviço público”.

De acordo com o presidente da Câmara, o socialista Manuel Machado, os novos mini-autocarros vão permitir também a reactivação do serviço Ecovia.

Este serviço, criado em 1997 e suspenso cerca de uma década depois, visa “tirar carros da cidade e tornar a vida” de quem nela vive a visita “melhor, mais saudável, mais económica e com maior capacidade de circular a pé ou nos transportes”.

Nos últimos seis anos, a Câmara de Coimbra adquiriu para a frota dos SMTUC 52 viaturas – 36 autocarros, dez dos quais eléctricos, 14 mini-autocarros (dois eléctricos e dois híbridos) e duas carrinhas de transporte especial, num investimento de cerca de nove milhões de euros, para além dos nove mini-autocarros eléctricos a adjudicar.

Portugal produz apenas um terço do milho que consome

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A produção nacional de milho mantém-se estabilizada nas 830 mil toneladas anuais, embora Portugal tenha de importar dois terços do cereal que consome, disse o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS).

Em declarações à agência Lusa, Jorge Neves salientou que a produção se tem mantido estável, “oscilando de acordo com o preço mundial, que nos últimos anos se tem mantido inalterado, com surgimento de novos grandes produtores mundiais”, como é o caso do Brasil, Ucrânia e Argentina.

“Há agora uma incógnita, que tem a ver com o que vai acontecer à produção de alimentos. As projecções apontam ainda para um crescimento muito intenso da população mundial até 2050 e há que pensar como alimentar estas pessoas e, ao mesmo tempo, garantir o equilíbrio das condições ambientais do nosso planeta”, sublinhou.

Segundo o dirigente, esta questão pode ser, “ao mesmo tempo, uma oportunidade para a produção de milho em países como Portugal, com pouca expressão na produção, mas que ainda ocupa vastos hectares de milho no território”.

No entanto, Jorge Neves considera que a manutenção ou aumento da produção em território nacional tem pela frente um grande desafio, que passa por Portugal “conseguir manter o equilíbrio em termos da distribuição demográfica, ocupação do território e a própria soberania alimentar do país”.

O presidente da ANPROMIS entende que Portugal tem de definir “se pretende continuar a manter uma actividade económica no interior ou se quer concentrar as pessoas todas no litoral a viver como pretensa prestação de serviços, e aí o turismo conta, mas não chega”.

“Vemos o interior de outros países com ocupação intensa porque há políticas para a fixação de pessoas no interior. Portugal não tem tido essa preocupação até agora, deixando o interior ao abandono e acho que esse é o grande desafio para o futuro”, perspectiva.

A ANPROMIS realiza na quarta-feira feira em Coimbra, no Convento São Francisco, o 10.º Colóquio Nacional do Milho que, à data de hoje, contava com 630 participantes inscritos, entre produtores, cientistas, estudantes e responsáveis políticos, num debate sobre o papel da agricultura nos grandes desafios da actualidade.

A iniciativa encerra com a intervenção da ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, prevista para as 17h45.

Segundo Jorge Neves, a realização do colóquio em Coimbra “é uma justa homenagem à tenacidade e resiliência dos agricultores da região Centro, especialmente afectada pelos incêndios de 2017, pela tempestade Leslie em 2018, e, mais recentemente, pelas cheias que causaram avultados prejuízos no vale do Mondego, trazendo à evidência a necessidade e urgência de mais investimento na modernização das infraestruturas hidroagrícolas da região”.

Águias de Bonelli do Douro Internacional encontradas mortas em Alcácer e Figueira da Foz

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Duas águias de Bonelli jovens foram encontrados mortas em Alcácer do Sal e Figueira da Foz, após terem sido marcadas com emissores GPS no Douro Internacional, foi hoje anunciado por técnicos de um projecto ibérico de salvaguarda destas aves.

“O facto de terem sido marcadas com emissores GPS permitiu segui-las e detectar que se encontravam mortas, sendo ainda possível recuperar os cadáveres e determinar a causa de morte”, indicou José Jambas, um dos técnicos ibéricos ligados à preservação desta espécie ameaçada de extinção.

Segundo uma nota enviada à Lusa, de um total de sete juvenis de águia de Bonelli marcados no ninho em 2018 e 2019 no Parque Natural de Arribes del Duero (Espanha), seis encontram-se em território português, e dois destes foram já encontrados mortos em Alcácer do Sal e na Figueira da Foz.

A primeira destas duas águias de Bonelli “irmãs” foi encontrada morta em Dezembro de 2019 no concelho de Alcácer do Sal, sendo recolhida por um dos técnicos do projecto em conjunto com o GNR/SEPNA de Grândola e os Vigilantes do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

“Este exemplar ficou em posse do ICNF para ser analisado, mas ainda não se conhecem os resultados”, adiantaram os técnicos

Já a segunda ave foi encontrada no passado dia 10 de Fevereiro, presa numa rede aérea de ‘nylon’ de uma piscicultura no concelho da Figueira da Foz.

“Estas redes, utilizadas para proteger os tanques das pisciculturas da predacção por aves, principalmente marinhas, são a causa de mortalidade de numerosas espécies protegidas como corvos-marinhos, garças, e mesmo outras aves, como o caso da águia de Bonelli, que terá ido tentar caçar um dos corvos-marinhos que se encontrava já preso na rede”, alertou o técnico José Jambas, que recolheu o cadáver do juvenil em conjunto como a GNR de Montemor-o-Velho.

“Esta situação é de extrema gravidade, quer pela mortalidade causada quer pela negligência dos proprietários das pisciculturas que não retiram as aves quando estas ficam presas nas redes, deixando-as morrer lentamente à fome, à chuva ou ao sol”, frisou.

Os técnicos de conservação da natureza alertam que “é urgente e essencial” que se tentem evitar mais situações como esta “e para isso é de extrema urgência que o Ministério do Ambiente e o ICNF tomem medidas imediatas para evitar a enorme mortalidade de aves que ocorre neste tipo de explorações piscícolas, de forma a evitar que mais espécies protegidas e de estatuto de conservação prioritária continuem a morrer”.

“É importante também que se criem leis que proíbam a utilização deste tipo de redes, e que se encontrem soluções que permitam por um lado minimizar os prejuízos causados pelas aves marinhas aos piscicultores, e por outro lado eliminar a mortalidade de aves nestes locais”, vincou a equipa liga a preservação desta espécie de ave sensível e ameaçada.

A equipa do projecto que permitiu seguir estas aves e detectar a sua morte é constituída pelos técnicos José Jambas (Portugal), Javier García,e Isidoro Carbonell (Espanha), em representação da empresa SALORO SLU, sob autorização e coordenação da Junta de Castilla y León (Espanha).

Coimbra e outros nove distritos do país com aviso amarelo devido a forte agitação marítima

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Dez distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com quatro a cinco metros na costa ocidental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa vão estar sob aviso amarelo até às 12h00 do dia de hoje, enquanto Setúbal, Beja e Faro mantêm o mesmo nível de alerta até às 12h00 de terça-feira.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Por causa da agitação marítima, seis barras fecharam a toda a navegação: Caminha, Esposende, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Ericeira, alerta a Autoridade Marítima Nacional.

As barras marítimas de Aveiro, Douro, Figueira da Foz, Viana do Castelo e São Martinho do Porto estão condicionadas, ainda segundo a autoridade marítima.

O IPMA prevê vento forte nas terras altas e uma pequena subida da temperatura mínima nas regiões Norte e Centro.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os cinco graus Celsius (em Bragança) e os 13 (no Porto e em Braga) e as máximas entre os 12 (na Guarda) e os 21 (em Faro).

Cónego Veríssimo regressa à actividade pastoral

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João Coutinho Veríssimo, 82 anos, cónego da Igreja católica e pároco na freguesia de S. Julião há mais de 25 anos, retomou ontem, de forma regular a sua actividade pastoral, após uma intervenção cirúrgica que o reteve, em recuperação, cerca de três meses.

Refira-se que o cónego João Veríssimo é pároco de São Julião da Figueira da Foz, ainda das paróquias de Tavarede e Vila Verde, director do Jornal «O Dever» e responsável pelas Obras Missionárias Pontifícias.

Corta-mato nacional na Figueira – Paulo Barbosa e Mariana Machado sagraram-se campeões

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Paulo Barbosa, do Maia, e Mariana Machado, Sporting de Braga, sagraram-se hoje campeões nacionais de atletismo de corta-mato curto ao vencerem as respectivas provas de quatro quilómetros de extensão, disputadas na Figueira da Foz.

No escalão de seniores masculinos, os três primeiros ficaram separados por apenas três segundos: o Maia arrebatou os dois primeiros lugares do pódio – com Paulo Barbosa (com o tempo de 12.56 minutos) a superiorizar-se por um segundo ao seu colega de equipa Nuno Costa – relegando um dos favoritos, Samuel Barata, do Benfica, actual campeão nacional de estrada, para o terceiro lugar (13:00 minutos).

O grupo da frente manteve-se relativamente compacto até meio da corrida, com cerca de uma dezena de atletas, mas, a partir daí, as posições foram-se definindo, com os três da frente a destacarem-se durante o último quilómetro.

Na classificação colectiva venceu o Benfica (apesar da ausência de Rui Pinto, campeão nacional em 2019) com 22 pontos, seguido do Sporting de Braga (44 pontos). O Maia não conseguiu capitalizar as duas primeiras posições individuais e ficou em terceiro lugar da classificação colectiva, com 48 pontos.

Na prova feminina, Mariana Machado, atleta do escalão de sub-23, sagrou-se campeã nacional de corta-mato curto pela terceira vez consecutiva, depois das vitórias absolutas de 2018 e 2019, ambas ainda como júnior.

A filha da antiga campeã olímpica Albertina Machado, que esteve sempre na frente da prova disputada no parque das Abadias, cumpriu os quatro quilómetros em 14.26 minutos, num duelo com Emília Pisoeiro, segunda classificada a apenas um segundo (14.27 minutos).

No entanto, a atleta do Desportivo de Águeda nunca pareceu ter argumentos para contrariar a nova campeã nacional, que controlou a corrida desde o início.

No terceiro lugar ficou Susana Cunha, também do Desportivo de Águeda (14.39 minutos), naquela que foi uma reedição do pódio do corta-mato nacional absoluto curto de 2019.

Na classificação colectiva feminina, repetiu-se, igualmente, o pódio do ano passado, com a vitória a sorrir ao Recreio Desportivo de Águeda (26 pontos), seguido do Sporting de Braga (37 pontos) e do Grecas – Vagos, com 81 pontos.

Os atletas, todavia, queixaram-se das condições do terreno em que realizaram as provas devido ao estado lamacento e irregular do percurso estabelecido, tendo admitindo alguns que dificultou a prova, nomeadamente o campeão Paulo Barbosa, contando à agência Lusa que “o terreno apesar de ser muito plano, tornou-se muito pesado por causa de toda a lama que tinha e tivemos algumas dificuldades, até por causa de outros atletas que eram apontados como favoritos”.

Movimento apela a Coimbra e Leiria para defenderem juntas um aeroporto na região

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O movimento Somos Coimbra (SC) apelou às comunidades inter-municipais (CIM) das regiões de Coimbra e de Leiria para, em conjunto, estudarem e defenderem a criação de um aeroporto na região Centro.

“Propomos que seja desenvolvido um diálogo inter-municipal (com a CIM de Leiria) para defesa comum de um aeroporto” no Centro do país, “procurando um consenso em torno de uma localização que sirva simultaneamente Coimbra, Leiria e toda a região Centro, unindo em vez de desunir”, disse José Manuel Silva, um dos dois vereadores da Câmara desta cidade eleitos pelo SC, durante uma conferência de imprensa.

A futura infraestrutura aeroportuária poderá resultar da abertura ao tráfego civil da Base Aérea 5 (BA5), em Monte Real, concelho de Leiria, ou da sua construção de raiz numa zona “a sul de Coimbra e a norte de Leiria”, em função dos estudos, adiantou.

O SC defende “um aeroporto na região Centro, mas com a realização de uma competente e rigorosa avaliação prévia da sua viabilidade efectiva, que comprove a relação custo-benefício da sua construção e o real interesse e disponibilidade de companhias aéreas para a sua utilização e rentabilização mínimas”, sintetizou José Manuel Silva.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes (PS), recentemente, insistiu na hipótese de Monte Real e considerou a proposta do presidente da Câmara de Coimbra, o também socialista Manuel Machado, que agora defende a construção de um aeroporto de raiz, entre as duas cidades, “completamente esdrúxula e irrealista”, recordou José Manuel Silva.

Manuel Machado avançou na defesa de um aeroporto novo, depois de ter concluído que a transformação do aeródromo municipal de Cernache, no concelho de Coimbra, em aeroporto, exigia avultados investimentos, e perante “a evidência” de que BA5 “não é alternativa”.

De acordo com o autarca de Coimbra, a nova pista “aponta para custos entre 30 e 50 milhões de euros” e, perante “este baixo valor”, José Manuel Silva, irónico, desafia Manuel Machado e o PS de Coimbra a “avançarem de imediato com a sua construção, sem mais delongas”.

“Se verdadeiramente consideram que se pode construir um aeroporto de raiz por 30-50 milhões de euros! Façam-no, metam mãos à obra! Se não o fizerem é porque reconhecerão que, mais uma vez, estão a mentir despudorada”, enfatizou o vereador do SC.

“Coimbra está cansada de tantas mentiras, de demagogia, de quererem enganar permanentemente as pessoas”, afirmou ainda o antigo bastonário da Ordem dos Médicos, sustentando que “Coimbra precisa de verdade, trabalho, ambição e competência na Câmara”.

Mas, entretanto, o movimento SC propõe a imediata “transformação do aeródromo Bissaya Barreto num aeródromo de qualidade internacional”, para que possa “receber pequenos jactos e os Dornier 228/200, que operam nas linhas internas” (agora “temporariamente suspensas), e que aterram em Viseu.

José Manuel Silva anunciou, por outro lado, que o SC vai apresentar na próxima Assembleia Municipal de Coimbra “uma moção contra o aeroporto do Montijo, um inaceitável crime ambiental, que colide com aquela que devia ser a prioridade do Governo para um aeroporto alternante do aeroporto de Lisboa, o aeroporto da região Centro”.

Por outro lado, admitiu, ao encerrar a BA6, em Montijo, tornar-se-á “mais difícil” a utilização da Base de Monte Real para o tráfego civil.

Homem morre em acidente de trabalho na fábrica da Celbi

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Um homem morreu hoje num acidente de trabalho numa indústria de celulose no concelho da Figueira da Foz, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra.

A vítima, com cerca de 40 anos, “foi atingida mortalmente por uma máquina em movimento”, confirmou à agência Lusa uma fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, indicando ter sido solicitada a intervenção desta entidade para aceder ao corpo, que estava num local de difícil acesso.

Segundo o CDOS, o alerta foi dado pouco antes das 12h30, logo a seguir ao acidente e num momento em que o trabalhador já teria falecido.

A ocorrência verificou-se no complexo industrial da Celulose Beira Industrial (Celbi), na Leirosa, freguesia de Marinha das Ondas. Estiveram também no local a GNR e uma equipa de socorro com viatura médica de emergência e reanimação (VMER).

Gestor Bernardo Alabaça é o novo director-geral do Património Cultural

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O gestor Bernardo Alabaça é o novo director-geral do Património Cultural, substituindo no cargo Paula Araújo da Silva, anunciou o ministério da Cultura.

“Bernardo Alabaça será o novo director-geral do Património Cultural, integrando igualmente a nova equipa Fátima Marques Pereira e Rui Santos. João Carlos Santos manter-se-á subdirector”, refere a tutela, num comunicado hoje divulgado.

A nova equipa directiva da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) inicia funções em 24 de Fevereiro.

Segundo o Governo, a mudança na DGPC insere-se na “implementação de um novo ciclo de políticas públicas para o património cultural e para as artes”.

“Este novo ciclo exige uma nova equipa para a Direcção Geral do Património Cultural (DGPC), constituída por uma complementaridade de diferentes competências e perfis adequados aos novos desafios”, justifica.

De acordo com o Ministério da Cultura, Bernardo Alabaça “apresenta um currículo com 20 anos de experiência de gestão, maioritariamente de património público, tendo sido Director-Geral de Infraestruturas do Ministério da Defesa Nacional e Subdirector-Geral do Tesouro e Finanças do Ministério das Finanças”.

“Mestre em Finanças pelo ISCTE, tem ainda desenvolvido actividade como docente nessa instituição e na Porto Business School”, acrescenta.

De acordo com informação disponível no ‘site’ oficial da Porto Business School, Bernardo Alabaça “foi director de desenvolvimento na Edifer Imobiliária e responsável pelo departamento de Desenvolvimento e Promoção Imobiliária na CBRE”.

Já o ISCTE destaca, no seu ‘site’ oficial, que Bernardo Alabaça é “sócio-gerente da empresa Valueinsight” e “conta com uma experiência de mais de 20 anos no mercado imobiliário”.

Ao longo da carreira, o gestor “passou por empresas como Estradas de Portugal, ANA, Sagestamo, Parpública, Pelicano e Edifer”.

Além disso, Bernardo Alabaça foi, na década de 2010, vogal do conselho de administração da Parvalorem e vogal não executivo do conselho de administração da Parups, empresas que foram criadas em 2010 para gerir os activos e recuperar os créditos do ex-BPN.

Bernardo Alabaça substitui no cargo de director-geral do Património a arquitecta Paula Silva, nomeada em 2016. Ambos foram nomeados em regime de substituição.

O gestor assume o cargo numa altura em que está a ser posto em prática o novo regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos e palácios.

Este novo regime, que gerou expectativas e críticas dos museólogos, por alguns considerarem insuficiente para resolver os problemas do sector, trouxe também a criação do grupo de projecto para os “Museus no Futuro”, que irá pensar o modelo a seguir nesta área, dentro de dois anos.

Em Janeiro, a ministra da Cultura, Graça Fonseca garantiu no Parlamento que o Património Cultural “é prioridade do Governo” e realçou “a importância de um documento de planeamento e calendarização de recuperação do património”.

A ministra sublinhou que, para este ano, estão “calendarizados muitos investimentos, alguns que vêm de 2019, e é necessário prever agora investimentos para os próximos anos”.

Entre os “investimentos prioritários” do Governo estão a instalação do Museu Nacional da Música no Palácio Nacional de Mafra, a instalação do Museu do Tesouro Real e a conservação das reservas arqueológicas e museológicas de São Bento de Castris.

A nota explicativa que acompanhou a audição de Graça Fonseca, publicada na página do Orçamento do Estado para 2020, no ‘site’ do Parlamento, enumera ainda, entre as prioridades, a recuperação e valorização da Fortaleza de Peniche e da Sé Patriarcal de Lisboa, a instalação do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), intervenções no Convento de Cristo, Mosteiro de Alcobaça e Mosteiro da Batalha, o Museu Nacional Machado de Castro – Igreja de S. João de Almedina, o Centro Expositivo da Fortaleza de Sagres, a Igreja Santa Clara do Porto e as rotas Castelos, Catedrais e Mosteiros a Norte.

Além de Bernardo Alabaça, a nova equipa directiva da DGPC integra três subdirectores: João Carlos Santos, que se mantém no cargo, Fátima Marques Pereira e Rui Santos.

Segundo o Ministério da Cultura, Fátima Marques Pereira “vem reforçar a equipa com competências nas áreas da arte contemporânea, políticas museológicas e gestão de colecções”.

Fátima Marques Pereira demitiu-se em Janeiro do cargo de directora do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, nos Açores, que ocupava desde 2015.

Doutorada em História e autora de vários projectos artísticos e culturais, Fátima Marques Pereira foi subdirectora-geral das Artes quando Maria Gabriela Canavilhas era ministra da Cultura. Além disso, “exerceu diversos cargos de gestão académicos e científicos”.

Rui Santos, segundo o ministério, “apresenta experiência em gestão e operacionalização de fundos estruturais e reforça as competências da DGPC nas áreas financeiras e de gestão de recursos humanos”.

“Exerceu funções de Secretário Técnico do Programa Operacional de Valorização do Território e de outros programas operacionais, no âmbito do Portugal 2020. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra”, lê-se no comunicado.

Dia de S. Valentim com Vanessa e FF no Casino Figueira

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O Casino Figueira assinala a Noite dos Namorados, amanhã, no dia 14 de Fevereiro às 20h30 com um jantar e espectáculo, juntando no palco do Salão Caffé dois nomes conhecidos da música actual: Vanessa e FF.

Os artistas vão ser acompanhados por Nuno Rodrigues no piano, prometendo uma noite cheia de temas românticos apropriados à data.

“Endless Love”, “The Prayer”, “Beauty and the Beast” e “Coze Della Vita”, são algumas das canções que vão ecoar após o jantar que pretende assinalar uma noite especial. Em solos ou duetos, Vanessa e FF, já com inúmeras actuações que se traduzem em carreiras dignas de referência, mostram as suas capacidades técnicas e interpretativas, apreciadas por muitos fãs.

BE condena batidas à raposa no concelho da Figueira da Foz

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A concelhia da Figueira da Foz do Bloco de Esquerda (BE) condena “veementemente” a realização de batidas à raposa naquele município, exigindo que “cessem imediatamente” os apoios institucionais concedidos por juntas de freguesia.

Em comunicado enviado à Lusa, o BE da Figueira da Foz refere três iniciativas do género – uma já realizada na freguesia de Alhadas, outra prevista para o próximo sábado em Vila Verde e uma terceira agendada para dia 23 na Praia de Quiaios – manifestando-se “do lado da população e das associações que têm vindo a denunciar esta prática”.

“Consideramos esta prática ultrapassada, violenta, anti-pedagógica e desprovida de qualquer justificação plausível. Não existe qualquer estudo que demonstre que a raposa seja uma praga em Portugal para que se invoque o controlo da população da espécie”, argumenta a concelhia do BE em comunicado.

Desde o passado fim de semana, com origem na rede social Facebook, está instalada uma polémica na Figueira da Foz, devido à batida à raposa e saca-rabos agendada para a freguesia de Quiaios, estando em preparação uma acção de protesto, agendada para a hora da iniciativa.

Ouvida pela Lusa, a coordenadora do BE da Figueira da Foz, Carla Marques, disse que o partido irá associar-se ao protesto “ao lado da população”.

“Não concordamos em nada com estas práticas bárbaras do século XIX”, argumentou.

O protesto começou por ser dinamizado por uma página naquela rede social (intitulada Maré Quiaios – Plataforma Virtual 3.0 de Moradores da Freguesia de Quiaios), cuja autoria permanece desconhecida, mas que várias fontes argumentam estar relacionada com o Bloco de Esquerda, dado o cariz de algumas publicações ali divulgadas, que remetem para posições e outras páginas daquela força política.

Questionada sobre se a página Maré Quiaios é promovida pelo Bloco de Esquerda, Carla Marques respondeu que os movimentos cívicos “têm elementos de vários partidos”.

“Também há elementos do Bloco neste movimento, eu própria faço parte porque concordo com as posições que defende”, revelou.

Já sobre o anonimato dos autores da página, a responsável do BE disse respeitar “que não se identifiquem”, argumentando que as pessoas “são livres de tomar as posições que entendem”.

Um dos elementos do clube que organiza a batida critica a forma como a contestação tem vindo a ser dinamizada, argumentando que os caçadores estão a ser provocados e alvo de ameaças de vária índole, como “chamadas anónimas”.

“O problema deles (os críticos) não é a caça à raposa, a maior parte deles quer vir aqui para andar à bofetada, estão a instigar à pancadaria. As pessoas são livres de criticar mas dentro dos limites, não podem insultar nem ameaçar ninguém”, alegou.

O dirigente, que pediu para não ser identificado por, alegadamente, estar a receber “ameaças de morte”, argumenta ainda que a rede social Facebook tem vindo a ser utilizada para “inventar histórias que não são verdadeiras”.

Aludiu, concretamente, a duas raposas que costumam circular na localidade da Praia de Quiaios “e que são alimentadas à mão pelas pessoas”.

“Andam a dizer que temos como objectivo matar aquelas raposas, mas nunca íamos para o meio das casas, não podemos andar armados na rua ou caçar no meio das casas”, sublinhou.

Perante a possibilidade de confrontos com os manifestantes, o elemento da organização põe, no entanto, a hipótese de a iniciativa vir a ser cancelada no próprio dia: “É muito fácil (os críticos) estarem a teclar atrás de um computador a dizer que fazem e acontecem. Mas se vir que aquilo está mal parado, pura e simplesmente cancelo, porque depois a água ferve tanto de um lado como do outro”.

A batida à raposa em Quiaios motivou, igualmente, uma petição pública, que preconiza o cancelamento da iniciativa e que reuniu, em cinco dias, cerca de 2.500 assinaturas.

A autora, Anabela Santos, reside na Praia de Quiaios, mas recusa ser apelidada de “activista”: “Fiz a petição apenas porque gosto de animais, não quero isto (a batida à raposa) perto de mim e não concordo com este tipo de caça”, afirmou.

OE2020: Municípios reconhecem aspectos positivos mas alertam que lei continua por cumprir

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Os municípios disseram hoje reconhecer que o Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) contém “aspectos relevantes e úteis” para as autarquias, mas lamentaram que, “por 35 milhões de euros”, a Lei das Finanças Locais não seja integralmente cumprida.

O não-cumprimento da Lei das Finanças Locais (LFL) no Orçamento de Estado para este ano “continua a constituir para os autarcas um factor desconfortável”, afirmou hoje o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado.

Ao fim de vários anos sem ser respeitada, aquela lei “esteve quase, quase a ser cumprida” no OE2020, mas pela diferença de 35 milhões de euros ainda não é integralmente aplicada, disse hoje Manuel Machado, que falava à agência Lusa, em Coimbra, depois de ter participado numa reunião do Conselho Directivo da Associação.

“Em todo o caso, há (no OE2020) aspectos que reputamos de muito relevantes e úteis”, reconheceu o também presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

Entre esses aspetos, Manuel Machado destaca o facto de “nenhum município baixar a sua dotação financeira em relação ao ano anterior” e de todos os municípios terem aumento a respetiva dotação.

Nenhum dos municípios regista aumentos superiores a 10%, de modo a garantir uma distribuição equitativa entre todos.

A revisão dos “rácios de pessoal não docente das escolas”, no âmbito da “transferência de competências para os órgãos municipais e para as entidades inter-municipais no domínio da educação”, é igualmente “outro ponto importante”, contemplado no Orçamento do Estado, sustentou o presidente da ANMP.

A dispensa de consulta a “três instituições autorizadas por lei a conceder crédito”, em relação à ‘linha BEI (Banco Europeu de Investimento) – Autarquias’, é outra das medidas aplaudidas pela ANMP, que, no entanto, adverte para a necessidade de “resolver outros constrangimentos”, tanto mais que se aproxima “o fim do presente quadro comunitário de apoio e urge acelerar a execução das operações de investimento autárquico”.

Igualmente “importante” é o reforço para 139 milhões de euros dos “montantes afectos ao PART (Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos), para assegurar a capacidade de financiamento das autoridades de transportes em todo o país”, de modo a permitir “concretizar um programa de investimento que priorize o transporte colectivo e público”, exemplificou ainda Manuel Machado.

Estas e outras medidas mitigam, de algum modo, “o impacto negativo” do não-cumprimento da LFL, mas, “em termos de contabilidade pública, de contas certas”, para o respeito integral da lei faltam “35 milhões de euros”, concluiu.

O OE2020 determina a transferência para os municípios de um montante global de cerca de dois mil e 905 milhões de euros.

Homem de 54 anos encontrado morto num poço no concelho de Coimbra

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O corpo de um homem de 54 anos foi retirado ontem de um poço em Ceira, concelho de Coimbra, disse à agência Lusa uma fonte dos Bombeiros Sapadores.

“O homem estava desaparecido há três dias e havia indícios fortes de que o cadáver estivesse dentro do poço”, na margem direita do rio Ceira, que desagua no Mondego mais abaixo, acrescentou a fonte.

A Polícia Judiciária (PJ) pediu o apoio da companhia de bombeiros profissionais de Coimbra, que iniciou os trabalhos às 14h00, com uma equipa de três mergulhadores que conseguiram localizar o corpo.

Situado junto a um viveiro de árvores, o poço abastece uma empresa de lavagem de viaturas da zona.

“Tinha mais de quatro metros de água” e foi preciso baixar o seu nível, uma tarefa que se revelou difícil devido à proximidade do rio Ceira, segundo a mesma fonte.

O corpo foi transportado numa ambulância da Cruz Vermelha Portuguesa para a sede do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, em Coimbra.

Estiveram no local um profissional deste instituto, uma equipa da Directoria do Centro da PJ e cinco elementos dos Bombeiros Sapadores, com um total de sete viaturas.

CORONAVÍRUS: Um caso suspeito em Portugal com resultados negativos, outro aguarda resultados

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Um dos casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus em análise em Portugal deu negativo nos testes realizados e os resultados referentes ao segundo caso serão “divulgados oportunamente”, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

“A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que um dos casos suspeitos de infeção por novo coronavírus (2019-nCoV) em Portugal, que foi encaminhado para o Hospital Curry Cabral, teve resultado negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas”, lê-se num comunicado, de acordo com a agência Lusa.

A assessoria da DGS adiantou ainda que será divulgado “oportunamente o resultado relativo ao segundo caso suspeito identificado hoje”.

A DGS já tinha adiantado hoje que os dois casos suspeitos tinham sido encaminhados para os hospitais Curry Cabral, em Lisboa, e São João, no Porto.

Segundo uma nota da DGS, um dos casos suspeitos era uma doente regressada da China e que foi encaminhada para o Hospital Curry Cabral, no Centro Hospitalar de Lisboa Central, e o outro é o de um homem, igualmente regressado da China, e que se encontra no Centro Hospitalar de São João.

Ambas as unidades são hospitais de referência para estas situações.

“Os doentes ficam internados e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA)”, acrescentou a DGS.

Estes dois casos elevaram para seis o número de casos suspeitos validados até hoje em Portugal.

Além destes casos suspeitos, estão 20 pessoas em isolamento profilático há uma semana no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, devido ao novo coronavírus (2019-nCov), depois de terem sido repatriadas da China.

Na sexta-feira, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que as pessoas que se mantinham no Pulido Valente estavam todas bem de saúde e sem sintomas de infeção.

Morreu Álvaro Barreto, ministro de seis governos e ex-presidente da Soporcel

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O ex-ministro do PSD Álvaro Barreto morreu hoje aos 84 anos, confirmou à agência Lusa um antigo governante social-democrata.

Álvaro Barreto foi ministro de seis governos constitucionais, com Mota Pinto, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Mário Soares, Cavaco Silva (duas vezes) e Pedro Santana Lopes. Para além da sua vida política, estava também inserido no mundo dos negócios – do seu currículo, com a marca de engenheiro civil que começou a carreira no grupo Companhia União Fabril (CUF), contam empresas como a TAP e a Soporcel, em que presidiu.

Foi ainda membro de várias instituições e fundações, desde a Fundação Bissaya-Barreto, Fundação Batalha de Aljubarrota, conselho Geral da Universidade de Coimbra, Academia de Engenharia e Instituto Português de Corporate Governance.

Era comendador da Ordem de Mérito Industrial, título que lhe foi entregue ainda no anterior regime, em 1967.

Placa de pedra soltou-se dentro do CAE causando um ferido

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Um homem ficou ferido ao início da madrugada de hoje, ao ser atingido por uma placa de pedra que se soltou do Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz, constatou a agência Lusa no local.

O incidente aconteceu após o final do concerto dos The Gift, cerca das 00h40 de hoje, no exterior do grande auditório, no primeiro andar do CAE, onde cerca de uma centena de espectadores aguardava por uma sessão de autógrafos da banda de Alcobaça.

A vítima estava junto ao varandim do primeiro andar, ao lado de uma coluna da estrutura do edifício, de onde se soltaram três placas quadradas do revestimento em pedra, uma das quais atingiu o homem na cabeça.

Outra parte do revestimento que se soltou atingiu o varandim, antes de cair, com estrondo, no piso térreo do edifício, cerca de 10 metros abaixo, sem, no entanto, provocar mais vítimas.

O homem, que apresentava um ferimento visível na cabeça com abundante perda de sangue e que, aparentemente, não chegou a perder a consciência, foi de imediato afastado da coluna e ajudado por outras pessoas que se encontravam no local.

A vítima acabou por ser assistida, primeiro, por elementos dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) e, uns minutos depois, por uma médica e enfermeira da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

As operações de socorro prolongaram-se por quase uma hora, com a vítima a ser imobilizada com recurso a um colar cervical e retirada do CAE, de maca, por uma rampa lateral de acesso à zona do palco da sala de espectáculos e dali transportada, de ambulância, para o hospital.

No local, para além dos meios dos BVFF e da VMER/INEM, esteve ainda a PSP, que tomou conta da ocorrência.

Respondendo ao incidente, a Câmara da Figueira da Foz fechou hoje o acesso ao primeiro andar do CAE, por motivos de segurança, e a circulação no piso térreo proibida na zona do jardim interior.

Faleceu Agostinho Amusa Abudo (Macalene), antigo jogador da Naval

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Faleceu Agostinho Amusa Abudo (Macalene), moçambicano de nascimento mas que defendeu, como futebolista, o verde e branco da Associação Naval 1.º de Maio.

Macalene fez praticamente a sua vida na Figueira, onde se fixou com a família.

O jogador, que veio para Portugal para jogar no F.C. Porto, foi emprestado pelo clube nortenho à Naval onde se manteve durante muitos anos.

No seu percurso desportivo, para além da Naval defendeu também as cores do Gouveia e do Carapinheirense já em fim de carreira.

Macalene faleceu em Moçambique, seu país natal.

The Gift apresentam “Primavera/Verão” com Ianina Khmelik no CAE

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Amanhã, pelas 21h30, a banda de rock alternativo The Gift actua no Centro de Artes e Espectáculos para apresentar o seu projecto “Primavera/Verão”, com a colaboração da, cantautora e o 1º violino na Orquestra da Casa da Música do Porto, Ianina Khmelik.

A violinista russa irá preencher a primeira parte do espectáculo com a performance e musicalidade do seu projecto IAN, caracterizado-pela fusão de elementos pop, trip-hop e eletrónica e uma forte presença de instrumentos clássicos como piano acústico e violino.

A sessão vai tomar forma no Grande Auditório do CAE, com o preçário dos bilhetes a 15/17€ por pessoa, à venda na bilheteria deste espaço e na Ticketline.

Prémio internacional de piano do “V Encontro Mundial de Piano de Coimbra” no CAE

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Hoje, pelas 21h00, realiza-se um concerto no Centro de Artes e Espectáculos com a participação da Orquestra Filarmónica das Beiras, sob direcção do maestro Rui Pinheiro. Este espectáculo faz parte do “V Encontro Mundial de Piano de Coimbra”, evento organizado pela Academia Internacional de Música “Aquilles Delle Vigne” que incluiu no seu programa Masterclasses e concertos. Nesta sessão ocorrerá também a entrega do prémio internacional de piano.

O evento teve início no dia 1 de Fevereiro e teve como palco principal a cidade de Coimbra nos primeiros dias. É considerado um evento único à escala mundial, reunindo pianistas experientes de todas as partes do mundo, estando confirmados mais de 100 inscritos oriundos de mais de 20 países da Europa, Ásia e América do Norte.

Homem cadastrado de 32 anos obriga duas instituições da Figueira a funcionar à porta fechada

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Duas instituições da área social da Figueira da Foz, uma pública e outra privada, estão a funcionar à porta fechada por motivos de segurança, depois de ameaças aos funcionários por um utente com cadastro, revelaram fontes policiais.

Em causa está um homem de 32 anos, considerado perigoso pelas autoridades e indiciado de múltiplos crimes, como sequestro, ameaça com arma de fogo, extorsão, tráfico de estupefacientes, roubo, coação ou ofensas à integridade física. Foi detido pela última vez pela PSP da Figueira da Foz em 29 de Janeiro e colocado em prisão domiciliária com pulseira electrónica pelo tribunal de Coimbra, apesar de estar em liberdade condicional ao abrigo de outro processo.

Segundo fontes da PSP, as duas instituições que estão a funcionar à porta fechada, por medo de represálias, são o Centro de Resposta Integrada (CRI) da Figueira da Foz (antigo Centro de Atendimento a Toxicodependentes), entidade que funciona na dependência da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), e a Associação Fernão Mendes Pinto, instituição particular de solidariedade social.

Fonte da PSP indicou que o último episódio protagonizado pelo homem sucedeu na segunda-feira, no CRI da Figueira da Foz, onde aquele se deslocou para uma consulta, devidamente autorizado pelo tribunal, quando já estava em prisão domiciliária, tendo, na altura, assumido um comportamento violento com diversas ameaças aos funcionários, que chamaram a polícia.

Desde o episódio em causa, que a porta dessa instituição (localizada junto ao Casino da Figueira da Foz, na zona turística conhecida por Bairro Novo), habitualmente aberta para a rua – e que dá acesso a um pátio interior coberto, onde se situa uma sala de espera, um gabinete de enfermagem e instalações sanitárias – foi fechada e nela colocada um aviso onde se lê “Aberto. Bata à porta, por favor”.

Questionada sobre a situação, fonte da ARSC confirmou o episódio de violência ocorrido na segunda-feira e referiu que a entidade regional “tem contado e conta com toda a colaboração da PSP na salvaguarda da segurança dos profissionais e utentes”.

Já outra fonte policial, conhecedora dos diversos casos em que o homem está envolvido, criticou a actuação dos tribunais, nomeadamente a “morosidade” do tribunal de execução de penas em situações análogas: “É um individuo extremamente perigoso, que ameaça, rouba e agride de forma gratuita, seja quem for. Se calhar vai ser preciso que mate alguém antes que quem de direito faça alguma coisa”, enfatizou.

“Estava com pulseira electrónica, foi à consulta autorizado pelo tribunal, mas não foi autorizado para sair de casa e ir cometer crimes”, desabafou a mesma fonte, sobre o episódio de segunda-feira no CRI, pelo qual o homem está indiciado por crimes de ameaças e coação sobre funcionário.

Contactada pela Lusa sobre este caso, fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) disse ter reencaminhado as perguntas, que estão a ser analisadas, afirmando que será dada resposta assim que possível.

Em 29 de Janeiro, aquando da última detenção do suspeito, por ameaças a funcionários da Associação Fernão Mendes Pinto, o comando da PSP de Coimbra emitiu uma nota de imprensa onde explicava os contornos da detenção em flagrante delito, por os agentes policiais terem testemunhado “ameaças graves à integridade física das vítimas”.

No mesmo comunicado, a PSP referiu que o detido “estaria a ameaçar funcionários que, por motivos de segurança, estavam fechados nas instalações”.

Na nota, a PSP assumia ainda que o detido “é muito conhecido” daquela força policial “e temido na cidade da Figueira da Foz, por ser suspeito de vários crimes graves contra pessoas e património, tendo já cumprido pena de prisão”.

Na mesma altura, fonte policial acrescentou que, aquando da última detenção, o homem estava em liberdade condicional, condição subjacente ao cumprimento de determinadas medidas, como apresentações periódicas às autoridades, que alegadamente nunca terá cumprido.

Coronavírus: INEM designa duas equipas de transporte para Faro e Coimbra

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Coimbra e Faro passaram a ter equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para transportar para os hospitais de referência as pessoas suspeitas de estarem infectadas com o novo coronavírus (2019-nCoV), anunciou hoje a entidade de acordo com a agência Lusa.

O reforço do transporte com mais duas equipas, uma em Faro e outra em Coimbra, vigora desde quarta-feira e foi anunciado hoje pelo presidente do INEM, Luís Meira, numa conferência de imprensa, em Lisboa, onde foi feito um novo balanço sobre a infecção pelo ‘2010-nCov’, detectado na China em Dezembro.

Antes, o transporte para os hospitais de referência das pessoas suspeitas de estarem infectadas com o novo coronavírus era apenas assegurado por duas equipas em Lisboa e no Porto.

De acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), os casos suspeitos, que são validados por três médicos, são encaminhados pelo INEM para três hospitais de referência: Hospital Curry Cabral e Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e Hospital S. João, no Porto.

Os quatro casos suspeitos que foram validados até à data em Portugal deram resultados negativos para a presença do novo coronavírus, que pode provocar pneumonias virais.

Luís Meira, que falava na sede da DGS, acompanhado pela directora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que o “reforço de medidas está a ser preparado e planeado” em consonância com a evolução do surto, negando a falta de material de protecção para as equipas que asseguram o transporte para os hospitais de referência.

A China elevou hoje para 563 mortos e mais de 28 mil infectados o balanço do surto do coronavírus ‘2019-nCoV’, identificado em Dezembro na cidade de Wuhan, colocada sob quarentena.

Além do território continental da China e das regiões de Macau e Hong Kong, há casos de infecção confirmados em mais de 20 países.

A Organização Mundial de Saúde declarou há uma semana o surto do novo coronavírus uma emergência de saúde pública internacional devido ao risco elevado de propagação do ‘2019-nCoV’ à escala global.

A emergência internacional supõe a adopção de medidas de prevenção e coordenação em termos mundiais.

Hugo Almeida termina carreira de futebolista para iniciar a de treinador

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O futebolista figueirense Hugo Almeida, de 35 anos, que jogava na Académica, na II Liga de futebol, anunciou hoje o fim de carreira e o início de uma nova etapa como treinador da equipa de sub-23 da ‘briosa’.

“O dia que os jogadores nunca querem chegou. Penso que este é o momento certo para colocar um ponto final na minha carreira como futebolista e passar a dedicar-me exclusivamente à minha recente carreira como treinador”, disse.

Em declarações aos jornalistas, Hugo Almeida disse que o final da carreira foi “uma decisão tomada e ponderada em conjunto com o presidente e a direcção” da Académica, à qual garantiu estar “muito grato”, adiantando que, a partir de hoje, passará a acompanhar as equipas de sub-23 e sub-13.

“Entendo que em defesa do grupo e da Académica esta é a opção que me deixa mais feliz e que vai ao encontro às minhas ambições”, frisou o antigo avançado do FC Porto e do Werder Bremen (Alemanha), que jogou em sete países europeus e foi internacional A pela selecção portuguesa, apontando 192 golos em 596 jogos da sua carreira.

Hugo Almeida iniciou a sua carreira profissional em 2002/2003 no União de Leiria, seguindo-se FC Porto, Werden Bremen, Besiktas, Cesena, Krasnodar, Anzhi, Hannover, AEK, Hadjuk Slipt e Académica.

“Tive o privilégio de jogar em países muçulmanos e em países em que o futebol é vivido com muita alegria e expectativa. E tive também treinadores como José Mourinho e Thomas Schaaf, que foram os que mais me marcaram”, sublinhou.

O presidente da Académica, Pedro Roxo, salientou que Hugo Almeida foi, durante muitos anos, um dos grandes embaixadores do futebol português.

“Tem uma carreira que fala por ele, e com a mesma humildade que chegou lá em cima veio para a Académica”, salientou o dirigente.

Sobre a passagem pela Académica, Hugo Almeida referiu que “foi muito positiva”, embora “infelizmente” o clube não tenha conseguido o objectivo de subir de divisão, não descartando essa possibilidade nesta época.

Municípios e regiões de turismo pedem apoio do Governo ao Rali de Portugal

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As regiões de Turismo do Centro e do Norte e os municípios envolvidos na realização do Rali de Portugal, em Maio, vão solicitar ao Governo uma comparticipação financeira do Estado na organização desta competição automóvel.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Cidade, contou à agência Lusa que as duas entidades regionais de Turismo e as 14 autarquias que apoiam a edição deste ano do Rali Vodafone de Portugal vão enviar “ainda esta semana” ao primeiro-ministro, António Costa, um documento com esse objectivo.

“O pedido de comparticipação financeira do Estado é já para a edição deste ano”, precisou Carlos Cidade, anfitrião da conferência de imprensa de apresentação do Rali de Portugal, num momento em que o presidente da Câmara, Manuel Machado, se tinha ausentado da sala, devido a compromissos, em Lisboa, na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, relacionados com o processo de aprovação do Orçamento do Estado para 2020.

Na intervenção final da sessão, nos Paços do Concelho de Coimbra, o vice-presidente salientou que “um evento desta dimensão”, que se realiza entre 21 e 24 de Maio, exige o envolvimento da Administração Central no plano financeiro.

Na sua opinião, o Rali de Portugal “tem uma posição única” na projecção do país a nível internacional.

As regiões de Turismo do Centro e do Norte e os municípios querem sensibilizar António Costa “para a necessidade de o Estado Central assumir também uma parte desta responsabilidade”, apoiando a iniciativa, como Manuel Machado já tinha defendido na abertura dos trabalhos.

“É o evento de maior projecção internacional de toda a região”, sublinhou, por sua vez, o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, do PSD.

O presidente socialista da Câmara da Lousã, Luís Antunes, aproveitou o momento para realçar que o Rali de Portugal “é um investimento significativo que tem retorno”, sobretudo num território, entre o seu município e a capital do distrito, que “tem razões de queixa em relação às acessibilidades” depois do encerramento do ramal ferroviário da Lousã, há 10 anos, com a promessa de um metro ligeiro, desde 1996, e mais recentemente de autocarros eléctricos, o denominado “Metro Bus”.

O director da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), Horácio Rodrigues, frisou que a sustentabilidade ambiental “é uma das prioridades” da edição deste ano do Rali de Portugal.

Usaram ainda da palavra o professor Fernando Perna, da Universidade do Algarve, que apresentou um estudo sobre o impacto da edição de 2019 da prova na economia do turismo e na imagem do destino, além dos presidentes das câmaras de Mortágua, Júlio Norte, e de Góis, Lurdes Castanheira.

“Estendal Solidário” nas Abadias

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No próximo fim-de-semana, dos dias 7 a 9 de Fevereiro, a ONGD Mão na Mão – Associação Crianças no Mundo traz a iniciativa “Estendal Solidário” ao Parque das Abadias da Figueira da Foz, permitindo a que qualquer pessoa possa doar roupas à causa.

Haverá uma corda pendurada no parque, entre a Rua Dr. Luís Carriço e a Rotunda Centenário, com agasalhos e diversas roupas para quem mais necessitar, com a existência de uma secção de adultos e uma infantil. Qualquer pessoa pode levar o que quiser, tendo a associação apelado para a consciência social.

A organização do evento avisou ainda para que as pessoas levem molas ou cabides para pendurarem as suas doações, e o que restar irá reverter para instituições de carácter social, para a própria associação ou para a Cruz Vermelha Figueira da Foz.

Foto de um “estendal solidário” em Lisboa, na Avenida da Liberdade

Parlamento aprova aumento extra das pensões mais baixas

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O aumento extraordinário das pensões mais baixas, entre seis e 10 euros, que entrará em vigor um mês após o Orçamento do Estado, foi aprovado ontem no parlamento no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado 2020.

O PS tinha proposto inicialmente que a medida entrasse em vigor apenas em Agosto, mas, no domingo, foi anunciado um acordo entre o Governo, o Bloco de Esquerda e o PCP para que o aumento extraordinário das pensões fosse antecipado para o primeiro mês seguinte à entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

Os deputados aprovaram por unanimidade o primeiro ponto das propostas do PCP e do Bloco de Esquerda, segundo as quais a actualização extraordinária das pensões tem efeitos “no primeiro dia útil do mês seguinte à entrada em vigor” do Orçamento do Estado.

A votação final global do OE2020 está agendada para esta quinta-feira.

A proposta do PCP incluía ainda um terceiro ponto que estabelecia um aumento extra de 10 euros por pensionista cujo montante global de pensões fosse superior a 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS).

Numa primeira votação, este terceiro ponto da proposta do PCP chegou a ser aprovado com os votos favoráveis do PSD, PCP, BE e PAN e com os votos contra do PS e a abstenção do CDS, Chega e Iniciativa Liberal. Porém, os sociais-democratas recuaram e alteraram o sentido de voto, inviabilizando a norma.

A actualização extraordinária será de 10 euros para os pensionistas cujo montante global de pensões seja igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do IAS (658,2 euros) e de seis euros para pensionistas que recebam, pelo menos, uma pensão cujo montante fixado tenha sido actualizado no período entre 2011 e 2015.

Em 2017 e 2018, as pensões tiveram um aumento extraordinário pago a partir de Agosto e, no ano passado, a medida entrou em vigor em Janeiro.

Ao todo serão cerca de 1,5 milhões os pensionistas com aumento extraordinário.

PJ detém homem suspeito de abusar de jovem estudante em Coimbra

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A Polícia Judiciária deteve na sexta-feira um homem suspeito de ter abusado de uma jovem estudante, em Coimbra, em Outubro de 2019, aproveitando-se do facto de a vítima estar embriagada, informou hoje a Directoria do Centro.

“Para cometer o abuso, o arguido aproveitou-se do facto de a vítima se encontrar bastante alcoolizada, e desorientada, o que a tornava incapaz de opor resistência”, refere a Directoria do Centro da PJ, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A jovem de 23 anos, estudante na Universidade de Coimbra, “estava na noite, ficou muito embriagada e o indivíduo, apercebendo-se do estado dela, levou-a para a sua viatura”, onde terá cometido o crime, afirmou à Lusa fonte da PJ.

Após o abuso sexual, o indivíduo, de 54 anos, deixou-a perto da sua residência, referiu.

“Quando a vítima acordou, apercebeu-se que tinha tido sexo com o indivíduo e dirigiu-se ao hospital, onde foi sujeita a exame médico-legal, e apresentou uma queixa”, disse a mesma fonte.

Recolhidos elementos de prova e testemunhos foi possível “identificar o suspeito”, que foi detido na sexta-feira e presente a primeiro interrogatório no sábado, tendo sido sujeito a proibição de contacto com a vítima e apresentações periódicas junto das autoridades.

O arguido é “casado e trabalha na área dos serviços em Coimbra”, acrescentou a mesma fonte.

O homem é suspeito da prática de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência.

Detido por posse de arma ilegal na Figueira

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No sábado à noite, com conhecimento de que estariam a ocorrer desavenças entre vizinhos, a PSP da Figueira da Foz deslocou-se ao local na tentativa de os sanar.

Depois de chegar ao local, conta a PSP “ficámos a saber que o suspeito, um homem de 42 anos, teria feito um disparo para o ar com uma arma de fogo e agredido um homem de 19 anos que necessitou de receber tratamento hospitalar”. Uma vez que o agressor não se encontrava no local foi-lhe movida uma perseguição que culminou com a sua intercepção na zona do Alto do Forno da Figueira da Foz.

O suspeito estava a conduzir um automóvel e foi mandado parar. Acatou a ordem da polícia e foi sujeito ao teste de alcoolemia e a uma revista de segurança. Segundo apurámos, “acusou uma TAS de 2,24 g/l e na sua viatura foi possível encontrar uma arma de fogo calibre 6.35 mm. O suspeito não é titular de licença de uso e porte de arma, pelo que a mesma está ilegal”. O indivíduo foi presente a Tribunal, desconhecendo-se ainda as medidas de coacção aplicadas.

Reposição de estátua do Pescador na Figueira da Foz custa 100 mil euros

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A reposição da estátua do Pescador em Buarcos, Figueira da Foz, e edificação de um novo conjunto arquitectónico adjacente irá custar ao município cerca de 100 mil euros, anunciou o presidente da Câmara.

Questionado pela Lusa durante a apresentação dos reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz – depois de a actriz Noémia Costa ter declamado à população presente várias quadras, uma das quais brincava, concretamente, com a situação da estátua do Pescador – Carlos Monteiro acabou por divulgar a intenção da autarquia em ter “o pescador no centro da rotunda” antes de 15 de Julho.

O monumento, inaugurado na década de 1990 e edificado numa rotunda da avenida do Brasil, junto à praia, era constituído por uma estátua em bronze colocada em cima de um conjunto em betão simbolizando as ondas e figurava um pescador a puxar as redes no mar de Buarcos, representado por um tanque com água em fundo de azulejo.

Com as recentes obras da frente marítima ali realizadas, era suposto a estátua ser relocalizada na nova rotunda construída sensivelmente no mesmo local da anterior, mas redesenhada.

Só que o pescador mantém-se no mesmo local anterior (agora na lateral da nova rotunda, junto à estrada) e com as mãos que seguravam as redes – retiradas, juntamente com o tanque de água – agora direccionadas aos carros que por ali passam.

A situação, que tem gerado alguma polémica em Buarcos, estará em vias de ser resolvida, de acordo com Carlos Monteiro, depois de “três ou quatro meses de conversações, que ainda se mantêm” com o escultor autor do monumento, para se chegar a um “equilíbrio” na nova solução proposta.

“Estamos a falar de dinheiros públicos”, argumentou o autarca, revelando então o valor de 100 mil euros – quando o custo apontava para mais de 200 mil – “que não é só para a estátua”, incluindo também uma infraestrutura “para por a parte da água a funcionar”.

A data limite de 15 de Julho, avisou Carlos Monteiro, estará, no entanto, dependente dos procedimentos de contracção pública, nomeadamente por existir nos dias de hoje “um problema de mão-de-obra” de eventuais empresas concorrentes aos trabalhos.

“Mas queremos que fique melhor do que o que lá estava”, frisou.

Actores Noémia Costa e João Baptista estreiam-se como reis do Carnaval na Figueira da Foz

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Dois dos protagonistas da novela “Terra Brava”, Noémia Costa e João Baptista, estreiam-se este ano num desfile carnavalesco como reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, distrito de Coimbra, admitiram hoje ambos os actores.

Na cerimónia de apresentação dos reis do Carnaval, que decorreu na vila piscatória de Buarcos, Noémia Costa – que, na novela, interpreta a beata coscuvilheira Prazeres, contracenando com o falso padre interpretado por João Baptista – sublinhou que será a “primeira vez” como rainha do Carnaval, nas festividades que têm o seu ponto alto com os corsos de dias 23 e 25.

Questionada pela Lusa sobre as diferenças entre representar numa novela em ambiente controlado ou mesmo num palco de teatro e desfilar na avenida, Noémia Costa afirmou que já tem o “hábito de trabalhar sem rede e no fio da navalha”, adquirido ao longo de 40 anos de carreira como actriz.

“Não vai ser muito diferente”, disse.

Já João Baptista, que também se estreia como rei de um carnaval, manifestou-se “estupefacto” pelo nível organizativo do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, promovido por uma associação local com o apoio da Câmara Municipal.

“Não fazia ideia da organização fantástica que aqui existe. É uma bênção e uma honra para mim”, declarou.

Liliana Pimentel, da associação do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, diz que este ano os organizadores optaram por reis “com uma perspectiva nacional, muito conhecidos do público” – nos últimos anos tem reinado uma figura nacional, acompanhada por outra, oriunda do município – e que a participação local fica, este ano, a cargo dos dois padrinhos Ana Santos e Carlos Teixeira, que têm ligações aos grupos carnavalescos e escolas de samba.

“Ecologia – A Terra está de Tanga” é o tema da edição 2020 dos festejos, segundo a organização “uma forma divertida de levar um assunto sério para a avenida, visando também o ajuste do evento às práticas ambientais do município da Figueira da Foz”.

O presidente da autarquia, Carlos Monteiro, lembrou a preocupação de que o Carnaval seja “uma festa sustentável” a nível ambiental – consubstanciada nos oito mil copos reutilizáveis que serão disponibilizados – e agradeceu o “trabalho extraordinário” da associação que o organiza, com um orçamento de 120 mil euros (cerca de metade suportado pela autarquia), dos quais 12 mil euros correspondem ao “cachet” dos reis.

Abertura do Auditório João César Monteiro no CAE

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz prestou hoje homenagem ao cineasta conterrâneo João César Monteiro, atribuindo o seu nome ao Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espectáculos. O descerramento da placa deste auditório foi seguido de um colóquio dedicado à sua vida e obra.

A evocação de sua memória contou com a presença da cineasta e sua então mulher, Margarida Gil, do professor e investigador da ESAP, Henrique Muga e do poeta e artista plástico, António Augusto Menano, e com o professor doutor António Pedro Pita, moderador desta sessão.

Após a conversação, foi exibido o primeiro filme deste novo auditório – “As Bodas de Deus”, de 1999. Esta obra cinematográfica é a terceira longa-metragem de uma trilogia com João César Monteiro como actor, representando um alter-ego na figura de João de Deus, sendo a primeira delas “Recordações da Casa Amarela” (1989) e a segunda “A Comédia de Deus” (1995).

Greve dos trabalhadores afectou o país inteiro

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Trabalhadores da administração pública de todo o país mobilizaram-se no dia de ontem numa jornada de luta por melhores salários, encerrando vários serviços, com os sindicatos a avançarem uma adesão de 90% na saúde e na educação e 60% na justiça.

Mais de 1.500 escolas estiveram fechadas, de acordo dados divulgados pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

Segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) fecharam 90% das escolas.

Durante a manhã de ontem, o pólo principal do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) funcionou a meio gás, com reflexos nas consultas, exames e internamento, devido à primeira greve nacional da função pública que o actual governo enfrenta.

Em Castelo Branco, a consulta externa do Hospital Amato Lusitano esteve a funcionar sem funcionários administrativos, o que obrigou à confirmação electrónica das consultas e causou alguma confusão.

Os sindicatos fizeram um balanço “muito positivo” dos efeitos da paralisação no Hospital de São João, no Porto, o maior da região Norte, assinalando a paragem de muitos serviços e fortes condicionamentos em outros.

A greve de trabalhadores da função pública levou ao encerramento de vários serviços hospitalares no Algarve, com os blocos operatórios de Faro e Portimão em serviços mínimos e consultas canceladas.

Centenas de serviços públicos estiveram encerrados, com os trabalhadores a rejeitarem a proposta de aumento salarial de 0,3%, que consideram insultuosa.

O fecho de escolas foi um dos sinais visíveis da greve em Aveiro, mas também em Coimbra, Lisboa, no Alentejo, em Faro, Portimão e na Madeira, como em muitas outras regiões.

Nos bombeiros profissionais, a adesão ao protesto rondou 80% a 85%.

Na Madeira, o Serviço de Saúde indicou que a adesão dos profissionais do sector foi “muito residual” porque os sindicatos dos enfermeiros e dos médicos não emitiram pré-avisos de greve na região autónoma.

Na área da Justiça, dos 162 funcionários da Comarca da Madeira, 48 aderiram à greve. Houve quatro secções fechadas, mas os julgamentos estavam a realizar-se.

Também os trabalhadores dos supermercados e armazéns de logística das empresas de distribuição fizeram greve para exigirem aumentos salariais de 90 euros e a valorização das carreiras.

Exposição em Coimbra evoca percurso de Santo António

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A exposição “De Fernão se fez António” vai ser inaugurada no domingo, na Antiga Livraria do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde é abordado o percurso de Santo António a partir de 40 peças de diferentes colecções.

A exposição, inserida nas comemorações do Jubileu dos Mártires de Marrocos e de Santo António, é inaugurada no domingo, na Antiga Livraria do Mosteiro de Santa Cruz, onde vai estar cerca de um ano, até 17 de Janeiro de 2021, o último dia do Jubileu, informou hoje o Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), uma das entidades responsáveis pela iniciativa, a par da comissão do jubileu e do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

No local, estarão expostas cerca de 40 peças “de diferentes tipologias, colecções de museus nacionais e privados de todo o país e de particulares da região Centro”, centrando-se na figura de Santo António, aclara o MNMC, na nota enviada à agência Lusa.

De acordo com a organização, a exposição estará dividida em quatro núcleos, que abordam a juventude e formação de Santo António em São Vicente de Fora (Lisboa) e em Santa Cruz (Coimbra), o momento em que “assume a sua missão e testemunho do martírio”, retratando também “a sua universalidade, através do culto por diferentes povos e com formas diversas de expressão”.

Para além da parceria neste evento, os dois museus nacionais associam-se às comemorações com as exposições “Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na Formação de Portugal”, de 4 de Junho a 6 de Setembro, no MNAA, e “Do Martírio à Santidade. Iconografia e Devoção dos Mártires de Marrocos”, de 12 de Setembro a 30 de Novembro, no MNMC.

As exposições reunirão pintura, iluminura, escultura, peças de ourivesaria, cerâmica, militares, tesouros monetários, têxteis, marfins, que permitirão perceber vivências da época.

As celebrações do “Jubileu dos Mártires de Marrocos e de Santo António” começaram no dia 12, assinalando os 800 anos do martírio dos primeiros frades franciscanos e a sua importância na vocação de Santo António.

A evocação decorre até 17 de Janeiro de 2021 e integra, para além de celebrações religiosas, iniciativas de carácter científico e cultural.

Corpo de homem desaparecido encontrado no Mondego em Coimbra

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O corpo do homem desaparecido na quarta-feira foi encontrado ontem, no rio Mondego, em Coimbra, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

O corpo foi retirado do rio, na zona do Parque Verde do Mondego, pelas 16h30 de ontem, por uma equipa dos Bombeiros Sapadores daquela cidade, adiantou a mesma fonte.

O alerta para o desaparecimento do homem, com cerca de 70 anos de idade, foi dado pelas 20h00 de quarta-feira, acrescentou fonte dos bombeiros.

Além de elementos dos sapadores de Coimbra, foram mobilizados para o local meios do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) e da PSP (Polícia de Segurança Pública) de Coimbra.

Projecto “Comércio com História” leva 206 adesões e 60 aguardam validação

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O projecto “Comércio com História”, que visa preservar estabelecimentos comerciais com especial valor histórico, registou em sete meses um total de 206 adesões em seis municípios e existem outras 60 à espera de validação, foi ontem anunciado.

Em resposta à Lusa, durante a apresentação do projecto na Figueira da Foz, Clotilde Cavaco, da Direcção-Geral de Actividades Económicas (DGAE), entidade promotora da iniciativa, disse que para além de Lisboa, Porto, Coimbra, Fundão e Funchal – autarquias que integraram o projecto-piloto apresentado em maio de 2019 – Loulé, no Algarve, também já faz parte do inventário e Braga tem 50 lojas no processo de registo a decorrer.

“Há cerca de 60 novas lojas que ainda não estão validadas”, frisou Clotilde Cavaco, directora de serviços do Comércio, Serviços e Restauração da DGAE, adiantando que aquelas irão juntar-se às 206 actualmente existentes, 172 das quais já existiam aquando da apresentação pública da iniciativa, no ano passado.

“A ideia é acelerar estas sessões pelo país”, explicou a responsável da DGAE, referindo que a entidade do Ministério da Economia tem vindo a reunir com autarquias, comunidades inter-municipais e comissões de coordenação e desenvolvimento regional nesse sentido.

Na sessão de apresentação da iniciativa hoje realizada na Câmara Municipal da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, perante cerca de uma centena de comerciantes, empresários, dirigentes associativos e autarcas, Clotilde Cavaco lembrou que embora o projecto não preveja, actualmente, um sistema de incentivos para obras nos espaços comerciais, aplica uma “discriminação positiva” a quem se candidatar, sejam proprietários dos prédios, que ficam isentos de Imposto Municipal sobre Imóveis, sejam os inquilinos, que terão benefícios fiscais em sede de IVA.

Por outro lado, a directora da DGAE frisou que a plataforma na internet onde o projecto está alojado integra-se na página electrónica do Turismo de Portugal, que é “o ‘site’ mais consultado em língua portuguesa”.

O projecto “Comércio com História” não incide só sobre actividades comerciais, podendo também estender-se a instituições de interesse cultural, social ou desportivo, foi também revelado.

“Depois desta sessão, o número (de adesões) vai aumentar muito”, antecipou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, aludindo aos cerca de 40 estabelecimentos que já manifestaram junto da autarquia – entidade responsável pela instrução dos processos – vontade de se candidatarem.

Homem suspeito de múltiplos crimes na Figueira da Foz em prisão domiciliária

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Um homem suspeito de crimes como sequestro, ameaça com arma de fogo e extorsão, ficou ontem em prisão domiciliária depois de ter ameaçado funcionários de uma instituição de solidariedade social, disse fonte policial.

Ao início da tarde de terça-feira, o homem, com 32 anos, foi detido nas imediações de uma instituição de solidariedade social localizada no centro da cidade, onde “estaria a ameaçar funcionários que, por motivos de segurança, estavam fechados nas instalações”, refere o comando da PSP de Coimbra, em nota de imprensa.

Os elementos policiais que se deslocaram ao local, acabaram por testemunhar “ameaças graves à integridade física das vítimas”, detendo o suspeito.

Na nota de imprensa, a PSP assume que o detido “é muito conhecido” daquela força policial “e temido na cidade da Figueira da Foz, por ser suspeito de vários crimes graves contra pessoas e património, tendo já cumprido pena de prisão”.

O homem está indiciado em vários processos por crimes de roubo, sequestro, extorsão, ameaça com recurso a arma de fogo, tráfico de estupefacientes, ofensas à integridade física e condução sem habilitação legal, adianta o comunicado.

Fonte policial disse à Lusa que o detido estava em liberdade condicional, condição subjacente ao cumprimento de determinadas medidas, como apresentações periódicas às autoridades, que alegadamente nunca terá cumprido.

Na altura da detenção, o suspeito tinha na sua posse cerca de 10 doses de liamba e uma de haxixe e uma quantia indeterminada em dinheiro, cuja origem a PSP “crê estar relacionada com o crime de tráfico de estupefaciente”, refere a nota.

O homem foi hoje presente a tribunal, para primeiro interrogatório judicial e determinação de medidas de coação, tendo ficado sujeito a prisão domiciliária sob vigilância electrónica.

Homenagem a João César Monteiro no CAE

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joao monteiro

No dia 1 de Fevereiro, pelas 16 horas, no Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espectáculos, haverá o descerramento da placa Auditório João César Monteiro, seguido de um colóquio sobre a vida e obra do cineasta, com as presenças do produtor Paulo Branco, da realizadora Margarida Gil e de Henrique Muga. O colóquio será moderado por António Pedro Pita.

A homenagem inclui, ainda, a exibição dos filmes “Vai e Vem” (31 de Janeiro, 21h30) e “As Bodas de Deus” (1 de Fevereiro, 18 horas), com entrada livre.

Tertúlia sobre o tema “Cidades Digitais” com Carlos Monteiro como convidado

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O café/bar Spasso ofereceu o espaço hoje à tarde para uma tertúlia que girou em torno do tema “Cidades Digitais” com o presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), António Mário Velindro, e com o presidente da câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, convidado para a primeira sessão desta iniciativa criada por aquele instituto.

O tema foi abordado de várias maneiras, sendo debatida a questão da sustentabilidade ambiental da cidade e dos transportes públicos. Carlos Monteiro sublinhou que “o fundamental é não consumirmos mais energia do que aquela que é necessária”, falando ainda sobre o projecto das bicicletas Figas, há pouco introduzido no município, e das possíveis melhorias aos serviços de transporte públicos inter-municipais, insistindo que “é importante facilitar a mobilidade entre as cidades e as terras, rurais e não rurais.”.

Mário Velindro aprofundou ainda mais o tema adicionando que “vão existir cursos técnicos profissionais superiores na Figueira da Foz”, explicando ainda que vão ter espaço na Escola Secundária Bernardino Machado, no âmbito de criar mais profissionais nas áreas ambientais entre Figueira e Coimbra.

Esta foi a primeira de várias tertúlias deste ano naquele espaço, havendo a intenção de fazer uma por mês no decorrer do ano de 2020.

Agricultores de Coimbra reclamam obra de emparcelamento que esperam há 30 anos

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Um grupo de cerca de 40 agricultores da região do Mondego, em Coimbra, reclamou a realização da obra de emparcelamento agrícola em 173 hectares dos campos de São Facundo e Vale de Ançã, esperada há três décadas.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO), afirma que “há mais de 30 anos” que os agricultores das freguesias de São João do Campo, Ançã e Antuzede “travam uma justíssima luta pela conclusão da obra hidroagrícola com vista à implementação do emparcelamento agrícola”.

Citado na nota, Isménio Oliveira, coordenador da ADACO, refere que a área de 173 hectares a emparcelar pelo ministério da Agricultura, designada de bloco 17-A, “tem tido adiamentos consecutivos por parte dos sucessivos Governos, que muito têm prejudicado a qualidade e aumento de produção das suas culturas agrícolas”.

O responsável da ADACO lembra que em Abril de 2007, há quase 13 anos, o ministério da Agricultura “encomendou um estudo de impacto ambiental a uma empresa de consultores de engenharia do ambiente, abrangendo esta a e outras áreas a emparcelar, no sentido de avançar com o projecto de emparcelamento”, mas este não se concretizou.

Por outro lado, dados de 2017 da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, entidade nacional que a ADACO diz ser responsável pelas obras hidroagrícolas e de emparcelamento, incluem a área em causa “como uma região a emparcelar”.

“O que é certo é que até hoje nada foi concretizado, o que muito tem prejudicado os agricultores e a agricultura desta zona”, acusa Isménio Oliveira.

Na reunião realizada no domingo em São João do Campo, concelho de Coimbra, os cerca de 40 agricultores criaram uma comissão de nove elementos, que irão reclamar junto das entidades responsáveis a “concretização urgente das obras hidroagrícolas nos campos de São Facundo e Vale de Ançã, a fixação de um calendário “que envolva a totalidade das obras necessárias e que preveja a sua conclusão no prazo de cinco anos”, e a dotação “através de financiamento público das verbas adequadas às necessidades da conclusão da obra”, adianta a ADACO.

Diz ainda que a verba de cerca de 30 milhões de euros, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros para concretização, até 2023, do plano “Mondego Mais Seguro”, com manutenção de infraestruturas e investimentos na obra hidroagrícola ,”é uma verba insignificante, face aos valores necessários para que toda a região do Baixo Mondego seja contemplada com o emparcelamento agrícola”.

A ADACO avisa que dos 12.337 hectares equacionados para receberem o emparcelamento em todo o Baixo Mondego “apenas cerca de 7.300 estão concluídos, principalmente no vale principal”, existindo cerca de 5.000 hectares nos vales secundários do Foja, Lares e São Facundo (margem direita) e nos vales dos rios Prantos, Arunca e Ega (afluentes da margem esquerda) “que continuam à espera”.

Obras de arte da Colecção BPN vão ficar na Baixa de Coimbra

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A Colecção BPN, adquirida pelo Estado, ficará em Coimbra, “onde se criará um novo pólo de arte contemporânea portuguesa”, num edifício adquirido pela Câmara, na Baixa da cidade, junto ao Arco de Almedina.

As perto de duas centenas de obras que compõem a colecção ficarão onde funcionou o antigo Banco Pinto e Sotto Mayor, que foi adquirido pelo município há cerca de quatro anos, disse hoje o presidente da Câmara de Coimbra, o socialista Manuel Machado, que falava aos jornalistas à margem da sessão quinzenal do executivo.

A colecção ficará instalada nos três pisos superiores do edifício, contíguo ao Arco de Almedina, com acesso pela rua que deve o nome à torre medieval, já que o rés-do-chão (onde actualmente funciona um estabelecimento comercial), com acesso pela rua Ferreira Borges, não foi adquirido pela autarquia.

A Baixa histórica de Coimbra terá, assim, “mais um forte motivo de atracção”, sustenta Manuel Machado, sublinhando que se trata de uma “localização estratégica”.

As obras de arte da Colecção BPN vão ser integradas na Colecção do Estado e serão apresentadas na terça-feira, numa cerimónia no Forte de Sacavém, em Loures, anunciou hoje o Governo.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, numa entrevista hoje ao jornal ‘online’ Observador, revelou que o Estado comprou a Colecção BPN por cinco milhões de euros, e que esta “ficará e será colocada em Coimbra, onde se criará um novo pólo de arte contemporânea portuguesa”.

A ministra revelou que o Centro de Arte Contemporânea será criado naquela cidade, “em articulação com o município”.

A Colecção BPN é composta por perto de 200 obras de arte reunidas pelo ex-Banco Português de Negócios (BPN). O destino das obras aguardava decisão do Governo desde a nacionalização daquela instituição bancária, em 2008.

Este acervo é gerido pela Parups e pela Parvalorem, empresas criadas em 2010 para gerir os activos e recuperar os créditos do ex-BPN, e cuja nova administração, liderada por Sofia Torres, iniciou funções em Março do ano passado, substituindo o anterior presidente, Francisco Nogueira Leite.

De acordo com os relatórios e contas de 2017 das empresas, publicados em Março do ano passado, no total, as duas sociedades detêm 196 obras, que foram avaliadas entre 4,1 milhões de euros e 6,1 milhões de euros, sendo 156 obras de artistas nacionais e 40 de artistas estrangeiros, principalmente do século XX.

Ainda segundo os relatórios, as 40 obras de artistas estrangeiros tinham um valor estimado em cerca de um milhão de euros, e as 156 obras de artistas portugueses, em perto de três milhões de euros, para o valor mais baixo do intervalo de avaliação.

A administração anterior fez um depósito de três quadros da pintora Maria Helena Vieira da Silva na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Exceptuando estas peças, o acervo de obras de arte do ex-BPN – que se encontrava anteriormente no cofre da Caixa Geral de Depósitos, na avenida 5 de Outubro, em Lisboa, – está guardado, desde Dezembro de 2016, pela empresa especializada Iterartis, com um seguro contratado com a multinacional Hiscox.

No acervo do ex-BPN – de onde saiu a polémica Coleção Miró, que estava para ser vendida no estrangeiro, mas acabou por ficar em Portugal – estão obras de artistas consagrados como Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Mário Cesariny, Rui Chafes, Eduardo Batarda e António Dacosta.

João Pedro Vale, Pedro Calapez, Carlos Calvet, Vasco Araújo, Joaquim Rodrigo, Ana Vidigal, Eduardo Nery, João Penalva, Fernando Calhau, João Vieira, Nadir Afonso, Eduardo Batarda, António Sena, José Pedro Croft, Nikias Skapinakis, João Penalva, Pedro Casqueiro, Jorge Martins e Carlos Calvet também estão representados neste acervo.

Jody Rato é o novo comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz

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Jody Fernandes Rato, oficial bombeiro de 1ª, vai suceder no comando do quadro activo dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) ao comandante João Moreira que, a seu pedido, irá passar ao Quadro de Honra da Corporação.

O novo comandante tem 42 anos e é bombeiro desde 1989, tendo dedicado grande parte da sua vida aos bombeiros. Iniciou a sua carreira no Corpo de Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova, assumindo vários desafios profissionais ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), incluindo uma missão Internacional em 2006. Exerceu os cargos de Adjunto de Comando em Condeixa-a-Nova e de Comandante no Corpo dos Bombeiros Voluntários de Góis.

João Moreira, de 46 anos, é ainda comandante da corporação da Figueira da Foz, posição que exerceu durante 15 anos, até à tomada de posse do novo comandante. Esta sessão tem data marcada para dia 15 de Fevereiro, Sábado, pelas 18h, em que João Moreira será agraciado com a Medalha de Quadro de Honra da Liga dos Bombeiros Portugueses e ocorrerá a “passagem de testemunho” para o novo comandante.

ERSUC em greve: interrupção de recolha de resíduos dos contentores durante 2 dias

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A autarquia informou a população que, segundo um pré-aviso de greve dos funcionários da ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro S.A, empresa de recolha de resíduos sólidos urbanos, poderão ocorrer alguns constrangimentos quanto à recolha de resíduos, na próxima Segunda e Terça-feira (dias 27 e 28 de Janeiro).

O Município da Figueira da Foz aconselhou aos munícipes para evitarem o depósito de resíduos nos contentores durante esses mesmos dias, segundo apurou O Figueirense junto à página do Facebook da autarquia.

Mondego Mais Seguro: Governo aprova plano de acção com dotação de 30 ME

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Um plano de acção para reparar danos provocados pelas cheias de Dezembro de 2019 no Mondego, aprovado pelo Conselho de Ministros, tem uma dotação de 30 milhões de euros, a realizar até 2023, anunciou o Ministério do Ambiente.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o Ministério do Ambiente e da Acção Climática (MAAC) esclarece que para “responder de forma completa e com o máximo de celeridade” aos danos provocados pelas inundações registadas entre 19 e 21 de Dezembro, foi aprovado um Plano de Acção Integrado de Intervenções, sustentado em três eixos, o primeiro dos quais inclui trabalhos “a executar com carácter de urgência para repor as infraestruturas do Aproveitamento Hidráulico do Mondego danificadas pela cheia”.

Este primeiro eixo pretende promover a “segurança” e “condições de funcionamento” da obra de aproveitamento hidroagrícola e tem uma dotação de 11,1 milhões de euros, adianta o MAAC.

Um segundo eixo, com 17,7 milhões de euros de dotação, aposta nas “obras que faltam executar para completar” o referido aproveitamento hidroagrícola – algumas das quais ficaram por fazer nas últimas quatro décadas – “que são essenciais para protecção contra cheias”, refere a tutela do Ambiente.

Cerca de 500 mil euros estarão disponíveis para o terceiro eixo, que inclui “trabalhos de análise e reflexão técnica sobre o Aproveitamento Hidráulico do Baixo Mondego, num contexto de alterações climáticas com ocorrência de eventos extremos, quer de cheias, quer de seca, e uma proposta de um novo modelo de gestão que envolva todos os interessados”.

O Ministério do Ambiente diz ainda que o plano “Mondego Mais Seguro” será completado por um investimento de 600 mil euros do Ministério da Agricultura “para a reposição de algumas infraestruturas de uso agrícola que se encontram danificadas”.

A tutela da Agricultura intervirá, igualmente, no terceiro eixo do plano, avaliando os investimentos necessários “para completar e tornar mais eficiente o empreendimento agrícola do Baixo Mondego”.

No que concerne aos investimentos do Ministério do Ambiente e da Acção Climática – no total de 29,3 milhões de euros – esta dotação terá origem em subvenções nacionais e europeias, nomeadamente do Fundo Ambiental e do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

O MAAC refere ainda que o plano de acção será liderado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “que irá dispor dos recursos indispensáveis ” para a sua execução, “autorizando a realização das despesas necessárias e a respectiva assunção de encargos pluri-anuais, bem como permitindo o recurso aos procedimentos de formação contratual legalmente previstos e admitidos para situações de manifesta urgência”.

No comunicado, o Ministério do Ambiente e da Acção Climática recorda, por outro lado, que “nos últimos três anos foram já investidos oito milhões de euros em manutenção de fundo”, intervenções que permitiram “minimizar os efeitos das cheias de Dezembro, cujo caudal foi superior às de 2001 e que provocou prejuízos mais avultados”.

Revela ainda que as “intervenções de primeira emergência já se encontram concluídas”, com a limpeza dos canais e a “reparação provisória dos dois diques (na margem direita do leito principal do rio Mondego e na margem esquerda do leito periférico direito) que ruíram”.

Águias de Lavos hoje homenageados

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No âmbito das comemorações dos 100 anos do Sport Club de Lavos (SCL), realiza-se hoje, pelas 21h00, na sua sede, um tributo ao antigo conjunto musical “Águias”, mantendo ainda em palco alguns dos músicos que fizeram parte dos últimos anos da sua existência.

Para além das actuações da Escola de Música do SCL, Grupo de Cantares Sol e Vento, fadista Jorge Ferreira e do Grupo Coral David de Sousa, presta-se tributo – segundo apurámos – ao célebre grupo “Águias”.

Os “Águias”, grupo que se formou no Sport Club de Lavos, nos anos 1940, fez um percurso artístico considerável, tendo o vocalista Pedrosa à frente de um rol de “bons músicos”.

A entrada é livre.

Figas – Bicicletas partilhadas chegam à Figueira da Foz

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O município da Figueira da Foz irá integrar um sistema de bicicletas partilhadas a partir do dia de amanhã, de forma a facilitar a mobilidade e a proporcionar um estilo de vida saudável aos seus utilizadores. “Figas” foi o nome dado à iniciativa, que disponibilizará 60 bicicletas distribuídas pela cidade, das quais 40 serão eléctricas.

As bicicletas podem ser encontradas em 7 locais diferentes, funcionando como estações, onde serão levantadas e deixadas. Os locais são: Terminal dos Autocarros; Praça Europa; junto à Torre do Relógio; Ponte Galante; junto às Muralhas de Buarcos; Abadias Norte e Quinta da Borloteira.

Para se poder usufruir deste sistema é necessário descarregar a aplicação móvel “Figas”, que estará disponível a partir do dia de amanhã, pelo que o desbloqueio das bicicletas será apenas possível com o uso desta aplicação no telemóvel, cartão temporário (disponível em cada estação) ou cartão de membro (adquirível com inscrição online).

Dois homens detidos na Figueira da Foz com quase 850 doses de cocaína e heroína

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Dois homens, um de 55 anos e outro de 56 anos, foram detidos ontem, na Figueira da Foz, na posse de 847 doses de cocaína e heroína, anunciou hoje a PSP.

Os dois suspeitos de tráfico de tráfico de droga foram interceptados na rua Afonso de Albuquerque, por volta das 13h40, numa operação da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Figueira da Foz.

Uma testemunha que se encontrava no local contou à agência Lusa que o carro onde os suspeitos seguiam foi imobilizado por viaturas policiais, perto do início da rua, em frente a um restaurante ali existente e junto à saída do parque de estacionamento de uma superfície comercial.

Em comunicado hoje divulgado, a PSP esclarece que, “entre revistas pessoais e buscas domiciliárias”, os agentes policiais apreenderam aos detidos um total de 847 doses de droga e 1.320 euros em notas, além de dois ‘smartphones’.

Ao detido de 55 anos foram apreendidas 654 doses de cocaína, nove doses de heroína e 1.300 euros, enquanto o homem de 56 anos tinha na sua posse 184 doses de heroína e 20 euros.

Os dois detidos foram hoje presentes a tribunal para primeiro interrogatório judicial, frisa a PSP, sem adiantar eventuais medidas de coação aplicadas.

Depressão Glória: 150 quedas de árvores e alguns danos no distrito de Coimbra

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A depressão Glória provocou 150 quedas de árvores e 30 quedas de estruturas em todo o distrito de Coimbra, não se registando, até hoje, qualquer ferido, disse à agência Lusa o comandante distrital de operações de socorro (CODIS).

“O concelho mais afectado, neste momento, é Coimbra”, afirmou o CODIS, Carlos Luís Tavares, salientando que não há registo de qualquer ferido, apenas danos materiais.

De acordo com Carlos Luís Tavares, devido à depressão Glória, partes dos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital estão sem electricidade.

Segundo o mesmo, não há nenhuma estrada principal cortada devido à queda de estruturas ou de árvores.

A agência Lusa constatou, no local, a queda da cobertura de um edifício na Pedrulha, em Coimbra, que acabou por ir para a via pública, onde danificou algumas viaturas e levou ao corte da estrada.

Já junto à Universidade de Coimbra, na rua de acesso ao Instituto Nacional de Medicina Legal, uma árvore de grande porte caiu, danificando carros e impedindo a circulação de carros naquele local.

Catorze distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de vento moderado a forte de norte/nordeste, por vezes com rajadas até 80 quilómetros por hora, podendo atingir os 110 quilómetros por hora nas terras altas.

Nos distritos de Bragança, Évora, Faro, Vila Real, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja e Portalegre, o aviso amarelo vai estar em vigor até às 18h de hoje, e em Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra até às 12h de Terça-feira.

O aviso amarelo traduz situações de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Coimbra e outros três distritos sob aviso amarelo com previsão de vento forte e queda de neve

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Os distritos de Viseu, Coimbra, Castelo Branco e Guarda estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de vento e, em dois distritos, de queda de neve, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Nos distritos de Castelo Branco e Guarda os avisos dizem respeito a previsão de queda de neve e formação de gelo acima dos 1.600 metros de altitude e vento forte nas terras altas entre os 90 e os 110 quilómetros/hora.

Nos dois distritos, o aviso amarelo de previsão de queda de neve estende-se até às 00:00 de Domingo, enquanto o aviso de vento forte se estenderá até Terça-feira.

Nos distritos de Viseu e Coimbra, o aviso amarelo do IPMA refere-se a vento forte nas terras altas, entre os 90 e os 110 quilómetros/hora até ao dia 21, Terça-feira.

Júlio Isidro recebe Medalha de Mérito Cultural

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O Governo atribuiu a Júlio Isidro, amante incondicional da Figueira da Foz, de Buarcos em particular, a Medalha de Mérito Cultural que tem por âmbito distinguir pessoas singulares ou colectivas, pela sua dedicação ao longo do tempo a actividades de acção ou divulgação cultural – neste caso, o mundo da televisão.

Júlio Isidro começou, aos 16 anos, a apresentar os espectáculos no então Casino Peninsular. Hoje é a referência da televisão em Portugal.

Sociedade de Instrução Tavaredense apresenta “Música no Coração” no CAE

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O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz vai receber a Sociedade de Instrução Tavaredense para apresentar o musical “Música no Coração”. A obra foi adaptada e encenada por João Miguel Amorim e terá duas sessões neste fim-de-semana, dias 18 e 19 pelas 21h30 e 16h, respectivamente.

O musical vai estar em palco no Grande Auditório do CAE com o custo do bilhete a 7 euros.

Região de Coimbra espera implementar Sistema Inter-municipal de Transportes em 2021

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O Sistema de Transportes para a Região de Coimbra deve estar implementado no final de 2021, afirmou hoje fonte da Comunidade Inter-municipal (CIM) que integra 19 municípios.

“O nosso desejo é que o processo esteja implementado e assimilado pelas pessoas no final de 2021”, disse o primeiro secretário executivo da CIM Região de Coimbra, Jorge Brito, que falou à agência Lusa à margem da conferência “Intermodalidade e descarbonização”, promovida pela comunidade inter-municipal.

Segundo o responsável, o concurso público internacional relacionado com o Sistema Inter-municipal de Transportes (SIT) da região é lançado este ano.

A expectativa é que a adjudicação aconteça também este ano, caso não haja problemas de litigância no âmbito do concurso público.

De acordo com Jorge Brito, o SIT será “a grande entidade gestora que irá surgir no território”, permitindo a articulação e agregação dos serviços de transporte, dando resposta não apenas “às necessidades municipais e dos transportes escolares, mas também às necessidades de ligação quer dentro da região quer da região para fora”.

O SIT, que prevê um bilhete único para todos os serviços de transportes públicos na região, terá uma parceria com os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), bem como com o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que terá um troço urbano em Coimbra e um troço suburbano ligando a capital do distrito a Serpins, na Lousã, explicou.

Nesse sentido, o cartão do SIT poderá ser utilizado quer nos SMTUC quer no SMM, estando também a CIM Região de Coimbra a trabalhar com a CP – Comboios de Portugal para garantir a integração da bilhética com a ferrovia, face à presença na região da Linha do Norte, Linha da Beira Alta e Ramal da Figueira da Foz, referiu.

Para além disto, a CIM vai lançar já em Fevereiro um projecto-piloto de transporte flexível em 36 aldeias de Góis e 49 da Pampilhosa da Serra.

Este projeto-piloto pretende dar resposta de transportes públicos a lugares com pelo menos 40 pessoas, sendo que o programa deverá funcionar, acima de tudo, com recurso a operadores de táxis locais.

Neste projecto, as pessoas podem ligar para um número gratuito no dia anterior a solicitar o serviço de transporte, que cria “uma rota diferente de dia para dia, em função das necessidades” das populações, explicou Jorge Brito.

O serviço é pago como se de uma viagem de transporte público regular se tratasse, acrescentou.

Depois da experiência nestes dois concelhos, o objectivo será avaliar a sua implementação e alargá-lo a todo o território, sendo que será uma resposta “não apenas para municípios de baixa densidade, visto que há locais noutros municípios onde este tipo de resposta poderá ser mais racional”, vincou.

Um detido e cinco arguidos após agressões na Figueira da Foz

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A divisão policial da Figueira da Foz, com o apoio do destacamento da GNR de Montemor-o-Velho, deteve um homem e constituiu cinco arguidos no âmbito de um processo de investigação.

Este processo, motivado por ofensas à integridade física ocorridas nas imediações do Hospital daquela cidade na noite do dia 9 de Novembro, deu origem a buscas domiciliárias em Arazede, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, a partir das 7h do dia de ontem.

Na primeira, um homem de 22 anos foi detido por posse ilegal de uma arma de calibre 6,35mm e 13 munições. Nesta busca foram localizados mais dois suspeitos (que foram constituídos arguidos) por ofensas à integridade física, coação e danos.

Nas buscas realizadas na Figueira da Foz e Montemor-o-Velho foram constituídos 3 arguidos pelo mesmo crime.

A arma e munições foram apreendidas e o detido irá ser presente hoje, no Tribunal de Montemor-o-Velho.

Elsa e Fabien: levantamento inicial aponta prejuízos de 13ME na CIM Região de Coimbra

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O primeiro levantamento dos estragos provocados pelo mau tempo na área da Comunidade Inter-municipal (CIM) da Região de Coimbra, em Dezembro, aponta para prejuízos na ordem dos 13 milhões de euros, valor divulgado pelo presidente da CIM Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino, numa reunião com a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, realizada em Coimbra para analisar o processo de descentralização de competências.

“Há um primeiro levantamento dos nossos municípios, ainda sem um grande rigor, que aponta para 13 milhões de euros, que é um valor enorme”, salientou, no final, aos jornalistas, acrescentando que a intempérie de Dezembro motivou a activação do Plano de Emergência Distrital.

O autarca de Oliveira do Hospital disse esperar que o “Governo encontre soluções”, até porque a tempestade Leslie, em Outubro de 2018, “tem já no Orçamento do Estado uma verba prevista”.

Relativamente aos prejuízos provocados pela depressão Elsa na CIM Região de Coimbra, em Dezembro, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública disse que a situação terá de ser analisada, já que os estragos ocorreram após a entrega da proposta do Orçamento do Estado para 2020.

Alexandra Leitão salientou ainda que o Governo “está a fazer um esforço muito sério no sentido de assegurar que este ano seja marcado por uma transferência de verbas para as autarquias, com crescimento na casa dos 9,7%, e que poderá ser reforçado”.

“É também com este aumento das transferências do Estado para as autarquias que uma coisa muito importante vai ser acautelada – a necessidade de muitas autarquias têm de redimensionar, em alta, os seus serviços para poderem fazer face às competências que recebem”, sublinhou.

Segundo a ministra, além das verbas que são transferidas no quadro da própria descentralização, “este aumento das transferências para as autarquias que está já hoje na proposta de lei do Orçamento é muito importante”.

Os efeitos do mau tempo em Dezembro de 2019 provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20 de Dezembro de 2019, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

João César Monteiro é homenageado pela Figueira da Foz, atribuindo o seu nome a um auditório no CAE

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joao monteiro

O cineasta João César Monteiro vai ser homenageado pelo município da Figueira da Foz, cidade de onde era natural, com a atribuição do seu nome a um auditório do Centro de Artes e Espectáculos, segundo apurado pela agência Lusa.

O realizador, actor, produtor e crítico de cinema nasceu na Figueira da Foz, em 2 de Fevereiro de 1939, e morreu em Lisboa, em 2003, um dia após completar 64 anos. Na cidade que o viu nascer e onde morou até meados da adolescência, não existia, até hoje, qualquer referência toponímica a João César Monteiro, uma das razões que levou a Câmara Municipal a prestar-lhe, agora, homenagem.

“João César Monteiro era um génio, e nessa irreverência e imprevisibilidade que o caracterizavam, marcou o cinema português e fez suscitar muitas críticas, porque actuava ‘fora da caixa’. E era um figueirense e merece ser referido enquanto tal”, disse à agência Lusa Nuno Gonçalves, vereador com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

O vereador adiantou, a esse propósito, que os poderes públicos “têm a estrita obrigação de fazer com que os seus nomes sejam perpetuados”.

“Cultura também é isso, é liberdade e a liberdade da crítica”, enfatizou Nuno Gonçalves.

A homenagem hoje anunciada está agendada para dias 31 – com a exibição do último filme de César Monteiro, “Vai e Vem” (2003) – e 1 de Fevereiro, data em que decorrerá a atribuição do nome de João César Monteiro ao Pequeno Auditório do CAE (espaço onde uma vez por semana são exibidos filmes do chamado cinema alternativo e de autor), seguida de um colóquio sobre a vida e obra do cineasta.

O programa fecha com a exibição de “As Bodas de Deus”, longa-metragem de 1999, ano anterior àquele em que César Monteiro protagonizou uma das maiores polémicas do cinema português ao estrear “Branca de Neve”, um filme inspirado na obra de Robert Walser, em que aos diálogos se sobrepunha um longo plano em “vários tens de cinzento”, como afirmava, entre-cortado por curtas sequências de luz e de céu azul, com nuvens.

Autor de 12 longas-metragens, João César Monteiro foi duas vezes premiado no festival de Veneza, a primeira em 1989 com o Leão de Prata por “Recordações da Casa Amarela” – filme inaugural da trilogia João de Deus, poeta e louco interpretado pelo próprio realizador e seu alter-ego – e, em 1995, com o Grande Prémio do Júri, por “A Comédia de Deus”, que deu continuidade a este ciclo, fechado com “As Bodas de Deus”, em 1999.

CIM de Coimbra discute com Governo construção de aeroporto na região Centro

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A Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra vai reunir-se com o Governo, esta semana, para discutir a localização e “construção de raiz” de um aeroporto na região Centro, anunciou o presidente da Câmara de Coimbra.

“Há prejuízo para a região (Centro) a inexistência de uma infraestrutura aeroportuária no seu território” e “perante a evidência de que (a Base Aérea de) Monte Real não é alternativa”, tal como o aeródromo Bissaya Barreto, em Coimbra, “estamos a trabalhar” para resolver a situação, disse o presidente da Câmara de Coimbra, o socialista Manuel Machado.

A abertura da Base Aérea de Monte Real (BA5), no concelho de Leiria, ao tráfego civil “é inexequível” pois implicaria, designadamente por razões de segurança, “um investimento mais oneroso do que a construção de uma pista nova”, explicou o autarca, que falava hoje na reunião do executivo municipal de Coimbra.

O projecto de instalação de um aeroporto no concelho de Coimbra, através da ampliação do aeródromo municipal Bissaya Barreto, que Manuel Machado vinha defendendo desde a sua campanha de recandidatura à liderança da Câmara de Coimbra em 2017, também se revela inviável pois, também esta possibilidade envolveria “mais custos do que a construção” de infraestrutura nova, explicou.

A ampliação da pista do aeródromo Bissaya Barreto, em Cernache, no concelho de Coimbra, para a operação de aviões pesados “é muito dispendiosa”, de acordo com os estudos entretanto encomendados pela Câmara de Coimbra, frisou.

A localização do novo aeroporto já está de algum modo definida, no âmbito dos mesmos estudos já efectuados, que apontam para uma área situada “a sul de Coimbra e a norte de Leiria”, adiantou Manuel Machado, escusando-se a especificar para “não induzir a especulação imobiliária” que essa informação poderá suscitar.

A inexistência de um aeroporto na região Centro resulta em “grande prejuízo” para este território que “está cada vez mais longe de Lisboa e do Porto (a distância é a mesma, mas o tempo de viagem é cada mais”), afirma Manuel Machado, salientando que esta “é uma das poucas regiões da Europa sem serviço aeroportuário”.

A anunciada transformação do aeródromo Bissaya Barreto num aeroporto foi “uma fraude eleitoral”, considerou o vereador social-democrata Paulo Leitão, que reconheceu, tal como a vereadora Madalena Abreu, da mesma bancada, que a região Centro precisa deste tipo infraestrutura.

Sem pôr em causa o aeroporto, o vereador Francisco Queirós, da CDU, defendeu que “a grande prioridade deve ser a ferrovia”, designadamente na região onde, há cerca de uma década, foram desactivados e removidos os carris do Ramal da Lousã, exemplificou.

A reunião da delegação da CIM Região de Coimbra com o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, está agendada para Quarta-feira.

A CIM Região de Coimbra abrange os 17 municípios do distrito de Coimbra (Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares), Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).

Trabalhos de poda de árvores vão condicionar trânsito durante o próximo mês e meio

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O Município da Figueira da Foz informou a população de que haverão várias vias com trânsito interrompido/condicionado, a partir de hoje até ao dia 29 de Fevereiro, devido ao trabalho de poda de árvores na cidade, a ser realizado pela empresa Biostasia, Lda., segundo apurado pelo jornal O Figueirense junto rede social da autarquia.

A empresa será também responsável pela colocação de sinalização relativa às interrupções/condicionamentos de trânsito no arruamento e correspondente desvio da circulação rodoviária.

Segundo o aviso à população feito pela autarquia, as ruas em que é previsto ser feito o trabalho de poda são:

Rua da Liberdade
Rua Joaquim Sotto Mayor
Rua do Vizo
Rua da Fonte
Rua Bartolomeu Dias
Rua Afonso de Albuquerque
Rua Vasco da Gama
Travessa do Morim
Av. Saraiva de Carvalho
Rua Violinda Medina e Silva (junto ao ATL Fernão Mendes Pinto )Rua Dr. Luiz Carrisso
Rua Alexandre Herculano
Largo do Coliseu
Avenida Dr Francisco Lopes Guimarães
Ladeira do Monte (junto ao Tulipan)
Rua Dr. José Luis Mendes Pinheiro e Rua José Silva Ribeiro
Rua do Pinhal
Rua Gonçalo Velho ( Junto ao cemitério Setentrional)
Pátio Santo António
Rua do Matadouro
Rua Dr. José Francisco Nico
Rua António Pestana Rato
Rua da Paz ( Cemitério Oriental )
Avenida Engenheiro Fernando Munõz de Oliveira

Figueira da Foz quer viabilizar pesca de lampreia no Mondego ‘infestado’ de detritos

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz divulgou hoje um conjunto de medidas para viabilizar a actividade dos pescadores de lampreia no Mondego, face aos detritos, como restos de plantas invasoras, que correm rio abaixo.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara, Carlos Monteiro, frisou que as medidas agora implementadas prevêem “escoar (pelo rio) o maior número possível de jacintos-de-água entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz”.

Esta intervenção, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), irá decorrer até Quarta-feira, aproveitando as marés vazantes, e incidirá concretamente na abertura de comportas da estação de bombagem do Foja – localizada no limite com o concelho de Montemor-o-Velho – para canalizar as plantas que estão no chamado leito abandonado para o rio Mondego e daí até à barra da Figueira da Foz.

Carlos Monteiro disse ter reunido no Sábado com pescadores de lampreia, que se manifestaram preocupados com os efeitos da presença dos jacintos-de-água na sua actividade, tendo ficado decidido que, “em vez (das plantas) estarem constantemente a correr (rio abaixo), era necessário libertar o mais possível (de jacintos a montante, presos no leito abandonado junto à povoação da Ereira) para depois a pesca ser feita com mais normalidade”.

“Temos marés de lua e eles vão chegar em grande abundância ao concelho da Figueira da Foz”, enfatizou o autarca.

Já João Matias, da Protecção Civil municipal da Figueira da Foz, precisou que os jacintos-de-água que estão no leito abandonado do Mondego – e que na semana passada se estendiam por vários quilómetros, deixando ver apenas um tapete em tons de castanho e verde – vão passar para o canal principal do rio “por gravidade e com auxilio de uma máquina, em todas as marés baixas até Quarta-feira”.

Carlos Monteiro revelou, por outro lado, que os pescadores de lampreia “têm vários condicionalismos”, desde logo porque para terem as licenças renovadas “têm de vender por ano no mínimo cerca de 7.500 euros de peixe em lota”.

“E é muito importante para a gastronomia da Figueira da Foz e da região a apanha de lampreia”, lembrou.

Questionado porque é que aquelas plantas invasoras não são retiradas da água para terra e se opta por as canalizar para o Mondego, o autarca frisou que esse trabalho “não era exequível em tempo útil”.

“As pessoas têm dificuldade em perceber a quantidade de jacintos que lá estão (no leito abandonado), era preciso uma imensidão de recursos. E o tempo entre retirar, carregar e transportar não tinha exequibilidade no curto período de tempo que nós temos”, observou Carlos Monteiro.

“Assim, estamos a tentar resolver em três dias (para permitir a pesca da lampreia)”, acrescentou.

Já sobre as criticas de utilizadores da marina à falta de medidas preventivas da administração portuária – face à acumulação, nas últimas semanas, de milhares de plantas e dezenas de troncos de árvores que descem o rio, uma situação que se repete há vários anos, mas que tem maiores proporções em anos de cheias – Carlos Monteiro disse que a administração do Porto da Figueira da Foz está “a tentar colocar uma manga (flutuante)” para impedir a entrada dos detritos na zona das embarcações de recreio.

“Não quer dizer que seja a solução óptima, vamos tentar perceber se funciona ou não, porque se pretende manter a possibilidade de entrada e saída da marina a qualquer hora. Vamos tentar perceber se com a manga se consegue atenuar o problema”, argumentou.

O presidente da Câmara disse ainda esperar que este ano “seja a última situação de crise” por acção dos jacintos-de-água, lembrando o investimento de mais de meio milhão de euros anunciado recentemente pela comunidade inter-municipal (CIM) da Região de Coimbra precisamente para combater estas e outras espécies invasoras.

O plano inclui a compra de uma ceifeira anfíbia, que pode operar em cursos de água e em terra “para ir retirando a maior parte dos jacintos do rio, em trabalho contínuo” e, nessa sequência, passarem a existir equipas no terreno “para manter o controlo e ir limpando de cada vez que eles estão a propagar-se”, explicou.

Vinte e cinco trabalhadores agrícolas sem ocupação face às cheias do Mondego

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Vinte e cinco trabalhadores efectivos em empresas agrícolas do Baixo Mondego estão sem ocupação face às cheias que afectaram a região, afirmou hoje o presidente da Câmara de Soure, que pede apoios ao Governo para as empresas e funcionários.

Os 25 trabalhadores efectivos pertencem a empresas de Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra, que estão sem poder trabalhar devido às inundações que afectaram o vale central do Baixo Mondego no final de Dezembro, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, que se reuniu esta semana com produtores agrícolas da região, em representação dos autarcas dos concelhos mais afectados.

A notícia tinha sido avançada na sexta-feira pelo jornal local Terras de Sicó, que falava em meia centena de trabalhadores agrícolas temporariamente sem ocupação face à área de produção ainda submersa no vale central.

Segundo Mário Jorge Nunes, as empresas afectadas estão sobretudo ligadas à horticultura intensiva, sendo que, além da perda de produção e a necessidade de recuperar o potencial produtivo, têm os trabalhadores parados.

De acordo com o autarca, será enviado um memorando para o Ministério do Trabalho e Segurança Social na segunda-feira a expor a situação e a requerer algum tipo de resposta para a situação.

Os empresários agrícolas defendem a possibilidade de accionar o ‘lay off’ (suspensão temporária do contrato de trabalho), a suspensão dos descontos para a Segurança Social e subsídio aos trabalhadores afectados, referiu.

Além dos trabalhadores efectivos, também haverá alguns trabalhadores temporários afectados pela paragem, notou.

Mário Jorge Nunes referiu ainda que a recuperação “está a correr bem”, mas depende muito das condições climáticas, que poderão atrasar ou antecipar o regresso aos campos inundados.

Os efeitos do mau tempo em Dezembro de 2019 provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20 de Dezembro de 2019, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

“Grande Concerto de Ano Novo” esta noite no CAE

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Hoje, pelas 21h30, a Strauss Festival Orchestra & Strauss Festival Ballet Ensemble apresentam o Grande Concerto de Ano Novo, inspirado no evento musical tradicional que é celebrado anualmente em Viena com os títulos mais conhecidos do compositor austríaco, Johann Strauss, no Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos.

IP espera repor a partir de Domingo circulação ferroviária no ramal de Alfarelos

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A circulação ferroviária no troço entre Alfarelos e Verride, na linha Coimbra-Figueira da Foz, suspensa desde Dezembro de 2019 devido a danos causados pelo mau tempo, deverá ser retomada no domingo, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a IP afirma que “prevê concluir”, no Domingo, os trabalhos de reparação da ponte do Marujal localizada no ramal de Alfarelos e que a conclusão da obra “irá permitir a reposição da circulação ferroviária em totais condições de segurança no troço entre Alfarelos e Verride”.

A entidade que tem a seu cargo as linhas ferroviárias nacionais lembra que a circulação ferroviária naquele troço – que faz a ligação entre as estações de Alfarelos, na linha do Norte, e a Figueira da Foz e a linha do Oeste – “ficou impedida devido à subida do nível das águas do rio Arunca (afluente da margem esquerda do Mondego), que provocou o desguarnecimento do aterro junto a um pilar da ponte do Marujal”, incidente ocorrido no fim-de-semana antes do Natal, aquando das inundação que afectaram aquela região.

Na nota, a IP frisa que os trabalhos de reparação “tiveram início assim que o nível das águas o permitiu e que foram reunidas as condições mínimas de segurança para o seu desenvolvimento”.

A consolidação do aterro e de reconstrução da plataforma junto à ponte do Marujal “está agora na sua fase final” e foi concretizada “em apenas dez dias, fruto do forte empenho das equipas técnicas da IP e empresas associadas”, assinala.

Coimbra e seis outros distritos com aviso amarelo devido à agitação marítima

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Seis barras de Portugal continental estão hoje fechadas à navegação e outras seis condicionadas devido à previsão de agitação marítima forte, segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

As barras marítimas de Caminha, Vila Praia de Âncora, Vila do Conde, Esposende, Póvoa de Varzim e Ericeira estão fechadas a toda a navegação.

De acordo com a AMN, as barras marítimas de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, S. Martinho do Porto, no continente, e as de Santa Cruz das Flores e Lages das Flores, nos Açores, estão condicionadas.

Por causa da agitação marítima, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje.

O aviso amarelo traduz situações de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje na costa ocidental ondas de noroeste com 4 a 5 metros, sendo 3 a 4 metros a sul do Cabo Raso, diminuindo para 3 a 3,5 metros a partir do final da tarde.

Está igualmente prevista uma descida da temperatura, sobretudo a mínima, com acentuado arrefecimento nocturno.

O navio “Figueira da Foz” levou mantimentos aos Açores

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A Força Aérea e a Marinha levaram hoje para a ilha das Flores um total de 30 toneladas de mercadoria, sendo leite, medicamentos e legumes alguns dos bens a transportar, informou o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Em nota à imprensa, a entidade sublinha que o apoio surge a pedido do Governo dos Açores e, no total, a Marinha e a Força Aérea colocarão ao serviço 56 militares, um navio e uma aeronave para levar bens e produtos à ilha do grupo ocidental dos Açores, cujo maior porto ficou destruído após o furacão Lorenzo e cujas condições meteorológicas e oceanográficas adversas têm impedido o regular abastecimento das populações.

“O navio patrulha oceânico «Figueira da Foz», com 51 militares a bordo, largou ontem (Quarta-feira) à noite do porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira, após embarcar 25 toneladas de bens essenciais, estando previsto chegar à ilha das Flores hoje à tarde. A aeronave C-295, com uma tripulação de 5 militares, vai descolar durante a tarde da ilha Terceira, com 5 toneladas de bens essenciais (víveres) embarcados”, prossegue o EMGFA.

O recurso às Forças Armadas para o abastecimento da ilha das Flores foi anunciado na Quarta-feira pelo Governo Regional dos Açores.

Será ainda avaliada a necessidade de bens na ilha do Corvo, também pertencente ao grupo ocidental dos Açores, indicou na altura o director regional com a tutela dos Transportes, Pedro Silva.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em Outubro de 2019, causou a destruição total do Porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.

Nos últimos dias, diversos partidos chamaram a atenção para a falta de bens essenciais nas Flores, nomeadamente frescos e bens perecíveis.

Ainda esta semana entrará ao serviço o navio “Malena”, fretado pelo Governo Regional por um período de três meses, com opção de extensão do prazo, que colmatará a ausência de chegada de mercadoria por via marítima – com recursos a tráfego local – à ilha das Flores.

A última viagem de abastecimento à ilha foi realizada em 13 de Dezembro de 2019, com as condições negativas do mar a impedir novas travessias.

Durante a passagem do Lorenzo no arquipélago foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas, num total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízo, segundo o executivo açoriano.

Temperaturas atingem os 0º no Sábado

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Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a temperatura e as condições atmosféricas vão sofrer alterações significativas a partir do dia de hoje.

Comparativamente ao resto da semana, o dia de hoje terá temperaturas superiores com 8º de mínima e 15º de máxima, assim como elevada probabilidade de ocorrência de precipitação durante a parte da tarde.

Logo a partir de Sexta-feira está prevista uma diminuição de temperatura que persistirá até dia 14 de Janeiro (Terça-Feira). Em contrapartida, o IPMA prevê que não haverá risco de precipitação até Segunda-Feira, dia 13. As temperaturas máximas não mostram grande variação, oscilando entre os 14º e os 16º ao longo dos próximos dias, ao contrário das temperaturas mínimas que estão previstas a serem inferiores a 4º, atingindo o ponto mais baixo de temperatura no Sábado com 0º.

Oitenta e dois médicos iniciam especialidade em medicina familiar na região Centro

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Oitenta e dois médicos iniciaram hoje a especialidade em medicina geral e familiar (MGF) nas unidades de saúde familiar e de cuidados de saúde personalizados da região Centro, anunciou a Administração Regional de Saúde (ARS).

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a ARS do Centro (ARSC) afirma que estes profissionais de saúde, mais 22 do que no ano transacto, “vêm dar continuidade ao trabalho” que tem sido desenvolvido na região, na “área da formação pós-graduada técnico-científica, no reforço das equipas e na criação de condições para se renovar, progressivamente, os médicos de família que se aposentaram”.

O internato médico realiza-se após a licenciatura em medicina e corresponde a “um processo único de formação médica especializada teórica e prática”, para “habilitar o médico ao exercício tecnicamente diferenciado na respectiva área profissional de especialização”.

Após a conclusão do curso de medicina, os médicos candidatam-se a um concurso nacional para admissão no internato médico, que se “destina à escolha dos locais e das áreas de formação (especialidades)” e que tem a duração de quatro anos.

Na sessão de boas-vindas aos futuros médicos de família, hoje na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o vice-presidente da ARS do Centro, João Rodrigues, destacou a “importância do acordo alargado existente” entre o Colégio de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos, a Coordenação do Internato de MGF da Região Centro e a ARSC.

O acordo visa “qualificar as unidades formativas” – unidades de saúde familiar e de cuidados de saúde personalizados – e a criação da “comunidade das unidades formativas por centro de saúde”.

Esta qualificação “criará condições para a discussão, em equipa, da prescrição de medicamentos e de casos clínicos”.

“Podemos melhorar muito o internato na região Centro, o que já começámos a fazer com reuniões prévias de preparação deste ano”, sustentou, durante a mesma sessão, João Rodrigues, citado pela ARSC.

Organizada pela Coordenação de Internato MGF da Zona Centro, a recepção aos novos médicos internos decorreu hoje, com a apresentação de temas ligados à organização, formação e actividades no âmbito do internato médico em medicina geral familiar e a apresentação dos médicos internos e respectivos orientadores.

Dia de São Julião com missa solene e corta-mato

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Amanhã, dia 9 de Janeiro, é celebrada a tradição do Dia de São Julião da Figueira da Foz. O dia será marcado por uma missa solene na Igreja Matriz de São Julião, pelas 19h, com lançamento de fogo-de-artifício logo após a cerimónia.

No dia posterior (10 de Janeiro) haverá o Corta Mato São Julião, uma prova aberta ao público que terá lugar no parque das Abadias pelas 10h.

Aludindo ainda à sua evocação, a Sociedade Filarmónica Figueirense fará um concerto a São Julião, no dia 11 de Janeiro pelas 16h, na Igreja Matriz. O evento receberá Guilherme Gaspar como convidado especial e terá entrada livre.

Detidos por posse de armas proibidas

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Ontem pelas 17h30 na zona do Tovim, Coimbra, no âmbito de um processo em investigação da PSP, que culminou com uma diligência processual no domicílio do suspeito, um homem 49 anos, foi encontrado um bastão extensível e uma soqueira, segundo se apurou junto de fonte policial.

Mais tarde, pelas 19h45, na Estrada da Serrada Boa Viagem, Figueira da Foz, elementos afectos à esquadra da Divisão Policial desta cidade detiveram um homem de 21 anos. A detenção surgiu durante uma acção policial. “Efectuada uma busca ao veículo do suspeito, foi encontrada uma soqueira”, confirmou a PSP.

Segundo apurou O Figueirense, “por serem consideradas armas de posse proibida, não sendo possível a sua legalização, ambos os suspeitos foram detidos, sendo presentes a autoridade judicial competente”. Para já  desconhecem-se as medidas de coacção aplicadas.

APA anuncia investimento de 27 milhões de euros em intervenções para proteger o litoral

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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou o investimento de cerca de 27 milhões de euros em 11 intervenções de protecção do litoral a realizar nas cinco regiões hidrográficas.

As intervenções serão realizadas no âmbito de sete candidaturas aprovadas pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

Segundo a APA, na região Norte está previsto um investimento de cerca de 855 mil euros na protecção e reabilitação da defesa da marginal da praia de Árvore, no concelho de Vila do Conde, numa extensão total de aproximadamente 70 metros, após os danos significativos que resultaram das tempestades Emma e Gisele, em 2018.

A Região Centro terá cinco intervenções no âmbito da candidatura “Acções de Protecção do Litoral na região Centro – Cortegaça/Vieira”, num investimento total de cerca de 5,2 milhões de euros.

Estas intervenções pretendem proteger, recuperar e estabilizar das dunas a norte do esporão sul de Cortegaça, em Ovar, entre a praia da Barra e a da Costa Nova, em Ílhavo, e entre a praia de Quiaios e Murtinheira, na Figueira da Foz.

Pretendem ainda reabilitar e manter a defesa aderente em Ílhavo e o reforço, a reabilitação dos molhes a sul e a norte da foz do rio Liz e a requalificação da marginal da praia da Vieira, na Marinha Grande, acrescentou.

Ainda na região Centro, serão investidos cerca de 19 milhões de euros no combate à erosão nas praias entre a Cova Gala e Lavos, no âmbito da candidatura “Alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul da Figueira da Foz (Cova-Gala – Costa de Lavos).

Segundo o organismo, esta intervenção prevê “o aproveitamento das areias provenientes das dragagens na barra da Figueira da Foz para recarga da praia e reforço do cordão dunar a sul do esporão nº 5 da Cova Gala”.

Na Região do Tejo e Oeste serão investidos cerca de 1,1 milhões de euros na recuperação do cordão dunar das praias da Cova de Alfarroba, Baía e Baleal Campismo e na estabilização da arriba do Porto da Areia Sul, ambas no concelho de Peniche.

Estas duas acções pretendem promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos.

No Alentejo, a APA vai investir cerca de 160 mil euros na demolição de uma construção ilegal localizada em Domínio Público Marítimo e em zona de risco na praia de Galapos, em Setúbal.

Esta intervenção vai ainda “remodelar o actual acesso público à praia de Galapos, que atualmente não permite a circulação de veículos até ao areal, o que assume especial relevância no eventual socorro de pessoas em situações de emergência, e visa ainda a protecção do litoral, antecipando riscos e cenários potenciados pelas alterações climáticas”, acrescentou a APA.

Para o Algarve estão previstas duas intervenções, com um valor total de cerca de 1,35 milhões euros, no âmbito de duas candidaturas aprovadas pelo POSEUR, uma para a praia do Vau e outra para a de Vila do Bispo.

Na praia do Vau, no concelho de Portimão, a intervenção “Migração sedimentar para a praia do Vau” pretende alargar o areal do troço costeiro entre as praias do Vau e da Rocha, “de forma a aumentar a área disponível para os utilizadores das praias fora das faixas de risco das arribas”.

Em Vila do Bispo a intervenção “Estabilização da arriba contígua ao baluarte poente da Fortaleza de Sagres” tem como objectivo “estabilizar um bloco rochoso, que se encontra instável devido à existência de uma falha, localizada na arriba contígua ao baluarte poente da Fortaleza de Sagres”, realçou a APA.

Obras de manutenção na ponte da Figueira da Foz, circulação condicionada

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A circulação na ponte Edgar Cardoso sobre o rio Mondego, na Figueira da Foz, estará condicionada 15 dias em cada sentido a partir do dia de hoje, anunciou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em nota enviada à agência Lusa, a IP afirma que a partir de hoje serão realizados “trabalhos de conservação das juntas de dilatação” na ponte, que, numa primeira fase, levarão à supressão da circulação na via direita no sentido Figueira da Foz / Gala (Norte/Sul), “com uma duração prevista de duas semanas”.

Segundo a IP, a intervenção insere-se “no âmbito da empreitada de Conservação Corrente no distrito de Coimbra” e os trabalhos decorrerão diariamente entre as 8h e as 17h, período horário em que decorrerão os condicionamentos de trânsito naquela via, que coincide com o atravessamento do rio Mondego pela estrada nacional (EN) 109.

Na zona da intervenção, na única faixa aberta ao trânsito automóvel normal, a circulação será limitada à velocidade máxima de 50 quilómetros por hora (km/h).

Na segunda fase, a intervenção será realizada nos mesmos moldes na faixa da direita do sentido contrário (Sul/Norte), também com uma duração prevista de duas semanas.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Infraestruturas de Portugal esclareceu que a circulação de veículos de emergência dos bombeiros, nomeadamente ambulâncias em trânsito de ou para o hospital distrital da Figueira da Foz, que se situa na margem esquerda do Mondego, estará assegurada.

“A intervenção na faixa da direita deixa espaço mais do que suficiente para, em caso de necessidade, um veículo de emergência passar. Não vamos utilizar a faixa toda (nos trabalhos), fica uma espécie de berma extra que dá espaço para uma ambulância”, indicou a fonte da IP.

No comunicado, a Infraestruturas de Portugal agradece “a melhor compreensão aos automobilistas pelos eventuais transtornos” provocados pela intervenção na ponte Edgar Cardoso “nomeadamente na demora na passagem por este local”.

Acrescenta que a execução dos trabalhos “tem como objectivo a melhoria das condições de conforto e segurança na circulação na EN 109”.

Grupo acusado de assaltos a 87 multibancos fica em silêncio no julgamento em Coimbra

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Onze dos 13 arguidos suspeitos de pertencerem a um grupo que terá furtado pelo menos 87 multibancos ficaram hoje em silêncio, no início do julgamento no Tribunal de Coimbra.

Aqueles que são considerados os principais arguidos – três acusados de terem orquestrado o esquema para o assalto a caixas multibanco por todo o país e outros dois que acabaram por se juntar ao grupo (todos em prisão preventiva) – decidiram ficar em silêncio no início do julgamento, assim como outros seis acusados pelo Ministério Público de diferentes graus de participação no grupo.

De acordo com a acusação a que a agência Lusa teve acesso, o grupo é acusado de ter furtado mais de dois milhões de euros em ataques a pelo menos 87 caixas multibanco de norte a sul do país, com os crimes a terem decorrido entre Setembro de 2016 e Dezembro de 2017, quando três dos principais suspeitos foram interceptados pela PJ após o regresso de mais um assalto.

No início do julgamento, apenas falaram a mãe de um dos principais arguidos e a namorada de outro suspeito, que são acusadas de branqueamento de capitais.

A mãe de um dos arguidos negou a acusação do Ministério Público de branqueamento de capitais e detenção de arma proibida (um bastão de aço).

Respondendo ao presidente do colectivo de juízes, a arguida afirmou que apenas registou um carro Volkswagen que o filho usava em seu nome porque o seguro da viatura ficaria mais barato, desconhecendo que este estivesse envolvido em qualquer tipo de crime.

“Para mim, foi um choque”, contou aos juízes, salientando ainda que a arma encontrada na sua casa, aquando das buscas da PJ, estava num local onde o seu filho guardava as suas coisas.

Apesar de o arguido aparecer em sua casa com diferentes carros, a mãe sublinhou que o filho trabalhava numa garagem e comprava e vendia carros, achando por isso “normal” vê-lo com diferentes viaturas.

Também a namorada de outro dos principais arguidos, apenas acusada de branqueamento de capitais, explicou que registou um carro BMW em seu nome, a pedido do irmão do seu companheiro, que o tinha trazido da Alemanha, desconhecendo que o seu namorado estivesse envolvido em qualquer tipo de crimes.

O julgamento deste processo, com furtos em distritos como Lisboa, Leiria, Évora ou Porto, decorre em Coimbra por ter sido neste distrito que terá acontecido o crime de maior gravidade, um assalto a uma caixa multibanco em Vila Nova de Poiares, em que os arguidos terão ameaçado dois funcionários e um cliente de um posto de abastecimento, com recurso a armas de fogo.

De acordo com a acusação, o grupo recorria a explosões para assaltar os terminais de multibanco, em operações em que cada um dos elementos “obedecia a regras rígidas aceites por todos”.

Antes dos furtos, os membros “seleccionavam criteriosamente as caixas multibanco”, procurando perceber a marca e modelo do terminal, através de consultas de movimento de cartões de débito, tendo preferência pelas caixas de uma versão da marca Baussa, mais “antiga e ultrapassada e com menos mecanismos de segurança”, refere o Ministério Público (MP).

Para o assalto, o grupo recorria a carros previamente furtados e usava chapas de matrículas também roubadas e correspondentes a outros veículos.

Era habitual, no local do furto, danificarem as câmaras de vídeo de segurança, levando também consigo rádios portáteis emissores/receptores e várias peças de roupa para trocarem após a prática dos crimes.

Segundo a acusação, para o assalto, além do material necessário para o furto, o grupo ia munido de armas de fogo, como revólveres e espingardas AK-47, e extintores que podiam aspergir contra as viaturas policiais em caso de perseguição.

Os três principais membros são acusados de vários crimes de furto qualificado, posse de arma proibida, falsificação de documento, explosão, receptação e branqueamento de capitais, sendo que, dos 13 arguidos, cinco estão presos preventivamente.

Cidadãos isentos de multa se quiserem retirar madeira das praias da Figueira

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Os cidadãos que assim o desejarem podem retirar a madeira acumulada nas últimas semanas nas praias da Figueira da Foz, sem que sejam identificados ou multados pelas autoridades, segundo uma declaração do presidente da Câmara Municipal Carlos Monteiro à Agência Lusa.

As inundações na região a montante da Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, e o forte caudal do rio Mondego, que subsistiu durante vários dias, levou até à marina da cidade, praias interiores dos molhes do porto comercial (Forte e Cabedelinho) e aos areais marítimos de ambas as margens, uma quantidade anormal de detritos, desde jacintos-de-água – planta invasora fluvial que não sobrevive à água salgada – até troncos de árvore com vários metros de comprimento.

“Relativamente às praias, que diz directamente respeito à Câmara, nós estamos a limpar e concertámos com o senhor comandante da Capitania que os populares que, cumprido a lei, queiram tirar [madeira] possam tirar. Mas nós estamos a fazer essa limpeza”, afirmou Carlos Monteiro.

O autarca avisou, no entanto, que continua a chegar “muito material” lenhoso à foz do Mondego “todos os dias”, manifestando que não será possível “manter as praias sem madeira” nos próximos tempos.

“Mas estamos a fazer esse trabalho”, reafirmou.

Num passado recente, em 2016, ano de outra inundação na região do Baixo Mondego, a acumulação de madeira na zona junto à foz do rio levou inúmeros populares até à praia do Forte, tendo parte sido recolhida por estes, também com o acordo da autoridade marítima e do comandante do porto da altura, desde que não fossem utilizados meios mecânicos, como moto-serras ou outros.

Uma das praias mais afectadas nos dias de hoje pela deposição de madeira, concretamente restos de árvores, é o areal do Cabedelo, a sul do Mondego, onde a mancha de detritos florestais se estende por mais de um quilómetro, até à zona do hospital distrital.

Já sobre a remoção dos detritos na zona da marina, Carlos Monteiro disse acreditar que esse trabalho de limpeza será realizado pela administração portuária, que tem a jurisdição daquela área.

Na marina, especialmente no lado poente, a quantidade de jacintos-de-água transformou aquela zona do rio num enorme ‘tapete’ verde, também por entre as embarcações ali ancoradas – a exemplo do que sucede praticamente todos os anos, especialmente no inverno – mas, este ano, àquelas plantas aquáticas somam-se restos de árvores e troncos inteiros, alguns com partes da raiz visível, que quando a maré baixa se acumulam nas margens, deixando impraticável a própria rampa de acesso ao rio utilizada por embarcações de recreio.

Moção de repúdio a declarações do ministro do Ambiente com chumbo anunciado na Figueira da Foz

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Uma moção de repúdio a declarações do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, sobre aldeias afectadas por inundações, apresentada por dois vereadores eleitos pelo PSD na Figueira da Foz, vai ser chumbada pela maioria socialista, antecipou o presidente da Câmara.

A moção de repúdio, que consta da agenda da reunião da autarquia a realizar no dia de hoje, foi divulgada pelos dois vereadores eleitos pelo PSD na passada Quinta-feira, na rede social Facebook.

No texto, Carlos Tenreiro e Miguel Babo (que perderam a confiança política das estruturas locais sociais-democratas e têm vindo a protagonizar posições divergentes para com o único vereador reconhecido pelo PSD no executivo, o líder concelhio Ricardo Silva) contestam o teor das declarações de Matos Fernandes, em 23 de Dezembro, “a propósito da ocorrência das recentes cheias na região Centro e das populações que foram afectadas”.

“Vamos ter de nos adaptar aos recursos que temos. Aldeias têm de saber que estão numa zona de risco. Paulatinamente, as aldeias vão ter de ir pensando em mudar de sítio porque não esperamos que esta capacidade que temos possa vir a crescer”, afirmou na altura o ministro do Ambiente, citado em vários órgãos de comunicação.

“A declaração, ao ser proferida por um responsável máximo da governação do país, demonstra uma total irresponsabilidade, revelando-se infeliz, inoportuna, despótica e de tom alarmista, não só desnecessário como totalmente desajustado”, acusam os autores da moção.

Carlos Tenreiro e Miguel Babo argumentam que Matos Fernandes demonstrou “uma total ignorância sobre tudo o que se refere à realidade e história das populações do Baixo Mondego”, que “ao longo de séculos, geração após geração, sempre souberam conviver e lidar com a questão das cheias”.

Os vereadores acrescentam, entre outros considerandos, que o “total despropósito” das palavras do titular da pasta do Ambiente “promoveu um sentimento acrescido de insegurança no seio das populações atingidas pelas cheias”.

“De um governante, e acima de tudo, de um ministro do Governo central, em momentos como aqueles que se viveram nos últimos dias com as cheias do Mondego esperam-se palavras de apoio e de conforto”, adiantam Carlos Tenreiro e Miguel Babo.

Os vereadores frisam, por outro lado, que as declarações do ministro levam “irremediavelmente” a outras preocupações, relacionadas com a Figueira da Foz, nomeadamente à “situação grave de erosão costeira” a sul do Mondego, “com risco de submersão das localidades ali existentes e que não é causada pelas alterações climáticas, mas sim pela catastrófica retenção das areias” na praia adjacente ao molhe norte do porto comercial.

“Nada nos espanta que dentro da lista negra da política de deslocalização de aldeias, se encontrem, também, pelos mesmos motivos, as populações da Cova, da Gala, da Costa de Lavos ou da Leirosa”, enfatizam.

Ouvido pela Lusa sobre a moção, que será discutida e votada na manhã de segunda-feira, o presidente da autarquia, Carlos Monteiro (PS), antecipou o chumbo da proposta, com os votos contra da maioria socialista no executivo municipal.

O autarca justificou esta posição pública também com a divulgação pública da moção antes da reunião e contestou os termos da proposta: “Primeiro, não me parece curial a Câmara Municipal da Figueira da Foz estar a discutir um assunto que diz directamente respeito ao concelho de Montemor-o-Velho”.

Por outro lado, Carlos Monteiro frisou que aquilo que Matos Fernandes disse, “num contexto generalista, faz sentido”.

“Aliás nós, no nosso Plano Director Municipal, temos um recuo estratégico programado. Temos zonas que sabemos ser de risco, onde não é possível construir, não é possível reconstruir, porque, infelizmente as alterações climáticas são uma realidade. E temos de começar a antecipar alguns dos problemas que, de certeza, por muito que o Homem consiga controlar a Natureza, não consegue resolver”, argumentou.

Carlos Monteiro frisou ainda que o ministro do Ambiente “está à frente, na Europa, nas preocupações que tem com as alterações climáticas” e nas medidas que Portugal possui para as combater e que, nesse sentido, a posição de Matos Fernandes “não deve ser desvalorizada”.

Os Reis chegaram à Figueira

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Esta noite cumpriu-se mais uma vez a tradição do cortejo da Espera de Reis na Figueira da Foz, no Jardim Municipal, num evento organizado pelas Sociedade Filarmónica Figueirense e Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.

A Sociedade Filarmónica Dez de Agosto iniciou o percurso dos Reis na Ponte do Galante:

Os Reis da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto

A Sociedade Filarmónica Figueirense começou a viagem pela Estação da CP:

Os reis da Sociedade Filarmónica Figueirense

Ambas chegaram, vestidas a rigor, ao Jardim Municipal, espalhando a magia da antiga tradição pela cidade.

Reis Magos chegam hoje para cumprir a tradição

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Esta noite de domingo, às 21 horas, cumpre-se a tradição do cortejo da Espera de Reis na Figueira da Foz, no Jardim Municipal, num evento organizado pelas Sociedade Filarmónica Figueirense e Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.

O momento de Espera dos Reis tem início marcado pelas 20h30, com o Grupo de Cantares Praia Mar do Grupo Instrução e Sport e, logo de seguida, pelas 21h00, irá começar o cortejo da Espera dos Reis, em dois locais diferentes, começando a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto na Ponte do Galante e a Sociedade Filarmónica Figueirense na Estação da CP, chegando ambas, vestidas a rigor, ao Jardim Municipal, segundo apurou O Figueirense.

Pelas 21h30, a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto irá proceder à representação de excertos do “Auto dos Reis Magos” no local e, pelas 22 horas, será a vez da Sociedade Filarmónica Figueirense a apresentar o Auto dos Reis Magos integral na sua sede.

200 novos guardas provisórios da GNR

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O ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, disse, na Figueira da Foz, que a segurança é essencial para que haja contas certas em Portugal e também para o investimento e para o turismo.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de incorporação do 42.º curso de formação de 200 novos guardas provisórios da GNR, questionado se os investimentos em novos recursos humanos nas forças de segurança – que estão a ser discutidos e projectados num plano plurianual de admissões até 2023 que deverá estar concluído daqui a dois meses – significa que o MAI “ganhou a luta” ao Ministério das Finanças, Eduardo Cabrita recusou colocar a questão nesses termos.

“Não há nenhuma luta nem tem sentido colocar a questão nesses termos. A segurança é essencial para que haja contas certas. Sem segurança não há investimento, sem segurança não há turismo. E por isso estamos todos firmemente comprometidos com ter um orçamento equilibrado e continuar a afirmar Portugal como um dos países mais seguros do mundo”, afirmou o ministro.

Eduardo Cabrita destacou que, no caso da GNR, em 2018 e 2019, foram admitidos “cerca de 1.500 militares” e que essa situação “permitiu um virar de página”.

“Permitiu que tivéssemos finalmente dois anos em que as admissões superam aqueles que cessaram funções, basicamente por razões de idade ou quaisquer outras. Tivemos também, valorizando aqueles que exercem funções na Guarda [Nacional Republicana] cerca de três mil promoções e, desbloqueando as carreiras, uma progressão de cerca de 19.000 militares entre 2018 e 2019”, argumentou o ministro.

Para 2020, Eduardo Cabrita destacou a “absoluta novidade” que consta do programa do Governo e do Orçamento do Estado, que é a existência do programa plurianual de admissões até 2023.

“Não nos basta ter uma evolução positiva como a que tivemos em 2018 e 2019. Temos de passar a um passo mais exigente, a fazer programadamente uma previsão da necessidade de recrutamento nas forças de segurança, para o horizonte de médio prazo, neste caso para o horizonte da legislatura até 2023”, referiu.

Sobre a incorporação de hoje, a cujos procedimentos assistiu pela primeira na Figueira da Foz, Eduardo Cabrita acompanhou as diversas fases do primeiro dia dos 200 novos guardas provisórios (90 militares e 110 civis, com idades entre os 19 e 29 anos) – desde a admissão, confirmação de dados pessoais e criação de processo individual, exames médicos ou entrega de fardamentos, entre outras – questionando vários sobre a sua origem ou funções profissionais ou outras que desempenhavam.

Logo de início, Eduardo Cabrita interpelou uma rapariga, da ilha da Madeira, que chegou à Figueira da Foz depois de três anos no Exército ou um rapaz de Castelo Branco, até agora vendedor de automóveis, dando-lhes as boas vindas à GNR.

Há quem chegue de perto (Coimbra ou Lousã) e de mais longe – um jovem de Cabeceiras de Basto (Braga) ou outro que jogou futebol durante 14 anos em Bragança – e até uma ciclista profissional de Vilamoura, no Algarve.

“Tem aqui uma especialidade a ter em atenção para a fiscalização”, brincou Eduardo Cabrita, dirigindo-se a Botelho Miguel, comandante geral da GNR, sobre a jovem ciclista.

Já no capítulo dedicado aos exames médicos, em que é feita uma “revisão” da condição física dos candidatos, foram identificados três inaptos – dois por questões ortopédicas e um terceiro por possuir uma tatuagem em local visível, o que vai contra as regras da admissão.

Aos jornalistas, no final da visita, o ministro da Administração Interna explicou que os cerca de 200 guardas provisórios de que hoje até Novembro irão cumprir a formação na Figueira da Foz, permitem compensar os que no verão de 2019 foram afectos à Unidade de Protecção e Socorro (GIPS) no combate a incêndios e na prevenção de risco florestal.

“É basicamente essa compensação que aqui é feita”, frisou o MAI.

PH junta-se a Mariza

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O instrumentista figueirense Phelipe Ferreira (PH) começou a trabalhar na equipa musical da fadista Mariza, segundo apurou O Figueirense junto facebook pessoal do artista.

Detido por furto na Figueira

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Anteontem, pelas 9h, elementos afectos à Divisão Policial da Figueira da Foz, procederam à detenção de um homem de 21 anos de idade. Cerca das 7h50, o suspeito encontrava-se à frente de uma casa, no interior de uma viatura com o som do rádio muito elevado, tendo o proprietário da referida moradia a necessidade de o abordar com o intuito de que o mesmo diminuísse o volume do som, tendo este acatado.

Momentos depois, o ofendido saiu à rua para ir ao pão e, quando chegou a casa deparou-se com o suspeito no seu interior na posse de um comando de play station 4, um par de phones e dois porta jóias com diversas peças de prata no seu interior, contudo, o furto não se concretizou, dada a intervenção do queixoso, tendo o suspeito encetado a fuga.

Mais tarde, com as características do homem os agentes conseguiram intersectá-lo. Sujeito a uma revista de segurança, foi-lhe encontrada uma determinada quantia monetária que o suspeito disse ter furtado do interior de um táxi que se encontrava na via pública sem o seu condutor. “Perante os factos foi-lhe dada voz de detenção”, segundo a PSP.

Ambos os lesados exerceram o seu direito de queixa.

Carros eléctricos – Vendas baixaram em 2019

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A venda de carros eléctricos ligeiros de passageiros em Portugal decresceu 16,4% em 2019 face a 2018, de 8.241 veículos para 6.883, acompanhando a tendência do mercado automóvel nacional, que caiu 2%.

De acordo com dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal, a venda de ligeiros eléctricos em 2019 foi de 7.096 veículos, dos quais 6.883 de passageiros e 213 de mercadorias.

Em 2018, de acordo com a Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos, foram vendidos 8.241 eléctricos de passageiros, número superior aos 4.327 registados em 2017. O mercado automóvel português fechou 2019 com menos 2% de carros matriculados face a 2018, totalizando 267,8 mil veículos, com o número de ligeiros a diminuir 2% e o de pesados 1,2%, divulgou hoje a ACAP.

O mercado automóvel tinha registado aumentos de 2,6% (para 213,2 mil veículos) em 2018, 7,7% em 2017, 15,8% em 2016, 24% em 2015, 36,1% em 2014 e 11,7% em 2013.

A última descida registada nas vendas de automóveis em Portugal observou-se em 2012, ano em que se venderam 95.290 veículos, menos 38% do que os vendidos em 2011 (153.433 veículos).

De acordo com os números dados a conhecer hoje pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal, vendeu-se um total de 267.828 veículos em 2019, dos quais 5.575 pesados e 262.253 ligeiros (223.799 de passageiros e 38.454 de mercadorias).

Os ligeiros de passageiros registaram em 2019 uma diminuição de 2% face a 2018, tendo os de mercadorias diminuído 2,1%.

Utentes do IP3 atribuem condicionamentos a falta de manutenção da via

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O encerramento parcial e os vários condicionamentos do trânsito no Itinerário Principal 3 resultam sobretudo da “falta de manutenção”, acusou a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3.

“O IP3 tem estado perto do abandono total”, lamentou Álvaro Miranda, representante daquela associação. Durante anos, “não foram feitas obras de manutenção nos taludes, nem limpeza adequada das valetas”, acrescentou. “Mais cedo ou mais tarde, esta situação vai dar derrocada”, segundo Álvaro Miranda.

A Associação de Utentes e Sobreviventes, com sede em Penacova, realizou uma conferência de imprensa para “manifestar descontentamento” pelo encerramento total do IP3, no sentido de Viseu, entre o nó da Espinheira e aquela vila do distrito de Coimbra. Entre Trouxemil e Santa Comba Dão, também no sentido Coimbra–Viseu, a circulação de viaturas pesadas foi proibida na sequência das derrocadas e outros incidentes provocados pelo mau tempo há mais de uma semana, com a passagem das depressões Elsa e Fabien.

Entre a Espinheira e Penacova, as viaturas ligeiras que se dirigem para o interior têm de seguir por vias secundárias. Em comunicado, a associação lamenta “o transtorno causado às populações em geral, bem como o prejuízo às empresas de transporte de mercadorias”. Por outro lado, assume diversas “desconfianças sobre as obras em curso” no IP3, iniciadas no verão, na zona de Penacova.

Os recentes efeitos do mau tempo em Portugal provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores. Originado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, o mau tempo provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Ginásio Figueirense faz 125 anos

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O Ginásio Clube Figueirense completa hoje 125 anos de existência. Esta manhã o sócio n.1, José Rolinho Sopas, hasteou a bandeira perante o olhar de vários ginasistas, entre eles Francisco Simões (à direita), referência destacada do clube encarnado pela Figueira da Foz

Arménio Marques morreu há 20 anos

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Nascido a 20 de Setembro de 1924, na freguesia de Figueira de Lorvão, mais precisamente em Póvoa, Arménio Marques foi ordenado sacerdote em 1957. Arménio Marques esteve à frente dos destinos da Igreja católica figueirense durante 33 anos, sucedendo a José Lourenço dos Santos Palrinhas. A simpatia e trato de invejável sinceridade marcaram sempre a presença de Arménio Marques como padre da Figueira. Arménio Marques, atormentado pela doença, morre, aos 74 anos, no Dia Mundial da Paz do último ano do século XX.

D. João Alves, então bispo da Diocese de Coimbra e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, entre outros padres, prestam o último tributo ao sacerdote que ostenta o seu nome no velho Largo da Igreja.

Foto: Arménio Marques com uma turma do antigo Patronato de S. Miguel

Passagem de ano na Figueira da Foz com artistas musicais e fogo-de-artifício

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O ano de 2019 termina hoje e a cidade da Figueira da Foz irá encerrá-lo com festa e animação na Praça do Forte, dando as boas vindas a 2020.

As festividades com a temática “2020 motivos para vir à Figueira da Foz” terão início pelas 22h45, abrindo o espectáculo com a actuação da banda do filme “Variações” em que participa Sérgio Maia (actor que interpreta o papel de António Variações), os músicos  Duarte Cabaça, David Silva, Vasco Duarte e o produtor musical responsável pela banda sonora do filme, Armando Teixeira.

À meia-noite despedimo-nos do ano de 2019 e é anunciada a chegada do ano de 2020: o céu figueirense será iluminado pelo tradicional espectáculo piro-musical e pouco depois, por volta das 00h15, actua o rapper Profjam, um dos artistas mais reconhecidos de hip-hop nacional, com uma carreira de notável ascensão devido à sua postura e sonoridade única.

Logo após a actuação do artista de hip-hop, pelas 01h30, o DJ Tom Enzy sobe ao palco para encerrar as festividades com uma energia e animação únicas, com a experiência retirada de vários festivais nacionais e internacionais, como o RFM SOMNII e o Ultra Europe.

Nove mortos e 38 feridos graves na operação “Natal e Ano Novo”

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Nove pessoas morreram e 38 ficaram feridas gravemente nos mais de 2.260 acidentes registados pela GNR desde o dia 20 de Dezembro até às 7h de hoje, no âmbito da operação “Natal e Ano Novo”.

Segundo os dados avançados à agência Lusa pela GNR, foram registados, neste período, um total de 2.262 acidentes, dos quais resultaram nove vítimas mortais, 38 feridos graves e 580 feridos ligeiros.

No âmbito da inspecção rodoviária, foram fiscalizados 45.381 veículos, tendo sido detectadas 13.321 infracções.

Desde o início da operação “Natal e Ano Novo”, os militares da GNR realizaram 40.925 testes de álcool a condutores, dos quais 299 resultaram em contra-ordenação. Em 262 casos os condutores apresentavam uma taxa de alcoolemia considerada crime, ou seja, igual ou superior a 1,2 gr/l.

No âmbito da velocidade, foram fiscalizados 322.909 veículos e detectados 5.857 casos de excesso.

Foram ainda detectadas 374 casos de uso do telemóvel durante a condução.

A operação “Natal e Ano Novo” da GNR arrancou no passado dia 20 de Dezembro, com um reforço do patrulhamento rodoviário nas estradas de maior tráfego do país para prevenir acidentes e garantir a fluidez do trânsito.

Para a operação, que termina em 5 de Janeiro, a GNR mobiliza diariamente cerca de 4.600 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais.

Durante a operação, os militares da corporação estão “particularmente atentos” ao excesso de velocidade, manobras perigosas, ultrapassagens, mudança de direcção e de cedência de passagem, uso do telemóvel durante a condução, não circulação na via mais à direita em autoestradas e itinerários principais e complementares e uso do cinto de segurança.

Em comunicado, a GNR aconselha os condutores a efectuarem um planeamento cuidado das viagens, evitando os períodos do final do dia, quando se prevê maior intensidade de tráfego, descansarem antes da viagem e, pelo menos de duas em duas horas, ou sempre que sintam necessidade, efectuarem paragens de descanso, além de adequarem a velocidade às condições meteorológicas, ao estado da via e ao volume de tráfego rodoviário.

Viriato a passar no CAE

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No dia 3 de Janeiro de 2020, pelas 21h30, o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz vai exibir o filme Viriato, do realizador figueirense Luís Albuquerque. Viriato é uma produção cinematográfica, sem apoio financeiro do ICA. O filme foi rodado nas regiões de Seia, Viseu, São Pedro do Sul e Paços de Ferreira e contou a participação de actores figueirenses como Miguel Babo, João Damasceno, Mário Bertô e António Albuquerque.

O custo de entrada será de 5 euros e será exibido no Grande Auditório do CAE.

Presidente da República elogia “resistência” das populações afectadas no Baixo Mondego

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O Presidente da República defendeu hoje que agora importa fazer um levantamento dos danos causados pelas cheias no Baixo Mondego, na semana passada, tendo realçado a “capacidade de resistência” das populações.

“É preciso fazer o levantamento dos prejuízos para ver como se avança”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Montemor-o-Velho, Coimbra, que elogiou a “capacidade de resistência” das pessoas afectadas.

O Presidente da República prestava as primeiras declarações na vila de Ereira, naquele município do distrito de Coimbra, durante a visita que efectuou, hoje à tarde, aos locais do Baixo Mondego mais afectados pelas cheias da semana passada.

Marcelo Rebelo de Sousa está a visitar hoje, desde o início da tarde, a região do Baixo Mondego, no distrito de Coimbra, passado o período crítico das inundações, para obter informação no local sobre os efeitos do mau tempo.

O chefe de Estado, que acertou esta deslocação com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, esteve acompanhado pelo ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes.

Na sequência da passagem das depressões Elsa e Fabien, Marcelo Rebelo de Sousa divulgou uma nota a dar conta de que estava a acompanhar a situação do mau tempo em Portugal, em particular no Baixo Mondego, onde a ruptura de dois diques provocou cheias, e prometeu deslocar-se àquela região.

Na véspera de Natal, anunciou que iria fazer hoje essa visita, declarando: “Vou observar, vou ver, e vou contactar com a realidade, conforme prometi, no tempo adequado, que é estabilizada a situação e não durante o período crítico – exactamente o mesmo que adoptei em relação aos incêndios. Entendo que ganho em perceber o que se passou e aquilo que está a ser pensado”.

Os efeitos do mau tempo provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Presidente da República vem a Montemor-o-Velho

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O Presidente da República anunciou que vai visitar a região do Baixo Mondego amanhã para obter informação no local sobre os efeitos do mau tempo, escusando-se antes disso a comentar a situação.

“Mas já percebi que da parte do Governo há a intenção, por um lado, de olhar para a situação dos agricultores, por outro lado, de encontrar uma solução provisória para substituir o que de dique deixou de existir, para permitir depois, com mais tempo, pensar noutra solução mais duradoura. Mas vou perceber, ouvir e ver”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado pelos jornalistas sobre o momento em que visitará o Baixo Mondego, o Presidente da República respondeu que acertou com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, deslocar-se à região no Sábado, dia 28 de Dezembro.

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que possivelmente estará acompanhado nessa visita pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e que já falou entretanto com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque.

“Vou observar, vou ver, e vou contactar com a realidade, conforme prometi, no tempo adequado, que é estabilizada a situação e não durante o período crítico – exactamente o mesmo que adoptei em relação aos incêndios. E entendo que ganho em perceber o que se passou e ganho em perceber aquilo que está a ser pensado”, afirmou.

Interrogado se entende que houve algo que correu menos bem, o chefe de Estado considerou que não dispõe de “elementos para falar” neste momento.

“Vou, primeiro, para ver e, depois, para ouvir exactamente aquilo que me vão contar sobre o que se passou, e perceber. Portanto, neste momento, sem ouvir e ver, não me vou pronunciar sobre o que se terá passado”, acrescentou.

O comandante distrital de operações de socorro de Coimbra, Carlos Luís Tavares, disse que “neste momento as coisas estão muito mais tranquilas”, registando-se uma diminuição do nível da água em todo o vale do Mondego afectado pelas cheias, embora ainda não o suficiente para que o rio voltasse a estar confinado ao seu leito.

Os efeitos do mau tempo da semana passada, na sequência das depressões Elsa e Fabien, provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo levou também a condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, danos na rede eléctrica e a subida dos caudais de vários rios, provocando inundações em zonas ribeirinhas das regiões Norte e Centro, em particular no distrito de Coimbra.

No rio Mondego, a ruptura de dois diques provocou cheias em Montemor-o-Velho, onde várias zonas foram evacuadas e uma grande área, incluindo muitas plantações, estradas e o Centro de Alto Rendimento, ficou submersa.

A situação começou a ter na Segunda-feira os primeiros sinais positivos de melhoria e diminuição do grau de risco, segundo a Protecção Civil.

Fogo extinto em habitação na Figueira

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Um incêndio nas águas furtadas de uma moradia da Rua José Silva Fonseca, na Figueira da Foz, produziu apenas destruição de pertences localizados naquela divisão, apurou O Figueirense junto dos Bombeiros. O fogo ocorreu às 13h45 e foi extinto de imediato.

Presépio volta à Filarmónica Figueirense

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Dia de Natal ( 25 de Dezembro), às 21h, sobe à cena no palco da sede da Sociedade Filarmónica Figueirense (Rua Dr. Santos Rocha, 33) a peça “Autos Pastoris” (vulgarmente conhecida por “Presépio”, que “não é representada naquela colectividade há mais de 30 anos.

Esta representação volta a subir a cena na tarde do próximo domingo, às 16h.

“Claramente um misto religioso e pagão, que se inscreve na memória colectiva da Figueira da Foz, para além de se assumir como a tradição mais antiga da cidade, mostra quadros musicais, plenos de vivacidade e que elevam de forma ingénua o nascimento de Jesus. Há um claro apelo à cultura popular portuguesa, bem vincada nas cenas que, outrora dispersas, se juntaram num auto com características muito peculiares e a tocar o ideal vicentino”, segundo António Jorge Lé.
A Romagem do Diabo aparece no século XIX e é inserida nos quadros. Antigamente o Presépio foi representado em vários teatros do concelho figueirense. e mereceram sempre várias referências de conceituados autores locais. Maurício Pinto, Armando Coimbra, Augusto Pinto, entre outros, teceram elogios a esta forma de expressão natalícia.

Parque das Abadias deverá ter mais árvores e nova iluminação em Janeiro

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou que o parque das Abadias levará uma intervenção no início do próximo ano, assim que as condições atmosféricas o permitirem.

Um cidadão da Figueira, Luís Carlos, já tinha apresentado um projecto ao Orçamento Participativo para aquela zona da cidade que acabou por não ser aceite. O munícipe alertou para o estado do piso “cada vez pior” e para o número de pessoas que frequentam o parque que cada vez é menor, para além de no Inverno o parque “fica intransitável”, apelando para a necessidade de se criarem “condições para as pessoas com dificuldades motoras”, afirmação recolhida pelo Diário de Coimbra.

A promessa de intervir no Parque das Abadias irá seguir o projecto idealizado pelo seu arquitecto, Ribeiro Teles, mantendo um espaço naturalizado com um caminho de areia grossa e uma vala.

Carlos Monteiro frisou que o objectivo “é tornar o espaço mais amplo, melhorar os caminhos e, a curto prazo, mudar a iluminação para umas lâmpadas mais eficientes, mas continuará naturalizado”, acrescentando ainda que serão “plantadas árvores, próprias para ambientes ripícolos, mas sempre subordinadas ao projecto do arquitecto Ribeiro Teles”.

Cheias no Mondego vão persistir durante mais alguns dias

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A situação de cheias na zona do Baixo Mondego ainda preocupa as autoridades, apesar do débito do caudal do rio ter descido face aos valores acima do nível de segurança registados no Sábado, disse fonte dos bombeiros.

“A situação do comportamento do rio Mondego ainda nos preocupa e ainda nos preocupará nos próximos dias, eu diria também nas próximas semanas”, disse hoje aos jornalistas Carlos Luís Tavares, Comandante Operacional Distrital de Coimbra (CODIS).

O comandante operacional afirmou que as previsões meteorológicas são “favoráveis” para os próximos dias, “sem registo de precipitação” – o que permite, junto com a gestão na barragem da Aguieira, baixar os caudais no Açude-Ponte de Coimbra “para valores entre os 1.700 a 1.800 metros cúbicos por segundo (m3/s)”, quando no Sábado chegaram aos 2.200 m3/s, acima do valor de segurança de 2.000 m3/s.

“Ainda assim, estes caudais são preocupantes. Porque a pressão no dia de ontem (Sábado) andou na ordem dos 2.200 m3/s e pode ter criado alguma fragilidade (nos diques) que temos de, diariamente, minuto a minuto, acompanhar, quer na margem direita quer na margem esquerda”, enfatizou o CODIS.

Carlos Luís Tavares disse ainda que a abertura no dique da margem direita do Mondego, que colapsou na tarde de Sábado, tem “entre 50 a 100 metros”.

“Aquilo que prevíamos veio a acontecer, com o colapso de uma das margens, felizmente foi a margem direita (em que a água do rio corre para os campos agrícolas) e não a margem esquerda, que envolveria muito mais gente (por estar mais perto de povoações, localizadas entre Coimbra e Montemor-o-Velho)”, declarou.

Ao longo da madrugada e manhã de hoje, o nível das águas no vale central do Mondego tem vindo gradualmente a subir, atingindo mais de um metro de altura num dos acessos à vila de Montemor-o-Velho – onde se situam as vias de acesso ao Centro Náutico e povoação de Alfarelos, e a nova ponte das Lavandeiras, estrutura que substituiu uma outra, destruídas nas cheias de 2001 – que, no final da noite de Sábado, ainda estavam transitáveis, constatou a Lusa no local.

Carlos Luís Tavares frisou que, além da margem esquerda, a preocupação das autoridades debruça-se igualmente sobre a zona próxima a Montemor-o-Velho, na margem direita – onde a água passa, por um sistema de sifão, para o chamado rio Velho ou leito abandonado, por onde o Mondego corria antes das obras de regularização realizadas no final da década de 1970 – e onde se situa, igualmente, o leito periférico direito, que traz água das zonas a montante e corre paralelo à estrada nacional 111.

Nas cheias de 2001, a rotura dos diques do leito periférico direito destruiu a ponte das Lavandeiras e inundou a vila de Montemor-o-Velho e a povoação de Ereira.

Na conferência de imprensa realizada para fazer um ponto de situação, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, frisou que, com a diminuição do caudal do Mondego, “a pressão diminui” sobre as populações da margem esquerda, mas, na margem direita, as populações de Montemor-o-Velho e Ereira “têm de estar preparadas para uma cheia”.

“A situação (na margem direita) é altamente preocupante”, reforçou Emílio Torrão.

Ainda segundo dados revelados hoje, cerca de 200 pessoas do concelho de Montemor-o-Velho que foram retiradas previamente de casa, por questões de segurança, mantêm-se acolhidas em instituições das localidades de Pereira, Formoselha e Santo Varão, a exemplo de outras 12 do concelho de Soure.

Entretanto, a autarquia de Coimbra, em nota de imprensa divulgada ao início da tarde de hoje, indicou que a população das localidades situadas entre as povoações de Bencanta e Ameal, na margem esquerda do Mondego – nomeadamente as localizadas entre a linha ferroviária do Norte e o rio Mondego – “podem regressar às habitações” de onde tinham sido aconselhadas a sair no Sábado.

Em causa estão cerca de 80 pessoas que poderão regressar a casa, depois de a Protecção Civil municipal de Coimbra ter recebido “informações de diminuição do risco de cheias e inundações”, refere o comunicado.

Depressão Fabien chega depois da Elsa, tempo melhora no Domingo

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Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21h00 de Sábado e as 12h00 de Domingo em aviso vermelho, devido à agitação marítima, informou o IPMA.

Em comunicado, o Instituto do Mar e da Atmosfera alerta que durante este período as ondas poderão atingir os 15 metros de altura nestes cinco distritos.

Já a partir das 12h00 e as 24h00 de Domingo o aviso nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga baixa para laranja (o segundo mais grave), perspectivando-se que as ondas possam atingir os 12 metros.

Estes avisos do IPMA abrangem o período em que Portugal continental sofre os efeitos de uma nova depressão, denominada Fabien.

Os primeiros efeitos da depressão Fabien são esperados durante o dia de hoje, com períodos de chuva persistente e por vezes forte na região Centro, Alto Alentejo e no litoral entre o rio Tejo e o cabo de Sines, até ao final da madrugada; aguaceiros temporariamente intensos no Minho e Douro Litoral até ao meio da tarde; e intensificação do vento, especialmente nas regiões Norte e Centro.

Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), o vento será forte de sudoeste, com rajadas a atingir valores de 90 km/h, em especial no litoral norte e centro, e de 130 km/h nas terras altas.

É igualmente esperada agitação marítima, sobretudo no litoral a norte do cabo Mondego, onde as ondas poderão ultrapassar os 10 metros de altura.

Segundo o IPMA, a depressão Fabien não deverá ter a mesma intensidade da depressão Elsa, que nos últimos dias provocou milhares de ocorrências e deixou pelo menos dois mortos e um desaparecido.

Logo após o sucumbir da depressão prevê-se uma melhoria significativa do estado do tempo, a partir do próximo Domingo, com diminuição muito significativa do vento e precipitação, em geral fraca, apenas nas regiões Norte e Centro, que será sob a forma de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela até ao início da manhã.

Segundo o IPMA, “até meio da tarde, o vento soprará ainda moderado a forte, até 50 km/h, nas terras altas, em especial do Norte e Centro, com rajadas até 90 km/h. Entre os dias 23 e 28, prevê-se céu pouco nublado, embora temporariamente muito nublado e com neblinas e nevoeiros matinais, que em alguns locais poderão persistir”.

Em previsão, “nos dias 26 e 27, há tendência para um aumento de nebulosidade, com eventual ocorrência de precipitação fraca, com uma probabilidade da ordem de 30%. O vento será em geral fraco. A agitação marítima será o parâmetro que se manterá elevado na costa ocidental durante um período maior, até meio da manhã de dia 23”.

Bombeiros Voluntários da Figueira fizeram 137 anos de existência

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No dia de ontem, 19 de Dezembro de 2019, marcou-se o 137º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (AHBVFF) com um desfile de 44 viaturas pela cidade, finalizando as comemorações com uma sessão solene de tomada de posse dos Orgãos Sociais no Quartel dos Bombeiros Voluntários.

Fundada em 1882, contam os registos da época que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz nasceu na sequência de um incêndio no dia 14 de Novembro em casa da “pobre idiota”” conhecida pela Sancha, quando se verificou que o corpo municipal não estaria devidamente apetrechado nem treinado para o combate eficaz aos incêndios. Logo no dia 18 desse mês formalizou-se a Comissão Organizadora constituída por Custódio Brás de Lemos, João Maria Viana, Júlio Brás de Lemos, Manuel Ramos de Oliveira, António Augusto Maia, José Maria de Oliveira, Custódio dos Santos, Ernesto Fernandes Tomás e João Maria Rocha Júnior. No dia seguinte, a comissão deu início à subscrição de donativos para aquisição de material, tendo a lista sido subscrita por mais de 60 figueirenses que contribuíram com um total de 223$150 réis.

E é assim que, em 19 de Dezembro de 1882, é registada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, sendo a sua gestão assegurada pela Comissão Organizadora presidida por Custódio Brás de Lemos. O primeiro Comandante foi Ernesto Fernandes Tomás.

A Associação, que ao longo dos seus mais de 120 anos de existência já ocupou 8 sedes tem, desde 1975, o seu quartel nas instalações de um antigo armazém de bacalhau, que acabaria por lhe ser doado pela Câmara Municipal em 1982. Recentemente tem vindo a desenvolver obras de recuperação e melhoramento das instalações com vista à melhoria das condições de trabalho dos seus funcionários e voluntários.

A Associação recebeu em Maio de 2013 a Fénix de Honra da Liga dos Bombeiros Portugueses. Esta distinção, destina-se a galardoar a prática de actos ou serviços altamente relevantes (informação retirada da página dos BVFF).

Ponte condicionada e ventos fortes na Figueira. Não há feridos.

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O mau tempo fustiga ainda com ventos fortes a região da Figueira da Foz e a ponte sobre o Mondego está condicionada a uma só via, podendo transitar qualquer tipo de veículos. Com os ventos fortes que se têm sentido, registaram-se inundações em garagens e outros pisos térreos, quedas de árvores e de estruturas diversas, mas sem causar feridos.

Na A17, ao quilómetro 52, no sentido Norte/Sul, um veículo pesado virou-se com a intensidade do vento. Não há feridos a registar. A via está já livre para “circulação prudente”, acrescentou fonte dos bombeiros.

O período crítico deste fenómeno estende-se, em previsão, até às 21h00.

O Figueirense tem na rua uma equipa de reportagem e dará informação ao momento.

Bispo de Coimbra D. Virgílio Antunes defende o diálogo cultural e religioso

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O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, defendeu que o diálogo cultural e religioso é um dos factores de que depende a paz no mundo. Numa nota pastoral sobre o Jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos, que a diocese de Coimbra vai assinalar entre Janeiro de 2020 e Janeiro do ano seguinte, D. Virgílio Antunes escreve que a paz “está dependente de muitos factores, e entre eles conta-se certamente o diálogo cultural e religioso, que assenta no respeito pelo princípio da dignidade da pessoa humana”.

Orçamento da Região de Coimbra atinge os 11,1 milhões de euros para 2020

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A Comunidade Inter-municipal da Região de Coimbra (CIM/RC) aprovou por maioria, o plano e orçamento para 2020, no valor de 11,1 milhões de euros, mais 2,7% do que em 2019, anunciou hoje a entidade.

O secretário executivo da CIM/RC, Jorge Brito, afirma que a instituição que reúne 19 municípios – os 17 do distrito de Coimbra e ainda Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu) – em 2020 “vai apostar em dar continuidade aos projectos ligados aos transportes, educação, património natural, cultura, protecção civil e à inclusão social, enquanto investimentos de âmbito inter-municipal, fomentando parcerias entre agentes regionais e indo ao encontro das políticas públicas”, citado de uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O secretário executivo defendeu ainda que as opções do plano para 2020, aprovadas durante a reunião da assembleia inter-municipal que decorreu segunda-feira no Museu PO.RO.S, em Condeixa-a-Nova, “reflectem a visão estratégica para a Região de Coimbra, com acções pro-activas em prol do território, focadas na Estratégia 2014-2020 e na preparação da Estratégia Portugal 2030”.

Jorge Brito definiu o orçamento para 2020 como “de continuidade, mas com novos projectos previstos”, argumentando que o plano reforça o posicionamento da Região de Coimbra no contexto nacional e internacional, “com destaque para o concurso internacional na área da mobilidade e transportes”.

A proposta de Orçamento do Estado para 2020 prevê um financiamento da Região de Coimbra com 335 mil euros, o terceiro maior valor entre as 21 comunidades inter-municipais existentes em Portugal.

A CIM/RC é a maior comunidade inter-municipal do país, constituída pelos municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares, abrangendo uma população de cerca de 400 mil habitantes.

Coimbra é um de 7 distritos em aviso laranja até amanhã

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Sete distritos do continente estão hoje sob aviso laranja devido à previsão de agitação marítima, com ondas até sete metros, e outros sete distritos com aviso amarelo por causa da chuva, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o instituto, os distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto e Viana do Castelo vão estar sob aviso laranja até às 6h00 de Segunda-feira por causa da agitação marítima.

Por causa da previsão de chuva persistente, e por vezes forte, os distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu vão estar sujeitos ao aviso amarelo devido à chuva prevista até as 16h00 de Segunda-feira.

O aviso laranja é o terceiro, de uma escala de quatro, usado para uma situação meteorológica de risco moderado a elevado, enquanto o aviso amarelo é o segundo menos grave e é emitido quando as condições meteorológicas representam risco para determinadas actividades.

OE2020: Aumento de 26,25 euros líquidos por ano para funcionários públicos a ganhar 1000 euros

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O aumento salarial de 0,3% proposto pelo Governo para a função pública em 2020 resultará num acréscimo líquido anual de 26,25 euros para um trabalhador que ganhe cerca de mil euros por mês, segundo simulações da consultora EY.

As simulações feitas pela EY têm em conta a proposta apresentada na quarta-feira pelo Governo aos sindicatos da administração pública de aumentos salariais de 0,3% para todos os funcionários públicos em 2020.

Segundo a consultora, um funcionário público com um rendimento mensal de 1.000 euros, ou seja, com 14 mil euros brutos anuais, receberá mais 42 euros brutos ao longo de 2020, que resultará num acréscimo de 26,25 euros líquidos (após retirados os impostos, as contribuições para a Segurança Social ou Caixa Geral de Aposentações e o desconto para a ADSE).

Se se dividir 26,25 euros por 14 meses, verifica-se que o aumento mensal neste caso será inferior a dois euros.

Já um funcionário que ganhe 1.500 euros por mês (28 mil euros anuais brutos), terá um acréscimo bruto anual de 63 euros, mas ficará com apenas 35,91 euros líquidos. Dividindo este valor por 14 meses, o aumento líquido mensal será de 2,6 euros.

Por sua vez, um trabalhador com um salário de 2 mil euros poderá contar com um aumento líquido anual de 42,42 euros (cerca de metade dos 84 euros brutos de acréscimo anual). Neste caso, o aumento mensal líquido será de pouco mais de três euros.

As simulações feitas pela EY demonstram o efeito líquido anual do funcionário público num cenário de não actualização/alteração dos escalões de rendimento e correspondentes taxas progressivas do IRS, cenário que a consultora considera “improvável, atento o expectável desdobramento dos actuais sete escalões de rendimento existentes e correspondente actualização ao valor da inflação”.

Segundo a proposta do Ministério das Finanças, os aumentos salariais para a função pública no próximo ano terão por base “a taxa de inflação observada até Novembro de 2019, de 0,3% para todos os trabalhadores”.

O aumento terá um impacto orçamental entre 60 e 70 milhões de euros, segundo contou o secretário de Estado do Orçamento, João Leão, à agência Lusa.

Multinacional FlixBus assina acordo com empresa de autocarros da região Centro

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A multinacional FlixBus, o maior operador europeu de transporte rodoviário de longa distância, anunciou um acordo com a Bus Vouga, empresa de autocarros de Aveiro, sediada em Coimbra, naquela que é segunda parceria com companhias portuguesas.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FlixBus lembra que o seu modelo de negócio “é baseado em parcerias de cooperação estreita com empresas regionais e locais com um forte conhecimento e experiência na área dos transportes”.

“Em Portugal, a empresa pretende crescer e aumentar a rede de parceiros. Isto traduz-se em mais oferta nas opções de transporte, mais postos de trabalho, desenvolvimento regional, mais passageiros, preço mais baixos e menos poluição graças à redução da utilização do carro privado”, acrescenta.

Citado na nota, Pablo Pastega, director-geral da FlixBus em Portugal e Espanha, afirma que aliar a experiência local da Bus Vouga ao conhecimento tecnológico de marketing, vendas e planeamento de redes, entre outros, das equipas da FlixBus, permitirá “elevar a qualidade do serviço ao mais alto nível e oferecer mais opções de viagem a todos os portugueses e a todos os turistas que visitarem Portugal”.

O responsável argumenta que a FlixBus “está a revolucionar a forma como as pessoas viajam na Europa e, para o fazer bem, conta com a cooperação com empresas como a Bus Vouga”, que se junta a mais de 500 parceiros de autocarros em todo o mundo “a contribuir para a maior rede de transporte de longa distância alguma vez criada”.

“Falamos de um modelo de negócio que sustenta a criação de emprego local e se traduz num investimento relevante na região de onde os nossos parceiros são, neste caso Aveiro, porque estamos a associar uma empresa familiar a uma rede gigante de operação a nível mundial”, adianta, no comunicado, Pablo Pastega.

Já João Coelho, sócio da Bus Vouga, assinala a “enorme satisfação” da associação à FlixBus, notando que com esta colaboração a sua empresa pretende colocar a “experiência e conhecimento adquirido nas viagens ocasionais e escolares ao serviço das viagens de longa distância em Portugal”, onde pretende ser “uma referência”.

“A Bus Vouga nasceu em Aveiro e tem feito o seu percurso com foco na segurança e no conforto dos passageiros e dos nossos profissionais. Juntamo-nos agora à FlixBus, que tem crescido de forma consistente na Europa, para diversificarmos a nossa oferta e possibilitar que mais passageiros cheguem ao seu destino”, afirma.

No acordo de parceria, a FlixBus é responsável por todos os aspectos tecnológicos, planeamento de rede, optimização das linhas, marketing, venda de bilhetes, atendimento ao cliente e suporte aos motoristas 24 horas por dia, através do controlo de tráfego, enquanto à Bus Vouga – o segundo parceiro nacional, depois da Ovnitur, de Ponte de Lima – cabe a gestão do dia-a-dia da operação, das frotas e dos motoristas, com o apoio da equipa portuguesa e da central da multinacional.

Em Portugal, a FlixBus possui 20 linhas internacionais directas para o resto da Europa, chegando a cerca de 50 destinos europeus, sendo todas as ligações realizadas “com uma frota de autocarros novos, que seguem as mais altas normas de segurança, conforto e baixas emissões de gases”.

Para 2020, a multinacional promete “aumentar o investimento no mercado nacional”, com mais parceiros e uma rede dedicada de ligações domésticas.

Governo lança campanha de sensibilização que visa a informação séria

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O Governo anunciou o lançamento, no início de 2020, de uma campanha de sensibilização que visa a convivência democrática entre uma comunicação social livre e uma população formada e capaz de exigir e procurar informação séria.

Intervindo em Coimbra, na sessão de encerramento da conferência “A palavra da imprensa portuguesa”, promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa, o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, sublinhou a existência de um “complemento importante entre políticas de incentivo à leitura e a consciencialização de todos para distinguirem o que é jornalismo profissional, com qualidades de investigação, de análise e de crítica, rigor e isenção”, ao mesmo tempo que se sensibiliza “para aquilo que não é informação, mas opinião em rede amplificada, ou seja, corrente de opinião desinformada”.

Nesse sentido, enfatizou que o Governo, em parceria com as universidades, profissionais do jornalismo e representantes do sector dos media “têm o mesmo objectivo partilhado”, o de promover “a convivência democrática fundada numa comunicação social livre e uma população formada e capaz de exigir e procurar informação séria”

“Além das medidas de fomento de literacia mediática, é essencial promovermos uma campanha alargada de sensibilização, difundida por vários meios, como televisão, imprensa, rádio e meios digitais (…) cujo objectivo seja alertar os cidadãos para o facto de que a produção de conteúdos informativos é fundamental, pelo que todos são chamados a contribuir e envolver-se”, frisou Nuno Artur Silva.

“Que não haja dúvidas que isto não é uma questão dos jornalistas, isto é uma questão dos cidadãos”, argumentou o governante, para quem a desinformação “é uma ameaça séria que pode afectar a credibilidade das instituições democráticas, minando a confiança nessas instituições”.

No mesmo dia em que a Associação Portuguesa de Imprensa lançou uma petição, dirigida à Assembleia da República, em que lembra que o sector em Portugal “está a enfrentar a maior crise de sempre” e exige medidas “urgentes e eficazes”, Nuno Artur Silva não se comprometeu com as propostas avançadas pela petição, mas apenas com a intenção de “trabalhar” para que exista a “possibilidade real” de serem concretizadas.

Sobre duas das medidas que integram a petição – como a oferta de assinaturas de publicações às escolas ou deduções fiscais na aquisição de jornais e revistas – o secretário de Estado considerou-as “de longo alcance, ambicionadas, mas sobre as quais é também necessário reflectir de modo a ponderar custos e impactos efectivos”.

“Este Governo tomou posse há muito pouco tempo e teremos de ter a perspectiva de realizar isto ao longo do tempo e não imediatamente. Mas estaremos de acordo na possibilidade real destas medidas serem concretizadas, vamos trabalhar para isso”, enfatizou.

Os peticionários defendem “a dedução no IRS das aquisições de jornais e revistas até ao montante anual de 250 euros por agregado familiar” ou a majoração, em sede de IRC, “para investimentos dos anunciantes nos órgãos de comunicação social”. Querem ainda um reforço da comparticipação nas despesas de envio dos jornais e revistas para assinantes, a fiscalização da Lei da Publicidade Institucional do Estado, “que continua a não ser respeitada pela grande maioria dos organismos públicos”, e bonificações fiscais para modernização tecnológica, criação de postos de trabalho e acções de formação profissional.

Orçamento de Estado 2020: Negociações começam hoje

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O Governo apresenta hoje às três estruturas sindicais da função pública a sua proposta sobre as matérias a constar no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), que poderá incluir os aumentos salariais para o próximo ano.

Caso as associações sindicais pretendam pedir negociação suplementar, “poderão fazê-lo no final da última reunião negocial, ou por escrito, no prazo de cinco dias úteis, a contar do dia 11 de Dezembro”, lê-se na convocatória, segundo a agência Lusa.

“Em todo o caso, sendo intenção do Governo apresentar a proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2020 no dia 16 de Dezembro e para que todo o processo negocial possa decorrer por inteiro antes desta apresentação […], a reunião suplementar fica desde já agendada para o dia 13 de Dezembro”, afirma a mesma fonte.

As reuniões realizam-se esta tarde no edifício da Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, com os dirigentes da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, da CGTP, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), ambas da UGT.

Na reunião realizada em 07 de Novembro, as estruturas sindicais exigiram que o Governo iniciasse “rapidamente”, antes da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2020, a negociação sobre matérias com impacto orçamental, como a actualização salarial dos trabalhadores do Estado.

A FESAP reivindica uma actualização de 3,5% em 2020 e o STE de 3%, enquanto a Frente Comum exige um aumento de 90 euros para todos os trabalhadores.

Os funcionários públicos não têm actualizações salariais desde 2009. Em 2019, o Governo decidiu actualizar apenas as remunerações mais baixas, aumentando a base remuneratória da função pública, que passou de 580 euros em 2018 para 635,07 euros em 2019, montante correspondente ao quarto nível da Tabela Remuneratória Única (TRU).

No Programa do Governo, o executivo diz que o aumento em 2020 “decorrerá, nos primeiros anos, em grande medida, do impacto das medidas de descongelamento das carreiras, que será particularmente elevado até 2020, do efeito extraordinário da reposição do tempo nalgumas carreiras até 2021 e do aumento do emprego público que se tem verificado nos últimos anos, mas inclui também uma margem para aumentos dos salários, que poderão ser mais expressivos a partir de 2021”.

O Governo tem sinalizado que a actualização em 2020 será em linha com a inflação.

4 dentes de marfim confiscados na Figueira da Foz

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Quatro dentes de marfim de cria de elefante, que são de exportação proibida, mas encontravam-se à venda na Internet por 1.500 euros, foram apreendidos na Figueira da Foz, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Numa acção de fiscalização no âmbito da vigilância da comercialização através da Internet, realizada na Figueira, a ASAE, através da sua Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC), instaurou “um processo de contraordenação, contra um indivíduo, por venda ilegal de espécimes de espécies protegidas”, contou a agência Lusa.

Na sequência deste processo, as autoridades apreenderam quatro dentes de marfim de cria de elefante, que “carecem de um certificado de acompanhamento CITES – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção”.

De acordo com a ASAE, a exportação de dentes de marfim de cria de elefante é proibida para fora do espaço comunitário.

Os espécimes de espécie protegida confiscados na Figueira da Foz encontravam-se “à venda na internet por 1.500 euros”, indicou a ASAE, em comunicado.

Alunos do Concelho ajudam a plantar 2 mil árvores

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Cerca de 100 alunos da escola Dr. Pedrosa Veríssimo, do Paião, reuniram-se para plantar 2 mil árvores numa zona devastada pelos incêndios de 2017 e pela tempestade Leslie em 2018.

De acordo com a reportagem feita pela SIC, as espécies de árvores escolhidas para plantar foram: “medronheiros, pinheiros mansos e ainda alguns sobreiros”, pois são nativas e provam ter mais resistência a fogos.

O objectivo a longo prazo é de plantar 45 mil árvores no Concelho da Figueira da Foz, ao longo dos corredores onde passam as linhas de alta tensão.

João Pedro Mamede, actor de “A Herdade”, apresentou o filme no CAE

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Ontem à noite na sessão das 21h30 de cinema do Pequeno Auditório do CAE, foi exibido o filme “A Herdade” que fez com que a sala ficasse cheia. Para o apresentar estiveram presentes: João Pedro Mamede, que desempenha o papel de Miguel no filme e António Costa, membro da equipa de produção da Leopardo Filmes.

Os convidados falaram em palco antes da tela se iluminar e deram uma breve sinopse do trabalho de produção envolvido na realização do filme. “A Herdade” é um filme candidato de Portugal a uma nomeação para os Óscares 2020 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Eleições dos bombeiros voluntários decorrem hoje

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Pela primeira vez em mais de 40 anos, existem duas listas a batalhar pela presidência. O actual presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (AHBVFF), Lídio Lopes, há 20 anos no cargo, tem agora um opositor: João Mota, ex-comandante da corporação.

As votações nos Bombeiros Voluntários decorrem entre as 17h30 e as 21h30 do dia de hoje, numa corporação com cerca de quatro mil sócios e que se aproxima dos 137 anos de existência.

Trabalho de manutenção na Torre do Relógio

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A Torre do Relógio, imóvel classificado de interesse municipal, vai ser alvo de trabalhos de manutenção (iluminação e relógio), pelo período de 10 dias, apurado pelo Figueirense junto da Câmara Municipal.

Foz do Mondego Rádio faz hoje anos

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No dia 5 de Dezembro de 1985, com estúdios improvisados no Posto de Turismo de Buarcos, nasceu o Clube de Rádio da Figueira da Foz, e mesmo sem condições técnicas passa a emitir regularmente das 21 às 24 horas, em 106 MHZ. Foram fundadores da estação José Aroso Francisco, Rui Pedro, Manuel Adelino Pinto e Alexandre Coelho.

A emissão abria com a ‘Canção da Figueira’, um tema composto por Carlos Nóbrega e Sousa e letra de António de Sousa Freitas, na voz da cantora Maria Clara; e encerrava com a Marcha do Vapor, o hino da Figueira da Foz, um trecho musical assinado por Manuel Dias Soares com letra de António Pereira Correia, também na voz da mesma cantora.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz, então presidida por Aguiar de Carvalho, apoiava o projecto que apenas anos depois foi legalizado.

Seis projectos ganham orçamento participativo da Figueira

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A Câmara Municipal anunciou que seis projectos, quatro de carácter geral e dois apresentados por jovens, venceram a edição de 2019 do Orçamento Participativo da Figueira da Foz.

Durante o mês de Novembro, um total de 17 propostas – 11 candidatas ao Orçamento Participativo Geral (OPG) e seis relativas ao Orçamento Participativo Jovem (OPJ) – estiveram disponíveis a votação na plataforma informática criada para o efeito, para utilizadores registados.

Na 4.ª edição do OPG, que tinha uma dotação global de 200 mil euros (máximo de 50 mil euros por projecto vencedor), a proposta mais votada foi a da criação da Rota das Fontes, na freguesia de Maiorca, com 327 votos.

Foram ainda premiados o laboratório “Aprender a Fazer”, na freguesia urbana de Buarcos e São Julião (290 votos), o Trilho Pedonal dos Moinhos (Marinha das Ondas, 212 votos) e o Caminho Matas e Moleiros, em Ferreira-a-Nova, com 178 votos.

Já no Orçamento Participativo Jovem, que possuía 100 mil euros de dotação financeira, a proposta mais votada voltou a ser oriunda da freguesia de Maiorca, com o projecto Artes e Ofícios. Recolheu 283 votos e pretende mostrar a arte de fazer bagaço e criar um espaço museológico e de lazer.

A outra proposta vencedora do OPJ, com 253 votos, foi o projecto Zero Beatas, de Buarcos e São Julião, que passa pela instalação de caixotes do lixo com cinzeiros acompanhados de uma campanha de sensibilização.

De acordo com a autarquia, que no comunicado agradece “a todos os que participaram nesta edição e congratula os vencedores”, registaram-se na plataforma electrónica 1.707 pessoas, das quais 1.286 exerceram o direito de voto.

Este ano, e pela primeira vez, além da página Internet do Orçamento Participativo, esteve disponível um sistema de votação presencial, no Balcão de Atendimento Único da Figueira da Foz.

Condutores: Um sem carta e outro alcoolizado

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Na Rua das Tamargueiras, um homem de 69 anos foi detido por ter sido interceptado a conduzir com uma taxa de 1,28 g/l. Segundo a PSP, também na Figueira da Foz, na Rua 5 de Outubro, um homem de 23 anos “foi detido por condução de um automóvel sem habilitação legal para o efeito”.

Tiros na entrada do NB Club da Figueira não provocam feridos

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Um homem disparou, na manhã de hoje, mais de uma dezena de tiros à porta do NB Club da Figueira (localizada no antigo edifício do Casino Oceano), numa altura em que várias pessoas iam a sair, por voltas das 7h, mas não provocou vítimas, disse fonte policial.

O homem, que terá agido sozinho, segundo a mesma fonte, parou o carro em frente ao espaço de diversão noturna (localizado em zona maioritariamente pedonal, mas por onde circulam alguns veículos), saiu do automóvel e disparou vários tiros na direcção do edifício, atingido a porta, em madeira e vidro, e a fachada da discoteca.

De acordo a fonte policial, o autor dos disparos, que tem entre 20 e 30 anos, reside na Figueira da Foz e está referenciado pelas autoridades por outros tipos de crimes, fugiu do local, na viatura, mas, minutos depois, a cerca de 100 metros da discoteca, numa rua adjacente, parou e voltou a disparar, desta vez supostamente para o ar.

Perseguido pela PSP, o suspeito despistou-se na avenida que atravessa a zona ribeirinha da cidade, e bateu com o carro, que ali ficou imobilizado. Na sequência do acidente, o suspeito terá fugido a pé, estando a ser procurado pelas autoridades.

Junto ao espaço de diversão nocturna, a reportagem da agência Lusa verificou, ao final da manhã de hoje, a existência de 13 marcas de projécteis, na parede exterior, na porta e pelo menos uma no interior da discoteca.

Segundo testemunhos recolhidos no local, o homem terá disparado cerca de 20 tiros, com uma arma que teve de ser recarregada.

As mesmas fontes indicaram que o atirador estaria proibido de entrar na discoteca, por alegadamente ter estado envolvido em desacatos no passado e, desta vez, não chegou a tentar sequer aceder ao espaço, que estava a encerrar, quando o incidente aconteceu.

Esta terá sido a primeira vez que um incidente deste tipo aconteceu naquele espaço de diversão nocturna, localizado ao lado do Casino Figueira, na zona conhecida como Picadeiro, onde existem diversos bares, frequentados maioritariamente por jovens.

A investigação do caso, por envolver armas de fogo, está entregue à Polícia Judiciária que, durante a manhã, esteve na discoteca a recolher indícios.

(foto retirada pelo Público)

Veleiro encalhou na Praia do Cabedelo

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Dois tripulantes de um veleiro encalhado hoje na praia do Cabedelo foram resgatados depois de se atirarem à água, disse fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra à agência Lusa. O Figueirense esteve no local e captou um vídeo do acontecido.

A embarcação, com 12 metros, encalhou na praia a sul da cidade da Figueira da Foz, cerca das 10h35, acrescentou a mesma fonte.

Os dois tripulantes, um casal francês, lançaram-se à água, tendo primeiro sido resgatado o homem com apenas ferimentos ligeiros, e mais tarde, às 11h23, a mulher, que se encontrava em paragem cardio-respiratória. Já o homem está internado em situação estável no HDFF, permanecendo em observação.

A embarcação, que estava fundeada a cerca de 50 metros da linha de costa, numa zona de forte rebentação até cerca das 17h00 de hoje, acabou por partir a amarra que tinha e navegou à deriva mais para sul, encalhando na areia a poucos metros de distância do primeiro esporão ali existente, no extremo sul da praia do Cabedelo.

No local, nas operações de socorro às vítimas, estiveram meios aquáticos e terrestres da Capitania da Figueira da Foz, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Polícia Marítima e das corporações dos Bombeiros Sapadores e Voluntários da cidade.

Isabel de Sena “saboreou” a Figueira

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A filha mais velha do escritor Jorge de Sena, Isabel de Sena, esteve na Figueira e ontem à noite, no jantar-literário que se realizou no Casino, falou da ligação familiar à terra que serviu de inspiração ao romance do século XX- “Sinais de Fogo”.

Luís Machado leu poesia neste centenário do nascimento de Jorge de Sena e António Valdemar, jornalista com a  carteira profissional nº.1 de Portugal falou desse percurso poético de Sena.

A orquestra de jazz do CAE, sob a direcção musical de Ricardo Gabriel, fechou a noite.

Diminuição de novos casos de VIH em 2018 na região Centro

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As taxas de novos casos de VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) diminuíram na região Centro em 2018 relativamente ao ano anterior, sendo inferiores à média nacional, de acordo com um estudo da Administração Regional de Saúde do Centro.

De acordo com o estudo, em 2018 foram notificados 134 novos casos de infecção VIH, continuando a verificar-se assimetria na distribuição geográfica das taxas de infecção.

Os dados revelam que, o ano passado, houve 8,1 casos de infecção VIH e 1,4 de SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) por 100 mil habitantes, abaixo dos valores nacionais.

Em 2017, os números na região Centro eram mais elevados, com 9,7 casos de VIH e 2,4 de SIDA por 100 mil habitantes.

Os óbitos relacionados diminuíram de 11, em 2017, para 4, em 2018.

O Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego tem o número mais elevado de novos casos (11,4 por 100 mil habitantes) e o Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira a maior taxa de novos casos de SIDA (2,5 por 100 mil habitantes).

Dos 134 novos casos registados em 2018, mais de 70% dos infectados estava em idade fértil e activa (15-49) e a infecção ocorreu maioritariamente por contacto sexual (92,5%), sendo 54,5% heterossexual e 38,1% homo/bissexual.

Entre Janeiro de 1983 e 31 de Dezembro de 2018 foram notificados 4.716 casos acumulados de infecção VIH, 74,4% dos quais pertencentes ao sexo masculino.

O Dia Mundial de Luta contra a SIDA assinala-se este ano e tem como lema “Comunidades fazem a diferença”.

Greve climática dos jovens portugueses antes da chegada de Greta Thunberg

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A greve climática estudantil, que se realiza amanhã em Portugal pela quarta vez, terá como principal objetivo mobilizar os jovens a participar na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP25).

Por um lado, a greve foi anunciada “em cima da hora”, segundo a organização, mas, por outro, a jovem ativista sueca Greta Thunberg deverá visitar Portugal já na próxima semana.

A expectativa quanto ao número de participantes na greve climática que se realiza na Sexta-feira não é muita, até porque vão aderir menos cidades, mas a organização considera que, neste momento, o mais importante não é contar pessoas.

Alice Gato, em depoimentos à agência Lusa, disse que há muitos jovens dispostos a viajar até às cidades, onde se vai fazer greve, para aderir ao protesto.

Neste momento estão confirmadas greves em cinco localidades: Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Santa Maria, nos Açores. Estão também previstos outros tipos de acções em Penafiel, Évora e Caldas da Rainha, acrescentou.

Em Portugal, os protestos de Sexta-feira vão servir também para convencer o máximo de pessoas a ir à COP25. Os protestos vão ter “uma componente muito mais artística”, sublinhou a estudante.

Em Lisboa, por exemplo, irão participar vários movimentos como o “Linha Vermelha” ou o “Red Rebel Brigade”, um grupo de activistas conhecido pelas suas encenações silenciosas em que aparecem todos vestidos de vermelho.

Já o colectivo “Linha Vermelha” nasceu da vontade de lutar contra o problema da exploração de petróleo e gás natural e destacou-se quando decidiu costurar em tricot e crochet uma linha vermelha do comprimento do gasoduto, recordou Alice Gato.

O grupo contesta os dois contractos activos para iniciar a prospecção de combustíveis fósseis em Portugal fazendo um furo na Bajouca e outro em Aljubarrota.

Na Sexta-feira, o grupo irá levar a linha vermelha já tricotada para a transportar desde o Largo do Camões, onde começa o protesto, até ao largo em frente à Assembleia da República, onde termina.

Em Portugal, os activistas exigem o encerramento das centrais de carvão, a paragem de quaisquer novos projetos que aumentem as emissões a nível nacional e a neutralidade de carbono em 2030.

Pós-graduação de Cinema e audiovisuais no CAE

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No dia 6 de Dezembro inicia-se uma pós-graduação de Cinema e Audiovisuais no CAE (Centro de Artes e Espectáculos) da Figueira da Foz.


O projecto de abrir a pós-graduação na cidade foi uma ideia da Portugal Centro Film Comission em parceria com a ESAP (Escola Superior de Artes do Porto). A iniciativa foi concebida pelas duas entidades na tentativa de desenvolver um departamento na área da produção e de cinema na região centro do país.


O instituto superior e a comissão entraram em contacto com o CAE, pelo que este disponibilizou o espaço para o lecionamento do curso.


A pós-graduação apresenta um programa que pretende desenvolver uma aproximação crítica e criativa ao cinema, através das suas múltiplas direcções e modos de produção, com cadeiras como “fotografia e cinematografia” e “montagem e pós-produção”.

Presidente da Câmara da Figueira quer aeroporto na região Centro

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O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro (PS), defendeu um aeroporto na região Centro e disse querer uma decisão sobre a abertura, ou não, da base aérea de Monte Real à aviação civil.

“Defendo Monte Real até ao momento em que alguém me disser que não é solução. Porque falamos de Monte Real e depois vêm dizer que não serve, por causa dos (caças) F-16 e dos ‘bunkers’ dos F-16. Não sendo possível, não podemos andar mais dez anos a falar de Monte Real”, argumentou Carlos Monteiro.

Intervindo na reunião do executivo municipal em resposta a uma questão de Ricardo Silva (PSD), que lhe perguntou se defende um aeroporto em Coimbra ou Monte Real, Carlos Monteiro afirmou que é “importante ter um aeroporto na região Centro”, posição que partilha com a comunidade intermunicipal da Região de Coimbra.

“Temos tido reuniões intermunicipais e contactos com o novo Governo para pugnarmos sobre um aeroporto para a região Centro. O que está em cima da mesa é acabar ou não com a conversa da abertura de Monte Real (que dura) há 30, 40 ou 50 anos”, argumentou.

“Para a Figueira, se (o aeroporto) for em Monte Real é um bom sítio, se for em Coimbra é um bom sítio, se for entre Coimbra e Leiria é um bom sítio”, acrescentou o autarca.

Fim-de-Ano na Figueira com Profjam e banda do filme Variações

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Concertos, presépios, comboio de Natal e o Jardim de Natal são algumas das actividades previstas para as festividades do Natal e passagem de ano na Figueira da Foz, anunciou a Câmara Municipal.

A noite da passagem de ano começa na cidade com a banda do filme “Variações”, que sobe ao palco da praça do Forte às 22h45, seguindo-se às 00h15 de 01 de Janeiro o ‘rapper’ Profjam e, por fim, o dj e produtor Tom Enzy.

O presidente da autarquia da Figueira, Carlos Monteiro, assinalou que o programa musical da última noite do ano “é para todos”, com a banda do filme Variações “para um público mais velho”.

A vice-presidente Ana Carvalho completou, afirmando que Profjam é um nome “de que os adolescentes gostam muito”. O programa de festividades de Natal e Passagem de Ano apresentado, sob o lema “2020 motivos para vir à Figueira da Foz” estende-se de amanhã, sábado a 5 de Janeiro, no âmbito de uma parceria com a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), Associação do Bairro Novo e a colaboração de diversas colectividades e instituições. Um comboio de Natal, três concertos de Natal, o Jardim de Natal, que inclui a Quinta do Pai Natal, com estábulo de animais e um mercadinho de rua, estão entre as animações apresentadas. Este ano, e pela primeira vez, será instalada no local a Lapinha, um presépio da época natalícia, propriedade da Fábrica da Igreja da Paróquia de São Julião.

A alteração do local do presépio incide, nomeadamente, nos cortejos dos Reis Magos – dois desfiles, um promovido pela Sociedade Filarmónica Figueirense e outro, como habitualmente, pela Sociedade Filarmónica 10 de Agosto, desfiles que começam na noite de 5 de Janeiro em lados opostos da cidade e se encontram na Lapinha. Esta originalidade da Figueira da Foz tem raízes na rivalidade histórica entre as duas colectividades.

A programação das festividades de Natal e Ano Novo inclui ainda um Concerto de Natal pelas bandas dos três ramos das Forças Armadas – Exército, Armada e Força Aérea – em 20 de Dezembro, a Corrida de São Silvestre, em 21 de Dezembro, o tradicional Rally de Fim de Ano, entre 27 e 29 de Dezembro e a caminhada de Ano Novo, em 1 de Janeiro, na serra da Boa Viagem.

O orçamento das festividades é de cerca de 243 mil euros, com a maior fatia reservada para a programação da passagem de ano (118 mil euros) e para as iluminações natalícias (cerca de 70 mil euros).

As iluminações, compostas por mais de 432 mil lâmpadas de baixo consumo com tecnologia LED, estarão acesas em duas dezenas de locais da Figueira da Foz e Buarcos e incluem uma árvore de Natal natural, uma araucária com 32 metros de altura.

Navigator designa António Redondo para presidente da Comissão Executiva

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O conselho de Administração da Navigator designou António Redondo para presidente da Comissão Executiva (CEO) da empresa, funções que assumirá a partir de 1 de Janeiro de 2020, foi hoje comunicado ao mercado.

“Em reunião do Conselho de Administração realizada hoje, foi deliberado designar, com efeitos a partir do dia 01 de janeiro de 2020, o administrador executivo Senhor Eng.º António Redondo como presidente da Comissão Executiva”, refere a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O comunicado precisa ainda que até 1 de Janeiro de 2020, o presidente do Conselho de Administração, João Castello Branco, continuará a desempenhar as funções de presidente da Comissão Executiva.

Em Abril, com a saída de Diogo da Silveira da empresa, João Castello Branco, até aí ‘chairman’ da papeleira, assumiu interinamente a presidência executiva da Navigator.

João Castello Branco é presidente executivo da Semapa, holding que controla 69% da Navigator, e manterá a presidência do Conselho de Administração da empresa, adianta um comunicado enviado às redações.

Licenciado em Engenharia Química pela Universidade de Coimbra, António Redondo, figueirense, 55 anos, tem uma experiência de mais de três décadas na indústria papeleira. Está, desde 2007, na Comissão Executiva da The Navigator Company.

Portugal com menos um terço de crianças e jovens nos últimos 30 anos

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Em Portugal nasce-se cada vez menos e, apesar de a taxa de mortalidade ter diminuído, perdeu-se um terço da população infantil e jovens nos últimos 30 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Dados do INE fornecidos no dia em que se assinalam os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança referem que em 1989 a população portuguesa entre os 0 e os 17 anos era de 2.594 milhões e 2018 era de 1.729 milhões.

O declínio da natalidade foi acompanhado pelo aumento da idade das mães no primeiro filho, em cerca de cinco anos, bem como as alterações nas estruturas familiares, passando a proporção de nascimentos fora do casamento de 14,5% para 55,9%.

Em contrapartida, a gravidez na adolescência apresentou uma quebra significativa em três décadas, passando de 2,7% dos nascimentos a ocorreram em mães com menos de 18 anos para 0,7% em 2018.

Nos últimos 30 anos também a taxa de mortalidade infantil decresceu passando de 12,1 óbitos por mil nascimentos para 3,3 por mil e a esperança de vida à nascença aumentou sete anos.

No que diz respeito ao indicador do trabalho, o número de empregados com menos de 18 anos diminuiu significativamente nos últimos 30 anos, passando de 5,2% da população empregada total em 1989 – altura em que era possível estar empregado partir dos 12 anos – para 0,1% no último ano.

Também o risco de pobreza tem vindo a diminuir significativamente desde 2013 (de 25,6% para 19,0% em 2017), após 10 anos em que as trajetórias destes indicadores se pautaram por descidas e subidas.

Nos últimos 26 anos tem-se assistido a um aumento expressivo da escolaridade da população em geral: em 1992, apenas 16,1% da população com 15 ou mais anos tinha o ensino secundário e em 2018 essa percentagem subiu para 40,6%.

No dia em que se assinalam os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, o Presidente da República pediu atenção da sociedade como um todo para as que ainda estão em situação ou risco de pobreza.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “tem de ser a sociedade a exigir mais, a chamar a atenção para este problema” e a questionar “por que é que há aquela bolsa de pobreza de crianças” ou “por que é que ali funciona e ali funciona mal”.

Excesso de plástico em produtos embalados: DECO recolhe mais de 800 denúncias

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A iniciativa “#plasticoamais” desenvolvida pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), recolheu um total de 835 denúncias de consumidores sobre produtos com excesso ou injustificada embalagem de plástico.

Quando se assinala a Semana Europeia de Prevenção de Resíduos, a DECO divulgou hoje um balanço da campanha, lançada em 5 de Junho, que revela que 41,05% das denúncias visaram a embalagem de produtos frescos (legumes e frutas) e 19,35% foram relativas produtos secos de mercearia como grão e arroz, de acordo com a agência Lusa.

A percentagem mais baixa (1,96%) diz respeito aos produtos de limpeza.

As páginas das redes sociais que serviram de suporte à iniciativa tiveram cerca de 5.350 consumidores envolvidos.

Na sequência das denúncias recolhidas na campanha, a DECO efectuou 10 reuniões com empresas para reivindicar soluções de redução de embalagens.

Figueirense, Daniel Azenha, reeleito presidente da Associação Académica de Coimbra

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O actual presidente da direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), jovem figueirense Daniel Azenha, foi reeleito, com 87% dos votos, num ato eleitoral que registou uma abstenção de 82%, informou na Terça-feira a Comissão Eleitoral.

Daniel Azenha (lista C) foi reeleito para o cargo, para um mandato de um ano, contando com 87% dos votos (3.174), contra 13% (461 votos) da lista R, encabeçada por Diogo Vale, nas eleições que decorreram na Terça-feira.

Daniel Azenha, de 24 anos, vai estar assim quatro anos na direcção-geral, dois dos quais em que foi vice-presidente da AAC, na altura liderada por Alexandre Amado.

De acordo com os dados disponibilizados pela Comissão Eleitoral, nestas eleições votaram 4.040 estudantes, menos de metade dos que participaram na primeira volta do ato eleitoral de 2018, registando-se uma abstenção de 82%, num universo de 22.728 estudantes, segundo a agência Lusa.

Neste ato eleitoral, registaram-se 102 votos nulos e 310 votos brancos (que não são considerados para a contabilização da votação final).

Em algumas urnas, os votos brancos ultrapassaram os resultados da lista R.

Nestas eleições, pela primeira vez, houve voto antecipado, sendo que apenas 53 eleitores recorreram a esta opção.

256 doses de estupefaciente apreendidas

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A Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial da Figueira da Foz deteve duas pessoas, um homem de 41 anos e uma mulher de 37, pelo crime de tráfico de estupefacientes.

 A detenção aconteceu na zona da Gala e foi o culminar de um processo de investigação que recaía sobre os dois, por suspeitas de que praticavam este crime. No âmbito de uma acção de vigilância integrada nesse processo, os dois foram vistos a comercializar estupefacientes e, por isso, foram abordados.

Na revista de segurança foi possível encontrar 151 doses de Heroína e 105 de Cocaína, bem como uma elevada quantia monetária em notas que tudo indica estar relacionada com este crime.

Segundo a PSP, “pelas fundadas suspeitas houve lugar a uma busca domiciliária, durante a qual foi encontrado material utilizado para acondicionar o estupefaciente”.

O produto e o valor monetário foram apreendidos, bem como material utilizado para acondicionar estupefacientes e ainda um smartphone.

Incêndio numa habitação provoca um desalojado

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Um incêndio numa habitação durante a noite de hoje provocou um desalojado, disse fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra.

O alerta foi dado à 1h29, na freguesia de São Pedro. “A casa ardeu na totalidade”, mas o incêndio não provocou feridos, referiu a mesma fonte.

De acordo com fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, o desalojado é um homem, na casa dos 20 anos.

A habitação era antiga e “era uma espécie de anexo”, sem água nem luz, sendo que o incêndio terá sido provocado por uma vela que o jovem tinha acesa dentro da habitação, contou.

Parlamento felicita equipa médica que operou 14 crianças na Jordânia

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O parlamento aprovou esta Sexta-feira dois votos, de PAN e PSD, de congratulação à equipa médica composta maioritariamente por elementos do Centro de Cirurgia Cardiotorácica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) que operou 14 crianças na Jordânia.

A Assembleia da República saudou assim, por unanimidade, a equipa liderada pelo cirurgião cardiotorácico Manuel Antunes, pelo sucesso das intervenções, através dos dois votos.

A equipa, que integrava ainda um elemento de outro centro hospitalar português, esteve em Amã de 21 a 29 de Setembro, para a sua terceira missão cirúrgica humanitária anual consecutiva, no Gardens Hospital.

“As cirurgias foram efectuadas em crianças com patologia cardíaca congénita, sendo a mais nova de sete meses e a mais velha de 15 anos”, refere um comunicado do CHUC enviado à agência Lusa no início de Outubro, salientando que a maioria das intervenções decorreu com recurso a circulação extracorpórea.

Segundo a nota, a missão foi dirigida para o tratamento cirúrgico da patologia cardíaca infantil da população síria refugiada em território jordano.

Os oito elementos da equipa, liderados pelo cirurgião cardiotorácico Manuel Antunes, participaram de forma voluntária e gratuita e, além da cirurgia, prestaram formação específica ao pessoal clínico.

A missão contou com o apoio e o trabalho dos elementos do próprio Gardens Hospital, nomeadamente dos seus cardiologistas, pessoal técnico e de enfermagem.

“Todos os doentes tiveram pós-operatórios favoráveis e no momento de regresso da equipa a Portugal, nove tinham tido alta hospitalar”, adianta o comunicado do CHUC.

A equipa operou, nos últimos três anos, 40 doentes, incluindo os intervencionados nesta missão, sem qualquer mortalidade ou complicações graves.

Estas missões cirúrgicas têm sido financiadas pela União Europeia, através de subsídios específicos atribuídos a “La Châine de l´Espoir Francesa”, que deu suporte logístico e organizativo local aos membros da Cadeia de Esperança Portugal e equipa cirúrgica.

O Prof. Dr. Manuel Antunes irá presidir a XIX Gala do Círculo de Amigos do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC, no Casino Figueira, no dia 24 deste mês.

A FIGUEIRA DE JORGE DE SENA – 100 ANOS DEPOIS

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz e o Casino Figueira evocam o centenário do nascimento do escritor Jorge de Sena através de um programa vasto e diverso, que compreende um conjunto de iniciativas.
O Bairro Novo, descrito e salientado na sua obra “Sinais de Fogo”, é o bastante para que a Figueira não ignore o seu nome e o recorde em data própria, fazendo também uma ligação às gerações mais jovens.
Entre o Núcleo Museológico do Sal, Auditório Municipal, Quinta das Olaias, Centro de Artes e Espectáculos (CAE) e o Casino Figueira desenrolar-se-ão eventos que ligam o seu nome, a sua obra e a cidade figueirense. Hoje às 16h na Estação da CP (Comboios de Portugal): Percurso Jorge de Sena, por Luís Ferreira. Entrada gratuita.
Às 17 horas, de hoje também, no Casino Figueira. “À Conversa com Jorge Fazenda Lourenço e António Tavares – A Figueira de Jorge de Sena. Entrada gratuita.

Jorge Cândido de Sena, filho de um açoriano e de uma beirã, ambos da alta burguesia, nasceu em Lisboa a 2 de Novembro de 1919.
Passa várias vezes férias na Figueira, aproveitando a casa dos seus tios, situada na Rua Fernandes Coelho.
No seu único e notável romance, ele próprio escreve que “fui seguindo vagarosamente pelas travessas até ao Bairro Novo (…) A Figueira era um meio pequeno onde todos os fios de uma meada se cruzavam”. Para além deste respigo, nota-se, mais à frente, que existia escondida uma nascente consciência poética, diluída neste inacabado e autobiográfico livro “Sinais de Fogo”.
Jorge de Sena, homem de pensamento superior, escreveu (com frontalidade) esta sua obra quando Salazar estava no poder de forma pujante. Este livro só teria publicação após a sua morte, corria o ano de 1979.
Nesta obra de elevado valor, exaltam-se, sem pudor, vícios e virtudes, o bem e o mal, a política e a sexualidade, numa verdadeira afirmação de coragem. Desenrolando-se a acção na Figueira por altura da Guerra Civil espanhola.
O livro “Sinais de Fogo” mostra uma cidade em que o relaxamento de verão contrasta com as tensões morais, sociais e políticas, que conviviam dia-a-dia com os dilemas da clandestinidade, dos romances interditos e das orientações sexuais reprimidas.
Sena, homem de Letras e de visão foi professor, poeta, contista, dramaturgo, crítico e ensaísta.
O escritor morre, com apenas 58 anos, em Santa Bárbara, na Califórnia, onde encontra sempre outra abertura de ideias, aquelas que nunca viu em Portugal e no Brasil, onde também residiu.
A Figueira da Foz quer recordar Jorge de Sena “com a grandiosidade que o seu talento merece”, segundo apurou O Figueirense junto da organização do evento.

O freixo já foi abatido

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O freixo com cerca de 300 anos, localizado no Pátio de Santo António, que estava em perigo de queda, foi hoje abatido sem que se registasse qualquer incidente.

Cerca de uma dezena de técnicos e funcionários municipais, apoiados por maquinaria pesada, começaram cerca das 07:15 as operações de remoção da árvore do Largo da Misericórdia. A maior parte dos trabalhos (que estiveram agendados para quarta-feira e não se realizaram devido a um protesto de ambientalistas), com corte dos dois troncos da árvore, foi cumprida ao longo da manhã, ficando para a tarde a remoção das raízes e da base da secular árvore.

A Câmara da Figueira da Foz tinha anunciado, na segunda-feira, o abate do freixo classificado – decisão sustentada em pareceres e avaliações técnicas, a última das quais recomendava o abate por “risco severo de fratura”- que mereceu a concordância do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

O freixo, localizado junto à igreja do antigo convento de Santo António, era uma das duas únicas árvores classificadas como de Interesse Público do município da Figueira da Foz (a que resta é um plátano com 250 anos, situado na Quinta de Foja, no nordeste do concelho).

Datado do início do século XVIII, o freixo era anterior à elevação da Figueira da Foz a cidade (1882) e mesmo a vila (1771).

Em baixo pode ver o acontecimento (vídeo disponibilizado por Tila Santos):

Coimbra é um de seis distritos sob-aviso vermelho

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Seis distritos vão estar sob aviso vermelho a partir das 12:00 de Quinta-feira e até à madrugada de Sexta-feira devido à previsão de agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, os distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso vermelho, prevendo-se ondas de noroeste com sete a oito metros, podendo atingir 15 metros de altura máxima.

A partir das 06:00 de quinta-feira estes seis distritos já estarão sob aviso laranja, devido à previsão de ondas de noroeste com cinco a sete metros, podendo atingir 14 metros de altura máxima.

O IPMA também prevê uma descida de 8 graus Celsius das temperaturas máximas durante os próximos dois dias, esperando-se uma subida de temperatura a partir de Domingo.

Navigator diz não haver justificação para a greve marcada de 13 a 16 de Novembro

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A The Navigator Company considera não haver justificação para a greve que os trabalhadores pretendem realizar entre os dias 13 e 16 de novembro, tendo em conta a redução de horários de trabalho e aumentos remuneratórios registados.

Num comunicado hoje emitido, a Navigator afirma ter sido informada do pré-aviso de greve na semana passada e considera que os motivos invocados não justificam a paralisação dos trabalhadores entre as 00:00 da próxima quarta-feira, dia 13 de novembro, e as 24:00 do dia 16 de novembro.

“Conhecidos os objetivos da greve constantes do referido aviso prévio, a Navigator não encontra justificação para esta greve, tendo em conta que a empresa reduziu o horário de trabalho de 40 para 39 horas semanais em 2019 e para 38 horas semanais a partir de 2020”, refere o comunicado.

Na nota, a empresa sublinha também o facto de ter garantido a todos os colaboradores o fundo de pensões e aumentos salariais entre 1,5% e 2%.

O comunicado enuncia ainda várias das medidas tomadas nos últimos tempos em termos remuneratórios, dando como exemplo o prémio de desempenho no valor de 23 milhões de euros distribuído ao longo deste ano aos cerca de 3.200 colaboradores, assinalando que este foi o prémio de valor mais elevado de sempre na empresa.

No total, ao longo destes últimos cinco anos, foram atribuídos prémios de performance no valor de mais de 80 milhões de euros.

Nos últimos quatro anos, assinala também o comunicado, 58% dos trabalhadores tiveram progressões na carreira, sendo que no mesmo período de tempo foram contratados 62 colaboradores, valores assinalados pela agência LUSA.

A Fiequimetal anunciou na semana passada que os trabalhadores das empresas do grupo The Navigator Company decidiram marcar uma greve em defesa de um reenquadramento salarial e revisão do plano de carreiras.

No comunicado então divulgado, a Fiequimetal – Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas refere que a greve vai abranger todos os trabalhadores dos complexos fabris do grupo, em Aveiro, em Vila Velha de Ródão, na Figueira da Foz e em Setúbal.

“Admite-se ainda que os trabalhadores também recusem todo o tipo de trabalho suplementar em qualquer momento, seja antes, durante ou depois daqueles quatro dias de paralisação”, acrescenta.

De acordo com a Fiequimetal, a decisão de avançar para esta forma de luta foi tomada “face à intransigência da administração do grupo, durante mais de seis meses de negociação.

Já a The Navigator Company acentua que o salário médio que paga aos colaboradores supera em 2,5 vezes o salário médio nacional (que é inferior a 1.000 euros) e que actualizou o subsídio de alimentação para os 7,85 euros, bem como o valor de outros subsídios que atribui aos trabalhadores.

Associações do Lis e do Baixo Mondego apelam ao uso eficiente da água

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As associações de beneficiários do Vale do Lis, distrito de Leiria, e do Baixo Mondego, encararam como um dos desafios para o futuro o uso eficiente dos recursos hídricos.

Apesar de serem realidades distintas, com culturas e sistemas hidroagrícolas diferentes, as duas associações, que participaram num debate em Coimbra sobre sustentabilidade agro-ambiental e economia circular, afirmaram que um dos desafios para o futuro passa pela gestão racional e eficiente dos recursos hídricos à sua disposição.

Para a Associação de Beneficiários da Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego, mais importante do que falar de economia circular naquela área será “incentivar à gestão racional de recursos hídricos num universo de muitos proprietários de minifúndio”, disse o director técnico da entidade, António Russo, que falava à agência Lusa à margem do debate.

“Embora os mananciais de água sejam generosos, tem que se pensar que a água será um recurso limitado mais tarde e tem que ser gerido com parcimónia, num sistema bastante difícil como o Baixo Mondego, em que não há automatizações de fornecimento de água”, vincou.

Para isso, não será necessário criar mais linhas de financiamento, antes mudar a mentalidade das pessoas, de forma que os proprietários aprendam “a usar a água e a estarem despertos para a questão dos recursos hídricos e não pensarem que a escassez só existe no sul”, referiu.


Também a Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis assumiu o seu empenho na optimização da água usada para actividades agrícolas naquela bacia, considerando que a obra para a reconversão de parte do regadio do Lis vai também ajudar a gerir melhor esse recurso, afirmou o administrador da entidade, Henrique Damásio.

“Vai cair água em menos tempo e mais quantidade de cada vez e temos que aprender a optimizar o recurso com base nessa nova realidade que não vamos conseguir alterar”, notou, salientando que é necessário evoluir nos métodos de rega no Lis.


Para além disso, Henrique Damásio salientou que, no caso do Vale do Lis, a implementação de uma economia circular “faz sentido”, por ser uma zona densamente povoada, permitindo favorecer “os circuitos curtos de comercialização”, de forma a evitar “que uma alface produzida na zona vá para Lisboa e depois retorne a uma loja em Leiria”, tal como hoje acontece com as cadeias de grande distribuição.

De acordo com o responsável, há também trabalho a fazer no sector da pecuária, nomeadamente através da valorização dos efluentes (resíduos provocados pela actividade), apontando para o exemplo do sector da avicultura, cujos efluentes já são “incorporados nos olivais do Alqueva”.

O debate, intitulado “O regadio e a sustentabilidade agro-ambiental: Economia circular”, decorreu na Escola Superior Agrária de Coimbra.







Associação Goltz de Carvalho acusada pelo MP

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O Ministério Público acusa dirigentes da Associação Goltz de Carvalho de desviarem verbas no valor de 400 mil euros. A notícia, avançada pelo diário nortenho Jornal de Notícias, refere-se a “peculato, participação em negócios”, entre outros ilícitos.

Esta instituição local de solidariedade social já reagiu em comunicado, mas O Figueirense preferiu uma reacção do presidente da Direcção. António João Paredes afirmou que é “uma surpresa esta notícia e esta notificação”, referindo que “nelas têm montanhas de falsidades que não correspondem a factos e  não são mais que um ataque ao bom nome dos seus trabalhadores e de todos os que há 20 anos se dedicam de forma abnegada à comunidade”. António Paredes acrescenta que “esta obra incomoda e o presidente incomoda muito mais”.

Refira-se que a Associação Goltz de Carvalho é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sediada na freguesia de Buarcos e visa a promoção de acções de solidariedade social, desportivas, culturais e recreativas. Segundo apurámos, tem ao serviço da comunidade local um conjunto de equipamentos e serviços sociais destinado a crianças, jovens, idosos e população em risco de exclusão social, nomeadamente, creche, jardim de infância, serviço de apoio domiciliário e centro comunitário.

Recordações de antigas actuações

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Pedro Abrunhosa esgotou ontem à noite o salão do Casino com um concerto no âmbito de uma digressão que antecede a sua actuação no Coliseu do Porto. O Figueirense falou com o cantor.

Obras da baixa são “pesadelo”

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Nuno Lopes, o novo presidente da Associação Comercial da Figueira, considera um pesadelo as obras da Baixa figueirense que ainda não terminaram. Em entrevista ao diário As Beiras, Nuno Lopes considera que “os prazos já ultrapassaram o razoável”.

As duas imagens, em baixo colocadas, mostram o estado actual das obras na Rua dos Combatentes e uma representação do projecto concluído, respectivamente.

O actual presidente dos Bombeiros Voluntários recandidata-se e, pela primeira vez em mais de 40 anos, tem um opositor: João Mota, ex-comandante da corporação.

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Eram mais de quatro décadas de eleições em que aparecia apenas um candidato. Este ano, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (AHBVFF) tem duas listas, uma liderada pelo seu actual presidente, Lídio Lopes, há 20 anos no cargo, e a outra por João Mota, antigo comandante.

Lídio Lopes apresentou a sua lista na terça-feira, frisando que o seu mandato “para tratar de software”, depois de ser preocupado com o “hardware”, disse, elencando as benfeitorias efectuadas nas instalações, viaturas adquiridas, entre outras.

João Mota, antigo comandante da corporação, afirma que a associação “não deve ter um dono, nem um patrão”, e sublinha que embora não menospreze o trabalho desenvolvido por direcções anteriores, discorda “profundamente dos seus métodos, comportamentos e atitudes”

As eleições nos Bombeiros Voluntários decorrem a dia 6 de Dezembro, numa corporação com cerca de quatro mil sócios e que se aproxima dos 137 anos de existência. Lídio Lopes é presidente da corporação há duas décadas e João Mota foi o comandante durante vários anos.

Médicos do Centro condenam fim total das receitas em papel

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) condenou hoje a decisão do Ministério da Saúde e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) de acabarem com as receitas médicas em papel.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, criticou a “insensibilidade” da tutela e o desconhecimento sobre as dificuldades existentes para a desmaterialização total das receitas médicas a partir de Março de 2020.

O presidente da SRCOM frisa que a “Ordem defende a desmaterialização, mas que tem de olhar para as excepções que sempre existiram e que foram atendidas até ao momento”.

A SRCOM apela ao Ministério da Saúde e ao SPMS a “voltar atrás e a manter as excepções, que é preciso atender, pois não se pode permitir que se criem dificuldades no acesso dos doentes” aos cuidados médicos.

Portugal conseguiu. Matilde já tem 2 milhões de euros

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A menina de dois meses e meio sofre de uma doença rara: atrofia muscular espinhal do tipo 1. A esperança da família era reunir 2 milhões de euros, de forma a pagar o medicamento, chamado Zolgensma, que ainda só existe nos Estados Unidos. Com uma campanha no facebook, fizeram um apelo para que as pessoas ajudassem a Matilde. Em 13 dias, os portugueses juntaram mais 2 milhões de euros.

Em 13 dias, os portugueses juntaram mais 2 milhões de euros.

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Na página do facebook pode ler-se: “Atingimos o objetivo do valor do medicamento, provavelmente teremos despesas adicionais.
Estamos aguardar respostas protocalores e que a saúde da Matilde melhore para podermos avançar com os próximos passos.A todas as pessoas que organizaram e estão a organizar os eventos solidários para a nossa causa, deixamos ao vosso critério o que fazer a seguir. O valor que não for utilizado no tratamento da Matilde será doado às famílias com outras “Matildes”.”