Início Local Candidato do BE à Figueira da Foz quer valorização do comércio tradicional

Candidato do BE à Figueira da Foz quer valorização do comércio tradicional

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal da Figueira da Foz, Rui Curado Silva, defendeu a valorização do comércio tradicional através do investimento público em infraestruturas de apoio.

A eventual pedonalização, total ou parcial, de ruas adstritas ao comércio local, iluminação e áreas de estacionamento dedicado, são algumas das propostas do BE, que defende, também, a participação dos comerciantes nas soluções a adoptar pela autarquia.

Em declarações à agência Lusa, Rui Curado Silva deu o exemplo do Jardim Municipal da Figueira da Foz, que tem uma obra de requalificação em curso, intervenção que o candidato contesta e considera “desnecessária” pela “maior impermeabilização do solo” que diz ocorrer.

“Em vez de apostarmos em obras de utilidade muito duvidosa, devíamos passar esses meios e recursos para estas intervenções em áreas de comércio tradicional”, defendeu o candidato bloquista.

Rui Curado Silva, que se candidata nas eleições autárquicas de dia 26 pela terceira vez consecutiva à Câmara Municipal, sem ter conseguido ser eleito em 2013 e 2017, lembrou que na Figueira da Foz existem várias zonas de comércio tradicional, como as duas praças ribeirinhas (conhecidas popularmente por Velha e Nova), a Rua de República ou a zona turística do Bairro Novo, junto ao Casino, entre outras.

“As reabilitações nessas zonas são prioritárias relativamente, por exemplo, ao Jardim, que podia continuar a ter mais aspecto de zona verde”, frisou.

Questionado se defende mais ruas dedicadas em exclusivo aos peões, o candidato do BE respondeu afirmativamente, mas notou que “é uma questão sensível”.

“Já tivemos, no passado, a pedonalização da rua da República e depois foi revertida, porque os comerciantes não estavam contentes com a solução”, observou.

Por isso, Rui Curado Silva defende que o processo seja acompanhado pelos comerciantes “e não impor uma solução”.

O candidato do Bloco sublinhou, por outro lado, que é possível “combinar soluções”, por exemplo, ter uma rua a “funcionar normalmente” com circulação automóvel até final da tarde e, a partir daí, ser fechada ao trânsito, potenciando que restaurantes ou bares passem a ter esplanadas “no meio da rua” ou existir espaço para actividades culturais.

Destacou, a esse propósito, uma solução implementada em Bolonha (Itália), que usa “uma espécie de canteiros grandes com árvores e rodas por baixo” para encerrar ruas do centro da cidade a partir de determinada hora.

“É uma possibilidade intermédia que também ajuda a animar os centros de comercio tradicional das cidades”, aduziu.

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