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Figueira da Foz adia homenagem a João Ataíde para evitar aglomerações

A Câmara da Figueira da Foz anunciou ter adiado a cerimónia de descerramento da placa de toponímia em homenagem ao ex-presidente do município João Ataíde, prevista para hoje, na sequência do contexto de calamidade motivado pela covid-19.

Estava previsto que, para hoje, Dia do Município da Figueira da Foz e de São João, que houvesse o descerramento, às 12:30, de uma placa de toponímia na praça adjacente ao Forte de Santa Catarina, numa homenagem a Ataíde, que morreu em Fevereiro, numa altura em que desempenhava as funções de deputado pelo PS, depois de ter exercido o cargo de secretário de Estado do Ambiente no XXI Governo, o primeiro liderado por António Costa.

“Após a divulgação da informação de que se iria proceder ao descerramento de placa de toponímia, em homenagem ao ex-presidente João Ataíde, que, dado o contexto do estado de calamidade, estaria limitado, a autarquia recebeu diversas solicitações de munícipes, colectividades e associações a manifestarem interesse em estar presentes e poderem associar-se à homenagem”, refere uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Segundo a nota, “dada a impossibilidade de aceder a essas solicitações, entende o município adiar a iniciativa para data a comunicar posteriormente”.

No domingo, João Ataíde já tinha sido homenageado na praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, na etapa inaugural da liga portuguesa de surf.

A homenagem juntou 80 pessoas, entre familiares e políticos, no molhe sul do rio Mondego.

Na ocasião, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, também do PS, explicou a situação do aglomerado de pessoas: “Declaradamente, é daquelas situações em que a emoção se sobrepôs à razão”.

“A organização [da prova de surf, que quis homenagear o ex-autarca] teve a preocupação de restringir muito o número de pessoas, mas [a homenagem] foi do conhecimento público, o João Ataíde foi um presidente durante 10 anos que muito marcou a Figueira e as pessoas chegaram, associaram-se. A maior parte delas trazia máscara, mas [isso] não justifica a alteração e o número de pessoas que estava, mas também era impossível mandar as pessoas para trás, evitar, foi um daqueles actos espontâneos de amor e de paixão de quem reconhece o trabalho que foi feito durante 10 anos”, acrescentou Carlos Monteiro.

Questionado pela Lusa sobre as medidas tomadas para evitar aglomerações de pessoas no fogo-de-artifício do São João, o município manifestou estarem “reunidas as condições para que o espectáculo decorra com o devido distanciamento social”, dado tratar-se de um evento “com menor duração, descentralizado e com maior altitude, que pode, e deve, ser visto à distância, agregado às regras que todos sabem que devem cumprir a nível pessoal”.

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