Um novo palco, com programação musical intimista, e o lançamento do disco de homenagem a Bradford são destaques da 13.ª edição do Gliding Barnacles, que se realiza de quarta-feira a domingo na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz.
Dedicado ao surf, arte, música e também à gastronomia, o festival regressa àquela praia com uma programação que integra cerca de 40 bandas, músicos e DJ no cartaz musical, como The Parkinsons, Vaiapraia, Silvino Branca ou Birds Are Indie.
Em destaque vai estar a Bradford Orchestra Tralala, “numa homenagem a um músico muito querido, que partiu o ano passado”, e que inclui “o lançamento do álbum póstumo dele”, afirmou à agência Lusa o fundador e organizador do festival, Eurico Gonçalves.
“Vai ser um dos momentos altos e emotivos do nosso festival”, antecipou.
Entre as novidades deste ano, conta-se um terceiro palco, que vai resolver uma das questões de edições anteriores.
“Este palco vai ligar mais o dia com a noite, sem haver aquela interrupção que existia, porque acabávamos na praia às 20 horas e começávamos na tenda de circo – o palco principal – às 22 horas. Entre ambos há agora um momento musical para fazer esta ligação.
O reforço da infraestrutura dará também outro andamento à programação musical: “Teremos três palcos musicais e um novo palco, o palco Arte, onde teremos projetos mais intimistas dos 30 projetos musicais que temos este ano no Gliding Barnacles”, especificou.
Mais numerosas ainda são as intervenções de quase 120 artistas que vão participar nesta edição de Gliding Barnacles com instalações, pintura ao vivo, tatuagens, cerâmica, trabalhos de fotografia e vídeo, performances, entre outros.
Dentro de água, de Portugal e de muitos pontos do mundo, viajam até à Praia do Cabedelo mais de uma centena de participantes, para surfar em ambiente não competitivo, fotografar e entrar na corrida de colchões insufláveis.
A programação integra ainda sessões de cinema, ‘workshops’, modelagem de pranchas de surf, ‘street food’ e mercado, entre outras atividades.
Com as previsões a apontarem para bom tempo até ao final do festival, Eurico Gonçalves disse acreditar numa edição em cheio.
“Todos os anos metemos os ‘papéis’ a tempo e estamos na freguesia de São Pedro. O mote é do Equinócio à Lua Cheia e dia 27 é o dia do Stella Maris. Portanto, está tudo conjugado. Esperamos que os deuses estejam todos connosco, não se irritem e que a magia aconteça!”, concluiu o organizador.






