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Santana Lopes preocupado com eventuais atrasos na requalificação do Mosteiro de Seiça

O presidente da Câmara da Figueira da Foz mostrou-se preocupado com eventuais atrasos na empreitada de requalificação do Mosteiro de Seiça, devido a trabalhos arqueológicos que decorrem paralelamente com as obras.

“Confesso que isto, em certa medida, me revolta, porque houve muito tempo para fazer os trabalhos de arqueologia. Agora andamos com estes assuntos quando a obra já foi adjudicada, o empreiteiro está no local, os trabalhos começaram e tem de continuar”, disse Pedro Santana Lopes.

Em declarações aos jornalistas, no final da sessão de Câmara de ontem, o autarca adiantou que a arqueóloga responsável pretende dedicar uma parte do espaço daquele monumento nacional ao processo de descasque do arroz.

Em tempos, o Mosteiro de Seiça, localizado num vale da freguesia de Paião, junto à linha ferroviária do Oeste e ribeira de Seiça, serviu como instalação para o descasque de arroz.

“O mosteiro já está reduzido a uma parte e ir agora, com a história que tem, fazer a memória de uma actividade que não era compatível com aquela realidade de monumento nacional não faz sentido nenhum”, desabafou Santana Lopes.

Esta situação, de acordo com o autarca, está a prejudicar o andamento das obras, que foram consignadas em Dezembro por 2,7 milhões de euros, comparticipados em 85% pelo programa Portugal 2020 e um prazo de execução até Dezembro de 2023.

“Considero inconcebível que a obra seja atrasada por essa razão”, sublinhou o presidente do município da Figueira da Foz, considerando inquestionável que o Mosteiro de Seiça foi classificado como monumento nacional devido à sua história como espaço de culto religioso.

O mosteiro teve origem na fundação da nacionalidade, embora o conjunto edificado actual seja dos séculos XVI e XVIII.

Com a extinção das ordens religiosas no século XIX, o mosteiro de Seiça foi vendido a privados. No início do século XX até 1976 foi ali instalada uma fábrica de descasque de arroz.

“Se vamos começar a por ali memórias de todas as actividades que houve ali ao longo destas décadas, santa Maria”, enfatizou Santana Lopes, acrescentando que a actual situação “coloca em causa a realidade do mosteiro e a sua explicação e interpretação no futuro”.

O município da Figueira da Foz consignou no dia 23 de Dezembro de 2021 a empreitada de requalificação do Mosteiro de Seiça, adquirido pelo actual presidente da autarquia na sua primeira passagem pela presidência da Câmara da Figueira da Foz (1997-2001), cuja intervenção é classificada de difícil devido ao actual estado de ruína.

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