Sofia Pinto inaugurou a participação portuguesa no quadro principal de singulares do Figueira da Foz Ladies Open, onde se apresentou a um bom nível antes de deixar Francisca Jorge, Matilde Jorge e Angelina Voloshchuk como as únicas representantes “da casa” neste ITF W100 que o Tennis Club da Figueira da Foz organiza, com os apoios da Federação Portuguesa de Ténis e da Câmara Municipal da Figueira da Foz, entre 21 e 28 de julho.
Na estreia em torneios desta importância, a jovem de 20 anos (ainda sem classificação WTA) cedeu por 6-3 e 6-4 para a russa Anastasia Zakharova (153.ª), quinta cabeça de série.
O encontro desta terça-feira foi uma repetição do da semana, na primeira ronda do Eupago Porto Open ITF W75. Pinto voltou a esbarrar no favoritismo da adversária, mas desta vez ofereceu muito mais oposição e prolongou o braço de ferro durante 81 minutos.
Convidada pela organização para o quadro principal, a tenista de Lisboa — que está a meio da licenciatura em Gestão nos EUA, mais concretamente na Universidade do Minnesota — assinou quatro quebras de serviço contra uma das jogadoras mais cotadas da competição. Zakharova pressionou-a constantemente nos jogos de serviço, mas Pinto foi mais consistente e conseguiu intrometer-se mais nas trocas de bola comparativamente ao encontro de há sete dias para tornar o duelo equilibrado.
No final, em conferência de imprensa, não hesitou em afirmar que “o encontro de hoje foi muito melhor do que o da semana passada” e explicou os motivos pelos quais conseguiu oferecer mais resistência à adversária: “Senti-me melhor e já sabia quais eram os pontos fracos e os pontos fortes dela. É uma jogadora que ataca muito e entra muito nas bolas, mas tentei aguentar-me mais do que na semana passada e sempre que tive oportunidade ataquei. Ela abre bem os ângulos, mas desta vez eu estava pronta e tentei jogar mais para o meio e acabou por ser um encontro bastante disputado.”






