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Santana Lopes exige prioridade no combate à erosão costeira da Figueira da Foz

O novo Governo vai ter de considerar a erosão costeira e o desassoreamento da barra da Figueira da Foz como intervenção prioritária, disse hoje o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes.

“Não podemos perder mais tempo”, afirmou hoje o autarca à agência Lusa, na sequência de uma reunião que teve na segunda-feira com responsáveis da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com toda a administração do porto da Figueira da Foz sobre aqueles temas.

Salientando que todos os intervenientes consideram a questão da erosão e do assoreamento na Figueira da Foz como insustentável, Santana Lopes frisou que as intervenções previstas pela APA “não se podem atrasar”.

O presidente do município anunciou que, até Maio, está prevista uma intervenção de curto prazo, que consiste na transposição de 100 mil metros cúbicos de areia para reforço do cordão dunar.

No imediato, acrescentou, será instalada uma draga para retirar areia na zona da barra do porto, de forma a garantir a entrada em segurança de barcos de pesca ou comerciais.

“A draga era para ter vindo ontem (quarta-feira) e não veio. Só chegou hoje e não saiu para trabalhar”, observou Santana Lopes, lamentando que não se esteja a aproveitar o facto de o mar estar com ondas de um metro.

O autarca disse ainda que vai negociar com o Governo a instalação de uma segunda draga, com uma em permanência na barra do porto da Figueira da Foz, que “assoreia com frequência”.

“Não podemos perder mais tempo. Ou há respeito pela Figueira da Foz, ou temos de tomar outras atitudes”, advertiu o presidente da Câmara, salientando que o porto “é o nosso aeroporto ou a estação de comboio, que também não temos em condições”.

De acordo com Santana Lopes, a APA tem previsto, a partir de 2023, transferir 3,2 milhões de metros cúbicos na praia a sul na Cova Gala e dentro do mar, num investimento de cerca de 20 milhões de euros.

A solução para combater a erosão costeira a sul da Figueira da Foz com recurso a um sistema fixo (‘bypass’) é a mais indicada a longo prazo e deverá arrancar em 2024, segundo a calendarização prevista, adiantou o autarca.

A construção do ‘bypass’ deverá representar um investimento de 18 milhões de euros, com um custo total, a 30 anos, que inclui o funcionamento e manutenção, de cerca de 60 milhões de euros, movimentando um milhão de metros cúbicos de areia por ano.

“O novo Governo tem de assumir a Figueira da Foz como prioridade e não pode atrasar-se”, sustentou Santana Lopes, que pretende colocar o porto marítimo da cidade a “funcionar bem”, ajudando também ao desenvolvimento da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

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