O porto da Figueira da Foz registou uma recuperação de 5,35% sua atividade no segundo trimestre do ano comparativamente ao período homólogo de 2025, anunciou a administração portuária.
“Depois de um primeiro trimestre particularmente exigente, fortemente condicionado pelos sucessivos episódios de mau tempo e pelos constrangimentos provocados pelo encerramento da barra, os indicadores mais recentes demonstram uma inversão da tendência e apontam para uma recuperação da atividade portuária”, referiu a estrutura, num comunicado enviado à agência Lusa.
A melhoria da navegabilidade do porto permite atualmente a entrada de navios no Terminal de Granéis Sólidos, com calados até sete metros, acima do limite praticado de 6,5 metros, desde que a altura da ondulação não exceda 1,5 metros de altura.
Este aumento do calado máximo “representa uma medida de particular relevância, reforçando a competitividade do porto no atual contexto, ampliando a sua capacidade operacional e permitindo responder de forma mais eficaz às necessidades dos operadores e às exigências do mercado, potenciando assim a atração de novos fluxos de carga e de escalas de navios”.
A administração portuária considerou que, perante este enquadramento, “encara com confiança os próximos meses, prevendo um terceiro trimestre positivo, sustentado pela estabilidade das condições de navegabilidade e pela retoma gradual da atividade comercial”.
“Os primeiros meses do ano colocaram desafios significativos a toda a comunidade portuária. Operadores, agentes de navegação, empresas, trabalhadores e restantes parceiros enfrentaram este período com grande resiliência, compreensão e espírito de colaboração, permitindo minimizar os impactos de uma situação excecional”, lê-se na nota.
Em abril, o porto da Figueira da Foz retomou os trabalhos de melhoria das acessibilidades, que tinham sido interrompidos em janeiro por decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A obra de aprofundamento da barra, do canal de navegação e da bacia de manobras do porto iniciou-se em janeiro de 2025 e deveria estar concluída em julho deste ano, tendo o prazo sido alargado para outubro, podendo ser ajustado de acordo com o desenvolvimento do projeto.






