Início Local Município avança com o processo de venda do Paço de Maiorca

Município avança com o processo de venda do Paço de Maiorca

O município da Figueira da Foz deverá avançar com a venda do Paço de Maiorca, depois de o relatório final da auditoria externa apontar uma estimativa de 3,5 milhões de euros para a sua requalificação.

O presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, divulgou hoje de manhã, em sessão de Câmara, o relatório da auditoria externa e anunciou uma proposta de venda do imóvel para ser votada na próxima reunião, que deverá passar pela alienação em hasta pública.

“Mesmo que tivesse 100% de financiamento, entendo que o município não deve fazer isso [avançar para a requalificação], pois é um peso muito grande”, disse o autarca aos jornalistas.

Segundo Santana Lopes, além da estimativa “por baixo” de 3,5 milhões de euros para a recuperação do edifício, o Paço de Maiorca representa ainda para o município um encargo de cinco milhões de euros, devido a uma parceria público-privada mal sucedida.

Em 2008, o município aprovou uma parceria público-privada para ali edificar uma unidade hoteleira, a obra acabou abandonada e o processo judicial que se seguiu terminou com o município da Figueira da Foz a ter de pagar cerca de cinco milhões de euros à massa insolvente da sociedade.

Além disso, está ainda em tribunal um recurso da Autoridade Tributária sobre um milhão de euros de Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA), que a autarquia ganhou em primeira instância.

“O que é uma dor de alma é aquilo continuar a degradar-se, portanto, quanto mais depressa se vender, melhor”, sublinhou Santana Lopes, que rejeitou para o município a repetição de parcerias público-privadas, nem sociedades com privados.

O Paço de Maiorca, edifício do século XVIII, foi adquirido para o município precisamente por Santana Lopes há mais de 20 anos, na sua primeira passagem pela presidência da Câmara da Figueira da Foz.

Na reunião de hoje, Santana Lopes anunciou também a realização de uma auditoria à evolução da dívida da Câmara entre 1998 e a actualidade, cuja proposta será votada na próxima sessão.

“É o trabalho de que não prescindo, de conhecimento, que até pode ser contra mim”, salientou o autarca, que já exerceu o cargo de presidente entre 1997-2001.

A auditoria deverá durar entre quatro e cinco semanas, disse Santana Lopes.

“Por mais que eu peça aos serviços, não consigo ter uma resposta esclarecedora da evolução da dívida, nem há ninguém que me a consiga explicar”, justificou o presidente da Câmara.

Pub

Leia também

Três detidos em operação da PSP em cinco concelhos de Coimbra e Lisboa

Três homens foram detidos, na terça-feira, por vários crimes praticados nos concelhos de Cantanhede, Coimbra, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra,...

Energia eólica no mar da Figueira da Foz pode criar mais de sete mil empregos

A concretização do projecto de energias eólicas no mar ao largo da Figueira da Foz por um fundo de investimento dinamarquês pode criar entre...

GNR detém homem detido por furto em armazém industrial

O Comando Territorial de Coimbra da GNR, através do Posto Territorial da Praia de Quiaios, deteve, no domingo, em flagrante, um homem de 25...

Plano Nacional de Cinema no AEZUFF

O Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz (AEZUFF) e o Centro de Artes e Espectáculos dinamizaram a iniciativa “Escola vai...

Bombeiros Voluntários homenagearam o seu presidente

O corpo dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz decidiu homenagear o seu presidente, Lídio Lopes, assinalando o marco dos 25 anos da sua...