Início Cultura Gliding Barnacles transforma Figueira num ponto internacional da cultura do surf

Gliding Barnacles transforma Figueira num ponto internacional da cultura do surf

A praia do Cabedelo recebe mais uma edição do festival Gliding Barnacles, de quarta-feira a dia 11, para uma jornada de surf, arte e música, com mais de 250 participantes de 30 nacionalidades.

“Ao longo dos últimos nove anos, o Gliding Barnacles transformou uma cidade costeira periférica no contexto do surf nacional, num ponto central internacional da cultura de surf clássico”, frisou à agência Lusa o fundador Eurico Gonçalves, que preside à Associação +Surf, organizadora do evento.

Durante cinco dias, o surf não é encarado como um desporto, “mas sim como uma expressão criativa e artística”, em que a competição é substituída por “sessões de expressão” não competitivas, partilhando os dias com actividades musicais, artísticas e também gastronómicas.

Nessas sessões, surfistas como Clovis Donizetti, Jules Lepecheux e Mele Saili, vão demonstrar, em regime livre, o seu estilo, criatividade e inovação, “não havendo lugar para critérios como quantidade de ondas ou manobras como normalmente acontece em competições desta modalidade”.

A música marca o ritmo do evento ao longo dos cinco dias, com um alinhamento de artistas nacionais e internacionais, “numa mistura de bandas emergentes com nomes que já são da casa”, como Ian Svenonious, Da Chick, El Señor, Subway Riders e Victor Torpedo and the Pop Kids, “numa programação verdadeiramente eclética que está intimamente ligada à heterogeneidade do público visitante”.

“O nosso desejo de aproximar o mar à cidade conseguiu transformar a Figueira da Foz num espaço que une, anualmente, os quatro cantos do mundo através da cultura do oceano, da arte, da música e da gastronomia”, frisou Eurico Gonçalves.

Para completar a tríplice (surf, música e arte), a organização promove ainda um “hub criativo” na Praia do Cabedelo, com uma série de residências artísticas em diversos formatos (intervenção em murais, construção de pranchas, serigrafia, tatuagem, artesanato, pintura, escultura, design, exposições, olaria, entre outros).

Para isso, convidou artistas e artesãos locais, nacionais e internacionais, como Fiumani, Sick Faces, Leonor Cunha e Sofia Cruz, para intervirem “de forma inovadora e disruptiva, em tempo real, dentro e fora do espaço do evento”.

O presidente da Associação +Surf considerou que o festival se tornou “num destino de eleição para nómadas criativos, colocando o Centro de Portugal no mapa daqueles que procuram conviver em plena harmonia com o património natural, tangível e intangível, num lugar onde possam residir e exercer a sua arte”.

“Numa cidade conhecida pelo turismo de praia, mas ainda longe do radar enquanto destino de surf, decidimos criar um evento, envolver a comunidade local e atrair ainda mais pessoas”, sublinhou Eurico Gonçalves.

A edição deste ano arranca na quarta-feira com uma mesa-redonda em que participam o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, o presidente do Turismo Centro Portugal, Pedro Machado, e o surfista Eurico Gonçalves, para discutir a importância dos eventos culturais na promoção do turismo.

Uma das novidades deste ano são as sessões de modelagem ao vivo na Praia do Cabedelo, com a presença de figuras icónicas do surf nacional e internacional, como Diogo Appleton, Robin Kegel, Brock Jones e Nico Wavegliders, que vão demonstrar ao vivo a sua experiência e técnica no design e construção de pranchas.

A gastronomia vai ter também lugar de destaque, com um “Street Food Market”, na qual convivem de forma orgânica projetos locais emergentes (Filipe Soares, Rui Reigota, Pedro Peixoto) e chefs com estrela Michelin (Diogo Rocha).

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