O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, confirmou esta sexta-feira a presença da Polícia Judiciária (PJ) no município, no âmbito da operação “Lúmen”, que decorreu na terça-feira em várias autarquias do país, incluindo Lisboa.
Durante a reunião de Câmara, o autarca explicou que cinco inspetores estiveram nos Paços do Concelho entre as 9 e as 16 horas, tendo recolhido documentos considerados “adequados e necessários”. Segundo Pedro Santana Lopes, os investigadores não falaram consigo diretamente, limitando-se a analisar procedimentos e pré-procedimentos, mostrando-se, ainda assim, tranquilo com as diligências realizadas.
O presidente garantiu aos restantes membros do executivo que, numa primeira análise, “na Figueira da Foz nada existe que pese ou tenha relevância” no processo, sublinhando que não vê motivos para alarme. A questão foi levantada pelo vereador socialista Rui Carvalheiro, que questionou a ausência de esclarecimentos no próprio dia da intervenção da PJ.
A operação “Lúmen” levou à detenção de quatro suspeitos por crimes como corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com contratos de fornecimento e instalação de iluminações festivas. Entre os detidos estão responsáveis de uma empresa privada, uma associação e um funcionário público.
Segundo a Polícia Judiciária, foram realizadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias em diferentes pontos do país, abrangendo também os municípios de Tavira, Lamego, Maia, Viseu, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira, no âmbito de uma investigação que teve origem numa denúncia sobre alegada viciação de procedimentos de contratação pública.






