Início Local Figueira da Foz quer antecipar em dois anos recolha obrigatória de bio-resíduos

Figueira da Foz quer antecipar em dois anos recolha obrigatória de bio-resíduos

O município da Figueira da Foz quer antecipar em dois anos o prazo limite para a recolha obrigatória de bio-resíduos, tendo sido aprovada uma candidatura de cerca de 600 mil euros para o conseguir, anunciou a autarquia.

Em informação enviada à agência Lusa, a Câmara Municipal explica que o projecto de recolha selectiva dos resíduos orgânicos bio-degradáveis – que, actualmente, são depositados junto com o lixo doméstico indiferenciado e que podem ser valorizados para reutilização posterior, por exemplo, na agricultura – “pretendeu antecipar-se” às normas que impõem a recolha selectiva de bio-resíduos a partir de 2023.

“Pretendeu o município antecipar-se a esta obrigatoriedade de forma a que nesse ano já se encontre esta recolha implementada e a funcionar em pleno”, sustenta a autarquia do litoral do distrito de Coimbra.

O projecto incidirá, na fase inicial, nas freguesias de Buarcos e São Julião, Tavarede, Vila Verde e São Pedro “por serem as que apresentam uma maior densidade populacional” e consiste na disponibilização de 340 contentores de rua com capacidade de mil litros cada um e de baldes de 10 litros “por cada um dos alojamentos na área de operação”.

No total, são disponibilizados cerca de 24 mil baldes “a serem mantidos, conservados e limpos pelos utilizadores no interior das suas habitações”, refere a informação camarária.

Os contentores de mil litros terão um sistema de abertura com cartão de leitura de proximidade (NFC), também entregue aos utilizadores, “de forma a potenciar a deposição (dos bio-resíduos) sem contaminação”.

No conjunto de esclarecimentos sobre o projecto pedidos pela agência Lusa à Câmara Municipal, nomeadamente os prazos de execução, investimentos anunciados e prestação do serviço, o Gabinete de Apoio à Presidência explicou a que operação só deverá arrancar daqui por um ano, a partir de Junho de 2021, iniciando-se quatro meses antes, em Fevereiro, uma campanha de sensibilização, dado a iniciativa ser de “adesão voluntária” por parte dos munícipes.

Sobre os 10 meses que medeiam entre a aprovação da candidatura e o início da campanha de sensibilização, bem como a implementação da iniciativa ter como horizonte o final de 2021, a autarquia frisou que estes prazos foram definidos “de acordo com as regras da candidatura ao POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos)” e, por outro lado, “por se considerar o prazo necessário para a sua implementação no terreno, quer por razões processuais, quer por razões logísticas”.

O município adiantou que a recolha e transporte dos resíduos orgânicos será feita pela empresa SUMA, a mesma entidade que é responsável por aquelas operações no âmbito dos resíduos sólidos urbanos, onde actualmente os bio-residuos vão misturados.

No âmbito do novo projecto, a SUMA, do grupo Mota-Engil (que em Janeiro de 2019 e por concurso público, viu-lhe adjudicado um novo contrato de prestação de serviços de recolha de lixo, por oito anos e 7,8 milhões de euros), fará apenas a recolha e transporte dos bio-resíduos, que serão tratados e valorizados pela empresa de Resíduos Sólidos do Centro (ERSUC).

Para tal, serão implementados “circuitos e frequências (de recolha) dedicadas a cada uma das tipologias (lixo indiferenciado e bio-resíduos), sendo o lixo orgânico separado fisicamente do restante, acrescentou a autarquia da Figueira da Foz.

O Fundo de Coesão europeu suporta 85% dos encargos dos investimentos de aquisição de equipamento e publicidade e divulgação do sistema (no valor de 504 mil euros), cabendo ao município da Figueira da Foz assumir a contrapartida pública nacional de cerca de 89 mil euros.

Questionada sobre o facto de serem adquiridos quase 24 mil baldes de 10 litros para utilização em habitações, sendo um projecto de adesão voluntária, a Câmara Municipal reconhece que não existiu, previamente “um estudo indicativo de (eventual) adesão ao projecto” por parte dos munícipes.

“Mas sendo uma operação financiada e como se pretende alcançar um valor de reciclagem significativo do potencial total de produção, considerou-se, desde já, todos os alojamentos na zona geográfica a implementar a recolha selectiva, de forma a obter a maior quantidade possível de bio-resíduos devidamente separada”, argumentou a autarquia.

A campanha de comunicação que arranca junto da população em Fevereiro de 2021 envolve a distribuição de folhetos informativos, os cartões NFC de acesso aos contentores e sessões de esclarecimento, entre outras acções.

Pub

Leia também

Oito novos casos nas últimas 24h

O concelho da Figueira da Foz registou seis casos de pessoas infectadas com covid-19 nas últimas 24h, permanecendo um total de 76 casos activos,...

Dois filmes realizados em pós-graduação na Figueira seleccionados para 25º Festival de Avanca

Dois filmes produzidos no âmbito do curso de Pós-graduação em Cinema e Audiovisuais da ESAP - Escola Superior Artística do Porto, acabam de ser seleccionados...

Seis casos nas últimas 24h – concelho com 78 casos activos

O concelho da Figueira da Foz registou seis casos de pessoas infectadas com covid-19 nas últimas 24h, permanecendo um total de 78 casos activos,...

Acidente com veículo dos Bombeiros Voluntários

A caminho de um incêndio rural no sul do concelho, uma viatura dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz teve um acidente. Segundo apurámos,...

Figueira da Foz promove registo itinerante de terrenos nas freguesias

O município da Figueira da Foz vai promover, ao longo de Agosto, a identificação e registo de terrenos nas freguesias do concelho, através de...