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Covid-19: PSD da Figueira da Foz preocupado com nível “alarmante” de desemprego

O PSD da Figueira da Foz manifestou-se hoje preocupado com o nível “alarmante” de desemprego e propôs um “plataforma de diálogo” a nível municipal e regional para enfrentar as consequências da pandemia da covid-19.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Silva, presidente da concelhia social-democrata e vereador da oposição camarária, classificou de “preocupante” a situação de crise em áreas como o turismo, “com os hotéis todos fechados”, comércio e serviços e pescas naquele município do litoral do distrito de Coimbra.

“Só as grandes empresas (de celulose e papel, agro-alimentares e indústria transformadora) é que estão a laborar. A Figueira da Foz vai ser bastante afectada, pois sendo o turismo, o comércio e a pesca os seus principais sectores de actividade e emprego, são também aqueles que terão mais dificuldades em recuperar rapidamente, por razões óbvias, decorrentes da crise pandémica e económica já conhecida e prevista”, frisou Ricardo Silva, citando, nesta afirmação, o ministro das Finanças, Mário Centeno.

Questionado sobre os números do desemprego naqueles sectores, o dirigente do PSD afirmou não dispor de dados oficiais por concelho mas, reportando aos números hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) relativos à região Centro e a áreas económicas concretas, bem como a “contactos informais” realizados, conclui que a Figueira da Foz “apresenta um dos maiores números de desempregados do Centro Litoral, Leiria, Coimbra e Aveiro incluídos”.

“Isto já por si nos deixa preocupados, em perfeito alarme”, enfatizou Ricardo Silva.

O também vereador do PSD disse ter questionado hoje, em reunião do executivo municipal, se a maioria socialista “fez a correlação destes dados (do IEFP) para a realidade do concelho da Figueira da Foz e a que conclusões chegou”, e quer que os números concelhios sejam divulgados.

“O acompanhamento e estudo destes dados são importantes para pensar medidas de apoio social e ao tecido empresarial por parte da Câmara Municipal. E nós necessitamos destes dados concretos para podermos colaborar com ideias e propostas com vista a minorar esta crise na Figueira da Foz”, justificou Ricardo Silva.

Por outro lado, o PSD pretende “encontrar uma plataforma de diálogo” que reúna partidos políticos, Assembleia Municipal, juntas de freguesia e instituições de solidariedade social, mas também “as maiores empresas empregadoras da Figueira da Foz”, Associação Comercial e Industrial, Conselho Empresarial do Centro e Turismo Centro de Portugal ou cidadãos independentes, entre outros, para “ouvir, compartilhar diagnósticos, soluções e propostas” face à crise.

Para tal, o PSD enviou aos grupos parlamentares da Assembleia Municipal uma proposta de criação do Grupo de Monitorização da Crise Pandémica na Figueira da Foz, que deverá funcionar, nesta fase, através de videoconferência.

“Queremos reunir todos, ouvir todos. Apesar das (diferentes) ideologias e dos seus credos, de certeza que todos têm ideias para ultrapassar a crise que, infelizmente, se vai sentir ainda mais num futuro próximo. E quem tem responsabilidades tudo deve fazer para mitigar o que pode acontecer no futuro. Podemos e devemos ter medidas de apoio directo às famílias, instituições e empresas da Figueira da Foz”, defendeu Ricardo Silva.

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