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Autarca da Figueira apela ao cumprimentos das regras sanitárias

A Figueira da Foz é um dos 16 novos concelhos em risco elevado de contágio pelo vírus que causa a covid-19, mas a autarquia espera, desta vez, um impacto mais reduzido na hotelaria e restauração.

“Acredito que, quer em termos de hotelaria, quer em termos de restauração, o impacto não será tão grande como noutras circunstâncias. O nível elevado agora tem menos constrangimentos, porque quem tem o certificado digital de vacinação já pode ir aos restaurantes e quem fizer os testes e tiver teste negativo, também”, disse aos jornalistas Carlos Monteiro, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Por outro lado, o autarca espera que “provavelmente na semana seguinte”, o município volte ao nível de risco moderado, já que os dados que têm sido disponibilizados diariamente pela autoridade de saúde local “mostram uma tendência decrescente de novos casos”.

Na quarta-feira, o município tinha 54 casos activos de covid-19 – que correspondem a menos de 0,1% da população residente no concelho, estimada em cerca de 58 mil pessoas – a esmagadora maioria sem “casos graves” de infecção pelo Sars-Cov-2.
“Temos apenas uma pessoa em internamento no hospital da Figueira da Foz”, revelou o autarca.

“O que também não queremos, em circunstância alguma, é que o sistema [de saúde] deixe de dar resposta. Mas queremos e mantemos o apelo a que as pessoas mantenham as normas [sanitárias], mantenham as regras, porque com os dados que temos, na próxima semana voltaremos à normalidade que tínhamos antes”, reafirmou Carlos Monteiro.

O nível de risco elevado aplica-se aos concelhos que registem, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 120 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 240 se forem concelhos de baixa densidade populacional).
Além da limitação de circulação na via pública, diariamente, entre as 23 e as 5 horas as regras aplicáveis aos actuais 43 concelhos de risco elevado são o teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam e a possibilidade de funcionamento de restaurantes, cafés e pastelarias até às 22h30 (no interior com o máximo de seis pessoas por grupo e em esplanada com 10 pessoas por grupo).

Às sextas-feiras a partir das 19 horas e aos sábados, domingos e feriados durante todo o horário de funcionamento, o acesso a restaurantes para serviço de refeições no interior está permitido apenas aos portadores de certificado digital ou teste negativo.

Nos concelhos de risco elevado os espectáculos culturais decorrem até às 22h30, casamentos e baptizados realizam-se com 50 por cento da lotação, e há a possibilidade de funcionamento do comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21 horas.
Este nível inclui também permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público; permissão de prática de actividade física ao ar livre e em ginásios; eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direcção-Geral da Saúde (DGS); e Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação.

Questionado sobre os eventos desportivos que se têm vindo a realizar, nomeadamente o rugby de praia, competição internacional que no início do mês levou centenas de atletas ao areal da praia de Buarcos, o autarca da Figueira da Foz respondeu não existir uma “correlação” entre aquela competição e o aumento do número de casos de infecção.
“Aquilo que nos dizem [as autoridades de saúde] é que algumas destas situações [de novos casos] são pessoas que vieram de Lisboa e Porto e estiveram em família. A maior parte dos contágios continua a ser em ambiente familiar, onde as pessoas estão mais à vontade”, frisou Carlos Monteiro.

No rugby de praia “estiveram 600 atletas, todos fizeram testes e todos tinham os testes negativos”, afiançou o autarca, sendo que “alguns” participantes fizeram dois testes.
“E 600 pessoas para o número de pessoas que nós recebemos nesta altura [de verão e época balnear] percentualmente não é nada”, notou.

“Na quarta-feira, reuniu-se o Conselho Municipal de Protecção Civil para perceber o que podíamos ou devíamos fazer e, na realidade, aquilo que o delegado de saúde nos vai dizendo é que não há nenhuma correlação [entre os eventos e o aumento dos contágios]”, acrescentou.

Carlos Monteiro reiterou a “aposta” que está a ser feita na vacinação na Figueira da Foz – estando a ser vacinadas “em média, mais de mil pessoas por dia” – e na manutenção dos cuidados sanitários individuais.

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