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Artista plástico João de Azevedo morre aos 69 anos

O artista plástico João de Azevedo, autor das ilustrações do disco “Com as minhas tamanquinhas”, de José Afonso, e do livro “Táxi”, de Fernando Cabral Martins, morreu no sábado em Lisboa.

Nascido em Fevereiro de 1950, na Figueira da Foz, João de Azevedo foi vítima de embolia pulmonar e enfarte no dia 20 de marco no Senegal, onde se encontrava a trabalhar como consultor, afirmou à Lusa fonte da família,

Transportado para Faro por ambulância aérea, o artista – que José Afonso convidara para ilustrar o álbum “Com as minhas tamanquinhas”, editado em 1976, de quem se tornou amigo e companheiro de luta -, foi depois transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde viria a morrer no sábado de 25 de Abril,

A última exposição de João de Azevedo ocorreu em Setúbal, no ano passado, por ocasião da última edição da Festa da Ilustração.

“Crocodilos”, uma série de pintura elaborada na sequência da estadia do artista em Timor-Leste em 2005 e 2006, e uma série posterior intitulada “Refugiados”, cujo mote foi dado pelos acontecimentos no Mediterrâneo, na Ásia e, mais recentemente, nas fronteiras terrestres da Europa, constam dos trabalhos do artista.

João de Azevedo começou a expor na sua cidade natal entre 1964 e 1967.

O artista residiu em Roma até 1976, onde exerceu em permanência a actividade de artista plástico e onde participou em exposições colectivas e individuais.

Entre 1977 e 2001 morou em vários países, entre os quais Moçambique, Itália, Níger e Timor, onde trabalhou como consultor nacional e internacional, para a Comissão Europeia e para a Organização das Nações Unidas, como perito de cooperativas e de avaliação.

Desde 2007 vivia essencialmente entre os Países Baixos e Portugal.

João de Azevedo era também o autor de todas as capas das agendas da organização SOS Racismo, cuja capa de 2020 o autor dedicou aos “genocídios modernos e actuais”, como o artista escreveu no seu blogue pessoal.

“Táxi”, o livro que o professor de Literatura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa Fernando Cabral Martins lançou em 2019, foi também ilustrado por João de Azevedo.

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