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200 novos guardas provisórios da GNR

O ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, disse, na Figueira da Foz, que a segurança é essencial para que haja contas certas em Portugal e também para o investimento e para o turismo.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de incorporação do 42.º curso de formação de 200 novos guardas provisórios da GNR, questionado se os investimentos em novos recursos humanos nas forças de segurança – que estão a ser discutidos e projectados num plano plurianual de admissões até 2023 que deverá estar concluído daqui a dois meses – significa que o MAI “ganhou a luta” ao Ministério das Finanças, Eduardo Cabrita recusou colocar a questão nesses termos.

“Não há nenhuma luta nem tem sentido colocar a questão nesses termos. A segurança é essencial para que haja contas certas. Sem segurança não há investimento, sem segurança não há turismo. E por isso estamos todos firmemente comprometidos com ter um orçamento equilibrado e continuar a afirmar Portugal como um dos países mais seguros do mundo”, afirmou o ministro.

Eduardo Cabrita destacou que, no caso da GNR, em 2018 e 2019, foram admitidos “cerca de 1.500 militares” e que essa situação “permitiu um virar de página”.

“Permitiu que tivéssemos finalmente dois anos em que as admissões superam aqueles que cessaram funções, basicamente por razões de idade ou quaisquer outras. Tivemos também, valorizando aqueles que exercem funções na Guarda [Nacional Republicana] cerca de três mil promoções e, desbloqueando as carreiras, uma progressão de cerca de 19.000 militares entre 2018 e 2019”, argumentou o ministro.

Para 2020, Eduardo Cabrita destacou a “absoluta novidade” que consta do programa do Governo e do Orçamento do Estado, que é a existência do programa plurianual de admissões até 2023.

“Não nos basta ter uma evolução positiva como a que tivemos em 2018 e 2019. Temos de passar a um passo mais exigente, a fazer programadamente uma previsão da necessidade de recrutamento nas forças de segurança, para o horizonte de médio prazo, neste caso para o horizonte da legislatura até 2023”, referiu.

Sobre a incorporação de hoje, a cujos procedimentos assistiu pela primeira na Figueira da Foz, Eduardo Cabrita acompanhou as diversas fases do primeiro dia dos 200 novos guardas provisórios (90 militares e 110 civis, com idades entre os 19 e 29 anos) – desde a admissão, confirmação de dados pessoais e criação de processo individual, exames médicos ou entrega de fardamentos, entre outras – questionando vários sobre a sua origem ou funções profissionais ou outras que desempenhavam.

Logo de início, Eduardo Cabrita interpelou uma rapariga, da ilha da Madeira, que chegou à Figueira da Foz depois de três anos no Exército ou um rapaz de Castelo Branco, até agora vendedor de automóveis, dando-lhes as boas vindas à GNR.

Há quem chegue de perto (Coimbra ou Lousã) e de mais longe – um jovem de Cabeceiras de Basto (Braga) ou outro que jogou futebol durante 14 anos em Bragança – e até uma ciclista profissional de Vilamoura, no Algarve.

“Tem aqui uma especialidade a ter em atenção para a fiscalização”, brincou Eduardo Cabrita, dirigindo-se a Botelho Miguel, comandante geral da GNR, sobre a jovem ciclista.

Já no capítulo dedicado aos exames médicos, em que é feita uma “revisão” da condição física dos candidatos, foram identificados três inaptos – dois por questões ortopédicas e um terceiro por possuir uma tatuagem em local visível, o que vai contra as regras da admissão.

Aos jornalistas, no final da visita, o ministro da Administração Interna explicou que os cerca de 200 guardas provisórios de que hoje até Novembro irão cumprir a formação na Figueira da Foz, permitem compensar os que no verão de 2019 foram afectos à Unidade de Protecção e Socorro (GIPS) no combate a incêndios e na prevenção de risco florestal.

“É basicamente essa compensação que aqui é feita”, frisou o MAI.

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