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Universidade de Coimbra apresenta coleção de culturas de bactérias com a indústria na mira

A coleção de culturas de bactérias da Universidade de Coimbra, a primeira registada e reconhecida pela Federação Mundial de Coleções de Cultura, foi apresentada hoje, no Exploratório de Coimbra, no âmbito do Dia Internacional do Microrganismo.

“O nosso objetivo é salvaguardar a diversidade e o património biológico português”, disse, na apresentação a coordenadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Paula Morais, gestora do projeto, que escutou palavras de incentivo do vice-reitor da Universidade, Luís Simões da Silva.

Paula Morais destacou a importância que a coleção pode representar como fonte de receitas para a UC, através da venda de bactérias para utilização por parte da indústria, expressando a vontade de “dar bom nome” a estes microrganismos.

“Queremos que as bactérias sejam vistas como algo extremamente positivo”, frisou a investigadora, acrescentando que, “além de contribuir para a salvaguarda do património biológico português e para a implementação da Convenção das Nações Unidas para a Diversidade Biológica, esta coleção disponibiliza recursos microbianos confiáveis e relevantes para a comunidade científica nacional e internacional, bem como para a indústria”.

Instalada na plataforma técnica do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, a coleção, criopreservada e parcialmente disponível ‘online’ para compra, apresenta 31 novas espécies de bactérias e divide-se em três ramos, conforme a sua origem: ambiental, humana ou interativa.

É constituída por bactérias isoladas por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia e da Faculdade de Farmácia, de amostras de vários ambientes, designadamente bactérias isoladas a partir de amostras de doentes internados em hospital, em particular isoladas de Helicobacter, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus.

Contém também bactérias isoladas de água e sedimentos de zonas hidrotermais no fundo do oceano, bactérias isoladas de plantas, endofíticas ou patogénicas, bactérias isoladas de rãs, de nemátodos, entre outras.

A apresentação decorreu no âmbito do Dia Internacional do Microrganismo, que tem como objetivo divulgar e promover a Microbiologia como “vasta área de atividade profissional e de carreira e consciencializar a sociedade para o papel essencial que estes seres vivos muito diversos desempenham nas Ciências da Vida, no ambiente e desenvolvimento sustentável, na saúde e qualidade de vida, bem como sobre o seu potencial como produtores de materiais em Biotecnologia”.

O Dia Internacional do Microrganismo é promovido em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Microbiologia (SPM), em parceria com a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, a Ordem dos Biólogos (OBio) e a Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), com o alto patrocínio da Comissão Nacional da UNESCO (CNU).

A FEMS (Federation of the European Microbiology Societies) apoia internacionalmente o Dia “através da sua vasta rede de profissionais da Microbiologia”, informa a Universidade de Coimbra.

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