Início Ambiente Agricultores de Coimbra reclamam obra de emparcelamento que esperam há 30 anos

Agricultores de Coimbra reclamam obra de emparcelamento que esperam há 30 anos

Um grupo de cerca de 40 agricultores da região do Mondego, em Coimbra, reclamou a realização da obra de emparcelamento agrícola em 173 hectares dos campos de São Facundo e Vale de Ançã, esperada há três décadas.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO), afirma que “há mais de 30 anos” que os agricultores das freguesias de São João do Campo, Ançã e Antuzede “travam uma justíssima luta pela conclusão da obra hidroagrícola com vista à implementação do emparcelamento agrícola”.

Citado na nota, Isménio Oliveira, coordenador da ADACO, refere que a área de 173 hectares a emparcelar pelo ministério da Agricultura, designada de bloco 17-A, “tem tido adiamentos consecutivos por parte dos sucessivos Governos, que muito têm prejudicado a qualidade e aumento de produção das suas culturas agrícolas”.

O responsável da ADACO lembra que em Abril de 2007, há quase 13 anos, o ministério da Agricultura “encomendou um estudo de impacto ambiental a uma empresa de consultores de engenharia do ambiente, abrangendo esta a e outras áreas a emparcelar, no sentido de avançar com o projecto de emparcelamento”, mas este não se concretizou.

Por outro lado, dados de 2017 da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, entidade nacional que a ADACO diz ser responsável pelas obras hidroagrícolas e de emparcelamento, incluem a área em causa “como uma região a emparcelar”.

“O que é certo é que até hoje nada foi concretizado, o que muito tem prejudicado os agricultores e a agricultura desta zona”, acusa Isménio Oliveira.

Na reunião realizada no domingo em São João do Campo, concelho de Coimbra, os cerca de 40 agricultores criaram uma comissão de nove elementos, que irão reclamar junto das entidades responsáveis a “concretização urgente das obras hidroagrícolas nos campos de São Facundo e Vale de Ançã, a fixação de um calendário “que envolva a totalidade das obras necessárias e que preveja a sua conclusão no prazo de cinco anos”, e a dotação “através de financiamento público das verbas adequadas às necessidades da conclusão da obra”, adianta a ADACO.

Diz ainda que a verba de cerca de 30 milhões de euros, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros para concretização, até 2023, do plano “Mondego Mais Seguro”, com manutenção de infraestruturas e investimentos na obra hidroagrícola ,”é uma verba insignificante, face aos valores necessários para que toda a região do Baixo Mondego seja contemplada com o emparcelamento agrícola”.

A ADACO avisa que dos 12.337 hectares equacionados para receberem o emparcelamento em todo o Baixo Mondego “apenas cerca de 7.300 estão concluídos, principalmente no vale principal”, existindo cerca de 5.000 hectares nos vales secundários do Foja, Lares e São Facundo (margem direita) e nos vales dos rios Prantos, Arunca e Ega (afluentes da margem esquerda) “que continuam à espera”.

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