Início Regional Vinte e cinco trabalhadores agrícolas sem ocupação face às cheias do Mondego

Vinte e cinco trabalhadores agrícolas sem ocupação face às cheias do Mondego

Vinte e cinco trabalhadores efectivos em empresas agrícolas do Baixo Mondego estão sem ocupação face às cheias que afectaram a região, afirmou hoje o presidente da Câmara de Soure, que pede apoios ao Governo para as empresas e funcionários.

Os 25 trabalhadores efectivos pertencem a empresas de Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra, que estão sem poder trabalhar devido às inundações que afectaram o vale central do Baixo Mondego no final de Dezembro, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, que se reuniu esta semana com produtores agrícolas da região, em representação dos autarcas dos concelhos mais afectados.

A notícia tinha sido avançada na sexta-feira pelo jornal local Terras de Sicó, que falava em meia centena de trabalhadores agrícolas temporariamente sem ocupação face à área de produção ainda submersa no vale central.

Segundo Mário Jorge Nunes, as empresas afectadas estão sobretudo ligadas à horticultura intensiva, sendo que, além da perda de produção e a necessidade de recuperar o potencial produtivo, têm os trabalhadores parados.

De acordo com o autarca, será enviado um memorando para o Ministério do Trabalho e Segurança Social na segunda-feira a expor a situação e a requerer algum tipo de resposta para a situação.

Os empresários agrícolas defendem a possibilidade de accionar o ‘lay off’ (suspensão temporária do contrato de trabalho), a suspensão dos descontos para a Segurança Social e subsídio aos trabalhadores afectados, referiu.

Além dos trabalhadores efectivos, também haverá alguns trabalhadores temporários afectados pela paragem, notou.

Mário Jorge Nunes referiu ainda que a recuperação “está a correr bem”, mas depende muito das condições climáticas, que poderão atrasar ou antecipar o regresso aos campos inundados.

Os efeitos do mau tempo em Dezembro de 2019 provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20 de Dezembro de 2019, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede eléctrica, afectando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Pub

Leia também

A Figueira da Foz “é uma cidade lindíssima” – diz José Ramos-Horta

O Prémio Nobel da Paz e actual Presidente da República de Timor, José Manuel Ramos-Horta, conversou com O Figueirense. Político e jurista, Ramos-Horta tomou recentemente...

Festa do Arroz em Maiorca

A Confraria do Arroz Doce de Maiorca vai realizar depois de amanhã, domingo, a Festa do Arroz, que irá decorrer em Maiorca. Esta iniciativa tem...

O Figueirense já nas bancas!

A edição mensal de Maio d'O Figueirense já se encontra nas bancas! Eis a primeira página:

19º aniversário do Núcleo Museológico do Sal encerra «Maio é Museu!»

A programação cultural promovida pelo Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), no âmbito da iniciativa da 10.ª edição de “Maio é Museu!”, vai culminar nas...

Arquitecto figueirense ganha prémio nacional

O arquitecto paisagista figueirense Fernando dos Santos Pessoa ganhou o Prémio “Ambiente e Paisagem Gonçalo Ribeiro Telles”, segundo apurou O Figueirense. Outro dos premiados foi...