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Universidade de Coimbra recebe Escola de Verão de Biologia Computacional

Diversos investigadores e estudantes de países europeus e americanos participam na quinta edição da Escola de Verão de Biologia Computacional da Universidade de Coimbra (UC), que decorre de segunda-feira a 12 de setembro, foi hoje anunciado.

O curso “visa introduzir à Biologia Computacional estudantes e investigadores de outras áreas da Biologia e de áreas de Ciências Exatas”, salienta Armindo Salvador, da organização, citado num comunicado da UC enviado à agência Lusa.

“Trata-se de uma área com uma importância crescente, tanto em investigação fundamental como em Biotecnologia e Biomedicina, mas de difícil acesso por requerer tanto uma boa formação matemática e computacional como um bom conhecimento dos sistemas biológicos”, adianta.

Organizado pela Rede de Biologia Computacional do Instituto de Investigação Interdisciplinar da UC, o evento vai juntar participantes provenientes dos Estados Unidos da América, Alemanha, França, Brasil, Sérvia, Itália e Polónia, “escolhidos entre mais de 100 candidatos e palestrantes internacionais e nacionais que são uma referência na área”.

“A Escola de Verão também demonstra a qualidade do trabalho e do ensino em Biologia Computacional que a Universidade de Coimbra pode oferecer”, realça, por seu lado, Rui Travasso, também da organização, citado no comunicado.

A Escola de Verão de Biologia Computacional é uma iniciativa interdisciplinar que junta investigadores provenientes de diversas áreas científicas e de diferentes Centros de Investigação da UC, nomeadamente Centro de Física, Centro de Química, Centro de Engenharia Informática e de Sistemas, Centro de Matemática e Centro de Neurociências e Biologia Celular, tendo o apoio do Instituto de Investigação Interdisciplinar e da Faculdade de Ciências e Tecnologia.

Para Cláudia Cavadas, vice-reitora da UC para a investigação e 3.º ciclo, este curso internacional “promove a investigação interdisciplinar de qualidade realizada, potencia as parcerias internacionais e pode vir a resultar em que mais investigadores e estudantes venham para a Universidade de Coimbra ou que se iniciem novos projetos de colaboração”.

A iniciativa desenrola-se no Departamento de Física e está dividida em três partes: na primeira parte do curso os participantes de ciências exatas têm aulas de biologia e os participantes provenientes de ciências da saúde têm aulas de programação.

Na segunda parte, os participantes assistem a aulas dos vários tópicos de biologia computacional e, na terceira, os participantes são integrados num dos vários grupos da universidade onde irão desenvolver um curto projeto de investigação.

A organização destaca ainda que “a capacidade de trazer estudantes e investigadores de várias formações e sem experiência prévia na área, ao ponto de serem capazes de executar projetos de investigação em áreas específicas da Biologia Computacional e conferir uma visão abrangente da Biologia Computacional”, são duas das características distintivas que explicam “o sucesso internacional da Escola de Verão”.

De entre a vasta programação, destacam-se as conferências de Alfonso Valencia, do Instituto Nacional de Bioinformática Espanhol (INB-ISCIII), de Helen Byrne, do Instituto de Matemática da Universidade de Oxford, de Rui Dilão, do Instituto Superior Técnico, e de Sérgio Rosa, da Unidade de Pesquisa em Biociências Moleculares Aplicadas (UCIBIO REQUIMTE), que são abertas ao público.

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