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Figueira da Foz avança com requalificação do Mosteiro de Seiça

O município da Figueira da Foz consignou hoje a empreitada de requalificação do Mosteiro de Seiça, cuja intervenção é classificada de difícil devido ao actual estado de ruína.

Os trabalhos de consolidação da fachada monumental da igreja, em ruínas, e reabilitação do edifício monástico adjacente foram consignados por 2,7 milhões de euros, comparticipados em 85% pelo programa Portugal 2020, têm um prazo de execução de dois anos.

“Nós temos obrigação sempre de cuidar do nosso património, por muito esforço financeiro que isso custe às vezes”, disse aos jornalistas o presidente da Câmara, no final da cerimónia que decorreu hoje, na Casa do Paço.

Visivelmente satisfeito por finalmente a obra avançar, Pedro Santana Lopes considerou que “deixar cair um património destes era um crime de lesa-pátria”, depois de um processo de cerca de duas décadas, que começou com a aquisição do mosteiro na sua primeira passagem pela presidência da Câmara da Figueira da Foz (1997-2001).

O mosteiro, localizado num vale da freguesia de Paião, junto à linha ferroviária do Oeste e ribeira de Seiça, teve origem na fundação da nacionalidade, embora o conjunto edificado actual seja dos séculos XVI e XVIII.

Com a extinção das ordens religiosas no século XIX, o mosteiro de Seiça foi vendido a privados. No início do século XX até 1976 foi ali instalada uma fábrica de descasque de arroz, cujos vestígios ainda existentes serão retirados na empreitada.

“Temos de salvar o que pode ser salvo”, sublinhou o presidente do município da Figueira da Foz, salientando a importância do Mosteiro de Seiça na história do concelho e da Europa.

Para Santana Lopes, o dia de hoje é de “enorme alegria” por se tratar de uma obra que é “recuperar e fazer bem à história de Portugal”, além do valor que tem para “os roteiros turísticos, culturais e patrimoniais”.

O autarca adiantou ainda que, neste mandato, tenciona requalificar o Paço de Maiorca, que considera “outra dor de alma” em termos de património, embora numa situação “completamente diferente” do Mosteiro de Seiça.

“Para mim, é uma dor de alma ver aquilo naquele estado e não vai ficar assim. Vai ser requalificado, garanto”, frisou o presidente da autarquia figueirense, anunciando que vai abrir o edifício a visitas, “com a devida segurança, para o povo ver como aquilo está”.

O actual estado “atravessa vários períodos de várias responsabilidades, mas tem de ser recuperado”, realçou Santana Lopes, considerando que será a prioridade a seguir ao Mosteiro de Seiça.

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