Início Ambiente Seca: Figueira da Foz preparada para garantir abastecimento normal mesmo no verão

Seca: Figueira da Foz preparada para garantir abastecimento normal mesmo no verão

O presidente da Câmara da Figueira da Foz disse hoje que a empresa municipal Águas da Figueira está preparada para garantir o normal fornecimento à população do concelho, mesmo na época de maior concentração populacional.

Num ponto de situação efectuado hoje à Assembleia Municipal, a propósito do período de seca que o país atravessa, Pedro Santana Lopes afirmou que lhe foi transmitido pela administração da empresa que a situação actual “não é distinta de anos transatos”.

“A monitorização semanal reflecte a escassez de água, pelo que as Águas da Figueira têm vindo a assegurar a preservação dos recursos hídricos subterrâneos, a reserva estratégica fundamental, reduzindo a extracção de água dos furos, não extraindo mais do que o caudal ecológico para permitir a manutenção dos caudais freáticos”, referiu o autarca.

Segundo o presidente da Câmara, eleito pelo movimento Figueira a Primeira, neste quadro, a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Vila Verde, que capta água do canal adutor do rio Mondego, “sabe que terá de produzir mais água potável para garantir o abastecimento nos termos normais à totalidade do concelho”.

“A capacidade instalada de produção de água potável é duas vezes superior ao caudal diário, pelo que não oferece qualquer preocupação (o abastecimento)”, sublinhou, numa intervenção no período antes da ordem do dia.

Na Assembleia Municipal, Santana Lopes disse também que após a posse do novo Governo a autarquia vai desenvolver os “esforços necessários, em conjunto com outros municípios”, para que haja avanços na electrificação da Linha do Oeste, “essencial para o concelho”.

“Naturalmente tão essencial quanto a resolução do porto (marítimo), mas fundamental em termos económicos e sociais para o concelho da Figueira da Foz e está é a altura”, sublinhou.

O autarca adiantou ainda, na reunião, que o município vai aceitar a transferência de competências na área da acção social, mesmo sem estar definido o montante das verbas a transferir, rejeitando o adiamento de recepção das competências, possível legalmente.

“Acho que devemos receber essas competências porque, se há algo em que não tenho dúvidas nenhumas, é que nestas matérias, como em tantas outras, o poder local trata e resolve melhor”, disse Santana Lopes.

O presidente da Câmara frisou que é do interesse da Figueira da Foz não protelar a transferência de competências na acção social, salientando que, depois, na estratégia negocial, “cada um tem a sua”.

“De certeza absoluta que a Figueira da Foz não será prejudicada, já que a transferência de verbas respeita uma hierarquia que é correspondente à dimensão dos municípios”, referiu.

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