A associação ambientalista Quercus e a Assembleia Municipal da Figueira da Foz defenderam o encerramento e o desmantelamento da unidade de biocombustíveis da BioAdvance, instalada no porto da cidade. As posições surgem no dia em que termina a consulta pública do processo de licenciamento ambiental da empresa.
A Quercus denuncia alegadas irregularidades no processo, lamentando que a unidade tenha sido construída e esteja, alegadamente, em funcionamento antes da conclusão do licenciamento. A associação alerta ainda para os potenciais impactos ambientais no Estuário do Mondego, bem como para consequências na pesca, produção de sal e turismo.
Também a Assembleia Municipal aprovou, por maioria, uma moção apresentada pela coligação Evoluir Figueira (BE, Livre e PAN), que considera a localização da unidade uma ameaça para a saúde pública e para os recursos naturais, defendendo o encerramento definitivo da empresa e a responsabilização dos envolvidos.
A BioAdvance laborou em 2025 sem as licenças exigidas, tendo sido alvo de uma investigação por suspeitas de poluição com perigo comum. O projeto perdeu entretanto o estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN), embora já tivesse recebido cerca de quatro milhões de euros de fundos comunitários antes da conclusão do processo de licenciamento.






