Início Local Jovem que disparou à porta do NB condenado a 14 anos

Jovem que disparou à porta do NB condenado a 14 anos

O Tribunal de Coimbra condenou hoje um jovem a 14 anos de prisão por seis crimes de homicídio tentado, ao ter disparado junto à discoteca NB, na Figueira da Foz, em 2019.

No início da leitura, a presidente do colectivo de juízes realçou que “algo de muito estranho se passou” durante o julgamento, quando os dois seguranças da discoteca alteraram por completo a sua versão dos factos durante a audiência, apontando para outra pessoa como autor dos disparos.

A juíza frisou que um dos seguranças tinha-se constituído como demandante e outro como assistente no processo, o que seria de supor que a intenção dos dois “seria a de ajudar o Ministério Público a apurar a verdade dos factos”.

O arguido, um jovem de 25 anos que está preso preventivamente, era acusado de ter efectuado disparos à entrada da discoteca NB, a 1 de Dezembro de 2019, tendo como alvo os seguranças, mas que poderia ter atingido outras quatro pessoas que estavam à porta do estabelecimento.

“Não deixa de ser estranho que o demandante tenha dito que foi violentamente agredido na rua e que logo associou isso ao facto de ter identificado o arguido como autor dos disparos e que achava que isso era um aviso”, notou a juíza, frisando que o tribunal entendeu esses factos como “muito relevantes”, esperando que, noutra investigação, se apure o que se passou para que os dois seguranças tenham mudado por completo o seu depoimento entre a fase de inquérito e o julgamento.

Para a juíza, não houve margem para dúvidas de que as declarações dos dois seguranças em julgamento não correspondem à verdade, mas sim as que deram em sede de inquérito.

Um dos seguranças, recordou a juíza, quis mentir em tribunal “mas não sabia mentir” e o outro sofreu de uma súbita “amnésia”.

“Isto é tipo filme americano”, salientou.

Para o Tribunal de Coimbra, ficou provado que o arguido, ao lhe ter sido barrada a entrada na discoteca, decidiu disparar contra os dois seguranças e que só por sorte não os atingiu.

“O objectivo era atingir dois seguranças, mas estavam ali mais pessoas. Isto é inqualificável”, disse.

O arguido acabou condenado por seis crimes de homicídio qualificado e por posse de arma proibida.

Logo na primeira sessão de julgamento, o Ministério Público pediu que fosse extraída certidão dos depoimentos dados por um dos seguranças para um possível inquérito pela prática de crime de falsidade de testemunho.

Após o julgamento, a PSP foi obrigada a intervir fora do tribunal, face a um grande ajuntamento de familiares e amigos do arguido.

“A partir de agora, é que vão ver como é que vai ser”, disse o arguido, ainda na sala de audiências, quando voltava a ser algemado pelos guardas prisionais.

Pub

Leia também

Zero casos registados pelo segundo dia consecutivo

O concelho da Figueira da Foz não registou qualquer caso de infecção com covid-19 nas últimas 24h, permanecendo um total de 20 casos activos,...

Melanda Architects destacada com dois prémios internacionais pela DNA Paris Design Awards

O Atelier figueirense Melanda Architects (MA), fundado por Mário Melanda, foi este mês galardoado com dois prémios pela DNA Paris Design Awards nas categorias...

“O Figueirense” entra no 103.º ano de vida

O jornal “O Figueirense”, centenária publicação da Figueira da Foz, entra hoje, dia 19 de Junho no seu 103.º ano de publicação. Fundado na antiga...

Figueira sem casos registados nas últimas 24h

O concelho da Figueira da Foz não registou qualquer caso de infecção com covid-19 nas últimas 24h, permanecendo um total de 23 casos activos,...

Noite da Primavera reabre Salão do Casino

Ao fim de largos meses encerrado, o Casino Figueira reabre as portas do salão caffé amanhã, sábado, no dia 19 de Junho, às 20...