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Inaugurado novo Centro de Coordenação Operacional da Afocelca na Figueira da Foz

A Afocelca, empresa de proteção florestal detida pelos grupos do setor da celulose Altri e The Navigator Company, inaugurou ontem o novo Centro de Coordenação Operacional, reforçando a capacidade de prevenção, monitorização e resposta aos incêndios rurais.

“Este centro é a expressão concreta e o compromisso continuado com a inovação, a excelência operacional e a melhoria permanente dos meios de prevenção de combate. Aqui estarão concentradas capacidades acrescidas de monitorização, coordenação, gestão operacional, apoiadas por tecnologia de última geração e por equipas altamente qualificadas”, afirmou o presidente executivo da Altri José Pina.

O novo Centro de Coordenação Operacional da Afocelca está localizado nas instalações da Celbi, na Leirosa, no concelho da Figueira da Foz.

“Trata-se de um investimento orientado para o futuro, preparado para responder aos desafios de uma floresta cada vez mais exigente e de um contexto climático que requer maior capacidade de antecipação e de adaptação”, defendeu José Pina, na sua intervenção.

A cerimónia de inauguração contou, entre outros, com a presença do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, e do vereador do Ambiente da Câmara da Figueira da Foz, Ricardo Silva.

O diretor executivo da Afocelca, Sérgio Gomes, explicou aos jornalistas que desde a criação da empresa de proteção florestal, em 2002, já existia um Centro de Coordenação Operacional, que agora foi alvo de intervenção.

“Nós ampliámos o Centro de Coordenação Operacional e a sala de operações. A sala de operações era um espaço muito mais pequeno que não nos permitia desenvolver determinado tipo de tarefas que hoje nos é permitido. E, naturalmente, a tecnologia, tudo o que é associado à inteligência artificial, hoje, é nos permitido usufruir dessa tecnologia”, disse.

O Centro de Coordenação Operacional é, segundo o responsável, onde “começa e termina” toda a atividade da Afocelca.

“É aqui que os incêndios chegam para poderem ser tratados, para poderem ser despachados meios, se houver a necessidade de o fazer. Se tivermos de simular, de recorrer a outras tecnologias para perceber o potencial que aquele incêndio nos pode vir a trazer, é aqui que é estudado”, adiantou.

Sérgio Gomes apontou como mais-valias do novo centro para país o facto de a Afocelca intervir “em mais de 90% fora do património” das empresas e de “ter grande parte do seu dispositivo assente em pessoas que, ao longo de todo ano, trabalham na floresta”.

A AFOCELCA conta com cerca de 500 elementos e, para 2026, o orçamento previsto é de 5,164 milhões de euros.

Desde 2006, integra o dispositivo nacional de defesa da floresta contra incêndios, atuando em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e demais entidades responsáveis pela gestão integrada de fogos rurais.

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