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Figueira da Foz faz parte do guia de percursos da Região de Coimbra

A comunidade intermunicipal da Região de Coimbra (CIM/RC) lançou um guia de percursos pedestres de quatro Grandes Rotas e 85 Pequenas Rotas e Percursos Interpretativos, distribuídos por 19 municípios, incluindo a Figueira da Foz, num total de 700 quilómetros (km) de trilhos.

O guia abre com as quatro Grandes Rotas disponíveis, passíveis de serem cumpridas a pé ou de bicicleta: a do rio Mondego, “o maior rio português”, 142 km de percurso linear entre os municípios de Oliveira do Hospital e Figueira da Foz, passando por Tábua, Penacova, Coimbra e Montemor-o-Velho.

“Começa na serra da Estrela e termina no estuário da Figueira da Foz, é uma experiência maravilhosa, com convite ao usufruto, mas também à gastronomia e ao alojamento no território”, assinalou Jorge Brito, secretário executivo da CIM/RC.

As duas Grandes Rotas restantes são a do Bussaco – um percurso em estrela com 56 km totais, entre os municípios de Mortágua, Mealhada e Penacova – e o Caminho Natural da Espiritualidade, cerca de 67 km de Coimbra a Santa Comba Dão (Viseu), tendo, segundo a CIM/RC, o Caminho Português do Interior (das Rotas de peregrinação a Santiago de Compostela) “como base e elo de ligação”.

Quanto às 85 Pequenas Rotas, Arganil tem cinco (incluindo o percurso interpretativo da Mata da Margaraça), Cantanhede, Figueira da Foz, Tábua e Vila Nova de Poiares três cada, há duas pequenas rotas a percorrer quer em Condeixa-a-Nova, quer em Soure e Penela, Coimbra tem quatro (entre as quais um percurso interpretativo no Paul de Arzila), enquanto a Mealhada aposta no Trilho das Árvores Notáveis, ao longo de 6,7 km no interior da Mata Nacional do Bussaco, e Montemor-o-Velho investe na rota monumental das aves.

Para além do guia, a CIM/RC apresentou um conjunto de percursos “estruturados” que irão realizar-se em cada um dos 19 municípios: “São 19 caminhadas ao longo de mais de um ano, quebrando assim também a sazonalidade, ligadas a várias abordagens. Iremos ter desde caminhadas noturnas ligadas ao ‘dark sky’ em Penela ou na Pampilhosa da Serra, aos valores naturais, como a rota das Salinas, na Figueira da Foz, até à questão da pedra em Cantanhede, ou seja, muito alicerçado em questões locais”, frisou Jorge Brito.

O calendário destas caminhadas estará disponível em breve nas páginas internet dos 19 municípios e da Região de Coimbra, sendo que as iniciativas estarão limitadas a cerca de 30 pessoas cada.

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