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Depressão Kristin faz fortes estragos na Figueira

A roda gigante, divertimento na marginal da Figueira da Foz, caiu esta noite, durante a madrugada, devido à passagem da depressão Kristin. Também parte do telhado da antiga Universidade Internacional (edifício que outrora albergava o CICA 2) ruiu e atingiu vários carros. “Parecia um cenário de guerra”, disse quem por ali vive. Há desalojados.

A depressão Kristin terá atingido esta zona durante um período de aproximadamente 10 minutos, cerca de metade do tempo que em outubro de 2018 a tempestade Leslie atingiu o Baixo Mondego. A Esquadra da PSP local sofreu também graves danos nas suas instalações e ficou “sem fornecimento de energia elétrica entre as 5 e as 6 horas, não dispondo de gerador funcional, mantendo-se igualmente sem comunicações telefónicas”.

O vento forte provocado pela tempestade fez também diversos danos no Hospital Distrital da Figueira da Foz, com vidros partidos e serviços condicionados. Fonte oficial do hospital, que é sede da Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego, revelou à agência Lusa a existência de estragos, com “muitos vidros partidos” em várias áreas do edifício. “Em consequência, alguns gabinetes [de consultas externas e outros] e o bloco operatório encontram-se temporariamente condicionados. Em declarações aos jornalistas, a presidente do conselho de administração, Ana Raquel Santos, esclareceu que o Hospital “foi muito afetado” e que uma das principais áreas com condicionamentos acontece no corredor de acesso ao bloco operatório, “que foi totalmente destruído”. Foram canceladas 10 cirurgias. “Garantimos o acesso a cirurgias urgentes, não para cirurgias programadas”, referiu.

A passagem da depressão Kristin pelo território português provocou mortos e desalojados, com a Proteção Civil a registar perto de três mil ocorrências. Na Figueira, muitos outros estragos forma contabilizados, como quedas de árvores e de estruturas. O presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, numa mensagem aos figueirenses ainda de madrugada, referiu-se a “uma família desalojada no Alqueidão”. A ponte esteve fechada algumas horas durante a noite.

Vento, chuva e agitação marítima têm motivado o corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte em vários pontos do país, em especial linhas ferroviárias, bem como o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

A Proteção Civil esteve em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e com avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa continental.

Texto: António Jorge Lé com Lusa

Imagem: José António Teixeira

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