InícioLocalBombeiros da Figueira reforçaram equipas nos vários incêndios

Bombeiros da Figueira reforçaram equipas nos vários incêndios

O comandante operacional dos Bombeiros Voluntários da Figueira, em declarações a’O Figueirense, refere que “é triste ver tantas críticas dirigidas aos operacionais, quando na verdade a prevenção começa em cada um de nós. Quem limpa os terrenos agrícolas? Os pinhais? Os espaços que outrora eram cuidados pelos nossos familiares ligados à agricultura? O abandono do mundo rural deixou as nossas florestas vulneráveis e só nos lembramos delas no verão, quando o fogo ameaça bater às nossas portas. Depois, falam da falta de meios aéreos – e bem. Mas não nos podemos esquecer de uma verdade simples: os incêndios não se apagam do ar, apagam-se no terreno, com homens e mulheres que arriscam a vida todos os dias”.

Armindo Bertão, bombeiro na corporação há 25 anos e comandante quase há dois, garante que “os nossos bombeiros fazem milagres com o pouco que têm. O veículo de combate a incêndios florestais mais novo da minha corporação já tem 20 anos. E há um outro, com 40 anos, que ainda anda ao serviço e esteve no incêndio da Lousã, desde o primeiro dia e estará enquanto este perdurar, a lutar lado a lado com os operacionais. É que não é só de palmas e palavras bonitas que vivem os bombeiros. Precisamos de condições, incentivos, precisamos de meios, precisamos de ser apoiados e respeitados. É fácil criticar quando o fogo chega perto. É fácil pedir mais aviões, mas esquecem-se que no fim, é sempre o bombeiro, com a sua mangueira, a cara e as mãos no meio das chamas, que apaga o fogo”.  Por outro lado Lídio Lopes, presidente da corporação voluntária figueirense e também presidente da Escola Nacional de Bombeiros, salienta que “mantivemos todo o trabalho na Figueira – transporte de doentes e outras atividades, e conseguimos estar envolvidos, com competência e disponibilidade, em vários teatros de operações”. Os Voluntários da Figueira tiveram intervenção nos incêndios de Covilhã, Arouca, Trancoso, entre outras localidades.

Nuno Pinto, comandante dos Sapadores da Figueira, recorda que, integrados nos designados “grupos morcego”, estiveram em reforço noturno no terreno em Piódão (Arganil) e Lousã, para além do trabalho local que foi cumprido.

O especialista em incêndios florestais Domingos Xavier Viegas, em declarações à Lusa, defendeu que a presença de governantes e outros responsáveis políticos nos “teatros de operações” não deve prejudicar a coordenação dos trabalhos de socorro. “Considero positivo que as entidades governamentais e outras estejam presentes nos teatros de operações, incluindo nos seus postos de comando, desde que sejam tomadas as devidas cautelas para que a sua presença não perturbe a coordenação das operações”, preconizou o professor jubilado da Universidade de Coimbra.

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