A coligação “Evoluir Figueira” – que junta Bloco de Esquerda (BE), Livre e Pessoas, Animais e Natureza (PAN) – apresentou ontem Gonçalo Mano como candidato à Câmara da Figueira da Foz.
Em declarações à agência Lusa, o cabeça de lista, de 44 anos, elencou a habitação, o ambiente e a mobilidade como três dos maiores problemas do concelho, para os quais é preciso um olhar diferente.
“A Figueira da Foz tem vários problemas por resolver, mas diria que estes são os três vetores principais que motivam esta candidatura”, salientou Gonçalo Mano, empresário do ramo imobiliário.
O candidato considerou que a habitação “é um problema gravíssimo” e que, tirando o aproveitamento dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “não há qualquer plano para depois, pelo que vamos ter de discutir”.
A questão ambiental, “em que a Figueira está muito exposta”, é outra das prioridades, desde logo por causa da erosão costeira, dos solos e das insuficiências hídricas que o concelho “irá sofrer, apesar do atual presidente de Câmara querer fazer um campo de golfe, que consome imensa água e é uma ideia dos anos 90”.
Por último, Gonçalo Mano quer resolver a falta de mobilidade nas freguesias não urbanas, que “estão completamente esquecidas”.
“Se queremos coesão territorial, não podemos continuar sem um sistema de transportes que funcione, seja barato e permita às pessoas residirem onde quiserem no concelho e terem qualidade de vida, sem estarem constantemente a depender do automóvel”, frisou.
Gonçalo Mano, que além de empresário é também dirigente associativo, aderiu ao Livre em fevereiro de 2024 e integra atualmente a coordenação local do distrito de Coimbra do partido, tendo sido número três da lista de deputados pelo círculo de Coimbra nas últimas legislativas.
Nas eleições autárquicas marcadas para 12 de outubro, o candidato da coligação “Evoluir Figueira” vai enfrentar o atual presidente da Câmara Pedro Santana Lopes, que será candidato pela coligação PSD/CDS-PP, que terá como nome o movimento independente pelo qual venceu as eleições de 2021, o socialista João Paulo Rodrigues, professor universitário, e o economista Hugo Fresta pelo Chega.






