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BE da Figueira da Foz quer investimentos na ferrovia e duplicação da linha para Coimbra

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal da Figueira da Foz nas eleições de domingo, Rui Curado Silva, defendeu investimentos na rede ferroviária como a duplicação do ramal de ligação a Coimbra.

“A questão da dupla via não é simples, sabemos que há zonas de estrangulamento que não são fáceis de resolver, porque são áreas que são geridas por entidades diferentes. É preciso fazer uma intervenção e uma série de negociações que serão longas. Mas acho que vale a pena fazer isso, vale a pena, um dia, termos a possibilidade de ter a dupla via em toda a extensão, entre Coimbra e a Figueira”, disse à agência Lusa Rui Curado Silva.

“Para isso, é preciso termos um papel mais activo do que aquele que foi feito até agora”, argumentou o candidato do BE.

Entre as zonas de estrangulamento a que aludiu o candidato do BE à Câmara da Figueira da Foz, conta-se um troço perto da Figueira da Foz, na localidade de Fontela, em que a linha férrea passa por um canal, com casas de um lado e do outro. Há também a questão da dupla via obrigar à duplicação de vários pontões e pontes, sendo as duas maiores a que atravessa o rio Mondego, em Lares, com mais de 550 metros de extensão e a do rio Arunca, com 120 metros de comprimento.

Para além da duplicação da ligação a Coimbra – que, na prática, será em pouco mais de metade do percurso de 45 quilómetros (km), já que este inclui 18,9 km duplos na linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra-B – o candidato do BE quer ver revista a “frequência da ligação”.

Rui Curado Silva defende ainda a modernização da linha do Oeste (que liga os concelhos da Figueira da Foz a Sintra), nomeadamente a sua electrificação, uma questão “já antiga” para o BE.

A distrital de Coimbra do Bloco e as coordenadoras da Figueira da Foz, de Cantanhede e de Montemor-o-Velho, efectuaram uma viagem de comboio entre Coimbra e Figueira da Foz, cujas condições criticaram no final.

O percurso demorou “cerca de um hora e dez minutos, fazendo quase 20 paragens”, assinala o BE, em comunicado.

“Não consideramos aceitável esta paragem no tempo. A ferrovia tem de ser requalificada, as velocidades têm de ser aumentadas, a qualidade das carruagens tem de ser melhorada, enfim, a viagem em comboio tem de ser mais vantajosa – em rapidez, em segurança, em comodidade e em preço – do que o automóvel”, acrescenta a nota.

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