Rui Pinto (Sporting) arrecadou, na Figueira da Foz, o título nacional de atletismo de estrada nos 10 quilómetros pela terceira vez, enquanto Mariana Machado (Sporting de Braga) sagrou-se campeã nacional pela quinta vez, a quarta consecutiva.
O atleta do Sporting, de 33 anos, cumpriu em 28.21 minutos o percurso de 10 km desenhado nas avenidas marginal e ribeirinha da cidade, embora a corrida tenha sido ganha pelo queniano e seu companheiro de equipa Charles Rotich, que fez menos seis segundos (28.15). Rui Pinto voltou assim a sagrar-se campeão, depois dos títulos conquistados em 2019 e 2022. Etson Barros (Benfica) ficou na terceira posição da corrida, a dois segundos de Rui Pinto (28.23), assegurando o vice-campeonato, um segundo à frente do seu companheiro de equipa Samuel Barata.
Na competição feminina, a recordista nacional Mariana Machado, de 25 anos, conquistou o pentacampeonato, em 32.08 minutos, oito segundos à frente da triatleta Mariana Vargem (Ludens Clube Machico – Madeira), que gastou 32.16 minutos, numa corrida que ficou decidida no último quilómetro. O lugar mais baixo do pódio foi para Liv Dinis (Sporting), com 32.46 minutos.
A 33.ª edição dos Campeonatos Nacionais de Estrada contou com 1.703 inscritos, (1.259 masculinos e 444 femininos), menos 60 atletas do que em 2025.
Foi “o mais saboroso” da carreira
Rui Pinto considerou o título alcançado como “o mais saboroso” da sua carreira, destacando ainda a vitória coletiva da sua equipa. “Este é, sem dúvida, o título mais saboroso da minha carreira. Porque estamos a viver uma era de atletas com muito nível, a correr muito rápido, e o ‘velhinho’, de vez em quando, também corre rápido”, disse Rui Pinto à agência Lusa no final da prova.
Manifestando-se muito feliz pelo terceiro campeonato nacional dos 10 km de estrada, alcançado aos 33 anos, Rui Pinto notou que o Sporting tem andado afastado dos títulos absolutos na distância e que eta vitória é reflexo do trabalho coletivo realizado. “É algo que trabalhamos há muitos anos, não tem acontecido, mas, quando damos o nosso melhor, somos tão bons ou melhor do que os outros. É nisso que temos de acreditar, trabalhar com esse espírito. Quando estamos bem, tudo é possível”, defendeu.
Numa corrida disputada num frio final de tarde, além de Rui Pinto, contribuíram para o título nacional do Sporting o vencedor da corrida, o queniano Charles Rotich, e ainda Hélio Gomes e Duarte Gomes, quinto e sexto classificados, respetivamente. O Benfica não conseguiu chegar ao 10.º título nos 10 quilómetros de estrada, quedando-se pelo segundo lugar, com o terceiro posto absoluto a ser ocupado pelo Sporting de Braga.
No setor feminino, Mariana Machado (Sporting de Braga) sofreu, especialmente no último quilómetro, para levar de vencida Mariana Vargem (Ludens Clube Machico), mas acabaria por se impor à triatleta madeirense e garantir um quinto campeonato nacional, o quarto consecutivo, numa prova que classificou como exigente. “Foi uma prova exigente, principalmente depois de no fim de semana passado ter feito uma prova extremamente rápida, [quando bateu o recorde nacional, que já lhe pertencia, em Valência, Espanha], custou um bocadinho recuperar. Confesso que aquele último quilómetro foi um bocadinho doloroso, mas estou feliz por vencer e por ter contribuído para o título da equipa”, enfatizou Mariana Machado.
A atleta bracarense admitiu que Mariana Vargem foi uma adversária complicada de derrotar, assinalando que os atletas de triatlo têm uma excelente capacidade de ‘endurance’. “Ser campeã nacional nunca pode ser algo fácil, é sempre algo que exige muito de nós. E, lá está, no último quilómetro, exigiu que eu fizesse ali uma mudança, para conseguir deixar a Mariana um pouco para trás”, explicou Mariana Machado.
Coletivamente, no setor feminino, o Sporting de Braga venceu, na Figueira da Foz, os nacionais de estrada pelo terceiro ano consecutivo, superiorizando-se a Sporting e Beira-Mar (Aveiro), clubes que terminaram empatados em pontos no segundo lugar.






