O colapso de um troço da Autoestrada 1 (A1), ao quilómetro 191, junto a Coimbra, obrigou ao corte total do trânsito entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul, nos dois sentidos, após o rompimento de um dique nos Casais, na margem direita do rio Mondego. Segundo a Brisa, o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro de acesso ao viaduto naquela zona, na sequência da erosão provocada pela força das águas. A GNR confirmou danos na plataforma da A1 e indicou o IC2 como principal alternativa, estando também a concessionária a recomendar os corredores A8/A17/A25 para os automobilistas que circulam no sentido Norte-Sul.
De acordo com a Brisa Concessão Rodoviária, o desabamento resultou do rebentamento do dique e da subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, perante um débito excecional superior a 2.100 metros cúbicos de água por segundo. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a situação estava a ser monitorizada há vários dias pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), classificando o cenário como “absolutamente anormal” devido à “velocidade e violência das águas”.
Durante a visita ao local, o governante admitiu que serão necessárias várias semanas para reparar o troço da A1 afetado, salientando que, enquanto o caudal do Mondego não baixar, apenas é possível reforçar a zona com enrocamento — blocos de rocha compactados — estando já mobilizados dezenas de camiões para esse efeito. Miguel Pinto Luz garantiu que o Governo manterá todos os meios no terreno até que a A1 volte a estar ao serviço.
FOTO: RTP1






