Os efeitos nefastos da depressão Kristin, que assolou a região centro no passado dia 28 de janeiro, também se fizeram sentir no movimento associativo da Figueira da Foz.
Pelo menos, 14 coletividades dispersas pelo concelho reportaram danos que resultaram em prejuízos acumulados superiores a 100 mil euros. Só o Conselho de Moradores da Borda do Campo e a Sociedade Filarmónica Figueirense estimam perdas superiores a vinte mil euros. Os telhados dos edifícios-sedes foram os mais atingidos, mas também há registo de danos em campos e recintos desportivos.
Os estragos afetaram o normal funcionamento de, pelo menos, nove associações, o que significa interrupções forçadas de atividades culturais, recreativas e desportivas.
“Apenas 50 por cento das coletividades atingidas têm seguros, pelo que as restantes terão que recorrer aos apoios estatais e, claro, contar com a boa-vontade dos sócios e amigos para repor a normalidade”, refere António Rafael, presidente da Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz (ACCFF).
“Estes números poderão, contudo, pecar por defeito, uma vez que ainda há associações, principalmente na zona sul do concelho, sem acesso a telecomunicações que não terão tido acesso ao inquérito online realizado pela ACCFF, que mantém “total disponibilidade para ajudar as coletividades a recorrer às medidas de apoio lançadas pelo Estado na sequência da intempérie e exorta as coletividades afetadas a reportar os seus prejuízos através dos canais disponibilizados”.






