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- DESPORTO
Aprígio
quer novo estádio
O
municipal José Bento Pessoa foi construído em 1954
pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, presidida na altura
por Fernando Muñoz de Oliveira. Cumpridas as funções
para as quais foi construído, actualmente não possui
as valências necessárias para servir de base a um clube
da I Liga. Esta é a opinião do presidente da Naval,
Aprígio Santos, que pretende que o clube que dirige “tenha
um estádio exclusivamente seu, com valências de rentabilidade
para o clube”.
O local onde a estrutura do Bento Pessoa está inserida é
o ideal e Aprígio Santos diz que gostaria que a nova estrutura
pudesse ser “construída em S. Julião ou Tavarede”,
não pretendendo nenhum “elefante branco”, mas tão
só “uma estrutura de cerca de 15 mil lugares, com relvados
de utilização simultânea à estrutura
profissional do clube e sobretudo à formação”.
Aprígio Santos já deu conta desta pretensão
ao presidente da edilidade Duarte Silva. Para a direcção
da Naval esta obra, acima de uma necessidade, é uma urgência,
e será o ponto de honra do presidente navalista e da direcção
que preside para o biénio 2006/08.
“Estas são condições que eu considero essenciais
para olharmos o futuro com alguma tranquilidade”, refere Aprígio
Santos acrescentando que “vou continuar à frente da Naval,
pois este clube merece tudo, mas não a qualquer preço”.
Sobre a construção de um novo estádio, o carismático
dirigente deixa o alerta: “é essencial que a Naval tenha
um estádio seu e onde possa inserir a sede que não
temos. Não quero ser mal interpretado, ou seja, não
estou a pedir à Câmara Municipal que o construa. O
que quero é que a edilidade nos preste ajuda e nos conceda
protocolos que permitam essa mesma construção”.
Aprígio Santos dirige a Naval desde há quinze anos.
Foi sob a sua batuta que a Naval ascendeu da antiga II Divisão
até ao principal patamar do futebol nacional. O timoneiro
da nau navalista deixa a pergunta: “o que é que querem que
eu faça mais?”.
Assembleia
geral reconduz Aprígio Santos na presidência
“A construção de um novo estádio, exclusivamente
pertença do clube, com sede social incluída e uma
boa campanha no campeonato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional”,
são as prioridades da recém eleita direcção
da Naval, conforme afirmou Aprígio Santos no final da reunião
magna dos navalistas do passado dia 22.
Aprígio Santos sucedeu a si próprio na presidência
da Naval. A assembleia geral navalista aprovou por unanimidade a
lista de corpos gerentes apresentada a sufrágio pelo homem
que lidera o quarto clube desportivo mais antigo do país,
a Associação Naval 1º de Maio.
Direcção
reconduzida
Foi o final de um longo período em que o clube figueirense
foi dirigido por uma comissão administrativa.
Aprígio já tinha dado a saber que o clube, do ponto
de vista directivo, necessitava de ser reforçado. Assim,
num voto de confiança a quem ultimamente o tem acompanhado,
todos os membros da ex-comissão directiva foram reconduzidos,
contudo as surpresas surgiram na inclusão dos novos vice-presidentes
Carlos Beja e Nuno Maurício.
Clube
governável
Para além do acto eleitoral, foi apresentado à assembleia
o relatório e contas relativo ao ano de 2005, cujo ‘deve
e haver’ final do exercício apresenta um saldo negativo de
cerca de 516 mil euros (cem mil contos em moeda antiga) passando
o clube a apresentar um passivo na ordem dos 2,365 milhões
de euros (473 mil contos).
Os números não assustaram o presidente da Naval que
afirmou que o “clube continua governável”, e mostrou-se convicto
que na próxima temporada o saldo do exercício pode
apresentar números positivos.
Na vertente orçamental, para o ano de 2006 foi aprovado um
orçamento que rondará os 2,240 milhões de euros
(450 mil contos) sendo 1,674 (350 mil contos) destinados ao futebol
profissional.
Corpos
gerentes eleitos para o biénio 2006/08
Assembleia Geral
Presidente: Delfim Jorge Lopes Neves;
Vice-presidente: Fernando Sansana;
Secretários: José Mário Vaz Correia e Jorge
Pires Lobo.
Direcção
Presidente: Aprígio Jesus Ferreira Santos;
Vice-presidentes: Carlos Alberto Cardoso Rodrigues Beja, Nuno Ricardo
Costa Maurício e Joaquim José Mendes Parente.
Tesoureiro: Rui Monteiro Trafaria;
Secretários: José Maria Simões Oliveira e Eurico
Fernando Duarte Vieira;
Vogais: Adagildo Simões Vieira Carvalho e João Gonçalves
Almeida.
Conselho
fiscal
Presidente: André Filipe Ventura Rodrigues;
Secretários: José Melanda Pucarinho e José
Carlos Silva Rodrigues.
Vice-presidente da Naval renuncia
Vice-presidente
da Naval renuncia
Nuno Maurício, eleito no passado dia 22 para vice-presidente
da Direcção da Naval 1.º de Maio, não
tomará posse do cargo para o qual foi eleito por apresentação
de renúncia.
Nuno Maurício, profissionalmente é coordenador da
PJ, pelo que solicitou autorização à hierarquia
da instituição para assumir o cargo, alegando tratar-se
de um cargo sem funções remuneradas, o que desde logo
não suscitava incompatibilidade. Esta tese foi sustentada
pelo parecer de dois juristas que defendiam o princípio de
não incompatibilidade de funções.
A hierarquia da instituição, primeiro por Pedro Carmo,
director da PJ de Coimbra e depois a Direcção Nacional,
opôs-se ao pedido e comunicou a Nuno Maurício a não
autorização para o exercício daquelas funções,
o que levou aquele quadro da PJ a apresentar a renúncia das
funções desportivas.
Aprígio ameaça bater com a porta
“Estou farto… só me apetece bater com a porta”. Foi com estas
palavras que Aprígio Santos recebeu a reportagem de O Figueirense.
O presidente da Naval mostrou-se renitente em abordar a situação,
face ao respeito que o Dr. Nuno Maurício lhe merece e que
de forma alguma merecia ver o seu nome nos jornais desta maneira.
Embora não se quisesse alongar em considerações,
Aprígio Santos mostrou estar revoltado com a situação
e com as insinuações de gente sem escrúpulos.
“ Acredito que anda gente a mais no futebol e no desporto. Procurei
trazer à direcção do meu clube um quadro cuja
credibilidade e respeito não podem ser postos em causa, ”sublinhou
concluindo: “a ligação afectiva do Dr. Maurício
com o clube vem de há muitos anos. Para além de ser
figueirense, fez a sua formação desportiva na Naval,
onde foi seu atleta. É uma personalidade que merece a consideração
dos navalistas, sempre tem manifestado uma grande preocupação
com a vivência do clube. A partir daqui nada mais direi”.
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Vitória
portuguesa de Pedro Viegas / Luís Figueiredo
Bólides da motonáutica aceleraram no mar da Figueira
da Foz
A
dupla constituída por Pedro Viegas (piloto) e Luís Figueiredo
(navegador) sagrou-se como vencedora “da I V-24 Powerboats National
Challenge”, evento que pela primeira vez se disputou em Portugal.
Foram dois dias de alta velocidade que teve a correspondência
de algum público que atraído pelo design e “roncar” das
máquinas, se deslocou ao molhe norte da barra da Figueira da
Foz, local privilegiado para assistir ao espectáculo de alta
velocidade sobre mar.
Apesar de estar anunciada a presença do líder mundial
Giovanni Carpitella, este acabou por ter de ser substituído à
última hora pelo piloto britânico Ricky Hill, que alinhou
com o navegador Luís Correia.
Constituída competitivamente por duas mangas de 35 voltas num
percurso entre a praia da Figueira e o Cabo Mondego, os “bólides”
tiveram excelentes condições para o espectáculo,
atingindo velocidades que rondaram os 75 nós (150 km/h).
Ricky Hill e Luís Correia, da embarcação V77, venceram
a 1.ª manga. Apesar de ter 16 anos de experiência noutras
classes, esta foi a primeira vez que o piloto participou num campeonato
de V24.
A equipa portuguesa ficou em terceiro lugar. O piloto Pedro Viegas estava
feliz por participar pela primeira vez num campeonato de V24. “Podíamos
ter sido os primeiros se não fosse o motor deixar de funcionar
por duas vezes”, diz com tristeza. Luís Figueiredo, navegador,
acrescenta que a prova é “intensa e para quem não está
habituado custa um pouco, mas no geral correu muito bem”.
No segundo dia de competição a equipa portuguesa da ViegaSports
cumpriu o seu objectivo. Venceu a 2.ª manga da 1.º etapa dos
V24 Powerboats National Challenge e consequentemente atingiu o primeiro
lugar na geral, sagrando-se vencedor do evento.
Pedro Viegas, piloto vencedor do V-10, sublinhou que “foi uma vitória
complicada mas muito boa”, atendendo a que o seu barco teve alguns problemas
de motor. “Apesar do V-1 ter desistido da etapa devido a problemas técnicos,
foi uma boa corrida”.
Luís Figueiredo, navegador do V-10, acrescentou que “sem comentários.
Todas as pessoas que assistiram à corrida viram o nosso desempenho”.
Uma vez mais, o V1 não chegou ao fim, sendo forçado a
desistir por problemas de motor pelo que na segunda posição
posicionou-se a dupla constituída por Ricky Hill, tendo como
navegador o português Luís Correia, seguindo-se a dupla
tripulante do V-8 constituída por Scott Hodges e pelo navegador
Alan Layton.
A segunda etapa do “National Challenge” está agendada para os
próximos os dias 1 e 3 de Setembro em Vilamoura, seguindo-se
Albufeira (15 a 17 de Setembro), Oeiras (29 de Setembro a 1 de Outubro)
e Cascais (de 26 a 28 de Outubro).
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