Director:  
30 Junho/2006  
Ano 88º  
Edição N.º 5465  
 
 
  DESPORTO

Aprígio quer novo estádio

O municipal José Bento Pessoa foi construído em 1954 pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, presidida na altura por Fernando Muñoz de Oliveira. Cumpridas as funções para as quais foi construído, actualmente não possui as valências necessárias para servir de base a um clube da I Liga. Esta é a opinião do presidente da Naval, Aprígio Santos, que pretende que o clube que dirige “tenha um estádio exclusivamente seu, com valências de rentabilidade para o clube”.
O local onde a estrutura do Bento Pessoa está inserida é o ideal e Aprígio Santos diz que gostaria que a nova estrutura pudesse ser “construída em S. Julião ou Tavarede”, não pretendendo nenhum “elefante branco”, mas tão só “uma estrutura de cerca de 15 mil lugares, com relvados de utilização simultânea à estrutura profissional do clube e sobretudo à formação”.
Aprígio Santos já deu conta desta pretensão ao presidente da edilidade Duarte Silva. Para a direcção da Naval esta obra, acima de uma necessidade, é uma urgência, e será o ponto de honra do presidente navalista e da direcção que preside para o biénio 2006/08.
“Estas são condições que eu considero essenciais para olharmos o futuro com alguma tranquilidade”, refere Aprígio Santos acrescentando que “vou continuar à frente da Naval, pois este clube merece tudo, mas não a qualquer preço”.
Sobre a construção de um novo estádio, o carismático dirigente deixa o alerta: “é essencial que a Naval tenha um estádio seu e onde possa inserir a sede que não temos. Não quero ser mal interpretado, ou seja, não estou a pedir à Câmara Municipal que o construa. O que quero é que a edilidade nos preste ajuda e nos conceda protocolos que permitam essa mesma construção”.
Aprígio Santos dirige a Naval desde há quinze anos. Foi sob a sua batuta que a Naval ascendeu da antiga II Divisão até ao principal patamar do futebol nacional. O timoneiro da nau navalista deixa a pergunta: “o que é que querem que eu faça mais?”.

Assembleia geral reconduz Aprígio Santos na presidência

“A construção de um novo estádio, exclusivamente pertença do clube, com sede social incluída e uma boa campanha no campeonato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional”, são as prioridades da recém eleita direcção da Naval, conforme afirmou Aprígio Santos no final da reunião magna dos navalistas do passado dia 22.
Aprígio Santos sucedeu a si próprio na presidência da Naval. A assembleia geral navalista aprovou por unanimidade a lista de corpos gerentes apresentada a sufrágio pelo homem que lidera o quarto clube desportivo mais antigo do país, a Associação Naval 1º de Maio.

Direcção reconduzida

Foi o final de um longo período em que o clube figueirense foi dirigido por uma comissão administrativa.
Aprígio já tinha dado a saber que o clube, do ponto de vista directivo, necessitava de ser reforçado. Assim, num voto de confiança a quem ultimamente o tem acompanhado, todos os membros da ex-comissão directiva foram reconduzidos, contudo as surpresas surgiram na inclusão dos novos vice-presidentes Carlos Beja e Nuno Maurício.

Clube governável

Para além do acto eleitoral, foi apresentado à assembleia o relatório e contas relativo ao ano de 2005, cujo ‘deve e haver’ final do exercício apresenta um saldo negativo de cerca de 516 mil euros (cem mil contos em moeda antiga) passando o clube a apresentar um passivo na ordem dos 2,365 milhões de euros (473 mil contos).
Os números não assustaram o presidente da Naval que afirmou que o “clube continua governável”, e mostrou-se convicto que na próxima temporada o saldo do exercício pode apresentar números positivos.
Na vertente orçamental, para o ano de 2006 foi aprovado um orçamento que rondará os 2,240 milhões de euros (450 mil contos) sendo 1,674 (350 mil contos) destinados ao futebol profissional.

Corpos gerentes eleitos para o biénio 2006/08

Assembleia Geral
Presidente: Delfim Jorge Lopes Neves;
Vice-presidente: Fernando Sansana;
Secretários: José Mário Vaz Correia e Jorge Pires Lobo.

Direcção
Presidente: Aprígio Jesus Ferreira Santos;
Vice-presidentes: Carlos Alberto Cardoso Rodrigues Beja, Nuno Ricardo Costa Maurício e Joaquim José Mendes Parente.
Tesoureiro: Rui Monteiro Trafaria;
Secretários: José Maria Simões Oliveira e Eurico Fernando Duarte Vieira;
Vogais: Adagildo Simões Vieira Carvalho e João Gonçalves Almeida.

Conselho fiscal
Presidente: André Filipe Ventura Rodrigues;
Secretários: José Melanda Pucarinho e José Carlos Silva Rodrigues.
Vice-presidente da Naval renuncia

Vice-presidente da Naval renuncia

Nuno Maurício, eleito no passado dia 22 para vice-presidente da Direcção da Naval 1.º de Maio, não tomará posse do cargo para o qual foi eleito por apresentação de renúncia.
Nuno Maurício, profissionalmente é coordenador da PJ, pelo que solicitou autorização à hierarquia da instituição para assumir o cargo, alegando tratar-se de um cargo sem funções remuneradas, o que desde logo não suscitava incompatibilidade. Esta tese foi sustentada pelo parecer de dois juristas que defendiam o princípio de não incompatibilidade de funções.
A hierarquia da instituição, primeiro por Pedro Carmo, director da PJ de Coimbra e depois a Direcção Nacional, opôs-se ao pedido e comunicou a Nuno Maurício a não autorização para o exercício daquelas funções, o que levou aquele quadro da PJ a apresentar a renúncia das funções desportivas.

Aprígio ameaça bater com a porta

“Estou farto… só me apetece bater com a porta”. Foi com estas palavras que Aprígio Santos recebeu a reportagem de O Figueirense. O presidente da Naval mostrou-se renitente em abordar a situação, face ao respeito que o Dr. Nuno Maurício lhe merece e que de forma alguma merecia ver o seu nome nos jornais desta maneira.
Embora não se quisesse alongar em considerações, Aprígio Santos mostrou estar revoltado com a situação e com as insinuações de gente sem escrúpulos. “ Acredito que anda gente a mais no futebol e no desporto. Procurei trazer à direcção do meu clube um quadro cuja credibilidade e respeito não podem ser postos em causa, ”sublinhou concluindo: “a ligação afectiva do Dr. Maurício com o clube vem de há muitos anos. Para além de ser figueirense, fez a sua formação desportiva na Naval, onde foi seu atleta. É uma personalidade que merece a consideração dos navalistas, sempre tem manifestado uma grande preocupação com a vivência do clube. A partir daqui nada mais direi”.

Rogério Neves

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Vitória portuguesa de Pedro Viegas / Luís Figueiredo

Bólides da motonáutica aceleraram no mar da Figueira da Foz

A dupla constituída por Pedro Viegas (piloto) e Luís Figueiredo (navegador) sagrou-se como vencedora “da I V-24 Powerboats National Challenge”, evento que pela primeira vez se disputou em Portugal.
Foram dois dias de alta velocidade que teve a correspondência de algum público que atraído pelo design e “roncar” das máquinas, se deslocou ao molhe norte da barra da Figueira da Foz, local privilegiado para assistir ao espectáculo de alta velocidade sobre mar.
Apesar de estar anunciada a presença do líder mundial Giovanni Carpitella, este acabou por ter de ser substituído à última hora pelo piloto britânico Ricky Hill, que alinhou com o navegador Luís Correia.
Constituída competitivamente por duas mangas de 35 voltas num percurso entre a praia da Figueira e o Cabo Mondego, os “bólides” tiveram excelentes condições para o espectáculo, atingindo velocidades que rondaram os 75 nós (150 km/h).
Ricky Hill e Luís Correia, da embarcação V77, venceram a 1.ª manga. Apesar de ter 16 anos de experiência noutras classes, esta foi a primeira vez que o piloto participou num campeonato de V24.
A equipa portuguesa ficou em terceiro lugar. O piloto Pedro Viegas estava feliz por participar pela primeira vez num campeonato de V24. “Podíamos ter sido os primeiros se não fosse o motor deixar de funcionar por duas vezes”, diz com tristeza. Luís Figueiredo, navegador, acrescenta que a prova é “intensa e para quem não está habituado custa um pouco, mas no geral correu muito bem”.
No segundo dia de competição a equipa portuguesa da ViegaSports cumpriu o seu objectivo. Venceu a 2.ª manga da 1.º etapa dos V24 Powerboats National Challenge e consequentemente atingiu o primeiro lugar na geral, sagrando-se vencedor do evento.
Pedro Viegas, piloto vencedor do V-10, sublinhou que “foi uma vitória complicada mas muito boa”, atendendo a que o seu barco teve alguns problemas de motor. “Apesar do V-1 ter desistido da etapa devido a problemas técnicos, foi uma boa corrida”.
Luís Figueiredo, navegador do V-10, acrescentou que “sem comentários. Todas as pessoas que assistiram à corrida viram o nosso desempenho”.
Uma vez mais, o V1 não chegou ao fim, sendo forçado a desistir por problemas de motor pelo que na segunda posição posicionou-se a dupla constituída por Ricky Hill, tendo como navegador o português Luís Correia, seguindo-se a dupla tripulante do V-8 constituída por Scott Hodges e pelo navegador Alan Layton.
A segunda etapa do “National Challenge” está agendada para os próximos os dias 1 e 3 de Setembro em Vilamoura, seguindo-se Albufeira (15 a 17 de Setembro), Oeiras (29 de Setembro a 1 de Outubro) e Cascais (de 26 a 28 de Outubro).

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